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CEEAC: Desafios e Perspectivas

O documento analisa a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), destacando sua criação em 1983 e os desafios que enfrenta na integração regional, como conflitos internos e instabilidade política. A pesquisa busca identificar marcos históricos e propor estratégias para fortalecer a CEEAC, enfatizando a importância da integração para o desenvolvimento e segurança na região. O estudo também aborda a necessidade de harmonização de políticas e modernização de infraestruturas para melhorar a eficácia da organização.

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CEEAC: Desafios e Perspectivas

O documento analisa a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), destacando sua criação em 1983 e os desafios que enfrenta na integração regional, como conflitos internos e instabilidade política. A pesquisa busca identificar marcos históricos e propor estratégias para fortalecer a CEEAC, enfatizando a importância da integração para o desenvolvimento e segurança na região. O estudo também aborda a necessidade de harmonização de políticas e modernização de infraestruturas para melhorar a eficácia da organização.

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UNIVERSIDADE LUSÍADA DE ANGOLA

Faculdade de Direito e Relações Internacionais

CEEAC: PRINCIPAIS MARCOS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS

DISCENTE:
KAILANE KETULA BRAZ GONÇALVES

Luanda
2025

1
UNIVERSIDADE LUSÍADA DE ANGOLA
Faculdade de Direito e Relações Internacionais
Trabalho Acadêmico apresentado à cadeira de Seminário e Redacção de Tese

CEEAC: PRINCIPAIS MARCOS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS

DISCENTE:
KAILANE KETULA BRAZ GONÇALVES
TURMA: R4M

DOCENTE
--------------------------------------------
SAMUEL TUMBULA

Luanda
2025

2
LISTA DE ABREVIATURAS SIGLAS E ACRÔNIMOS

CEEAC – Comunidade Económica dos Estados da África Central

ONU – Organização das Nações Unidas

UDEAC – União Aduaneira e Económica da África Central

UA – União Africana

UE – União Europeia

UNECA – Comissão Económica das Nações Unidas para a África

ZCLCA – Zona de Livre Comércio Continental Africana

3
ÍNDICE PROVISÓRIO
LISTA DE ABREVIATURAS SIGLAS E ACRÔNIMOS .......................................................... 3
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 4
JUSTIFICATIVA ...................................................................................................................... 5
PERGUNTA DE PARTIDA ..................................................................................................... 6
OBJECTIVO GERAL ............................................................................................................... 6
OBJECTIVO ESPECÍFICO ...................................................................................................... 6
METODOLOGIA E DELIMITAÇÃO ..................................................................................... 7
REFERENCIAL TEÓRICO ......................................................................................................... 8
ORIGEM E CRIAÇÃO DA CEEAC ............................................................................................ 8
DESAFIOS ACTUAIS DA INTEGRAÇÃO REGIONAL NA ÁFRICA CENTRAL ................. 9
PERSPECTIVAS E CAMINHOS FUTUROS PARA A CEEAC .............................................. 11
RESULTADOS ESPERADOS ................................................................................................... 13
CRONOGRAMA ........................................................................................................................ 14
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFRICA .......................................................................................... 15

4
INTRODUÇÃO

A Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) constitui


uma das principais organizações sub-regionais do continente africano, desempenhando
um papel central nos esforços de integração regional, promoção da paz e
desenvolvimento sustentável na África Central.

Criada em 1983, a CEEAC representa uma tentativa concreta dos Estados da


sub-região de promover a cooperação multilateral que permita superar os inúmeros
obstáculos que historicamente travaram o progresso colectivo dos seus membros.

A organização congrega onze Estados membros com diversidades significativas


em termos de dimensão territorial, composição étnico-cultural, estrutura económica e
regimes políticos, o que torna a sua dinâmica interna particularmente complexa e
desafiadora.

A escolha da CEEAC como objecto de estudo ganha uma relevância no actual


cenário internacional, marcado por múltiplas crises, desde os conflitos armados internos
e transfronteiriços até à insegurança alimentar, alterações climáticas e instabilidade
política. Esses factores colocam em causa a capacidade das organizações regionais
africanas de cumprir os seus mandatos e de exercer influência significativa tanto na
cena continental como no plano internacional.

