PROJETO VIDAS NEGRAS IMPORTAM
Conferência
Primeiros contatos O perigo de uma história única
- Qual história sobre o continente africano
você conhece?
- Pesquisa sobre novas histórias e
exposição na escola
Conferências nacionais e internacionais
que funcionam como mecanismo de
debate e como forma de resistência:
- Ex: TED, de Chimamanda; COP, WWDC
Proposta da II Conferência
Formação dos temas, tendo como base a
leitura das expectativas (já realizar as
primeiras marcações)
Apresentação do livro de referência
Apresentação do empreendimento Lista com o que precisamos organizar para
o funcionamento da conferência
Organização da agenda de trabalho, com
base nesta lista
Divisão dos grupos
1. Racismo biológico
2. O pacto da branquitude
3. O lugar da mulher negra na
sociedade
4. Movimentos negros e políticas
afirmativas
5. Sejamos todos antirracistas
Estudo e pesquisa para a construção da Caderno de textos para os grupos, com
conferência dois textos para cada tema
- 1º fichamento (coletivo/pequenos
grupos) – registro no quadro informativo
de cada grupo
- Compartilhamento das informações com
a turma e criação coletiva de um mapa
mental coletivo, que relacione as
diferentes pesquisas
- 2º fichamento (individual)
- Compartilhamento das notas nos
pequenos grupos e registro no quadro das
principais informações
- Entrevista individual sobre o que foi
estudado (procedimento visando a coleta
de informações)
- Compartilhamento com a turma sobre a
experiência da entrevista
- 3º fichamento (coletivo): escolha de 3
textos informativos do livro de referência,
com base no sumário
- Escolha das informações mais relevantes
para serem apresentadas na conferência
- Elaboração do roteiro com as
informações selecionadas (em que ordem
as informações serão apresentadas)
- Compartilhamento com a turma (cada
grupo registra as contribuições
apresentadas pela turma)
- 1ª versão
- Compartilhamento com a turma
- Todos registram sobre o que aprenderam
com os grupos
- Entrevista coletiva com uma pessoa de
referência (elaborar as perguntas e
recebê-la)
- Pesquisa individual com informações que
considere faltar dentro do seu tema
- Construção da 2ª versão (versão final), a
partir das novas informações coletadas
através da entrevista e da pesquisa
individual
- Compartilhamento final com a turma
- Conferência
Atividades relacionadas à conferência Escolher os convidados
Planejamento de divulgação
Credenciamento
Certificados
Temas transversais, ao longo do trimestre, 1. Racismo estrutural
2. História da escravidão no Brasil
Contribuem para a compreensão geral do 3. Quilombos ontem e hoje
tema 4. Teoria do embranquecimento
5. Contribuições da cultura africanas
6. Colorismo
7. Meritocracia
8. A representação da pessoa negra
nos meios de comunicação
(literatura)
- Calendário afro-brasileiro
Toda riqueza cultural dos africanos deve ser analisada e estudada, mas sem ser classificada
como superior ou inferior, boa ou má, melhor ou pior. É tempo de abandonar o etnocentrismo
que orientava os estudos sobre os povos não europeus, tão comum nos relatos antigos.
Procedimento de estudo e pesquisa: entrevista
Planejamento da conferência:
Local do evento;
Data e hora;
Formato (presencial, online ou híbrido);
Credenciamento;
Certificados;
Planejamento de divulgação
1. Conferência de Combate ao Racismo da ONU
Em 2001, a Organização das Nações Unidas (ONU) promoveu em Durban, África do Sul, a
3ª Conferência Mundial de Combate ao Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e
Intolerância Correlata.
2. V Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial - 5ª CONAPIR
A ser realizada entre os dias 25 e 29 de julho de 2025, com tema central "Igualdade e
Democracia: Reparação e Justiça Racial".
Temas do ano passado:
Racismo Estrutural;
Combate ao Racismo;
Situações de Racismo;
Branquitude;
Antirracismo.
