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Noções de Raciocínio Lógico e Matemática

O documento aborda conceitos de raciocínio lógico e matemática, enfatizando a importância da lógica na análise de argumentos e proposições. Ele descreve diferentes tipos de argumentos (dedutivos e indutivos), proposições simples e compostas, conectivos lógicos e suas aplicações. Além disso, apresenta tabelas-verdade e princípios fundamentais da lógica clássica.

Enviado por

Victoria Basso
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Noções de Raciocínio Lógico e Matemática

O documento aborda conceitos de raciocínio lógico e matemática, enfatizando a importância da lógica na análise de argumentos e proposições. Ele descreve diferentes tipos de argumentos (dedutivos e indutivos), proposições simples e compostas, conectivos lógicos e suas aplicações. Além disso, apresenta tabelas-verdade e princípios fundamentais da lógica clássica.

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Noções de Matemática e Raciocínio Lógico


RACIOCÍNIO LÓGICO Exemplo:
1. INTRODUÇÃO O dia está bonito.
Que horas são?
O programa da prova de Raciocínio Lógico objetiva
3+6
medir a habilidade do candidato em entender a estrutura
7+2=X
lógica de relações entre pessoas, lugares, objetos e even-
tos, fictícios ou não; deduzir novas informações a partir Essas 4 frases não podem ser julgadas em Verdadeiro
das relações fornecidas e avaliar as condições usadas para ou Falso.
estabelecer a estrutura daquelas relações.
O principal objetivo será a investigação da validade de
Os estímulos visuais utilizados na prova, constituídos ARGUMENTOS: conjunto de enunciados dos quais um
de elementos conhecidos e significativos, visam analisar é a conclusão; e os demais, premissas. Os argumentos es-
as habilidades dos candidatos para compreender e elabo- tão tradicionalmente divididos em DEDUTIVOS e IN-
rar a lógica de uma situação, utilizando as funções inte- DUTIVOS.
lectuais: raciocínio verbal, raciocínio matemático, racio-
➢Argumento Dedutivo – é válido quando suas pre-
cínio quantitativo, raciocínio sequencial, orientação espa-
missas, se verdadeiras, a conclusão é também verdadeira.
cial e temporal, formação de conceitos e discriminação de
elementos. Premissa: “Todo homem é mortal.”
Premissa: “João é homem.”
Vale lembrar, que as questões envolvendo dados
Conclusão: “João é mortal.”
quantitativos exigem do candidato conhecimento mate-
mático, principalmente no contexto da teoria dos conjun- ➢Argumento Indutivo – a verdade das premissas não
tos, probabilidades e da análise combinatória, onde são basta para assegurar a verdade da conclusão.
explorados os principais métodos de enumeração (permu-
Premissa: “É comum após a chuva ficar nublado.”
tação, arranjo e combinação, etc.) inseridos no chamado
Premissa: Está chovendo.”
“princípio fundamental de contagem”.
Conclusão: “Ficará nublado.”
Em síntese, as questões da prova destinam-se a medir
a capacidade de compreender o processo lógico que, a As premissas e a conclusão de um argumento, formu-
ladas em uma linguagem estruturada, permitem que o ar-
partir de um conjunto de hipóteses, conduz, de forma vá-
gumento possa ter uma análise lógica apropriada para a
lida, a conclusões determinadas.
verificação de sua validade.
Nenhum conhecimento mais profundo de lógica for-
Como primeira e indispensável parte da Lógica Mate-
mal ou matemática será necessário para resolver as ques-
mática temos o CÁLCULO PROPOSICIONAL ou
tões de raciocínio lógico.
CÁLCULO SENTENCIAL ou ainda CÁLCULO DAS
SENTENÇAS.
2. COMPREENSÃO DE ESTRUTURAS LÓGI-
CAS 3. CÁLCULO SENTENCIAL E DE PRIMEIRA
ORDEM
O aprendizado da Lógica auxilia os estudantes no ra-
ciocínio, na compreensão de conceitos básicos, na verifi- a) Introdução
cação formal de programas e melhor os prepara para o en- É toda sentença declarativa afirmativa (expressão
tendimento do conteúdo de tópicos mais avançados. de uma linguagem) da qual tenha sentido afirmar que seja
Uma estrutura lógica é feita por um conjunto de pro- verdadeira ou que seja falsa.
posição que pode ser analisada somente em “V” (verda- As proposições apresentam três características obriga-
deiro) ou somente em “F” (falso). Ao invés de “V” ou “F”, tórias:
elas podem ser classificadas com os números “0” para
falso e “1” para verdadeiro (esse fato não muito comum). por ser oração, possui sujeito e predicado;
é declarativa (não exclamativa nem interrogativa);
As proposições podem ser representadas por letras mi- só possui um, e somente um, dos dois valores lógi-
núsculas, p, q, r, s ... cos: ou é verdadeira “V” ou é falsa “F”.
Exemplo: Assim, são exemplo de proposições as seguintes sen-
F (1) 5 + 3 = 7 tenças declarativas:
F (2) O gato é um exemplo de ave. •Nenhum porco espinho sabe ler.
V (3) Losango é uma figura geométrica de 4 lados e
•Paulo é brasileiro.
todos iguais.
•O número 4 é par.
É importante lembrar que proposições lógicas não po- •Todo ser vivo é mortal.
dem ser frases interrogativas, e não devem levar em •Se você estudar bastante, então aprenderá tudo.
conta opiniões. E assim sendo, não podem ser nenhuma
frase que não possa ser julgada em V ou F. Do contrário, não são proposições as sentenças:
•Quantos anos você tem?
•Preste atenção ao discurso.
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•Meu Deus!!! c) Conectivos
•3 x 7 – 2. Como vimos, os conectivos lógicos servem para com-
As proposições podem ser simples ou composta. binar duas proposições entre si, de modo a criar novas pro-
posições. São eles:
1) Proposição simples (também chamada de proposi-
ção ou fórmula atômica) – quando não for possível sub- o conectivo  (leia-se e) = conjunção;
dividir uma sentença declarativa em partes menores, ou o conectivo  (leia-se ou) = disjunção;
seja, extrair outra proposição como componente dela. o conectivo → (leia-se se ..... então ....) = condici-
onal;
Ex.: A sentença << dois é par >> é uma proposição
simples, pois não é possível identificar como parte dela o conectivo  (leia-se .... se e somente se ...) =
qualquer outra proposição diferente. bicondicional;
o conectivo ~ (leia-se não ....) = negação.
2) Proposição composta (também chamada de pro-
posição ou fórmula molecular) – dizemos que uma pro- Dadas as proposições simples p e q podemos, com o
posição é composta quando for possível subdividi-la em uso dos conectivos, formar novas proposições a partir de
duas ou mais proposições diferentes, formando fórmulas p e q. Assim, temos:
atômicas independentes. A negação de p ~p não p
Exemplo: Cachorros latem e morcegos voam. A conjunção de p e q pq peq
A disjunção de p e q pq p ou q
Essa proposição é formada por duas proposições. A
primeira é “Cachorros latem”; a segunda, “morcegos
A condicional de p e q p→q se p então q
voam”. A bicondicional de p e q pq p se e somente se q

Em proposições compostas são usados conectivos que Exemplo:


influem o julgamento delas.
Dadas a proposição:
Símbolo Significado
 e p: Jorge Amado escreveu o livro “Mar Morto”.
 ou q: Rui Barbosa era baiano.
~ negação da sentença Temos as seguintes traduções para a linguagem cor-
– se... então rente:
– se e somente se ~p: Jorge Amado não escreveu o romance “Mar
 tal que Morto”.
 Existe
 existe 1 e somente 1 ou
 para todo Não é verdade que Jorge Amado escreveu o
= igual romance “Mar Morto”.
> maior que
p  q: Jorge Amado escreveu o livro “Mar Morto”
< menor que
e Rui Barbosa não era baiano.
 maior ou igual
 menor ou igual ou
Jorge Amado escreveu o romance “Mar
b) Os Símbolos da Linguagem do Cálculo Proposi- Morto” e é falso que Rui Barbosa era baiano.
cional
~p  q: Jorge Amado não escreveu o romance “Mar
Variáveis Proposicionais: as proporções são indi- Morto” ou Rui Barbosa era baiano.
cadas por letras latinas minúsculas p, q, r, s, ...., chamadas
variáveis proporcionais. ou
Exemplos: Não é verdade que Jorge Amado escreveu o
romance “Mar Morto” ou Rui Barbosa era
Paulo é goiano: p baiano.
Paulo é brasileiro: q
~(pq) Não é verdade que: Jorge Amado escreveu
Conectivos lógicos: partindo de duas proposições o romance “Mar Morto” ou Rui Barbosa era
dadas podemos construir novas proposições mediante o baiano.
emprego de conectivos.
Símbolo auxiliar “( )”: usamos o parênteses como d) Análise de  (e) e  (ou)
auxiliar para denotar o alcance dos conectivos lógicos.
Considerando duas proposições p e q, assim que se
Ex.: Se Paulo é goiano e o Goiás pertence ao Brasil, deve julgar as sentenças.
então Paulo não é estrangeiro.

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p q pq pq pq
V V V V
V F F V p q
F V F V
F F F F

É importante lembrar que em proposições ligadas por


“ou”, se as duas forem verdadeiras a proposição composta
é verdadeira. A seguir temos a tabela-verdade da “disjunção” onde
podemos observar os resultados de “p  q” para cada um
Exemplo: Se João passar no vestibular da UnB ou da dos valores que p e q podem assumir.
USP ganhará um carro.
p q pq
Para João ganhar o carro, ele precisa passar em pelo
menos uma dessas universidades. Mas se passar nas duas, V V V
certamente que ganhará o carro. V F V
F V V
O símbolo “~” é usado para negação de proposições. F F F
Por exemplo:
g) Condicional ou Implicação
p: O gato é um mamífero.
~p: O gato não é um mamífero. Uma condicional “Se p então q” é falsa somente
quando a condição p é verdadeira e a conclusão q é falsa,
e) Conjunção sendo verdadeira em todos os outros casos. Isto significa
Uma conjunção é verdadeira somente quando as duas que numa proposição condicional, a única situação que
proposições que a compõem forem verdadeiras. Ou seja, não pode ocorrer é uma condição verdadeira implicar uma
a conjunção “p  q” é verdadeira somente quando p é conclusão falsa.
verdadeira e q é verdadeira também. Por isso, dizemos Ex.: Se Paulo é goiano então Paulo é brasileiro = p →
que a conjunção exige a simultaneidade de condições. q (p é o antecedente e q o consequente).
Ex.: Paulo é goiano e Paulo é brasileiro = p  q (con- p  q
junção) que corresponde a (p  q).
q
p  q p
p q

A seguir, a tabela-verdade da “condicional” ou “im-


plicação” onde podemos observar os resultados da propo-
sição “se p então q”, para cada um dos valores que p e q
A seguir temos a tabela-verdade onde podemos obser- podem assumir.
var os resultados da conjunção “p  q” para cada um dos p q p→q
valores que p e q podem assumir. V V V
p q pq V F F
V V V F V V
V F F F F V
F V F
F F F Obs.: As seguintes expressões podem ser empregadas
como equivalentes de “Se p então q”:
f) Disjunção se p, q.
q, se p.
Uma disjunção é falsa somente quando as duas propo- todo p é q.
sições que a compõem forem falsas. Ou seja, a disjunção p im plica q.
”p  q” é falsa somente quando p é falsa e q também é p som en te se q
falsa. Mas, se p for verdadeira, ou se q for verdadeira, ou p é su ficien te para q
se ambas forem verdadeiras, então a disjunção será verda- q é n ecessário para p
deira.
h) Bi-condicional ou Bi-implicação
Ex.: Paulo é goiano ou Paulo é brasileiro = p  q (dis-
A proposição bi-condicional ou bi-implicação “p se e
junção) que corresponde a (p  q).
somente se q” é verdadeira somente quando p e q têm o
mesmo valor lógico (ambas são verdadeiras ou ambas são

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falsas). Será falsa quando p e q têm valores lógicos con- j) As Tabelas Verdades
trários. A lógica clássica é governada por três princípios (entre
Ex.: Paulo é goiano se e somente se Paulo é brasileiro outros) que podem ser formulados para a construção das
=p  q tabelas-verdades, como segue:

p= q Princípio da Identidade: todo objeto é idêntico a si


mesmo.
Princípio da Contradição: dadas duas proposições
contraditórias (uma é negação da outra), uma delas é falas.
Princípio do Terceiro Excluído: Dadas duas pro-
posições contraditórias, uma delas é verdadeira.
A seguir, a tabela-verdade da “bi-condicional” ou
“bi-implicação” onde podemos observar os resultados da k) Tautologia
proposição “p se e somente se q”, para cada um dos va- Chamamos tautologia (símbolo v) a proposição for-
lores que p e q podem assumir. mada a partir de outras, mediante o emprego de conecti-
vos ( ou ) ou de modificador (~) ou de condicionais (→
p q pq
ou ). Dizemos que “v” é uma tautologia ou proposição
V V V
logicamente verdadeira quando “v” tem o valor lógico V
V F F (verdadeira) independente dos valores lógicos das propo-
F V F sições originárias.
F F V
Assim, a tabela-verdade de uma tautologia v apresenta
Podemos empregar também como equivalentes de “p V na coluna de v.
se e somente se q” as seguintes expressões: Ex.: A proposição “Se (p  q) então (p  q)” é uma
p se e só se q tautologia, pois é sempre verdadeira, independentemente
todo p é q e todo q é p dos valores lógicos de p e de q, como se pode observar na
todo p é q e recipr ocam ente tabela-verdade abaixo:
se p então q e reciprocam ent e
p som ente se q e q som ente se p p q pq pq (p  q) → (p  q)
p é necessário e suficien te para q
p é suficiente para q e q é suficien te para p V V V V V
q é necessário para p e p é necessário para q V F F V V
i) Negação F V F V V
Uma negação transforma uma proposição verdadeira F F F F V
em uma falsa, ou vice versa.
l) Proposições Logicamente Falsas
Uma proposição p e sua negação “não p” terão sempre
Consideramos uma proposição logicamente falsa
valores lógicos opostos.
(símbolo f) a proposição formada a partir de outras medi-
ante o emprego de conectivos ( ou ) ou de modificador
p
p (~) ou de condicionais (→ ou ). Dizemos que f é uma
proposição logicamente falsa quando f tem o valor lógico
F (falsa) independente dos valores lógicos das proposi-
ções originárias.
Ex.: Paulo não é goiano = ~p
Assim, a tabela-verdade de uma proposição logica-
A seguir, a tabela-verdade da “negação” onde pode- mente falsa f apresenta F na coluna de f.
mos observar os resultados da proposição “~p”, para cada Exemplos
um dos valores que p podem assumir, com o seu corres-
1) (p  ~q)  (~p  q)
ponde oposto em q.
p ~p p q ~p ~q p  ~q ~p  q (p  ~q)  (~p  q)
V F V V F F V F F
F V V F F V V F F
F V V F F V F
Podemos empregar também como equivalentes de F F V V V F F
“não p ou ~p” as seguintes expressões:
não é verdade que p 2) p  ~q é proposição logicamente falsa, pois
É falso que p p ~q p  ~q
V F F
F V F

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m) Relação de Implicância As orações que contêm variáveis são chamadas fun-
ções proporcionais ou sentenças abertas. Tais orações
Dadas duas proposições p e q, dizemos que “p implica
não são proposições, pois seu valor lógico é discutível,
q” quando na tabela de p e q não ocorre VF em nenhuma
dependem do valor dado às variáveis.
linha, isto é, quando não temos simultaneamente “p” ver-
dadeira e “q” falsa. Assim nos exemplos acima temos:
Quando de uma afirmação p podemos tirar uma con- para x + 1 = 7 será verdadeira se atribuirmos o valor
clusão q, dizemos que p implica q. Indicamos p  q (lê- 6 a x; será falsa para qualquer outro valor dado a x.
se: p implica q, ou se p, então q). para x  2 será verdadeira, por exemplo, se for atri-
buído a x o valor 8 (pode ser qualquer outro valor, desde
Obs.: A  B quando o condicional A → B é verda- que maior que 2).
deiro. para x3 = 4x2 será verdadeira, por exemplo, se atri-
Todo teorema é uma implicação da forma “hipótese buirmos a x o valor 4 (pode ser outro valor, desde que
 tese”. torne a sentença uma igualdade).
Para transformar uma sentença aberta em proposi-
Assim, demonstrar um teorema significa mostrar que ção utiliza-se de dois métodos:
não ocorre o caso da hipótese ser verdadeira e a tese ser
falsa. atribuir um valor à variável
utilizar quantificadores.
Ex.:
p) Quantificador universal
1) 2  4  2  4 . 5 - significa dizer que o condici-
onal “se 2 é divisor de quatro, então 2 é divisor de 4 . 5” O quantificador universal é indicado pelo símbolo
o que é verdadeiro. “”, que se lê: “qualquer que seja”, “para todo”, “para
2) Sendo x um número inteiro, que pode ser positivo, cada”.
nulo ou negativo, temos que: Ex.: Dado o conjunto A = {6, 8, 9, 10, 12}, podemos
7 . x = 2  x2 = 4 dizer que:

n) Relação de Equivalência (x  A, x é natural), leia-se: qualquer que seja x per-


tencente a A, ele é um número natural, é uma sentença
Dadas duas proposições p e q, dizemos que “p é equi- verdadeira.
valente a q” quando p e q têm tabelas-verdade iguais, isto
é, quando p e q têm sempre o mesmo valor lógico. Já a afirmativa (x  A, x é par) é falsa, porque 9 
A e 9 não é par.
Quando de uma afirmação q podemos tirar como con-
clusão p, dizemos que p e q são equivalentes. Nesse caso q) Quantificador Existencial
indicamos p  q (lê-se: p é equivalente a q, ou p se, e 1) existe ou existe ao menos um (  ) – Considere o
somente se q)
conjunto A  . Sendo A  , então existe ao menos um
Obs.: p  q quando o condicional p  q for verda- x, tal que x  A. Representando a expressão existe ao me-
deiro. nos um x por x, podemos escrever:
Todo teorema, cujo recíproco também é verdadeiro, é A    xx  A
uma equivalência onde hipótese  tese.
Ex.:
Exemplos:
É verdadeira a afirmativa (x) (x + 1 = 7) – leia-se:
1) (p → q)  (~p → ~q) “existe um número x tal que x + 1 = 7”.
É falsa a afirmativa (a) (a2 + 1  0), que se lê:
p q p→q ~q ~p ~q → ~p
“existe um número a tal que a2 + 1 é número não positivo.
V V V F F V
V F F V F F 2) existe um único ( ) – Considerando o conjunto
F V V F V V dos números inteiros, existe um único valor para x que
F F V V V V verifica a sentença 2  x  4. Representando a expressão
podemos escrever:
2) 2  8  mdc (2, 8) = 2 – significa dizer que é ver-
x  Z2  x  4
dadeiro o bi-condicional “2 é divisor de 8 se, e somente
Ex.:
se, o máximo divisor comum de 2 e 8 é 2”.
o) Sentenças Abertas, Quantificadores É verdadeira a afirmativa (x) (x + 1 = 7), leia-se:
“existe um único número x tal que x + 1 = 7”.
Há expressões que contêm variáveis e cujo valor ló- É falsa a afirmativa (x) (x + 3  5), leia-se, “existe
gico (verdadeira ou falsa) vai depender do valor atribuído um único x tal que x + 3  5”
à variável.
Ex.: x + 1 = 7; x  2; x3 = 4x2

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r) Como Negar Proposições Ex.: Se A = , então 
 x x  A
Vimos no início do estudo que a negação de proposi- s) Contradição
ção simples é dada pela sentença ~P que terá sempre o
valor oposto de P, isto é, ~P será verdadeira quando P for Uma proposição composta formada pelas proposições
falsa e ~P será falsa quando P for verdadeira. p, q, r, ... é uma contradição se ela for sempre falsa, in-
dependentemente dos valores lógicos das proposições p,
Veremos agora a negação das proposições compostas q, r, ... que a compõem.
e condicionais.
Exemplo: A proposição “p se e somente se não p” é
1) Negação de uma conjunção: Tendo em vista que uma contradição, pois é sempre falsa, independentemente
~(p  q)  ~p  ~q, podemos estabelecer que a negação dos valores lógicos de p e de não p, como se pode obser-
de p  q é a proposição ~p  ~q. var na tabela-verdade abaixo:
Ex.: p: a  0 p ~p p  ~p
q: b  0 V F F
p  q: a  0 e b  0 F V F
~(p  q): a = 0 e b = 0
2) Negação de uma disjunção: Tendo em vista que O exemplo acima mostra que uma proposição qual-
~(p  q)  (~p  ~q), podemos estabelecer que a nega- quer e sua negação nunca poderão ser simultaneamente
verdadeiros ou simultaneamente falsos.
ção de p  q é a proposição ~p  ~q.
Como uma tautologia é sempre verdadeira e uma con-
Ex.: p: a = 0
tradição, sempre falsa, tem-se que:
q: b = 0
p  q: a = 0 e b = 0 a negação de uma tautologia é sempre uma con-
~(p  q): a  0 e b  0 tradição
3) Negação de uma condicional simples: Já que ~(p enquanto
→ q)  p  ~q, podemos estabelecer que a negação de a negação de uma contradição é sempre uma tau-
p → q é a proposição p  ~q. tologia.

Ex.: p: 2  Z
q: 2  Q 4. LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
p → q: 2  Z → 2  Q a) Introdução
~(p → q): 2  Z e 2  Q
p: 52 = (-5)2 As lógicas de argumentação são maneiras de interpre-
q: 5 = -5 tar um texto ou um problema. A partir de proposições an-
p → q: 52 = (-5)2 → 5 = -5 teriormente definidas, pode-se fazer inferência sobre o
~(p → q): 52 = (-5)2 e 5  -5 assunto, analisar e tirar conclusões.

