0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações14 páginas

Características e Atribuições da Cavalaria

O documento descreve as características básicas da Cavalaria, incluindo mobilidade, potência de fogo, proteção blindada e um sistema de comunicações eficaz. Também detalha as atribuições do Estado-Maior do Regimento de Cavalaria Mecanizada e os fundamentos e ações durante operações de reconhecimento, enfatizando a importância de planejamento, execução rápida e segurança. Além disso, aborda técnicas especiais de reconhecimento em diferentes cenários, como reconhecimento noturno e de pontos críticos, destacando a importância de informações precisas e rápidas.

Enviado por

vitor.artur.123
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações14 páginas

Características e Atribuições da Cavalaria

O documento descreve as características básicas da Cavalaria, incluindo mobilidade, potência de fogo, proteção blindada e um sistema de comunicações eficaz. Também detalha as atribuições do Estado-Maior do Regimento de Cavalaria Mecanizada e os fundamentos e ações durante operações de reconhecimento, enfatizando a importância de planejamento, execução rápida e segurança. Além disso, aborda técnicas especiais de reconhecimento em diferentes cenários, como reconhecimento noturno e de pontos críticos, destacando a importância de informações precisas e rápidas.

Enviado por

vitor.artur.123
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

ORGANIZAÇÃO CAVALARIA

19 RC Mec

EXERCITO – CMS – 3 DE – 1 BDA C Mec – 19 RC Mec

Características Básicas da Cavalaria

Mobilidade - é a característica primordial da Cavalaria, a que lhe permite a realização


de manobras rápidas e flexíveis em terreno diversificados, bem como a obtenção, no
mais alto grau, dos efeitos da surpresa.

Potência de fogo - é proporcionada pela variedade e pelo calibre dos seus


armamentos leve e pesado e pela capacidade de estocagem de munição nas próprias
viaturas das peças de manobra, conjugadas com o apoio de fogo da Artilharia.

Proteção blindada - é proporcionada pelas viaturas blindadas, o que capacita a


Cavalaria a realizar o combate embarcado, com razoável grau de segurança às
guarnições, contra fogos de armas leves e fragmentos de granadas de morteiro e de
artilharia.
Ação de choque - resulta da utilização das viaturas blindadas, as quais, reunindo
massa e velocidade e complementadas pelo fogo, causam impacto e, normalmente,
surpresa ao inimigo.

Sistema de comunicações amplo e flexível - é função dos variados equipamentos de


comunicações utilizados, o que proporciona aos comandos de Cavalaria ligações
rápidas entre seus diversos escalões, assegurando-lhes, pelo controle e pela
coordenação eficazes, a possibilidade de explorar, convenientemente, as demais
características da arma e uma consequente presteza na transmissão e no
cumprimento das ordens.

Atribuições básicas do Estado-Maior do R C Mec

O Cmdo do R C Mec é constituído pelo Cmt da U e seu EM.

O Cmt, assessorado pelo EM, planeja, organiza, coordena e controla as atividades da


unidade.

O subcomandante (Sub Cmt) do R C Mec é o substituto eventual do comandante da


unidade e o chefe do estado-maior do regimento.

O estado-maior da unidade compreende:

o estado-maior geral, constituído pelo Sub Cmt, oficial de pessoal (S1), o oficial de
inteligência (S2), o oficial de operações (S3), o adjunto do S3 (oficial de apoio de fogo
do regimento, também oficial de ligação com a F Ae/Av Ex e S3 do Ar), o oficial de
logística (S4) e o adjunto do S4 (oficial auxiliar de logística);

No cumprimento das missões básicas da Arma:

Seus elementos de combate podem reconhecer, vigiar largas frentes, cobrir ou


proteger forças maiores, buscar e manter o contato com o inimigo, ligar forças amigas,
engajarse no combate ofensivo e defensivo, realizar incursões na retaguarda inimiga,
conduzir infiltração e ataque de inquietação ou diversionário.

RECONHECIMENTO:

• CARACTERÍSTICAS DAS OPERAÇÕES DE RECONHECIMENTO

1) planejamento centralizado e execução descentralizada;

2) execução rápida e agressiva;

3) segurança durante o movimento;

4) ênfase no uso da rede viária;

5) iniciativa dos comandos subordinados;


6) máximo acionamento dos órgãos de informações;

7) rápida transmissão dos informes; e

8) carência de informações sobre o inimigo.

