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Estudo sobre Carga e Lei de Coulomb

O documento aborda conceitos fundamentais de Eletricidade e Magnetismo, incluindo a Lei de Coulomb, carga elétrica e suas propriedades. Ele fornece explicações teóricas, exemplos resolvidos e exercícios propostos para facilitar a compreensão. Além disso, discute a quantização da carga elétrica e os processos de eletrização dos corpos.

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Estudo sobre Carga e Lei de Coulomb

O documento aborda conceitos fundamentais de Eletricidade e Magnetismo, incluindo a Lei de Coulomb, carga elétrica e suas propriedades. Ele fornece explicações teóricas, exemplos resolvidos e exercícios propostos para facilitar a compreensão. Além disso, discute a quantização da carga elétrica e os processos de eletrização dos corpos.

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Estudo de Eletricidade e Magnetismo

Este documento compila os estudos sobre os seguintes tópicos de Eletricidade


e Magnetismo: Carga e Lei de Coulomb, Carga Elétrica, Análise Dimensional e
Vetores. Cada seção apresenta explicações teóricas, exemplos resolvidos e
exemplos propostos para facilitar o entendimento e a fixação do conteúdo.

Carga e Lei de Coulomb

Introdução à Lei de Coulomb e Força Elétrica


A Lei de Coulomb é um dos pilares da eletrostática, o ramo da física que estuda
as cargas elétricas em repouso. Formulada pelo físico francês Charles Augustin
de Coulomb no século XVIII, esta lei descreve quantitativamente a força de
interação (atração ou repulsão) entre duas partículas eletricamente
carregadas.

Charles Coulomb utilizou um dispositivo engenhoso chamado balança de


torção para realizar seus experimentos. Este aparelho consistia em uma haste
isolante suspensa por um fio fino, com uma pequena esfera condutora em
uma extremidade. Ao aproximar outra esfera carregada, a força elétrica entre
elas causava uma torção no fio. Medindo o ângulo de torção, Coulomb pôde
determinar a magnitude da força elétrica e como ela variava com a quantidade
de carga e a distância entre as esferas.

Fórmula da Lei de Coulomb


A Lei de Coulomb estabelece que a força elétrica (F) entre duas cargas pontuais
(q1 e q2) é diretamente proporcional ao produto dos módulos de suas cargas e
inversamente proporcional ao quadrado da distância (r) que as separa.
Matematicamente, a lei é expressa como:
F = k * (|q1| * |q2|) / r²

Onde:

· F é a magnitude da força elétrica, medida em Newtons (N).


· q1 e q2 são os valores das cargas elétricas, medidos em Coulombs (C).
· r é a distância entre as cargas, medida em metros (m).
· k é a constante eletrostática, também conhecida como constante de
Coulomb. No vácuo (ou aproximadamente no ar), seu valor é k₀ ≈ 8,9875
× 10⁹ N·m²/C². Frequentemente, arredonda-se para 9 × 10⁹ N·m²/C²
para facilitar os cálculos.

A direção da força é ao longo da linha que une as duas cargas. A natureza da


força (atrativa ou repulsiva) depende dos sinais das cargas:

· Se as cargas tiverem sinais opostos (uma positiva e outra negativa), a


força é atrativa.
· Se as cargas tiverem sinais iguais (ambas positivas ou ambas negativas),
a força é repulsiva.

É importante notar que a força elétrica obedece à Terceira Lei de Newton


(princípio da ação e reação). Isso significa que a força que a carga q1 exerce
sobre q2 é igual em módulo e oposta em sentido à força que q2 exerce sobre
q1.

A força elétrica é uma grandeza vetorial, possuindo módulo, direção e sentido.


Quando múltiplas cargas estão presentes, a força resultante sobre uma carga
específica é a soma vetorial das forças exercidas por cada uma das outras
cargas individualmente (Princípio da Superposição).

Gráfico da Lei de Coulomb


A relação entre a força elétrica (F) e a distância (r) entre as cargas, mantendo as
cargas constantes, é uma relação de inverso do quadrado. Isso significa que se
a distância entre as cargas dobrar, a força elétrica se tornará quatro vezes
menor (1/2² = 1/4). Se a distância for reduzida à metade, a força se tornará
quatro vezes maior (1/(1/2)² = 4).
Um gráfico de F versus r mostraria uma curva decrescente que se aproxima do
eixo r à medida que r aumenta, mas nunca o toca (uma hipérbole).

Distância (r) Força (F)

d F

2d F/4

3d F/9

d/2 4F

d/3 9F

Exemplos Resolvidos
Exemplo 1 (Adaptado de Brasil Escola): Duas partículas eletricamente
carregadas, com cargas Q1 = +1,0 μC (microcoulomb) e Q2 = +2,0 mC
(milicoulomb), são separadas no vácuo a uma distância de 0,5 m. Determine o
módulo da força elétrica existente entre as cargas. (Dados: k₀ = 9 × 10⁹ N·m²/
C²; 1 μC = 10⁻⁶ C; 1 mC = 10⁻³ C)

Resolução: Primeiro, convertemos as cargas para Coulombs: Q1 = 1,0 μC = 1,0


× 10⁻⁶ C Q2 = 2,0 mC = 2,0 × 10⁻³ C A distância r = 0,5 m.

