INSTITUIÇÕES INTERNACIONAIS
Docente: Madalena Meyer Resende
Objectivos:
Este curso incide sobre o tema das instituições internacionais, desde a sua
criação no século XX até à transição para o século XXI. Analisa a origem e o
desenvolvimento das instituições internacionais, bem como a sua estrutura, os
seus sucessos e as suas falhas. O curso pretende também analisar os principais
fatores que presidem à sua adaptação ao fim da Guerra Fria, e à sua
transformação face ao desmoronar da ordem liberal internacional.
Adotando uma abordagem histórico-temática, o curso visa identificar
semelhanças e diferenças no desenvolvimento das diversas instituições
internacionais. O curso é lecionado com base em literatura em língua
portuguesa e inglesa.
O curso tem como objetivo dotar os alunos de:
• Um conhecimento aprofundado sobre o desenvolvimento das instituições
internacionais no contexto do período pós-Segunda Guerra Mundial e a sua
adaptação ao fim da Guerra Fria. Espera-se que os alunos adquiram não só um
conhecimento preciso das principais instituições internacionais, da sua estrutura
e funcionamento, mas também das circunstâncias e constrangimentos que
afetam a prossecução dos seus objetivos.
• A compreensão das teorias que explicam o seu desenvolvimento.
• O domínio da literatura especializada.
Descrição detalhada
Os objetivos desta unidade curricular são explicar e debater a institucionalização
dos modelos de ordenamento internacional multilateral, com particular foco na
segunda metade do século XX. O curso está dividido em quatro grandes áreas
temáticas: 1) as principais perspectivas teóricas da ordem internacional e da sua
institucionalização; 2) as circunstâncias históricas da formulação da ordem e a
sua tradução em instituições internacionais; 3) o funcionamento das principais
instituições; 4) a adaptação das instituições à mudança da ordem internacional
pós-Guerra Fria.
Inicialmente, o curso apresenta as principais teorias das relações internacionais
e as suas visões da cooperação internacional, bem como a importância das
instituições internacionais, focando-se nos debates contemporâneos entre os
neoliberais e os neorealistas. A seguir, o curso introduz os conceitos de ordem
1
internacional e de sociedade internacional, seguindo as conceções de Hedley
Bull no seu livro seminal “The Anarchical Society”. Os conceitos de ordem
internacional e da sua institucionalização em regimes multilaterais são
essenciais para compreender o papel das instituições internacionais que
emergiram na segunda metade do século XX. A conceção de ordem
internacional de Bull defende que o sistema internacional não pode ser visto
apenas em termos materiais, ou seja, como uma estrutura descentralizada e
anárquica em que as diferentes unidades variam de acordo com a distribuição
de poder. É a criação de uma estrutura de regras, normas e expectativas
mútuas, historicamente criadas e desenvolvidas, normalmente após as grandes
guerras, que constitui a formação da ordem internacional. Segundo Bull, a
ordem internacional é uma ordem feita pelos Estados e para os Estados, mais
do que uma ordem pós-estatal. Por conseguinte, o conceito de sociedade
internacional de Bull não só enquadra a análise das instituições internacionais,
como também a serve de âncora. O passo seguinte é, por conseguinte,
enquadrar o conceito. O passo seguinte é, por isso, enquadrar o conceito de
ordem internacional de Hedley Bull nas permissas das principais teorias das
relações internacionais.
De seguida, o curso aborda os principais momentos em que as potências
vencedoras se reorganizam para reescrever as principais regras da nova ordem
internacional, com base no trabalho de John Ikenberry, “After Victory”. São
abordados dois grandes momentos: o primeiro refere-se à substituição do
concerto europeu pelos princípios de segurança coletiva da Sociedade das
Nações no Tratado de Versalhes em 1919. São comparadas as fontes
ideológicas que mais influenciaram a ordem subjacente à Sociedade das
Nações, com foco no debate entre Woodrow Wilson e Theodore Roosevelt sobre
a forma que deveria tomar o sistema de segurança coletiva (Soller). A
Sociedade das Nações seguiu o modelo idealista de Woodrow Wilson. Em
seguida, o curso debruça-se sobre a criação das Nações Unidas durante as
Conferências da II Grande Guerra, analisando como a ação de Franklin Delano
Roosevelt resultou num sistema de segurança coletiva que mistura princípios
multilateralistas com princípios realistas de hierarquia das potências. Aborda-se
também a questão de até que ponto a formulação de um regime internacional de
direitos humanos integrou ou não essa ordem e de como o eclodir da Guerra
Fria em 1947 e a instituição de uma paz separada entre as potências ocidentais
com o objetivo de proteger a democracia e o liberalismo introduziram um novo
elemento na ordem internacional.
