Disbiose intestinal
e desordens
gastrointestinais no
TEA
Profa. Me. Joiciara Garcia
Caroni
Graduada em Nutrição -FUNEC
Mestre Engenharia Biomédica – UNIVERSIDADE BRASIL
Doutoranda em Oncologia Feminina –FMRP/USP
Digestão
O intestino humano
• Colonizado por microrganismos, cerca de 30 a 400 trilhões de microrganismos (bactérias,
fungos e vírus);
• influenciados por fatores externos (estilo de vida e hábitos alimentares);
• fatores intrínsecos (hormonais, metabólicos e genéticos);
• crescimento de patógenos, os quais podem produzir toxinas que são absorvidas pela
corrente sanguínea.
Disfunções do sistema digestório
• Disfunções do sistema digestório em autistas foram
comprovadas pela primeira vez por Goodwin, Cowen, Goodwin
em 1971;
• má absorção intestinal;
• seletivas e resistentes ao novo;
• microbiota intestinal das crianças autistas também está
relacionada ao seu habito alimentar e a sua dieta nutricional.
Microbiota de indivíduos com TEA
• 1000 espécies diferentes em comparação com 530 de crianças saudáveis;
• menos quantidade de Firmicutes e Actinobacteria, especialmente Bifidobacterias;
• maior quantidade de Bacteroidetes e Proteobacteria(Sutterella);
• bactérias do gênero Clostridium, que estão em alta quantidade no intestino de
pacientes com TEA (potencialmente tóxicos).
Disbiose intestinal
• Agravada por fatores ambientais e à impermeabilidade da
mucosa intestina;
• demonstra serem fatores determinantes para o
agravamento dos comportamentos das crianças autistas
(Clostridium sp);
• amostras fecais de crianças autistas possuíam maiores
quantidades de Clostridium difficile (diarreia);
• as bactérias patogênicas (alto consumo de açúcar simples,
baixo consumo de fibras e alto consumo de conservantes e
corantes.
Atividade antibiótica e alimentar
• os antibióticos alteram significativamente a composição
microbiana;
• administração de doses inadequadas podemlevarà perda
dediversidade efilos microbianos;
• o uso de antibióticos de forma excessiva, inadequada ou
precoceestá atreladoa um dos estimulos à disbiose
microbiana.
Intestino-cérebro-TEA
• iInfluência microbiana na modulação de triptofanos,
serotonina, quinurenina, e ácidos de cadeia curta
(seletividade alimentar no TEA);
• níveis mais elevados de endotoxinas;
• disbiose também induz o fenótipo do “intestino
permeável”;
• crianças (TEA), têm níveis mais elevados de
zonulina.
Problemas gastrointestinais em
pacientes com TEA
• Desconforto gastrointestinal;
• dor abdominal crônica, reflexos peristálticos prejudicados;
• distúrbios da motilidade intestinal (constipação e fezes moles
crônicas);
• distensão abdominal;
• 70% das crianças com TEA tinham problemas gastrointestinais em
comparação com 42% das crianças com outros problemas de
neurodesenvolvimento.
Transplante de microbiota fecal
(TMF)
• Transferência de da microbiota do intestino saudável);
• cápsulas orais, sonda nasoentérica ou nasogástrica;
• repor ás bactérias benéficas;
• o tratamento de três meses de TMF.
Conclusão
• TEA deve ser visto de forma holística, com as disfunções
nutricionais e de microbiota sendo abordadas;
• forte relação entre a disbiose e o TEA;
• alterações na composição da microbiota intestinal foram
confirmadas em crianças com TEA;
• gênero Clostridium.