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Segurança do Trabalho na Construção Civil

O documento discute a importância da segurança no trabalho na construção civil, destacando a necessidade de prevenir acidentes e doenças ocupacionais através de práticas regulamentadas. A análise inclui a definição de acidentes de trabalho, suas causas, e a classificação dos riscos, além de apresentar normas regulamentadoras que visam garantir a segurança dos trabalhadores. Enfatiza que a responsabilidade pela segurança é compartilhada entre empregadores e empregados, e que a implementação de medidas de segurança pode reduzir custos e melhorar a produtividade.

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Segurança do Trabalho na Construção Civil

O documento discute a importância da segurança no trabalho na construção civil, destacando a necessidade de prevenir acidentes e doenças ocupacionais através de práticas regulamentadas. A análise inclui a definição de acidentes de trabalho, suas causas, e a classificação dos riscos, além de apresentar normas regulamentadoras que visam garantir a segurança dos trabalhadores. Enfatiza que a responsabilidade pela segurança é compartilhada entre empregadores e empregados, e que a implementação de medidas de segurança pode reduzir custos e melhorar a produtividade.

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Aluno(a): Luciana santos, Ana Eduarda, Gleice Guedes

Professora: Lorena

ROTINA DE UM SEGURANÇA DO TRABALHO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

RESUMO

A segurança no trabalho tem por objetivo a prevenção dos acidentes de trabalho, que
assenta em
atividades destinadas a prevenir, identificar, avaliar e gerir riscos profissionais. A
engenharia de construção é conhecida por causar muitos acidentes de trabalho,
dos quais devido à exposição dos trabalhadores a vários incidentes perigosos, baixa
qualificação e alta rotatividade. Desta forma, define-se e classifica-se o conceito de
segurança do trabalho referindo-se a que situações se adequa, e analisam-se as
causas dos acidentes de trabalho por exemplo, os seus riscos para a engenharia civil.
Indiscutivelmente, os locais de trabalho
podem se tornar mais seguros se as práticas de segurança
regulamentadas por normas forem seguidas, reduzindo efetivamente acidentes e
doenças ocupacionais.
Palavras-chave: Acidentes; Construção; Seguro desemprego

INTRODUÇÃO

O conceito de trabalho existe desde o início da civilização. Por meio dele,


pessoas se desenvolveram e atingiram seu nível atual de desenvolvimento. E é através
do trabalho que se criam o conhecimento, a riqueza material, a satisfação pessoal e o
desenvolvimento económico. Ao longo da história, o homem enfrentou riscos diferentes,
mas desde a Revolução Industrial, no final do século 18, No início do século 19, na
Inglaterra, quando surgiram as máquinas a vapor, os perigos se intensificaram. As
fábricas foram instaladas em locais improvisados, onde as condições de trabalho eram
precárias: falta de higiene, descuido na prevenção de acidentes, mais de 16 horas de
trabalho. Além disso, atividades foram realizadas em ambiente fechado e úmido, o que
promoveu a disseminação de doenças [Link], quando havia grande número
de trabalhadores doentes, debilitados e feridos por negligência das empresas, havia
preocupação com as condições de trabalho.
No Brasil, o desenvolvimento da segurança do trabalho ocorreu posteriormente à na
Europa, pois nossa revolução industrial começou por volta de 1930. Nessa época, o
então presidente do Brasil, Getúlio Vargas, iniciou o processo de direitos trabalhistas
individuais e coletivos. Criação da CLT em 1993. Desde então, outras iniciativas foram
tomadas em benefício dos trabalhadores, como a criação da Lei 8.213, em 1991, que
regulamentou planos de benefícios previdenciários, incluindo benefícios. empregados
vítimas de acidente de trabalho (TAVARES, 2009). O ambiente agitado e temporário dos
canteiros de obras, a diversidade de equipes trabalhando em funções diferentes e
próximas umas das outras e a rotação de empregos são algumas das características
da engenharia civil que a distinguem de outras indústrias e explicam alguns dos riscos
enfrenta e Quando ocorrem acidentes, eles causam danos às empresas, alguns dos
quais são difíceis de mensurar, como custas judiciais, custos de mercadorias
danificadas, horas perdidas de trabalho devido a paralisações, perda de produtividade
devido a interrupções da tripulação e técnicos de segurança e supervisores na
investigação de acidentes (BENITE, 2003); PERIN, 2015). Além disso, há custos
financeiros e para os trabalhadores, suas famílias, para a previdência social e para a
sociedade como um todo.