O curso aborda, de seguida, a questão da conceção da ordem económica liberal
internacional no período pós-Segunda Guerra Mundial, nomeadamente a
institucionalização de uma economia mundial aberta, não discriminatória, liberal,
privada, cooperativa, baseada em regras e governada por instituições
internacionais. As duras negociações entre os parceiros basearam-se no
trabalho do Departamento de Estado na formulação de políticas comerciais que
resultaram na Organização Internacional de Comércio e no GATT. Por seu
2
turno, o Departamento do Tesouro empenhou-se no estabelecimento do FMI e
do Banco Mundial. A influência de actores Americanos com credenciais liberais,
como Cordell Hull, e das concepções económicas americanas liberais que
emergem como centrais para a compreensão da emergência de instituições
económicas liberais internacionais no pós-guerra. O curso continua com a
descrição da criação, composição e evolução do Fundo Monetário Internacional,
do GATT/OMC e do Banco Mundial.
A seguir, aborda-se o tema da emergência das organizações regionais
europeias e transatlânticas, nomeadamente a OTAN e a União Europeia.
Analisam-se as duas organizações, a primeira de segurança e a segunda de
cariz económico, enquanto elementos centrais da densificação da
institucionalização das relações entre as potências ocidentais. A análise procede
de forma histórica e comparativa, explicitando as principais inovações
institucionais que transformaram de forma decisiva a cooperação entre os
Estados nesta região do globo, nomeadamente no que se refere às formas de
tomada de decisão, às políticas formuladas e implementadas e aos
alargamentos a novos membros. Tanto a União Europeia como a NATO são
também alvo de uma análise histórica, que contempla a capacidade das
instituições se reorganizarem para ultrapassar as crises provenientes das
mudanças essenciais das condições originárias da sua formação.
O curso aborda ainda duas instituições regionais que emergiram no contexto da
Guerra Fria e que se focam nas questões dos direitos humanos e da promoção
da democracia: a OSCE e o Conselho da Europa. Procura-se discutir as causas
históricas da emergência e do sucesso destas iniciativas institucionais, bem
como as razões do seu declínio. A atenção é colocada nas condições históricas
que permitiram a sua emergência, mas também nas características institucionais
que possibilitaram o seu desenvolvimento ao longo do tempo e, em última
análise, dificultaram a sua adaptação às mudanças das condições de base.
O estudo do regionalismo é ainda alargado com exemplos de fora da Europa: a
Organização de Cooperação de Xangai (OCX) e a Associação das Nações do
Sudeste Asiático (ASEAN). Ambas exemplificam a crescente autonomia das
regiões no período pós-Guerra Fria. A inclusão da OCX exemplifica as novas
instituições regionais emergentes após 1989, bem como a primeira instituição
promovida pela China. A ASEAN exemplifica a crescente densificação e
expansão da cooperação e das instituições na Ásia.
Por fim, o curso aborda a forma como as instituições internacionais se
adaptaram à transição do pós-Guerra Fria e ao novo ciclo da política
internacional. Esta é caracterizada por uma dinâmica de globalização e de
interdependência regional que abre caminho para a consolidação de uma
sociedade internacional. O curso conclui que a década de transição revela a
estabilidade do sistema multilateral como uma ordem liberal constitucional
imposta e regulada pela "hegemonia benigna" dos Estados Unidos da América.
3
Conclui-se que as instituições internacionais multilaterais se revelaram, durante
os primeiros dez anos do pós-Guerra Fria, não só resilientes, como capazes de
responder à profunda mudança no sistema internacional.
Objectives (inglês):
The course is structured around the development of international organisations
from their inception in the 20th century to the transition into the 21st century. The
course analyses the emergence and development of international organisations,
their structure, as well as their successes and failures. The course aims to
analyse the main factors that explain their adaptation to the end of the Cold War.
