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Epilepsia e Espiritismo: Conexões

O documento aborda a epilepsia, discutindo suas definições, causas e a relação com a obsessão espiritual segundo a perspectiva espírita. A epilepsia é apresentada como um desafio médico, com alta incidência e implicações sociais, e a discussão inclui a influência de fatores espirituais e a necessidade de uma abordagem mais integrada entre ciência e espiritismo. A obra também menciona a história da epilepsia e suas interpretações ao longo do tempo, destacando a importância de entender a condição sob diferentes ângulos.

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Eduardo Silva
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Epilepsia e Espiritismo: Conexões

O documento aborda a epilepsia, discutindo suas definições, causas e a relação com a obsessão espiritual segundo a perspectiva espírita. A epilepsia é apresentada como um desafio médico, com alta incidência e implicações sociais, e a discussão inclui a influência de fatores espirituais e a necessidade de uma abordagem mais integrada entre ciência e espiritismo. A obra também menciona a história da epilepsia e suas interpretações ao longo do tempo, destacando a importância de entender a condição sob diferentes ângulos.

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EPILEPSIA

BIBLIOGRAFIA
02 - Antologia do perispírito - Ref.
01- Alquimia da mente - pág. 96
644
03 - De Mário a Tiradentes - pág. 290 04 - Dinâmica Psi - pág. 166
05 - Falando à Terra - pág. 147 06 - Grilhões partidos - pág. 101
07 - Hipnotismo e espiritismo - pág. 20, 08 - Hipnotismo e Mediunidade -
77, 108, 136, 144 pág. 84, 164
10 - Magnetismo espiritual - pág.
09 - Homeopatia e espiritismo - pág. 15
79, 104, 111
12 - O Espírito do Cristianismo -
11 - Minha doce casa Espírita - pág. 85
pág. 279
13 - O Livro dos Espíritos - introd. XV 5°,
14 - O ser subconsciente - pág. 76
q. 47

15 - O sermão da montanha - pág. 183 16 - Obsessão e desobsessão -


pág. 58
18 - Revista Espírita 1864 - pág. 6,
17 - Ressurreição e vida - pág. 223
46
20 - Técnicas da mediunidade -
19 - Saúde e espiritismo - pág. 151, 193
pág. 133
21 - Tramas do Destino - pág. 65, 93 22 -

EPILEPSIA – COMPILAÇÃO

13 - O Livro dos Espíritos -Allan Kardec - introd. XV 5°, questão. 47

XV—A LOUCURA E SUAS CAUSAS


Há ainda criaturas que vêem perigo por toda parte, em tudo aquilo que não
conhecem, não faltando as que tiram conclusões desfavoráveis ao Espiritismo
do fato de terem algumas pessoas, que se entregaram a estes estudos,
perdido a razão. Como podem os homens sensatos aceitar essa objeção? Não
acontece o mesmo com todas as preocupações intelectuais, quando o cérebro
é fraco? Conhece-se o número de oucos e maníacos produzidos pelos estudos
matemáticos, médicos, musicais, filosóficos e outros? E devemos, por isso,
banir tais estudos? O que provam esses fatos? Nos trabalhos físicos,
estropiam-se os braços e as pernas que são os instrumentos da ação
material; nos trabalhos intelectuais estropia-se o cérebro que é o
instrumento do pensamento. Mas se o instrumento se quebrou, o mesmo não
acontece com o Espírito: ele continua intacto e quando se libertar da matéria
não desfrutará menos da plenitude de suas faculdades. Foi no seu setor,
como homem, um mártir do trabalho.

Todas as grandes preocupações intelectuais podem ocasionar a loucura: as


Ciências, as Artes e a Religião fornecem os seus contingentes. A loucura tem
por causa primária uma predisposição orgânica do cérebro, que o torna mais
ou menos suscetível a determinadas impressões. Havendo essa predisposição
à loucura, ela se manifestará com o caráter da preocupação principal do
indivíduo, que se tornará uma idéia fixa. Essa ideia poderá ser a dos
Espíritos, naquele que se ocupa do assunto, ou a de Deus, dos anjos, do
diabo, da fortuna, do poder, de uma arte, de uma ciência, da materialidade
ou de um sistema político ou social. E provável que o louco religioso se
apresente como louco espírita, se o Espiritismo foi a sua preocupação
dominante, como o louco espírita se apresentaria de outra forma, segundo as
circunstâncias.

