COLÉGIO DA POLICIA MILITAR – LUIZ TARQUÍNIO
ANANDA ESTRELA
DIEGO LEVI
MATHEUS MÜLLER
O USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO E OS RISCOS DA
DEPENDÊNCIA COGNITIVA DOS ALUNOS
Salvador
19 de maio de 2025
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RESUMO
Este artigo tem como objetivo discutir os impactos do uso crescente da Inteligência
Artificial (IA) na educação, com especial na atenção aos riscos da dependência
cognitiva dos estudantes. Tecnologias como o ChatGPT, ferramentas de correção
automática e diversas plataformas têm sido amplamente inseridas no ambiente
educacional, oferecendo benefícios como a personalização do ensino, maior
acessibilidade ao conhecimento e dinâmica das práticas pedagógicas. No entanto, ao
mesmo tempo em que elas facilitam o processo de aprendizagem, essas ferramentas
podem gerar efeitos negativos, como a redução da capacidade de interpretação
textual, do raciocínio crítico e da resolução de problemas pelos alunos. A partir da
análise de artigos acadêmicos e estudos recentes sobre o tema, este trabalho
pretende refletir sobre a importância do uso consciente da IA no processo educativo,
propondo estratégias para que sua aplicação seja feita de maneira ética, equilibrada e
em favor do desenvolvimento integral do estudante. O artigo defende que a tecnologia
deve atuar como ferramenta complementar, e não como substituta das capacidades
humanas, valorizando a mediação pedagógica e a construção ativa do conhecimento.
Palavras-chave: Inteligência Artificial; Educação; Dependência Cognitiva; Pensamento
Crítico; Autonomia Estudantil; Tecnologia Educacional.
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ABSTRACT
This article aims to discuss the impacts of the growing use of Artificial Intelligence (AI)
in education, with particular attention to the risks of students’ cognitive dependence.
Technologies such as ChatGPT, automatic correction tools, and various educational
platforms have been widely integrated into the educational environment, offering
benefits such as personalized learning, greater access to knowledge, and more
dynamic pedagogical practices. However, while these tools facilitate the learning
process, they may also produce negative effects, such as reduced reading
comprehension, critical thinking, and problem-solving abilities among students. Based
on the analysis of academic articles and recent studies on the subject, this work seeks
to reflect on the importance of the conscious use of AI in education, proposing
strategies for its ethical and balanced application that supports students’ holistic
development. The article argues that technology should serve as a complementary tool,
rather than a substitute for human capabilities, emphasizing the role of pedagogical
mediation and the active construction of knowledge.
Keywords: Artificial Intelligence; Education; Cognitive Dependence; Critical Thinking;
Student Autonomy; Educational Technology.
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ÍNDICE
1 – APRESENTAÇÃO DO TEMA…………………………………………………………5
2 – INTRODUÇÃO……………………………………………………………………………6
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1 – APRESENTAÇÃO DO TEMA;
Tema; O uso da Inteligência Artificial na Educação e os riscos da dependência
cognitiva dos alunos.
Problema: Apesar dos avanços proporcionados pela IA na educação, como o uso do
ChatGPT, ferramentas de correção automática e plataformas de ensino
personalizadas, surge um problema: a dependência cognitiva dos alunos, que deixam
de desenvolver habilidades essenciais como interpretação de texto, pensamento crítico
e resolução autônoma de problemas.
Objetivo (o que pretendemos resolver): Este artigo pretende discutir os impactos
negativos da dependência excessiva da IA na formação dos estudantes e propor
caminhos para o uso responsável dessas tecnologias, preservando a autonomia e o
desenvolvimento do raciocínio crítico.
Autores e Artigos:
1. “Inteligência artificial na educação: uma revisão bibliográfica”
Autores: Pedro Barbosa, Larissa Machado, Mariana Monteiro, entre outros.
Resumo: O artigo apresenta uma revisão bibliográfica sobre o uso da IA na educação,
destacando benefícios e desafios. Os autores alertam para o risco de dependência dos
estudantes e a substituição da reflexão crítica pelo uso automático da tecnologia.
Link: [Link]
2. “Inteligência artificial na educação: uma revisão sistemática e abrangente dos
benefícios e desafios”
Autores: Felipe Oliveira Filho, João Paz, Rodrigo Theodorovski, entre outros.