FUNDAMENTOS DAS OPERAÇÕES DE RECONHECIMENTO

(OPEME):

1) Orientar-se segundo os objetivos de informação

Os Pelotões, executando reconhecimento, devem manobrar de


acordo com localização ou o movimento dos objetivos de informações e
não de acordo com a localização ou o movimento das forças amigas,
como ocorre nas missões de segurança.

2) Participar, com rapidez e precisão, todos os informes obtidos

Os informes devem ser transmitidos na oportunidade de sua


coleta e tal como foram obtidos. Os informes devem responder com
precisão as perguntas: O que? Quando? Onde? Quem?

3) Evitar o engajamento decisivo

O engajamento decisivo caracteriza-se pela perda de liberdade


da manobra. O reconhecimento não deve ser prejudicado pelo combate
com o inimigo.

As unidades somente se engajam em combate quando for


indispensável à obtenção do informe desejado ou para evitar sua
destruição ou captura

4) Manter o contato com o inimigo

O contato com o inimigo deve ser procurado o mais cedo possível e,


uma vez estabelecido, somente poderá ser rompido com autorização do
escalão superior.

O contato pode ser mantido pela observação terrestre ou aérea.

5) Esclarecer a situação

Quando o contato com o inimigo for estabelecido ou um objetivo de


informações for atingido, a situação deve ser esclarecida rapidamente e
tomada uma decisão visando às operações subseqüentes.

Estabelecido o contato com o inimigo, são executadas as ações


denominadas “ações durante o contato”.
AÇÕES DURANTE O CONTATO

• Desdobrar e informar

O desdobrar implica no deslocamento do pelotão para posição que lhe permita


atirar, observar ou ser empregado contra o inimigo.

O comandante de pelotão (Cmt Pel) deve informar ao comandante de


esquadrão sobre o contato com o inimigo, dando-lhe o máximo de detalhes.

• Esclarecer a situação

Um reconhecimento minucioso é realizado para que sejam determinados o


DIspositivo, o VAlor, a LOcalização e a COMposição, devendo ser feito um especial
esforço para determinar os flancos da posição inimiga.

• Selecionar uma linha de ação

Após as duas primeiras “ações durante o contato”, o Cmt Pel deve selecionar
uma linha de ação compatível com a situação, visando a prosseguimento da missão.

• Informar ao Cmt Esqd sobre a linha de ação adotada

O Cmt Pel deve transmitir ao Cmt Esqd os informes adicionais obtidos pelo
reconhecimento e a linha de ação selecionada para o prosseguimento da missão.

O Cmt Pel deverá aguardar, então, a autorização para executá-la.

LIDERANÇA DO MOVIMENTO:

No reconhecimento de eixo, o combinado formado pela Seção de Viaturas


Blindadas de Reconhecimento (Seç VBR) e pelo Grupo de Combate (GC) é empregado
liderando o movimento do pelotão quando:

1. o contato com o inimigo é iminente; e


2. armas automáticas de pequeno calibre interferem no movimento do pelotão.

No reconhecimento de eixo, o grupo de exploradores (G Exp) é utilizado liderando o


movimento quando:

1. muito pouca ou nenhuma ação inimiga é encontrada;

2. o sigilo é importante;

3. os campos de tiro são reduzidos;

4. o terreno é favorável à realização de emboscadas contra a Seção VBR;

5. os obstáculos naturais são predominantes; e

6. é aconselhável explorar a capacidade dos exploradores de se movimentarem


rápida e silenciosamente.
MEDIDAS DE COORDENAÇÃO E CONTROLE

Têm por finalidade assegurar os melhores resultados na obtenção dos informes e


evitar a duplicação de meios, bem como proporcionar a utilização econômica dos
elementos de reconhecimento.

• Zona de Reunião (Z Reu)

É uma área em que uma fração é reunida, em condições de receber missão de


combate ou preparar-se para o cumprimento da missão recebida.

• Itinerário de Progressão (Itn Prog)

É a determinação do itinerário que o elemento subordinado deve percorrer para


atingir a área a reconhecer.

• Linhas de Controle (L Ct)

São linhas do terreno, facilmente identificadas, tais como estradas, cursos d’água e
linha de crista, em geral, perpendiculares à direção do movimento em toda a Zona de
Ação (Z Aç).