4) Negação de proposições quantificadas As inferências podem ser por dedução ou por indu-
ção. Dedução é quando se infere alguma coisa que, por
a) Uma sentença quantificadora do tipo universal, é análise de premissas, leva a uma conclusão absoluta.
negada substituindo-se o quantificador pelo existencial.
Assim, a negação lógica de uma sentença do tipo (x, x Exemplo: Todo ser humano é um animal, eu sou um
ser humano, logo eu sou um animal.
tem a propriedade P) é a sentença (x  x não tem a pro-
priedade P). Fica claro, no sentido do exemplo dado, que eu sou um
animal, porque as conclusões são bem objetivas e defini-
Ex.: sentença: (x) (x + 3 = 5)
das.
negação: (x) (x + 3  5)
No caso de argumentos indutivos, a conclusão não
b) Uma sentença quantificadora do tipo existencial, é será absoluta, sendo uma inferência que indica a conclu-
negada substituindo-se o quantificador pelo universal. As- são como verdade, mas não se pode afirmar com plena
sim, a negação lógica de uma sentença do tipo (x  x tem certeza.
a propriedade P) é a sentença (x, x não tem a proprie-
dade P). Exemplo: Os lagartos do cerrado possuem comporta-
mentos diurnos, principalmente, isso acontece porque
1 1 eles precisam do sol para se aquecer.
Ex.: sentença: (a) a + 
2 3 Nesse exemplo a inferência foi indutiva, porque não
1 1 se pode ter certeza absoluta se o motivo dos lagartos se-
negação: (a) a +  rem diurnos é realmente para se aquecer.
2 3
Comumente o quantificador existencial é negado No cotidiano, a inferência indutiva é mais comum, e,
dentro da inferência indutiva está um tipo que é chamado
usando-se o símbolo 
. de analogia. Quando se gosta de vários livros de um

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autor, ao receber um livro para ler desse autor, infere-se c) Argumento Inválido
que deve ser bom. Isso é uma analogia, porque não é certo
Dizemos que um argumento é inválido, também de-
se o livro é bom ou não, mas a uma suposição que seja.
nominado ilegítimo, mal construído ou falacioso,
Portanto, analogia são relações lógicas que se fazem quando a verdade das premissas não é suficiente para ga-
relacionando uma estrutura à outra. Não é muito compli- rantir a verdade da conclusão.
cado, sendo às vezes uma relação intuitiva. Comparação é
Ex.: O silogismo:
a base da analogia.
“Todo político é corrupto.
Exemplo: Pai : Filho :: Mãe : Filha
Pedro não é corrupto.
Esse exemplo acima deve ser lido como Pai está para Portanto, Pedro não é político.”
filho assim como mãe está para filha.
é um argumento inválido, falacioso, ilegítimo,
Deve-se tomar cuidado com o uso errado de lógica que pois as premissas não garantem (não obrigam) a verdade
nos leva à conclusão de coisas falsas, ou inválidas. Essas da conclusão. Pedro pode ser corrupto sem ser, necessari-
conclusões erradas por lógicas são chamadas de sofismas amente, político, pois a primeira premissa não afirma que
ou falácias. somente os políticos são corruptos.
Exemplo: Na tabela abaixo, podemos ver um resumo das situa-
ções possíveis para um argumento:
Nada é melhor do que Deus
Tomate é melhor do que nada Quando um Então a
e as premissas ...
Então, tomate é melhor do que Deus. argumento é... conclusão será:
são todas Necessariamente
b) Argumento Válido Válido
verdadeiras Verdadeira
(bem constru-
Vamos verificar como podemos proceder na investi- não são todas ou Verdadeira ou
ído)
gação de certos argumentos de modo formal. verdadeiras Falsa
Já definimos argumento como uma sequência do tipo: são todas ou Verdadeira ou
Inválido
verdadeiras Falsa
(mal constru-
p1, p2, p3, ..., pn, q (n  0) de fórmulas onde os pi (0 não são todas ou Verdadeira ou
ído)
 i  n) chamam-se premissas e a última fórmula q, verdadeiras Falsa
conclusão.
Então, um argumento p1, p2, p3, ..., pn, q é válido se e 5. DIAGRAMAS LÓGICOS
somente se, sendo as premissas verdadeiras a conclusão q a) Considerações Gerais
também é verdadeira, ou ainda, se e somente se, a fórmula
p1  p2  p3  ...  pn → q é uma tautologia que será Diagramas lógicos já foi visto anteriormente no tópico
indicada como segue: compreensão de estruturas, eles são a base de um sistema
computacional.
p1, p2, p3, ... , pn ⎯ q
Diagramas lógicos é a representação matemática de
que se lê: frases.
“p1, p2, p3, ... , pn acarretam q” ou, “q decorre de p1, Exemplo: Todo homem é um animal
p2, p3, ... , pn” ou,
“q se deduz de p1, p2, p3, ... , pn” ou ainda, “q se infere Representando homem com a letra H e animal com a
de p1, p2, p3, ... , pn.” letra A, matematicamente podemos representar essa frase
como
É importante observar que ao discutir a validade de um
argumento é irrelevante o valor de verdade de cada uma H  A
de suas premissas. Em Lógica, o estudo dos argumentos Essa representação significa que o grupo dos homens
não leva em conta a verdade ou a falsidade das proposi- está contido dentro do grupo dos animais.
ções que compõem os argumentos, mas tão-somente a va-
lidade destes. Quando se trata de um indivíduo, como por exemplo,
Lula (L), ao invés de usar o símbolo  usamos o . Isso
Ex.: O silogismo: ocorre porque Lula é um elemento do grupo dos homens.
“Todo brasileiro gosta de futebol. L  H
Nenhum futebolista gosta de beisebol.
Portanto, nenhum brasileiro gosta de beisebol.” A representação matemática pode ser feita em conjun-
tos, e às vezes facilita na hora de evitar confusão e conse-
é perfeitamente bem construído, sendo, portanto, quentemente falácias.
válido, legítimo, muito embora a verdade das premissas
seja questionável. Exemplo:
Todo Coreano é jogador de Xadrez.
Nenhum jogador de xadrez gosta de rock.
Conclui-se que nenhum Coreano gosta de rock.

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Logo: C  X X ≠ R 6. A LÓGICA NA TEORIA DOS CONJUNTOS
então, C ≠ R Vejamos a utilização da Lógica na Matemática utili-
zando exemplos na Teoria dos Conjuntos. Vamos supor
X R
ser conhecidos os conceitos primitivos de conjuntos, ele-
C mentos, a relação de pertinência entre elementos e con-
juntos, o conjunto universo, conjunto vazio, etc., e as ope-
rações entre eles.
Desse conhecimento, sabemos que usamos o símbolo
Esses diagramas mostram que o grupo dos coreanos a  A para indicar que o elemento “a” pertence ao con-
(C) está dentro do grupo dos jogadores de xadrez (X) e as junto “A”; usamos o símbolo a  A para indicar que o
pessoas que gostam de rock e de xadrez são distintas. elemento “a” não pertence ao conjunto “A”.
Comparando os símbolos da lógica com os símbolos Do mesmo modo, dizemos que um conjunto A está
de conjunto, o  (ou) equivale ao U (união) e o símbolo  contido em um conjunto B ou que é subconjunto de B e
(e) equivale à  (interseção). indicamos A  B se e somente se todo elemento que per-
tencer a A pertencer também a B. Em linguagem simbó-
Para representar um conjunto A ou B e A e B tendo
lica temos:
elementos em comum.
A  B  (x  A  x  B)
Assim, se queremos mostrar que um conjunto A está
contido em um conjunto B, devemos mostrar a implicação
“x  A  x  B”; isto é, assumindo que “x  A” é
verdade, mostrar que “x  B” é verdade.
A ou B (A  B) A e B (A  B)
Dados os conjuntos A e B temos que A = B se e so-
b) Argumentos e Diagrama de Venn
mente se A  B e B  A.
A teoria dos conjuntos é bastante útil na verificação da
A conjunção e a disjunção são operações lógicas usa-
validade de determinados argumentos, quando as premis-
das nas definições de união e interseção entre dois con-
sas envolvem proposições quantificadas.
juntos A e B.
Consideremos o seguinte exemplo:
Sejam A e B dois conjuntos dados, subconjuntos de
P1 : Bebês são ilógicos. um determinado universo “U”. Definimos:
P2 : Ninguém é desprezado se pode domar crocodilos. 1) A união de A e B como sendo o conjunto A  B =
P3 : Pessoas ilógicas são desprezadas. {x  U; x  A  x  B}.
Q: Bebês não podem domar crocodilos. 2) A interseção de A e B como sendo o conjunto A 
B = {x  U; x  A  x  B}.
Consideremos:
Dados os conjuntos A e B chama-se diferença entre
B = Conjunto dos bebês os conjuntos A e B e indica-se “A – B” o conjunto de to-
I = Conjunto das pessoas ilógicas dos os elementos que pertencem a A e não pertencem a
D = Conjunto das pessoas desprezadas B.
C = Conjunto dos domadores de crocodilos
A – B = {x  U; x  A  x  B}.
Das premissas dadas podemos concluir que:
Quando A  B, a diferença “B – A” é chamada “com-
1) B  I ( P1 ) 2) D  C = ( P2 ) 3) I  D plementar de A em relação a B” e indica-se CB A = B –
( P3 ) A. No caso de “B” ser o conjunto universo, indicamos
Vejamos o diagrama correspondente: simplesmente C A , A ou ainda A’.

D I Pelas definições vistas, vemos que as operações lógi-


C
cas estão intimamente relacionadas com as operações en-
tre os conjuntos. Podemos então estabelecer as relações:
B Conjunção x interseção , 
Disjunção x união , 
Condicional x relação de inclusão →, 
Bicondicional x igualdade , =
O diagrama nos mostra que a conclusão é válida. Negação x complementar , C
Contradição x conjunto vazio F, 
Tautologia x conjunto universo V, U

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Portanto, posso combinar as duas peças de doze ma-
neiras diferentes.
Propriedades
2) Com a palavra AMOR, trocando-se de lugar suas
Dados os conjuntos A, B e C subconjuntos quaisquer
letras, quantos e quais são os anagramas possíveis de se
de U, temos,
formar?
  A AMOR
A  A  B A  B  A AMOR, AMRO, AORM, AOMR, ARMO, AROM,
A  A = A A  A = A MARO, MAOR, MOAR, MORA, MRAO, MROA,
A  B = B  A A  B = B  A OARM, OAMR, OMAR, OMRA, ORAM, ORMA,
A   = A A   =  RAOM, RAMO, RMAO, RMOA, ROAM, ROMA.
A  U = U A  U = A
(A  B)  C = A  (B  C) (A  B)  C = A  (B Há, portanto, a possibilidades de se formar 24 ana-
 C) gramas.
A  (B  C) = (A  B)  (A  C)A  (B  C) = (A  Basicamente podemos formar dois tipos de agrupa-
B)  (A  C) mentos numa contagem:
* um, em que se leva em conta a ordem dos elemen-
A = A
tos dentro do grupamento;
A  B = A  B A  B = A  B
Ex.: Se desejamos contar quantas placas de auto-
A  A = U A  A = 
móveis, constituídas por 3 letras seguidas de 4 algarismos,
 = U U =  devemos levar em conta a ordem das letras e dos algaris-
mos:
Todas essas propriedades são demonstradas facil-
mente, utilizando a lógica e as relações que já estabelece-
mos.
ASM 1997 MAS 1979
e
ANÁLISE COMBINATÓRIA são placas diferentes.
1. INTRODUÇÃO * outro, onde a ordem dos elementos é irrelevante.
A Análise combinatória é a parte da matemática que Ex.: Se desejarmos contar quantas quinas são pos-
estuda as técnicas de contagem de agrupamentos para se síveis de serem sorteadas num jogo da Loto, observamos
obter o número de possibilidades de ocorrência de um de- que a ordem dos números que compõem a quina não im-
terminado evento sem, necessariamente, descrever todas porta pois:
as possibilidades.
01, 13, 40, 49, 55
Exemplos:
1) Tenho quatro camisas e três calças, todas diferentes. e
De quantas maneiras posso me vestir sem precisar repetir 40, 55, 13, 01, 49
roupa?
Chamaremos as camisas de C1, C2 C3 e C4; e as são quinas iguais
calças de k1, k2 e k3.
2. CONTAGEM DIRETA
Faremos as distribuições:
É a contagem que se faz descrevendo todos os elemen-
camisa calça tos da possibilidade de ocorrência de um evento.

k1 Exemplos:
c1 k2 1) Se jogarmos uma mesma moeda duas vezes segui-
k3 das, que resultados poderemos obter?
k1 Solução:
c2 k2 Para cada lance, há duas possibilidades de ocor-
k3 rência: a cara ou a coroa.
k1 Chamando cara de C e coroa de K, temos as se-
c3 k2 guintes possibilidades:
k3
1º lance C  C
k1 ou
c4 k2 C  K
k3

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2º lance K  K a) Diagrama da contagem indireta
ou
K  C Imaginemos que para ir de um ponto “A” da cidade
para um ponto “B” exista três linhas de ônibus a, b e c, e
Nesse caso, há quatro possibilidades de ocorrência de do ponto B para outro ponto “C” existem duas linhas: 1 e
um evento. 2.
2) Uma professora pediu a seus alunos que pintassem Podemos representas os possíveis caminhos para se ir
os quatro quadrados abaixo usando apenas duas cores di- de “A” para “C”, passando por “B”, no esquema abaixo,
ferentes. Quais e quantas são as possibilidades diferentes que denominamos de diagrama de árvore das possibili-
de se pintar os quadrados? dades.
A B C
1 a1
a 2 a2
Solução: 1 b1
b
De cada cor pode ocorrer as seguintes possibilida- b2
c 2
des:
1 c1
* uma, com todos os quadrados pintados da
mesma cor; c2
2
* quatro, com três quadrados pintados com a Ex.: Quantos números naturais de dois algarismos di-
mesma cor; ferentes podemos formar usando os números 6, 7, 8 e 9?
* seis, com dois quadrados pintados com a mesma Solução:
cor;
Veja o diagrama de árvore abaixo, indicando to-
* quatro, com um quadrado pintado com a cor re- das as possibilidades:
ferida.
7 67 (1)
Vejamos todas as possibilidades:
6 8 68 (2)
9 69 (3)
6 76 (4)

7 8 78 (5)
9 79 (6)
6 86 (7)

8 7 87 (8)
9 89 (9)
6 96 (10)

9 7 97 (11)
8 98 (12)
portanto, há dezesseis possibilidades diferentes de
pintar os quadrados. Aplicando o princípio fundamental da conta-
gem, temos 4 algarismos e 3 possibilidade de combina-
ções para cada um deles:
3. CONTAGEM INDIRETA 4 x 3 = 12 possibilidades
A contagem indireta mostra-nos um método para de- b) Princípio fundamental da contagem indireta
terminar o número de possibilidades de ocorrência de um
acontecimento sem precisarmos descrever todas elas. Se uma ação é composta de duas ou mais etapas su-
cessivas, sendo que a primeira pode ser feita de “m” mo-
Este método é mais prático pois não precisamos escre- dos e, para cada um destes, a segunda pode ser feita de
ver os elementos um por um e depois contá-los como na “n” modos, e assim sucessivamente, então o número de
contagem direta (que, além de ser trabalhoso, pode con- possibilidades de ocorrer uma sucessão de eventos é igual
duzir a erro por omissão ou por repetição de algum agru- ao produto dos números de possibilidades de ocorrer cada
pamento. um dos eventos.

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Exemplos: Observe ainda que, ao se desenvolver um fatorial, co-
locando os fatores em ordem decrescente, podemos parar
1) Quantas placas de automóveis podem ser formadas
onde quisermos, bastando indicar os últimos fatores tam-
por 3 vogais e 4 algarismos distintos?
bém na notação de fatorial.
Solução: Ex.: 10! = 9 . 8 . 7 . 6!
Formar uma placa de tal porte é uma ação com- 11! = 10 . 9 . 8!
posta de 7 etapas conforme mostramos a seguir: 12! = 11 . 10!
etc.
letras algarismos
As frações podem ser simplificadas desenvolvendo-se
placa
o fatorial maior até chegar ao menor.
possibilidades 5 x 5 x 5 x 10 x 9 x 8 x 7 Exemplos:
10! 10! 1 1
Modelo das placas: a) = = =
12! 12  11  10! 12  11 132
AAA 2395; AAI 1247 EIA 2013
b)
10!
=
10  9 !
= 10 c)
(n - 2)! =
Observe que as letras devem ser vogais (A, E, I, O
ou U), podendo ser repetidas; assim, há 5 possibilidades 9! 9 ! n!
para cada letra. Os algarismos (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 ou Como “n” é maior que “n - 2”, desenvolvemos n!
9) devem ser distintos, por isso há 10 possibilidades para até chegar em (n - 1)! e depois simplificamos:
a escolha do primeiro deles, 9 para o segundo, 8 para o
terceiro e 7 para o último. (n - 2)! =
(n - 2)! =
1
Dessa forma, o número de placas que podemos n! n  (n - 1)  (n - 2)! n  (n - 1)
formar nessas condições é:
d)
(n + 2)!
= Como “n + 2” é maior que “n”, come-
5 x 5 x 5 x 1 0 x 9 x 8 x 7 = 630 000 n!
çamos desenvolvendo (n + 2)!:
Logo, podemos formar 630.000 placas.
2) A loteria esportiva possui quatorze jogos. Cada jogo (n + 2)! =
(n + 2)  (n + 1)  n! = (n + 2)(n + 1)
tem três possibilidades de resultado: coluna 1, coluna do n! n!
meio e coluna 2. Quantos cartões diferentes podemos fa-
zer, indicando apenas uma coluna por jogo?
Solução: 4. ARRANJO
Como cada jogo tem três possibilidades de resul- a) Noções
tado, o número de cartões possíveis é, pelo princípio fun-
damental da contagem: É o tipo de agrupamento em que um grupo é diferente
de outro pela ordem ou pela natureza dos elementos que
os compõe.
[Link].[Link].[Link].3.3=
Na linguagem matemática, os arranjos são sucessões
314 = 4 782 969
cujos termos são escolhidos entre os elementos dados.
Assim, podemos fazer 4.782.969 cartões.
Ex.: Suponhamos que dois candidatos “A” e “B” dis-
c) fatorial putam os 1º e 2º lugares no concurso que será definido
pelo que for mais idoso. Nesse caso, se o candidato “A”
O fatorial é utilizado para simplificar a indicação dos
for o mais idoso, a ordem de classificação seria “A e B”.
cálculos pelo princípio fundamental da contagem e é indi-
Porém, se o candidato “B” for o maior idoso, a ordem de
cado por um ponto de exclamação ( ! )acompanhado por
classificação seria “B e A”.
um número natural “n”, sendo n > 1.
Assim sendo, dado um número natural, n! (leia-se: n Temos aí uma situação em que os agrupamentos (A,
fatorial) é o produto de todos os números naturais conse- B) e (B, A) são considerados agrupamentos diferentes.
cutivos de 1 até n. Por isso é importante que ao citarmos um agrupamento,
importa a ordem em que citamos os elementos.
Portanto,
n! = n . (n - 1) . (n - 2) . ... . 3 . 2 . 1 Denominamos pois arranjo simples as sucessões for-
madas por “p” termos distintos de elementos tomados “p”
Nos casos particulares n = 1 e n = 0, definiu-se que: a “p” de um conjunto com “n” elementos, de modo que a
1! = 1 e 0! = 1 mudança de ordem desses “p” elementos determina arran-
jos diferentes.
Ex.: 3! = 3 . 2 . 1 = 6
4! = 4 . 3 . 2 . 1 = 24 notação: A n, p ou A pn com p  n, onde:
5! = 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 120
n = nº de elementos do conjunto
e assim por diante

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Noções de Matemática e Raciocínio Lógico


p = nº de elementos de cada grupo (indica também a Ex.: Com os números 7, 8 e 9 podemos formar as se-
ordem em que foi tomados os elementos de “n” - 2 a 2, 3 guintes sucessões:
a 3, etc.)
(7, 8, 9), (7, 9, 8), (8, 7, 9), (8, 9, 7), (9, 7, 8) e (9, 8, 7)
NOTA: dois arranjos são diferentes se tiverem ele-
a) Quantidade de permutações simples
mentos diferentes (natureza), ou se tiverem os mesmos
elementos, porém dispostos em ordens diferentes. O número de permutações de “n” elementos distintos
é dado por:
Ex.: Formar os arranjos dos algarismos 1, 3, 5 e 7 to-
mados 3 a 3. Pn = n!
Solução: Os arranjos são as sucessões de três Ex.: Quantos anagramas podemos formar com a pa-
algarismos distintos escolhidos entre os algarismos dados: lavra BRASIL?
(1, 3, 5) (1, 3, 7) (1, 5, 7) (3, 5, 7) Cada anagrama corresponde a uma permuta-
(1, 5, 3) (1, 7, 3) (1, 7, 5) (3, 7, 5) ção das letras B, R, A, S, I e L. Como temos 6 letras dis-
(3, 5, 1) (3, 1, 7) (5, 7, 1) (5, 3, 7) tintas, o número de anagramas é:
(3, 1, 5) (3, 7, 1) (5, 1, 7) (5, 7, 3)
(5, 3, 1) (7, 1, 3) (7, 1, 5) (7, 3, 5) P6 = 6! = 6 . 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 720
(5, 1, 3) (7, 3, 1) (7, 5, 1) (7, 5, 3) b) Quantidade de permutação com repetição
Quando temos “n” elementos dos quais n1 são repeti-
b) Quantidades de arranjos dos de um tipo, n2 são repetidos de outro tipo, n3 são re-
petidos de outro tipo, e assim por diante, o número de per-
Para se determinar a quantidade de arranjos a ser for- mutações que podemos formar é dado por:
mado numa contagem, utiliza-se a fórmula fatorial.
A n, p = n (n - 1)(n - 2) ... (n - (p - 1)) ou
n!
Pnn1, n2 , n3 , ..., nk =
n1! n 2 ! n 3 !...n k !
n!
A n, p = Ex.: Quantos são os anagramas das palavras ELEGER
(n - p)! e CANDIDATA?
Exemplos: Sabemos que cada anagrama corresponde a uma
1) Quantos são os arranjos de 10 elementos, tomados permutação das letras da palavra. Nos exemplos ocorrem
4 a 4? letras repetidas, então:

A10, 4 = 10 x 9 x 8 x 7 = 5 040 ou a) ELEGER = 6 letras, sendo 3 E, 1 L, 1 G e 1


R. O número de diagramas é:
10! 3 628 800
A 10, 4 = = = 5.040 6! 6  5  4  3 !
(10 - 4)! 720 P63 =
3!
=
3 !
= 120

2) Expressar A20, 12 usando a notação fatorial.


b) CANDIDATA = 9 letras, sendo 3 A, 2 D, 1
20! 20! C, 1 N, 1 I e 1 T. O número de diagramas é:
Temos: A 20, 12 = =
(20 - 12)! 8! 9! 9  8  7  6  5  4  3 !
P93, 2 = = = 30 240
c) Arranjo com repetição 3!2! 3 !  2

Arranjo com repetição é um agrupamento de “p” ele- 6. COMBINAÇÕES


mentos, tomados de um conjunto com “n” elementos, no Combinação é o tipo de agrupamento em que um
qual a mudança de ordem determina agrupamentos dife- grupo é diferente de outro apenas pela natureza dos ele-
rentes, podendo, entretanto, ter elementos repetidos. mentos compostos, não importando a ordem dispostas dos
O número de arranjos com repetição de “n” elementos to- mesmos.
mados “p” a “p”, é indicado por ARn, p, onde: Ex.: Suponhamos que uma loja dispõe de dois prêmios
ARn, p = n p e decide sorteá-los entre os clientes que acertarem uma
determinada pergunta, premiando assim, dois clientes.
5. PERMUTAÇÕES Quatro clientes “A”, “B”, “C” e “D” acertam a pergunta.
Denominamos permutação a toda sucessão de “n” ter- Neste caso, os clientes premiados podem ser:
mos formada com os “n” elementos dados e diferem os A e B ou A e C ou A e D ou B e C ou B e D ou C e D.
grupos pela mudança de ordem de seus elementos.
Cada uma dessas possibilidades é um agrupamento
De um modo geral, uma permutação simples é um ar- dos 4 alunos, tomados 2 a 2, não importando a ordem em
ranjo simples envolvendo todos os elementos de um con- que são citados.
junto. As permutações são formadas pelos mesmos ele-
mentos, porém, em ordem diferente. Denominamos, pois, combinação simples de “p” ele-
mentos distintos, tomados “p” a “p” de um conjunto de
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Noções de Matemática e Raciocínio Lógico


“n” elementos a qualquer subconjunto de “p” elementos PROBABILIDADE
desse conjunto, de modo que a mudança de ordem desses
elementos determine a mesma combinação. Vimos que a Análise Combinatória estuda regras de
contagem do número de modos de ocorrência de certos
Ex.: Quantos subconjuntos (combinações simples) de acontecimentos e do número de agrupamentos que podem
dois algarismos podemos formar com os elementos do ser feitos com uma quantidade finita de objetos dados.
conjunto A = {7, 8, 9}?
Já a Teoria da Probabilidade procura quantificar nu-
Solução: Os subconjuntos são: {7, 8}, {7, 9}, mericamente a chance de que tais acontecimentos ocor-
{8, 9} ram de determinada maneira e de que tais agrupamentos
Portanto, são três as combinações simples. obedeçam a determinadas condições.