Utilizando a Lei de Coulomb: F = k₀ * (|Q1| * |Q2|) / r² F = (9 × 10⁹ N·m²/C²) * (|


(1,0 × 10⁻⁶ C)| * |(2,0 × 10⁻³ C)|) / (0,5 m)² F = (9 × 10⁹) * (1,0 × 10⁻⁶ × 2,0 ×
10⁻³) / 0,25 F = (9 × 10⁹) * (2,0 × 10⁻⁹) / 0,25 F = (18 × 10⁰) / 0,25 F = 18 / 0,25 F
= 72 N

Como as cargas têm o mesmo sinal (ambas positivas), a força é repulsiva.

Exemplo 2 (Adaptado de Brasil Escola): Duas partículas puntiformes com


cargas elétricas idênticas q encontram-se separadas por uma distância d, e a
força entre elas é F. Em seguida, o módulo de uma das cargas é dobrado (2q), o
módulo da outra é triplicado (3q) e a distância entre elas é alterada para um
terço da distância inicial (d/3). Determine a nova força F’ em termos da força
inicial F.

Resolução: A força inicial F é dada por: F = k * (q * q) / d² = k * q² / d²

A nova força F’ é dada por: F’ = k * ((2q) * (3q)) / (d/3)² F’ = k * (6q²) / (d²/9)


F’ = k * 6q² * (9/d²) F’ = 54 * (k * q² / d²)

Como F = k * q² / d², substituímos na expressão de F’: F’ = 54 * F

A nova força é 54 vezes maior que a força inicial.

Exercícios Resolvidos (Adaptado de Brasil Escola)


Exercício 1: Duas partículas carregadas com cargas elétricas idênticas q,
sustentadas por fios inextensíveis e de massa desprezível, encontram-se em
equilíbrio de forças, como na figura mostrada abaixo (a figura original do Brasil
Escola descreve duas esferas suspensas formando um ângulo devido à
repulsão). Suponha que cada partícula tem massa m = 0,005 kg e que, devido à
repulsão, elas se separam horizontalmente por uma distância de 6 cm, e a
componente vertical da tensão no fio equilibra o peso, enquanto a
componente horizontal da tensão equilibra a força elétrica. Se o ângulo que o
fio faz com a vertical é θ, tal que tan(θ) = 3/4. (Dados: g = 10 m/s²; k₀ = 9 × 10⁹
N·m²/C²; distância horizontal entre as cargas = 0,06 m)

1. Determine o módulo da força elétrica de repulsão que atua sobre as


cargas.
2. Determine o módulo das cargas elétricas das partículas.

Resolução: a) O peso de cada partícula é P = m * g = 0,005 kg * 10 m/s² = 0,05


N. No equilíbrio, a componente horizontal da tensão (Tx) equilibra a força
elétrica (Fe), e a componente vertical da tensão (Ty) equilibra o peso (P). Tx =
Fe Ty = P

Sabemos que tan(θ) = Tx / Ty = Fe / P. Dado que tan(θ) = 3/4: Fe / P = 3/4 Fe /


0,05 N = 3/4 Fe = (3/4) * 0,05 N Fe = 0,0375 N
O módulo da força elétrica de repulsão é 0,0375 N.

1. A distância entre as cargas é r = 0,06 m. Fe = k₀ * (q * q) / r² 0,0375 N = (9 ×


10⁹ N·m²/C²) * q² / (0,06 m)² 0,0375 = (9 × 10⁹ * q²) / 0,0036 q² = (0,0375
* 0,0036) / (9 × 10⁹) q² = 0,000135 / (9 × 10⁹) q² = 1,35 × 10⁻⁴ / (9 × 10⁹)
q² = 0,15 × 10⁻¹³ q² = 15 × 10⁻¹⁵ = 1,5 × 10⁻¹⁴ q = √(1,5 × 10⁻¹⁴) C q ≈
1,22 × 10⁻⁷ C ou 0,122 μC

Exemplos Propostos
Exemplo Proposto 1: Duas cargas pontuais, Q1 = -2,5 μC e Q2 = +4,0 μC, estão
separadas por uma distância de 10 cm no vácuo. Calcule: a) A magnitude da
força elétrica entre elas. b) A força é atrativa ou repulsiva? Justifique. (Use k₀ =
9 × 10⁹ N·m²/C²)

Exemplo Proposto 2: Três cargas elétricas pontuais estão dispostas nos


vértices de um triângulo equilátero de lado L = 30 cm. As cargas são qA = +2 μC,
qB = +2 μC e qC = -4 μC. Determine o vetor força elétrica resultante sobre a
carga qC. (Considere o sistema no vácuo).

Exemplo Proposto 3: A força elétrica entre duas cargas q1 e q2 separadas por


uma distância d é F. Se a carga q1 for triplicada, a carga q2 for reduzida à
metade e a distância entre elas for dobrada, qual será a nova força elétrica F’
em termos de F?

Carga Elétrica

O que é Carga Elétrica?


A carga elétrica é uma propriedade fundamental da matéria, intrínseca às
partículas subatômicas que a constituem, como os prótons e os elétrons.
Assim como a massa é uma propriedade que determina a interação
gravitacional, a carga elétrica determina como as partículas interagem
eletromagneticamente. Um corpo macroscópico apresenta uma carga elétrica
líquida quando há um desequilíbrio entre o número total de prótons e elétrons
que o compõem. Se o número de prótons e elétrons for igual, o corpo é
considerado eletricamente neutro, embora ainda contenha cargas elétricas em
seu interior.