As L Ct Permitem ao Cmt Pel acompanhar e controlar a progressão de suas frações


ou ser acompanhado e controlado pelo seu Cmt Esqd.

• Eixo de reconhecimento

É a determinação, no terreno, do eixo que deve ser reconhecido pelo elemento


subordinado na execução de sua missão.

É utilizado em missões de reconhecimento de eixo, ou quando se pretenda


particularizar a importância de determinado eixo, em missões de reconhecimento de
zona ou de área.

• Pontos de Controle (P Ct)

Utilizados para controlar o movimento, normalmente são colocados em pontos


nítidos. Os Cmt de frações do Pel devem informar da passagem pelos P Ct.

• Ponto de Ligação (P Lig)

Ponto facilmente identificável no terreno onde dois ou mais elementos


subordinados têm que estabelecer contato físico para troca de informes.
• Zona de Ação (Z Aç)

É uma faixa do terreno definida por limites ou pelas L Ct, utilizada para atribuir
responsabilidade.

• Limites (Lim)

Utilizado para definir responsabilidade

• Posição de Bloqueio (P Blq)

Região do terreno que permite barrar vias de acesso que se orientam para o
interior de posições defensivas ou de retardamento. É indicada normalmente por um
nome envolto em uma elipse.

• Objetivo (Obj)

Define a região do terreno que deve ser conquistada;

• Ponto de Coordenação (P Coor)

Ponto designativo de acidente no terreno, facilmente identificável, onde deve


ocorrer a coordenação de fogos e/ou a manobra entre dois elementos.

REC DE PONTE PELO G Exp

a 1ª Pa G Exp posiciona-se no último movimento do terreno antes da ponte,


onde instalará suas metralhadoras no terreno, ficando em condições de realizar a
segurança da 2ª Pa durante a sua ação; e

a 2ª Pa G Exp avança até cerca de 50 metros da ponte (Fig. 2-10), onde irá sair
do eixo e desembarcar. Os motoristas e o atirador da 2ª Vtr (2ª Pa G Exp), utilizando o
terreno da melhor maneira, devem vigiar as elevações que dominam as margens
opostas, para onde é apontada a metralhadora de seu reparo veicular, enquanto os
outros três elementos [Cb Aux, At 1ª Vtr (2ª Pa G Exp) e Sd Exp 2ª Vtr (2ª Pa G Exp)
avançam]. O Cb Aux atravessa o curso d’água, se houver vau, observando a estrutura a
ponte e a possível existência de sabotagens que impeçam a travessia. Os outros dois
militares atravessam a ponte por lanços, verificando a entrada e saída da ponte quanto
à existência de minas ou algum tipo de avaria, ocupando a margem oposta e de lá
fornecendo segurança. Terminadas essas ações, o Cb Aux sinaliza para que os
motoristas avancem e estabelece uma segurança com a sua patrulha na linha de
elevações imediatamente após a ponte de forma a proteger o reconhecimento do Cmt
G Exp. Esse reconhecimento sumário executado pela 2ª Pa G Exp deve ser rápido e
agressivo, limitando-se à procura de minas e armadilhas e à verificação da estrutura da
ponte, não podendo durar mais do que 5 minutos;

Após o reconhecimento sumário, a 1ª Pa G Exp avança para realizar o


reconhecimento detalhado, no qual serão feitas as medições necessárias verificando o
estado da ponte e os indícios de atividades inimigas no local. O Cmt G Exp é o
responsável por essa ação. Em seguida, os informes são transmitidos ao escalão
superior e o restante do pelotão recebe ordem para avançar.
• TÉCNICAS ESPECIAIS DE RECONHECIMENTO

As técnicas especiais de reconhecimento são condutas adotadas para a abordagem


de acidentes críticos do terreno, naturais ou artificiais, ao longo de eixo de progressão
ou para a realização do reconhecimento em situações especiais (reconhecimento
noturno, por exemplo).

• RECONHECIMENTO DE PONTE

As pontes localizadas ao longo de eixo devem ser reconhecidas pelo pelotão antes
da sua ultrapassagem, para que se verifique a existência de minas, armadilhas, cargas
de demolição e a capacidade da mesma. Quando houver elementos habilitados, uma
placa deverá ser afixada nas proximidades da ponte, indicando a sua classe ou, ao
menos, os dados que foram levantados sobre ela.

