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Aspectos da Operação Triangular

O documento aborda as operações triangulares envolvendo fornecedor, autor da encomenda e industrializador, detalhando os procedimentos fiscais para remessas de insumos e produtos industrializados. Especifica as obrigações de cada parte, incluindo a emissão de notas fiscais e o tratamento do ICMS e ISS nas operações de industrialização. Destaca a importância de observar a legislação vigente para garantir a correta tributação das operações.

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Aspectos da Operação Triangular

O documento aborda as operações triangulares envolvendo fornecedor, autor da encomenda e industrializador, detalhando os procedimentos fiscais para remessas de insumos e produtos industrializados. Especifica as obrigações de cada parte, incluindo a emissão de notas fiscais e o tratamento do ICMS e ISS nas operações de industrialização. Destaca a importância de observar a legislação vigente para garantir a correta tributação das operações.

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9.

Operação Triangular - Aspectos Gerais

As operações chamadas “triangulares” envolvem, pelo menos, três estabelecimentos:


fornecedor, autor da encomenda e industrializador.
Veremos a seguir, como fica o tratamento fiscal nessas operações.

[Link] de insumos do fornecedor para o industrializador por conta e ordem do autor


da encomenda

Nas operações em que um contribuinte adquirir matérias-primas, produtos intermediários e


material de embalagem, que sem transitarem por seu estabelecimento, forem remetidos,
diretamente pelo fornecedor a estabelecimento industrializador, devem ser observados os
seguintes procedimentos (art. 406 do RICMS/00 e art. 415 do RIPI/02):

I - Pelo estabelecimento fornecedor:

a)emitir nota fiscal em nome do estabelecimento adquirente, com CFOP 5.122/5.123 ou


6.122/6.123, conforme o caso, e além dos requisitos normalmente exigidos, fará constar a
indicação no campo de “Informações Complementares” dos dados de identificação do
estabelecimento industrializador (nome, endereço, CNPJ e Inscrição Estadual), onde a
mercadoria será entregue, indicando, ainda, que se destinam à industrialização,
destacando ICMS e/ou IPI, se houver;
b)emitir nota fiscal em nome do estabelecimento industrializador, com CFOP 5.924/6.924,
conforme o caso, na qual fará constar os dados de identificação do estabelecimento autor
da encomenda (nome, endereço, CNPJ e Inscrição Estadual) e a circunstância de
remessa por conta e ordem, sem destaque de impostos, indicando, ainda, o número, a
série, se for caso e a data de emissão da nota fiscal de venda emitida para o adquirente
(descrita no item anterior).

Nota Cenofisco:
O estabelecimento fornecedor fica dispensado de emissão da nota fiscal de remessa,
indicada na letra “b” deste item I, quando a saída da mercadoria for acompanhada da nota
fiscal de “Remessa simbólica”, de emissão obrigatória pelo autor da encomenda, com
indicação da data efetiva de saída para o industrializador, conforme as disposições
do parágrafo único do inciso III do art. 406 do RICMS-SP.

II - Pelo estabelecimento adquirente e autor da encomenda:

a)escriturar a nota fiscal referente à aquisição da mercadoria, (indica na letra “a” do item I)
com o CFOP 1.122/2.122;
b)emitir nota fiscal, de remessa simbólica, com CFOP 5.901/6.901, em nome do
estabelecimento industrializador, sem destaque de ICMS e IPI, na qual fará constar a
indicação do número e série, se for o caso, e a data de emissão da nota fiscal de venda
emitida pelo fornecedor (indicada na letra “a” do item I);

III - Pelo estabelecimento industrial

a)no recebimento dos insumos escriturar nas colunas próprias do Livro Registro de
Entradas a nota fiscal que acobertou o transporte das mercadorias do estabelecimento
fornecedor até seu estabelecimento, com o CFOP 1.924/2.924, devendo anexar a essa
nota fiscal a nota fiscal de remessa simbólica, emitida pelo autor da encomenda (letra “b”
do item II), fazendo constar as anotações pertinentes na coluna de “Observações” da linha
de escrituração;
b)no retorno do produto industrializado, emitir nota fiscal de “Retorno de Industrialização”,
com dois CFOPs 5.925/6.925 e 5.902/6.902, conforme o caso, com suspensão dos
impostos em relação aos insumos recebidos para industrialização, indicando seu valor no
campo de “Informações Complementares”. No campo “Dados do Produto”, será informado
o valor do material aplicado, se houver, bem como o valor da mão-de-obra. O valor total da
referida nota fiscal será a soma dos valores do material aplicado e da mão-de-obra e
insumos recebidos para industrialização.
Na operação interna, o retorno far-se-á com diferimento sobre o valor cobrado pela mão-
de-obra empregada no processo, com tributação pelo ICMS sobre o material aplicado, se
houver, à alíquota vigente e com suspensão dos impostos sobre os insumos recebidos,
quando destinados a posterior comercialização ou industrialização.

[Link] do produto industrializado a estabelecimento de terceiro

Nos termos do art. 408 do RICMS/00, o industrializador após concluído o processo de


industrialização poderá por solicitação do autor da encomenda, remeter o produto a
estabelecimento adquirente do produto, hipótese em que a legislação exige que os
estabelecimentos industrializador e autor da encomenda estejam localizados no Estado de
São Paulo.