JUSTIFICATIVA

A escolha do tema “CEEAC: Principais marcos, desafios e perspectivas”


justifica-se pela importância estratégica da África Central tanto no plano continental
quanto nas dinâmicas geopolíticas e económicas globais.

A região, rica em recursos naturais como o petróleo, diamantes, minerais


estratégicos e biodiversidade, está também marcada por conflitos prolongados,
instabilidade institucional e desafios de desenvolvimento humano. E tais características
tornam a integração regional não apenas um objectivo político, mas uma necessidade
prática e urgente para garantir a segurança colectiva, progresso económico e
estabilidade duradoura.

A pertinência do tema aumenta diante das actuais reformas da CEEAC e da sua


reconfiguração institucional, em sintonia com os objetivos da Agenda 2063 da União
Africana (UA). A necessidade de convergência entre os diversos blocos económicos
africanos e o surgimento de novas ameaças à segurança regional, como os grupos
armados não estatais, reforçam o debate sobre o papel da CEEAC na governação
africana.

5
Assim, o presente estudo pretende contribuir para o aprofundamento do
conhecimento dobre os mecanismos de integração na África Central, servindo também
como base para recomendações sobre políticas públicas e estratégias de cooperação
regional mais eficazes e duradouras.

PERGUNTA DE PARTIDA

Quais foram os principais marcos da trajectória da CEEAC, que desafios


limitam a sua eficácia como mecanismo de integração regional na África Central e quais
são as perspectivas para o seu fortalecimento no actual contexto africano?

OBJECTIVO GERAL

Analisar os principais marcos históricos, os desafios actuais e as perspectivas


futuras da Comunidade Económica dos Estados da África Central, no contexto da
integração regional africana.

OBJECTIVO ESPECÍFICO

 Identificar os fundamentos históricos e institucionais que orientam a criação e


evolução da CEEAC.
 Examinar os principais marcos políticos e económicos que definiram a
trajectória da organização desde a sua fundação.
 Avaliar os desafios estruturais, políticos e económicos enfrentados pela CEEAC
no processo de integração regional.
 Discutir as perspectivas futuras da organização, com destaque para o seu papel
na Zona de Comércio Livre Continental Africana e na arquitectura de segurança
africana.

6
METODOLOGIA E DELIMITAÇÃO

O presente trabalho será desenvolvido com base numa abordagem qualitativa,


descritiva e analítica, utilizando-se de pesquisa bibliográfica e documental como
principais métodos.

Serão analisados livros, artigos científicos, relatórios de organizações


internacionais, documentos oficiais da CEEAC e publicações académicas relevantes.
Portanto, a análise seguirá os critérios da metodologia indutiva, buscando interpretar os
dados colectados a partir da realidade concreta da organização e das dinâmicas políticas
e económicas da África Central.

A delimitação do trabalho restringe-se a actuação da CEEAC enquanto


organização regional africana no período compreendido entre a sua criação (1983) e os
desenvolvimentos mais recentes até o ano de 2024.

A análise terá como foco os seus principais marcos institucionais r políticos, os


desafios enfrentados na actualidade e as perspectivas futuras, a luz da evolução da
integração regional africana e das reformas em curso o continente.

Não serão abordadas em profundidade as dinâmicas internas de cada Estado


membro, a menos que estas tenham um impacto directo nas funções da organização.

7
REFERENCIAL TEÓRICO

ORIGEM E CRIAÇÃO DA CEEAC

A CEEAC foi criada em resposta à necessidade crescente de uma estrutura sub-


regional sólida para promover o desenvolvimento e a estabilidade entre os Estados da
África Central.

Segundo Gomes (2020, p.52), “a fundação da CEEAC insere-se no contexto do


esforço africano de superação das barreiras coloniais e na busca de soluções conjuntas
para os desafios do subdesenvolvimento”.

Antes da criação da CEEAC, a tentativa de integração regional já havia se


manifestado com a criação da União Aduaneira e Económica da África Central
(UDEAC), em 1964. No entanto, essa iniciativa mostrou-se limitada. Conforme
apontado por Nguemegne (2019, p.117), “apesar dos objectivos ambiciosos da UDEAC,
a ausência de um compromisso político efectivo e a dependência externa impediam a
concretização de um verdadeiro mercado comum”.

