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Educação Especial e Inclusiva: Conceitos e História

O trabalho explora a Educação Especial e Inclusiva, destacando suas diferenças, características, legislação e benefícios. A pesquisa bibliográfica revela que a Educação Especial atende alunos em instituições especializadas, enquanto a Educação Inclusiva integra alunos com necessidades especiais em escolas regulares. O estudo enfatiza a importância da inclusão e da preparação dos profissionais para atender a diversidade no ambiente escolar.
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Educação Especial e Inclusiva: Conceitos e História

O trabalho explora a Educação Especial e Inclusiva, destacando suas diferenças, características, legislação e benefícios. A pesquisa bibliográfica revela que a Educação Especial atende alunos em instituições especializadas, enquanto a Educação Inclusiva integra alunos com necessidades especiais em escolas regulares. O estudo enfatiza a importância da inclusão e da preparação dos profissionais para atender a diversidade no ambiente escolar.
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EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA

AUTOR:CÁTIA DE SOUZA PEREIRA DE JESUS ORTIZ,


Viviane1 Orientador:
MARTINS, Edson2
RESUMO

Esse trabalho tem como tema “Educação Especial e Inclusiva”, o objetivo


principal é explorar o assunto, demonstrando as diferenças encontradas
nas duas modalidades, bem como características, legislação vigente,
denominações, apontamentos históricos e benefícios. Para isso, a
metodologia utilizada foi uma pesquisa bibliográfica dos conteúdos em
sites e livros didáticos de autores como: Alencar (2014); Bianchetti (1995)
e Correia (2005). Segundo a própria Constituição Federal a educação é um
dever do Estado e um direito de todos, logo, as pessoas que possuem
algum tipo de deficiência, transtornos globais de desenvolvimento, altas
habilidades e superdotação devem receber um atendimento que valorize
suas potencialidades e respeite a diversidade proporcionada por essas
diferenças. Tanto a Educação Especial, proposta em instituições
especializadas, quanto a Educação Inclusiva, oferecida, de maneira
híbrida, em redes regulares, surgem como formas de suprir a necessidade
educacional especial, selecionando as melhores estratégias para que o
desenvolvimento intelectual, cognitivo, motor e sensorial dos alunos sejam
respeitados, de maneira global.

PALAVRAS-CHAVE: Diversidade. Inclusão. Educação Especial. Educação


Inclusiva.

INTRODUÇÃO

Esse trabalho tem como tema Educação Especial e Inclusiva, ramo


pedagógico voltado para o atendimento de portadores de deficiência,
transtornos globais de desenvolvimento, altas habilidades e superdotação.
Essa modalidade é caracterizada por ocorrer em instituições
especializadas nas particularidades de um público específico (escola para
cegos, APAES, etc), ou em classes de escolas regulares, dependendo do
grau de comprometimento cognitivo que o aluno venha a apresentar.
O interesse pelo tema surgiu a partir das inúmeras mudanças na
concepção do aluno deficiente no ambiente escolar, no decorrer da
história.

