I CONGRESSO NACIONAL DE AGRONOMIA
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USO DE REVESTIMENTOS COMESTÍVEIS NA CONSERVAÇÃO PÓS-COLHEITA DO
ABACAXI
Myrella Katlhen da Cunha de Araujo1; Fernanda Oliveira dos Santos2; Thainan Gomes Barros3; Adriely Sá
Menezes do Nascimento4
1Universidade Estadual do Maranhão; 234 Universidade Estadual do Maranhão;
*Autor correspondente: myrellakaraujo@[Link]
AT04: Agroindústria, Alimentos e Nutrição.
INTRODUÇÃO: O abacaxi (Ananas comosus) é uma fruta tropical de alta perecibilidade, o que limita sua
comercialização e armazenamento. Métodos tradicionais de conservação, como refrigeração e embalagens
plásticas, apresentam desafios ambientais e econômicos. Nesse contexto, os revestimentos comestíveis surgem
como uma alternativa sustentável para prolongar a vida útil do fruto, reduzindo perdas e mantém sua qualidade
sensorial e nutricional. OBJETIVO: Avaliar a eficácia de formulações de revestimentos comestíveis na
conservação pós-colheita do abacaxi, considerando parâmetros físicos, químicos e microbiológicos.
METODOLOGIA: O estudo consistiu em uma revisão bibliográfica de artigos científicos publicados nos
últimos 15 anos sobre o uso de revestimentos comestíveis em frutas tropicais, com ênfase no abacaxi. Foram
analisados trabalhos que investigaram a aplicação de polímeros naturais, como quitosana, carboximetilcelulose
e ceras vegetais, além da incorporação de aditivos antimicrobianos e antioxidantes. RESULTADOS: A
literatura indica que revestimentos à base de quitosana reduzem significativamente a atividade microbiana,
enquanto formulações com carboximetilcelulose e cera de carnaúba minimizam a perda de umidade e retardam
o amadurecimento do abacaxi. A adição de óleos essenciais melhora a proteção contra fungos e bactérias,
preservando as características sensoriais do fruto por períodos mais longos. CONCLUSÕES: O uso de
revestimentos comestíveis é promissor para a conservação do abacaxi, contribui para a redução de
desperdícios e aumenta sua vida útil de forma sustentável. No entanto, mais estudos são necessários para
otimizar as formulações, avaliar a aceitação do consumidor e viabilizar a aplicação comercial em larga escala.
Palavras-chave: Biopolímeros naturais. Barreiras semipermeáveis. Redução de perecibilidade.