UNIVERSIDADE LUSÍADA DE ANGOLA
Faculdade de Direito e Relações Internacionais
CEEAC: PRINCIPAIS MARCOS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS
DISCENTE:
KAILANE KETULA BRAZ GONÇALVES
Luanda
2025
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UNIVERSIDADE LUSÍADA DE ANGOLA
Faculdade de Direito e Relações Internacionais
Trabalho Acadêmico apresentado à cadeira de Seminário e Redacção de Tese
CEEAC: PRINCIPAIS MARCOS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS
DISCENTE:
KAILANE KETULA BRAZ GONÇALVES
TURMA: R4M
DOCENTE
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SAMUEL TUMBULA
Luanda
2025
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LISTA DE ABREVIATURAS SIGLAS E ACRÔNIMOS
CEEAC – Comunidade Económica dos Estados da África Central
ONU – Organização das Nações Unidas
UDEAC – União Aduaneira e Económica da África Central
UA – União Africana
UE – União Europeia
UNECA – Comissão Económica das Nações Unidas para a África
ZCLCA – Zona de Livre Comércio Continental Africana
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ÍNDICE PROVISÓRIO
LISTA DE ABREVIATURAS SIGLAS E ACRÔNIMOS .......................................................... 3
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 4
JUSTIFICATIVA ...................................................................................................................... 5
PERGUNTA DE PARTIDA ..................................................................................................... 6
OBJECTIVO GERAL ............................................................................................................... 6
OBJECTIVO ESPECÍFICO ...................................................................................................... 6
METODOLOGIA E DELIMITAÇÃO ..................................................................................... 7
REFERENCIAL TEÓRICO ......................................................................................................... 8
ORIGEM E CRIAÇÃO DA CEEAC ............................................................................................ 8
DESAFIOS ACTUAIS DA INTEGRAÇÃO REGIONAL NA ÁFRICA CENTRAL ................. 9
PERSPECTIVAS E CAMINHOS FUTUROS PARA A CEEAC .............................................. 11
RESULTADOS ESPERADOS ................................................................................................... 13
CRONOGRAMA ........................................................................................................................ 14
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFRICA .......................................................................................... 15
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INTRODUÇÃO
A Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) constitui
uma das principais organizações sub-regionais do continente africano, desempenhando
um papel central nos esforços de integração regional, promoção da paz e
desenvolvimento sustentável na África Central.
Criada em 1983, a CEEAC representa uma tentativa concreta dos Estados da
sub-região de promover a cooperação multilateral que permita superar os inúmeros
obstáculos que historicamente travaram o progresso colectivo dos seus membros.
A organização congrega onze Estados membros com diversidades significativas
em termos de dimensão territorial, composição étnico-cultural, estrutura económica e
regimes políticos, o que torna a sua dinâmica interna particularmente complexa e
desafiadora.
A escolha da CEEAC como objecto de estudo ganha uma relevância no actual
cenário internacional, marcado por múltiplas crises, desde os conflitos armados internos
e transfronteiriços até à insegurança alimentar, alterações climáticas e instabilidade
política. Esses factores colocam em causa a capacidade das organizações regionais
africanas de cumprir os seus mandatos e de exercer influência significativa tanto na
cena continental como no plano internacional.
JUSTIFICATIVA
A escolha do tema “CEEAC: Principais marcos, desafios e perspectivas”
justifica-se pela importância estratégica da África Central tanto no plano continental
quanto nas dinâmicas geopolíticas e económicas globais.
A região, rica em recursos naturais como o petróleo, diamantes, minerais
estratégicos e biodiversidade, está também marcada por conflitos prolongados,
instabilidade institucional e desafios de desenvolvimento humano. E tais características
tornam a integração regional não apenas um objectivo político, mas uma necessidade
prática e urgente para garantir a segurança colectiva, progresso económico e
estabilidade duradoura.
A pertinência do tema aumenta diante das actuais reformas da CEEAC e da sua
reconfiguração institucional, em sintonia com os objetivos da Agenda 2063 da União
Africana (UA). A necessidade de convergência entre os diversos blocos económicos
africanos e o surgimento de novas ameaças à segurança regional, como os grupos
armados não estatais, reforçam o debate sobre o papel da CEEAC na governação
africana.
