TEMPLATE – ATIVIDADE PRÁTICA LOCORREGIONAL: GEOMORFOLOGIA
ETAPA 1 – CARACTERIZAÇÃO GEOMORFOLÓGICA DO MUNICÍPIO DE
XXXXXXXXX/SIGLA DA UNIDADE FEDERATIVA
Nome: TIAGO BESERRA DA SILVA RU: 3830364
1.1 A GEOMORFOLOGIA DO MUNICÍPIO DE XXXXXXXXX (5 a 10 linhas).
Moro no Estado de São Paulo, no município de Santo André, que está localizada na Região da Grande
São Paulo, área metropolitana, composta por trinta e nove municípios, onde nesta área, na zona Sudeste da
grande São Paulo e faz parte do grupo de municípios mais conhecida como grande ABC Paulista. A cidade de
Santo André está localizada no Planalto Atlântico Paulista, junto à borda da Escarpa da Serra do Mar sendo
banhado pela Represa Billings no seu limite sudeste e é cortado por importantes eixos viários, como a Via
Anchieta e o Rodoanel Mário Covas, que ligam a capital ao litoral e a outras regiões. A Represa Billings é
um grande reservatório artificial que banha o limite sudeste do município, represando o Rio Grande, (forma
parte da divisa sudeste do município e é o principal alimentador da Represa Billings na região). Suas cabeceiras
estão na Serra do Mar dentro do município. É um elemento paisagístico e hidrológico fundamental, localizado
em vales profundos encaixados na região de pé-de-serra.
O Rio Tamanduateí é o principal rio que drena a porção do planalto dentro de Santo André,
atravessando o centro urbano. Seus afluentes como Ribeirão dos Meninos, Córrego Cassaquera também são
importantes.
De acordo com a plataforma BiDiA, Banco de Dados e Informações Ambientais, a caracterização
geomorfológica do município de Santo André é fortemente influenciada pela sua posição na Região
Metropolitana de São Paulo, na transição entre o Planalto Atlântico Paulista tendo, que compões 57,17% e
a Serra do Mar. Santo André também é composto 27,09 pelo Planalto das Colinas de São Paulo, 1,96% pelo
Planalto de Salesópolis, 8,29% pelas Planícies e Terraços Fluviais, 2,51% pela Serra do Mar Paulista e 2,99%
pelo Corpo d'água continental.
Informações Gerais sobre a Unidade Serra do Mar Paulista
O elemento mais marcante que podemos caracterizar em sua unidade geomorfológica dominante é a
Escarpa da Serra do Mar. A Escarpa da Serra do Mar Paulista apresenta direcionamento geral NE-SO,
representando um paredão de escarpa adaptada a falha que se estende desde Peruíbe, onde se encontra a
15km do litoral, até Ubatuba, onde se limita diretamente com o oceano. A escarpa se apresenta festonada,
sobretudo no litoral norte paulista, com esporões, cristas e vales estruturais perpendiculares ao
direcionamento da escarpa. No litoral sul paulista, nota-se a erosão remontante na cabeceira de cursos d'água
como o Rio Juquiá, Rio Perequê, Rio Quilombo e Rio Cubatão cujo curso paralelo à escarpa quase encontra
com a cabeceira de um afluente do Rio Itanhaém, que segue em sentido contrário, quase isolando um trecho
da serra onde está Mongaguá. Santo André está localizado no topo e na Borda de Cuesta que separa o Planalto
da Baixada Santista. Esta escarpa é resultado da erosão diferencial sobre as rochas do Planalto Atlântico.
A unidade geomorfológica das Escarpas e Reversos da Serra do Mar é marcada por processos erosivos
vigorosos, tanto atuais quanto históricos, moldando seu relevo. O papel da Mata Atlântica é fundamental, e
a preservação da Mata nas encostas íngremes deve-se a unidades de conservação. É o último grande
remanescente desse bioma na região.
No que diz respeito aos Riscos Geomorfológicos temos a Presença de ravinas e rochas expostas em
áreas íngremes. Movimentos de massa são frequentes, agravados pela alta pluviosidade do litoral paulista.
Com relação as formas deposicionais, temos
Na transição com a Planície Litorânea de Bertioga acúmulo de detritos erosivos e depósitos sedimentares em
forma de leque.
Informações Gerais sobre a Unidade Planalto Paulistano
O Planalto Paulistano, que corresponde ao reverso da Escarpa da Serra do Mar, abrangendo a região
metropolitana de São Paulo e áreas adjacentes. Santo André está parcialmente inserido nesta unidade área
noroeste é uma unidade-chave na geografia paulista, combinando relevo aplainado, solos férteis e recursos
hídricos estratégicos, mas sofre pressão extrema da urbanização. Sua evolução geológica do Pré-Cambriano
ao Quaternário explica sua complexidade, enquanto seus limites com unidades mais elevadas Serra do Mar,
Planalto de Salesópolis definem sua dinâmica hidrogeomorfológica. As características do Planalto Paulistano
correspondem em sua Geomorfologia ao reverso da escarpa da Serra do Mar, tendo um
relevo colinoso esculpido em rochas cristalinas de granitos, gnaisses, migmatitos, e uma baixa amplitude
altimétrica e alta densidade de drenagem. Com relação aos recursos hídricos, abriga as
represas Billings e Guarapiranga, fundamentais para o abastecimento da Grande São Paulo. Sua estrutura
geológica notável corresponde a Vargem Grande Paulista com a Presença de uma cratera de impacto com
~3,5 km de diâmetro.