Dessa forma, se cumpridos os requisitos exigidos no mencionado art. 408 do RICMS/00,


serão adotados os seguintes procedimentos:

a)O estabelecimento autor da encomenda emitirá nota fiscal em nome do estabelecimento


adquirente, cuja natureza da operação será: “Venda de produção do estabelecimento”,
com CFOP 5.101/6.101, conforme o caso, devendo destacar, nesta nota fiscal, o ICMS e o
IPI, se devidos, para que sejam aproveitados como crédito pelo adquirente, quando for o
caso e fazendo constar número de inscrição estadual, CNPJ e endereço do
estabelecimento industrializador que promoverá a entrega da mercadoria ao adquirente.
No campo de “Informações Complementares” dessa nota fiscal deverá constar, ainda, a
seguinte expressão: “O produto sairá de..........................sito à Rua (Av., etc) ......
nº............. na cidade de................................ .
b)O estabelecimento industrializador:
b.1)emitirá nota fiscal em nome do estabelecimento adquirente, para acobertar o
transporte da mercadoria, sem destaque dos impostos, cuja natureza da operação será:
”Remessa por conta e ordem de terceiro”, CFOP 5.949/6.949, conforme o caso, indicando
o número, a série, se for o caso e a data de emissão da nota fiscal emitida pelo autor da
encomenda;
b.2)emitirá nota fiscal em nome do autor da encomenda, cuja natureza da operação será:
“Retorno simbólico de mercadoria industrializada por encomenda”, com dois CFOPs
5.902/6.902 e 5.925/6.925, conforme o caso, fazendo constar nome, endereço, números
de inscrição estadual e CNPJ do estabelecimento adquirente para o qual foram remetidas
as mercadorias, bem como número e série, quando for o caso, e data de emissão da nota
fiscal que acobertou o transporte dessas mercadorias ao destinatário. Fará constar, ainda,
número e série, se for o caso, data de emissão, números inscrição estadual e CNPJ do
emitente da nota fiscal que acobertou o transporte das mercadorias até o seu
estabelecimento para industrialização. Deverá informar o valor total cobrado do autor da
encomenda, o valor do material aplicado, se houver, o destaque do ICMS e do IPI, se for o
caso, para possibilitar o crédito pelo autor da encomenda quando admitido.

[Link]ção e o ISS

É bastante comum a ocorrência de dúvidas quanto à incidência do ISS nas operações de


industrialização, em razão da cobrança do valor da mão-de-obra, o que gera confusão
quanto a tratar-se de prestação de serviços sujeitos ao ISS ou não.
Nos termos da legislação do ISS, para que o imposto incida sobre determinada prestação
de serviços, deve-se observar, primeiramente, se o serviço executado consta relacionado
em um dos itens da Lista de Serviços, anexa ao Decreto-lei nº 406/68, hoje alterado e
quase totalmente revogado pela Lei Complementar nº 116/03, que traz uma nova Lista de
Serviços, para efeitos de tributação pelo imposto municipal - ISS.
Os serviços constantes da referida Lista de Serviços ficam sujeitos apenas ao ISS, ainda
que sua prestação envolva o fornecimento de mercadorias, ressalvadas as exceções
descritas em alguns itens, quando expressam que as mercadorias ficam sujeitas à
tributação do ICMS.
Conforme disposto no art. 156, inciso III da Constituição Federal de 1988, o ISS não
poderá incidir quando, por sua natureza, a operação estiver no campo de competência dos
Estados.
Ou seja, não poderá haver tributação do ISS, se a operação, por sua natureza e forma,
estiver no campo de incidência do tributo estadual - ICMS.
É importante frisar que consta da Lista de Serviços, anexa à Lei Complementar nº 116/03,
inserida na legislação municipal na forma do art. 1º do Decreto nº 44.540/04 (RISS), o
subitem 14.05, que dispõe:
“14.05 - Restauração, recondicionamento, acondicionamento, pintura, beneficiamento,
lavagem, secagem, tingimento, galvanoplastia, anodização, corte, recorte, polimento,
plastificação e congêneres, de objetos quaisquer.”
Esse item causa efeito polêmico quanto à determinação da tributação, se pelo ISS, já que
consta da Lista de Serviços ou pelo ICMS, já que é operação cuja natureza é competência
dos Estados.
O entendimento, nesse tocante, é de que devemos observar se a mercadoria que sofrerá
um processo de beneficiamento, recondicionamento, ou qualquer dos processos
constantes do referido item 72 da Lista de Serviços, sujeita-se ou não à posterior
comercialização ou industrialização, quando remetida em operações intermediárias de
industrialização.
Caso esteja sujeita a posterior comercialização ou industrialização, será tributada pelo
imposto de competência estadual - ICMS. Quando o processo industrial for executado para
o próprio consumidor, ou seja, não sujeita a posterior comercialização ou industrialização,
figurará prestação de serviços, devendo, portanto, o valor cobrado pela mão-de-obra ser
tributado pelo imposto de competência municipal - ISS, lembrando que a mercadoria
aplicada no processo será tributada pelo ICMS.

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