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Assim, o presente estudo pretende contribuir para o aprofundamento do
conhecimento dobre os mecanismos de integração na África Central, servindo também
como base para recomendações sobre políticas públicas e estratégias de cooperação
regional mais eficazes e duradouras.
PERGUNTA DE PARTIDA
Quais foram os principais marcos da trajectória da CEEAC, que desafios
limitam a sua eficácia como mecanismo de integração regional na África Central e quais
são as perspectivas para o seu fortalecimento no actual contexto africano?
OBJECTIVO GERAL
Analisar os principais marcos históricos, os desafios actuais e as perspectivas
futuras da Comunidade Económica dos Estados da África Central, no contexto da
integração regional africana.
OBJECTIVO ESPECÍFICO
Identificar os fundamentos históricos e institucionais que orientam a criação e
evolução da CEEAC.
Examinar os principais marcos políticos e económicos que definiram a
trajectória da organização desde a sua fundação.
Avaliar os desafios estruturais, políticos e económicos enfrentados pela CEEAC
no processo de integração regional.
Discutir as perspectivas futuras da organização, com destaque para o seu papel
na Zona de Comércio Livre Continental Africana e na arquitectura de segurança
africana.
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METODOLOGIA E DELIMITAÇÃO
O presente trabalho será desenvolvido com base numa abordagem qualitativa,
descritiva e analítica, utilizando-se de pesquisa bibliográfica e documental como
principais métodos.
Serão analisados livros, artigos científicos, relatórios de organizações
internacionais, documentos oficiais da CEEAC e publicações académicas relevantes.
Portanto, a análise seguirá os critérios da metodologia indutiva, buscando interpretar os
dados colectados a partir da realidade concreta da organização e das dinâmicas políticas
e económicas da África Central.
A delimitação do trabalho restringe-se a actuação da CEEAC enquanto
organização regional africana no período compreendido entre a sua criação (1983) e os
desenvolvimentos mais recentes até o ano de 2024.
A análise terá como foco os seus principais marcos institucionais r políticos, os
desafios enfrentados na actualidade e as perspectivas futuras, a luz da evolução da
integração regional africana e das reformas em curso o continente.
Não serão abordadas em profundidade as dinâmicas internas de cada Estado
membro, a menos que estas tenham um impacto directo nas funções da organização.
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REFERENCIAL TEÓRICO
ORIGEM E CRIAÇÃO DA CEEAC
A CEEAC foi criada em resposta à necessidade crescente de uma estrutura sub-
regional sólida para promover o desenvolvimento e a estabilidade entre os Estados da
África Central.
Segundo Gomes (2020, p.52), “a fundação da CEEAC insere-se no contexto do
esforço africano de superação das barreiras coloniais e na busca de soluções conjuntas
para os desafios do subdesenvolvimento”.
Antes da criação da CEEAC, a tentativa de integração regional já havia se
manifestado com a criação da União Aduaneira e Económica da África Central
(UDEAC), em 1964. No entanto, essa iniciativa mostrou-se limitada. Conforme
apontado por Nguemegne (2019, p.117), “apesar dos objectivos ambiciosos da UDEAC,
a ausência de um compromisso político efectivo e a dependência externa impediam a
concretização de um verdadeiro mercado comum”.
A fundação da CEEAC foi o resultado directo da Conferência de Chefes de
Estados da África Central, realizada em Libreville, Gabão, em 18 de Outubro de 1983.
Nesta ocasião, dez Estados assinaram o tratado constitutivo da organização. Conforme
explica o próprio texto do tratado fundador:
[A Comunidade Económica dos
Estados da África Central visa promover a
cooperação e o desenvolvimento
harmonioso e equilibrado dos seus
membros, nomeadamente por meio da
criação de um mercado comum, da
harmonização das políticas nacionais e do
reforço da solidariedade entre os povos]
(CEEAC, 1983, art.3).
