0% acharam este documento útil (0 voto)
24 visualizações60 páginas

Identificação de Riscos Profissionais

O documento aborda os diversos tipos de riscos profissionais, incluindo perigos biomecânicos, físicos, mecânicos, elétricos, químicos, biológicos e organizacionais. Destaca a importância da ergonomia na adaptação do trabalho ao ser humano, visando conforto e segurança, além de discutir a carga de trabalho e fatores de risco psicossociais. Também menciona medidas preventivas e corretivas para minimizar esses riscos e garantir um ambiente de trabalho saudável.

Enviado por

lucyenepagano
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
24 visualizações60 páginas

Identificação de Riscos Profissionais

O documento aborda os diversos tipos de riscos profissionais, incluindo perigos biomecânicos, físicos, mecânicos, elétricos, químicos, biológicos e organizacionais. Destaca a importância da ergonomia na adaptação do trabalho ao ser humano, visando conforto e segurança, além de discutir a carga de trabalho e fatores de risco psicossociais. Também menciona medidas preventivas e corretivas para minimizar esses riscos e garantir um ambiente de trabalho saudável.

Enviado por

lucyenepagano
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

RISCOS PROFISSIONAIS

TIPOS DE PERIGOS

 Biomecânicos e de postura;
 Físicos;
 Mecânicos;
 Eléctricos;
 Químicos e toxicológicos;
 Biológicos e humanos;
 Organizacionais;
 Etc.
PERIGOS BIOMECÂNICOS E DE POSTURA

 Movimentos repetitivos do corpo por mais de uma hora


de cada vez;

 Alcançar a mais de 30 cm de distância do corpo;

 Postura do corpo constrangida ou confinada.


PERIGOS BIOMECÂNICOS E DE POSTURA

Postos de trabalho mal concebidos, incluindo os assentos;


Dificuldade em segurar os objectos manuseados (formatos
especiais, materiais macios ou escorregadios);
Necessidade de esforço excessivo ( por exemplo,
levantamento de objectos com peso superior a 4,5kg enquanto
sentado e 16 a 20kg enquanto de pé);
...
PERIGOS AMBIENTE FÍSICO

Locais desarrumados, derrames não limpos, lixo não


removido;
Superfícies irregulares ou escorregadias
Obstáculos nas vias de circulação, equipamento próximo,
riscos de colisão com objectos estáticos, etc;
Iluminação deficiente;
...
PERIGOS MECÂNICOS

 Pessoas ou partes do corpo aprisionadas ou “ameaçadas”


entre componentes móveis e elementos estruturais ou
materiais fixos;
 Pessoas feridas por equipamento danificado, mal mantido
ou não devidamente protegido (incluindo equipamentos
eléctricos);
...
PERIGOS ELÉCTRICOS

Contacto com componentes sob


tensão durante operações de teste,
inspecção, operação, manutenção,
limpeza ou reparação;
Acesso não autorizado a Postos de
Transformação, Subestações, Postos
de Seccionamento, Quadros de
Controlo, etc.
PERIGOS QUÍMICOS E TOXICOLÓGICOS

Exposição de concentrações tóxicas de produtos químicos


(absorção cutânea, inalação, ingestão, etc);
Exposição a atmosferas deficientes em oxigénio;
...
PERIGOS BIOLÓGICOS E HUMANOS

Exposição e substâncias potencialmente infeciosas;


Colisão acidental com outra pessoa;
Entre outros
PERIGOS ORGANIZACIONAIS

Material de Primeiros Socorros e pessoal habilitado


insuficiente;
Planeamento de evacuação, de resposta a emergência e de
busca e salvamento insuficientes;
Condições e meios de evacuação, de resposta a emergência
e de busca e salvamento insuficientes.
PERIGOS ORGANIZACIONAIS

Acesso a equipamento perigoso por pessoal não habilitado


ou não autorizado;
Equipamento de Protecção Individual inadequado,
insuficiente ou deficientemente mantido;
Não utilização de Equipamento de Protecção Individual.
O termo ergonomia deriva do grego

“ Ergon ” – Trabalho

“ Nomos” – Regras

A ergonomia é a ciência que se ocupa da adaptação entre o


Homem e o Trabalho visando o CONFORTO, SEGURANÇA,
EFICÁCIA E A PRODUTIVIDADE.
O SER HUMANO E A ENVOLVENTE DE TRABALHO

Ergonomia está orientada essencialmente para a organização do


trabalho, levantando questões como:

"Quem faz?",
"O que faz?",
"Como faz?",
"Porque faz?",
"O que podemos mudar para que faça de outra forma?"