Dados da pesquisa de 2012-2016 do Ministério da Previdência e Trabalho mostraram


que 700 mil acidentes de trabalho ocorrem todos os anos no Brasil. E a maioria deles
no setor de terra e construção e no setor de serviços. Durante esses quatro anos, a
economia foi atingida por 22 bilhões de rublos em relação ao dólar, pois pessoas foram
demitidas do trabalho devido a ferimentos. Se forem contabilizados acidentes em
empregos informais, esse valor pode subir para bilhões de brasileiros. Portanto, toda
empresa tem a responsabilidade legal e social de zelar pela segurança e saúde
ocupacional, O que também beneficia sua reputação, ajuda a aumentar a produtividade
dos funcionários e reduz custos, multas e penalidades relacionadas a acidentes e
doenças. Tempo de inatividade.

DESENVOLVIMENTO

Definição de Segurança e Saúde no Trabalho: “Acidente de trabalho é aquele que


ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou
perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução da capacidade para o
trabalho, permanente ou temporária”. A definição de segurança e saúde no trabalho e
dada pela Lei nº 8.213, de 2 de julho de 1991 e pelo Decreto n° 3.0 8 de 06 de maio de
1999, que aprova o Regulamento da Previdência Social, e dá outras providências
(BRASIL, 1991; BRASIL, 1999).
Para o conceito prevencionista do acidente de trabalho, tem-se que, acidente de
trabalho “é qualquer ocorrência não programada, inesperada ou não, que interfere ou
interrompe a realização de uma determinada atividade, trazendo como consequência
isolada ou simultânea a perda de tempo, danos materiais ou lesões”.
Classificação dos Acidentes de Trabalho
Segundo Brasil (2016) e Ferreira e Peixoto (2012), pode-se dizer que os acidentes de
trabalho dividem-se basicamente em 3 grupos: Acidente típico, Acidente de trajeto e
Doenças ocupacionais, a serem explanados a seguir.
Acidente típico: é aquele que ocorre no local e durante o trabalho, sendo um
acontecimento repentino, violento e eventual provocando no trabalhador uma
incapacidade para a prestação de serviço. Exemplos: impacto, queda, queimaduras,
exposição a produtos químicos, choque elétrico, etc.

Acidentes de Trânsito: Acidentes ocorridos com o trabalhador no trajeto de sua


residência ao local de trabalho ou vice-versa, independentemente do meio de transporte
utilizado, inclusive carro do trabalhador.

horário e trajeto. Quando um funcionário de um


interrompe ou altera seu curso habitual em benefício próprio, não é mais definido
como"acidente de trajeto".
Doenças profissionais: Doenças profissionais, que podem ser divididas em, Doenças
profissionais: Doenças que resultam da exposição dos trabalhadores no trabalho a
fatores físicos, químicos e biológicos ou que os estimulam a fazê-lo. Essas doenças
constam da lista elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego e da lista consultiva
da Previdência Social Exemplos incluem lesões por esforço repetitivo (inflamação de
músculos, tendões e nervos causada por atividades de trabalho que requerem
movimentos manuais repetitivos prolongados ), perda auditiva induzida por ruído (na
maioria dos casos, um tempo prolongado), ou seja,
Doenças ocupacionais: adquiridas ou induzidas por condições inadequadas de trabalho
em, deve atestar que foi obtido através do trabalho
Sensibilidade respiratória adquirida em ambientes condicionados Estresse, fadiga,
dores nas costas e intoxicações agudas ocupacionais

Causas de acidentes de trabalho Acidentes de trabalho têm muitas causas, seja por
motivos de trabalho ou viagens de trabalho ou por doença ocupacional. Divide-se
essencialmente em dois grupos, como mostram Benite (2004)
apud Zocchio (1996); Ferreira e Peixoto (2012) e Martins (2010): Comportamento de
risco: fatores individuais que dependem da ação de pessoas que intencionalmente ou
não provocam máquinas e equipamentos

Exemplos: improvisação, brincadeiras no local de trabalho, uso não qualificado ou


autorizado
maquinário, cansaço/descuido durante a operação do maquinário, não utilização de
equipamentos de proteção individual (EPI), etc.