Os Estados fundadores são: Burundi, Camarões, República Centro-Africana,
Chade, República do Congo, República Democrática do Congo, Guiné Equatorial,
Gabão, Ruanda e São Tomé e Príncipe.
Angola aderiu a organização mais tarde, em 1999, perfazendo assim os 11
membros constituintes da organização.
Esta nova organização surgiu com o propósito de incluir uma maior diversidade
de Estados da África Central, indo além da lógica da UDEAC. Verificamos também a
inclusão dos Estados de Angola, Guiné Equatorial e São Tomé que acabou por ampliar
o escopo político e económico da integração.
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Gomes (2020, p.53) confirma isto quando defende que “a CEEAC nasceu com
uma pretensão de ser um mecanismo mais inclusivo, capaz de harmonizar os diferentes
níveis de desenvolvimento e interesses dos Estados membros”.
Entretanto, a década seguinte à sua criação foi marcada por intensos desafios.
Conflitos armados, instabilidade política e crises económicas em diversos Estados da
região minaram os objectivos iniciais da organização.
[O frágil compromisso institucional dos
Estados membros, somado aos conflitos internos
que devastaram os diferentes Estados, como
Angola, Ruanda e a República Centro-Africana,
comprometeu gravemente a implementação dos
programas da CEEAC, gerando uma década de
paralisia e descrédito institucional]. (Nguemegne,
2019, p.121)
A partir dos anos 2000, a organização passou por um processo de revitalização
institucional, impulsionado pelo novo ambiente político africano e pelo apoio da União
Africana (UA).
A CEEAC passou a concentrar-se também na promoção da paz e segurança
regional. Para Gomes (2020, p.59), “o relançamento da CEEAC reflectiu uma
reorientação estratégica, que passou a valorizar não apenas a integração ecnómica, mas
também a segurança e a prevenção dos conflitos”.
A criação da CEEAC, portanto, representa um marco no percurso da integração
africana na região central do continente. Como afirma o tratado da CEEAC:
[A organização deve servir como um
instrumento de solidariedade africana, promovendo
o bem-estar dos povos da África Central, e
contribuindo para os objectivos de integração
continental estabelecidos pela Organização de
Unidade Africana]. (CEEAC, 1983, preâmbulo).
DESAFIOS ACTUAIS DA INTEGRAÇÃO REGIONAL NA ÁFRICA
CENTRAL
Apesar dos esforços institucionais e políticos desenvolvidos ao longo das
últimas décadas, a integração regional na África Central, sob a liderança da CEEAC,
continua a enfrentar desafios profundos e persistentes.
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Estes obstáculos não apenas retardam o processo de integração, mas também
comprometem os objectivos fundamentais traçados pela organização desde a sua
criação. Como enfatiza Ndomo (2009, p.5), “o potencial da África Central para uma
integração sólida existe, mas está constantemente bloqueado por entraves estruturais,
políticos e económicos”.
No actual contexto africano e internacional, é inegável que a integração regional
é um caminho necessário para o fortalecimento económico, político e estratégico dos
Estados africanos. No entanto, na África Central os desafios assumem proporções mais
complexas, pois resultam de uma combinação de factores históricos, geográficos,
políticos e institucionais.
De acordo com a Comissão Económica das
Nações Unidas para a África (UNECA, 2020,
p.21), [A região da África Central permanece como
uma das menos integradas do continente, com
níveis muito baixos de comércio intra-regional,
conectividade limitada entre os Estados membros e
dificuldades significativas na implementação de
políticas comuns, o que limita os ganhos esperados
da integração].
Este diagnóstico revela que o problema não está apenas na definição dos
objectivos, mas principalmente na capacidade de execução e de compromisso real com
a agenda regional.
O estudo da integração regional nesta zona do continente exige, portanto, uma
análise criteriosa dos diversos obstáculos que dificultam o seu progresso. Esses desafios
não são homogêneos, mas interligam-se de maneira complexa e abrangente, reflectindo
desde as questões estruturais – como infraestruturas deficitárias – até os elementos
políticos – como a fragilidade institucional e falta de vontade política.