Com a cobertura de sua superfície originalmente de Floresta Ombrófila Densa, tem os predominantes
solos de Cambissolos, Podzólico Vermelho-Amarelo e manchas de Latossolo Vermelho-Amarelo e linhas de
seixos que demarcam transições entre depósitos coluviais e material alterado.
A Origem do Planalto Atlântico é formado por rochas metamórficas e magmáticas Pré-
Cambriano/Paleozoico, com falhas transcorrentes. O Planalto Paulistano é resultado de processos tectônicos
complexos do Pré-Cambriano ao Quaternário, com solos característicos e relevo marcado por bacias
sedimentares e erosão fluvial. Sua configuração atual reflete interações com unidades vizinhas de maior
altitude e a integração com planícies sedimentares.
Os principais rios e cursos d'água de Santo André estão organizados em duas bacias hidrográficas
principais, fortemente impactadas pela urbanização da região metropolitana. A Bacia do Rio Tamanduateí
corresponde ao principal rio, Rio Tamanduateí, que corta o centro de Santo André, tendo seu nascimento em
Mauá, atravessa Santo André, São Caetano e deságua no Rio Tietê, na capital do Estado. Sua situação é crítica,
pois está altamente poluído e canalizado em trechos urbanos. Tem como afluentes relevantes o rio Ribeirão
dos Meninos que nasce no Parque Pedroso em Santo André e percorre a divisa com São Caetano, recebendo
contribuição de córregos como Córrego Cassaquera e Córrego Oratório. Sofre com assoreamento e
contaminação por esgoto pelo Córrego Capuava, que atravessa a região industrial de Capuava e pelo Córrego
do Pires, da região do bairro Pires.
A Bacia do Rio Grande da Represa Billings, sendo o principal formador da Represa Billings, banha o
limite sudeste de Santo André que faz divisa com Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. O rio tem sua nascente
na Serra do Mar Paranapiacaba e tem águas mais preservadas em trechos de mata, e suas águas formam o rio
Pinheiros após o encontro com o rio Guarapiranga, na região sul de São Paulo. Tem importância estratégica,
sendo o responsável por ~70% do volume da Billings.
Descrição os valores mínimos e máximos de altitude encontrados no seu município.
Os valores de altitude no município de Santo André revelam sua posição geográfica estratégica, entre
o Planalto Paulistano e a Escarpa da Serra do Mar.
Santo André situa-se a uma altitude média de 760 m acima do nível do mar. Seu relevo, bastante
acidentado nas regiões mais afastadas do centro, proporciona um belo espetáculo aos olhos dos ecoturistas.
Está também inserido na região dos Planaltos e Serras do Atlântico Leste-Sudeste, possuindo áreas territoriais
próximas à Serra do Mar. Devido a esse fator, alguns pontos do município atingem mais de 1 200 m de altitude.
Fontes
[Link]
[Link]
[Link]
1.2 MAPA GEOMORFOLÓGICO DO MUNICÍPIO DE XXXXXXXXX/ SIGLA DA UNIDADE FEDERATIVA
1.3 MAPA HIPSOMÉTRICO DO MUNICÍPIO DE XXXXXXXXX/ SIGLA DA UNIDADE FEDERATIVA
PARA OS ESTUDANTES DA LICENCIATURA
ETAPA 2 – CONSTRUÇÃO DA MAQUETE DO RELEVO BRASILEIRO
2.1 Imagens do processo de produção da maquete
Apresentar no mínimo 2 imagens do processo de produção da maquete. Pode ser do momento de
marcação, de desenho, recorte ou colagem.
2.2 Imagens da maquete finalizada
Apresentar no mínimo 2 imagens maquete finalizada. Uma imagem deve ser de cima da maquete e
a outra com a maquete em perfil, permitindo visualizar o “relevo”.