The course has a historical-thematic focus and aims to identify the similarities
and differences in the development of the different international institutions. The
course makes use of literature in both Portuguese and English.
The course aims to provide students with
- An in-depth knowledge of the development of international institutions in the
context of the Second World War and their adaptation to the end of the Cold
War. Students are expected to acquire not only a precise knowledge of the main
international institutions, their structure and functioning, but also of the
circumstances and constraints that influence the pursuit of their objectives.
- An understanding of the theories that explain their development.
- An understanding of the specialist literature.
Sumários das aulas
Aula 1: Apresentação do programa, objectivos da cadeira e métodos de
avaliação.
Aula 2: O debate entre as principais teorias das relações internacionais e as
suas diferentes visões da cooperação internacional e das instituições
internacionais
David Baldwin: Neo-realismo e neo-liberalismo: o debate contemporâneo.
Michael Walzer: Modelos de ordenamento internacional (introdução).
A institucionalização dos modelos de ordenamento multilateral internacional –
Definições
4
Hedley Bull: Definição de ordem internacional, diferenças com perspectivas de
ordem mundial. Elementos de liberalismo, realismo e construtivismo nas
concepções de ordem internacional de Hedley Bull.
Baldwin, David (1993), Neorealism,
neoliberalism and World Politics, in
Baldwin, David, Neorealism and
neoliberalism: The contemporary debate
(New York: Columbia University Press.
Bull, H. (1994). The Anarchical Society: A
study of order in world politics.
Houndmills: Macmillan, Introduction.
Aula 3: As primeiras tentativas de ordenamento: O Concerto da Europa
estabelecido no Congresso de Viena (1815) e a Liga das Nações estabelecida
durante a Conferência de Versailles (1919).
John Ikenberry: Estabelecimento de regras de ordenamento internacional pelas
potências vencedoras depois das guerras Napoleónicas e da I Guerra Mundial.
As características do Concerto Europeu. A emergência dos Estados Unidos da
América como potência ordenadora. Os EUA e o ordenamento internacional: As
Conferências da II Grande Guerra e as Nações Unidas.
Stewart Patrick: Frank Delano Roosevelt e a reformulação dos conceitos de
segurança colectiva, as negociações entre os aliados (Grã Bretanha, EUA e
URSS). Veto no Conselho de Segurança, ordem internacional vs ordem regional.
Ikenberry, G. J., (2017). After Victory:
Institutions, Strategic Restraint, and the
Rebuilding of Order after Major Wars,
Princeton: Princeton University Press.
Chapters 2 and 6.
Patrick, S. (2009). Best laid plans: The
origins of American multilateralism and
the dawn of the Cold War. Lanham, Md:
Rowman & Littlefield, Chap 2 and 3, pp. 41-
105.
Aula 4: Os principais orgãos das Nações Unidas e seu funcionamento.
O estabelecimento de um regime internacional de direitos humanos pelas
Nações Unidas.
Os direitos humanos e a ordem internacional: a projeção do liberalismo
americano para a ordem internacional. A Declaração Internacional dos Direitos
5
Humanos (1948), a Convenção do Genocídio (1948), a Convenção Internacional
dos Direitos Políticos e Civis (1966). As primeiras intervenções humanitárias.
Park, S. (2018). International organisations
and global problems: Theories and
explanations, Cambridge: Cambridge
University Press, pp.62-86.
Aula 5: A ordem internacional dos direitos humanos no pós-Guerra Fria.
O fim da guerra fria e o emergir dos EUA como única superpotência ordenadora.
A democracia e os direitos humanos na nova ordem internacional: as Nações
Unidas e as intervenções humanitárias. O Tribunal Penal Internacional (1998).
Uma geração de
Ralph, J. (January, 2005). International
Society, the International Criminal Court
and American Foreign Policy. Review of
International Studies, 31, 1, 27-44.
Aula 6: O aquecimento global e o Protocolo de Quioto.
As condições institucionais e históricas da dificuldade em criar um regime de
regulação dos gases de efeito de estufa. Da Cimeira de Copenhaga à Cimeira
de Paris (1998-2017).
Aula 7: As negociações de Bretton Woods e a instituição de uma ordem
económica internacional.