Resumo: Revisão sistemática sobre o uso da IA na educação. Mostra benefícios como
ensino personalizado, mas alerta para a superficialidade do aprendizado e perda da
autonomia cognitiva dos alunos.
Link: [Link]
3. “Inteligência artificial na educação: tendências atuais e perspectivas futuras”
Autores: Amanda Franqueira, Eduardo Souza, Eliane Silva, entre outros.
Resumo: O artigo analisa o uso de tecnologias de IA na educação e discute possíveis
prejuízos à capacidade de interpretação, raciocínio e pensamento crítico dos
estudantes.
Link: [Link]
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2 – INTRODUÇÃO;
A presença da Inteligência Artificial (IA) nas práticas educacionais deixou de ser
apenas uma tendência e passou a ser uma realidade concreta nas salas de aula.
Ferramentas como o ChatGPT, plataformas de correção automática e sistemas de
ensino personalizados vêm sendo amplamente utilizados por estudantes e
professores, com o intuito de facilitar o acesso à informação e tornar o processo de
aprendizagem mais dinâmico e eficiente. Em muitos casos, essas soluções
representam um avanço significativo, especialmente no apoio a alunos com diferentes
ritmos e estilos de aprendizagem.
No entanto, à medida que essas tecnologias se popularizam, surgem questionamentos
importantes sobre os efeitos a longo prazo de seu uso indiscriminado. Um dos
principais pontos de debate é a chamada dependência cognitiva: o hábito de recorrer
constantemente à IA para resolver tarefas, interpretar textos ou até mesmo elaborar
respostas prontas, o que pode prejudicar o desenvolvimento da autonomia intelectual
dos estudantes.
É importante observar que essa preocupação não é apenas uma suposição. O artigo
“Inteligência artificial na educação: uma revisão bibliográfica”, de Pedro Barbosa,
Larissa Machado e Mariana Monteiro, já aponta que o uso automático da IA pode
diminuir o envolvimento crítico do aluno com o conteúdo, enfraquecendo sua
capacidade de pensar de forma autônoma e reflexiva (BARBOSA et al., 2023). Ainda
que a tecnologia seja uma aliada importante, seu uso descontrolado pode levar ao
abandono de práticas cognitivas essenciais.
Por outro lado, o papel da escola e do professor não pode ser desconsiderado. A
mediação humana continua sendo um elemento fundamental no processo de
aprendizagem. Não basta apenas oferecer ferramentas tecnológicas; é preciso ensinar
o aluno a utilizá-las de forma consciente, crítica e responsável. O uso da IA, nesse
contexto, deve ser complementar – nunca substituto – à formação do pensamento
próprio.
Felipe Oliveira Filho, João Paz e Rodrigo Theodorovski, no artigo “Inteligência
artificial na educação: uma revisão sistemática e abrangente dos benefícios e
desafios”, reconhecem os ganhos trazidos pela personalização do ensino através da
IA, mas também alertam que o uso em excesso pode levar à superficialidade do
aprendizado e à perda de autonomia cognitiva (OLIVEIRA FILHO et al., 2022). Esses
dados mostram que é necessário encontrar um ponto de equilíbrio entre a inovação e
o desenvolvimento intelectual autêntico.
Além disso, os impactos do uso inadequado da IA não se restringem apenas à perda
de habilidades cognitivas. Há também a questão da formação crítica do aluno. Amanda
Franqueira e sua equipe, no artigo “Inteligência artificial na educação: tendências
atuais e perspectivas futuras”, argumentam que o excesso de apoio tecnológico
pode prejudicar a capacidade dos estudantes de construir interpretações próprias,
raciocinar de forma lógica e analisar informações de maneira profunda (FRANQUEIRA
et al., 2023).
Dessa forma, este artigo busca refletir sobre os efeitos da dependência da Inteligência
Artificial na educação, problematizando a relação entre o uso da tecnologia e a
formação do pensamento autônomo. A intenção não é demonizar as ferramentas
digitais, mas sim propor estratégias para que seu uso aconteça de maneira
equilibrada, com o suporte pedagógico necessário, valorizando o papel do professor e
incentivando o protagonismo do aluno em seu próprio aprendizado.