PARA OS ESTUDANTES DO BACHARELADO
ETAPA 2 – RISCOS GEOMORFOLÓGICOS REGIONAIS PRÓXIMOS AO MUNICÍPIO
DE XXXXXXXXX/ SIGLA DA UNIDADE FEDERATIVA
PROCESSOS GEOMORFOLÓGICOS QUE OCORREM NO MUNICÍPIO DE XXXXXXXXX/ SIGLA DA
UNIDADE FEDERATIVA (10 A 15 linhas)
O município de Santo André está sujeito a diversos tipos de desastres naturais e riscos
associados, principalmente devido à sua topografia pois parte da cidade está em áreas de encosta,
alta urbanização e características climáticas da região. Inundações e processos correlatos são os mais
comuns processos geomorfológicos que acarretam desastres naturais na cidade. De acordo com
Ayog (2017), entre outros autores, as inundações são consideradas o tipo mais devastador de
desastre natural, impactando significativamente vidas humanas em todo o mundo. Os autores
destacam que os padrões de inundação em todos os continentes têm sofrido mudanças, tornando-
se mais frequentes, intensos e imprevisíveis, o que representa um desafio crescente para as
comunidades locais. Essa tendência exige maior atenção e adaptação para mitigar os efeitos desses
eventos extremos.
O aumento das inundações em áreas urbanas está diretamente associado a alterações
antrópicas, especialmente devido à urbanização desordenada, à redução de áreas verdes e à
ocupação de zonas de risco. Para mitigar esses eventos, é essencial compreender suas causas e
efeitos, além de investir em planejamento e medidas eficazes de prevenção. Essa abordagem exige
uma análise detalhada dos sistemas ambientais onde ocorrem as inundações.
Segundo Tucci (1999), as inundações podem se manifestar de duas formas principais em Áreas
ribeirinhas: Os rios geralmente possuem dois leitos: o leito menor, por onde a água flui na maior
parte do tempo, e o leito maior, que é inundado periodicamente (em média, a cada dois anos). O
problema surge quando há ocupação humana no leito maior, expondo a população a inundações
recorrentes. O processo de urbanização criando a impermeabilização do solo, a construção de redes
de drenagem inadequadas e o aumento de obstruções (como aterros, pontes e assoreamento)
intensificam a frequência e a magnitude das enchentes. O desenvolvimento urbano mal planejado
pode ainda gerar bloqueios no escoamento, agravando os impactos das cheias.
Dessa forma, a combinação entre ocupação de áreas vulneráveis e alterações na drenagem
natural amplifica os riscos de inundações, exigindo gestão territorial integrada e soluções
sustentáveis.
Em março de 2025, a Avenida dos Estados ficou completamente inundada após o
transbordamento do Córrego Guarará e do Rio Tamanduateí. O evento evidenciou a vulnerabilidade
de áreas urbanas a desastres naturais e a urgência de políticas públicas que integrem gestão de riscos,
infraestrutura adequada e conscientização ambiental. Os impactos Urbanos e de Infraestrutura
Corresponderam a Interdição total da Avenida dos Estados, uma das principais vias da região,
paralisando o tráfego e afetando o transporte público e privado. Danos a veículos e estabelecimentos
comerciais, com prejuízos materiais devido à água e à lama, destruição de asfalto e pavimentação,
gerando buracos e erosão, o que exigiu reparos custosos, comprometimento de sistemas de
drenagem, evidenciando a falta de capacidade da infraestrutura urbana para lidar com eventos
extremos. Os impactos sociais foram, deslocamento temporário de moradores de áreas adjacentes,
especialmente em comunidades próximas aos cursos d’água, riscos à saúde pública devido à
contaminação da água, proliferação de doenças e falta de acesso a serviços básicos, interrupção de
atividades econômicas, afetando pequenos comerciantes e trabalhadores informais que dependem
da circulação na região, como também impactos ambientais, como assoreamento e poluição dos rios,
com arraste de resíduos sólidos e sedimentos para o leito dos cursos d’água, perda de vegetação
ripária (margens dos rios), agravando a vulnerabilidade a futuras enchentes, contaminação do solo e
da água por produtos químicos e esgoto, afetando ecossistemas locais.
A inundação reforçou a necessidade de investimento em infraestrutura resiliente, como
piscinões, canalização eficiente e sistemas de alerta precoce.
Evidenciou os riscos da ocupação desordenada em áreas de várzea e a importância do
planejamento urbano sustentável.
Serviu como alerta para a adaptação às mudanças climáticas, já que eventos extremos tendem
a se tornar mais frequentes.
REFERÊNCIAS
ENANPARQ. ROSSETO, Giovanna Pereira. O resgate às margens urbanas: planejamento
urbano em bairros inundáveis de Santo André/sp. Disponível em
[Link] Acesso em 03 de junho de 2025.
SIDEC. Mapeamento de Riscos de Movimentos de Massa e Inundações do Município de SANTO
ANDRÉ. Disponível em [Link]
Acesso em 03 de junho de 2025.
NEVES, Rafael Antônio T. O Combate às enchentes do município de Santo André/SP: Caracterização
socioambiental do problema e subsídios dos afetados ao planejamento das ações de defesa civil. 2008,
Ciências da Engenharia da Engenharia Ambiental, Escola de Engenharia de São Carlos, acesso em 05 de junho
2025 em [Link]
155824/publico/[Link]