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Novo Marco Legal do Feminicídio em 2024

Em 2024, o Brasil sancionou uma nova lei que torna o feminicídio um crime autônomo, aumentando as penas e ampliando o conceito de violência contra a mulher. A lei também exige medidas protetivas imediatas e treinamento para profissionais do sistema de justiça, visando uma resposta mais eficaz à violência de gênero. Apesar das melhorias, críticos apontam que mudanças legais sozinhas não são suficientes para enfrentar as causas profundas da violência de gênero.
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Novo Marco Legal do Feminicídio em 2024

Em 2024, o Brasil sancionou uma nova lei que torna o feminicídio um crime autônomo, aumentando as penas e ampliando o conceito de violência contra a mulher. A lei também exige medidas protetivas imediatas e treinamento para profissionais do sistema de justiça, visando uma resposta mais eficaz à violência de gênero. Apesar das melhorias, críticos apontam que mudanças legais sozinhas não são suficientes para enfrentar as causas profundas da violência de gênero.
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Novo Marco Legal no Combate ao Feminicídio: O Que Mudou e Seus Efeitos

Em 2024, uma nova lei foi sancionada no Brasil, criando um tratamento jurídico
específico para o feminicídio. O objetivo é tornar a punição mais rigorosa e
garantir uma resposta mais eficaz ao problema da violência contra a mulher.
Principais Mudanças da Lei:
1. Feminicídio Agora é um Crime Independente: Antes, o feminicídio era
considerado homicídio qualificado. Agora, ele é tratado como um crime autônomo, com
uma definição própria. Esse crime ocorre quando a mulher é assassinada por motivos
de discriminação de gênero ou devido ao vínculo afetivo ou familiar com o agressor.
Com isso, fica mais fácil identificar o crime e tratá-lo de forma específica no
sistema de justiça.
2. Aumento das Penas: As penas para feminicídio foram elevadas,
especialmente quando o crime acontece no contexto de violência doméstica ou
familiar. A pena também pode ser mais severa se a vítima estiver grávida ou em uma
situação de vulnerabilidade, como em caso de deficiência física ou psicológica.
3. Ampliação do Conceito de Violência: A nova lei não considera apenas a
violência física, mas também a psicológica e moral, reconhecendo que as mulheres
enfrentam diferentes tipos de abuso. Além disso, ela foca mais nos casos em que o
crime é cometido por alguém com quem a vítima tenha ou tenha tido um vínculo
afetivo.
4. Mais Proteção e Prevenção: A lei exige que, ao receber uma denúncia de
ameaça contra uma mulher, as autoridades tomem medidas protetivas imediatas. Isso é
feito para prevenir que o feminicídio aconteça após uma escalada de violência.
Impactos Legais da Nova Lei:
1. Mais Efetividade no Combate à Violência de Gênero: Ao tratar o
feminicídio de forma autônoma, o sistema jurídico pode lidar com esse crime de
maneira mais focada, o que pode ajudar a diminuir a violência contra as mulheres.
2. Treinamento para Profissionais: A mudança também exige que juízes,
promotores e policiais sejam treinados continuamente para aplicar a nova lei de
forma eficiente e sensível às investigações.
3. Desafios na Implementação: Embora a mudança na lei seja importante, ela
precisa ser acompanhada de políticas públicas eficazes nas áreas de segurança,
saúde e educação para alcançar resultados de longo prazo.
Críticas à Nova Lei:
Apesar das melhorias trazidas pela nova legislação, algumas questões ainda precisam
ser debatidas. A criação de um crime autônomo e o aumento das penas são passos
importantes, mas podem ser vistos como ações simbólicas, que reforçam a imagem do
compromisso do Estado com a proteção das mulheres. No entanto, apenas mudar a
tipificação e aumentar as penas não é suficiente para resolver as causas profundas
da violência de gênero, como a desigualdade de gênero e a falta de políticas
públicas adequadas.
A violência contra a mulher está muito ligada a questões sociais e culturais, e
mudar as leis sem um trabalho profundo na educação e na prevenção pode não ser
suficiente. O verdadeiro progresso virá quando a sociedade combater a cultura de
violência e discriminação de gênero em todos os níveis.