Observe que as combinações {7, 8} e {8, 7} Resumindo, a probabilidade estuda os experimentos


são iguais, assim como {7, 9} e {9, 7} e, também, {8, 9} aleatórios.
e {9, 8}. EXPERIMENTO ALEATÓRIO
É comum no nosso dia-a-dia vivenciarmos, em maior
Notação e indicação de quantitativo ou menor grau, acontecimentos fortuito ou acaso.

O número de combinações simples de “n” elementos, Assim, num jogo de futebol entre duas equipes “A” e
tomados “p” a “p”, é indicado por Cn, p onde: “B” pode resultar:

n! 1. que, apesar do favoritismo de “A”, a equipe “B”


C n, p = ganhe o jogo;
(n - p)! p! 2. que, confirmando o favoritismo, a equipe “A” ga-
Ex.: Numa sessão em que estão presentes 18 deputa- nhe o jogo; ou
dos, 4 serão escolhidos para uma comissão que vai estudar 3. que haja empate entre ambos.
um projeto do governo. De quantos modos diferentes po-
derá ser formada a comissão? Como vimos, o resultado final depende do acaso e fe-
nômenos como esses são chamados de fenômeno aleató-
Solução: Dos 18 deputados devemos escolher 4 rio ou experimentos aleatórios.
para formar a comissão. Imaginemos que uma comissão
possível seja formada pelos deputados “A”, “B”, “C” e Definindo, experimentos ou fenômenos aleatórios
“D”. A ordem em que citamos os deputados não importa, (ou casual) são aqueles que, mesmo repetidos várias vezes
uma vez que se dissermos, por exemplo, que a comissão sob condições iguais, apresentam resultados incertos ou
é formada por “C, B, D e A” estaremos nos referindo à não previstos. A variabilidade do resultado é devida ao
mesma comissão. Isso significa que cada possível comis- que chamamos acaso.
são corresponde a uma combinação dos 18 deputados to- Ex.: Quando jogamos uma moeda sobre a mesa pode
mados 4 a 4. Então, o número de modos de formar a co- ocorrer cara ou coroa; entretanto, se forem feitas várias
missão é: experiências, espera-se que ocorram cara e coroa em igual
número de vezes. Se vai acontecer, é o que chamamos de
18! 18!
C 18, 4 = = = fato imprevisto.
(18 - 4 )! 4! 14! 4!
ESPAÇO AMOSTRAL
18  17  16  16  15  14!
= = 3.060
4  3  2  1  14! Em geral, a cada experimento correspondem vários re-
sultados possíveis.
A esse conjunto de resultados possíveis damos o nome
ARRANJO OU COMBINAÇÃO??? de espaço amostral ou conjunto universo, representado
por U.
Antes de iniciar a resolução de um cálculo é preciso
saber se o problema pede arranjo simples ou combinação Exemplo:
simples.
1) No lançamento de um dado há seis resultados pos-
Para isso, basta responder à seguinte pergunta: A OR- síveis, ou seja:
DEM DOS ELEMENTOS FAZ DIFERENÇA? Se fizer,
U = {1, 2, 3, 4, 5, 6}
temos arranjo simples. Caso contrário, combinação sim-
ples. 2) Em dois lançamentos sucessivos de uma moeda po-
demos obter cara nos dois lançamentos, ou cara no pri-
meiro e coroa no segundo, ou coroa no primeiro e cara no
segundo, ou coroa nos dois lançamentos. Neste caso o es-
paço amostral é:
U = {(Ca, Ca), (Ca, Co), (Co, Ca), (Co, Co)}

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A cada um dos elementos do conjunto espaço amostral Eventos de números pares:
damos o nome de ponto amostral.
A = {2, 4, 6}
Ex.: Se 2  U  2 é um ponto amostral de U.
Eventos de ns múltiplos de 6:
B = {6}então, A  B = {6}
EVENTOS
* união de eventos
Evento é qualquer subconjunto do espaço amostral U
de um experimento aleatório e é sempre definido por uma O evento A  B ocorre quando o evento A ocorre
sentença. ou o evento B ocorre ou ambos ocorrem.

Exemplo: Ex.: Seja U = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7}

Experimento: Lançar um dado e observar o número que Evento de ocorrência ímpar: A = {1, 3, 5, 7}
está na face sorteada. Evento de ocorrência par primo: B = {2}
O espaço amostral: U = {1, 2, 3, 4, 5, 6} então, A  B = {1, 2, 3, 5, 7}
Eis alguns eventos: * evento mutuamente exclusivo
 números ímpares de pontos: A = {1, 3, 5} São aqueles que têm conjuntos disjuntos, isto é,
 números de pontos maiores que 4: B = {5, 6} quando A  B = 
 números de pontos menores que 4: C = {1, 2, 3}
Ex.: Os eventos A = {1, 3, 5} e B = {4, 6} são mu-
Assim, qualquer que seja E, se E  U (E está contido tuamente exclusivos pois A  B = .
em U), então E é um evento de U.
* eventos independentes
TIPOS DE EVENTOS
Dizemos que dois eventos “A” e “B” são indepen-
• evento certo dentes quando a realização ou a não-realização de um dos
eventos não afeta a probabilidade da realização do outro e
É quando o evento “E” for igual ao espaço amostral vice-versa.
“U”.
* evento elementar ou evento simples Ex.: Quando lançamos dois dados, o resultado ob-
tido em um deles independe do resultado obtido no outro.
É quando o evento “E” for um conjunto unitário.
* evento impossível Se dois eventos são independentes, a probabilidade
de que eles se realizem simultaneamente é igual ao pro-
É o conjunto vazio () do espaço amostral. duto das probabilidades de realização dos dois eventos e
* evento complementar vale a igualdade:
O evento complementar é formado pelos elementos P(A  B) = P(A) . (PB)
do espaço amostral “U” que não pertencem a “E”. É indi-
Exemplo: Lançando dois dados, a probabilidade de
cado por E tais que:
obtermos 1 no primeiro dado é:
E = {xx  U   E} 1
P(A) =
E E =U 6
E E = A probabilidade de obtermos 5 no segundo dado é:
1
Obs.: O evento complementar ocorre quando o P(B) =
evento E não ocorre. Também chamamos E de evento 6
não E. Logo, a probabilidade de obtermos, simultanea-
mente, 1 no primeiro dado e 5 no segundo é:
Ex.: Temos U = {1, 2, 3, 4, 5, 6}
1 1 1
Se A = {1, 3, 5}, então A = {2, 4, 6}. P(A  B) = P(A) . (PB) =  =
6 6 36
Se B = {5, 6}, então B = {1, 2, 3, 4}.
Se P(A  B)  P(A) . (PB), dizemos que “A” e “B”
* interseção de eventos são eventos dependentes.
É quando ocorre a interseção entre dois eventos tais NOTA: Eventos mutuamente exclusivos não são
que: eventos independentes.
A  B = {x  Ux  A  x  B} DISTRIBUIÇÃO DE PROBABILIDADES
O evento A  B só ocorre quando os eventos A e B Consideremos um experimento aleatório que pode
ocorrerem simultaneamente. apresentar “n” resultados distintos, a1, a2, a3, ..., an.
Ex.: Seja U = {1, 2, 3, 4, 5, 6}

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A cada resultado ai, i  {1, 2, 3, ..., n}, podemos asso- em que o somatório é feito nos índices “i” tais que ai
ciar um número “pi”, chamado probabilidade de ocor-  A.
rência de ai, de tal modo que sejam válidas as duas con-
Ex.: Ao jogar um dado, cada resultado possível tem
dições:
1
1) A probabilidade de cada resultado é um número po- 6
probabilidade . A probabilidade de ocorrer um número
sitivo ou nulo, isto é:
ímpar, ou seja, a probabilidade de ocorrer o evento A = {1,
p1  0, p2  0, p3  0, ..., pn  0 3, 5} é:
2) A soma das probabilidades de todos os resultados P(A) = P(1) + P(3) + P(5) =
possíveis é igual a 1, isto é:
1 1 1 3 1
p1 + p2 + p3 + ... + pn = 1 = + + = = .
6 6 6 6 2
Nessas condições, dizemos que os números p1, p2, p3, Já a probabilidade de ocorrer o evento B = {5, 6} é:
... pn formam uma distribuição de probabilidades sobre
o espaço amostral U = {a1, a2, a3, ..., an}. 1 1 2 1
P(B) = P(5) + P(6) = + = = .
Também indicamos: 6 6 6 3

p1 = P(a1), p2 = P(a2), p3 = P(a3), ..., pn = P(an)


CONSEQUÊNCIA IMPORTANTE

DISTRIBUIÇÃO UNIFORME Quando o espaço amostral é equiprovável, ou seja, o


experimento aleatório tem “n” resultados possíveis, todos
A distribuição uniforme pode ser adaptada a um expe- com chances iguais de ocorrer, se um evento “A” é com-
rimento em que o espaço amostral seja formado por ele- posto de “k” elementos, então chamamos de probabili-
mentos que têm a mesma chance de ocorrer. Nesse caso, dade de um evento “A” (A  U) o número real P(A), tal
dizemos que o espaço amostral é equiprovável. que:
Se U = {a1, a2, a3, ..., an} é um espaço amostral equi- n(A)
provável, adotamos a distribuição de propriedade em que P(A) = onde
p1 = p2 = p3 = ... = pn, denominada distribuição uni- n(U)
forme, tal que: P(A) = um número real.
1 1 1 1 n(A) = número de elementos de A.
p1 = , p 2 = , p 3 = , ..., p n =
n n n n
n(U) = número de elementos de U.
É importante observar que num experimento com “n”
Exemplos:
resultados distintos que tenham chances iguais de ocorrer,
1 01) Ao sortear ao acaso um dos números naturais de 0
a probabilidade de ocorrência de cada resultado é . a 99, qual a probabilidade de ser sorteado um número
n
maior que 50?
Exemplos:
Solução:
1) Ao jogar uma moeda equilibrada e observar a face
superior, há 2 resultados possíveis equiprováveis: cara e U = {0, 1, 2, 3, ..., 99}
1 Neste caso n(U) = 100
coroa. A probabilidade de cada resultado é
2 O evento A formado pelos números maiores que
2) Ao sortear ao acaso um dos 100 números naturais 50 é A = {51, 52, 53, ..., 99}
de 0 a 99, há 100 resultados possíveis e equiprováveis: 0, Temos n(A) = 49
1, 2, 3, 4, ..., 99. A probabilidade de ocorrência de cada
1 Sendo o espaço amostral equiprovável, temos:
resultado é .
100 n(A) 49
P(A) = =
PROBABILIDADE DE OCORRER UM n(U) 100
EVENTO
02) Considerando o lançamento de uma moeda e o
Denominamos probabilidade de ocorrência de um evento A obter “cara”, temos:
evento “A” à soma das probabilidades de ocorrência dos
elementos de “A”. U = {Ca, Co}  n(U) 2

Indicamos por P(A) tais que: A = {Ca}  n(A) = 1

P(A ) =  pi Logo: P(A) =


1
i ai  A 2

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Esse resultado nos permite afirmar que, ao lançar-
mos uma moeda equilibrada, temos 50% de chance de que
PROBABILIDADE DE NÃO OCORRER UM
ela caia com a “cara” para cima.
EVENTO
Seja A um evento qualquer formado de “k” resultados
PROPRIEDADES DA PROBABILIDADE dentre “n” possíveis.
Considerando o lançamento de um dado temos: A probabilidade de não ocorrer “A” é a probabilidade
de um dos “n - k” resultados possíveis que não pertencem
U = {1, 2, 3, 4, 5, 6}  n(U) = 6 a “A”.
* As probabilidades de ocorrência de um evento qual- Portanto, a probabilidade de não ocorrer “A” é a pro-
quer são:
babilidade de ocorrer o evento complementar A .
• obter um número par na face superior.
Como a soma das probabilidades de todos os resulta-
A = {2, 4, 6}  n(A) 3 dos possíveis é 1, temos que:
3 1 P( A ) = 1 - P(A)
Então P(A) = =
6 2
Exemplos:
• obter um número menor ou igual a 6 1) Numa urna há 10 bolas numeradas de 1 a 10. Ex-
B = {1, 2, 3, 4, 5, 6}  n(B) = 6 traindo-se uma delas ao acaso, a probabilidade de sair a
1
6 bola 7 é . Logo, a probabilidade de não sair a bola 7 é
Então P(B) = =1 10
6 1 9
1- , que é igual a .
• obter um lado “k” qualquer 10 10
C = {k}  n(C) = 1 2) Se a probabilidade de um atirador acertar um alvo é
de 0,60 (60%), então a probabilidade de não acertar é 1 -
1 0,40 que é igual a 0,40 (40%).
Então P(C) =
6
• obter um número maior que 6
PROBABILIDADE DE OCORRER O EVENTO A
D =   n(D) = 0 OU B
0 Dados dois eventos “A” e “B”, calcular a probabili-
Então P(D) = =0
6 dade de ocorrer A ou ocorrer B significa calcular a pro-
Pelos exemplos vistos acima concluímos que: babilidade da união entre dois eventos “A  B”.

1. Qualquer que seja o evento A, a probabilidade de Consideremos dois casos distintos:


ocorrer A é um número real do intervalo [0, 1]. * A  B =  (eventos mutuamente exclusivos)
0  P(A)  1 Quando A e B são eventos mutuamente exclusivos
2. A probabilidade de ocorrer um evento certo é igual “A  B = ”, a ocorrência de um deles implica a não
a 1. ocorrência do outro.
P(U) = 1 Neste caso, como A e B não têm elemento comum,
e A  B é formado reunindo-se num só conjunto os ele-
3. A probabilidade de ocorrer um evento impossível é mentos de A e de B, temos que:
igual a 0.
Se A e B são eventos mutuamente exclusivos, a pro-
P() = 0 babilidade de ocorrer A ou B é igual à soma da probabili-
4. Como 0 = 0% e 1 = 100%, a probabilidade de um dade de A com a de B.
evento ocorrer pode ser dada em porcentagem, isto é, P(A  B) = P(A) + P(B)
qualquer probabilidade estará sempre entre 0% e 100%.
*A B 
5. A probabilidade de ocorrer um evento elementar
qualquer é (lembrando que n(A) = 1). Neste caso, a probabilidade de ocorrer “A” ou “B” é
igual à soma da probabilidade de A com a de B, menos a
1 probabilidade da interseção A  B.
P(A) =
n
P(A  B) = P(A) + P(B) - P(A  B)
6. Essas definições supõem que todos os elementos do
espaço amostral sejam igualmente prováveis (tenham a
mesma chance de ocorrer), isto é, sejam equiprováveis.

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Exemplo: P(A  B)
P(A / B) =
No sorteio de um número natural de 1 a 100, a pro- P(B)
babilidade de sair um número múltiplo de 10 é a probabi-
lidade do evento A = {10, 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80, 90, Exemplo:
100}. Se dois eventos A e B são tais que P(A) = 0,40; P(B)
= 0,60 e P(A  B) = 0,20, então:
10 1
Temos P(A) = = .
100 10 P(A  B)
P(A / B) =
A probabilidade de sair um múltiplo de 15 é a pro- P(B)
babilidade do evento
0,20 1
P(A / B) = = = 0,333... ;
B = {15, 30, 45, 60, 75, 90}. 0,60 1
6 3 P(B  A)
Temos P(B) = =
100 50 P(B / A) =
P(A)
Como A  B = {30, 60 90}, temos
0,20 1
P(B / A) = = = 0,50 .
3 0,40 2
P(A  B) = . Então,
100
P(A  B) = P(A) + P(B) - P(A  B)
1. FUNDAMENTOS DA MATEMÁTICA
10 6 3 13
P(A  B) = + - = 1.1. NÚMEROS INTEIROS
100 100 100 100
a) Introdução
Assim, a probabilidade de sair um múltiplo de 10 ou No início, o homem só conhecia os números naturais, re-
13 presentados por {1, 2, 3, 4, ...}. Com a evolução do sistema
de 15 é igual a .
100 de numeração e a introdução, pelos hindus, dos zeros, pas-
sou-se a indicar os números naturais por {0, 1, 2, 3, ...}.
Entretanto, certas situações não encontravam respostas
PROBABILIDADE CONDICIONAL no conjunto dos números naturais. Como, por exemplo resol-
Consideremos dois eventos “A” e “B” de um espaço ver uma operação “x - y” com “x  y. Para solucionar esses
problemas, foi criado o conjunto dos números inteiros relati-
amostral U. A probabilidade de ocorrer o evento “B” con-
vos representado por:
dicionada a “A” é a probabilidade de ocorrer “B” dado
que “A” já ocorreu. Indica-se P(B / A) que se lê: “proba- Z = {..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, ...}
bilidade de B dado A”.
b) Subconjuntos
Exemplo:
Tal conjunto possui os seguintes subconjuntos:
Em um sorteio, cujos bilhetes têm números inteiros de 
1 a 100, o apresentador anuncia que o número sorteado é Z = {... –3, -2, -1, 1, 2, 3, Núm. Int. NÃO-NULOS
...}
par.
Z + = {1, 2, 3, 4, 5, ...} Núm. Int. Positivos sem o Zero
Um concorrente possui três bilhetes com números pa- 
res. Qual a probabilidade desse concorrente vir a ganhar o Z - = {..., -5, -4, -3, -2, -1} Núm. Int. Negativos sem o Zero
prêmio? Z- = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0} Núm. Int. NÃO-POSITIVOS
Z+ = {0, 1, 2, 3, 4, 5, ...}
O problema envolve um condicionamento. Observe Núm. Int. NÃO-NEGATIVOS
que, ao anunciar que o número sorteado é par, o espaço
amostral (que era formado pelos cem números) sofre uma c) Representação geométrica
restrição: “Passamos a ter um novo espaço amostral, agora Podemos representar os números inteiros por pontos
formado somente pelos números pares. de uma reta conforme a figura seguinte:
Então, a probabilidade do concorrente ganhar, que era Números Inteiros Números Inteiros
3 Não-Positivos Não-Negativos
de , passou a ser
100
3 ... -3 -2 -1 0 1 2 3 ...
p= = 0,06 = 6%
50
O ZERO NÃO É NEGATIVO NEM POSITIVO, É NEUTRO.
Esse tipo de probabilidade é o que chamamos de pro-
babilidade condicional e é definida pela fórmula

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Observação: A propriedade comutativa da adição representa-se por
* Entre dois números inteiros, nem sempre existe um outro meio da sentença: a + b = b + a e é chamada comu-
número inteiro. (Veja que entre os números inteiros -2 e -1 tativa da adição.
não existe nenhum número inteiro). 2ª) Consideremos três parcelas 8, 4 e 3, assim indica-
{x x > -2 < -1  Z} das: (8 + 4) + 3. Efetuando-se a adição entre parênteses
obtemos 12; em seguida, adicionando-se 3 a esse resul-
* Todo número natural é também um número inteiro. Dize-
tado, encontramos 15.
mos, então, que “N está contido em Z”, como mostra o dia-
grama de Venn abaixo:´ Isto é: (8 + 4) + 3 = 12 + 3 = 15 (soma final)
Agora, observe a soma final conforme esta outra indica-
U ção:
Z N  Z
N 8 + (4 + 3) = 8 + 7 = 15 (soma final)
Conclusão: Na adição de três parcelas, é indiferente
associarmos as duas primeiras ou as duas últimas parce-
d) Números opostos – Valor absoluto ou módulo las, pois a soma final é sempre a mesma. Essa propriedade
Os números inteiros que, localizados na reta, distam de associação chama-se propriedade associativa.
igualmente do zero (0) – origem. São ditos números in- Procure fixar a propriedade associativa da adição atra-
teiros opostos. vés desta simbologia.
Observe na representação geométrica acima, que a dis- (a + b) + c = a + (b + c) = (a + c) + b
tância do ponto que representa o número “3” à origem Associativa da Adição
(0), é de três unidades. A mesma que separa o ponto que
representa o número “-3” da origem (0). 3ª) Baseando-se nos últimos quatro exercícios, você
concluirá que existe um número que não modifica a soma,
Assim, o oposto de um número é o próprio, com sinal mesmo comutando a ordem das parcelas. Esse número é
trocado. o zero.
Módulo ou Valor Absoluto de um número é a distân- Dizemos, então, que essa propriedade é chamada pro-
cia do ponto da reta que o representa até o ponto que re- priedade do elemento neutro da adição, que é o zero.
presenta o zero (origem).
Simbolizamos o elemento neutro da adição escre-
Assim, dois números opostos têm o mesmo valor ab- vendo:
soluto, isto é, o mesmo módulo.
a+0=0+a=a Neutro da Adição
O módulo de um número é indicado por duas barras
verticais “ ”. 4ª) Mais outra propriedade da adição.