• RECONHECIMENTO PELO FOGO

O reconhecimento pelo fogo é uma técnica especial quando o tempo for escasso e
não houver necessidade de sigilo. Sua adoção anula a surpresa do reconhecimento e
pode fracassar totalmente quando empregada contra uma tropa bem adestrada que,
ao invés de revelar sua posição, aguarde o momento oportuno para fazer uso da
surpresa.

O reconhecimento pelo fogo é executado contra posições inimigas conhecidas ou


suspeitas, com a finalidade de obrigá-lo a responder pelo fogo ou movimentar-se,
revelando suas posições. Caso o inimigo não responda e não sejam observados indícios
de seu movimento, o pelotão prossegue no cumprimento de sua missão.

• RECONHECIMENTO DE DESFILADEIRO

O desfiladeiro é uma área crítica para quem deseja ultrapassá-lo pois facilita uma
ação inimiga, tendo em vista que canaliza o movimento e restringe a liberdade de
manobra, facilitando as ações de emboscada.

Quando as elevações que formam o desfiladeiro permitem o deslocamento de


viaturas, o pelotão deverá adotar a formação de combate em “Y”. Caso contrário, o
reconhecimento deverá ser feito pelo G Exp e/ou GC, sempre apoiado pela Seç VBR e
Pç Ap.

As elevações serão reconhecidas pelo G Exp enquanto elementos do GC


procurarão minas ou obstáculos à passagem, sob proteção do pelotão. Quando o
reconhecimento for completado, o restante do pelotão prosseguirá o movimento.

• RECONHECIMENTO DE PONTO DE PASSAGEM (VAU)

O reconhecimento de um ponto de passagem (vau) pode ser executado em


proveito do escalão superior ou para a utilização do próprio pelotão. A aproximação do
local de abordagem segue as mesmas prescrições para a abordagem de ponte.
Havendo necessidade de procura de uma posição mais vantajosa, cada Pa G Exp
seguirá em uma direção (à montante e à jusante) a pé ou embarcada, conforme o
terreno.
• RECONHECIMENTO NOTURNO

O reconhecimento noturno é uma operação vagarosa de difícil execução, As


dificuldades impostas pela escuridão poderão ser atenuadas pelo emprego de
equipamentos de visão noturna. Por vezes, limita-se ao patrulhamento a pé, à
observação de estradas e caminhos e ao emprego de postos de escuta com a
finalidade de:

(a) esclarecer a situação do inimigo;

(b) capturar prisioneiros;

(c) reconhecer itinerários;

(d) executar destruições no interior das linhas inimigas; e

(e) realizar ligações.

• RECONHECIMENTO DE BOSQUE

Normalmente, o pelotão poderá encontrar três tipos de áreas matosas mais


características em suas missões de reconhecimento:

1) mata densa cujo deslocamento em seu interior só é permitido a tropas a pé, através
de trilhas;

2) bosques de árvores grandes e espaçadas, que permite o deslocamento de viaturas


em seu interior;

3) macega alta, que proporciona boa cobertura para observação terrestre e facilidade
de deslocamento, sem oferecer obstáculos para viaturas blindadas e até mesmo
motorizadas.

Tais tipos de bosques poderão ser encontrados tanto no eixo de progressão


quanto margeando-o e poderão ser ultrapassados ou reconhecidos conforme a
missão.

• RECONHECIMENTO DE LOCALIDADE

É possível afirmar que as características fisiográficas das áreas edificadas


afetam,negativamente, o emprego da Cavalaria Mecanizada. A mobilidade é
prejudicada pela canalização das ruas; os campos de tiro são limitados pelos
obstáculos existentes, muros e prédios; as viaturas, blindadas ou não, se tornam
vulneráveis aos ataques das armas anticarro; as comunicações amplas e flexíveis são
afetadas pelas paredes de concreto e estruturas de aço das casas e edifícios; a
velocidade de reconhecimento é reduzida em virtude da dificuldade de deslocamento
e da vulnerabilidade aos ataques e a frente de emprego das peças de manobra deve
ser reduzida em razão da fácil dissimulação do inimigo e do difícil terreno a
reconhecer. Pode se conclui que o êxito da missão está intimamente ligado ao
planejamento detalhado da missão de reconhecimento por parte do Cmt Pel.
• Reconhecimento a pé de uma localidade

1) No reconhecimento a pé, o G Exp desloca-se em uma, duas, três ou quatro


patrulhas, dependendo do tamanho do objetivo, das possibilidades de aproximação e
das cobertas e abrigos para a progressão em segurança.