Digo, portanto, que o Espiritismo não tem nenhum privilégio neste assunto. E
vou mais longe: digo que o Espiritismo bem compreendido é um preservativo
da loucura. Entre as causas mais frequentes de superexcitação cerebral
devemos contar as decepções, as desgraças, as afeições contrariadas, que
são também as causas mais frequentes do suicídio. Ora, o verdadeiro espírita
olha as coisas deste mundo de um ponto de vista tão elevado; elas lhe
parecem tão pequenas, tão mesquinhas, em face do futuro que o aguarda; a
vida é para ele tão curta, tão fugitiva, que as tribulações não lhe parecem
mais do que incidentes desagradáveis de uma viagem.

Aquilo que para qualquer outro produziria violenta emoção, pouco o afeta,
pois sabe que as amarguras da vida são provas para o seu adiantamento,
desde que as sofra sem murmurar, porque será recompensado de acordo com
a coragem demonstrada ao suportá-las. Suas convicções lhe dão uma
resignação que o preserva do desespero e conseqüentemente de uma causa
constante de loucura e suicídio. Além disso, conhece, pelo exemplo das
comunicações dos Espíritos, a sorte daqueles que abreviam voluntariamente
os seus dias, e esse quadro é suficiente para o fazer meditar. Assim, o
número dos que têm sido detidos à beira desse funesto despenhadeiro é
considerável. Este é um dos resultados do Espiritismo. Que os incrédulos se
riam quanto quiserem: eu lhes desejo as consolações que ele proporciona a
todos os que se dão ao trabalho de lhe sondar as misteriosas profundidades.

Entre as causas da loucura devemos ainda incluir o pavor, sendo que o medo
do Diabo já desequilibrou alguns cérebros. Sabe-se o número de vítimas que
ele tem feito ao abalar imaginações fracas com essa ameaça, que cada vez se
procura tornar mais terrível por meio de hediondos pormenores? O diabo,
dizem, só assusta as crianças, e um meio de torná-las mais ajuizadas. Sim,
como o bicho-papão e o lobisomem. Mas quando elas deixam de temê-lo
ticam piores do que antes. E para conseguir tão belo resultado não se levam
em conta as epilepsias causadas pelo abalo de cérebros delicados. A religião
seria bem fraca se, por não usar o medo, seu poder ficasse comprometido.
Felizmente assim não acontece. Ela dispõe de outros meios para agir sobre
as almas, e o Espiritismo lhe fornece os mais eficazes e mais sérios, desde
que os saiba aproveitar. Mostra as coisas na sua realidade e com isso
neutraliza os efeitos funestos de um temor exagerado.

19 - Saúde e espiritismo - A.M.E. Brasil- pág. 151, 193

Epilepsia e obsessão: - Osvaldo Hely Moreira

O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciência sem o


Espiritismo se acha na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas
leis da matéria; ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e
comprovação. (Génese, Allan Kardec, 12 - edição, pág. 20, FEB)
A epilepsia constitui-se num dos desafios da medicina devido sua alta
incidência ( 0,5% a 2 % da população ), diagnóstico etiológico difícil e
abordagem terapêutica ainda discutida. A história relata casos de epilépticos
sempre sendo vistos como seres envolvidos por anjos ou demônios, já que a
intuição mostrava ao homem a conexão de determinados processos de
convulsão com atuação obsessiva. A responsabilidade dos profissionais da
área médica, diante dessa patologia, cresce não só em função da alta
incidência relatada, mas também em função de suas implicações sociais e
emocionais. O epiléptico encontra dificuldades para progredir em sua vida
social e profissional.

Seu campo de trabalho é restrito e suas inibições, pelo receio da ocorrência


das crises convulsivas, levam-no a evitar a convivência habitual na
sociedade, além do fato de ver-se obrigado a utilizar medicação de forma
crônica. Essa visão da patologia em estudo, leva-nos, profissionais médicos
espíritas, a buscarmos soluções mais definitivas para esses pacientes,
motivando a realização desse estudo.

DEFINIÇÕES
Epilepsia - As epilepsias são um grupo de distúrbios caracterizados por
alterações primárias, crônicas e recorrentes na função neurológica causadas
por anormalidades na atividade elétrica do cérebro, podendo ser:
- Idiopática (primária ou genuína) - indivíduo sem lesão neurológica aparente.
- Secundária - (resultado de lesão neurológica ou alteração estrutural do
cérebro):
- Hipóxia e isquemia perinatal;
- Distúrbios genéticos;
- Doença cérebro-vascular;
- Malformação congênita;
- Distúrbios metabólicos;
- Tumores;
- Drogas ;
- Infecção;
- Traumatismos.