Exemplos: Leia com atenção.

O módulo de + 3 é 3e indicamos: +3 = 3 a) 4 + 5 = 9 (4  N, 5  N e 9  N)


O módulo de -5 é 5 e indicamos: -5 = 5 b) 35 + 115 = 150 (35  N, 115  N e 150  N)

e) Operações fundamentais com números Adicionando-se dois números naturais, a soma é sem-
pre um número natural.
➢ADIÇÃO
Essa regra de adicionar dois números naturais e obter
Adição (operação). soma (resultado) um número também natural chama-se propriedade do fe-
Relembremos: 4 + 5 = 9 chamento.

4 e 5 são as parcelas; 9 é a soma ou resultado; a ope- Simbolicamente, a propriedade do fechamento da adi-


ração realizada denomina-se adição; a adição de dois nú- ção é assim:
meros é indicada pelo sinal +. “a  N” e “b  N)” → (a + b)  N = Fechamento
Propriedades da Adição da adição em N

1ª) Observe: 4 + 5 = 9 e 4 + 5 = 5 + 4 onde ➢SUBTRAÇÃO


5+4=9 Subtração (operação), diferença ou resto (resul-
Você dirá: tado).

a) 4 + 5 e 5 + 4 possuem a mesma soma. Relembrar nunca é demais: 7 - 2 = 5


b) A ordem das parcelas não altera a soma. Essa igualdade traduz uma subtração.
c) A propriedade que permite comutar (ou trocar, ou Os números 7 e 2 são os termos da diferença 7 - 2; 7
permutar, ou mudar) a ordem das parcelas é a proprie- é o minuendo e 2 é o subtraendo. O valor da diferença 7
dade comutativa. - 2 é 5; número este chamado de resto ou excesso de 7
sobre 2.

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Analisemos estes outros exemplos: x + 6 = 18 x = 18 - 6 x = 12
1) 8 - 8 = 0 → O minuendo pode ser igual ao sub- Empregando a técnica operatória da adição, resulta:
traendo. x + 6 = 18 x = 18 - 6 x = 12
2) 7 - 8 → é impossível em N; é o mesmo que es- Portanto, o número procurado é 12.
crever: 7 – 8  N.
Prova: 12 + 6 = 18
Portanto, o subtraendo deve ser menor ou igual ao mi- 2) Adicionando-se 10 unidades a um número, obtemos
nuendo, para que uma subtração se realize em N. 21. Qual é esse número?
Você notou, então, que a subtração nem sempre é pos- Seja “x” o número desconhecido. Se 10 unidades de-
sível entre dois números naturais. Por isso, é necessário vem ser adicionadas a x a fim de torná-lo igual a 21, então:
que numa subtração em N, o minuendo seja maior ou igual Conforme a técnica operatória da adição, obtemos:
ao subtraendo.
10 + x = 21 x = 21 - 10 x = 11
Verificação de propriedades da subtração
Prova: 10 + 11 = 21
a) O conjunto N não é fechado em relação à operação
Técnica Operatória da Subtração
de subtração, pois: 3 - 5  N.
b) A subtração em N não admite a propriedade comu- Analisando esta equivalência: 6 - 2 = 4
tativa, pois: 5 - 3  3 - 5. Você concluirá: O minuendo é igual ao resto mais o
c) A subtração em N não possui elemento neutro em subtraendo.
relação à operação de subtração: Suponhamos que nesta sentença: x - b = a
5 – 0 = 5 entretanto 0 – 5  5 Logo: 0 – 5  Você conheça os números naturais a e b e deseje saber
5-0 quanto vale x, que é também um número natural, mas des-
d) A subtração em N não admite a propriedade associ- conhecido. Como fazer para se determinar o valor de x ?
ativa, pois (13 - 3) - 1  13 - (3 - 1). Observe: x - b = a x = a+b
A Subtração como operação inversa da Adição Completada essa equivalência, você nota que ela é
verdadeira em N, mediante a condição: x  b
Consideremos:
6 + 2 = 8 “equivale a” 6 = 8 - 2e ➢MULTIPLICAÇÃO
6 + 2 = 8 “equivale a” 2 = 8 - 6
Multiplicação (operação), produto (resultado).
Conclusões:
Observe estas igualdades:
a) A subtração é inversa da adição.
b) Uma das parcelas é igual à soma menos a outra. 3 + 3 = 6
5 + 5 + 5 = 15
Agora, observe esta sentença: 2 + 2 + 2 + 2 = 8
x + b = a ou b + x = a Elas significam que os números 6, 15 e 8 podem ser
Suponhamos que a e b são dois números naturais co- decompostos em somas de parcelas iguais.
nhecidos e x também é um número natural, mas desconhe- Na expressão: 3 + 3 há duas parcelas iguais. Este nú-
cido. Calculamos o valor de x com a seguinte equivalên- mero está repetido duas vezes como parcela. Dizemos que
cia: o número 3 está multiplicado por 2 e podemos escrever:
3 + 3 = 3 x 2 (ou 3 . 2) = 6
a + b = a ou b + x = a → x = a - b
Na expressão 5 + 5 + 5 há três parcelas iguais. O nú-
Técnica operatória da adição
mero 5 está escrito três vezes, como parcela. Dizemos que
Aplicações da técnica operatória da adição este número está multiplicado por 3 e podemos escrever:
a) Cálculo de x (incógnita ou valor desconhecido) 5 + 5 + 5 = 5 x 3 (ou 5 . 3) = 15
numa sentença matemática em N. Conclusão: Multiplicação é a adição de parcelas
Exemplos: iguais, onde
 o produto é o resultado da operação multiplicação;
1) x + 9 = 15 x = 15 - 9 x =6
 fatores são números que participam da operação.
2) 8 + x = 12 x = 12 - 8 x =4
a . b=c a, b → fatores
b) Na resolução de problemas, em N.
c → produto
Exemplos:
De modo mais amplo, podemos exprimir:
1) Qual o número que adicionado a 6, torna-se igual a
18? Seja x o número procurado. A tradução matemática a + a = a x 2 ou a . 2 ou, simplesmente, 2a
de “numero que adicionado a 6, torna-se igual a 18” é a b + b + b = b x 3 ou b . 3 ou, simplesmente, 3b
seguinte: y + y + y + y = y x 4 ou y . 4 ou, simplesmente, 4y

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Propriedades Então, podemos escrever:
a) A propriedade que permite comutar (ou trocar, ou mu- (4 + 2) . 3 = 3 . 4 + 3 . 2 ou 3 . (4 + 2) = 4 . 3 + 2 . 3
dar) a ordem dos fatores é a propriedade comutativa que, no
caso da multiplicação, simbolizamos assim: Conclusão: Essas igualdades e quaisquer outras do
mesmo tipo (produto de uma soma por um número ou pro-
a . b = b . a  Comutativa da Multiplicação duto de um número por uma soma) traduzem a chamada
b) Para calcular 3 . 4 . 5 pode-se usar o seguinte artifício: propriedade distributiva da multiplicação com relação à
(3 . 4) . 5 adição.
Simbolicamente:
Calcula-se primeiro o produto da operação entre parênte-
ses, que é 12. O resultado, multiplica-se por 5, resultando = a . (b + c) = a . b + a . c OU (b + c) . a = a . b + a
60. .c
Observe que o mesmo produto 60 obtém-se com este ou- e) Você notou que, multiplicando-se dois números na-
tro artifício: turais, o produto é sempre um número natural que traduz
3. (4 . 5) a propriedade do fechamento da multiplicação.
Neste caso, multiplica-se 3 pelo resultado da operação
Esta propriedade do fechamento da multiplicação, em
entre parênteses, que é 20. Resulta o mesmo valor 60. N, é simbolizada por meio desta implicação:
a  N e b  N (a . b)  N
Essa regra de associar fatores entre parênteses chama-se
propriedade associativa da multiplicação. ➢DIVISÃO
Simbolicamente: Divisão (operação), Quociente (resultado).
(a . b) . c = a . (b . c) = (a . c) . b
Associativa da Multiplicação 1) A divisão exata

c) A propriedade comutativa permite seja escrito: Observe: 8 : 4 = 2 (divisão exata)


1 . x = x ou x . 1 = x 8 4
É fácil perceber que qualquer que seja o número colocado 0 2
no lugar do x terá como produto o próprio x ou seja: onde,
O número 1 é o elemento neutro da multiplicação. 8 é o dividendo D; 4 é o divisor d;
Simbolizamos a propriedade do elemento neutro da 2 é o quociente q; 0 é o resto r.
multiplicação, escrevendo: Se 8 : 4 = 2 então 2.4=8 isto é:
1 . a = a . 1 = a  Neutro da multiplicação 8 4
d) Um armário tem 3 prateleiras. Em cada prateleira, 0 2
foram colocadas 4 garrafas e 2 copos. Quantos objetos fo- Prova: 2 . 4 + 0 = 8
ram colocados ao todo? Problema simples, mas que revela
De um modo geral, é válida para a divisão exata, a se-
uma propriedade importante. Você vai notá-la através das
guinte equivalência:
soluções desse problema.
D:d=q → d.q=D
1ª) solução : o número de objetos colocados em cada
prateleira é: 4 + 2 D é o dividendo; d é o divisor; q é o quociente e o resto
é subentendido “igual a zero”.
Portanto, o número total dos objetos colocados nas
prateleiras é (4 + 2) . 3 Verificação de Propriedade da Divisão Exata
Efetuando as operações, com prioridade para adição, a) Na divisão em N não vale o fechamento, pois
resulta:
5:3  N
(4 + 2) . 3 = 6 . 3 = 18 (objetos)
b) O conjunto N não tem elemento neutro em relação
A expressão (4 + 2) . 3 traduz realmente o que aconte- à divisão, pois
ceu pois foram colocados (4 + 2) objetos por 3 vezes. 5:1 = 5
2ª) solução: foram colocados nas três prateleiras: entretanto 1 : 5  N Logo: 5 : 1  1 : 5
4 . 3 garrafas e 2 . 3 copos c) A divisão em N não goza da propriedade comuta-
Logo, o número total desses objetos é dado pelo valor tiva, pois
da expressão 4 . 3 + 2 . 3 15 : 5  5 : 15
Efetuando as operações em prioridade para a multipli- d) A divisão em N não goza da propriedade associa-
cação resulta: tiva, pois
4 . 3 + 2 . 3 = 12 + 6 = 18 (objetos) (12 : 6) : 2 = 1
12 : (6 : 2) = 4

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Logo: (12 : 6) : 2  12 : (6 : 2) Você dirá:
Verificamos, então, que a divisão exata só possui a) A divisão exata é inversa da multiplicação.
uma propriedade! b) Um dos fatores é igual ao produto dividido pelo ou-
tro fator.
Observe este exemplo: (10 + 6) : 2 = 16 : 2 = 8
Técnica operatória da multiplicação
Como você viu, é o cálculo usual com prioridade
para adição. Suponhamos que nesta sentença:
Calculemos agora deste outro modo: em lugar de efe- a . x = b ou x . a = b
tuarmos a adição entre parênteses, vamos dividir cada
as letras a e b representam números naturais e x tam-
termo da adição pelo 2 e, em seguida, adicionar os quoci-
bém seja um número natural, mas desconhecido.
entes obtidos.
De que modo você calcula o valor de x?
Observe: (10 + 6) : 2 = 10 : 2 + 6 : 2 = 5 + 3 = 8
Mostre: a . x = b ou x . a = b onde x =
O quociente não sofreu alteração alguma. Permaneceu
b:a
o mesmo 8.
Nota: A letra a nessa equivalência não pode represen-
Vejamos quando aparecer uma subtração entre parên-
tar o número zero.
teses:
Aplicações da técnica operatória da multiplicação
(10 - 6) : 2 = 10 : 2 - 6 : 2 = 5 - 3 = 2
(10 - 6) : 2 = 4 : 2 = 2 a) Cálculo de x (incógnita ou valor desconhecido)
numa sentença matemática em N.
Também não sofreu alteração alguma o quociente,
conforme a ordem em que foi calculado. O que verifica- Exemplos:
mos em:
1) 3x = 12 x = 12 : 3 x = 4
(10 + 6) : 2 = 10 : 2 + 6 : 2 2) x . 4 = 20 x = 20 : 4 x = 5
(10 - 6) : 2 = 10 : 2 = 10 : 2 - 6 : 2
b) Na resolução de problemas em N.
é a propriedade distributiva da divisão exata válida
Exemplo: O dobro de um número é igual a 14. Qual é
somente à direita, com relação às operações adição e sub-
esse número?
tração.
Seja x o número procurado; 2x é o seu dobro. A tradu-
Simbolicamente:
ção matemática do enunciado do problema é:
(a + b) : c = a : c + b : c E (a - b) : c = a : c - b :
2x = 14
c
Empregando-se a técnica operatória da multiplicação:
Observação: Um dos mandamento da Matemática é:
2x = 14 x = 14 : 2 x = 7
Jamais dividirás por zero
Portanto, o número procurado é 7.
Isto significa que, numa divisão, o divisor tem que ser Prova: 2 . 7 = 14
um número sempre diferente de zero.
Anote para empregar na resolução de problema:
2) A divisão não-exata
2x → 2x é o dobro de x
Consideremos este exemplo:
3x → 3x é o triplo de x
9 4 9 é o dividendo; 4x → 4x é o quádruplo de x
1 2 4 é o divisor; 5x → 5x é o quíntuplo de x
2 é o quociente; e e assim por diante.
1 é o resto.

Tirando a prova desta divisão, obtemos: 9 = 4 . 2 + Técnica operatória da divisão exata


1 Analisando esta equivalência:
Isto é: dividendo = divisor . quociente + resto 8 : 2 = 4 8 = 4 . 22 = 8 : 4
De um modo geral: D = d . q + r Você dirá:
A divisão como operação inversa da multiplicação a) O dividendo é o quociente multiplicado pelo divi-
Atente para esta equivalência: sor.
b) O divisor é igual ao dividendo dividido pelo quoci-
4 = 8 : 2 4.2 = 8 e 2 = ente.
8:4

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Nestas sentenças: Propriedades da Potenciação
x : a = b com a  0 Veja as potências seguintes e suas respectivas
a : x = b com x  0 propriedades:
suponha que você conheça os números naturais a e b e Potências de base 1 são iguais a 1. Isto é:
queira saber qual é o valor de x, também um número na- n
tural, mas desconhecido. 1 = 1
10 7
x:a = b x = a.b e a : x = bx = a : b 1 =1 1 =1 12 = 1
Potências de bases zero são iguais a 0. Isto é:
Exemplos:
a) x : 4 = 3 x=4.3 x = 12 0 n = 0 com “n”  0
b) 6 : x = 2 x=6:2 x= 3 04 = 0 0³ = 0 0² = 0
f) Cálculo com operações especiais Potências com base diferente de zero ele-
vada ao expoente zero são sempre iguais a 1.
POTÊNCIA
Potenciação (operação); potência (resultado) a 0 = 1 com a  0
20 = 1 30 = 1 40 = 1
Considere estes fatores iguais: 4 . 4 . 4
Potência de expoente 1 é a própria base. Isto
Aí está um exemplo de potenciação. Entretanto, em
é:
vez de 4 . 4 . 4 escrevemos: 4³, isto é:
a1 = a
4 . 4 . 4 = 4³ (potência)
01 = 0 61 = 6 10 1 = 10
Potenciação é uma multiplicação de fatores iguais.
Por isso, não se costuma escrever o expoente 1,
Logo: que fica subentendido.
Potências de base 10 calcula-se escrevendo 1
Base é o fator que se repete na multiplicação.
seguido de tantos zeros quantas forem as unidades
Expoente é o número que indica quantas vezes a base do expoente. Isto é:
deve ser multiplicada por si mesma.
n
10 = 1000 000 000 ... n zeros
O expoente indica também o grau da potência.
No exemplo anterior, a base é 4, o expoente é 3 e o
10² = 100 10³ = 1000 10 4 = 10.000
resultado 64 é a potência.
Portanto, a potenciação pode vir expressa sob a forma Quanto às propriedades, observe:
de multiplicação (4 . 4 . 4) ou sob a forma de potência (4³).  23 = 8
a)   2³  3²
Leitura de uma potência  3 2 = 9
5² – lê-se: “cinco ao quadrado” ou “cinco à segunda
potência” A potenciação não possui a propriedade comutativa.
 3 2 2
 2  = 8
5² = 5 . 5 = 25
= 64
( ) 3 2
2
2³ – lê-se: “dois ao cubo” ou “dois à terceira potência” b)    2  ( 2) 3
 32
(2 ) = 2
2³ = 2 . 2 . 2 = 8 9
= 512
4
3 – lê-se: “três à quarta potência”
Logo pelo que se pode observar, a potenciação tam-
3 4 = 3 . 3 . 3 . 3 = 81 bém não possui a propriedade associativa.
5
7 – lê-se: “sete à quinta potência” c) (5 . 2)³ = (5 . 2) . (5 . 2) . (5 . 2), e
(5 . 2) . (5 . 2) . (5 . 2) = (5 . 5 . 5) . (2 . 2 . 2), e
5
7 = 7 . 7 . 7 . 7 . 7 = 16.807 (5 . 5 . 5) . (2 . 2 . 2) = 5³ . 2³
De um modo geral: Portanto: (5 . 2)³ = 5³ . 2³ → 5³ . 2³ = (5 . 2)³

a n = a . a . a . a . a . a . a . ... (n fatores iguais a a) Logo, a potenciação possui a propriedade distributiva


em relação à multiplicação. Isto é:
Ex.:
n n n n n n
10 (a . b) = a .b a .b = (a . b)
8 = 8 . 8 . 8 . 8 . 8 . 8 . 8 . 8 . 8 . 8 = 10 fatores
iguais a 8
Para elevar um produto de vários fatores a uma potên-
cia, eleva-se cada fator a essa potência.

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d) (8 : 2)4 = (8 : 2) . (8 : 2) . (8 : 2) . (8 : 2) e Outro não é senão 4², pois, 4³ . 4² = 45
(8 : 2) . (8 : 2) . (8 : 2) . (8 : 2) =
(8 . 8 . 8 . 8) : (2 . 2 . 2 . 2) = 8 : 2 Logo: 4 5 : 43 = 42 43 . 42 = 4 5
Portanto: O que aconteceu com os expoentes relativos a 4 5 e 43
(8 : 2) 4 = 8 4 : 24 8 4 : 24 = (8 : 2) 4 em 4 5 : 43?
Do expoente 5 subtraímos o expoente 3. Isto é:
A potenciação possui a propriedade distributiva em
relação à divisão. Isto é: 45 : 43 = 45 - 3
= 42
(a : b) n = a n : b n a n : b n = (a : b) h com b  0 Analise estes outros exemplos:

1) 78 : 76 = 78 - 6 = 72
Para elevar um quociente a uma potência, eleva-se 2) a10 : a4 = a10 - 4 = a6 , com a  0
tanto o dividendo como o divisor a essa potência.
Conclusão: Para dividir potências de mesma base, re-
Técnicas Operatórias da Potenciação pete-se a base e subtraem-se os expoentes, conforme a or-
Analise estas multiplicações e seus respectivos resul- dem em que eles aparecem.
tados sob a forma de potência: Simbolicamente:
2 3 5
a) 7 . 7 = 7 . 7 . 7 . 7 . 7 = 7
am : an = am - n
am - n = am : an
2 4 7
b) 4 . 4 . 4 = 4 . 4 . 4 . 4 . 4 . 4 . 4 = 4
Note que em b), no primeiro fator 4, o expoente su- com a  0 e “m” e “n”  N
bentendido é 1 e não zero.

c) a4 . a2 = a . a . a . a . a . a = a6 Potência de um Número Decimal

Para multiplicar potências com bases iguais repete-se a Para se elevar um número decimal, a uma potência,
base e adicionam-se os expoentes. calcula-se a potência do número sem a vírgula, isto é,
como se fosse inteiro e, a seguir, separa-se do resultado
Simbolicamente: um número de casas decimais igual ao produto do número
de casas decimais pelo expoente da potência.
am . an = am + n → am + n
= am . an Assim, o cubo do número decimal 2,12 é dado da se-
guinte maneira:
Técnica do produto de potências de mesma base
212 3 = 9.528.128 portanto:
Potência de potência
2,12³ = 9,528128, pois 2,12³ = 2,12 x 2,12 x 2,12
Observe o que chamamos de potência de potência e que é o produto com 6 casas decimais (2 x 3).
como é feito o seu cálculo:
Exemplos:
a) (3²)4 é uma potência de potência
(3,1)4 = (31/10)4 (-1,02)3 = (-102/100)3
b) (a³)² é também uma potência de potência (5,3)6 = (53/10)6 (4,25)7 =
Calculando: (425/100)7
(-2,05) = (-205/100)2
2
(3,40)5 =
a) (3²)4 = (3²) . (3²) . (3²) . (3²) = 32+2+2+2 = 32 . 4 = 38 (340/100)5
b) (a³)² = (a³) . (a³) = a3 + 3 = a3 . 2 = a6 (2,3)9 = (23/10)9 (7,9)10 = (79/10)10
Conclusão: Para elevar uma potência a outra potência, (0,12) = (12/100)6 (0,5)12 = (5/10)12
conserva-se a base e multiplicam-se os expoentes. (0,01)3 = (1/100)3 (0,001)5 =
(1/1000)5
Simbolicamente:
RADICIAÇÃO
m n m . n m.n m n
(a ) = a a = (a ) É a operação que tem por fim, dada uma potência de
um número e o seu grau, determinar esse número.
Quociente de potências com bases iguais
O sinal de radiciação é , que se chama radical.
Aplicando-se a técnica operatória da divisão exata, re-
sulta: O número em cima do sinal à esquerda chama-se ín-
45 : 43 = x 43 . x = 45 dice do radical e indica o grau da raiz e o número colo-
cado sob o radical, chama-se radicando ou número sub-
Qual o único valor que podemos admitir para x, de radical.
modo que o resultado seja ? 45