Condições perigosas: Condições associadas ao ambiente de trabalho que colocam em


risco a segurança física e/ou a saúde dos trabalhadores e a segurança das instalações
e equipamentos. Exemplos: máquinas sem proteção adequada, espaço inadequado,
iluminação inadequada, ventilação inadequada, ausência de sinalização nas
obras,presença de substâncias perigosas no ambiente de trabalho.
Segundo a NR 9 (1978) e Barsano (2015), os riscos ambientais são considerados como
agentes físicos, químicos e biológicos presentes no ambiente de trabalho, dependendo
do seu tipo, concentração ou intensidade e duração da exposição, podendo causar
efeitos adversos. Efeitos na saúde dos trabalhadores. No entanto, segundo alguns
autores, materiais de trabalho ergonômicos e mecânicos, embora não incluídos como
riscos ambientais na NR9, são considerados materiais de trabalho nocivos à saúde do
trabalhador e, portanto, devem ser considerados devem ser avaliados com
Os tipos de riscos existentes são:

Riscos Físicos: Consideram-se riscos físicos as diversas situações às quais os


trabalhadores podem estar expostos, como radiação, vibração, etc..

Risco químico: os perigos químicos são substâncias, compostos ou produtos que


podem entrar no corpo do trabalhador através do sistema respiratório na forma de
poeira, gás, névoa, névoa ou vapor ou qualquer outra devido à sua natureza.
pode entrar em contato com o corpo ou ser absorvido pela pele ou pela ingestão
Perigo biológico: Substâncias classificadas nesta categoria incluem, por exemplo,
vírus, bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, que podem entrar no corpo
humano através da pele, aparelho digestivo e trato respiratório e podem causar várias
infecções. A maioria desses microrganismos são invisíveis a olho nu e podem causar
doenças, defeitos nutricionais, maus cheiros, pois são muito fáceis de reproduzir.

Risco ergonômico: qualquer fator que possa perturbar as características psicológicas


e fisiológicas do trabalhador e causar alterações no organismo e no estado emocional
do trabalhador. Os riscos ergonômicos são, por exemplo: carga física elevada, controle
rígido da produtividade, longas jornadas de trabalho, situações repetitivas e outras
situações causadoras de estresse físico e/ou mental, velocidade excessiva de trabalho,
postura insuficiente.
Risco mecânico: nesta categoria, são classificados os agentes decorrentes das
situações perigosas nos ambientes e nos processos de trabalho que envolvem arranjo
físico, uso de máquinas, equipamentos e ferramentas, condições das vias de circulação,
organização e higiene dos ambientes, métodos e práticas de trabalho, entre outros
(BRASIL, 2007; MOTERLE, 2014). Os riscos mecânicos mais comuns para os
trabalhadores da construção, segundo Thomé (2016), estão ligados à desorganização,
desatenção, queda de materiais, quedas em altura, falhas de sinalização, cansaço e a
não utilização dos EPI 's da maneira correta. O empregador e os empregados devem ter
plena consciência que os acidentes podem acontecer a qualquer momento, desde que
haja falhas. Devem ter consciência também de que os acidentes podem ser evitados a
partir do momento que ambas as partes estiverem de fato comprometidas com essa
causa. Para tanto, a eliminação ou neutralização de todas as fontes de riscos é de
fundamental importância para garantir que o trabalhador execute suas tarefas no
trabalho com total integridade, isto é, com garantia de proteção à sua saúde.