Obsessão - 1) Do latim obsessione - impertinência, perseguição, vexação.


Preocupação com determinada idéia, que domina doentiamente o espírito.
(Dicionário Aurélio); 2) "É a ação persistente que um espírito mau exerce
sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples
influência moral sem perceptíveis sinais exteriores até a perturbação
completa do organismo e das faculdades mentais". (O Evangelho segundo o
Espiritismo, Kardec, Cap. XXVIII, item 81)
Esclarecendo, Kardec continua: "A obsessão decorre sempre de uma
imperfeição moral do obsediado, que dá ascendência a um Espírito mau..."
Mas porque se pensar nessa associação (epilepsia e obsessão)?
A história relata-nos, há milénios, os quadros epilépticos sendo atribuídos à
ação de bons ou maus espíritos. Com o advento de Jesus surgem novas
informações confirmando essa associação. No Evangelho de Lucas, cap. 9,
versículos 38 a 43 encontramos o seguinte relato: "A cura do jovem possesso.

38 - E eis que, dentre a multidão, surgiu um homem dizendo em voz alta:


Mestre, suplico-te que vejas meu filho, porque é o único.
39 - Um espírito se apodera dele e, de repente, grita e o atira por terra,
convulsiona-o até espumar, e dificilmente o deixa, depois de o ter
quebrantado.
40 - Roguei aos teus discípulos que o expelissem, mas eles ; não puderam.
41 - Respondeu Jesus: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei
convosco e vos sofrerei? Traze o teu filho.
42 - Quando ia se aproximando, o demônio o atirou no chão e o convulsionou,
mas Jesus repreendeu o espírito imundo, curou o menino e o entregou ao
pai".

Essa passagem do evangelho é também encontrada no Evangelho de Marcos,


9: 14 a 29, que nos versículos 25 e 26 relata o estado do jovem após a ação
de Jesus:
"25 - ... sai desse jovem e nunca mais tornes a ele.
26 - E ele, clamando, agitando-o muito, saiu, deixando-o como se estivesse
morto, ao ponto de muitos dizerem: morreu".
Os relatos de Lucas e Marcos permitem diagnosticar o quadro apresentado
pelo jovem como epilepsia com crise generalizada tônico-clônica. Na obra de
Kardec, encontramos mais informações sobre o assunto: Em O Livro dos
Espíritos, cap. IX, parte 2", pergunta 474, encontramos a seguinte resposta:

"Sem dúvida e esses são ao verdadeiros possessos(...) isto nunca ocorre sem
que aquele consinta, quer por sua fraqueza quer por desejo; muitos
epilépticos ou loucos, que mais necessitavam de médicos que de exorcismos,
têm sido tomados por possessos". O relato do Evangelho confirma a
existência de quadros epilépticos secundários à ação de obsessores
desencarnados e na fala dos espíritos na obra de Kardec esclarece que
existem quadros de epilepsia não secundários à interferência espiritual e
ainda, na 2a parte do mesmo livro, Kardec fala da postura cármica das
doenç[Link] estudo objetiva encontrar esclarecimentos sobre a questão
apresentada. Quando há obsessão ou não?

No entendimento da ação obsessiva levando à crise convulsiva, vemos que da


mesma forma que a enfermidade orgânica manifesta-se onde há carência, o
campo obsessivo desloca-se da mente do paciente para o departamento
somático onde as imperfeições morais do passado deixaram marcas
profundas no Perispírito. Todos os nossos corpos e suas células têm a sua
função governada pelo Espírito. Cada órgão do corpo é submetido ao governo
do Espírito. Quando erramos, entramos em situação de "culpa", que significa
desequilíbrio de nossa mente, que, por sua vez, tem reduzida a sua
capacidade de governo celular adequado, gerando no Perispírito uma "área
de remorso". Essa área seria a região de nossos corpos utilizada para o erro
ou que nos lembra pessoas ou situações ligadas ao erro. No nosso estudo,
essa área seria a região cerebral utilizada inadequadamente como abuso da
inteligência ou, por exemplo, como consequência de traumatismos
provocados em atos de auto-extermínio.