Neste caso, a Ergonomia considera o Homem um ator do


sistema de trabalho.
Atuar sobre o "trabalho humano" implica que a Ergonomia se
centre em vários elementos do sistema:

Homem;

Máquina;

Espaço de trabalho;

Ambiente físico;
CARGA DE TRABALHO

Carga externa («pressão» de trabalho): é o conjunto


das condições de trabalho e exigências da tarefa que
atuam sobre o indivíduo, ou seja, é a carga que é imposta
pela situação de trabalho;

Carga interna (tensão provocado pelo trabalho): é o


efeito ou o resultado da carga externa sobre o indivíduo; é
o conjunto das consequências do trabalho sobre o
trabalhador, estando dependente da atividade e das
características/ capacidades individuais do operador.
Características / capacidades individuais que
influenciam a carga interna de trabalho:

• Idade: Na movimentação manual de cargas é um dos


critérios considerados na definição das cargas máximas
permitidas, uma vez que há medida que a idade aumenta,
há uma maior probabilidade do indivíduo sofrer lesões ao
nível da coluna vertebral;

• Peso: A sobrecarga ponderal poderá agravar as lombalgias e


aumentar o risco de cronicidade
• Género: Em geral, as mulheres possuem uma musculatura
mais fraca, uma força muscular inferior, em 20 a 25%, à do
homem, a sua capacidade física máxima é também inferior e
têm uma menor estatura. Esta característica é, também, um
dos critérios considerados relevantes na definição das cargas
máximas permitidas na movimentação manual de cargas;

• Formação Profissional: O nível de formação do indivíduo


influencia a forma como este encara o trabalho, bem como
as estratégias que adota na sua execução.
• Experiência Profissional: Podemos estar a referir-nos a
experiência profissional naquele mesmo posto de trabalho
naquela empresa ou organização, ou em experiência em
postos de trabalho semelhantes noutras empresas ou
organizações.

• Estado de Saúde: O estado de saúde de cada trabalhador,


num dado momento, poderá constituir-se como um fator de
suscetibilidade individual que importa conhecer. Por exemplo,
indivíduos que já tenham sofrido de algum tipo de lesão a nível
da coluna vertebral, ou que tenham problemas de saúde que
condicionem a sua atividade, estão mais suscetíveis a sofrer
algum tipo de lesão.
• Se as exigências da tarefa estão muito aquém das
características/capacidades individuais do operador estamos
perante uma situação de "subcarga de trabalho“;

• Se, pelo contrário, as exigências da tarefa estão muito acima


das características/capacidades do indivíduo estamos perante
uma situação de "sobrecarga de trabalho“;

• Num cenário ideal, existe um equilíbrio entre as Capacidades


do Indivíduo e as Exigências da Tarefa.
• Atividades com grande exigência física: cavar, serrar à
mão
e transportar de materiais pesados;

• Atividades com grande exigência cognitiva:


operador de salas de controlo e piloto de aviação.

• Atividades com grandes exigências psíquica:


guardas prisionais e profissionais da saúde.
Fatores de risco

• Força utilizada: a força utilizada e o tempo de duração


dessa contração muscular estática. Quanto maior for a força
utilizada e mantida durante algum tempo maior será o
prejuízo para o indivíduo;

• Postura inadequada: é importante a análise tanto das


posturas e da utilização de movimentos com a amplitude
extrema das articulações, como a manutenção da mesma
postura durante muito tempo.
Fatores de risco:

• Frequência de repetições:
considera-se que um trabalho é
repetitivo quando a duração do
ciclo de trabalho é menor que 30
segundos ou quando se dedica
mais de 50% do ciclo de execução
na mesma ação;

• Descanso insuficiente: o
descanso durante o trabalho
constitui um dos fatores mais
importantes. Dado que se não for
adequado não permitirá a
recuperação do esforço efetuado
pelas diferentes partes do corpo
que intervêm no trabalho físico.
Efeitos:

• Fadiga: cujo efeito é a diminuição na capacidade de realizar


um determinado tipo de trabalho. A fadiga pode ser
reversível através do descanso adequado; ou crónica,
quando se mantém a capacidade diminuída como
consequência de uma exposição contínua a períodos de
carga física elevada sem tempos de descanso apropriados;

• Perturbações músculo-esqueléticas em diferentes


zonas do corpo: membros superiores, coluna e membros
inferiores
O conceito de «carga mental» está a adquirir cada vez mais
importância, em parte porque a tecnologia tem contribuído
para a mudança de um trabalho predominantemente físico
para um trabalho com uma componente mais mental;

