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Avaliação da Dor Torácica e TEP

O documento aborda a avaliação e diagnóstico de dor torácica, destacando a importância de identificar características da dor e realizar exames como eletrocardiograma e D-dímero. Também discute condições associadas à dor torácica, como dissecção de aorta, tromboembolismo pulmonar e pneumonia, além de apresentar critérios de avaliação clínica e exames complementares. A compreensão da fisiopatologia e dos sintomas é essencial para o manejo adequado do paciente.

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Avaliação da Dor Torácica e TEP

O documento aborda a avaliação e diagnóstico de dor torácica, destacando a importância de identificar características da dor e realizar exames como eletrocardiograma e D-dímero. Também discute condições associadas à dor torácica, como dissecção de aorta, tromboembolismo pulmonar e pneumonia, além de apresentar critérios de avaliação clínica e exames complementares. A compreensão da fisiopatologia e dos sintomas é essencial para o manejo adequado do paciente.

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Fechamento Tutorial 5 (MD301)

Dor torácica normalmente está associado a condições de baixo risco, sendo a minoria
sendo de alto risco.

Avaliar a estabilidade do paciente

Estável melhor para fazer anamnese e exame físico direcionados

Maioria dos pacientes é submetido ao eletrocardiograma: descarta alterações


cardíacas

MOVE: monitorização, saturação oxigênio, acesso venoso, eletrocardiograma

Analisar as características da dor para ajudar no diagnóstico.

Dor torácica aguda: red flags: hipertensão, dm, dislipidemia, tabagista.

Dor em queimação, pontada, aperto

Dor isquêmica x não isquêmica

Dor de origem pulmonar: dor pleurítica (acometimento pleural - parietal) (pontada),


intensa e início súbito, se agrava no repouso: pneumotórax, TEP

Dor de origem gastrointestinal: dor queimação: RGE, esofagite, úlcera péptica: piora ao
deitar-se

Dor de origem psicogênica: ansiedade: dor real com ativação de um receptor


nociceptivo, piora com estresse emocional, associado a sudorese

Costocondrite: dor intensa

Discopatia cervical: dor intensa, dormência, acentuada com movimento do pescoço.

Hipertensão pulmonar não tem caracterização da dor pleurítica e alivia no repouso

Dor definitivamente anginoso (típica) 3/3: duração curto, retroesternal e alivia com
repouso/nitrato

Dor atípica 2/3: esperar a troponina para tratar como SCA

1/3 ou 0/3: dor anginosa

Dissecção de aorta: ocorre por fragilidade da aorta (camada íntima), comum em


pessoas idosas ou com histórico de cirurgia, rompimento da aorta com infiltração do
sangue, sintomas variam: paraplegia – AVC/IAM, dor abrupta em forma de rasgo,
síncope, síndrome de Horner. Possui índice elevado de óbito e piora a cada 1 hora
evolui a chance de óbito. Radiografia: alargamento do mediastino

Avaliação de D-dímero
Pneumonia: dor pleurítica associado a febre, tosse, hipoxemia, no exame físico pode
ter estertores.

Dor torácica relacionado a doença reumática e não reumática: diagnóstico por


palpação - dor a palpação e/ou inchaço

ABCDE do raio-x

A- Vias aéreas: traqueia e arvore brônquica


B- Ossos: fratura, trauma
C- Circulação/Coração: verificar derrame pericárdico e tamanho do coração
D- Diafragma: elevação, alargamento, rebaixamento das cúpulas diafragmáticas
E- Externo/outras causas: derrame pleural, enfisema subcutânea

TEV: obstrução de 1 ou mais ramos da artéria pulmonar

Sintomas comuns: dispneia, taquipneia

TEV: TVP + TEP

Agudo: imediatamente após obstrução

Subagudo: dias/semanas após obstrução

Crônico: sintomas desenvolve lentamente, pode manifestar após anos

Instabilidade hemodinâmica: presente (TEP maciço), ausência (TEP maciço e não


maciço)

Localização:

- À cavaleira: alojado na bifurcação da artéria pulmonar principal


- Lobar: alojados nos ramos lobares das artérias pulmonares
- Segmentar: alojados nos ramos segmentares das artérias pulmonares
- Subsegmentar: alojados nos ramos subsegmentares das artérias
subsegmentares
- Transitória: condição de alta mortalidade, alojados no coração direito

Sintomas: assintomática ou sintomática

Fisiopatologia

- Presença de um dos elementos da tríade de Virchow


- Surge em membros inferiores: TVP proximal (ilíaca, femoral e poplítea)
- Causa obstrução vascular pulmonar, o que gera vasoconstrição alveolar, assim,
aumentando a pressão que causa pós-carga em ventrículo direito, o que causa
dilatação de ventrículo direito e assim diminuindo lúmen de ventrículo
esquerdo, assim, ocorre diminuição do débito cardíaco e pré-carga, diminuindo
o fluxo para artérias coronárias
- 1° momento: ventilação preservada: criação do espaço morto alveolar
- Obstrução vascular pulmonar: gera reação inflamatória, cursando com o
aumento do drive respiratório: hipocapnia e alcalose respiratória
- Anormalidade Gasométrica: mais característica é a hipoxemia: mistura venosa:
áreas de menor ventilação/perfusão
- Hipoxemia causa parte do surfactante pulmonar: zonas alveolares obstruídas:
atelectasia e edema:
- Infarto pulmonar: mais comum nas bases pulmonares devido ao alto fluxo e
menor resistência
- Comprometimento hemodinâmico: hipotensão secundária ao TEP: volume
sistólico e débito cardíaco diminuídos
- ECG: S1Q3T3 = padrão strain de ventrículo direito e bloqueio incompleto de
ramo direito.

Critérios de Wells: mais conhecido e com maior aplicabilidade clínica

- Apresenta 1 variável altamente subjetiva e com grande pontuação, o que altera


a sensibilidade do teste
- Baseado em Odds Ratio (Baixo, Moderado, Alto)

Critérios de Geneva: menos aplicabilidade na prática clínica por ter um maior número
de variáveis, sendo por isso de mais difícil memorização

Exames Complementares

- D-dímero = produto da degradação de fibrina


o Alta sensibilidade e Baixa especificidade
- Angiotomografia
- Gasometria arterial
- Troponina
- ECG
- Radiografia:
o Sinal de Hampton: é um sinal radiológico que indica um infarto pulmonar
- Ecodopplercardiograma

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