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No exemplo 3 8 , o índice da raiz é o 3 e o radicando algarismo de suas unidades simples, concluímos que só
podem ser quadrados perfeitos os números terminados em
é o 8.
1, 4, 5, 6, 9 ou em número par de zeros.
O índice 2 não se escreve, subentende-se.
Raiz Quadrada de Frações Ordinárias
Assim: 5 indica a raiz quadrada de 5.
Para se extrair a raiz quadrada de uma fração ordinária
A leitura de um radical depende do índice e do radi- extraem-se as raízes quadradas dos dois termos de fração,
cando, como veremos a seguir: aplicando-se a mesma regra dos números inteiros.
3 Assim,
8 = raiz quadrada de 8. 3 = raiz cúbica de 3.
4 5 36 36 6 256 256 16
2 = raiz quarta de 2. 10 = raiz quinta de = = = =
10. 49 49 7 625 625 25
A radiciação é uma operação inversa da potência. Por- Como vimos, extraímos a raiz quadrada do numerador
tanto, elevando-se um número a uma potência e extraindo- e a do denominador da fração.
se, em seguida, a raiz dessa potência de índice igual ao seu
grau deve-se obter o número dado. Assim,
3 3  MÚLTIPLOS E DIVISORES
5 2 = 5, 18 3 = 18, 2 3 = 2,
1) Múltiplo de um número natural
etc...
é m últiplo de
Raiz quadrada de números inteiros
A raiz quadrada de número inteiro é outro número que, Analise este esquem a: 20 = 5 . 4
elevado ao quadrado, reproduz o número dado. Assim,
é m últiplo de
16 =  4, porque (+4)² = 16 e (-4)² = 16
Obtêm-se os múltiplos de um número multiplicando-
64 =  8, porque (+8)² = 64 e (-8)² = 64 o por qualquer número natural.
Observação: Na maioria dos casos de raiz quadrada de Exemplo: Seja M5 ou M(5) o conjunto dos múltiplos
números inteiros, usamos somente o valor positivo, como
do número 5. Veja como se obtêm os múltiplos de 5:
nos exemplos que citaremos em seguida.
5.0=0 → 0 é múltiplo de 5
A raiz quadrada de números formados de 1 e 2 alga-
rismos apenas, sendo quadrados perfeitos, se extrai men- 5.1=5 → 5 é múltiplo de 5
talmente. 5 . 2 = 10 → 10 é múltiplo de 5
.........................................................
Um número inteiro é quadrado perfeito quando ele é M5 = {0, 5, 10, 15, 20, 25, 30, ...}
igual ao quadrado de outro inteiro.
Não se Esqueça:
Vejamos:
a) Zero é múltiplo de qualquer número.
36 é quadrado perfeito porque é quadrado de 6.
b) Todo número é múltiplo de si mesmo.
49 é quadrado perfeito porque é quadrado de 7.
c) Todo número múltiplo de 2 é também chamando
Em seguida, veremos a relação de quadrados perfeitos número par.
de 1 até 100 e suas respectivas raízes. d) Todo número não múltiplo de 2 é também chamado
número ímpar.
1 =1 4 = 2 9 = 3 e) O conjunto dos múltiplos de um número diferente
16 = 4 de zero é infinito.
2) Divisores de um número natural
25 = 5 36 = 6 49 = 7
Considere este outro esquema:
64 = 8
é divisor de
81 = 9 100 = 10
3 = 21 : 7
Todo número terminado em 2, 3, 7, 8 ou em número 7 = 21 : 3
ímpar de zeros não pode ser quadrado perfeito e sua raiz
é um número irracional. é divisor de
Com efeito, pela relação apresentada, vimos que os Divisores de um número são todos aqueles que o divi-
quadrados dos nove primeiros números terminam em: 1, dem exatamente.
4, 5, 6 ou 9.
Exemplo: Seja D 6 ou D(6) o conjunto dos divisores
Como o quadrado de um número qualquer termina
sempre pelo algarismo das unidades do quadrado do do número 6. Veja como se obtêm os divisores de 6:

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6 : 1 = 6 → 1 é divisor de 6 b) Existem, também, aqueles que admitem outros di-
6 : 2 = 3 → 2 é divisor de 6 D 6 = {1, 2, 3, 6} visores além dos próprios e da unidade (1). São os núme-
6 : 3 = 2 → 3 é divisor de 6 ros compostos: 4, 6, 8, 9, 10, ...
6 : 6 = 1 → 6 é divisor de 6 Conclusões:
1 é o menor divisor de qualquer número. a) Número primo é o número (diferente de 1) que
Todo número diferente de zero é divisor de si possui somente dois divisores: 1 e ele próprio.
mesmo. b) Número composto é aquele que possui mais de
O conjunto dos divisores de um número diferente de dois divisores.
zero é finito.
Não se esqueça:
Critérios de Divisibilidade
a) 1 não é primo, pois D1 = {1}, nem é composto.
Observe esta equivalência:
b) 2 é o único número par que é primo, pois D 2 {1,
é divisível por
2}.
é divisor de
20 : 5 = 4
c) Qualquer outro número par não é primo.
 20 : 4 = 5
5 . 4 = 20 Reconhecimento de um número primo
é divisor de é divisível por Já sabemos que {... 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29,
...} são primos.
No sistema decimal de numeração, utilizamos regras
especiais para saber se um número é ou não divisível por Para saber se um número é primo ou não, divide-se o
outro, sem fazer a divisão. número dado, sucessivamente pelos números primos 2, 3,
5, 7, 11, 13, 17, 19, ..., até se encontrar um quociente me-
Assim, um número é divisível por nor ou igual ao divisor. Se nenhuma dessas divisões for
2 Quando for par, isto é, quando terminar em 0, 2, 4, 6 e 8. exata, então, o número dado é primo.
Quando a soma dos valores absolutos de seus algarismos for di-
3 visível por 3.
* 126 é divisível por 3, pois 1 + 2 + 6 = 9 e 9 : 3 = 3 Veja como exemplo o número 257.
Quando os dois últimos algarismos forem 00 ou formarem um
número divisível por 4. 257 7 257 11 257 13 257 17
4 • 500 é divisível por 4. Os dois últimos algarismos são 00.
•232 é divisível por 4. Os dois últimos algarismos formam o
47 36 37 23 127 19 87 15
número 32, que é divisível por 4. 5 4 10 2
Quando o algarismo das unidades for 0 ou 5, isto é, quando ter-
5 minar em 0 ou 5.
Quando for divisível por 2 e por 3, ao mesmo tempo. Portanto, o número 257 é primo. Encontramos um
6 •108 é divisível por 2, pois é par; e também por 3, pois 1 + 0 + quociente menor que o divisor e a divisão não é exata.
8 = 9 e 9 é divisível por 3. Portanto, 108 é divisível por 6.
Quando a soma dos valores absolutos de seus algarismos for di- Verifiquemos agora, se 289 é primo.
9 visível por 9.
• 207 é divisível por 9, pois 2 + 0 + 7 = 9 e 9 : 9 = 1 289 não é divisível por 2, 3, 4, 5, 6 (critérios de divi-
Quando o algarismo das unidades for 0, isto é, quando terminar sibilidade); mas
10 em 0.
289 7 289 11 289 13 289 17
E quando você quiser saber se um número é divisível 9 41 69 26 29 22 119 17
por outro, cuja regra não conste nessa tabela, faça direta-
2 3 3 0
mente a divisão.
NÚMEROS PRIMOS E NÚMEROS COMPOS-
TOS O número 289 não é primo porque a divisão é exata.
Quando dois ou mais números só admitem como divi-
Vejamos o conjunto N* = {1, 2, 3, 4, ...} sob este as-
sor comum o número um (1), são chamados de primos
pecto:
entre si.
1 é divisível por 1
2 é divisível por 2 e 2 Exemplos:
3 é divisível por 1 e 3 a) 5 e 6 têm como único divisor comum o 1. Portanto,
4 é divisível por 1, 2 e 4 5 e 6 são primos entre si.
5 é divisível por 1 e 5 b) 7, 8 e 10 são primos entre si, porque o único divisor
6 é divisível por 1, 2, 3 e 6 comum é o 1.
7 é divisível por 1 e 7
8 é divisível por 1, 2, 4 e 8 MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM – MMC

a) Existem números somente divisíveis por 1 e por si Minimação (operação), Menor Múltiplo Comum
mesmo. São os números primos: 2, 3, 5, 7, 11, ... (resultado)

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Minimação é a operação que associa a dois números b) Por decomposição em fatores primos ou fatoração
naturais o seu menor múltiplo, comum, cuja abreviatura é completa:
m.m.c., excluído o zero. m.d.c. (90, 84, 24) = ?
Processos para determinar o m.m.c 90 2 84 2 24 2
m.m.c. (4, 6, 8) = ? ou 4M6M8 = ?
45 3 42 2 12 2
a) Por intersecção (U = N*): 15 3 21 3 6 2
M4 = {4, 8, 12, 16, 20, 24, 28, 32, ...}
5 5 7 7 3 3
M6 = {6, 12, 18, 24, 30, 36, 42, ...}
M8 = {8, 16, 24, 32, 40, 48, ...} 1 1 1
M4  M6  M8 = {24, ...}
m.d.c. de dois ou mais números é o produto dos fatores
m.m.c. de dois ou mais números é o menor valor da primos comuns, cada um deles tomado com o seu menor
intersecção dos conjuntos dos múltiplos desses números. expoente.
Portanto: m.m.c. (4, 6, 8) = 24 ou 4 M 6 M 8 = 24 Portanto:
90 = 2 . 3² . 5
b) Por decomposição em fatores primos (fatoração
84 = 2² . 3 . 7
completa): 24 = 2² . 3
4 2 6 2 m.d.c. (90, 84, 24) =2.3=6
2 2  2 2 3 3  2 . 3 c) Pelas divisões sucessivas:
1 1 m.d.c (72, 42) = ?
1 1 2 2 quocient
8 2
e
4 2  2³ 72 42 30 12 6 divisores
2 2 m.d.c.: divide-se o maior pelo menor. Depois, divide-
se o menor pelo resto da divisão entre o maior e o menor.
m.m.c de dois ou mais números é o produto dos fatores A seguir, divide-se o 1º resto pelo 2º resto e assim suces-
primos comuns e não-comuns, cada um deles tomado com sivamente, até surgir resto zero. O último divisor é o
o seu maior expoente. m.d.c.
Portanto o m.d.c. (72, 42) = 6
Portanto: 4 = 2² 6=2.3 8 = 2³
Emprego da Prática do M.M.C
m.m.c (4, 6, 8) = 2³ . 3 = 8 . 3 = 24
1. Digamos que no Brasil o Presidente deva permane-
c) Pelo processo tradicional: cer 4 anos em seu cargo, os Senadores, 6 anos e os Depu-
4 6 8 2 tados, 3 anos. Com as eleições havidas em 2002 para os
2 3 4 2 três cargos, em que ano se realizarão novamente e simul-
1 3 2 2 m.m.c (4, 6, 8) = 24 taneamente as eleições para esses cargos?
1 3 1 3 Resolução: Calculando o M.M.C de 4, 6 e 3 = 12, en-
1 1 1 2 . 2 . 2 . 3 = 24 contramos o número de anos necessários para que ocor-
ram novas eleições conjuntas. Se as últimas foram reali-
MÁXIMO DIVISOR COMUM – MDC zadas em 2002, as eleições seguintes serão efetuadas em:
Maximização (operação), Maior Divisor Comum 2002 + 12 = 2014.
(resultado) 2. Duas rodas de uma engrenagem têm 14 e 21 dentes,
Maximização é a operação que associa a dois números respectivamente. Cada roda tem um dente estragado. Se,
naturais o maior divisor comum, cuja abreviatura é m.d.c. em um dado instante, estão em contato os dois dentes es-
tragados, depois de quantas voltas se repete novamente
m.d.c (12, 18) = ? ou 12 D 18 = ? este encontro:
a) Por intersecção (U = N*): Resolução: Calcula-se o M.M.C. de 14 e 21 = 42, que
é o número de dentes que deverá passar pelo ponto de ori-
D12 = {1, 2, 3, 4, 6, 12} D18 = {1, 2, 3, 6, 9,
gem para que se repita o encontro.
18}
D12  D18 = {1, 2, 3, 6} Dividindo-se 42 por 14 e 21, encontraremos, respecti-
vamente, o número de voltas que a roda menor e a maior
O m.d.c de dois ou mais números é o maior valor da deverão dar, logo:
intersecção dos conjuntos dos divisores desses números.
42 : 14 = 3 e 42 : 21 = 2
Portanto, m.d.c. (12, 18) = 6 ou 12 D 18 = 6

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g) Expressão numérica 1 3

-3 -2 -1 2 0 4 1 2 2,7 3
É um conjunto de operações indicadas por números.
Toda expressão numérica corresponde a um número que
-2,75 -1,3 0,5 1,25
se obtém realizando as operações indicadas. Essas opera-
ções devem ser efetuadas segundo uma ordem rigorosa Lembre-se:
para não oferecer confusões.
Vamos fazer este acordo e respeitá-lo: * Um número racional representado na reta é maior
que qualquer outro número racional localizado à sua es-
Nossa pontuação Nossas Operações querda. Na representação acima, -1,3  -3.
( ) Parênteses - Adição e Subtração * O local de colocação do sinal indicando número ra-
[ ] Colchetes - Multiplicação e Divisão cional negativo antes da fração, não altera seu resultado.
{ } Chaves - Potenciação e Radiciação Assim,

Na solução de uma expressão numérica a ordem será:


x -x x
= - da mesma forma,
−y y y
Em relação à pontuação, resolvem-se primeira-
mente os parênteses, depois os colchetes e finalmente as +x x x -x x
chaves. = + = e =
Em relação às operações, resolvem-se primeiro as
+y y y -y y
potências e raízes, depois multiplicações e divisões e fi- *Assim como todo número natural é um número in-
nalmente as adições e subtrações. teiro, todo número inteiro é também um número racional.
Exemplo: Dizemos, então, que Z é subconjunto de Q, isto é, que Z

   
está contido em Q. Vejamos:
2
( 2 5
) 6
35 + 2  18 + 15 - 3  2 + 10 - 8  2 + 0 - 9 + 1 =
Q

= 35 + 2
 
  18 + 15 - 3  4 + (10 - 4 ) + 0  - 3  + 1 =
2
 
 
  Z
N N  Z  Q

  
= 35 + 2  18 + 15 - 12 + 6 2 - 3 + 1 =
   
= 35 + 2  18 + 3 + 36 - 3 + 1 =
*O conjunto dos números racionais possui também as
= 35 + 2  18 + 39 - 3 + 1 = seguintes notações:

= 35 + 2  54 + 1 =
, , , e
= 35 + 108 + 1 =

= 144 c) Propriedade dos números racionais


Todo número racional tem uma representação de-
cimal (escrita com o uso da vírgula). Para obtê-la basta
1.2. NÚMEROS RACIONAIS efetuar a divisão. Essa representação pode ter:
a) Introdução * um número finito de casas depois da vírgula. Nesse
caso é chamada decimal exata.
Os números inteiros surgiram para solucionar proble-
mas dos números naturais porém, os números inteiros 5
= 0,625 (representação exata)
também têm suas limitações como, por exemplo, uma di- 8
visão “x : y” onde “x  y”. Daí o homem descobriu que
podia fracionar os números criando, assim, os números ra- *um número infinito de casas depois da vírgula e que
cionais representado pela letra Q (inicial da palavra quo- se repetem periodicamente. Nesse caso temos a dízima
ciente), onde: periódica.
2
 a  = 0,222...
x x = ; a e b  Z com b  0  9
 b 
Todo número que tem uma representação decimal
A formulação indica que número racional é todo exata ou uma representação decimal infinita e periódica é
aquele que pode ser escrito na forma de fração, com nu- um número racional e, portanto, possui uma representação
merador inteiro e denominador inteiro e diferente de zero. fracionária chamada geratriz da decimal.
Exemplo:
b) Representação Geométrica
1
Podemos representar os números racionais numa reta 0,125 (decimal exata) =
marcando os pontos relativos ao seu valor, tendo como
8
origem sempre o número “0”, conforme a figura abaixo: 25
2,7777777... (decimal periódica) =
9

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Quaisquer que sejam dois números racionais, sem- 1 3 5 9 1
pre vai existir um outro número racional entre eles. Essa Exemplo: + + = = 1
8 8 8 8 8
propriedade é conhecida como densidade dos números
racionais e, por isso, dizemos que o conjunto dos números 2º caso: as frações têm denominadores diferentes.
racionais é denso. Observe: Neste caso, reduzem-se as frações ao mesmo denomi-
nador e aplica-se a regra do 1º caso.
1 3 4 1 Neste caso, reduzem-se as frações ao mesmo denomi-
 +  ÷ 2 = ÷ 2 =1÷ 2 = ÷ 2 = 0,25 ...
4 4 4 2 nador e aplica-se a regra do 1º caso.
1 5 3
+ +
d) Operações fundamentais com números racio- 2 8 4
nais Reduzindo-se ao mesmo denominador, temos o
Chamamos de fração a uma ou mais das partes M.M.C (2, 8, 4) = 8
iguais em que se divide a unidade. As frações podem ser 4 5 6 15 7
ordinárias e decimais. + + = = 1
8 8 8 8 8
As “Frações Ordinárias” possuem denominador di-
ferente de 10 ou potência de 10 e as decimais iguais a 10
ou potência de 10.
Subtração
O Numerador e o Denominador são os termos da fra-
ção e escreve-se o primeiro sobre o segundo, separados 1º caso: as frações têm o mesmo denominador. Sub-
por um traço horizontal (traço de fração). traem-se os numeradores e conserva-se o denominador
comum.
O denominador indica em quantas partes foi dividida
a unidade; o numerador indica que quantidades dessas 17 13 1 17 - 13 - 1 3
Exemplo: - - = =
partes foram tomadas. 22 22 22 22 22
Na fração 3/5, temos: 1 unidade que foi dividida em 5 2º caso: as frações têm denominadores diferentes.
partes, das quais foram tomadas 3 partes. Neste caso, reduzem-se as frações ao mesmo denomi-
Fração Própria é aquela cujo numerador é menor que nador e aplica-se a regra do 1º caso.
o denominador. 7 5 1 42 - 15 - 2 25 1
Exemplo: - - = = =1
4 8 12 24 24 24
3 2 9
Exemplos: , ,
4 5 100 Multiplicação

Fração Imprópria é aquela cujo numerador é maior Para a multiplicação de frações, multiplicam-se os de-
que o denominador. É imprópria porque representa intei- nominadores entre si, bem como os seus numeradores.
ros e frações. 5 3 2 4 120 12 2
Exemplos: x x x = = =
10 8 7 7 4 3 5 420 42 7
Exemplos: , ,
3 5 3 Divisão
Número Misto é aquele constituído de um número in- Para dividirmos uma fração por outra, multiplica-se a
teiro e de uma fração. primeira fração pela inversa da segunda.
1 3 1 3 4 3 7 21
Exemplo: 4 , 7 , 4 Exemplo: : : x =
3 4 9 5 7 5 4 20
Observações: Todo número pode ser transformado f) Expressões aritméticas fracionárias
numa fração imprópria, obedecendo à seguinte regra: Valem, aqui, as mesmas regras aplicadas às expres-
multiplica-se a parte inteira pelo denominador e soma-se sões com números inteiros. Quando houver frações sobre
com o numerador. um traço horizontal e, sob este, houver frações (ou mesmo
1 16 um número inteiro), efetuam-se as operações sobre o
Exemplo: 5 = pois (5 x 3 + 1 = 16)
3 3 traço, em seguida, calculam-se as situadas embaixo do
traço; por fim divide-se o resultado das operações acima
e) Operações com frações ordinárias do traço pelo resultado das operações indicadas abaixo do
Adição: traço.
1 2 1 4
1º caso: as frações têm o mesmo denominador. + - x
Exemplo: 2 3 5 5
Neste caso, somam-se os numeradores e conserva-se 1 7 5
o denominador. : x
7 9 3

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- resolvendo o numerador da expressão, temos: Um número decimal pode ser colocado na forma ge-
nérica:
1 2 1 4 3 + 4 4
+ - x = -
2 3 5 5 6 25 DEZENAS UNIDADES DÉCIMOS CENTÉSIMOS MILÉSIMOS

7 4 175 - 24 151
- = = Por exemplo, o número 30,824, pode ser escrito na forma:
6 25 150 150
- resolvendo o denominador da expressão, temos: 3 DEZENAS 0 UNIDADES 8 DÉCIMOS 2 CENTÉSIMOS 4 MILÉSIMOS

1 7 5 1 35 1 27 27
: x = : = x = Dessa forma, para ler um número decimal, procede-
7 9 3 7 27 7 35 245 mos do seguinte modo:
Consequentemente: 1º) Leem-se os inteiros;
151 2º) Lê-se a parte decimal, seguido da palavra:
150 = 151 x 245 = 36.995 décimos: se houver uma casa decimal;
27 150 27 4.050 centésimos: se houver duas casas decimais;
245 milésimos: se houver três casas decimais;

g) Fração de fração Vejamos:


N.º Lê-se
Para calcular-se uma fração de fração, basta multipli-
car a primeira pela segunda. A preposição “de” entre duas 0,6 Seis décimos
frações indica que a primeira deve ser multiplicada pela 0,37 Trinta e sete centésimos
segunda. 0,189 Cento e oitenta e nove milésimos
3,7 Três inteiros e sete décimos
2 1 2 1 2 1
Exemplo: de = x = = 13,45 Treze inteiros e quarenta e cinco centésimos
3 4 3 4 12 6
130,024 Cento e trinta inteiros e vinte e quatro milésimos
h) Os números decimais 5,0004 Cinco inteiros e quatro milésimos
Os números decimais têm origem nas frações deci-
mais. Por exemplo, a fração 1/2 equivale à fração 5/10 que Frações e números decimais
equivale ao número decimal 0,5. Dentre todas as frações, existe um tipo especial cujo
Stevin (engenheiro e matemático holandês), em 1585, denominador é uma potência de 10. Este tipo é denomi-
ensinou um método para efetuar todas as operações por nado fração decimal.
meio de inteiros, sem o uso de frações, no qual escrevia 1 3 23
os números naturais ordenados em cima de cada alga- Exemplos de frações decimais, são: , ,
rismo do numerador indicando a posição ocupada pela 10 100 100
vírgula no numeral decimal. A notação abaixo foi intro- 5 1
, , , etc.
duzida por Stevin e adaptada por John Napier, grande ma- 1000 10 3
temático escocês.
Toda fração decimal pode ser representada por um nú-
1437 mero decimal, isto é, um número que tem uma parte in-
= 1,437
1000 teira e uma parte decimal, separados por uma vírgula.
Assim, para representar quantidades inteiras, sob a A fração 127/100 pode ser escrita na forma mais sim-
forma decimal, utilizamos os números decimais, que se ples, como:
caracterizam pela presença de uma vírgula que separa a 127
= 1,27
parte inteira da parte decimal. 100
INTEIROS , DÉCIMOS CENTÉSIMOS MILÉSIMOS … onde 1 representa a parte inteira e 27 representa a parte
decimal, ou seja, 1 inteiro dividido em 27 partes iguais.
Este método foi aprimorado e em 1617 Napier propôs Esta notação subentende que a fração 127/100 pode ser
o uso de um ponto ou de uma vírgula para separar a parte decomposta na seguinte forma:
inteira da parte decimal. 127 100 + 27 100 27
= = + 1 + 0,27 = 1,27
Leitura de um Número Decimal 100 100 100 100
Para ler números decimais é necessário primeira- A fração 8/10 pode ser escrita na forma 0,8, onde 0 é
mente, observar a localização da vírgula que separa a a parte inteira e 8 é a parte decimal. Aqui observamos que
parte inteira da parte decimal. este número decimal é menor do que 1 porque o numera-
dor é menor do que o denominador da fração.