Todo o trabalho põe em jogo atividades cognitivas e


intelectuais, como por exemplo procurar e compreender
informação (sinais, códigos), decidir e memorizar regras de
atuação.
RISCOS PSICOSSOCIAIS
• Os riscos psicossociais decorrem de deficiências na
conceção, organização e gestão do trabalho, bem
como de um contexto social de trabalho
problemático, podendo ter efeitos negativos a
nível psicológico, físico e social.
FATORES INDUTORES DE RISCOS PSICOSSOCIAIS
SINTOMAS

• Emocionais: ansiedade, angústia, perturbações do sono,


depressão, isolamento, stress e problemas familiares;

• Cognitivos: dificuldade na concentração, falhas de memória


e aprendizagem dificultada;

• Fisiológicos: doenças cardíacas (pressão alta) e digestivas


(úlcera), dores de costas, lesões musculares e menor
imunidade;
MEDIDAS PREVENTIVAS

• Avaliar os possíveis riscos psicossociais existentes na


empresa;

• Fomentar a boa comunicação no local de trabalho;

• Teambuildings, de forma a melhorar o relacionamento entre


os trabalhadores;

• Promover a Saúde e Bem-Estar, facilitando o acesso a


acompanhamento psicológico individual quando necessário, a
dinamizando ações de formação/sensibilização e workshops.
MEDIDAS CORRETIVAS

• Adaptação do trabalho (horários mais flexíveis, por


exemplo);

• Providenciar reabilitação ao seu funcionário;

• Envolver, sempre que possível, os colaboradores nas


tomadas de decisão/participação, de modo a fomentar o
sentido de compromisso para com o trabalho;
MEDIDAS CORRETIVAS

• Promover um maior equilíbrio entre a vida pessoal e


profissional;

• Incentivar o respeito pelos momentos de pausa e de


descanso;

• Valorizar eventuais sinais e sintomas de desajustamento


psicossocial no trabalhador e prestar o apoio mais adequado,
considerando as especificidades de cada situação.
MEDIDAS CORRETIVAS

• Efetuar a avaliação de riscos psicossociais, com uma


proposta de intervenção adequada aos riscos a que os
trabalhadores estão expostos, que poderão incluir a
dinamização de ações de formação/sensibilização e
workshops a apoio em termos de intervenção psicológica
individual.
RISCOS FÍSICOS
RUIDO

VIBRAÇÕES
RISCOS FÍSICOS

ILUMINAÇÃO

AMBIENTE
TÉRMICO
RUIDO

CONFORTO AUDITIVO

RUÍDO – CONCEITO

O ruído é um Som que se caracteriza:

Por ser indesejável e irritante


Pelo o seu baixo ou nulo conteúdo informativo
Por possuir um espectro aleatório e intensidade variável

As suas características principais são:

Nível sonoro (dB) e a frequência (Hz)


EFEITOS DO RUIDO NO ORGANISMO

Contração dos vasos sanguíneos;


Aumento da pressão sanguínea;
Aumento da adrenalina;
Contração muscular;
Dilatação das pupilas;
Alterações de memória e de sono;
Transtorno gastrointestinal;
Zumbidos nos ouvidos;
EFEITOS DO RUIDO NO APARELHO AUDITIVO

Trauma acústico;
Perca temporária de audição;
Perca completa de audição;
Acidentes e stresse;
Zumbidos;
Incapacidade para ouvir sons de baixa/alta frequência.
RUIDO – CONSIDERAÇÕES
1. Um ruído inesperado ou intermitente perturba mais do que um
ruído contínuo;

2. Fontes de ruído com predominância de frequência alta perturba


mais que frequências baixas;

3. Tarefas que necessitam de atenção permanente por longo espaço


de tempo são “sensíveis ao ruído”;

4. Atividades em fase de aprendizagem são mais perturbadas pelo


ruído que as atividades rotineiras;

5. Ruídos com conteúdo de informação perturbam mais que fontes


de ruído sem significado;

6. Ruídos descontínuos e desconhecidos incomodam mais do que


estímulos acústicos conhecidos e contínuos;

7. A experiência passada de uma pessoa em relação ao ruído e a


sua atitude são fundamentais para determinar o surgimento de
incómodos.
CONFORTO TÉRMICO
Ambiente neutro ou confortável é aquele em que o fluxo d
calor produzido pelo corpo é igual ao fluxo de calor cedido ao
ambiente.

FACTORES CLIMÁTICOS E OUTROS

Temperatura do ar;
Atividade;
Humidade do ar;
Vestuário;
Velocidade do ar;
Temperatura de paredes e objetos.
EFEITOS NOCIVOS DA TEMPERATURA EXTREMA

CALOR FRIO

LOCAIS

Erupção Perda de
Cutânea sensibilidade

GERAIS

Desidratação Hipotermia
Golpe de calor
MANIFESTAÇÕES DE DESCONFORTO

CALOR:

Cansaço;
Sonolência;
Baixa prontidão de resposta;
Alta tendência para falhas.