Temas novos:
1. Racismo biológico
2. O pacto da branquitude
3. O lugar da mulher negra na sociedade
4. Movimentos negros e políticas afirmativas
5. Sejamos todos antirracistas
Artigo de opinião: A falsa ideia de democracia racial
Outros conceitos importantes:
1. Quilombos
2. Colorismo: implicações da mestiçagem no Brasil
3. Branqueamento
4. “Teoria do Branqueamento Racial na obra A Redenção de CAM”, disponível em:
[Link]
PEQUENO MANUAL ANTIRRACISTA:
[Link]
ANEXO_SOCIOLOGIA_2%C2%BAANO_PEQUENO_MANUAL_ANTIRRACISTA_RIBEIRO_DJAMILA-
v_5f0659881d9e4.pdf
O PERIGO DE UMA HISTÓRIA ÚNICA
Chimamanda (Nigeria)
[Link]
racismo/obras_digitalizadas/chimamanda_ngozi_adichie_-_2019_-
_o_perigo_de_uma_historia_unica.pdf
[Link]
HISTÓRIA PRETA
SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS
RESISTÊNCIAS NEGRAS
Músicas:
1. Canção de Estação Primeira de Mangueira: “História Para Ninar Gente Grande”:
[Link]
2. “Era Rei Eu Sou Escravo” de Milton Nascimento, disponível em: <[Link]
BXSS78Bk?si=cVbraCR2TNuNBjT1
3. “500 anos”, de Edson Gomes, disponível em: [Link]
v=JZ6023_Zemc.
4. Mama África, de Chico César;
5. música “Diário de um detento”
6. Fricote – Composição: Luiz Caldas e Paulinho Camafeu - intérprete: Luiz Caldas. Música
lançada em 1985. LUIZ CALDAS - FRICOTE
7. Zumbi – compositor e intérprete: Jorge Ben. Música lançada em 1974. Jorge Ben Jor -
Zumbi (Áudio Oficial)
8. Olhos Coloridos – Compositor: Macau. Intérprete: Sandra de Sá – Música lançada em
1982. Sandra de Sá - Olhos coloridos
9. Mc Soffia
Curta metragem
O documentário "Ovelha Negra” (Black Sheep) Black Sheep é um documentário americano de
2018 escrito e dirigido por Ed Perkins. Como reconhecimento, foi nomeado ao Oscar 2019 na
categoria de Melhor Documentário de Curta-metragem. O filme conta que no final de 2000, o
assassinato do jovem nigeriano Damiola Taylor, de apenas 10 anos, chocou o Reino Unido e foi
alvo de um escrutínio constante da imprensa, que acompanhou as investigações, a acusação e
subsequente absolvição de quatro outros jovens e, mais tarde, a condenação de dois irmãos
pelo crime. A morte, que aconteceu em Peckham, um distrito ao sudeste de Londres, porém,
afetou mais do que a vítima, seus pais e amigos
- AmarElo – EMICIDA – Retomando um teatro construído por pretos, mas pouco ocupado por
eles
Indicação de páginas com conteúdos produzidos por pessoas negras:
[Link] / pretaletrada / sitemundonegro / pretitudes / listapreta / e
outros que eles conheçam.
SITES:
1. [Link]
Charges:
A história do Brasil, assim como a grande parte das histórias das terras colonizadas pelos
europeus, foi escrita por um olhar do colonizador, desmembrando todo possível aspecto que
não esteja incluído em seu panorama. Deste modo, o cartum expõe uma visão mais
descolonizadora acerca da escrita e transmissão da história, no qual existe uma inclusão e
diversidade, acerca dos demais olhares.
A charge denuncia como ainda nos dias de hoje existe uma falsa abolição da escravatura,
ainda que de fato, oficialmente tenha havido a Lei de 13 de março de 1888, a marginalização
das pessoas pretas no Brasil ainda existe. Observa-se que a maior parte da população que
sofre com os problemas sociais no brasil (desigualdade, fome, injustiças, desemprego e
violências de todas as formas), são essas pessoas. Isso tende a ser vinculado como um tipo de
escravidão, ainda que não seja de forma literal.
Outras histórias
Rainha Jinga, que, durante o século XVII, governou o Ndongo, um reino da África Central
localizado onde hoje é uma parte do norte de Angola, chegou ao poder graças à bravura
militar, à manipulação habilidosa da religião, à diplomacia bem-sucedida e à notável
compreensão da política.
Leis
5. Constituição de 1988, em especial os artigos 5º os incisos VI,VII e VIII.
6. lei Nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, dispõe, no Art. 26-A:
Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se
obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.
§ 1° O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História
da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na
formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social,
econômica e política pertinentes à História do Brasil.
§ 2º Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de
todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História
Brasileiras. (BRASIL, 2003, Art.26-A, grifos nossos)
BRANQUEAMENTO
Nesta etapa o professor irá contextualizar a discussão. Para isso, irá utilizar o quadro A
redenção de Cam, explicando aos alunos que a pintura foi utilizada para ilustrar um artigo
sobre branqueamento do médico brasileiro e diretor do Museu Nacional, João Batista de
Lacerda, no Congresso Universal das Raças, em Londres, em 1911.