Para Tavares (2021, p.91), “o discurso de integração muitas vezes não
corresponde à prática política dos líderes africanos, sobretudo na África Central, onde
os compromissos assumidos nas cúpulas da CEEAC não se traduzem em acções
nacionais concretas”.
É também importante observar que os desafios enfrentados pela CEEAC não são
exclusivos desta comunidade, mas adquirem características particulares no seu contexto
geográfico. A presença de múltiplas organizações regionais com mandatos sobrepostos,
a fragilidade dos sistemas democráticos, a recorrência de conflitos armados e a
excessiva dependência de recursos naturais exportados para fora do continente criam
um ambiente complexo e adverso.
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[A integração regional na África Central não falha
apenas por falta de diagnósticos, mas pela ausência de
mecanismos eficazes de implementação, monitoramento e
responsabilização política, além de um claro desinteresse
das elites nacionais em abdicar de parte da soberania em
favor de um bem colectivo regional]. (Akokpari, 2008,
p.115),
Com base a esta análise, podemos perceber que se aponta para a necessidade de
repensar não apenas os mecanismos técnicos da integração, mas sobretudo os
fundamentos políticos e sociais que a sustentam.
PERSPECTIVAS E CAMINHOS FUTUROS PARA A CEEAC
A CEEAC enfrenta um futuro que, embora repleto de desafios, também se
apresenta com importantes janelas de oportunidade para o aprofundamento da
integração regional e fortalecimento institucional.
O cenário internacional, bem como as dinâmicas internas dos Estados-membros,
indicam a necessidade de uma reconfiguração estratégica da organização com vistas a
garantir maior eficácia, sustentabilidade e impacto nas políticas regionais. Como destaca
Tavares (2021, p.118), “a integração regional africana não pode ser vista apenas como
uma opção política, mas como uma exigência histórica e estratégica para a afirmação do
continente no sistema internacional”.
Entre as principais perspectivas está o aprimoramento da harmonização das
políticas macroeconómicas entre os Estados-membros, pois a estabilidade monetária, a
convergência fiscal e a criação de mecanismos de acompanhamento conjunto das
economias nacionais figuram como ambiciosas, mas fundamentais para assegurar um
ambiente propício ao investimento e ao comércio intra-regional.
A UNECA (2020, p.77) sublinha portanto que “a ausência de instrumentos
eficazes de harmonização económica tem sido um dos principais obstáculos à
operacionalização de mercados regionais robustos”.
Além disso, a implementação plena da Zona de Livre Comércio Continental
Africana (ZCLCA) coloca sobre a CEEAC uma exigência de readequação das suas
estratégias, de modo a posicionar a região como um actor relevante na nova arquitectura
económica africana.
Segundo Ndomo (2009, p.35), “a CEEAC precisa alinhar-se com os parâmetros
continentais, integrando os seus programas e estruturas à visão da União Africana, sob
pena de marginalização no processo mais amplo de integração”. Isto acaba implicando,
por exemplo, a simplificação das tarifas, a remoção das barreiras não tarifárias e o
fortalecimento de corredores logísticos regionais, como o Corredor do Lobito.
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A modernização das infraestruturas regionais também se apresenta como uma
das vias mais concretas para o avanço da integração. A região central do continente
africano é caracterizada por vastas distâncias, presença significativa de florestas
tropicais e limitada conectividade física. Como reconhece Akokpari (2008, p.115), “sem
infraestrutura adequada, a intgração económica permanece uma retórica diplomática, e
não uma realidade concreta para os povos”.
Outro caminho futuro pode passar pelo reforço das instituições regionais e da
governação democrática, isto é, a CEEAC deve priorizar a construção de instituições
mais resilientes, com maior capacidade de monitoramento, implementação de políticas e
mediação de conflitos internos.
Neste sentido, Akokpari (2008, p.119) observa que “a fragilidade institucional é
uma das causas mais persistentes da baixa performance das comunidades económicas
regionais africanas”. Já a história nos mostrou de diversas formas que as instituições
com autonomia funcional e técnica, bem como financiamentos sustentáveis e
independentes, são essenciais para a longevidade e credibilidade da organização.