A origem da carga elétrica reside nas partículas subatômicas. Por convenção:

· Prótons, localizados no núcleo do átomo, possuem carga elétrica


positiva.
· Elétrons, que orbitam o núcleo, possuem carga elétrica negativa.
· Nêutrons, também localizados no núcleo, são eletricamente neutros, ou
seja, não possuem carga elétrica líquida.

Tipos de Carga Elétrica


Existem dois tipos de carga elétrica na natureza: positiva e negativa. Essa
distinção é puramente convencional. Poderíamos ter chamado a carga do
elétron de positiva e a do próton de negativa, e as leis da física continuariam as
mesmas. O fundamental é que:

· Cargas de mesmo sinal (positiva e positiva, ou negativa e negativa) se


repelem.
· Cargas de sinais opostos (positiva e negativa) se atraem.

Essa interação (atração ou repulsão) é a manifestação da força elétrica,


descrita pela Lei de Coulomb.

Unidade de Carga Elétrica


A unidade de medida da carga elétrica no Sistema Internacional de Unidades
(SI) é o Coulomb (C). Esta unidade foi nomeada em homenagem a Charles
Augustin de Coulomb. Um Coulomb é uma quantidade relativamente grande
de carga. Na prática, frequentemente lidamos com submúltiplos do Coulomb,
como o microcoulomb (μC = 10⁻⁶ C) e o nanocoulomb (nC = 10⁻⁹ C).

É importante notar que o Coulomb não é uma unidade fundamental no SI. Ele
é derivado da unidade de corrente elétrica, o Ampère (A). Um Coulomb é
definido como a quantidade de carga que atravessa a seção transversal de um
condutor percorrido por uma corrente elétrica constante de 1 Ampère durante
1 segundo (1 C = 1 A·s).

Quantização da Carga Elétrica


Uma das propriedades mais importantes da carga elétrica é a sua
quantização. Isso significa que a carga elétrica não pode assumir qualquer
valor contínuo, mas sim apenas múltiplos inteiros de uma unidade
fundamental de carga, conhecida como carga elementar (e).

A carga elementar é a menor quantidade de carga elétrica livre que pode ser
observada na natureza e corresponde, em módulo, à carga de um elétron ou
de um próton.

O valor da carga elementar é:

e ≈ 1,602 × 10⁻¹⁹ C

Assim, a carga elétrica total (Q) de qualquer corpo eletrizado é sempre um


múltiplo inteiro (n) da carga elementar:

Q=n*e

Onde:

· Q é a carga elétrica total do corpo (em Coulombs).


· n é um número inteiro (positivo se houver excesso de prótons ou falta de
elétrons, negativo se houver excesso de elétrons).
· e é a carga elementar (1,602 × 10⁻¹⁹ C).

Se um corpo tem excesso de elétrons, sua carga Q será negativa. Se tem falta
de elétrons (ou seja, excesso de prótons em relação aos elétrons), sua carga Q
será positiva.
Como Calcular a Carga Elétrica
Para calcular a carga elétrica de um corpo, utilizamos a fórmula da
quantização da carga:

Q=n*e

Onde ‘n’ representa a diferença entre o número de prótons (Np) e o número


de elétrons (Ne) no corpo. Mais precisamente, se um corpo está carregado
devido a um excesso ou falta de elétrons:

· Se um corpo perde ‘n’ elétrons, ele fica com uma carga positiva Q =
+n * e.
· Se um corpo ganha ‘n’ elétrons, ele fica com uma carga negativa Q = -
n * e.

Exemplo: Para que um corpo fique carregado com Q = +1,0 C, quantos elétrons
ele precisa perder?

Q = n * e 1,0 C = n * (1,602 × 10⁻¹⁹ C) n = 1,0 / (1,602 × 10⁻¹⁹) n ≈ 6,24 × 10¹⁸


elétrons

Isso demonstra que 1 Coulomb é uma quantidade muito grande de carga,


correspondendo a um desequilíbrio de aproximadamente 6,24 quintilhões de
elétrons.

Processos de Eletrização
Os corpos, em seu estado natural, tendem a ser eletricamente neutros. Para
que um corpo se torne eletricamente carregado (eletrizado), é necessário que
ele ganhe ou perca elétrons. Os prótons estão firmemente ligados no núcleo
atômico e não são facilmente transferidos em processos de eletrização
comuns. Os principais processos de eletrização são:

1. Eletrização por Atrito: Ocorre quando dois corpos de materiais


diferentes são atritados um contra o outro. Dependendo da natureza dos
materiais (sua afinidade eletrônica), um deles tende a perder elétrons
(ficando positivamente carregado) e o outro tende a ganhar esses
elétrons (ficando negativamente carregado). Existe uma ordem, chamada
série triboelétrica, que indica qual material tende a ficar positivo ou
negativo quando atritado com outro.
2. Eletrização por Contato: Ocorre quando um corpo eletrizado é colocado
em contato com um corpo neutro (ou outro corpo carregado). Haverá
uma transferência de elétrons entre eles até que atinjam um novo estado
de equilíbrio eletrostático. Se os corpos forem condutores e idênticos, a
carga total se distribui igualmente entre eles após o contato.
3. Eletrização por Indução: Ocorre quando um corpo eletrizado (indutor) é
aproximado de um corpo condutor neutro (induzido), sem que haja
contato direto. A presença do indutor causa uma separação de cargas no
induzido. Se o induzido for conectado à terra (um grande reservatório de
elétrons) momentaneamente, ele pode adquirir uma carga líquida de
sinal oposto ao do indutor, mesmo após o afastamento do indutor e da
conexão com a terra.