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Propriedades dos números decimais Exemplo: 9,46 x 4,2 =
zero à direita não altera o valor – Um número de- 9,46
cimal não se altera quando se acrescenta ou se retira um 4,2 x
ou mais zeros à direita do último algarismo não nulo de 1892
sua parte decimal. Considerada a propriedade funda- 3784
mental. Exemplo: 39,732

0,5 = 0,50 = 0,500 = 0,5000 Divisão: Reduzem-se o dividendo e o divisor ao


1,0002 = 1,00020 = 1,000200 mesmo número de casas decimais, desprezam-se as vírgu-
3,1415926535 = 3,141592653500000000 las de ambos e efetua-se a divisão com se fossem inteiros.
Obtido o quociente, coloca-se ao mesmo tempo uma vír-
zero à esquerda altera o valor – Um número deci-
gula à sua direita e um zero à direita de cada resto, a fim
mal se modifica quando acrescentamos um ou mias zeros
de continuar a divisão.
à esquerda de sua parte decimal. Exemplo:
0,4; 0,04; 0,004 e 0,0004 são diferente, pois: Os demais algarismos do quociente serão sempre ob-
0,4 = quatro décimos; tidos colocando-se um zero à direita de cada resto.
0,04 = quatro centésimos Exemplo: 5,24 : 0,3
0,004 = quatro milésimos
524 30
0,0004 = quatro décimos de milésimos
524 17,46
na multiplicação por potência de 10, a vírgula se 140
desloca para a direita – Para multiplicar um número de- 200
20
cimal por 10, por 100, por 1000, basta deslocar a vírgula Conversão de números decimais em fração ordiná-
para a direita de acordo com o número de zeros da potên- ria
cia apresentada. Por exemplo:
Para converter-se um número decimal em fração ordi-
7,4 x 10 = 74 nária, basta colocar o número decimal sem a vírgula para
7,4 x 100 = 740 numerador da fração e, para denominador, o número 1
7,4 x 1000 = 7400 (um) seguido de tantos zeros quantas forem as casas deci-
na divisão por potência de 10, a vírgula se desloca mais.
para a esquerda – Para dividir um número decimal por Exemplo: 6,04 = 604/100
10, 100, 1000, etc, basta deslocar a vírgula para a esquerda 0,18 = 18/100
de acordo com o número de zeros da potência apresen- 1,1112 = 11112/10000
tada. Por exemplo: 2,8 = 28/10
247,5 ÷ 10 = 24,75 19,15 = 1915/100
247,5 ÷ 100 = 2,475 Conversão de fração decimal em número decimal
247,5 ÷ 1000 = 0,2475
Podemos escrever a fração decimal 1/10 como: 0,1.
Operações com números decimais Esta fração é lida “um décimo”. Notamos que a vírgula
Adição: Escrevem-se os números decimais uns sob separa a parte inteira da parte fracionária:
os outros, de modo que as vírgulas se correspondam; so-
mam-se os números, como se fossem inteiros, e coloca-se parte inteira parte fracionária
a vírgula na soma, em correspondência com as das parce- 0 , 1
las.
Uma outra situação nos mostra que a fração deci-
Exemplo: 12,4 + 0,025 + 22,01 = mal 231/100 pode ser escrita como 2,31, que se lê da
12,4 seguinte maneira: “dois inteiros e trinta e um centési-
0,025 +
mos”. Novamente observamos que a vírgula separa a
22,01
parte inteira da parte fracionária:
34,435
Subtração: Escreve-se o subtraendo sob o minu- parte inteira parte fracionária
endo de modo que as vírgulas se correspondam. Sub- 2 , 31
traem-se os números como se fossem inteiros e coloca-se
a vírgula no resultado em correspondência com os termos: Em geral, transforma-se uma fração decimal em um
número decimal fazendo com que o numerador da fração
Exemplo: 7,08 - 2,4592 = tenha o mesmo número de casas decimais que o número
7,0800 de zeros do denominador. Na verdade, realiza-se a divisão
2,4596 - do numerador pelo denominador. Por exemplo:
4,6208
130/100 = 1,30
Multiplicação: Multiplicam-se números como se (987/1000 = 0,987
fossem inteiros, separando-se o resultado, a partir da di- 5/1000 = 0,005
reita, tantas casas decimais quantos forem os algarismos
decimais dos números dados.
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Comparação de números decimais
A comparação de números decimais pode ser feita 1.2. RAZÃO E PROPORÇÃO
analisando-se as partes inteiras e decimais desses núme-
a) Conceituação
ros. Para isso, faremos uso dos sinais: > (que se lê: maior);
< (que se lê: menor) ou = (que se lê: igual). A razão entre dois números, dados numa certa or-
Números com partes inteiras diferentes: O maior nú- dem, sendo o segundo número sempre diferente de zero,
mero é aquele que tem a parte inteira maior. Por exemplo: é o quociente indicado do primeiro pelo segundo.
4,1 > 2,76, pois 4 é maior do que 2. Ex.: A razão de 8 para 12 = 8/12 ou 8 : 12
3,7 < 5,4, pois 3 é menor do que 5.
Obs.: 1) Lê-se: oito está para doze, sendo que o 1º nú-
Números com partes inteiras iguais: Igualamos o nú- mero é o antecedente e o 2º, o consequente.
mero de casas decimais acrescentando zeros tantos quan- 2) Quando o antecedente de uma razão for igual
tos forem necessários. Após esta operação, teremos dois ao consequente de outra, ou vice-versa, dizemos que for-
números com a mesma parte inteira mas com partes deci- mam duas razões inversas. Ex.: a/b e b/a
mais diferentes. Basta comparar estas partes decimais
para constatar qual é o maior deles. Alguns exemplos, são:
Proporção é a sentença matemática que exprime
12,4 > 12,31 pois 12,4 = 12,40 e 40 > 31. uma igualdade entre duas razões.
8,032 < 8,47 pois 8,47 = 8,470 e 032 < 470.
2 4
4,3 = 4,3 pois 4 = 4 e 3 = 3. =
5 10

1. RAZÕES E PROPORÇÕES, DIVISÃO PRO- Obs.: Cada elemento de uma proporção é chamado
PORCIONAL termo da proporção sendo que os 1º e 3º termos são cha-
mados termos antecedentes e os 2º e 4º termos, termos
1.1. GRANDEZAS PROPORCIONAIS consequentes e que os 2º e 3º termos formam os meios e
Grandeza é todo valor que, ao ser relacionado a um os 1º e 4º termos, os extremos.
outro de tal forma, quando um varia, como consequência
varia também o outro. b) Propriedade das proporções
Em nosso cotidiano quase tudo liga duas ou mais 1) Propriedade Fundamental – Em toda proporção
grandezas. Vejamos: quando falamos em tempo, veloci- o produto dos meios é sempre igual ao produto dos extre-
dade, peso, espaço, etc. estamos lidando com grandezas mos.
relacionadas entre si.
Ex.: Um automóvel percorre um determinado espaço 2 4 5 x 4 = 20
num tempo maior ou menor dependendo da velocidade = →
5 10 2 x 10 = 20
que imprimir. Assim, também a quantidade de trabalho a
ser realizado num determinado tempo depende do nú- Aplicação:
mero de operários empregados.
7 X 8 x X = produto dos meios
A relação de dependência entre duas grandezas, de- = onde
pendendo da condição apresentada, pode ser classificada 8 40 7 x 40 = produto dos extremos
como Direta ou Inversamente Proporcionais.
temos que, 8x = 280, logo x = 35.
Grandezas Diretamente Proporcionais:
Duas grandezas são diretamente proporcionais 2) Composição – Em toda proporção, a soma dos
quando a variação de uma implica na variação da outra, dois primeiros termos está para o primeiro ou para o se-
na mesma proporção, mesmo sentido e direção. gundo, assim como a soma dos dois últimos está para o
terceiro ou para o quarto.
Ex.: compra de alimentos:
01 Kg de feijão custa “x”; se comprarmos 2 kg, pa- a c a+b c+d a+b c +d
=  = ou =
garemos “2x”. b d a c b d
Grandezas Inversamente Proporcionais: Aplicação: A soma de dois números é 80 e a razão
Duas grandezas são inversamente proporcionais entre o menor e o maior é 2/3. Achar o valor desses nú-
quando a variação de uma implica necessariamente na va- meros.
riação da outra, na mesma proporção, porém, em sentido a = menor
e direção contrários. a 2 a + b 2 + 3
Ex.: Velocidade e tempo. b = maior =  =
b 3 a 2
Se uma pessoa andar numa determinada velocidade a + b = 80
para atingir certa distância, levará um tempo. Se aumen- 80 5 80 x 2
tar a velocidade, o tempo diminuirá para percorrer a Portanto, =  a = = 32
a 2 5
mesma distância.
Se o menor vale a = 32, o maior b será 80 – 32 = 48
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3) Decomposição – Em qualquer proporção, a dife- Aplicação: A soma do quadrado de dois números é
rença entre os dois primeiros termos está para o primeiro 468 e a razão do menor para o maior é 2/3. Determinar
ou para o segundo, assim como a diferença entre os dois esses números.
últimos está para o terceiro ou para o quarto.
a 2 a2 22 4
a2 + b2 = 468, = , 2 = 2 = portanto,
a c a-b c-d a-b c-d b 3 b 3 9
=  = ou =
b d a c b d 2 2
a +b 4+9 13 468 x 4
= = , a2 = = 144
Aplicação: Determinar dois números, sabendo-se a2 4 4 13
que a razão entre eles é de 7/3 e que a diferença é 48.
... a 2 = 144, a = 12
a = maior
a 7 a-b 7-3 Obs.: O valor de “b” é calculado seguindo-se o
b = menor =  =
b 3 a 7 mesmo procedimento.
a - b = 48
48 4 48 x 7 3. DIVISÃO PROPORCIONAL
Portanto, =  a = = 84
a 7 4 a) Conceituação
Se a - b = 48, então b = 84 - 48 = 36. Dividir uma grandeza em partes proporcionais con-
siste em determinar valores que, divididos por quocientes
4) Em toda proporção a soma dos antecedentes está previamente determinados, mantêm uma razão constante.
para a soma dos consequentes, assim como qualquer an-
tecedente está para o seu consequente. Ex.: 150 divididos em partes proporcionais a 2, 3 e 5
(= quocientes predeterminados) tem-se como resultado:
a c a+c a a+c c 30, 45 e 75, respectivamente, porque é satisfeita a razão:
=  = ou =
b d b+d b b+d d
30 45 75 15
Aplicação: Calcular “a” e “b”, sendo que a + b = 63 = =  → (razão constante)
2 3 5 1
a b
e = A divisão proporcional pode ser direta, inversa ou, ao
3 4
mesmo tempo, direta e inversa.
a+b a 63 a 63 x 3
= , =  a = = 27 b) Divisão em partes diretamente proporcionais
3+4 3 7 3 7
O total dos números a ser dividido está para a soma
a+b b
= ,
63
=
b
 b =
63 x 4
= 36 dos proporcionais, assim como cada proporcional está
3+4 4 7 4 7 para a parte que representa.
5) Em qualquer proporção, a diferença dos antece- Ex.: Uma pessoa divide R$ 13.000.00 proporcional-
dentes está para a diferença dos consequentes, assim como mente às idades de seus filhos: 3, 4 e 6 anos. Quanto ca-
qualquer antecedente está para o seu consequente. berá a cada um?

a c a-c a a-b a Solução:


=  = ou =
b d b-d b c-d c 3 + 4 + 6 = 13
13 : 13.000,00
6) Em qualquer proporção, o produto dos anteceden-
3 : x = 3.000,00 (parte do 1º)
tes está para o produto dos consequentes, assim como o
13 : 13.000,00
quadrado de um antecedente está para o quadrado de seu
4 : x = 4.000,00 (parte do 2º)
consequente.
13 : 13.000,00
a c ac a
2
ac c
2 6 : x = 6.000,00 (parte do 3º)
=  = 2 ou = 2
b d bd b bd d Dividir o número 240, em partes diretamente propor-
cionais a 3, 4 e 5.
Aplicação: A área de um retângulo é de 150 m 2 e a
razão da largura para o comprimento é de 2/3. Achar essas Chamemos de “x”, “y” e “z” as partes que queremos
medidas. determinar, logo x + y + z = 240 e pela definição
a = largura b = comprimento x y z
= =
2 2 3 4 5
a 2 a b ab a 150 a
=  = , = 2 , =
b 3 2 3 2x3 2 6 4 Por se tratar de igualdade entre três razões, prevale-
cem as propriedades das proporções.
a2 = 150 x 4 : 6 = 100, a2 = 100, a = 10
a = largura = 10 m, b = comprimento = 15 m  x + y + z = 240

x y z
7) Em qualquer proporção, elevando-se os quatros 3 = 4 = 5
termos ao quadrado, resulta uma nova proporção. 

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Aplicando-se a 3ª propriedade das proporções, te- 390 30
mos: RE  = = 30
13 1
x + y + z x y z Calculando as partes temos:
= = =
3 + 4 + 5 3 4 5
30 x
Chamemos o 1º termo de razão equivalência (RE). =  x  1 = 30  6  x = 180
1 6
- Substituindo x + y + z por 240, determina-se a razão
30 y
de equivalência (RE) =  y  1 = 30  4  y = 120
1 4
240 240 20
RE    = 20 30 z
3 + 4 + 5 12 20 =  z  1 = 30  3  z = 90
1 3
- Para determinar as partes, monta-se uma proporção
para cada uma delas: Verificando temos:
20 x 180 + 120 + 90 = 390
=  x  1 = 20  3  x = 60
1 3 180 120 90 30
= = = = 30
20 y 6 4 3 1
=  y  1 = 20  4  y = 80
1 4 c) Divisão em partes inversamente proporcionais
20 z A rigor, a divisão proporcional inversa não existe,
=  z  1 = 20  5  z = 100
1 5 pois, neste caso, basta inverter os termos da razão para
transformá-la numa divisão direta. Assim, por exemplo,
Verificando temos: 1
para dividir em partes inversamente proporcionais a e
x + y + z = 240 5
60 + 80 + 100 = 240 3
equivale a dividir em partes diretamente proporcionais
x y z 4
= =
3 4 5 = constante 4
a5e .
3
60 80 100 20
= = = = 20 Ex.: Dividir 420 em partes inversamente proporcio-
3 4 5 1
nais a 3, 5 e 6.
Dividir o número 390 em partes diretamente propor-
x + y + z = 420
1 1 1 
cionais a , e x y z
2 3 4  = =
 1 1 1
x + y + z = 390  3 5 6

x y z
 = = Determinação das frações equivalentes (m.m.c = 30):
1 1 1
 2 3 4 1 1 1 10 6 5
, ,  , ,
3 5 6 30 30 30
Como os quocientes predeterminados são frações,
determina-se as frações equivalentes. Logo, Montando-se o sistema temos:
m.m.c = 12  x + y + z = 420

1 1 1 6 4 3  x y z
, ,  , ,  10 = 6 = 5
2 3 4 12 12 12 

Dividindo-se em partes diretamente proporcionais Aplicando-se a 3ª propriedade das proporções


aos numeradores, desprezando-se o m.m.c entre os deno- x + y + z x y z
minadores, o sistema fica: = = =
10 + 6 + 5 10 6 5
 x + y + z = 390 420 20
 RE  = = 20
x y z 21 1
6 = 4 = 3
 Calculando as partes obtém-se
Aplicando-se a 3ª propriedade das proporções: 20 x
=  x  1= 20  10  x = 200
x + y + z x y z 1 10
= = =
6 + 4 + 3 6 4 3
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20 y Ex.: Dividir o n.º 344 em partes diretamente propor-
=  y  1= 20  6  y = 120 cionais a 2, 3, e 4 e inversamente proporcionais a 2/3, 4/5
1 6
e 1/2.
20 z
=  x  1 = 20  5  z = 100  x + y + z = 344
1 5 
x y z x y z
Verificação:  = = = = =
 2  2 3  4 4  1 4 12 4
200 + 120 + 100 = 420  3 5 2 3 5 2
200 120 100 20 Determinação das frações equivalentes (m.m.c = 15):
= = = = 20
10 6 5 1 4 12 2 20 36 30
, ,  , ,
- Dividir o número 780 em partes inversamente pro- 3 5 1 15 15 15
1
Montando-se o sistema temos:
3
porcionais a 5, 0,5 e .
 x + y + z = 344
 5 1 
 x + y + z = 780 Obs. : 0,5 = =  x y z
 10 2  20 = 36 = 30

x y z Aplicando-se a 3ª propriedade das proporções
= =
1 2 3
x + y + z x y z
5 1 1 = = =
20 + 36 + 30 20 36 30
Determinação das frações equivalentes (m.m.c = 5): 344 4
RE  = = 4
1 2 3 1 10 15 86 1
, ,  , ,
5 1 1 5 5 5 Calculando as partes obtém-se
Montando-se o sistema temos: 4 x
=  x  1 = 4  20  x = 80
 x + y + z = 780 1 20

 x y z 4 y
 1 = 10 = 15 =  y  1 = 4  36  y = 144
 1 36
Aplicando-se a 3ª propriedade das proporções 4 z
=  z  1 = 4  30  z = 120
x+y+z x y z 1 30
= = =
1 + 10 + 15 1 10 15 Verificação:
780 30 80 + 144 + 120 = 344
RE  = = 30
26 1
80 144 120 4
Calculando as partes obtém-se = = = = 4
20 36 30 1
30 x
=  x  1 = 30  1  x = 30 1. REGRA DE TRÊS
1 1
a) Definição
30 y
=  y  1 = 30  10  y = 300 A regra de três consiste na comparação de grandezas
1 10 proporcionais diretas ou inversas. Pode ser:
30
=
z
 z  1 = 30  15  z = 450 * simples – envolve duas grandezas proporcionais.
1 15 * composta – envolve mais de duas grandezas pro-
porcionais.
Verificação:
b) Regra de Três Simples
30 + 300 + 450 = 780
1) Direta: envolve duas grandezas diretamente pro-
30 300 450 30 porcionais, ou seja, quando a variação de uma delas cor-
= = = = 30 responder variação semelhante na outra. Sua resolução é
1 10 15 1
feita através de proporção na mesma ordem de montagem
d) Divisão simultânea em partes direta e inversa- do problema.
mente proporcionais Ex.: Uma quantidade de 21 quilos de arroz custa R$
Basta dividir em partes diretamente proporcionais ao 42,00. Calcular o preço de 15 quilos deste arroz.
produto de cada uma delas, respectivamente.