2) Em uma localidade pequena, o grosso do pelotão permanece em posição até


que as patrulhas do G Exp tenham completado a sua missão, a menos que necessitem
de auxílio dos elementos de manobra.

• Reconhecimento embarcado de uma localidade

1) Neste caso, o pelotão ocupa uma posição, e as Pa G Exp, embarcadas,


rapidamente se deslocam para frente, uma viatura de cada vez, para
reconhecer o quarteirão seguinte da localidade. Se o quarteirão
reconhecido não estiver ocupado pelo inimigo, o restante do pelotão
avança e a progressão continua. O deslocamento no interior de uma
localidade deve ser feito por lanços, numa formação dispersa e
próxima das edificações, em condições de agir contra os prédios do
lado oposto, pela observação e pelo fogo.

OFENSIVA

• As operações ofensivas visam ao cumprimento de uma ou mais das seguintes


finalidades:

(1) Destruir forças inimigas;

(2) Conquistar áreas ou pontos importantes do terreno;

(3) Obter informações sobre o inimigo;

(4) Privar o inimigo de recursos essenciais;

(5) Desviar a atenção do inimigo de outras áreas.

FORMAS DE MANOBRA

• Desbordamento

Em um desbordamento, o ataque principal é dirigido para a conquista de um


objetivo à retaguarda imediata do inimigo, evitando sua principal posição
defensiva, cortando seus itinerários de fuga e sujeitando-o à destruição na própria
posição.

Um ataque secundário fixa o inimigo para impedir seu retraimento e reduzir


sua possibilidade de reagir contra o ataque principal.
• Envolvimento

No envolvimento, a força atacante que contorna a principal força do inimigo,


realiza uma operação independente da força de fixação e conquista objetivos
profundos na retaguarda do inimigo, forçando-o a abandonar sua posição para ser
destruído em local e ocasião escolhidos pelo atacante.

• Penetração

Na penetração, a força atacante passa através da posição defensiva do inimigo.


A finalidade da manobra é romper o dispositivo do adversário, dividi-lo e derrotá-lo
por partes. Uma penetração, para ser bem sucedida, exige a concentração de forças
superiores no local selecionado para romper a defesa do inimigo.

Esta forma de manobra tática é indicada quando os flancos do inimigo são


inacessíveis, quando ele está desdobrado em larga frente, quando o terreno e a
observação forem favoráveis e quando se dispõe de forte apoio de fogo.

• Ataque frontal

São condições para a execução do ataque frontal:

a) A existência de inimigo reconhecidamente fraco, que não possui forças


concentradas à retaguarda;

b) A determinação da conquista de objetivos pouco profundos.

No ataque frontal, o inimigo é pressionado igualmente ao longo de toda a frente,


deixando, por conseguinte, de haver a caracterização de ataques principal e
secundário. É empregado para destruir ou capturar forças inimigas reconhecidamente
fracas ou para fixá-las em suas posições, mediante uma pressão contínua, a fim de
evitar seu desengajamento. Sua profundidade é reduzida, devendo a força atacante
possuir superioridade de meios.

É uma manobra normalmente executada por grandes comandos e, só deverá ser


adotada pelo escalão superior quando não for possível a realização de
desbordamentos ou envolvimentos.

• Infiltração

A infiltração é uma forma de manobra tática ofensiva na qual se procura desdobrar


uma força à retaguarda de uma posição inimiga, por meio de um deslocamento
dissimulado, para que esta força cumpra missões que contribuam decisivamente para
o sucesso da manobra do escalão que a enquadra.

• MARCHA PARA O COMBATE

• Classificação

• Quanto à segurança
Coberta - A marcha é coberta quando, entre o inimigo e a tropa que a realiza, existe
uma força amiga capaz de lhe proporcionar a necessária segurança. À noite,
preferencialmente, deve ser executada a marcha coberta.

Descoberta - A marcha para o combate é descoberta quando não há tropa amiga


interposta ou quando a segurança por ela proporcionada for insuficiente.
Normalmente executada durante o dia.