Essa região, o cérebro, no caso em estudo, terá não somente sua função
prejudicada, mas terá também suas defesas vibratórias reduzidas
possibilitando a ação obsessiva sobre ela. A ação obsessiva dá-se na área
previamente lesada pelo obsediado. A ação obsessiva gera maior
desequilíbrio da fisiologia pela associação da emissão mental tóxica do
obsessor, agravando ou fazendo evidente o processo de doença.

Aplicando esse raciocínio à Epilepsia, o tecido cerebral é composto por


células de limiar de estimulação baixo. Pequenos estímulos mecânicos ou
elétricos aplicados diretamente no cérebro podem desencadear crise
convulsiva. Compreenderemos a ocorrência da convulsão, ao imaginarmos a
falta do equilíbrio do encarnado sobre a região cerebral associada à emissão
tóxica do obsessor. Resumindo, diríamos que no caso da Epilepsia a
convulsão ocorre por excitação interna ou anímica (sem obsessão), associada
ou não à excitação externa (obsessão). (..)

LEMBRETE:
EPILEPSIA: No processo epiléptico, como no histérico, existe um arcabouço
psicológico oscilante, como pano de fundo, porém mostrando tendências
muito mais marcantes; isto porque, no processo epiléptico, mais do que no
histérico, a obsessão espiritual parece ser ressonante e como que se
impondo na estrutura íntima do Espírito. (...) Daí podermos dizer que o
quadro epiléptico parece traduzir um grau de maior intensidade de
influências espirituais pregressas; isto é, a mente do epiléptico, em alguns
casos, tendo sido comprometida em etapas anteriores de vida, os efeitos
podem manifestar-se posteriormente, mesmo que a influência espiritual
negativa tenha desaparecido. Também devemos dizer que muitas formas
epilépticas se instalam devido a traumatismos cranianos, sem correlações
com o passado. Jorge Andrea dos Santos

— "A epilepsia é conhecida desde remotas eras, particularmente na


antiguidade clássica, quando se acreditava que Hércules fosse epiléptico, daí
se derivando designação de morbus hércules. É também sabido que as
sacerdotisas experimentavam convulsões de caráter punitivo, dando origem
ao morbus divinus. Por muito tempo acreditou-se na influência da lua como
desencadeadora de crises, facultado a denominação de morbus lunaticus e,
por fim, entre outros nomes e causas morbus demoníacus, por suposição de
que os pacientes eram possuídos por seres demoníacos. Nessa última
classificação, incluímos os episódios mediúnicos-ostensivos, que certamente
alguns psiquiatras e neurologistas não consideram legítimos. A história da
epilepsia é longa e tem raízes profundas nas sutis engrenagens do Espírito
(...). O estudo dos efeitos e da sua psicogênese necessita avançar no rumo
das estruturas originais do ser humano, a fim de serem detectados os fatores
sencadeantes verdadeiros. (...)

"Abandonando a hipótese obsessiva, a ciência médica refere-se a epilepsias


reflexas, por traumatismos cranianos, por tumorações no sistema nervoso
Central, dócrinas, tóxicas e emocionais..."De acordo com as síndromes —
conjunto de fatores etiológicos — que facultam o surgimento da forma
sintomática, acredita-se naquela denominada essencial ou idiopâtica, que
seria efeito de manifestações constitucionais, não obedecendo às gêneses
estabelecidas, porém derivada de fatores hereditários." (...) "A epilepsia não
perturba a inteligência, podendo encontrar-se pacientes idiotas como
intelectualizados. Lamentavelmente, como irrompe de surpresa, leva sua
vítima a complexos de inferioridade, graças à insegurança em que vivem, do
quando pode ocorrer um episódio ou crise.

Esse caráter faculta-lhes reações inesperadas, mesmo em decorrência de


acontecimentos de pequena monta. Tal crise pode ser precedida de uma aura
psíquica, sensitiva, sensorial, motora mediante pequeno tremor, visões,
percepções de sons inexistentes, falsas sensações gustativas, olfativas,
tácteis, cenestésicas... Alguns pacientes, às vezes, tem o ataque em razão de
determinadas percepções... "O epiléptico pode ser vítima de impulsos
inesperados, que o levam a atitudes criminosas e até mesmo
automutiladoras, qual ocorreu com Van Gogh, uma orelha depois de acirrada
discussão com Gaugin. "Há muitos outros fenômenos patológicos e
criminosos que decorrem da epilepsia — desnecessário aqui serem
apresentados. Manoel P. Miranda
Edivaldo

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