Normas regulamentadoras
Em 8 de junho de 1978 foi aprovada a Portaria nº 321, que estabeleceu as normas de
segurança e saúde ocupacional (NRs), que harmonizam as obrigações de
empregadores e empregados nas diversas atividades econômicas. Através deste
regulamento foram aprovadas 28 normas regulamentadoras, mas atualmente existem 36
NRs aprovadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego Estas normas têm força de lei e
são constantemente atualizadas e acrescidas de novos regulamentos de acordo com
novas atividades econômicas e inovações tecnológicas no Brasil. As normas
regulamentadoras são obrigatórias para todas as empresas ou estabelecimentos que
empregam trabalhadores sujeitos à consolidação das leis trabalhistas - CLT (BARSANO,
2015; BRASIL, 2015; COELHO e GHISI, 2016). A maioria das normas se aplica à
construção dependendo da situação em que uma determinada atividade ocorre, mas as
normas mais importantes que regem o ambiente da construção civil.

NR 10 - Instalações Elétricas e Serviços (1978) - visto estabelece condições


mínimas para garantir a segurança das pessoas que trabalham em instalações elétricas
em suas diversas etapas, incluindo elaboração de projeto, implantação, operação,
manutenção, revisão e ampliação, e a segurança de usuários e terceiros em qualquer
etapa da produção, transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica.

NR 15 - Trabalho e Atividades Insalubres (1978) - com base nessa NR, a expressão


doente é utilizada para definir o trabalho em ambiente hostil à saúde. Considera-se
atividade insalubre ou atividade que exceda o limite de tolerância e os fatores
causadores de agravos à saúde constam dos anexos da NR 15. :
0% (quarenta vezes por cento), da alíquota máxima de trabalho insalubre ; 20% (vinte
por cento), classificação média de insalubridade; 10% (dez por cento) por doença
mínima insalubre.

NR 16 - Atividades e atividades perigosas (1978) - de acordo com esta norma, são


consideradas perigosas as atividades e atividades relacionadas a explosivos, materiais
combustíveis, radiação ionizante ou substâncias radioativas, eletricidade, exposição a
roubo ou outras violências físicas, atividades de proteção pessoal ou de propriedade.
ensina que o trabalho em condições perigosas dá direito ao empregado ao adicional de
30% (trinta por cento) do salário-base. vale ressaltar que as atividades consideradas
perigosas estão listadas no Ministério do Trabalho e Emprego Nº 16 .

NR 18 - Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção (1978)


- é a mais importante norma de segurança do trabalho que regulamenta as atividades na
indústria da construção. Estabelece diretrizes administrativas, de planejamento e
organizacionais voltadas para a implementação de medidas de controle e sistemas
preventivos de segurança nos processos, condições e ambientes de trabalho da
indústria da construção. Proíbe o ingresso ou permanência de trabalhadores no canteiro
de obras sem que sejam assegurados pelas medidas previstas nesta NR e compatíveis
com a fase de obra. Dispõe ainda sobre o Programa de Condições de Trabalho e Meio
Ambiente na Construção Civil (PCMAT), obrigatório para empresas que empreguem no
mínimo 20 (vinte) trabalhadores. A norma prevê para áreas residenciais a , que
determina que os canteiros de obras possuam instalações sanitárias, vestiários,
acomodações, refeitório, cozinha (durante as refeições), lavanderia, área de lazer e
ambulatório. para a área de trabalho. 50 (cinquenta) ou mais funcionários. Os principais
objetivos da NR 18 incluem: zelar plenamente pela saúde e integridade física dos
trabalhadores da construção civil; define os deveres e responsabilidades dos líderes de
trabalho; criar e utilizar mecanismos de prevenção de riscos decorrentes do processo
de trabalho realizado nos canteiros de obras; identifica medidas de proteção e
prevenção que podem ser usadas para evitar atividades e situações de risco; aplicar
técnicas de atividade relacionadas a cada atividade que reduzam o risco de doenças e
acidentes.