Stewart Patrick: Os EUA e o estabelecimento de uma ordem económica liberal
internacional: comércio livre, estabilidade das taxas de câmbio, capital de
investimento internacional. A criação e desenvolvimento do Fundo Monetário
Internacional. A adaptação do Fundo ao fim do padrão dólar-ouro. As reformas
actuais do FMI.
Mayall, J. (1990). The institutional basis of
post-war economic cooperation in Taylor,
P., & Groom, A. J. R. (1990). International
Institutions at Work. London: Pinter
Aula 8: As negociações falhadas da Organização Internacional do Comércio, o
GATT e a Organização Mundial do Comércio (1947-2001).
6
O multilateralismo aplicado às instituições internacionais, a cláusula da nação
mais favorecida, as rondas de negociação, as cláusulas de salvaguarda. A
criação da Organização Mundial do Comércio (1995).
WTO: Overview: A navigational guide
[Link]
e/tif_e/agrm1_e.htm
Aula 9: O Banco Mundial.
Karns e Mingst: O Banco Mundial como organização híbrida, suas
características e principais projectos.
Karns, Margaret and Mingst, Karen (2004)
International Organizations: The politics
and Processes of Global Governance,
Lynne-Rienner Publishers, pp. 363-390.
Jonathan Masters and Andrew Chatzky,
February, (2019) The World Bank Group’s
Role in Global Development,
htttps://[Link]/backgrounder/world-
bank-groups-role-global-development
Aula 10: As teorias das relações internacionais e a avaliação da Organizações
Internacionais.
Teorias liberais e funcionalistas, teorias especificas das organizações
internacionais.
Park, S. (2018). International organisations
and global problems: Theories and
explanations, Cambridge: Cambridge
University Press, pp.1-35.
Aula 12: O regionalismo, antes e depois do fim da Guerra Fria
A emergência das instituições supranacionais europeias, transatlântica, e a
difusão do regionalismo para outras regiões do globo. Os EUA e a integração
regional; a crescente independência das regiões depois do fim da Guerra Fria.
Hurrell, Andrew (1996) “Regionalism in
Theoretical Perspective”, in Hurrell, Andrew
and Fawcett, Louise (eds.), Regionalism in
World Politics, Oxford: Oxford University
Press.
Aula 13: A NATO; formação e adaptação ao fim da guerra fria
7
O eclodir da Guerra Fria e a paz separada, o império por convite (Geird
Lundestad). Defesa coletiva vs. segurança coletiva.
Howorth, J. and Keeler, J.T. (eds.) (2003)
Defending Europe: The EU, NATO and the
Quest for European Autonomy, New York:
Palgrave.
Lundestad, G. Empire by Invitation.
Aula 14: A União Europeia: origens e desenvolvimento.
A Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, o falhanço da Comunidade
Europeia de Defesa, e as negociações para a criação do Mercado Comum e das
instituições supranacionais inscritas nos Tratados de Roma de 1957. As
principais características institucionais da Comunidade Económica Europeia.
Dinan, Desmond (2004) Europe Recast,
London: Palgrave, Ch 2.
Aula 15: A União Europeia: principais políticas económicas.
O desenvolvimento das principais políticas das Comunidades Económicas
Europeias: a política de concorrência, a política agrícola comum, o Mercado
Único, as Políticas de Desenvolvimento Regional.
Hix, Simon (2000) The Political System of
the European Union, London: Palgrave, pp.
211-276.
Aula 16: A União Europeia: adaptação ao fim da Guerra Fria.
O desenvolvimento das políticas de Segurança e Defesa, a União Económica e
Monetária, os alargamentos Europeus, as revisões dos Tratados.
Howorth, J. and Keeler, J.T.(eds.) (2003)
Defending Europe: The EU, NATO and the
Quest for European Autonomy, New York:
Palgrave, part 1 (NATO and the Development
of ESDI/ESDP).
Hix, Simon (2000) The Political System of
the European Union, London: Palgrave, pp.
211-278-304.
8
Aula 17: A OSCE e o Conselho da Europa: As organizações Europeias
promotoras da democracia e dos direitos humanos.
As instituições pan-Europeias como supervisoras da democratização e dos
valores liberais: origens e características institucionais, principais funções e
dificuldades correntes.
Aula 18: O regionalismo fora da Europa: A Organização de Cooperação de
Xangai e o regionalismo na Ásia (ASEAN).