Carga Elétrica de um Átomo


Os átomos são geralmente neutros, pois possuem o mesmo número de
prótons (positivos) no núcleo e elétrons (negativos) na eletrosfera. No entanto,
um átomo pode ganhar ou perder elétrons, tornando-se um íon.

· Se um átomo perde elétrons, ele fica com mais prótons do que elétrons,
resultando em uma carga líquida positiva. Esse íon é chamado de cátion.
· Se um átomo ganha elétrons, ele fica com mais elétrons do que prótons,
resultando em uma carga líquida negativa. Esse íon é chamado de ânion.

A carga de um íon pode ser calculada usando Q = (Np - Ne) * e, onde Np é o


número de prótons (número atômico Z) e Ne é o número de elétrons.

Exemplo (Adaptado de Brasil Escola): Calcular a carga elétrica de um núcleo


de hélio (partícula alfa), que possui 2 prótons e 2 nêutrons (Z=2). O núcleo
contém apenas prótons e nêutrons. Os elétrons estão na eletrosfera. Carga do
núcleo = (Número de prótons) * e Carga do núcleo = 2 * (1,602 × 10⁻¹⁹ C) =
3,204 × 10⁻¹⁹ C (positiva)
Exemplos Resolvidos (Adaptados de Brasil Escola)
Questão 1: Durante um processo de eletrização, um corpo recebe uma
quantidade de 2,0 × 10¹⁵ elétrons, tornando-se eletricamente carregado. Qual
a carga elétrica do corpo? (Dado: e = 1,6 × 10⁻¹⁹ C)

Resolução: O corpo recebeu elétrons, então sua carga será negativa. Q = n * e


Q = (2,0 × 10¹⁵) * (-1,6 × 10⁻¹⁹ C) (Nota: como o corpo recebeu elétrons, n é o
número de elétrons em excesso, e a carga é negativa) Q = -3,2 × 10⁻⁴ C

Questão 2: Um corpo apresenta 1,2 × 10³ elétrons a menos que prótons.


Determine o sinal e o módulo da carga elétrica desse corpo. (Dado: e = 1,6 ×
10⁻¹⁹ C)

Resolução: O corpo tem menos elétrons que prótons, o que significa que há
um excesso de carga positiva. O número de cargas elementares em
desequilíbrio é n = 1,2 × 10³. Q = n * e Q = (1,2 × 10³) * (1,6 × 10⁻¹⁹ C) Q = 1,92
× 10⁻¹⁶ C O sinal é positivo, pois há mais prótons que elétrons.

Questão 3: Determine qual é a quantidade de elétrons que precisam ser


retirados de um corpo para que sua carga elétrica seja de +6,4 C. (Dado: e = 1,6
× 10⁻¹⁹ C)

Resolução: A carga é positiva, o que significa que elétrons foram retirados. Q =


n * e 6,4 C = n * (1,6 × 10⁻¹⁹ C) n = 6,4 / (1,6 × 10⁻¹⁹) n = 4,0 × 10¹⁹ elétrons
Precisam ser retirados 4,0 × 10¹⁹ elétrons.

Exemplos Propostos
Exemplo Proposto 1: Um corpo inicialmente neutro perde 5,0 × 10¹³ elétrons.
Qual é a carga elétrica final do corpo, em Coulombs? Indique o sinal da carga.
(Dado: e = 1,6 × 10⁻¹⁹ C)

Exemplo Proposto 2: Um objeto possui uma carga elétrica de -4,8 μC. Quantos
elétrons em excesso esse objeto possui? (Dado: e = 1,6 × 10⁻¹⁹ C; 1 μC = 10⁻⁶
C)
Exemplo Proposto 3: Dois corpos, A e B, são atritados. O corpo A perde 2,5 ×
10¹⁰ elétrons para o corpo B. Quais são as cargas elétricas de A e B após o
atrito, em Coulombs? (Considere que ambos estavam inicialmente neutros).

Análise Dimensional

O que é Análise Dimensional?


A análise dimensional é uma ferramenta poderosa e fundamental na física e
em outras ciências exatas. Ela permite verificar a consistência de equações
físicas, deduzir relações entre grandezas físicas e converter unidades de
medida. Basicamente, a análise dimensional lida com as dimensões das
grandezas físicas (como comprimento, massa, tempo, etc.) em vez de seus
valores numéricos específicos.

O princípio central da análise dimensional é o Princípio da Homogeneidade


Dimensional. Este princípio estabelece que qualquer equação física válida
deve ser dimensionalmente homogênea, ou seja, todos os termos somados ou
subtraídos em uma equação devem ter as mesmas dimensões, e as dimensões
de ambos os lados da equação devem ser idênticas.