LEI Nº 14.994, DE 9 DE OUTUBRO DE 2024

Altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), o Decreto-


Lei nº 3.688, de 3 de outubro de 1941 (Lei das Contravenções Penais), a Lei nº
7.210, de 11 de julho de 1984 (Lei de Execução Penal), a Lei nº 8.072, de 25 de
julho de 1990 (Lei dos Crimes Hediondos), a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006
(Lei Maria da Penha) e o Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de
Processo Penal), para tornar o feminicídio crime autônomo, agravar a sua pena e a
de outros crimes praticados contra a mulher por razões da condição do sexo
feminino, bem como para estabelecer outras medidas destinadas a prevenir e coibir a
violência praticada contra a mulher.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono
a seguinte Lei:
Art. 1º Os arts. 92, 129, 141 e 147 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de
1940 (Código Penal), passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art.
92. ...............................................................................
.......................
...................................................................................
..................................
II – a incapacidade para o exercício do poder familiar, da tutela ou da curatela
nos crimes dolosos sujeitos à pena de reclusão cometidos contra outrem igualmente
titular do mesmo poder familiar, contra filho, filha ou outro descendente, tutelado
ou curatelado, bem como nos crimes cometidos contra a mulher por razões da condição
do sexo feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A deste Código;
...................................................................................
..................................
§ 1º Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos, devendo ser
motivadamente declarados na sentença pelo juiz, mas independem de pedido expresso
da acusação, observado o disposto no inciso III do § 2º deste artigo.
§ 2º Ao condenado por crime praticado contra a mulher por razões da condição do
sexo feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A deste Código serão:
I – aplicados os efeitos previstos nos incisos I e II do caput deste artigo;
II – vedadas a sua nomeação, designação ou diplomação em qualquer cargo, função
pública ou mandato eletivo entre o trânsito em julgado da condenação até o efetivo
cumprimento da pena;
III – automáticos os efeitos dos incisos I e II do caput e do inciso II do § 2º
deste artigo.” (NR)
“Lesão corporal
Art.
129. ..............................................................................
........................
...................................................................................
..................................
Violência doméstica
§
9º ................................................................................
.............................
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.
...................................................................................
.................................
§ 13. Se a lesão é praticada contra a mulher, por razões da condição do sexo
feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A deste Código:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.” (NR)
“Disposições comuns
Art.
141. ..............................................................................
.......................
...................................................................................
.................................
§ 3º Se o crime é cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino,
nos termos do § 1º do art. 121-A deste Código, aplica-se a pena em dobro.” (NR)
“Ameaça
Art.
147. ..............................................................................
........................
...................................................................................
..................................
§ 1º Se o crime é cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino,
nos termos do § 1º do art. 121-A deste Código, aplica-se a pena em dobro.
§ 2º Somente se procede mediante representação, exceto na hipótese prevista no § 1º
deste artigo.” (NR)
Art. 2º O Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), passa a
vigorar acrescido do seguinte art. 121-A:
“Feminicídio
Art. 121-A. Matar mulher por razões da condição do sexo feminino:
Pena – reclusão, de 20 (vinte) a 40 (quarenta) anos.
§ 1º Considera-se que há razões da condição do sexo feminino quando o crime
envolve:
I – violência doméstica e familiar;
II – menosprezo ou discriminação à condição de mulher.
§ 2º A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime é
praticado:
I – durante a gestação, nos 3 (três) meses posteriores ao parto ou se a vítima é a
mãe ou a responsável por criança, adolescente ou pessoa com deficiência de qualquer
idade;
II – contra pessoa menor de 14 (catorze) anos, maior de 60 (sessenta) anos, com
deficiência ou portadora de doenças degenerativas que acarretem condição limitante
ou de vulnerabilidade física ou mental;
III – na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima;
IV – em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos incisos
I, II e III do caput do art. 22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria
da Penha);
V – nas circunstâncias previstas nos incisos III, IV e VIII do § 2º do art. 121
deste Código.
Coautoria