1
Concluinte do curso de Bacharelado em Pedagogia da Faculdade Educacional da Lapa- FAEL.
2
Pedagogo, especialista em EAD, mestre em Educação, doutor em Ciências da Religião. Professor na Faculdade
FAEL
A relevância de discutir a Inclusão, dentro do curso de pedagogia,
encontra- se no fato do crescente número de alunos que, pelos mais
diferentes motivos, necessitam de um atendimento especial
direcionado, dentro do ambiente escolar. Logo, os profissionais dessa
área devem estar preparados para contribuir, significativamente,
nesse processo, atendendo a própria Constituição Federal que, no seu
artigo 6º, estabelece a educação como um direito social a todos os
cidadãos.
Para a Fundamentação Metodológica foi realizada uma pesquisa
Científica em livros e sites relacionados ao assunto, contando
pesquisadores como: Alencar (2014); Bianchetti (1995) e Correia (2005).
Por levantar observações sistêmicas envolvendo o conteúdo, sob distintas
perspectivas, pode-se afirmar que se trata de uma pesquisa Acadêmica
Descritiva que, ao reunir a opinião de distintos autores de livros, artigos, e
revistas, também é classificada como bibliográfica.
Segundo Cervo (2002) esse tipo de pesquisa segue a ordem de
natureza básica onde, mesmo que ocorram incoerências relacionadas à
opinião de diferentes autores, essas servem como referencial teórico,
proporcionando ao pesquisador, uma formulação de concepções amplas,
precisas e coesas em relação ao objeto de estudo.
O principal objetivo do presente estudo é elaborar uma
compreensão a respeito da definição dessa modalidade de ensino, bem
como suas características, diferenciação e aplicabilidade específica, em
cada caso, afinal, atualmente a preocupação, tanto com o seu bem estar,
quanto com a qualidade e a forma que esse estudante aprende, são
amplamente discutidas, fim de analisar quais as estratégias
metodológicas, estruturais e de capacitação profissional são necessárias
para que a Inclusão seja realmente efetiva no contexto educacional e,
consequentemente, na sociedade como um todo.
Para organizar os conteúdos desse projeto, de maneira lógica e
estruturada, primeiramente definiu-se o tema: Educação Especial e
Inclusiva. Em seguida apresentaram-se alguns apontamentos históricos,
com ênfase na história da Educação Especial e Inclusiva no Brasil.
Conceituou-se Educação Especial e Educação Inclusiva e o Cenário
Educacional frente à Inclusão no Brasil.
1. EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA

Segundo o artigo 6º da Constituição Federal, a Educação,


juntamente com alimentação, saúde lazer e outros, é uma dos direitos
sociais que devem ser assegurados a todos os cidadãos. Dessa forma é
preciso conceber que, independente de suas necessidades, físicas e
intelectuais, todas as pessoas devem ter garantida a frequência e
permanecia nas instituições de ensino. Isso despertou a necessidade da
criação de políticas que viabilizassem a Educação Especial e Inclusiva,
como maneiras de cumprir tal determinação.
De acordo com Alencar (2014), tanto a Educação Especial quanto a
Educação Inclusiva, surgiram como metodologias diferenciadas e, até
mesmo, inovadoras do paradigma pedagógico, relacionada às práticas
metodológicas, legislativas, conceituais e administrativas do campo da
Educação.
Primeiramente é crucial diferenciar os conceitos de Educação
Especial e Educação Inclusiva que, embora se destinem a um público
semelhante, para Alencar (2014), possuem características peculiares, logo
não podem ser generalizadas como pertencentes somente a uma
categoria.
Segundo o autor supracitado, na Educação Especial, os alunos que
possuem algum tipo de deficiência, transtornos globais de
desenvolvimento, altas habilidades e superdotação, são encaminhados a
centros habilitados e escolas especializadas. Essas instituições oferecem
um atendimento diferenciado, alheio ao da escola regular, muitas vezes
em locais direcionados somente a um tipo específico de deficiência.
Já a Educação Inclusiva, funciona como um sistema híbrido, como
explica Alencar (2014), onde os alunos com necessidades especiais são
inseridos em escolas regulares, juntamente com os demais estudantes
que não apresentam nenhuma deficiência. Esses locais devem ser
submetidos a uma adaptação prévia, tanto na estrutura física, como
acessibilidade, materiais didáticos condizentes, atividades adequadas e,
principalmente, profissionais capacitados que compreendam a melhor
maneira de contribuir com a inserção e desenvolvimento do educando,
nesse ambiente escolar.
De acordo com as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na
Educação Básica, no trabalho didático e pedagógico dentro das salas de
aula, a inclusão:
[...] postula uma reestruturação do sistema educacional, ou seja,
uma mudança estrutural no ensino regular, cujo objetivo é fazer
com que a escola se torne inclusiva, um espaço democrático e
competente para trabalhar com todos os educandos, sem distinção
de raça, classe, gênero ou características pessoais, baseando-se
no princípio de que a diversidade deve não só ser aceita como
desejada. (BRASIL, 2001, p. 40).

Tais concepções reforçam a preocupação e, até mesmo a


priorização da inclusão no contexto social, iniciando pelo convívio
harmonioso desse público dentro, preferencialmente, das instituições de
ensino regulares, proporcionando igualdade e respeito à diversidade.
Na concepção de Braga (2014), a inclusão escolar proporcionar
uma efetiva inserção do aluno na sociedade, convivendo com colegas que,
nem sempre, apresentam as mesmas características e limites. Isso
possibilita que a visão de justiça, igualdade e diversidade se consolide
mais amplamente, proporcionando, aos poucos, que a Educação Especial
venha sendo substituída pela Educação Inclusiva, na maioria dos casos.