Grandezas Fundamentais e Derivadas


Para realizar a análise dimensional, utilizamos um conjunto de grandezas
fundamentais, a partir das quais todas as outras grandezas (derivadas) podem
ser expressas. No Sistema Internacional de Unidades (SI), as grandezas
fundamentais mais comuns em mecânica e eletromagnetismo são:

· Comprimento (L): Unidade SI: metro (m)


· Massa (M): Unidade SI: quilograma (kg)
· Tempo (T): Unidade SI: segundo (s)
· Corrente Elétrica (I): Unidade SI: Ampère (A)
· Temperatura Termodinâmica (Θ): Unidade SI: Kelvin (K)
· Quantidade de Matéria (N): Unidade SI: mol (mol)
· Intensidade Luminosa (J): Unidade SI: candela (cd)

As dimensões de uma grandeza derivada são expressas como produtos de


potências das dimensões das grandezas fundamentais. Por exemplo, a
dimensão de velocidade (distância/tempo) é L/T ou LT⁻¹.

Passo a Passo da Análise Dimensional


1. Identificar as Grandezas Envolvidas: Determine todas as grandezas
físicas relevantes para o problema ou equação que você está analisando.
2. Expressar as Dimensões: Para cada grandeza, escreva sua dimensão em
termos das grandezas fundamentais (L, M, T, I, etc.).
3. Aplicar o Princípio da Homogeneidade:
◦ Em equações: Verifique se ambos os lados da equação têm as
mesmas dimensões. Se a equação envolve somas ou subtrações,
cada termo individual deve ter a mesma dimensão.
◦ Para deduzir fórmulas (Método de Buckingham Pi Theorem ou
similar): Assume-se uma relação de produto de potências entre as
grandezas e resolve-se para os expoentes, garantindo a
homogeneidade dimensional.

Análise Dimensional de Fórmulas


A análise dimensional é uma excelente ferramenta para verificar a
plausibilidade de uma fórmula física. Se uma fórmula não for
dimensionalmente correta, ela certamente está errada (embora uma fórmula
dimensionalmente correta não seja necessariamente a fórmula física correta,
pois pode faltar constantes adimensionais).

Exemplo 1: Velocidade Média A fórmula da velocidade média (v) é dada por v


= ΔS / Δt, onde ΔS é o deslocamento e Δt é o intervalo de tempo.

· Dimensão de deslocamento [ΔS] = L


· Dimensão de tempo [Δt] = T
· Dimensão de velocidade [v] = [ΔS] / [Δt] = L / T = LT⁻¹
No SI, a unidade de velocidade é metro por segundo (m/s), o que é consistente
com a dimensão LT⁻¹.

Exemplo 2: Força (Segunda Lei de Newton) A Segunda Lei de Newton é F = m


* a, onde F é a força, m é a massa e a é a aceleração.

· Dimensão de massa [m] = M


· Dimensão de aceleração [a] = [velocidade] / [tempo] = (LT⁻¹) / T = LT⁻²
· Dimensão de força [F] = [m] * [a] = M * LT⁻² = MLT⁻²

No SI, a unidade de força é o Newton (N), que é definido como kg·m/s²,


consistente com a dimensão MLT⁻².

Exemplo 3: Pressão A pressão (P) é definida como Força (F) por unidade de
Área (A): P = F / A.

· Dimensão de Força [F] = MLT⁻²


· Dimensão de Área [A] = L² (comprimento x comprimento)
· Dimensão de Pressão [P] = [F] / [A] = (MLT⁻²) / L² = ML⁻¹T⁻²

No SI, a unidade de pressão é o Pascal (Pa), que é N/m² ou (kg·m/s²)/m² = kg/


(m·s²), consistente com ML⁻¹T⁻².

Exemplo 4: Calor Específico (c) A quantidade de calor (Q) transferida para um


objeto é dada por Q = m * c * Δθ, onde m é a massa, c é o calor específico e Δθ é
a variação de temperatura. A dimensão de calor (energia) é ML²T⁻².

Rearranjando para c: c = Q / (m * Δθ)

· Dimensão de Calor [Q] = ML²T⁻² (energia)


· Dimensão de Massa [m] = M
· Dimensão de Variação de Temperatura [Δθ] = Θ
· Dimensão de Calor Específico [c] = [Q] / ([m] * [Δθ]) = (ML²T⁻²) / (M * Θ) =
L²T⁻²Θ⁻¹

No SI, a unidade de calor específico é Joule por quilograma por Kelvin (J/
(kg·K)). 1 J = 1 N·m = 1 (kg·m/s²)·m = 1 kg·m²/s². Então, J/(kg·K) =
(kg·m²/s²)/(kg·K) = m²/s²·K, o que é consistente com L²T⁻²Θ⁻¹.
Conversão de Unidades por Meio da Análise
Dimensional
A análise dimensional é extremamente útil para converter unidades. O método
envolve multiplicar a quantidade original por fatores de conversão (que são
essencialmente iguais a 1) até que as unidades desejadas sejam obtidas.

Exemplo: Converter 72 km/h para m/s Sabemos que: 1 km = 1000 m 1 h =


3600 s

Queremos eliminar km e h e introduzir m e s. 72 km/h * (1000 m / 1 km) * (1 h /


3600 s)

As unidades km e h se cancelam: = 72 * (1000 m / 1) * (1 / 3600 s) = (72 * 1000 /


3600) m/s = 72000 / 3600 m/s = 20 m/s

Aplicações da Análise Dimensional


1. Verificação de Equações: Checar se uma equação é dimensionalmente
consistente.
2. Dedução de Fórmulas: Em alguns casos, pode-se deduzir a forma de
uma equação relacionando grandezas físicas (a menos de constantes
adimensionais).
3. Conversão de Unidades: Transformar valores de uma unidade para
outra.
4. Escalonamento em Modelagem: Usada em experimentos com modelos
em escala (por exemplo, em túneis de vento) para relacionar os
resultados do modelo com o sistema real.