§ 3º Comunicam-se ao coautor ou partícipe as circunstâncias pessoais elementares do
crime previstas no § 1º deste artigo.”
Art. 3º O art. 21 do Decreto-Lei nº 3.688, de 3 de outubro de 1941 (Lei das
Contravenções Penais), passa a vigorar com a seguinte redação, numerando-se o atual
parágrafo único como § 1º:
“Art.
21. ...............................................................................
........................
...................................................................................
...................................
§
1º ................................................................................
...............................
§ 2º Se a contravenção é praticada contra a mulher por razões da condição do sexo
feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de
dezembro de 1940 (Código Penal), aplica-se a pena em triplo.” (NR)
Art. 4º Os arts. 41, 86 e 112 da Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984 (Lei de
Execução Penal), passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art.
41. ...............................................................................
.......................
...................................................................................
..................................
§ 1º Os direitos previstos nos incisos V, X e XV poderão ser suspensos ou
restringidos mediante ato motivado do juiz da execução penal.
§ 2º O preso condenado por crime contra a mulher por razões da condição do sexo
feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de
dezembro de 1940 (Código Penal), não poderá usufruir do direito previsto no inciso
X em relação à visita íntima ou conjugal.” (NR)
“Art.
86. ...............................................................................
.......................
...................................................................................
..................................
§ 4º Será transferido para estabelecimento penal distante do local de residência da
vítima, ainda que localizado em outra unidade federativa, inclusive da União, o
condenado ou preso provisório que, tendo cometido crime de violência doméstica e
familiar contra a mulher, ameace ou pratique violência contra a vítima ou seus
familiares durante o cumprimento da pena.” (NR)
“Art.
112. ..............................................................................
......................
...................................................................................
..................................
VI-A – 55% (cinquenta e cinco por cento) da pena, se o apenado for condenado pela
prática de feminicídio, se for primário, vedado o livramento condicional;
...................................................................................
........................” (NR)
Art. 5º A Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984 (Lei de Execução Penal), passa a
vigorar acrescida do seguinte art. 146-E:
“Art. 146-E. O condenado por crime contra a mulher por razões da condição do sexo
feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de
dezembro de 1940 (Código Penal), ao usufruir de qualquer benefício em que ocorra a
sua saída de estabelecimento penal, será fiscalizado por meio de monitoração
eletrônica.”
Art. 6º O art. 1º da Lei nº 8.072, de 25 de julho de 1990 (Lei dos Crimes
Hediondos), passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art.
1º ................................................................................
........................
I – homicídio (art. 121), quando praticado em atividade típica de grupo de
extermínio, ainda que cometido por 1 (um) só agente, e homicídio qualificado (art.
121, § 2º, incisos I, II, III, IV, V, VII, VIII e IX);
...................................................................................
...................................
I-B – feminicídio (art. 121-A);
...................................................................................
..........................” (NR)
Art. 7º O art. 24-A da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha),
passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 24-
A. ................................................................................
......................
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
...................................................................................
............................” (NR)
Art. 8º O art. 394-A do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de
Processo Penal), passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 394-A. Os processos que apurem a prática de crime hediondo ou violência
contra a mulher terão prioridade de tramitação em todas as instâncias.
§ 1º Os processos que apurem violência contra a mulher independerão do pagamento de
custas, taxas ou despesas processuais, salvo em caso de má-fé.
§ 2º As isenções de que trata o § 1º deste artigo aplicam-se apenas à vítima e, em
caso de morte, ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão, quando a estes couber
o direito de representação ou de oferecer queixa ou prosseguir com a ação.” (NR)
Art. 9º Revogam-se o inciso VI do § 2º e os §§ 2º-A e 7º, todos do art. 121 do
Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal).
Art. 10. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 9 de outubro de 2024; 203º da Independência e 136º da República.