Quadro de Modesto Brocos y Gómez intitulado “A Redenção de Cam”, 1895
Política de branqueamento implementada no Brasil durante o século XIX. A política de
imigração do Império brasileiro também está relacionada a uma medida eugênica racista, de
“purificação” da população brasileira, considerada muito “africanizada” pelos intelectuais da
época.
“A imagem do quadro transmite categoricamente a tese que Baptista defendia: o
embranquecimento através das gerações. Brocos propõe a diluição da cor negra na sucessão
de descendentes e insere nessa sucessão a ‘redenção’, a ‘absolvição’ de uma ‘raça
amaldiçoada’, isto é, a descendência de Cam, filho de Noé, que, no livro do Gênesis, é
amaldiçoado pelo pai. A história de Cam, a despeito de seu simbolismo bíblico, foi interpretada
à revelia pelo racialismo do século XIX, no qual Brocos estava envolto. O ‘escurecimento’ dos
descendentes de Cam teria desembocado na raça negra africana, que poderia ser redimida por
meio da mistura com a raça branca europeia”.
Segundo momento
1. Nesta etapa os alunos irão aprofundar a discussão proposta para a aula, realizando a
análise de um trecho de texto sobre a política de imigração do século XIX e sua ligação
com as políticas de branqueamento e as teorias científicas raciais que orientavam a
intelectualidade na época. Os alunos irão analisar também um trecho do Decreto nº
528, de 28 de junho de 1890, que regulariza a política de imigração no país, indicando
as ”raças” que seriam proibidas de entrar no Brasil. O objetivo é ressaltar como as
discussões sobre o branqueamento da população brasileira se iniciam durante o
Império e se consolidam em políticas públicas já no período republicano, com o país
comandado pela mesma elite.
Atividade:
“A solução encontrada para lidar com o problema do excesso de sangue negro e da carência
de civilização da população brasileira foi a implantação de uma política de incentivo à
imigração, que objetivava atrair o maior número de indivíduos europeus da raça branca, que,
mediante a mistura com o nacional, daria ensejo à criação de um povo de qualidade biológica
– e, consequentemente, cultural e laborativa – superior. A entrada do imigrante europeu,
portanto, garantiria “a ‘correção’ dos componentes étnicos que fundaram o Brasil, produzindo
um ‘tipo’ racial brasileiro mais eugênico, porque possuidor de maior quantidade de sangue
branco”
RAMOS, Jair de Souza. Dos males que vêm com o sangue: as representações raciais e a
categoria do imigrante indesejável nas concepções sobre a imigração da década de 20. In:
MAIO, Marcos Chor; SANTOS, Ricardo Ventura (Org.). Raça, ciência e sociedade. Rio de Janeiro:
Fiocruz, 1996. Disponível em:
[Link]
Acesso em: 7 de janeiro de 2019. Glossário: Eugênico: Pessoa envolvida com a “higiene racial”,
purificação da raça superior ([Link] DA
INTRODUCÇÃO DE IMMIGRANTES
Art. 1º E' inteiramente livre a entrada, nos portos da Republica, dos individuos válidos e aptos
para o trabalho, que não se acharem sujeitos á acção criminal do seu paiz, exceptuados os
indigenas da Asia, ou da Africa que sómente mediante autorização do Congresso Nacional
poderão ser admittidos de accordo com as condições que forem então estipuladas. Art. 2º Os
agentes diplomaticos e consulares dos Estados Unidos do Brazil obstarão pelos meios a seu
alcance a vinda dos immigrantes daquelles continentes, communicando immediatamente ao
Governo Federal pelo telegrapho quando não o puderem evitar. Art. 3º A policia dos portos da
Republica impedirá o desembarque de taes individuos, bem como dos mendigos e indigentes.
Decreto nº 528, de 28 de junho de 1890
- Porque o Império não aproveitou a mão de obra negra quando ela passou a ser livre no pós
abolição e sim a substituiu por uma mão de obra branca. Mostre como este fato desvalorizou o
trabalho da população negra, que então só era reconhecida enquanto escravizada. Explique,
também, que à população negra ficou o legado dos piores postos de trabalho, os mais
precários, enquanto o trabalho “mais digno” ficou nas mãos dos imigrantes brancos
- “Raça não é um termo fixo, estático. Seu sentido está inevitavelmente atrelado às
circunstâncias históricas em que é utilizado. Por trás da raça sempre há contingência, conflito,
poder e decisão de tal sorte que se trata de um conceito relacional e histórico” (ALMEIDA,
Racismo Estrutural, p 24)