Pretérito Perfeito do indicativo: fato perfeitamente acabado no passado.
Ex.: Li duas aulas de constitucional hoje.
Composto: particípio (do) ou gerúndio (ndo).
Pretérito Imperfeito do indicativo: Fatos repetidos, frequentes, habituais no
passado.
Ex.: Antigamente eu estudava todo dia e ainda malhava.
Uma ação que estava ocorrendo (ação durativa ou contínua) quando outra
(instantânea) aconteceu. Ex.: Eu pretendia começar hoje o curso, porém foi tudo
cancelado.
Pretérito mais-que-perfeito do indicativo (terminação é –RA): evento
perfeitamente acabado antes de outro no passado.
Ex.: Quando cheguei ao ponto, o ônibus já passara.
Composto: ter ou haver no pretérito imperfeito (havia, tinha) e particípio.
Futuro do presente do indicativo: Fato futuro em relação ao momento da
fala.
Ex.: Passarei no concurso dos meus sonhos.
Um futuro considerado certo por quem fala. Ex.: O táxi chegará às 23h.
Incerteza ou dúvida. Ex.: Será que a prova vai vir fácil? (forma composta = com
particípio).
Futuro do pretérito do indicativo (terminação –RIA): Fato futuro em relação a
outro fato, no passado.
Ex.: Eu disse que você conseguiria.
Assim como o futuro do presente, pode expressar incerteza e
dúvida. Ex.: Segundo o jornal, o senador estaria envolvido em corrupção passiva.
Pode ser usado para expressar polidez em pedidos e conselhos. Ex.: Seria bom
você estudar mais português.
Presente do subjuntivo (terminação é –A/-E): Desejo ou possibilidade no
presente ou no futuro. Ex.: Pena que a vida não seja assim tão colorida.
Obs.: algumas conjunções (principalmente as concessivas) pedem a conjugação do
verbo no modo subjuntivo, mas, nesses casos, a frase expressará sentido de
concretude, não de possibilidade. Ex.: Embora ajudem o jovem, estágios pagam
mal.
Pretérito imperfeito do subjuntivo (terminação –SSE): Ação posterior a outro
fato na oração principal. Ex.: Não acreditei que minha vó bebesse tanta tequila.
Condição ou desejo. Ex.: Se eu estudasse todo dia, passaria em qualquer prova.
Obs.: O pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo, tempo composto formado
por tivesse/houvesse + particípio e pode indicar Uma “ação irreal no
passado”. Ex.: Se a sorte nos tivesse favorecido, não faltaria dinheiro hoje.
Um fato que não se realizou e muito provavelmente não se realizará. Ex.: Se eu
tivesse aplicado tudo, teria obtido sucesso.
Obs.: O pretérito perfeito do subjuntivo é um tempo eminentemente
composto, com auxiliar TER ou HAVER no presente do subjuntivo e pode
indicar: Fato passado. Ex.: Espero que você tenha entendido a explicação.
Fato futuro já concluído, antes de outro também no futuro. Ex.: Suponho que João
já tenha saído quando chegarmos.
Futuro do subjuntivo (terminação –R): Ação eventual ou hipotética no futuro.
Ex.: Quando você me pagar, eu entregarei o produto.
Futuro do Subjuntivo X Infinitivo (terminam em –R): A diferença é o sentido.
Enquanto o verbo no subjuntivo expressa sentido de hipótese/condição, o verbo no
infinitivo não expressa noção de tempo, é uma forma neutra. Ex.: Quando
eu entregar o trabalho, ficarei tranquilo (futuro do subjuntivo). Ex.:
Para entregar o trabalho, faço horas extras (infinitivo).
Propor (infinitivo) x propuser (futuro do subjuntivo)
Entreter (infinitivo) x entretiver (futuro do subjuntivo)
Ver (infinitivo) x vir (futuro do subjuntivo)
Vir (infinitivo) x vier (futuro do subjuntivo)
Via de regra, a conjugação do imperativo é uma cópia da conjugação do presente
do subjuntivo, com algumas modificações no imperativo positivo.
Comando negativo (NÃO) + conjugação do presente do subjuntivo.
Na 2ª pessoa do singular e do plural (TU e VÓS) a conjugação é praticamente a
mesma do presente do indicativo, mas retira-se o –S do final. Nas demais pessoas,
a conjugação é idêntica à conjugação do presente do subjuntivo.
Cuidado! Alguns verbos possuem um imperativo abundante, ou seja, há mais de
uma forma correta de conjugar o verbo no imperativo: Terminados em –ZER/-ZIR
Ex.:Faze tu/Faz tu; Ex.: Conduze/Conduz tu.
Verbo ser. Ex.: Sê tu/Sede vós.
Obs.: Uniformidade de pessoas/tratamento: Ex.:Faz o que você quiser!
Essa forma está gramaticalmente errada, pois, FAZ está conjugado na 2ª pessoa
do singular, então a pessoa usada deveria ser o TU, e não o VOCÊ (3ª pessoa do
singular).