Escolher um dos 4 primeiros textos no moodle.
Aula 20: A adaptação das instituições internacionais ao fim da Guerra Fria e a
mudança causada pelo declínio da ordem liberal internacional.
O papel das instituições na transformação das regras de ordenamento
internacional: continuidade ou mudança depois de 1989. Factores de adaptação
ou colapso das instituições face à mudança: rigidez institucional, resiliência e
adaptação.
Stewart Patrick, (2016) World Order: What,
Exactly, are the Rules?, The Washington
Quarterly Vol. 39, 1.
Aula 21: As formas de ordenamento não institucionalizadas de ordenamento
internacional do pós-guerra fria: G7, G20, grupos de contacto e Tratados de Não
Proliferação Nuclear.
Os regimes regionais, sectoriais e transnacionais.
Krasner, S. D. (Ed.). (1983). International
Regimes. Cornell University Press.
Coral Bell (2003). “Normative Shift”. National
Interest : 44-54.
9
Bibliografia
Archer, Clive (2001) International Organizations, 3rd ed., (London: Routledge,
2001).
Baldwin, David (1993) Neorealism and neoliberalism: The contemporary debate,
(NewYork: Columbia University Press.
Baylis, John and Steve Smith, The globalization of world politics: an introduction
to international relations, (Oxford: Oxford University Press, 2001).
Bull, Hedley (1977) The Anarchical Society: A Study of Order in World Politics,
New York: Columbia University Press.
Dinan, Desmond (2004) Europe Recast, London: Palgrave.
Ikenberry, John (2001) After Victory: Institutions, Strategic Restraint, and the
Rebuilding of Order after Major Wars, Princeton: Princeton University Press.
Karns, Margaret and Mingst, Karen (2004) International Organizations: The
politics and Processes of Global Governance, Lynne-Rienner Publishers.
Kay, Sean (1998) NATO and the Future of European Security, Rowman and
Littlefield.
Howorth, J. and Keeler, J.T.(eds.) (2003) Defending Europe: The EU, NATO and
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Howorth, J. (2007) Security and Defence Policy in the European Union, London:
Palgrave.
Hix, Simon (2000) The Political System of the European Union, London:
Palgrave.
Hurrell, Andrew (1996) “Regionalism in Theoretical Perspective”, in Hurrell,
Andrew and Fawcett, Louise (eds.), Regionalism in World Politics, Oxford:
Oxford University Press.
10
Mette Eilstrup-Sangiovanni (2006) Debates on European Integration, a Reader,
London: Palgrave.
Patrick, Stewart (2009) The Best Laid Plans: The Origins of American
Multilateralism and the Dawn of the Cold War, Lanham, Md.: Rowman &
Littlefield Publishers.
Sarooshi, Dan (2005) International Organizations and their Exercize of Sovereign
Powers, Oxford: Oxford University Press.
Simms, Brendan (2013) Europe: The Struggle for Supremacy, 1453 to the
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Yong, Oran (1992) “The Effectiveness of International Institutions: Hard Cases
and Critical Variables” in James N. Rosenau and Ernst-Otto Czempiel (eds.)
Governance Without Government: Order and Change in World Politics,
Cambridge: Cambridge University Press.
Métodos de ensino:
As aulas combinam exposição pela professora e debates organizados entre os
alunos, ao estilo de Oxford. Dois grupos de cinco alunos deverão preparar-se
para debater os temas da aula com base nas leituras indicadas no Moodle e
noutros recursos indicados pela professora.
Métodos de ensino (inglês):
The lessons combine lectures by the teacher and organised debates between
the students, in the style of Oxford. Two groups of five students should prepare
to discuss the topics of the lesson on the basis of the readings indicated on
Moodle and other resources indicated by the teacher.
Métodos de avaliação
1. Debate (15%)
11
2. Relatório do debate (5 pgs.) (15%)
3. Frequência (70%)
Trabalhadores estudantes
Os alunos trabalhadores podem optar por serem avaliados apenas por um
exame escrito, que vale 100% da nota final.
Métodos de avaliação (inglês):
1. Debate (15%)
2. Debate report (5 pages) (15%)
3. Written exam (70%)
Working students (formal status):
Working students can choose to be assessed only by a written exam, which is
worth 100 per cent of the final grade.
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