2. APONTAMENTOS HISTÓRICOS

Embora a inclusão de alunos com necessidades especiais,


transtornos globais de desenvolvimento, altas habilidades e superdotação
seja uma questão muito discutida no cenário educacional contemporâneo,
essa preocupação nem sempre existiu, ou, segundo Anjos (2017), não era
valorizada da mesma maneira que na atualidade. Na antiguidade, por
exemplo, (entre VI a.C - IV d.C) o deficiente era considerado impuro, que
não tinha alma, logo, ficava à parte da sociedade, sendo, muitas vezes,
assassinado ou deixado para que morresse.
Anjos (2017) afirma que, entre o século IV e XIV, devido à expansão
do Cristianismo na idade Média, ocorreu uma mudança sutil nessa visão,
onde, embora não existisse uma preocupação educacional em relação aos
deficientes, as instituições religiosas passaram a dar assistência básica a
esses indivíduos que, muitas vezes eram abandonados justamente na
porta de igrejas e conventos, logo ao nascer.
De acordo com Anjos (2017, p.2):

Entre os séculos XIV e XVI, com o movimento renascentista, uma


nova concepção de mundo e de homem começa a surgir: o homem
começou a ser tomado como o centro de tudo. Isso porque, como
desenvolvimento da
ciência, a própria religiosidade passou por transformações. Nesse
contexto, os homens começaram a se preocupar em explicar como
os processos de desenvolvimento humano poderiam assumir
caminhos diferentes, por ausência ou deformação de órgãos e
estruturas orgânicas, ou pelo não funcionamento adequado dos
mesmos (ANJOS, 2017, p.2).

Nos séculos XVII e XVIII, segundo Bianchetti (1995), embora fosse


concebido como um período de maior estudo da filosofia, biologia e
medicina, a concepção do deficiente ainda relacionava-se ao misticismo e
não proporcionava um efetivo desenvolvimento, afinal, esses indivíduos
eram segregados em asilos, juntamente com idosos, pobres e deficientes,
recebendo somente as condições básicas de sobrevivência e,
praticamente, nenhum tratamento direcionado a suas especificidades.
Para Bianchetti (1995), no século XIX, foram inaugurados os
primeiros institutos e hospitais destinados ao atendimento de deficientes.
Esses, porém consideravam o público como meros doentes, logo os
direcionamentos eram relacionados ao tratamento e cura da condição do
paciente, e não ao seu progresso. No início do século XX, a chamada fase
de Integração, as crianças julgadas menos afetadas pelas deficiências
eram inseridas em escolas comuns, porém não havia nenhuma adaptação
para que se ensino fosse eficaz.
Bianchetti (1995) considera que a efetiva preocupação com a
Educação Especial e Inclusiva só ocorreu recentemente, cujo marco
histórico considerado principal, foi a Declaração de Salamanca, no ano de
1994. Nesse documento estabeleceram-se diretrizes para a inclusão de
pessoas com deficiência; consolidou- se o conceito de Educação Inclusiva
e institucionalizaram os manicômios. Dessa forma entende-se que esse
documento é um referencial importante na luta pelo direito de Inclusão,
seguindo o princípio de que todas as crianças possuem o direito de
aprender juntas, independente das dificuldades ou diferenças que possam
apresentar.
Seguindo esses mesmos objetivos, a modalidade de Educação
Especial e Inclusiva passou a ser considerara como uma Política
Educacional oficial a partir de 1996, com a promulgação da Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394∕96).
3. EDUCAÇÃO ESPECIAL

A Educação Especial é definida, pela Secretaria de Educação


Especial, do Ministério da Educação (1994) como:

Um processo que visa promover o desenvolvimento das


potencialidades de pessoas portadoras de deficiências, condutas
atípicas ou altas habilidades, que abrange os diferentes níveis e
graus do sistema de ensino. Fundamentando-se em referenciais
teóricos e práticos, compatíveis com as necessidades específicas
de seu alunado. O Processo deve ser integral, fluindo desde a
estimulação essencial até os graus superiores de ensino. Sob esse
enfoque sistêmico, a educação especial integra o sistema
educacional vigente, identificando-se com sua finalidade, que é a
de formar cidadãos conscientes e participativos (BRASIL, 1994,
p.17).