A fundação da CEEAC foi o resultado directo da Conferência de Chefes de


Estados da África Central, realizada em Libreville, Gabão, em 18 de Outubro de 1983.
Nesta ocasião, dez Estados assinaram o tratado constitutivo da organização. Conforme
explica o próprio texto do tratado fundador:

[A Comunidade Económica dos


Estados da África Central visa promover a
cooperação e o desenvolvimento
harmonioso e equilibrado dos seus
membros, nomeadamente por meio da
criação de um mercado comum, da
harmonização das políticas nacionais e do
reforço da solidariedade entre os povos]
(CEEAC, 1983, art.3).

Os Estados fundadores são: Burundi, Camarões, República Centro-Africana,


Chade, República do Congo, República Democrática do Congo, Guiné Equatorial,
Gabão, Ruanda e São Tomé e Príncipe.

Angola aderiu a organização mais tarde, em 1999, perfazendo assim os 11


membros constituintes da organização.

Esta nova organização surgiu com o propósito de incluir uma maior diversidade
de Estados da África Central, indo além da lógica da UDEAC. Verificamos também a
inclusão dos Estados de Angola, Guiné Equatorial e São Tomé que acabou por ampliar
o escopo político e económico da integração.

8
Gomes (2020, p.53) confirma isto quando defende que “a CEEAC nasceu com
uma pretensão de ser um mecanismo mais inclusivo, capaz de harmonizar os diferentes
níveis de desenvolvimento e interesses dos Estados membros”.

Entretanto, a década seguinte à sua criação foi marcada por intensos desafios.
Conflitos armados, instabilidade política e crises económicas em diversos Estados da
região minaram os objectivos iniciais da organização.

[O frágil compromisso institucional dos


Estados membros, somado aos conflitos internos
que devastaram os diferentes Estados, como
Angola, Ruanda e a República Centro-Africana,
comprometeu gravemente a implementação dos
programas da CEEAC, gerando uma década de
paralisia e descrédito institucional]. (Nguemegne,
2019, p.121)

A partir dos anos 2000, a organização passou por um processo de revitalização


institucional, impulsionado pelo novo ambiente político africano e pelo apoio da União
Africana (UA).

A CEEAC passou a concentrar-se também na promoção da paz e segurança


regional. Para Gomes (2020, p.59), “o relançamento da CEEAC reflectiu uma
reorientação estratégica, que passou a valorizar não apenas a integração ecnómica, mas
também a segurança e a prevenção dos conflitos”.

A criação da CEEAC, portanto, representa um marco no percurso da integração


africana na região central do continente. Como afirma o tratado da CEEAC:

[A organização deve servir como um


instrumento de solidariedade africana, promovendo
o bem-estar dos povos da África Central, e
contribuindo para os objectivos de integração
continental estabelecidos pela Organização de
Unidade Africana]. (CEEAC, 1983, preâmbulo).

DESAFIOS ACTUAIS DA INTEGRAÇÃO REGIONAL NA ÁFRICA


CENTRAL

Apesar dos esforços institucionais e políticos desenvolvidos ao longo das


últimas décadas, a integração regional na África Central, sob a liderança da CEEAC,
continua a enfrentar desafios profundos e persistentes.

9
Estes obstáculos não apenas retardam o processo de integração, mas também
comprometem os objectivos fundamentais traçados pela organização desde a sua
criação. Como enfatiza Ndomo (2009, p.5), “o potencial da África Central para uma
integração sólida existe, mas está constantemente bloqueado por entraves estruturais,
políticos e económicos”.

No actual contexto africano e internacional, é inegável que a integração regional


é um caminho necessário para o fortalecimento económico, político e estratégico dos
Estados africanos. No entanto, na África Central os desafios assumem proporções mais
complexas, pois resultam de uma combinação de factores históricos, geográficos,
políticos e institucionais.

De acordo com a Comissão Económica das


Nações Unidas para a África (UNECA, 2020,
p.21), [A região da África Central permanece como
uma das menos integradas do continente, com
níveis muito baixos de comércio intra-regional,
conectividade limitada entre os Estados membros e
dificuldades significativas na implementação de
políticas comuns, o que limita os ganhos esperados
da integração].

Este diagnóstico revela que o problema não está apenas na definição dos
objectivos, mas principalmente na capacidade de execução e de compromisso real com
a agenda regional.