A participação da sociedade civil, do sector privado e dos jovens também deve
ser incentivada, pois as novas abordagens de integração, mais inclusivas, participativas
e sustentáveis, podem representar uma viragem estratégica na forma como a CEEAC se
relaciona com os seus cidadãos.
Para Tavares (2021, p.124), “uma integração que não seja vivida pelo cidadão
comum e que não gere melhorias tangíveis no quotidiano das populações, corre o risco
de perder legitimidade e relevância”.
Achamos que as iniciativas de diálogo político, parcerias público-privadas e
educação para a cidadania regional acaba por ser exemplos concretos deste novo
paradigma.
As perspectivas da CEEAC também dependem da sua capacidade de cooperação
com as outras organizações regionais e com os parceiros internacionais, pois a
integração regional na África Central não pode se fazer sozinha, acabando por ser
necessário articular políticas com os organismos como a UA, a Organização das Nações
Unidas (ONU), bem como os actores globais como a União Europeia (UE) ou a China.
A UNECA (2020, p.80) sintetiza que “a convergência entre as agendas regionais e
continentais é o único caminho possível para a construção de uma África unida,
integrada e competitiva”.
Portanto, o futuro da CEEAC dependerá da sua capacidade de se reinventar, de
aprender com os fracassos do passado e de responder de forma proactiva aos desafios do
presente. Se bem conduzidas, essas transformações poderão consolidar a organização
como um motor real de desenvolvimento, paz e cooperação na África Central.
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RESULTADOS ESPERADOS
1. Espera-se que o trabalho permita uma análise clara e fundamentada sobre a
origem, estrutura, objectivos e evolução da Comunidade Económica dos Estados
da África Central, destacando os principais marcos históricos e o papel que
desempenha no contexto da integração regional africana.
2. O estudo deverá evidenciar, de forma detalhada, os obstáculos políticos,
económicos, institucionais e securitários que comprometem a eficácia da
organização, permitindo compreender por que a integração na África Central
tem apresentado dificuldades distintas em relação a outras regiões do continente.
3. Espera-se que a pesquisa aponte os cenários de transformação positiva da
organização, com base nas recomendações práticas e estratégicas , tendo em
conta o contexto regional, continental e internacional.
4. Pretende-se que o trabalho represente uma contribuição académica útil para os
estudantes, investigadores e os formuladores de políticas, ajudando a consolidar
o debate sobre o papel das comunidades económicas regionais na construção de
uma África mais unida, próspera e sustentável.
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CRONOGRAMA
Período de atividades
De 01 de Abril à 03 de
Junho de 2025
Abril Maio Junho
Levantamento das pesquisas x X
x X
Análise e leitura dos textos e documentos
X
Estudo e definição da abordagem metodológica
X X
Análise e revisão das respostas dadas à pergunta de partida e
aos objectivos da pesquisa
X X
Revisão do texto
Conclusão do trabalho
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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFRICA
Akokpari, J. (2008). A economia política da integração regional em África: A
Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental. In J. akokpari, A. Ndinga-
Muvumba & T. Murithi (orgs.) A União Africana e suas instituições (pp. 103-127).
CEEAC. (1983). Tratado Institucional da Comunidade Económica dos Estados da
África Central. Libreville: Secretaria-Geral da CEEAC.
Comissão Económica das Nações Unidas – UNECA. (2020). Avaliando a Integração
Regional em África IX: Próximos passos para a área de livre comércio continental
africana. Adis Abeba: UNECA
Gomes, A. C. (2020). Integração regional africana: desafios e perspectivas da CEEAC
no século XXI. Revista Africana de Estudos Políticos e Económicos, 15(2), 50-68.
Ndomo, A. (2009). Comunidades económicas regionais em África: uma visão geral do
progresso. Adis Abeba: Comissão da União Africana.
Nguemegne, G. T. (2019). Os obstáculos da integração regional na África Central:
análise do papel da CEEAC. Cadernos de Estudos Africanos, (37), 115-135.
Tavares, R. (2021). Integração regional africana: entre o ideal e a realidade. Lisboa:
Instituto Universitário de Lisboa.
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