FRIO:

Perda de sensibilidade;
Perda de concentração.

A garantia de um clima confortável no ambiente é, assim, um


pré-requisito necessário para a manutenção do bem-estar e
para a capacidade de produção total.
RECOMENDAÇÕES

ADAPTAÇÃO POR TAREFAS:

Recomenda-se começar com50% do tempo do trabalho sob


temperatura extrema e nos dias seguintes, cada vez mais 10%
do tempo;

Pausas em locais aclimatados,

Beber frequentemente pequenas quantidades de líquidos


VIBRAÇÕES

As vibrações definem-se como o movimento oscilatório de um


corpo em torno do seu ponto de equilíbrio.

A sua frequência é medida em Hertz (Hz)


Existem, fundamentalmente, dois tipos de vibrações:

• As que se transmitem ao sistema mão-braço, durante o


manuseamento de materiais em vibração, ou de ferramentas
e máquinas (ex.: martelos pneumáticos ou serras elétricas).

• As que se transmitem ao corpo inteiro, quando a superfície


de suporte corporal está em vibração (ex.: escavadoras ou
empilhadoras). Não causam danos ao nível dos órgãos
perceptores, mas provocam desconforto e mau estar nos
indivíduos durante a sua rotina.
MEDIDAS PREVENTIVAS

• Métodos de trabalho alternativos que reduzam a exposição a


vibrações mecânicas;

• Escolha de equipamento de trabalho adequado que produza


o mínimo de vibrações possível;

• Instalação de equipamento auxiliar destinado a reduzir o


risco de lesões provocadas pelas vibrações;
MEDIDAS PREVENTIVAS

• Programas adequados de manutenção do equipamento, do


local e das instalações;

• Conceção e disposição dos locais e postos de trabalho;

• Informação e formação dos trabalhadores para que utilizem


corretamente e em segurança o equipamento de trabalho;
MEDIDAS PREVENTIVAS

• Limitação da duração e da intensidade da


exposição;

• Horário de trabalho apropriado, com períodos de


repouso adequados;

• Fornecimento aos trabalhadores expostos de


vestuário que os proteja do frio e da humidade.
• ILUMINAÇÃO NO AMBIENTE DE TRABALHO

• A iluminação no local de trabalho é um risco físico que afeta


o trabalhador em fatores como na realização das tarefas ,
mas ,principalmente, no conforto do posto de trabalho e,
consequentemente, na sua saúde.

• Uma boa iluminação representa um conjunto de benefícios


para o ser humano.
• ILUMINAÇÃO NO AMBIENTE DE TRABALHO

• A intensidade luminosa é a quantidade de luz que se emite


em algum espaço e direção e a medida dessa luz a cada
segundo.

• É difícil saber a quantidade de luz necessária para cada posto


de trabalho e para cada ambiente.

• Contudo, tarefas mais minuciosas, necessitam de maior


intensidade de luz.
• ILUMINAÇÃO NO AMBIENTE DE TRABALHO

A qualidade de iluminação necessárias depende de


vários fatores como sendo:

• a natureza da tarefa,
• a acuidade visual de cada trabalhador,
• o ambiente onde a tarefa é realizada.
• ILUMINAÇÃO NO AMBIENTE DE TRABALHO

Uma deficiente iluminação pode ser caracterizada por alguns


fatores, como:

• níveis muito altos ou muito baixos de luz;


• distribuição incorreta da intensidade luminosa;
• cor inadequada da luz que dificulta a visão e impacta o
estado emocional;
• mau direcionamento da luz e da sombra;
• lâmpadas, refletores e demais objetos de iluminação em mau
funcionamento.
• ILUMINAÇÃO NO AMBIENTE DE TRABALHO

DISTURBIOS DA MÁ ILUMINAÇÃO DOS PTs:

• fadiga ocular,
• vermelhidão dos olhos,
• distúrbios emocionais
• problemas de pele
• dores de cabeça,
• stress,
• posturas incorretas,
• menor motivação,
• menor produtividade,
• maior probabilidade de ocorrência de acidentes.
• MEDIDAS PREVENTIVAS

O posto de trabalho deve ser analisado de acordo com as tarefas


a realizar e o seu utilizador,

Deve ter-se em conta os ecrãs de visualização, evitando a


incidência da luz nos mesmos

A exposição à luz natural melhora as condições de trabalho, a


motivação, aumenta a resistência a doenças, e melhora o sentido
de humor, logo deve ser preferida á luz artificial.
A PREVENÇÃO É MELHOR CURA!

Você também pode gostar