O estudo da integração regional nesta zona do continente exige, portanto, uma


análise criteriosa dos diversos obstáculos que dificultam o seu progresso. Esses desafios
não são homogêneos, mas interligam-se de maneira complexa e abrangente, reflectindo
desde as questões estruturais – como infraestruturas deficitárias – até os elementos
políticos – como a fragilidade institucional e falta de vontade política.

Para Tavares (2021, p.91), “o discurso de integração muitas vezes não


corresponde à prática política dos líderes africanos, sobretudo na África Central, onde
os compromissos assumidos nas cúpulas da CEEAC não se traduzem em acções
nacionais concretas”.

É também importante observar que os desafios enfrentados pela CEEAC não são
exclusivos desta comunidade, mas adquirem características particulares no seu contexto
geográfico. A presença de múltiplas organizações regionais com mandatos sobrepostos,
a fragilidade dos sistemas democráticos, a recorrência de conflitos armados e a
excessiva dependência de recursos naturais exportados para fora do continente criam
um ambiente complexo e adverso.

10
[A integração regional na África Central não falha
apenas por falta de diagnósticos, mas pela ausência de
mecanismos eficazes de implementação, monitoramento e
responsabilização política, além de um claro desinteresse
das elites nacionais em abdicar de parte da soberania em
favor de um bem colectivo regional]. (Akokpari, 2008,
p.115),

Com base a esta análise, podemos perceber que se aponta para a necessidade de
repensar não apenas os mecanismos técnicos da integração, mas sobretudo os
fundamentos políticos e sociais que a sustentam.

PERSPECTIVAS E CAMINHOS FUTUROS PARA A CEEAC

A CEEAC enfrenta um futuro que, embora repleto de desafios, também se


apresenta com importantes janelas de oportunidade para o aprofundamento da
integração regional e fortalecimento institucional.

O cenário internacional, bem como as dinâmicas internas dos Estados-membros,


indicam a necessidade de uma reconfiguração estratégica da organização com vistas a
garantir maior eficácia, sustentabilidade e impacto nas políticas regionais. Como destaca
Tavares (2021, p.118), “a integração regional africana não pode ser vista apenas como
uma opção política, mas como uma exigência histórica e estratégica para a afirmação do
continente no sistema internacional”.

Entre as principais perspectivas está o aprimoramento da harmonização das


políticas macroeconómicas entre os Estados-membros, pois a estabilidade monetária, a
convergência fiscal e a criação de mecanismos de acompanhamento conjunto das
economias nacionais figuram como ambiciosas, mas fundamentais para assegurar um
ambiente propício ao investimento e ao comércio intra-regional.

A UNECA (2020, p.77) sublinha portanto que “a ausência de instrumentos


eficazes de harmonização económica tem sido um dos principais obstáculos à
operacionalização de mercados regionais robustos”.

Além disso, a implementação plena da Zona de Livre Comércio Continental


Africana (ZCLCA) coloca sobre a CEEAC uma exigência de readequação das suas
estratégias, de modo a posicionar a região como um actor relevante na nova arquitectura
económica africana.

Segundo Ndomo (2009, p.35), “a CEEAC precisa alinhar-se com os parâmetros


continentais, integrando os seus programas e estruturas à visão da União Africana, sob
pena de marginalização no processo mais amplo de integração”. Isto acaba implicando,
por exemplo, a simplificação das tarifas, a remoção das barreiras não tarifárias e o
fortalecimento de corredores logísticos regionais, como o Corredor do Lobito.

11
A modernização das infraestruturas regionais também se apresenta como uma
das vias mais concretas para o avanço da integração. A região central do continente
africano é caracterizada por vastas distâncias, presença significativa de florestas
tropicais e limitada conectividade física. Como reconhece Akokpari (2008, p.115), “sem
infraestrutura adequada, a intgração económica permanece uma retórica diplomática, e
não uma realidade concreta para os povos”.

Outro caminho futuro pode passar pelo reforço das instituições regionais e da
governação democrática, isto é, a CEEAC deve priorizar a construção de instituições
mais resilientes, com maior capacidade de monitoramento, implementação de políticas e
mediação de conflitos internos.

Neste sentido, Akokpari (2008, p.119) observa que “a fragilidade institucional é


uma das causas mais persistentes da baixa performance das comunidades económicas
regionais africanas”. Já a história nos mostrou de diversas formas que as instituições
com autonomia funcional e técnica, bem como financiamentos sustentáveis e
independentes, são essenciais para a longevidade e credibilidade da organização.