Exemplos Resolvidos
Exemplo 1: A energia cinética (Ec) de um objeto é dada pela fórmula Ec =
(1/2)mv², onde m é a massa e v é a velocidade. Verifique a homogeneidade
dimensional desta equação. (Dimensão de energia é ML²T⁻²).

Resolução: Dimensão do lado esquerdo [Ec] = ML²T⁻² (dado que é energia).


Dimensão do lado direito [(1/2)mv²]: O fator (1/2) é adimensional. [m] = M [v] =
LT⁻¹ [v²] = (LT⁻¹)² = L²T⁻² [(1/2)mv²] = [m][v²] = M * L²T⁻² = ML²T⁻²

Como [Ec] = [(1/2)mv²] (ML²T⁻² = ML²T⁻²), a equação é dimensionalmente


homogênea.

Exemplo 2: A constante G na lei da gravitação universal de Newton (F =


Gm₁m₂/r²) tem quais dimensões?

Resolução: Rearranjando a fórmula para G: G = F * r² / (m₁m₂)

[F] = MLT⁻² (força) [r] = L (distância), então [r²] = L² [m₁] = M (massa) [m₂] = M
(massa), então [m₁m₂] = M * M = M²

[G] = ([F] * [r²]) / ([m₁m₂]) [G] = (MLT⁻² * L²) / M² [G] = ML³T⁻² / M² [G] = M⁻¹L³T⁻²

Exemplo 3: Suponha que o período (T) de um pêndulo simples dependa


apenas de seu comprimento (L) e da aceleração da gravidade (g). Use a análise
dimensional para encontrar uma expressão para o período. Assuma T = k * Lᵃ *
gᵇ, onde k é uma constante adimensional e a, b são expoentes a serem
determinados.

Resolução: Dimensões: [T] = T (período é um tempo) [L] = L (comprimento) [g]


= LT⁻² (aceleração) [k] = 1 (adimensional)

Substituindo as dimensões na equação: T = Lᵃ * (LT⁻²)ᵇ T¹L⁰M⁰ = Lᵃ * Lᵇ * T⁻²ᵇ


T¹L⁰M⁰ = Lᵃ⁺ᵇ * T⁻²ᵇ

Comparando os expoentes das dimensões em ambos os lados: Para T: 1 = -2b


=> b = -1/2 Para L: 0 = a + b => a = -b => a = -(-1/2) = 1/2

Então, T = k * L¹ᐟ² * g⁻¹ᐟ² = k * √(L/g) A análise dimensional nos dá a forma da


relação. O valor de k (que é 2π para um pêndulo simples) deve ser
determinado experimentalmente ou por uma derivação mais completa.
Exemplos Propostos
Exemplo Proposto 1: A potência (P) é definida como trabalho (W) realizado
por unidade de tempo (t). Sabendo que a dimensão de trabalho (energia) é
ML²T⁻², determine a dimensão da potência.

Exemplo Proposto 2: A viscosidade (η) de um fluido pode ser determinada


pela Lei de Stokes para a força de arrasto F = 6πηrv, onde r é o raio da esfera, v
é a velocidade e F é a força. Determine as dimensões da viscosidade η.

Exemplo Proposto 3: Verifique se a equação v² = v₀² + 2aS (onde v e v₀ são


velocidades, a é aceleração e S é deslocamento) é dimensionalmente correta.

Exemplo Proposto 4: A frequência (f) de vibração de uma corda esticada pode


depender de seu comprimento (L), da tensão na corda (F - uma força) e de sua
densidade linear de massa (μ - massa por unidade de comprimento). Use a
análise dimensional para encontrar uma possível relação para a frequência f.
Assuma f = k * Lᵃ * Fᵇ * μᶜ.

Vetores

O que são Vetores?


Em física, muitas grandezas não podem ser completamente descritas apenas
por um número e uma unidade; elas também possuem uma direção e um
sentido. Essas são chamadas de grandezas vetoriais. Exemplos comuns
incluem deslocamento, velocidade, aceleração, força, campo elétrico e campo
magnético. Para representar e manipular essas grandezas, utilizamos uma
ferramenta matemática chamada vetor.

Um vetor é um segmento de reta orientado, frequentemente representado por


uma seta. A ponta da seta indica o sentido, a linha sobre a qual a seta repousa
indica a direção, e o comprimento da seta representa o módulo (ou
magnitude) da grandeza.
Características dos Vetores
Um vetor é completamente definido por três características:

1. Módulo (ou Intensidade, Magnitude): É o valor numérico da grandeza


vetorial, sempre positivo, acompanhado de sua unidade de medida.
Geometricamente, corresponde ao comprimento do segmento de reta
que representa o vetor. Se um vetor é representado por v⃗, seu módulo é
indicado por |v⃗| ou simplesmente v.

2. Direção: Indica a orientação da linha de ação do vetor no espaço. Pode


ser horizontal, vertical, diagonal, ou especificada por um ângulo em
relação a um eixo de referência (por exemplo, 30° com a horizontal).