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Kg - arroz - R$

Resolução: 21 42,00

15 x

21 42,00 15 . 42,00
= → x = = 30,00
15 x 21 Para determinarmos a consequência faremos a per-
gunta: o que foi feito? A resposta é: a alimentação dos ca-
Resp.: 15 quilos do arroz equivalem a R$ 30,00 valos através de quilos de alfafa. O restante então é a
2) Inversa: envolve duas grandezas inversamente pro- causa da alimentação dos cavalos e do problema. Então
porcionais, ou seja, quando a variação de uma delas cor- igualamos as duas linhas de dados como explicado anteri-
responder variação contrária na outra. Sua resolução é ormente.
feita através de proporção invertendo-se os dados de uma 1470  10  8
x  7  3 = 1470  10  8 → X = = 5600
das duas grandezas proporcionais. 7  3
Ex.: Um automóvel percorre na estrada uma determi- Resp.: 5.600 kg
nada distância. Sabendo-se que com a velocidade de 50
km/h, demora 4 horas, quanto tempo gastará se a veloci- Observe que qualquer dos 2 métodos pode ser utili-
dade for de 40 km/h? zado. Cada um escolherá o que melhor entender.
Km/h - hora
Resolução: 50 4 1. PORCENTAGEM
40 x a) Conceituação
Chama-se porcentagem ou percentagem a porção de
50 4 50 . 4 um dado valor, que se determina sabendo-se o quanto cor-
= → x = = 5
40 x 40 responde a cada unidade de 100.
Resp.: gastará 5 horas. Ex.: É muito comum ouvirmos informações como
estas:
c) Regra de Três Composta “A loja está em liquidação, 40% de desconto à vista.”
Envolve mais de duas grandezas proporcionais e sua “O candidato foi eleito com 69% dos votos.”
resolução poderá ser feita de duas maneiras. “Atualmente o índice de alfabetização é de 80%.”
1 método: Comparamos a grandeza a determinar A primeira sentença significa que sobre cada R$
com as demais. Se for inversa, invertemos os dados dessa 100,00 de compra à vista, a loja dá um desconto de R$
grandeza (das demais). A grandeza a determinar não se 40,00. A segunda, que o candidato obteve 69 votos de
altera. Por fim igualamos a razão de grandezas e determi- cada 100 votos válidos. A terceira, que, atualmente, em
namos o valor procurado. cada 100 habitantes, 80 são alfabetizados.
Ex.: Na alimentação de 3 cavalos, durante 7 dias são A expressão x por cento (onde “x” é um valor qual-
consumidos 1.470 kg de alfafa. Se mais cinco cavalos são
quer), que se representa por x%, chama-se taxa de por-
adquiridos, quantos quilos de alfafa serão necessários para
centagem.
alimentá-los durante 10 dias.
A porcentagem é também conhecida como razão
centesimal, pois é uma fração expressa na base 100. As-
5
sim, na razão a taxa de porcentagem é 5; escreve-se
100
5% e lê-se cinco por cento.
Principal – diz-se principal ou capital o valor ou
quantia sobre o qual se calcula a porcentagem.
Ex.: Se o salário mínimo é de R$ 151,00 e o governo
pretende dar um aumento de 5% (cinco por cento), dize-
2 método: Unimos por uma linha as causas dos pri- mos que 5 é a taxa percentual e 151,00 é o principal.
meiros dados com as consequências dos segundos casos e
por outra linha as causas dos segundos dados com as con- b) Cálculo da porcentagem
sequências dos primeiros dados. Igualamos o produto de Os problemas de porcentagem são resolvidos por
uma linha com o produto da outra para determinar o valor meio de uma regra de três simples e direta.
procurado. Observe que neste método não é necessária a
comparação das grandezas proporcionais, mas a noção do Para os cálculos usaremos:
que é causa e consequência. Consequência é tudo que se C = Capital principal
produz ou se faz tendo como causa o trabalho e seus fato- p = porcentagem adquirida
res para determiná-lo. i = taxa de porcentagem dada

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100 = valor constante da razão centesimal Lucro = R$ 247,60 =
Preço da venda = R$ 4.374,35
Assim, em todos os casos faremos sempre a seguinte
montagem: No preço da venda influi o custo da mercadoria e
uma porcentagem sobre o mesmo, isto, é, o custo e o lu-
Sobre 100 Tem-se i
cro.
Sobre C Tem-se p
Pode-se, porém, resolver o problema por meio de
➢Cálculo da taxa (i) uma fórmula.
Ex.: Ao comprar um objeto com preço de R$ 200,00 Multiplica-se o número dado por 100 mais a taxa e
obtive um desconto de R$ 30,00. Qual foi a taxa do des- divide-se o produto por 100, o que se exprime por meio
conto obtida? da seguinte fórmula:
Solução: Fazendo a montagem soma dada x 100 + t
n.º – % =
200,00 → 30,00 100
100 → x temos a seguinte regra de três: Ex.: usaremos o dados do exemplo anterior.
30 200 300 x 100 Solução:
=  x = = 15
x 100 200
4.126,75  106
Venda = = R$ 4.374,35
Resposta: a taxa de desconto foi de 15% 100
➢Cálculo da porcentagem (p) ➢Cálculo da soma inicial, sendo dadas a porcen-
Ex.: Se comprar uma televisão à vista, que custa R$ tagem e a taxa.
250,00, terei um desconto de 12%. Qual será o desconto? A soma inicial, isto é, aquela sobre a qual foi calcu-
lada uma porcentagem dada, se acha por meio de uma fór-
Solução: Fazendo a montagem,
mula.
100 → 12 Multiplica-se a porcentagem dada por 100 e o pro-
250,00 → x temos a seguinte regra de três: duto se divide pela taxa, o que se exprime por meio da
seguinte fórmula:
12 100 12 x 250
=  x = = 30 %  100
x 250 100 Soma Inicial =
t
Resposta: o desconto será de R$ 30,00
Ex.: Um comerciante ganha R$ 936,75 sobre o custo
➢Cálculo do capital (C) de certa mercadoria. O seu lucro é de 5 %. Qual é o lucro
Ex.: Ao comprar um objeto obtive um desconto de ?
R$ 800,00. Qual o preço desse objeto se a taxa de des- 936,75  100
conto foi de 20%? soma inicial = = R$ 18.735,00
5
Solução: Fazendo a montagem,
➢Cálculo da taxa
100 → 20 Sendo dadas a porcentagem e a soma sobre a qual foi
x → 800 temos a seguinte regra de três: ela calculada, acha-se a taxa por meio da seguinte regra:
100 20 100 x 800 Multiplica-se a porcentagem por 100 e divide-se o
=  x = = 4.000 produto pela soma dada, o que se exprime por meio da
x 800 20
seguinte fórmula:
Resposta: o objeto custa R$ 4.000,00 %  100
Taxa =
soma dada
➢Cálculo da soma de um número e sua porcenta-
gem Ex.: 1º) Sobre uma fatura de R$ 5.740,00 se concede
o abatimento de R$ 143,50. De quantos por cento é este
Para se achar a soma de um número qualquer, e sua abatimento?
porcentagem, acha-se primeiro a porcentagem e em se- 143,50  100
guida adiciona-se esta ao número dado. %= = 2,5 %
5.740,00
Ex.: Qual o valor de venda de uma mercadoria que
custou R$ 4.126,75 e sobre a qual se quer ter lucro de 6 2º) O peso bruto de certa mercadoria é 76,40 Kg. A
%? tara é 11,46 Kg. A quanto por cento corresponde esta tara?
11,46  100
4 . 126,75  6 %= = 15 %
Solução: Lucro = = R$ 247,60 76,40
100
Custo da mercadoria = R$ 4.126,75 +

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➢Cálculo da porcentagem sendo a taxa e a soma Ex.: 1º) Um comerciante vendeu certa mercadoria por
de um número a % R$ 7.634,50, com prejuízo de 2 % sobre o custo. Qual foi seu
prejuízo ?
Sendo dadas a soma de um número mais uma por-
centagem e a taxa, e querendo-se calcular a porcentagem Prejuízo = 7.634,50  2 = R$ 155,80
compreendida na soma, multiplica-se a soma dada pela 98
taxa e o produto se divide por 100 mais a taxa, o que se 2º) O líquido de uma letra a vista negociada num banco
exprime por meio da seguinte fórmula: foi R$ 9.453,60. O banco cobrou 0,15 % pelo negócio. Qual
soma dada  taxa foi a porcentagem do banco ?
% =
100 + taxa 9.453,60  0,15
%= = R$ 14,20
Ex.: 1º) Um negociante vendeu certas mercadorias, 99,85
com um lucro de 9 % sobre o custo, por R$ 13.632,30. 3º) Uma pessoa vendeu por R$ 200,00 uma mercadoria
Qual é o seu lucro? que comprara por R$ 160,00. De quanto por cento, em rela-
13.632,30  9 ção ao custo, foi o lucro ?
Lucro = = R$ 1.125,60
109 160,00 (custo) : 100 % (custo)
2º) Um comissário apresentou a um seu correspon- 40,00 (lucro) : x ...donde:
40,00  100
dente uma conta cuja soma era de R$ 7.064,28. Nesta = 25 %
soma estavam compreendidas comissão de 1 1/2 % e de 160,00
2 por mil pelo abatimento do capital. Qual foi o capital EXERCÍCIOS
adiantado e qual a sua comissão completa?
Para as questões de 01 a 53, marque uma única alter-
1 nativa correta conforme pede seu comando.
Solução: As taxas são 1 % e 2 por mil. É necessá-
2 01. (INSTITUTO AOCP - 2023 - IF-MA - Ana-
rio reduzi-las a uma só base e, facilmente, podem ambas lista de Tecnologia da Informação - Desenvolvimento
ser reduzidas a um tanto por mil. de Sistemas). Considere as proposições compostas a se-
1 guir:
Ora, 1 por cento é o mesmo que 1,50 x 10 = 15 por
2 P: “Paulo vai ao IFMA e Paulo é carioca”; Q: “Ou
mil. A comissão total foi calculada, portanto, na base de 2 Paulo vai ao IFMA ou Paulo é carioca”.
+ 15 = 17 por mil.
Sabendo que as proposições P e Q têm o mesmo va-
Temos, então: lor-verdade, ou seja, ambas são verdadeiras ou ambas são
7.064,28  17 falsas, então, é correto afirmar que
Comissão = = R$ 188,08
1.000 + 17 A) Paulo vai ao IFMA.
O capital adiantado pelo comissário foi: B) Paulo é carioca.
C) Paulo não vai ao IFMA e Paulo não é carioca.
7.064,28 - 118, 08 = R$ 6.046,20
D) Paulo vai ao IFMA e Paulo não é carioca.
➢Cálculo da taxa sendo dadas uma soma adicio- E) Paulo não vai ao IFMA e Paulo é carioca.
nada à sua porcentagem e a porcentagem.
Para se achar a taxa, neste caso, multiplica-se a por- 02. (INSTITUTO AOCP - 2023 - IF-MA - Ana-
centagem dada por 100 e divide-se o produto pelo total lista de Tecnologia da Informação - Desenvolvimento
dado menos a porcentagem, o que se pode exprimir por de Sistemas). Considere os conjuntos A, B e C, dados de
meio da seguinte fórmula: tal maneira que: A = {11, 13, 14, 15}; B = {14,15,16,17};
A ∩ B ∩ C = {14}. Além disso, sabe-se que os números
%  100 17, 18, e 19 são elementos de C, mas não de A e que os
taxa =
total - % números 13 ,18 e 19 são elementos de C, mas não de B.
Ex.: Um negociante vendeu certas mercadorias por Então, determine o número de elementos do conjunto C.
R$ 24.530,00 e ganhou R$ 2.230,00. De quanto por cento A) 1
sobre o custo foi o seu lucro ? B) 2
Taxa de lucro = 2.230,00  100 C) 3
= R$ 10 % D) 4
24.530,00 - 2.230,00
E) 5
➢Cálculo da porcentagem sendo dadas uma soma lí-
quida ou reduzida e a taxa. 03. (INSTITUTO AOCP - 2023 - IF-MA - Assis-
Multiplica-se a soma líquida ou reduzida pela taxa e di- tente em Administração). Considere as proposições
vide-se o produto por 100, menos a taxa, o que se pode ex- compostas a seguir:
primir por meio da seguinte fórmula: P: “Maciel passou no concurso e Maciel usa bi-
soma líquida x taxa gode”; Q: “Maciel passou no concurso ou Maciel usa
%= bigode”; R: “Se Maciel passou no concurso então Maciel
100 - taxa
usa bigode”.
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Noções de Matemática e Raciocínio Lógico


Se a proposição P é falsa enquanto Q e R são verda- 07. (INSTITUTO AOCP - 2023 - SESA-BA - Téc-
deiras, certamente, pode-se afirmar que nico Administrativo (Temporário) / Serviços Adminis-
trativos). Um enfermeiro precisa ministrar uma medica-
A) Maciel passou no concurso.
ção a um paciente, de tal forma que deve haver dois prin-
B) Maciel não usa bigode.
cípios ativos escolhidos pelo enfermeiro dentre 6 preesta-
C) se Maciel passou no concurso, então Maciel não usa
belecidos por uma equipe médica. Dessa forma, de quan-
bigode.
tas maneiras distintas o enfermeiro pode escolher e minis-
D) Maciel passou no concurso se, e somente se, Maciel
trar tal medicação?
usa bigode.
E) Maciel passou no concurso e Maciel não usa bigode. A) 36
B) 30
04. (INSTITUTO AOCP - 2023 - SESA-BA - Téc- C) 24
nico Administrativo (Temporário) / Serviços Adminis- D) 15
trativos). Dois amigos foram a um Bar e conheceram uma E) 12
pessoa chamada João, que era muito falador e conversou
bastante com esses dois amigos. Quando João se retirou 08. (INSTITUTO AOCP - 2023 - SESA-BA - Téc-
para ir ao banheiro, um dos amigos disse: Se João disse a nico Administrativo (Temporário) / Serviços Adminis-
verdade, ele é milionário. Logo, pode-se concluir que trativos). Lucas, Jaqueline, Rodrigo e Eloise são pessoas
que acabaram de se conhecer. Cada um deles faz uma de-
A) João é milionário.
claração:
B) João disse a verdade.
C) se João é milionário, então ele disse a verdade. Rodrigo: A Eloise é enfermeira.
D) se João não disse a verdade, então ele não é milioná- Jaqueline: O Rodrigo é enfermeiro.
rio. Eloise: O Rodrigo está mentindo.
E) se João não é milionário, então ele não disse a ver- Lucas: Eu não sou enfermeiro.
dade.
Sabendo que uma dessas pessoas está mentindo, é
correto afirmar que
05. (INSTITUTO AOCP - 2023 - SESA-BA - Téc-
nico Administrativo (Temporário) / Serviços Adminis- A) Lucas é enfermeiro.
trativos). Se você fizer o curso de Técnico em Radiolo- B) Jaqueline é enfermeira.
gia, então poderá conduzir o exame de raio-x. Assim, C) Eloise é enfermeira.
pode-se afirmar que D) Rodrigo é enfermeiro.
E) Nenhum dos quatro é enfermeiro.
A) o curso de Técnico em Radiologia é condição neces-
sária para conduzir o exame de raio-x.
09. (INSTITUTO AOCP - 2023 - PC-GO - Escri-
B) mesmo com o curso de Técnico em Radiologia, você
vão de Polícia da 3ª Classe). Afirma-se que “todo Escri-
não poderá conduzir o exame de raio-x.
vão de Polícia da 3ª Classe trabalha em Goiás”. Se essa
C) se você não fizer o curso de Técnico em Radiologia,
afirmação é falsa, pode-se concluir corretamente que
então não poderá conduzir o exame de raio-x.
D) o curso de Técnico em Radiologia é condição sufici- A) algum Escrivão de Polícia da 3ª Classe não trabalha
ente para conduzir o exame de raio-x. em Goiás.
E) você só poderá conduzir o exame de raio-x se fizer o
B) nenhum Escrivão de Polícia da 3ª Classe trabalha em
curso de Técnico em Radiologia.
Goiás.
06. (INSTITUTO AOCP - 2023 - SESA-BA - Téc- C) algum Escrivão de Polícia da 3ª Classe trabalha em
nico Administrativo (Temporário) / Serviços Adminis- Goiás.
trativos). Dada a proposição: “Se hoje tem jogo do Brasil
na Copa, hoje não terá expediente de trabalho.”, assinale D) todo Escrivão de Polícia da 3ª Classe trabalha em ou-
a alternativa que apresenta a negação dessa proposição. tro estado da Federação.

A) Se hoje não tem jogo do Brasil na Copa, hoje não terá E) alguém que trabalha em Goiás é Escrivão de Polícia
expediente de trabalho. da 3ª Classe.
B) Se hoje não tem jogo do Brasil na Copa, hoje terá
expediente de trabalho. 10. (INSTITUTO AOCP - 2023 - PC-GO - Escri-
C) Hoje não tem jogo do Brasil na Copa ou hoje terá vão de Polícia da 3ª Classe). Se José for aprovado no
expediente de trabalho. concurso, será Escrivão de Polícia da 3ª Classe. Se ele for
D) Hoje não tem jogo do Brasil na Copa e hoje terá ex- Escrivão de Polícia da 3ª Classe, deverá expedir intima-
pediente de trabalho. ções. Se ele expedir intimações, deverá acompanhar auto-
E) Hoje tem jogo do Brasil na Copa e hoje terá expedi- ridades policiais em suas diligências. Do ponto de vista
ente de trabalho. lógico, se José não acompanhou autoridades policiais em
suas diligências, pode-se dizer que
A) José foi aprovado no concurso.
B) José é Escrivão de Polícia da 3ª Classe.
C) José expediu intimações.
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Noções de Matemática e Raciocínio Lógico


D) José não expediu intimações ou José foi aprovado no D) caso João fosse Escrivão de Polícia da 3ª Classe, te-
concurso. ria, entre suas atribuições, a execução dos trabalhos
E) José não é Escrivão de Polícia da 3ª Classe e José de datilografia/digitação.
acompanhou autoridades policiais em suas diligên- E) para que João execute trabalhos de datilografia/ digi-
cias. tação, é necessário que seja Escrivão de Polícia da 3ª
Classe.
11. (INSTITUTO AOCP - 2023 - PC-GO - Escri-
vão de Polícia da 3ª Classe). Considere as letras da pala- 14. (INSTITUTO AOCP - 2023 - IF-MA - Assis-
vra ESCRIVAO e todos os “N” conjuntos formados por 4 tente em Administração). A respeito dos conceitos asso-
dessas letras. Cada um desses “N” conjuntos é escrito em ciados à probabilidade, é correto afirmar que
um pedaço de papel, de modo que cada conjunto esteja em
A) a probabilidade de se obter “cara” no lançamento de
um papel. Se esses “N” papéis forem colocados em uma
uma moeda não viciada é igual à probabilidade de se
urna e embaralhados, então a probabilidade de se sortear
obter um número “par” no lançamento de um dado
um papel cujo conjunto escrito só tem vogais é igual a
comum, não viciado.
A) 1/1680. B) quando há a certeza da ocorrência de certo evento,
B) 1/420. pode-se dizer que a probabilidade de tal ocorrência é
C) 1/300. 200%.
D) 1/210. C) se lançarmos dois dados comuns, não viciados, há
E) 1/70. maior probabilidade de a soma dos pontos voltados
para cima ser 11 do que 7.
12. (INSTITUTO AOCP - 2023 - PC-GO - Escri- D) se lançarmos uma moeda não viciada duas vezes e
vão de Polícia da 3ª Classe). Certo Escrivão de Polícia obtivermos “cara” no primeiro lançamento, a proba-
da 3ª Classe, enquanto catalogava os documentos relati- bilidade de o segundo lançamento resultar “coroa” é
vos ao serviço, subdividiu seu trabalho de tal maneira que maior que 50%.
começasse por 92 documentos na primeira hora de traba- E) se lançarmos duas moedas comuns, ambas não vici-
lho, 90 na segunda hora, 88 na terceira hora, e assim su- adas e indistinguíveis, a probabilidade de obtermos
cessivamente (diminuindo dois documentos a cada nova faces iguais é maior que a probabilidade de obtermos
hora) até que os documentos acabassem. Sabe-se que: faces diferentes.
• não foram acrescentados quaisquer outros docu-
15. (INSTITUTO AOCP - 2023 - SESA-BA - Téc-
mentos até que esse serviço acabasse;
nico Administrativo (Temporário) / Serviços Adminis-
• esse Escrivão não teve ajuda de qualquer outro fun-
trativos). Na UTI da Santa Casa da Misericórdia de de-
cionário para executar essa tarefa;
terminada cidade, a cama para internação de pacientes
• a execução desse trabalho deve acontecer obrigato-
possui diversas formas de regulagem. O encosto da cabeça
riamente em um dia útil (de segundafeira a sexta-feira);
é possível ser regulado em 5 posições distintas; a inclina-
• a carga horária diária destinada para tal atividade é
ção do tronco pode ser colocada em 5 tipos de angulação;
de apenas 3 horas.
já o encosto dos pés pode ser ajustado em 3 distintos ajus-
Diante dessas informações, se o Escrivão começou tes. Diante dessas informações, de quantas maneiras um
suas atividades em uma quarta-feira, é previsto que en- enfermeiro poderá posicionar essa cama?
cerre seu trabalho em uma
A) 13
A) segunda-feira. B) 25
B) terça-feira. C) 45
C) quarta-feira. D) 75
D) quinta-feira. E) 125
E) sexta-feira.
16. (INSTITUTO AOCP - 2023 - SESA-BA - Téc-
13. (INSTITUTO AOCP - 2023 - PC-GO - Escri- nico Administrativo (Temporário) / Serviços Adminis-
vão de Polícia da 3ª Classe). Considere que uma das atri- trativos). Dois médicos, Dr. Marcos e Dr. Rogério, plan-
buições do Escrivão de Polícia da 3ª Classe é executar os tonistas do PA de uma Unidade de Saúde, atendem juntos,
trabalhos de datilografia/digitação necessários ao desem- no máximo, 25 pacientes por plantão. Sabe-se que Dr.
penho de suas funções e que João não é Escrivão de Polí- Marcos atende, por plantão, pelo menos 10 pacientes. Para
cia da 3ª Classe. Usando o raciocínio lógico, pode-se con- que Dr. Rogério atenda o máximo de pacientes possíveis,
cluir que mantendo o limite de 25 pacientes, somando os atendi-
mentos dos dois médicos, Dr. Marcos deve atender
A) João não executa trabalhos de datilografia nem de di-
gitação. A) no mínimo 15 pacientes.
B) se João executa trabalhos de datilografia/ digitação, B) no máximo 14 pacientes.
então ele é Escrivão de Polícia da 3ª Classe. C) no máximo 10 pacientes.
C) se João não é Escrivão de Polícia da 3ª Classe, então D) no mínimo 14 pacientes.
ele não executa trabalhos de datilografia/ digitação. E) no mínimo 10 pacientes.