A participação da sociedade civil, do sector privado e dos jovens também deve


ser incentivada, pois as novas abordagens de integração, mais inclusivas, participativas
e sustentáveis, podem representar uma viragem estratégica na forma como a CEEAC se
relaciona com os seus cidadãos.

Para Tavares (2021, p.124), “uma integração que não seja vivida pelo cidadão
comum e que não gere melhorias tangíveis no quotidiano das populações, corre o risco
de perder legitimidade e relevância”.

Achamos que as iniciativas de diálogo político, parcerias público-privadas e


educação para a cidadania regional acaba por ser exemplos concretos deste novo
paradigma.

As perspectivas da CEEAC também dependem da sua capacidade de cooperação


com as outras organizações regionais e com os parceiros internacionais, pois a
integração regional na África Central não pode se fazer sozinha, acabando por ser
necessário articular políticas com os organismos como a UA, a Organização das Nações
Unidas (ONU), bem como os actores globais como a União Europeia (UE) ou a China.
A UNECA (2020, p.80) sintetiza que “a convergência entre as agendas regionais e
continentais é o único caminho possível para a construção de uma África unida,
integrada e competitiva”.

Portanto, o futuro da CEEAC dependerá da sua capacidade de se reinventar, de


aprender com os fracassos do passado e de responder de forma proactiva aos desafios do
presente. Se bem conduzidas, essas transformações poderão consolidar a organização
como um motor real de desenvolvimento, paz e cooperação na África Central.

12
RESULTADOS ESPERADOS

1. Espera-se que o trabalho permita uma análise clara e fundamentada sobre a


origem, estrutura, objectivos e evolução da Comunidade Económica dos Estados
da África Central, destacando os principais marcos históricos e o papel que
desempenha no contexto da integração regional africana.
2. O estudo deverá evidenciar, de forma detalhada, os obstáculos políticos,
económicos, institucionais e securitários que comprometem a eficácia da
organização, permitindo compreender por que a integração na África Central
tem apresentado dificuldades distintas em relação a outras regiões do continente.
3. Espera-se que a pesquisa aponte os cenários de transformação positiva da
organização, com base nas recomendações práticas e estratégicas , tendo em
conta o contexto regional, continental e internacional.
4. Pretende-se que o trabalho represente uma contribuição académica útil para os
estudantes, investigadores e os formuladores de políticas, ajudando a consolidar
o debate sobre o papel das comunidades económicas regionais na construção de
uma África mais unida, próspera e sustentável.

13
CRONOGRAMA

Período de atividades
De 01 de Abril à 03 de
Junho de 2025

Abril Maio Junho


Levantamento das pesquisas x X

x X
Análise e leitura dos textos e documentos

X
Estudo e definição da abordagem metodológica

X X
Análise e revisão das respostas dadas à pergunta de partida e
aos objectivos da pesquisa

X X
Revisão do texto

Conclusão do trabalho

14
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFRICA

Akokpari, J. (2008). A economia política da integração regional em África: A


Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental. In J. akokpari, A. Ndinga-
Muvumba & T. Murithi (orgs.) A União Africana e suas instituições (pp. 103-127).

CEEAC. (1983). Tratado Institucional da Comunidade Económica dos Estados da


África Central. Libreville: Secretaria-Geral da CEEAC.

Comissão Económica das Nações Unidas – UNECA. (2020). Avaliando a Integração


Regional em África IX: Próximos passos para a área de livre comércio continental
africana. Adis Abeba: UNECA

Gomes, A. C. (2020). Integração regional africana: desafios e perspectivas da CEEAC


no século XXI. Revista Africana de Estudos Políticos e Económicos, 15(2), 50-68.

Ndomo, A. (2009). Comunidades económicas regionais em África: uma visão geral do


progresso. Adis Abeba: Comissão da União Africana.

Nguemegne, G. T. (2019). Os obstáculos da integração regional na África Central:


análise do papel da CEEAC. Cadernos de Estudos Africanos, (37), 115-135.

Tavares, R. (2021). Integração regional africana: entre o ideal e a realidade. Lisboa:


Instituto Universitário de Lisboa.

15

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