Artigos Alterados
Código Penal
Violência Doméstica
Art. 129 § 9
Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou
companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o
agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. (Redação dada pela Lei no 14.994, de
2024)
Redação Antiga
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos.
Código Penal
Art. 129 § 13.
Se a lesão é praticada contra a mulher, por razões da condição do sexo feminino,
nos termos do § 1o do art. 121-A deste Código: (Redação dada pela Lei no 14.994, de
2024)
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. (Redação dada pela Lei no 14.994, de
2024)
Redação Antiga
§ 13. Se a lesão for praticada contra a mulher, por razões da condição do sexo
feminino, nos termos do § 2o-A do art. 121 deste Código:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.
LCP – DEC. LEI N.o 3.688/41
Art. 21.
Praticar vias de fato contra alguém:
Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de cem mil réis a um
conto de réis, se o fato não constitue crime.
§ 1o Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é maior de 60
(sessenta) anos.
§ 2o Se a contravenção é praticada contra a mulher por razões da condição do sexo
feminino, nos termos do § 1o do art. 121-A do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de
dezembro de 1940 (Código Penal), aplica-se a pena em triplo. (Incluído pela Lei no
14.994, de 2024)
Código Penal
Art. 141
§ 3o Se o crime é cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino,
nos termos do § 1o do art. 121-A deste Código, aplica-se a pena em dobro. (Incluído
pela Lei no 14.994, de 2024)
Código Penal
Art. 147 § 1o
Se o crime é cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, nos
termos do § 1o do art. 121-A deste Código, aplica-se a pena em dobro. (Incluído
pela Lei no 14.994, de 2024)
§ 2o Somente se procede mediante representação, exceto na hipótese prevista no § 1o
deste artigo. (Incluído pela Lei no 14.994, de 2024)
Redação Antiga
Art. 147 - Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio
simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave: Pena - detenção, de um a seis meses,
ou multa.
Parágrafo único - Somente se procede mediante representação.
Código Penal
Feminicídio
Art. 121-A.
Matar mulher por razões da condição do sexo feminino:
Pena – reclusão, de 20 (vinte) a 40 (quarenta) anos.
§ 1o Considera-se que há razões da condição do sexo feminino quando o crime
envolve:
I – violência doméstica e familiar;
II – menosprezo ou discriminação à condição de mulher.
Código Penal
Art. 121-A.
§ 2o A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime é
praticado:
I – durante a gestação, nos 3 (três) meses posteriores ao parto ou se a vítima é a
mãe ou a responsável por criança, adolescente ou pessoa com deficiência de qualquer
idade;
II – contra pessoa menor de 14 (catorze) anos, maior de 60 (sessenta) anos, com
deficiência ou portadora de doenças degenerativas que acarretem condição limitante
ou de vulnerabilidade física ou mental;
III – na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima;
IV – em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos incisos I,
II e III do caput do art. 22 da Lei no 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da
Penha);
V – nas circunstâncias previstas nos incisos III, IV e VIII do § 2o do art. 121
deste Código.
Código Penal
Art. 121-A.
Coautoria
§ 3o Comunicam-se ao coautor ou partícipe as circunstâncias pessoais elementares do
crime previstas no § 1o deste artigo.
Código Penal
Dispositivos revogados do artigo 121, CP:
• §2o, VI - (Revogado pela Lei no 14.994, de 2024)
• § 2o-A (Revogado pela Lei no 14.994, de 2024)
• §7o (Revogado pela Lei no 14.994, de 2024)
LEI N.o 8.072/90
Art. 1o.
I – homicídio (art. 121), quando praticado em atividade típica de grupo de
extermínio, ainda que cometido por 1 (um) só agente, e homicídio qualificado (art.
121, § 2o, incisos I, II, III, IV, V, VII, VIII e IX);
I-B – feminicídio (art. 121-A);
LEI MARIA DA PENHA
Art. 24-A.
Descumprir decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência previstas
nesta Lei:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
Redação Antiga:
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos.
Código de Processo Penal
Art. 394-A.
Os processos que apurem a prática de crime hediondo ou violência contra a mulher
terão prioridade de tramitação em todas as instâncias.
§ 1o Os processos que apurem violência contra a mulher independerão do pagamento de
custas, taxas ou despesas processuais, salvo em caso de má-fé.
§ 2o As isenções de que trata o § 1o deste artigo aplicam-se apenas à vítima e, em
caso de morte, ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão, quando a estes couber
o direito de representação ou de oferecer queixa ou prosseguir com a ação.
Redação Antiga:
Art. 394-A. Os processos que apurem a prática de crime hediondo terão prioridade de
tramitação em todas as instâncias.
Código Penal
Art. 92
São também efeitos da condenação:
I - a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo:
a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um
ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a
Administração Pública;
b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro)
anos nos demais casos.
II – a incapacidade para o exercício do poder familiar, da tutela ou da curatela
nos crimes dolosos sujeitos à pena de reclusão cometidos contra outrem igualmente
titular do mesmo poder familiar, contra filho, filha ou outro descendente, tutelado
ou curatelado, bem como nos crimes cometidos contra a mulher por razões da condição
do sexo feminino, nos termos do § 1o do art. 121-A deste Código; (Redação dada pela
Lei no 14.994, de 2024)
III - a inabilitação para dirigir veículo, quando utilizado como meio para a
prática de crime doloso.
Código Penal
Art. 92
São também efeitos da condenação:
§ 1o Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos, devendo ser
motivadamente declarados na sentença pelo juiz, mas independem de pedido expresso
da acusação, observado o disposto no inciso III do § 2o deste artigo. (Incluído
pela Lei no 14.994, de 2024)
§ 2o Ao condenado por crime praticado contra a mulher por razões da condição do
sexo feminino, nos termos do § 1o do art. 121-A deste Código serão: (Incluído pela
Lei no 14.994, de 2024)
I – aplicados os efeitos previstos nos incisos I e II do caput deste artigo;
II – vedadas a sua nomeação, designação ou diplomação em qualquer cargo, função
pública ou emprego.
§ 3o A vedação prevista no inciso II do § 2o será mantida enquanto perdurar o
cumprimento da pena privativa de liberdade e pelo prazo de 5 (cinco) anos após o
cumprimento da pena. (Incluído pela Lei no 14.994, de 2024)
Nova regulamentação da pena alternativa e cumprimento de medidas protetivas
Art. 121-A § 3o
O condenado por crime de violência doméstica ou familiar deverá, obrigatoriamente,
cumprir pena de prestação de serviços à comunidade e, além disso, ser acompanhado
por equipe técnica de saúde mental.
§ 1o O juiz poderá substituir a pena privativa de liberdade pela pena de prestação
de serviços à comunidade se o réu for primário, se a violência for leve e se houver
condições para a imposição da pena em liberdade, bem como para a avaliação do
acompanhamento psicoterapêutico que deverá ser executado.
§ 2o O condenado, se primário e se a pena aplicada for inferior a 2 (dois) anos,
poderá cumprir a pena alternativa por meio de atuação em programas sociais voltados
para a redução da violência doméstica e familiar, na forma definida pelo juiz.
Redação dada pela Lei no 14.994, de 2024
§ 3o O descumprimento da pena de prestação de serviços à comunidade poderá resultar
em pena privativa de liberdade.

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