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Noções de Matemática e Raciocínio Lógico


17. (INSTITUTO AOCP - 2023 - SESA-BA - Téc- C) Genival comprou o fogão, Genésio comprou a gela-
nico Administrativo (Temporário) / Serviços Adminis- deira e Geraldo comprou a máquina de lavar.
trativos). Uma certa enfermidade, muito comum em pes- D) Genival comprou a máquina de lavar, Genésio com-
soas do sexo masculino, é detectada através de um exame prou o fogão e Geraldo comprou a geladeira.
simples. Sabe-se que 3 em cada 5 homens possui essa en- E) Genival comprou a geladeira, Genésio comprou o fo-
fermidade. Em uma sala de espera, há 3 homens que farão gão e Geraldo comprou a máquina de lavar.
o exame para saber se têm ou não essa enfermidade. Qual
é a probabilidade de, exatamente dois desses três homens, 21. (INSTITUTO AOCP - 2022 - AGESAN-RS -
possuir essa enfermidade? Advogado Júnior). Sabendo que é verdadeira a afirma-
ção “Todos os filhos de Belarmino nasceram em Porto
A) 17/50
Alegre”, então é necessariamente verdade que
B) 17/150
C) 27/75 A) Belarmino não nasceu em Porto Alegre.
D) 17/125 B) se Bernardo não é filho de Belarmino, então ele não
E) 54/125 nasceu em Porto Alegre.
C) Belarmino nasceu em Porto Alegre.
18. (INSTITUTO AOCP - 2022 - BANESE - Téc- D) se Basílio não nasceu em Porto Alegre, então ele não
nico Bancário III - Área de Informática – Desenvolvi- é filho de Belarmino.
mento). Em Lógica, a Tabela Verdade tem os 5 símbolos E) se Bento nasceu em Porto Alegre, então ele é filho
seguintes ~, ⌃, ⌵, → e ↔. Então, a operação lógica de de Belarmino.
cada símbolo é, respectivamente:
22. Considerando as proposições compostas e, por
A) afirmação, conjunção, disjunção, condicional e pre-
consequência, os conectivos lógicos, é possível determi-
posição.
nar diversas estruturas para as quais se podem avaliar os
B) negação, disjunção, conjunção, condicional e afirma-
valores-verdade. Assim, é correto afirmar que duas pro-
ção.
posições compostas são equivalentes somente se suas ta-
C) afirmação, conjunção, preposição, condicional e bi-
belas-verdade têm, como resposta, a mesma sequência de
condicional.
valores lógicos. Nesse contexto, sendo P1 e P2 proposições
D) negação, conjunção, disjunção, condicional e bicon-
compostas equivalentes, assinale a alternativa na qual
dicional.
sempre figuram tautologias.
E) conjunção, negação, disjunção, afirmação e condici-
onal. A) P1 ˄ P2 e P1 ˅ P2
B) P1 ˅ P2 e P1 → P2
19. (INSTITUTO AOCP - 2022 - Câmara de
Bauru - SP - Assistente legislativo I). Sabendo que A – C) P1 → P2 e P1 ↔ P2
B = {3, 4, 5, 8}, B – A = { 6, 7} e A U B = { x ∈ N* /x <
D) P1 ↔ P2 e P1 ˄ P2
9}, assinale a alternativa que apresenta o conjunto A ∩ B.
E) ~P1 e ~P2
A) { 0, 1, 2}
B) { 0, 1, 2, 9}
23. (INSTITUTO AOCP - 2022 - PC-GO - Agente
C) { 1, 2, 9} de Polícia). Sabe-se que todo Agente de Polícia da 3ª
Classe deve ter graduação completa em nível superior e
D) { 1, 2}
que algum Agente de Polícia da 3ª Classe efetuará dili-
E) { 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9} gências a fim de prender criminosos, então, considerando
o que foi dito, pode-se concluir que
20. (INSTITUTO AOCP - 2022 - AGESAN-RS -
A) há Agente de Polícia da 3ª Classe que não tem gra-
Advogado Júnior). Em uma loja de eletrodomésticos,
duação completa em nível superior.
Geraldo, Genésio e Genival aguardavam para retirar suas
compras. Um deles comprou uma geladeira, outro com- B) todo indivíduo com graduação completa em nível su-
prou uma máquina de lavar e outro um fogão, não neces- perior é Agente de Polícia da 3ª Classe.
sariamente nessa ordem. Se apenas uma das afirmações a
C) todo Agente de Polícia da 3ª Classe efetuará diligên-
seguir é verdadeira,
cias a fim de prender criminosos.
• Genival comprou a geladeira.
D) alguém com graduação completa em nível superior
• Genésio não comprou a geladeira.
efetuará diligências a fim de prender criminosos.
• Geraldo não comprou a máquina de lavar. então,
E) todo criminoso preso por um Agente de Polícia da 3ª
É correto afirmar que Classe tem graduação completa em nível superior.
A) Genival comprou a geladeira, Genésio comprou a
máquina de lavar e Geraldo comprou o fogão.
B) Genival comprou a máquina de lavar, Genésio com-
prou a geladeira e Geraldo comprou o fogão.

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Noções de Matemática e Raciocínio Lógico


24. (INSTITUTO AOCP - 2022 - PC-GO - Agente
de Polícia). Para um exercício de tiros, certo Agente de 28. (INSTITUTO AOCP - 2022 - SEAD-GO -
Polícia estabeleceu que faria sequências de 21 disparos Analista de Gestão Governamental - Licitações e Con-
antes de verificar seus acertos. Entretanto, diante do quan- tratos). Assinale a alternativa cuja proposição NÃO é
titativo inicial Q de munições disponíveis, decidiu que, uma tautologia.
após a primeira sequência de 21 disparos, sempre dispa-
A) p v~ p
raria 3 tiros a menos que a sequência anterior até que, na
B) (p ^ q) → (p ↔ q)
última sequência, de exatamente 3 disparos, esgote-se a
C) p → (p ∨ q)
quantidade Q de munições. Caso se cumpra o que foi pla-
D) (p ∧ q) → (p ∨ q)
nejado, a quantidade inicial Q é igual a
E) (p → q) ∧ (p ∨ q)
A) 60.
B) 84. 29. (INSTITUTO AOCP - 2022 - SEAD-GO -
C) 120. Analista de Gestão Governamental - Licitações e Con-
D) 160. tratos). Analise as assertivas e assinale a alternativa que
E) 210. aponta as corretas.

25. (INSTITUTO AOCP - 2022 - PC-GO - Agente I. A negação da proposição: “Se o chefe está ausente,
de Polícia). Se João prender infratores em flagrante ou se alguns servidores não realizam os trabalhos previs-
João efetuar a prisão do infrator por meio de um mandado tos” é: “Todos os servidores realizam os trabalhos
da autoridade competente, então deverá conduzir a pessoa previstos e o chefe está ausente”.
à presença da Autoridade de Polícia Judiciária. Além II. A negação da proposição: “Todos os servidores rea-
disso, se a pessoa for conduzida à presença da Autoridade lizam os trabalhos previstos e o chefe está presente”
de Polícia Judiciária, então deverá prestar esclarecimentos é: “Pelo menos um servidor não realiza os trabalhos
sobre fatos delituosos. Sabe-se que Paulo não foi condu- previstos ou o chefe não está presente”.
zido à presença da Autoridade de Polícia Judiciária. Dessa III. A negação da proposição: “Todos os servidores rea-
forma, considerada a estrutura lógica e as proposições en- lizam os trabalhos previstos e o chefe está presente”
volvidas, pode-se concluir que é: “Existe servidor que não realiza os trabalhos pre-
vistos e o chefe não está presente”.
A) João prendeu Paulo em flagrante. IV. A negação da proposição: “Alguns servidores não re-
B) João efetuou a prisão de Paulo por meio de um man- alizam os trabalhos previstos ou o chefe está au-
dado da autoridade competente. sente” é: “Todos os servidores realizam os trabalhos
C) Paulo não foi preso em flagrante por João. previstos e o chefe não está ausente”.
D) Paulo deverá prestar esclarecimentos sobre fatos de-
lituosos. A) Apenas I, II e III.
E) Paulo não deverá prestar esclarecimentos sobre fatos B) Apenas I, II e IV.
delituosos. C) Apenas I, III e IV.
D) Apenas II, III e IV.
26. (INSTITUTO AOCP - 2022 - PC-GO - Agente E) I, II, III e IV.
de Polícia). Genésio é Agente de Polícia da 3ª Classe e,
sobre uma das suas atribuições, foi feita a afirmação “Nin- 30. (INSTITUTO AOCP - 2022 - SEAD-GO -
guém policiou zonas impróprias para menores hoje”. Sa- Analista de Gestão Governamental - Licitações e Con-
bendo que tal afirmação é falsa, pode-se concluir que tratos). Considere as seguintes proposições:
A) Genésio policiou zonas impróprias para menores P1: "O servidor público municipal poderá firmar
hoje. contratos com a Administração Publica".
B) Genésio não policiou zonas impróprias para menores P2: "O servidor público municipal não poderá exer-
hoje. cer atividades de consultoria a empresas que se relacio-
C) alguém irá policiar as zonas impróprias para menores nem com a Administração Pública".
amanhã. P3: "O conjunto vazio é subconjunto de qualquer
D) ninguém policiou as zonas impróprias para menores conjunto".
ontem. P4: "(2%)2 = 4%".
E) alguém policiou as zonas impróprias para menores P5: “A equação x2 + x√2 = 0 não admite raiz real”.
hoje.

27. (INSTITUTO AOCP - 2022 - SEAD-GO - Sabendo que as proposições P1 e P2 são, respectiva-
Analista de Gestão Governamental - Licitações e Con- mente, falsa e verdadeira, os valores das proposições: P4
tratos). A negação da proposição "(∀xp(x)) ∧ (∃yq(y))" é → P2; P1 ∨ P5 e P1 ∧ P3 são, respectivamente:

A) (∀x ∼ p(x)) ∧ (∃y ∼ q(y)). A) V, V e V.


B) V, F e V.
B) (∀x ∼ p(x)) ∨ (∃y ∼ q(y)).
C) V, F e F.
C) (∃xp(x)) ∧ (∀yq(y))
D) F, F e V.
D) (∃x ∼ p(x)) ∧ (∀y ∼ q(y))
E) F, V e F.
E) (∃x ∼ p(x)) ∨ (∀y ∼ q(y))
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Noções de Matemática e Raciocínio Lógico

31. (INSTITUTO AOCP - 2022 - SEAD-GO -


Analista de Gestão Governamental - Licitações e Con-
tratos). Considere as seguintes afirmações: Seguindo tal regra, o número inteiro e positivo que
• Se Ana for atriz, então a mãe de Ana não conhecerá corresponde à letra X nesse quadro é igual a
Paris. A) 26.
• Se a mãe de Ana não conhecerá Paris, então Rita B) 18.
não será bailarina. C) 14.
• Pedro passará no concurso ou a mãe de Ana não D) 30.
conhecerá Paris. E) 22.
• Pedro não passará no concurso e Ana não será atriz.
35. (INSTITUTO AOCP - 2022 - IPE Prev - Ana-
A partir dessas afirmações, é correto afirmar que lista em Previdência - Direito - Edital nº 002). A sen-
A) Rita não será bailarina e Ana não será atriz. tença condicional “Se Lívia realiza uma atividade de ge-
B) Ana será atriz e a mãe de Ana conhecerá Paris. renciamento, então Augusto realiza uma atividade de ope-
C) A mãe de Ana conhecerá Paris ou Rita será bailarina. racionalização” é equivalente a
D) Pedro passará no concurso ou a mãe de Ana conhe- A) “Lívia não realiza uma atividade de gerenciamento
cerá Paris. ou Augusto realiza uma atividade de operacionaliza-
E) Pedro não passará no concurso e Ana será atriz. ção”.
B) “Lívia realiza uma atividade de gerenciamento ou
32. (INSTITUTO AOCP - 2022 - SEAD-GO - Augusto realiza uma atividade de operacionaliza-
Analista de Gestão Governamental - Licitações e Con- ção”.
tratos). Assinale a alternativa que apresenta uma sentença C) “Lívia não realiza uma atividade de gerenciamento
logicamente equivalente à sentença: “Se Beatriz for pro- ou Augusto não realiza uma atividade de operacio-
movida, então Ana será demitida”. nalização”.
A) “Beatriz será promovida ou Ana não será demitida”. D) “Lívia não realiza uma atividade de gerenciamento e
B) “Se Ana for demitida, então Beatriz não será promo- Augusto realiza uma atividade de operacionaliza-
vida”. ção”.
C) “Se Beatriz não for promovida, então Ana não será E) “Lívia realiza uma atividade de gerenciamento e Au-
demitida”. gusto não realiza uma atividade de operacionaliza-
D) "Se Ana não for demitida, então Beatriz não será pro- ção”.
movida”.
E) “Beatriz será promovida ou Ana será demitida”. 36. (INSTITUTO AOCP - 2022 - IPE Prev - Ana-
lista em Previdência - Direito - Edital nº 002). Uma pro-
33. (INSTITUTO AOCP - 2022 - SEAD-GO - posição logicamente equivalente à negação da proposição
Analista de Gestão Governamental - Licitações e Con- “Pedro analisa o ambiente econômico ou Laura executa os
tratos). Considere as seguintes sentenças: projetos de pesquisa econômica” é a proposição

• Se eu me dedicar no trabalho, serei promovido. A) “Pedro analisa o ambiente econômico e Laura não
• Registre sua presença. executa os projetos de pesquisa econômica”.
• Existe político honesto no Brasil. B) “Pedro não analisa o ambiente econômico e Laura
• Posso deixar o processo sobre a mesa? executa os projetos de pesquisa econômica”.
• A Prefeitura estará atendendo ao público todos os C) “Pedro analisa o ambiente econômico ou Laura exe-
dias, exceto aos domingos. cuta os projetos de pesquisa econômica”.
D) “Pedro não analisa o ambiente econômico e Laura
Quantas dessas sentenças são proposições? não executa os projetos de pesquisa econômica”.
E) “Se Pedro analisa o ambiente econômico então Laura
A) 1 executa os projetos de pesquisa econômica”.
B) 2
C) 3 37. (CESPE - 2019 - SEFAZ-RS - Auditor Fiscal
D) 4 da Receita Estadual - Bloco I). Um grupo de 256 audi-
E) 5 tores fiscais, entre eles Antônio, saiu de determinado ór-
gão para realizar trabalhos individuais em campo. Após
34. (INSTITUTO AOCP - 2022 - IPE Prev - Ana- cumprirem suas obrigações, todos os auditores fiscais re-
lista em Previdência - Direito - Edital nº 002). Na figura tornaram ao órgão, em momentos distintos. A quantidade
a seguir, há um quadro com nove células, com 3 linhas e de auditores que chegaram antes de Antônio foi igual a
3 colunas, tal que os números em cada célula foram dis- um quarto da quantidade de auditores que chegaram de-
postos seguindo determinada regra, sendo que não foi pois dele.
identificado o número correspondente à letra X, que ocupa
a célula central do quadro: Nessa situação hipotética, Antônio foi o

Imagem associada para resolução da questão A) 46.º auditor a retornar ao órgão.

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Noções de Matemática e Raciocínio Lógico


B) 50.º auditor a retornar ao órgão. 42. (CESPE - 2011 - Correios - Agente de Correios
C) 51.º auditor a retornar ao órgão. - Operador de Triagem e Transbordo). Em determi-
D) 52.º auditor a retornar ao órgão. nado dia, todas as correspondências recebidas na agência
E) 64.º auditor a retornar ao órgão. dos Correios da cidade Alfa destinavam-se apenas a mo-
radores dos bairros X, Y e Z. Ao bairro X foi destinada
38. (CESPE - 2018 - SEFAZ-RS - Assistente Ad- metade das correspondências recebidas na agência menos
ministrativo Fazendário). Em um departamento, todo 30 correspondências; ao bairro Y foi destinada a terça
grupo formado com 13 servidores, necessariamente inclu- parte das correspondências restantes, isto é, depois de re-
irá pelo menos uma mulher, e todo grupo formado com 21 tiradas as do bairro X, e mais 70 correspondências; o
servidores, necessariamente incluirá pelo menos um ho- bairro Z recebeu 180 correspondências.
mem. Se a quantidade de servidores, homens e mulheres,
O total de correspondências recebidas, nesse dia, na
nesse departamento for a maior possível nessas condições,
agência dos Correios da cidade Alfa foi
então, nesse departamento, a proporção entre o número de
homens e de mulheres, respectivamente, será de A) superior a 680 e inferior a 700.
B) superior a 700 e inferior a 720.
A) 13:21.
C) superior a 720.
B) 13:34.
D) inferior a 660.
C) 3:8.
E) superior a 660 e inferior a 680.
D) 3:5.
E) 1:2.
43. (VUNESP - 2024 - Prefeitura de Santo André
- SP - Técnico de Informática). Em um jogo beneficente
39. (CESPE - 2018 - SEFAZ-RS - Técnico Tribu-
de futebol, estavam presentes 5400 pessoas, entre adultos
tário da Receita Estadual - Prova 1). Se 7 kg de feijão
e crianças, de modo que a razão do número de crianças
forem distribuídos para até quatro famílias, de modo que
para o número de adultos era 2/7 . Sabendo que somente
cada uma delas receba um número inteiro de quilos, então,
os adultos pagaram ingressos para o jogo e que cada in-
nesse caso, a quantidade de maneiras distintas de se dis-
gresso custava R$ 50,00, o valor arrecadado com a venda
tribuírem esses 7 kg de feijão para essas famílias será
desses ingressos foi
igual a
A) R$ 220.000,00.
A) 30.
B) R$ 210.000,00.
B) 120.
C) R$ 200.000,00.
C) 330.
D) R$ 190.000,00.
D) 820.
E) R$ 180.000,00.
E) 1.320.
44. (IBFC - 2023 - IBGE - Agente de Pesquisas e
40. (CESPE - 2012 - TJ-RO - Analista Judiciário
Mapeamento). Leia a frase abaixo referente razões e pro-
– Matemático). Uma empresa possui 658 servidores: 308
porções:
do sexo masculino e 350 do sexo feminino. Em uma reu-
nião com a presença de todos os servidores, seriam for- "Se a razão entre dois números é 2:3 e a soma deles
mados vários grupos: todos os grupos teriam a mesma é 25, então esses números serão: ______”
quantidade de pessoas, e cada grupo seria formado apenas
Assinale a alternativa que preencha corretamente a
com pessoas do mesmo sexo. Nesse caso, para que se te-
lacuna.
nha a menor quantidade de grupos e se mantenha as mes-
mas condições anteriores, os servidores serão divididos A) 08 e 17
em B) 09 e 16
A) 14 grupos. C) 10 e 15
D) 11 e 14
B) 22 grupos.
E) 12 e 13
C) 25 grupos.
D) 42 grupos.
45. (CESGRANRIO - 2023 - BANRISUL – Escri-
E) 47 grupos.
turário). Duas agências bancárias receberam, cada uma,
41. (CESPE - 2011 - SAEB-BA - Professor – Ma- 1200 panfletos informativos sobre os fundos de investi-
mento que oferecem. Há três tipos de panfletos: um sobre
temática). Considerando que 3/7 de certo número é igual
os fundos conservadores, outro sobre fundos moderados,
a 2 1/5 , é correto afirmar que esse número é
e o restante sobre fundos agressivos. A agência 1 recebeu
A) maior que 5. seus 1200 panfletos em partes proporcionais a 2, 3 e 5,
B) menor que 4. referentes aos tipos sobre fundos conservadores, modera-
C) maior que 4 e menor que 5. dos e agressivos, respectivamente. Analogamente, a agên-
D) igual a 5. cia 2 recebeu os seus panfletos em partes proporcionais a
1, 4 e 7.
Quantos panfletos sobre fundos agressivos a agência
2 recebeu a mais do que a agência 1?

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A) 100 E) R$2.750,00
B) 140
C) 200 51. (IBADE - 2022 - Prefeitura de Barra de São
D) 240 Francisco - ES - Procurador Municipal). Os ingressos
E) 600 para a estreia de determinado filme foram tabelados de
modo que crianças, de segunda à sexta, paguem 60% a
46. (IBADE - 2020 - IBGE – Recenseador). Fer- menos que adultos no mesmo período. Sabendo que três
nanda e Daniel jogaram juntos na loteria e acertaram cinco adultos e quatro crianças pagaram $ 92.00, qual o valor do
números, gerando um prêmio de R$ 750.000,00. Fernanda ingresso para uma criança?
investiu R$ 80,00 e Daniel R$ 70,00 sobre o total do valor
A) 12.
apostado, por isso o prêmio foi dividido em partes direta-
B) 8.
mente proporcionais à participação de cada um na aposta.
C) 6.
Qual a parte que coube a Daniel?
D) 20.
A) R$300.000,00 E) 16.
B) R$315.000,00
C) R$325.000,00 52. (IBADE - 2022 - INOVA CAPIXABA - Auxi-
D) R$330.000,00 liar de Almoxarifado). O jogador Hulk teve um aprovei-
E) R$350.000,00 tamento de 75,2% nas cobranças de pênalti no campeo-
nato anterior e no atual ele já cobrou 10 pênaltis e conse-
47. (IBADE - 2020 - IBGE – Recenseador). Uma guiu converter em 8 gols. Quando comparamos o aprovei-
fábrica de café colocou 435 kg de café em pacotes de 3/4 tamento anterior ao atual, é CORRETO afirmar:
de quilograma cada um. Quantos pacotes foram obtidos?
A) O aproveitamento aumentou em 80%.
A) 440 B) O aproveitamento diminuiu em 4,8%.
B) 520 C) O aproveitamento aumentou em 4,8%.
C) 550 D) O aproveitamento diminuiu 80%.
D) 580 E) O aproveitamento foi o mesmo.
E) 610
53. (IBADE - 2022 - INOVA CAPIXABA - Auxi-
48. (IBADE - 2020 - IBGE – Recenseador). Numa liar de Almoxarifado). Se 30% de 40% corresponde 3/4
escola estão matriculados 600 alunos, dos quais 320 são de R$220,00. Podemos afirmar que 10% da quantia vale:
meninas. A razão entre o número de meninos e o número
A) R$16,50
de meninas é:
B) R$35,20
A) 3/4 C) R$26,40
B) 7/8 D) R$49,50
C) 4/5 E) R$13,75
D) 11/13
E) 7/12

49. (IADES - 2019 - SEASTER - PA – Enfer-


meiro). Um carro flex percorre 9 km com 1 L de álcool e
12 km com 1 L de gasolina. No tanque desse carro, há uma GABARITO OFICIAL
mistura com 80% de álcool e 20% de gasolina. Quantos
Conferidos
quilômetros o carro percorrerá com 1 L dessa mistura?
A) 9,8 01-C 10-D 19-D 28-E 37-D 46-E
B) 10 02-E 11-E 20-B 29-B 38-D 47-D
C) 9,6
D) 9,2 03-C 12-C 21-D 30-C 39-B 48-B
E) 9,4 04-E 13-D 22-C 31-A 40-E 49-C

50. (IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - 05-D 14-A 23-D 32-D 41-A 50-D
Agente Comunitário de Saúde). Jorginho quer comprar 06-E 15-D 24-B 33-C 42-A 51-B
um computador, ele já detém 30% da quantia necessária.
No dia do seu aniversário sua mãe lhe dará 2/5 da quantia 07-D 16-C 25-C 34-C 43-B 52-C
e o seu pai lhe dará R$750,00. 08-D 17-E 26-E 35-A 44-C 53-E
Podemos afirmar que o computador custa? 09-A 18-D 27-E 36-D 45-A
A) R$1.625,00
B) R$1.950,00
C) R$5.250,00
D) R$2.500,00
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