A Educação Especial, de acordo com Inácio (2011), é destinada ao


ensino exclusivo de alunos com algum tipo de deficiência, transtornos
globais de desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação, em
ambientes especializados e próprios para esse tipo de estudante.
Para Inácio (2011), na Educação Especial, ou seja, onde o aluno
frequenta uma instituição direcionada somente aos estudantes com as
mesmas especificidades, os benefícios são: a estrutura física que já se
apresenta adaptada para recebê-los; os profissionais que atuam nessa
escola possuem capacitação adequada; os materiais didáticos são
direcionados, especificamente, para esse público, as tecnologias assistivas
vêm de encontro com as necessidades, entre outros. Porém, nesse
contexto, a criança acaba não estabelecendo contatos com realidades
distintas, o que limita sua perspectiva em relação a relacionamentos
interpessoais.
Segundo o autor supracitado, a Educação Especial deve possuir um
caráter complementar ou suplementar ao ensino regular, podendo ser
oferecido no contra turno escolar, baseado em um Plano de
Desenvolvimento Individual- PDI, personalizado a cada aluno.

4. EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A Educação Inclusiva é a modalidade direcionada aos estudantes


com necessidades especiais, inserindo-os nas salas de aula regulares
obtendo as mesmas aulas e direcionamentos pedagógicos que os demais.
Segundo Inácio (2011), um dos inúmeros benefícios trazidos por essa
prática, é a interação que o
estudante incluso tem em relação à sociedade de maneira geral, à medida
que estabelece vínculos emocionais e afetivos que o influenciarão no
desenvolvimento de suas capacidades intelectuais, motoras e cognitivas.
Teve início nos Estados Unidos, por meio da Lei Pública 94.142, no
ano de 1975. Segundo Rodrigues (2017) “é uma educação voltada para a
cidadania global, plena, livre de preconceitos e que reconhece e valoriza
as diferenças” (RODRIGUES, 2017, p.1).
Rodrigues (2017) salienta a questão da valorização da diversidade
proporcionada pela Educação Inclusiva, equiparando-a a uma forma de
reestruturação cultural, afinal, propõe igualdade, justiça e socialização,
entre os mais variados tipos de indivíduos em um mesmo espaço escolar,
independente de suas características ou dificuldades.
Para Cury (2018), os alunos no processo de inclusão acabam
elevando a autoestima, autonomia, desenvolvimento sócio emocional,
expectativas cognitivas, intelectuais e motoras, pelo fato de serem,
frequentemente, instigados a solucionar os conflitos decorrentes dos
relacionamentos interpessoais. Para isso, inúmeras tecnologias assistivas
podem favorecer a aproximação e comunicação entre o professor e o
aluno, e do próprio aluno com os demais colegas.
Ferreira (2003, p.35) realiza uma reflexão a cerca da Educação
Inclusiva no cenário escolar brasileiro:

Os atuais desafios da Educação Inclusiva brasileira centram-se na


necessidade de desenvolver instrumentos de monitoramento
sistemáticos (indicadores dos programas implantados), realização
de pesquisas qualitativas e quantitativas que possam evidenciar os
resultados dos programas implantados e identificação de
experiências de sucesso; implantação de programas de
capacitação de recursos humanos que incluam a formação de
professores dentro da realidade das escolas e na sala de aula
regular do sistema de ensino.

Segundo Ferreira (2003), para que uma escola seja considerada


verdadeiramente inclusiva é indispensável que todo o preparo, seja
técnico, estrutural ou cultural, seja direcionado a esse processo, pensando
não só na adaptação do aluno incluso, mas também de que maneira os
demais estudantes tenham seu direito a educação garantido, em sua
totalidade.
5. LEGISLAÇÃO PARA EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA

Segundo Anjos (2017), existe uma série de princípios norteadores


básicos da Educação Especial, alicerçados na dignidade, liberdade e
igualdade, definidos a partir de leis e diretrizes da legislação brasileira.
A autora destaca que as convicções que baseiam as leis estão
relacionadas a: Igualdade; Integração; Individualização; Desenvolvimento;
Potencialidades; Epistemológico; Efetividade e Dignidade.
De acordo com Gil (2017) o principal marco inicial da Educação
Especial e Inclusiva no Brasil foi a promulgação da Constituição, dita
cidadã, do ano de 1988, principalmente no art. 205, onde a educação é
definida como um dever do Estado e um direito a todos os cidadãos.
Outras leis e diretrizes brasileiras relacionadas à Educação Especial
e Inclusiva, citadas por Gil (2017) são:
 Portaria do Ministério da Educação (MEC) nº 1.793/94-determina
inserção de assuntos sobre a Inclusão nos currículos dos cursos de
formação de docentes;
 Lei nº 9.394/96 LDB- Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
 Decreto nº 298/99- Define a Educação Especial como uma
modalidade transversal oferecida em todos os níveis e modalidades de
ensino;
 Resolução CNE/CEB nº 2/2001- Garante a matrícula de todos os
alunos;
 Lei nº 10.436/2002- Reconhece a Libras como um meio legal de
comunicação e expressão;
 Portaria MEC nº 2.678/2002- Institui normas e diretrizes, em todas
as modalidades de ensino, que aprovam o projeto da grafia em braile;
 Programa de acessibilidade no ensino superior (Programa
incluir)2005-Determina o acesso de pessoas com deficiência às instituições
federais de ensino superior;
 Política nacional de educação especial na perspectiva da educação
inclusiva (2008): Enfatiza a inclusão;
 Plano nacional dos direitos da pessoa com deficiência (Plano viver
sem limite) 2011- Direciona a elaboração de salas de recursos
multifuncionais, acessibilidade, educação bilíngue, entre outros.
 Plano Nacional de Educação 2014- Define bases da educação nos
ate 2024, priorizando o oferecimento em escolas regulares;
 Lei nº 13.146/1 Lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência
(LBI)- Garante condições de acesso e permanência, independente do nível
escolar, das pessoas com necessidades educacionais especiais;
 Lei nº 13.409/16- Prevê a reserva de vagas aos alunos com
deficiência, por meio de cotas, em cursos técnicos e superiores.

6. CENÁRIO EDUCACIONAL FRENTE À INCLUSÃO NO BRASIL

De acordo com Zimmermann (2018), tanto a Educação Especial


quanto a Educação Inclusiva são modalidades de ensino que tem por
objetivo a inserção do aluno deficiente no ambiente escolar, sejam em
escolas específicas para esse público, ou em salas de aula regulares. O
cenário educacional contemporâneo mostra a necessidade, cada vez
maior, dos profissionais ligados à Docência estarem familiarizados com
essa realidade, e, consequentemente, melhores preparados para esse tipo
de situação.
A verdadeira Educação Especial e Inclusiva não é um processo fácil,
rápido ou definido com ações simples. Segundo as concepções de
Zimmermann (2018, p.01):

A luta pela escola inclusiva, embora seja contestada e tenha até


mesmo assustado a comunidade escolar, exige mudança de
hábitos e atitudes. Pela sua lógica e ética nos remete a refletir e
reconhecer, que se trata de um posicionamento social, que
garante a vida com igualdade, pautada pelo respeito às diferenças.