NR 35 - Segurança e saúde ocupacional em altura (2012) - estabelece requisitos


mínimos e medidas de proteção para trabalhos em altura, incluindo planejamento,
organização, implementação, treinamento de trabalhadores para garantir segurança e
saúde ocupacional para trabalhadores direta ou indiretamente envolvidos. Isso significa
que todas as. atividades que são realizadas a mais de dois metros do nível
imediatamente abaixo e onde há risco de queda dos trabalhadores.

Programas no Contexto da Construção Programa de Condições de Trabalho e


Meio Ambiente na Indústria da Construção (PCMAT)- Conforme requisito da NR 18,
o PCMAT estabelece diretrizes administrativas, de planejamento e organizacionais para
implementar medidas de controle e prevenção de riscos e sistemas de informação para
treinar trabalhadores e a possibilidade de acidentes, bem como reduzir as
consequências de sua ocorrência, garantir segurança e condições, necessárias para
que o grupo de trabalho tenha um ambiente adequado para o desempenho das tarefas
laborais e também alegria de trabalho. tempo livre
O Programa deve atender aos requisitos da NR 9 (1978) Programa Prevenção de
Riscos Ambientais - PPRA, que visa manter a saúde e a segurança dos empregados
por meio do controle dos riscos ambientais existentes ou emergentes. meio ambiente A
preparação e conformidade do PCMAT são obrigatórias para empresas com
no mínimo 20 funcionários, onde essas empresas são auditadas e devem apresentar
uma responsabilidade técnica do PCMAT assinada por um profissional qualificado
registrado no sistema

Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) - O PPRA é atualmente


regido pela NR 9 (1978), que torna sua elaboração e execução obrigatória para todos os
empregadores e órgãos que aceitam trabalhadores como
trabalhadores.
por meio da prevenção, identificação, avaliação e, portanto, gerenciamento dos riscos
ambientais existentes ou potenciais no ambiente de trabalho para preservar sua saúde e
integridade, levando em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos
naturais (BRASIL, 1978;
BARSANO, 2015).
O programa de prevenção de riscos ambientais deve conter, no mínimo, um plano anual,
no qual sejam definidos os objetivos, prioridades e cronograma; estratégia e métodos
operacionais; forma de registro, manutenção e divulgação de dados; A análise global do
PPRA deve ser feita a qualquer tempo e pelo menos uma vez ao ano, seu
desenvolvimento, mudanças necessárias e
definição de novas metas e prioridades (BRASIL,1978; BARSANO, 2015).

Serviço Especial de Tecnologia em Segurança e Medicina do Trabalho


(SESMT)
O SESMT, regulamentado pela NR (1978), é composto por uma equipe de especialistas
tecnicamente qualificados para realizar a segurança e medicina do trabalho e cuja
finalidade é promover a saúde do trabalhador trabalhadores em seus diversos
segmentos organizacionais e protegem a integridade física, e dependendo do grau de
risco das operações da empresa e do número de funcionários, a equipe do SESMT pode
ser composta por funcionários. médico; Enfermeira do Trabalho; trabalho enfermeira;
engenheiro de segurança do trabalho; técnico de segurança do trabalho.

Segurança do trabalho Profissionais de engenharia civil e suAS ATRIBUIÇÕES


São tantos os riscos na construção que foram criadas profissões especificamente para
garantir a integridade dos trabalhadores, principalmente em áreas de alta sinistralidade
como canteiros de obras. Existem dois cursos mais comuns em segurança da
construção, ou seja, o Curso Avançado ou Especializado de Segurança do Trabalho e o
Curso Técnico de Segurança do Trabalho.

Ensino Superior ou Especialização em Segurança do Trabalho - Engenheiros,


arquitetos ou agrônomos com certificado de conclusão do curso podem fazer o
avançado
ou especialização em segurança do trabalho e tornar-se Engenheiro de Segurança do
Trabalho (19885 IL). Engenheiro de Segurança deve atuar em empresas de médio e
grande porte ou até
canteiros de obras. Nesses ambientes, a sempre desenvolve e orienta as atividades de
segurança do trabalho de acordo com as normas, tudo para prevenir riscos, danos e
preservar a saúde dos funcionários (SILVA, 2015). As funções do engenheiro de
segurança do trabalho baseiam-se nos serviços de controlo, coordenação e liderança
no terreno; Realizar pesquisas para identificar e gerenciar riscos no ambiente de
trabalho; emitir auto de responsabilidade técnica - ART; desenvolve projetos em, entre
outros assuntos, segurança e saúde ocupacional (THOMÉ, 2016).

