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Guia Completo sobre Dengue e Tratamento

O documento aborda a dengue, destacando a transmissão pelo vetor Aedes aegypti e Aedes albopictus, os sinais de alarme, e a importância da prova do laço para diagnóstico. Apresenta também a classificação da dengue em grupos A, B, C e D, com orientações sobre tratamento e internação. O tratamento inclui hidratação e monitoramento, com ênfase na reavaliação clínica em casos de sinais de alarme ou choque.

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Guilherme Sousa
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O documento aborda a dengue, destacando a transmissão pelo vetor Aedes aegypti e Aedes albopictus, os sinais de alarme, e a importância da prova do laço para diagnóstico. Apresenta também a classificação da dengue em grupos A, B, C e D, com orientações sobre tratamento e internação. O tratamento inclui hidratação e monitoramento, com ênfase na reavaliação clínica em casos de sinais de alarme ou choque.

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DENGUE PROVA DO LAÇO POSITIVA

TRANSMISSÃO – VETOR Contar o número de petéquias no quadrado

Aedes aegypti / Aedes albopictus (África)  > 20 petéquias em adultos


 > 10 petéquias em crianças
 Característica: 45 dias de vida / urbano
 1 inseto pode contaminar até 300 pessoas

SINAIS DE ALARME OU ALERTA


CARACTERÍSTICAS

Incubação: 4 – 7 dias

Viremia: 2 – 3 dias após aquisição

Sintomas:

Oligossintomático e evolução benigna >90% dos casos

Febre, mialgia (artralgia), náuseas, vômitos, diarreia


ocasional

Cefaleia retro-ocular

Fenômenos hemorrágicos: raros, ocorrem a partir do


5° dia do início dos sintomas

DEVE SER FEITO SEMPRE NA SUSPEITA DE DENGUE

- Prova do laço

Indica plaquetas < 100.000

Quadrado de 2,5 cm de lado (polegar) no antebraço

Verificar a pressão arterial (deitada ou sentada)

Valor média PA: PAs + PAd dividido por 2

Manguito no valor médio: 5 minutos (criança: 3


minutos)

DIAGNÓSTICO
- EXAMES GERAIS

Hemograma: hemoconcentração

 Leucopenia
 Trombocitopenia

Alterações hepáticas: aumento EH

CPK pode aumentar

Hiperbilirrubinemia rara

DIAGNÓSTICO ESPECÍFICO

Saiba o momento correto de pedir

 Antígeno NS1

Até 3° dia tem maior sensibilidade


GRUPO A – 90% DOS CASOS
VPP maior até o terceiro dia dos sintomas
DENGUE FEBRIL
 Sorologia: IgM positivo
Febre de aparecimento recente (2 a 7 dias)
7° dia do início dos sintomas em diante
Dois ou mais: mialgia; artralgia; cefaleia; dor retro-
IgG positivo sozinho: infecção antiga
orbitária; leucopenia; náuseas e/ou vômitos;
 PCR exantema

Casos específicos a. Ausência de fenômenos hemorrágicos (prova do


laço negativa)
EVOLUÇÃO DO RISCO NA DENGUE
b. Ausência de ‘’sinais de alarme’’

c. Ausência de sinais de choque

TRATAMENTO

1. Encaminhar para domicílio

2. Hidratação oral: 60-80 mL/kg/dia (pelo menos 1/3


com SRO)

3. Orientar sobre ‘’sinais de alerta’’


EVOLUÇÃO SOROLÓGICA
4. Retorno para reavaliação precoce ambulatorial ou
no pronto atendimento com novo hemograma

5. Sintomáticos (dipirona, paracetamol, loratadina,


antieméticos, etc.,)

CLASSIFICAÇÃO OMS/MS
GRUPO B
Dengue febril + fenômenos hemorrágicos OU fatores
de risco

1. Presença de petéquias ou prova do laço positiva

2. Ausência de ‘’sinais de alarme’’

3. Ausência de sinais de choque

 Fatores de risco:
GRUPO D – DENGUE COM SINAIS DE CHOQUE

SINAIS DE CHOQUE

TRATAMENTO

- INTERNAÇÃO do paciente SE

Comorbidade grave

Plaquetas < 50.000/mm³

- ALTA DOMICILIAR SE

Comorbidade SEM AGRAVANTE


TRATAMENTO
 Hidratação oral
 Retorno para reavaliação em 24 horas INTERNAÇÃO EM UTI OU EMERGÊNCIA POR, NO
ambulatorial MÍNIMO, 48 HORAS
 Sintomáticos

GRUPO C

DENGUE COM SINAIS DE ALARME

1. Sinais de alarme

2. Presença ou não de fenômenos hemorrágicos

3. Ausência de sinais de choque

Internação mesmo antes da confirmação

Tratamento
VACINA DENGUE – 2 TIPOS
Hidratação venosa imediata em ciclos de 2 em 2 horas
e reavaliação clínica rigorosa

TRATAMENTO

INTERNAÇÃO MESMO ANTES DA CONFIRMAÇÃO

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