3. Sentido: Indica para qual lado, ao longo da direção, o vetor aponta. Por
exemplo, se a direção é vertical, o sentido pode ser para cima ou para
baixo. Se a direção é horizontal, pode ser para a direita ou para a
esquerda.

Tipos de Vetores
Existem várias classificações para vetores, dependendo de suas características
e relações:

· Vetores Iguais: Dois vetores são considerados iguais se possuírem o


mesmo módulo, a mesma direção e o mesmo sentido.
· Vetores Opostos (ou Simétricos): Dois vetores são opostos se tiverem o
mesmo módulo e a mesma direção, mas sentidos contrários. O oposto de
um vetor v⃗ é representado por -v⃗.
· Vetores Colineares: São vetores que possuem a mesma direção. Podem
ter o mesmo sentido ou sentidos opostos.
· Vetores Coplanares: São vetores que estão contidos no mesmo plano.
· Vetores Perpendiculares (ou Ortogonais): São vetores cujas direções
formam um ângulo de 90° entre si.
· Vetores Oblíquos: São vetores cujas direções formam um ângulo
diferente de 0°, 90° ou 180° entre si.
· Vetor Nulo: É um vetor com módulo igual a zero. Sua direção e sentido
são indefinidos. É representado por 0⃗.
· Vetor Unitário (ou Versor): É um vetor cujo módulo é igual a 1. Um vetor
unitário é frequentemente usado para especificar uma direção. O versor
de um vetor v⃗ (não nulo) é u⃗ = v⃗ / |v⃗|.
· Vetor Resultante: É o vetor que representa a soma (ou o efeito
combinado) de dois ou mais vetores.

Operações com Vetores


Vetores podem ser somados, subtraídos e multiplicados por escalares.

1. Adição de Vetores

A soma de dois ou mais vetores, chamada de vetor resultante (R⃗), produz o


mesmo efeito que os vetores originais aplicados individualmente.

· Método do Polígono: Para somar vetores a⃗, b⃗, c⃗, …, desenha-se o


primeiro vetor, e a partir da extremidade (ponta da seta) do primeiro,
desenha-se o segundo, e assim sucessivamente. O vetor resultante é o
vetor que une a origem (início) do primeiro vetor à extremidade do
último vetor.

· Método do Paralelogramo (para dois vetores): Desenham-se os dois


vetores (a⃗ e b⃗) com a mesma origem. Completa-se um paralelogramo
traçando linhas paralelas aos vetores a partir de suas extremidades. O
vetor resultante (R⃗ = a⃗ + b⃗) é a diagonal do paralelogramo que parte da
origem comum dos vetores.

O módulo do vetor resultante |R⃗| quando dois vetores a⃗ e b⃗ formam um


ângulo θ entre si é dado pela Lei dos Cossenos: |R⃗|² = |a⃗|² + |b⃗|² + 2 * |a⃗| * |
b⃗| * cos(θ)
· Casos Particulares da Adição:

◦ Vetores na mesma direção e mesmo sentido (θ = 0°): O módulo


do resultante é a soma dos módulos: |R⃗| = |a⃗| + |b⃗|. A direção e o
sentido são os mesmos dos vetores originais.
◦ Vetores na mesma direção e sentidos opostos (θ = 180°): O
módulo do resultante é a diferença dos módulos: |R⃗| = ||a⃗| - |b⃗||. A
direção é a mesma, e o sentido é o do vetor de maior módulo.
◦ Vetores perpendiculares (θ = 90°): O módulo do resultante é dado
pelo Teorema de Pitágoras: |R⃗|² = |a⃗|² + |b⃗|². A direção e o sentido
podem ser encontrados usando trigonometria.

2. Subtração de Vetores

A subtração de um vetor b⃗ de um vetor a⃗ é definida como a soma de a⃗ com o


oposto de b⃗: a⃗ - b⃗ = a⃗ + (-b⃗)

Geometricamente, usando o método do paralelogramo para a⃗ e -b⃗, ou


considerando que a⃗ - b⃗ é o vetor que, somado a b⃗, resulta em a⃗. Se a⃗ e b⃗ têm a
mesma origem, a⃗ - b⃗ é o vetor que vai da extremidade de b⃗ até a extremidade
de a⃗.

O módulo da diferença |D⃗| = |a⃗ - b⃗| quando os vetores a⃗ e b⃗ formam um ângulo


θ entre si é: |D⃗|² = |a⃗|² + |b⃗|² - 2 * |a⃗| * |b⃗| * cos(θ)

3. Multiplicação de um Vetor por um Escalar

Quando um vetor v⃗ é multiplicado por um escalar (um número real) k, o


resultado é um novo vetor kv⃗:

· Módulo: |kv⃗| = |k| * |v⃗|. O módulo é multiplicado pelo valor absoluto do


escalar.
· Direção: A direção de kv⃗ é a mesma de v⃗ (se k ≠ 0).
· Sentido:
◦ Se k > 0, o sentido de kv⃗ é o mesmo de v⃗.
◦ Se k < 0, o sentido de kv⃗ é oposto ao de v⃗.
◦ Se k = 0, o resultado é o vetor nulo 0⃗.
4. Decomposição de Vetores (Componentes Retangulares)

Frequentemente é útil decompor um vetor em componentes ao longo de eixos


perpendiculares (geralmente x e y). Se um vetor V⃗ faz um ângulo θ com o eixo
x:

· Componente x: Vₓ = |V⃗| * cos(θ)


· Componente y: Vᵧ = |V⃗| * sin(θ)

O vetor original pode ser expresso como a soma de seus vetores componentes:
V⃗ = Vₓ⃗ + Vᵧ⃗. O módulo do vetor original pode ser encontrado a partir de suas
componentes usando o Teorema de Pitágoras: |V⃗| = √(Vₓ² + Vᵧ²). A direção
(ângulo θ) pode ser encontrada usando: tan(θ) = Vᵧ / Vₓ.