Curso técnico de segurança do trabalho - Técnico de segurança do trabalho é a


pessoa que tenha concluído e aprovado o curso de engenharia de segurança do
trabalho (BRASIL, 1985). O curso é oferecido por diversas instituições de ensino da
república, e o pré-requisito para participação é a conclusão do ensino médio. As
funções de um técnico de segurança são quase as mesmas de um engenheiro de
segurança, mas a um nível mais operacional. O Técnico de Segurança costuma ser
mais responsável pela burocracia e planejamento, e o Técnico de Segurança DO
trabalha de forma prática (THOMÉ, 2016). Técnico de segurança do trabalho deve
trabalhar para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Eles ajudam as
empresas a cumprir os padrões regulatórios
e outras legislações. Além disso, ajudam a manter em boas condições a saúde e a
integridade física de funcionários (SILVA, 2015).

Equipamento de proteção Equipamento de proteção é o equipamento individual (EPI)


ou grupo (EPC) produzido em série ou especialmente desenvolvido para um evento,
destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador e concebido de
acordo com os riscos identificados. e observados tempos de exposição instalados por
pessoal especializado no local, características especiais do ambiente
e/ou trabalhador treinado no uso correto do dispositivo e cujos resultados são
monitorados para garantir a manutenção de sua eficácia.

Equipamentos de proteção individual - De acordo com o Decreto nº 3.21


de 8 de julho de 1978, seu Código NR 6 estabelece que a empresa é obrigada a
fornecer gratuitamente a seus empregados equipamentos de proteção individual
proteção adequada contra riscos no trabalho se as medidas de controle coletivo não
forem viáveis ​ou estiverem em fase de implementação.

Equipamentos de proteção coletiva - é toda medida ou dispositivo utilizado ou


projetados para a proteção de uma ou mais pessoas ao mesmo tempo, a fim de realizar
uma
determinada tarefa ou qualquer atividade. Os EPC’s são importantes como medidas de
controle perante a ação de agentes potencialmente insalubres, tendo como objetivo a
neutralização ou eliminação da insalubridade, consequentemente a preservação da
saúde e
integridade física do trabalhador. São exemplos de EPC’s: os tapumes, chuveiros
lava-olhos,
plataformas, cones, cavaletes, biombos, fitas, correntes, telas e redes isoladoras,
extintores de
incêndio, dentre outros.

Conclusão

A área da indústria da construção atualmente ainda apresenta um elevado índice de


acidentes de trabalho, mesmo com a implantação de mudanças na organização dos
canteiros
de obras e intensificação de fiscalizações, com o cumprimento de leis e normas
regulamentadoras. Por isso, ainda há muito que ser feito para eliminar ou diminuir esta
realidade de acidentes de trabalho e algumas medidas preventivas podem ser
realizadas para
contribuir com a segurança dos trabalhadores, como por exemplo: a implantação de um
bom
planejamento da obra; a realização de treinamentos e palestras; o investimento em
profissionais especializados em segurança do trabalho; a manutenção preventiva dos
equipamentos de proteção e a utilização dos mesmos; o estudo e aplicação rigoroso das
Normas Regulamentadoras e o Diálogo Diário de Segurança (DDS), uma vez que
realizar o
diálogo é uma ótima maneira de se trocar experiências entre empregado, empregador e
profissionais de saúde, de modo a mapear os riscos e neutralizá-los. Essas práticas são
importantes para aprimorar continuamente os conceitos relacionados à segurança e o
comprometimento do empregador e dos empregados com a mesma, valorizando a sua
saúde e
integridade física como um bem maior, proporcionando qualidade de vida e bem estar a
todos.

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