Muito se discute em relação à inclusão de alunos com necessidades


Especiais em ambientes escolares, porém é crucial analisar quais as
circunstâncias enfrentadas em cada caso específico. Para isso é relevante,
entre outros fatores, um levantamento das condições de acessibilidade da
escola, bem como, com a escolha do material didático, que deve ser
condizente com as especificidades do estudante incluso.
Se por um lado, alguns pesquisadores relacionados à docência
defendem que, atualmente, a Educação Especial é o melhor caminho,
outros acreditam que, somente através da Inclusão é possível
proporcionar um desenvolvimento potencializado dos estudantes que
apresentam algum tipo de deficiência. Para
Inácio (2011), o maior desafio é educar esses alunos da forma adequada.
Dessa maneira, é crucial analisar as vantagens e desvantagens trazidas
por cada uma dessas modalidades e selecionar em qual delas o indivíduo
terá um desempenho mais satisfatório.
Inácio (2011) enfatiza, ao citar os dados do Censo Escolar
analisados de 1998 à 2005, que o número de escolas que oferecem
educação Especial, teve uma redução considerável em relação ao
aumento das escolas regulares que passaram a atender alunos de
inclusão. Porém é preciso analisar que as duas modalidades possuem
distintos benefícios, logo, cada caso deve ser considerar de maneira
individual, a fim de selecionar em qual categoria o aluno conseguirá um
maior aproveitamento.
Segundo Bedaque (2014) muitos profissionais de educação que
atuam na rede regular, nem sempre possuem o direcionamento ou
conhecimento prévio suficiente para o atendimento de alunos com
necessidades especiais. Dessa forma é aconselhável que esse estudante
participe de encontros realizados para suplementar os conteúdos e as
defasagens, decorrentes de sua deficiência ou dificuldade, nas salas de
recursos multifuncionais, pelo chamado Atendimento Educacional
Especializado- AEE.
No trecho a seguir, retirado da LDB, é possível perceber algumas
especificações que caracterizam a dinâmica de inclusão no cenário
educacional brasileiro:

Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta


Lei, a modalidade de educação escolar oferecida
preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades ou superdotação. § 1º Haverá, quando necessário,
serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às
peculiaridades da clientela de educação especial. § 2º O
atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços
especializados, sempre que, em função das condições específicas
dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns
de ensino regular. § 3º A oferta de educação especial, dever
constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis
anos, durante a educação infantil. (BRASIL, 1996, p.35)

Fica estabelecido que, embora existam escolas destinadas,


especificamente, aos portadores de necessidades especiais, a preferência
é de que o ensino seja oferecido, sempre que possível, em instituições
regulares
Correia (2005) ressalta que a filosofia da inclusão é realmente
benéfica se priorizar vantagens relacionadas ao respeito “às
aprendizagens de todos os alunos,
tornando-se num modelo educacional eficaz para toda a comunidade
escolar, designadamente para os alunos com Necessidades Educativas
Especiais” (CORREIA, 2005, p. 14). Assim, independente da modalidade
escolhida, o cuidado em relação à preparação dos ambientes, bem como a
capacitação dos profissionais, são cruciais para um resultado positivo e
satisfatório, de maneira global a todos os envolvidos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Muito se discute a respeito de incluir um aluno com algum tipo de


deficiência ou déficit de aprendizagem em um ambiente escolar. Alguns
pesquisadores acreditam que o melhor seria que esses permanecessem
em instituições específicas para seu tipo de dificuldade, ou seja, a
denominada Educação Especial, já outros afirmam que a melhor opção
seria incluí-los em escolas regulares através da Educação Inclusiva, a fim
de que esse contato contribua no desenvolvimento cognitivo e social
desses indivíduos.
Somente o conhecimento a respeito das diferenças, benefícios e
características de cada uma dessas modalidades de ensino, é possível
estabelecer uma conclusão de quais são os caminhos mais eficazes para
uma Educação verdadeiramente Inclusiva do aluno com necessidades
especiais, tornando-o um cidadão respeitado dentro da sociedade.
Embora, por muitos anos esse público tenha sido considerado
inferior aos demais em questão de educação, recebendo um atendimento
meramente assistencialista, nota-se que o cenário atual proporciona, a
cada dia, maiores e melhores condições ao portador de necessidades
especiais.
Dessa forma é indispensável que os profissionais que atuam na
educação estejam capacitados para atender as especificidades dos alunos,
seja por meio da Educação Especial ou da Educação Inclusiva.
É preciso considerar que nem não existe um parâmetro predefinido
sobre qual a melhor metodologia a ser utilizada, ficando sob
responsabilidade da equipe multidisciplinar, composta por professores,
médicos e especialistas, analisar cada caso, de maneira isolada, no intuito
de preservar a qualidade de ensino e o direcionamento mais apropriado, a
cada aluno especificamente.
Tanto a Educação Especial quanto a Educação Inclusiva, embora
com algumas determinações diferenciadas, devem contribuir para a
aprendizagem e o desenvolvimento do aluno, por meio de estratégias
pedagógicas que o ajudem a compreender suas dificuldades e,
principalmente, a interagir melhor com a sociedade, de maneira geral.

REFERÊNCIAS

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