A adição e subtração de vetores tornam-se mais simples quando se trabalha


com componentes: soma-se (ou subtrai-se) as componentes x
correspondentes e as componentes y correspondentes separadamente para
obter as componentes do vetor resultante.

Exemplos Resolvidos
Exemplo 1: Soma de Vetores Colineares Um carro se desloca 30 km para o
leste e, em seguida, mais 20 km para o leste. Qual o deslocamento total do
carro?

Resolução: Os dois deslocamentos (d₁⃗ e d₂⃗) estão na mesma direção


(horizontal) e mesmo sentido (leste). |d₁⃗| = 30 km |d₂⃗| = 20 km O módulo do
deslocamento resultante |R⃗| = |d₁⃗| + |d₂⃗| = 30 km + 20 km = 50 km. O
deslocamento total é de 50 km para o leste.

Exemplo 2: Soma de Vetores Perpendiculares Uma pessoa caminha 30


metros para o norte e depois 40 metros para o leste. Qual o módulo do vetor
deslocamento resultante?

Resolução: Os deslocamentos são perpendiculares. Seja dɴ⃗ o deslocamento


para o norte (30 m) e dʟ⃗ o deslocamento para o leste (40 m). Usando o
Teorema de Pitágoras: |R⃗|² = |dɴ⃗|² + |dʟ⃗|² |R⃗|² = (30 m)² + (40 m)² |R⃗|² = 900 m² +
1600 m² |R⃗|² = 2500 m² |R⃗| = √2500 m² = 50 m. O módulo do deslocamento
resultante é 50 m.

Exemplo 3: Decomposição de um Vetor Uma força de 100 N atua sobre um


objeto formando um ângulo de 60° com a horizontal. Quais são as
componentes horizontal (Fx) e vertical (Fy) dessa força? (Dados: sen(60°) ≈
0,866; cos(60°) = 0,5)

Resolução: |F⃗| = 100 N θ = 60°

Componente horizontal: Fx = |F⃗| * cos(θ) Fx = 100 N * cos(60°) Fx = 100 N * 0,5 Fx


= 50 N

Componente vertical: Fy = |F⃗| * sin(θ) Fy = 100 N * sin(60°) Fy = 100 N * 0,866 Fy


= 86,6 N

As componentes são Fx = 50 N e Fy = 86,6 N.

Exemplo 4: Soma de Vetores usando Lei dos Cossenos Duas forças, F₁ = 6 N e


F₂ = 8 N, atuam em um ponto. O ângulo entre elas é de 60°. Qual o módulo da
força resultante? (Dado: cos(60°) = 0,5)

Resolução: |R⃗|² = |F₁⃗|² + |F₂⃗|² + 2 * |F₁⃗| * |F₂⃗| * cos(θ) |R⃗|² = (6 N)² + (8 N)² + 2 * (6
N) * (8 N) * cos(60°) |R⃗|² = 36 N² + 64 N² + 2 * 6 * 8 * 0,5 N² |R⃗|² = 36 + 64 + 96 * 0,5
N² |R⃗|² = 100 + 48 N² |R⃗|² = 148 N² |R⃗| = √148 N ≈ 12,17 N O módulo da força
resultante é aproximadamente 12,17 N.

Exemplos Propostos
Exemplo Proposto 1: Um avião voa a 200 km/h para o norte. O vento sopra a
50 km/h para o oeste. Qual é a velocidade resultante do avião em relação ao
solo (módulo e direção aproximada)?

Exemplo Proposto 2: Um vetor A⃗ tem módulo 10 unidades e faz um ângulo de


30° com o eixo x positivo. Um vetor B⃗ tem módulo 15 unidades e faz um ângulo
de 120° com o eixo x positivo. Encontre as componentes x e y de cada vetor e,
em seguida, encontre o vetor resultante R⃗ = A⃗ + B⃗ (suas componentes e seu
módulo). (Dados: sen(30°)=0,5; cos(30°)≈0,866; sen(120°)≈0,866;
cos(120°)=-0,5)

Exemplo Proposto 3: Três forças atuam sobre um ponto: F₁⃗ de 20 N para o


leste, F₂⃗ de 30 N para o norte, e F₃⃗ de 10 N para o oeste. Determine o módulo e
a direção da força resultante.

Exemplo Proposto 4: Um barco tenta atravessar um rio perpendicularmente


às margens com velocidade de 4 m/s em relação à água. A correnteza do rio
tem velocidade de 3 m/s paralela às margens. Qual é a velocidade do barco em
relação às margens (módulo) e qual a distância que ele é arrastado rio abaixo
se a largura do rio é de 80 metros?

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