• Quanto ao dispositivo

Coluna - Facilita o controle e proporciona flexibilidade, impulsão e segurança ao


deslocamento. Admite, como variante, o dispositivo em escalão, o que favorece o
desenvolvimento para o flanco. Divide-se em:

(1) coluna de marcha – rapidez e conforto da tropa.

(2) coluna tática – rapidez e segurança.

(3) coluna de aproximação – segurança.

Linha - O dispositivo em linha dificulta as mudanças de direção e restringe a


capacidade de manobra, mas aumenta a rapidez do deslocamento e permite atribuir à
força um maior poderio de fogo à frente.

• Quanto à possibilidade do contato

Contato remoto - o Contato (Ctt) é remoto, quando o Ini terrestre não pode interferir
no percurso considerado. Nesse tipo de Ctt, as ameaças Ini são:

(1) Força aérea;

(2) Projéteis dirigidos (mísseis);

(3) Sabotadores; e

(4) Espiões.

Contato pouco provável - o Ctt pouco provável quando há probabilidade do Ini intervir
durante o deslocamento e o Ctt embora não iminente é, no entanto, possível. As ações
do Ini poderão verificar-se por intermédio de:

• (1) Patrulhas, particularmente motomecanizadas (MM);

• (2) Ações de guerrilheiros;

• (3) Unidades Aet.

Contato iminente - o Ctt é iminente quando o inimigo puder ser estabelecido a curto
prazo. O contato torna-se iminente a partir da linha de provável encontro (LPE), linha
do terreno onde se estima que possa haver o encontro inicial ou o restabelecimento
do contato com os primeiros elementos das forças inimigas.
• Base de fogos

(1) A missão da base de fogos é neutralizar ou restringir o efeito dos fogos


inimigos e sua interferência na manobra do escalão de ataque, permitindo melhores
condições à progressão dos elementos de manobra (escalão de ataque e reserva)

(2) A base de fogos do Pel C Mec, normalmente, é constituída pela Pç Ap, pelo
GE e outros meios de apoio de fogo disponíveis, em apoio ou reforço. Poderá ser
integrada também, temporariamente, pelas VBR e outras armas, que por qualquer
motivo, não participem do escalão de ataque.

(3) As VBR não são incluídas, normalmente, na base de fogos, uma vez que este
emprego não permite aproveitar adequadamente suas características. Contudo,
quando o terreno, obstáculos e armas AC impeçam o seu emprego no escalão de
ataque e as mesmas possam efetivamente auxiliar a fixar ou destruir o Ini, elas
poderão integrar a base de fogos. As VBTP do GC, quando realizarem o ataque
desembarcado, e da Pç Ap, poderão, também, ser integradas à base de fogos.

(4) A base de fogos recebe alvos específicos e áreas nas quais deverá atirar
durante a progressão, o assalto e a consolidação do objetivo pelo escalão de ataque.
Sinais para suspensão ou deslocamento dos fogos, devem ser estabelecidos
previamente, assim como a quantidade de munição a ser consumida

(5) A base de fogos deve proporcionar apoio de fogo contínuo e cerrado ao


escalão de ataque, desde a linha de partida até o objetivo. Para isto, ocupa as posições
que forem necessárias sem que se perca a continuidade do apoio de fogo, realizando
as mudanças de posição de forma fracionada. Tais posições devem possuir bons
campos de tiro, cobertas e abrigos. Além disso, devem ser escolhidas posições de
muda para todas as armas.

• Escalão de ataque

(1) A missão do escalão de ataque é cerrar sobre o inimigo e destruí-lo ou


capturá-lo.

(2) O escalão de ataque deve receber o maior poder de combate possível. Em


princípio, deve ser integrado pelo combinado Seç VBR e GC.

(3) O escalão de ataque cerra sobre o inimigo o mais rápido e diretamente que
possa, para aproveitar os efeitos da atuação da base de fogos. Deve procurar atacar o
flanco do inimigo.

(4) Após transporem a linha de partida, os elementos do escalão de ataque


empregam o máximo de velocidade e de violência que forem capazes. A progressão
desses elementos deve ser regulada, de modo que abordem o objetivo
simultaneamente, possibilitando o apoio mútuo entre as VBR e os Fuz do GC.

(5) Quando restrições, impostas pelo terreno ou pela defesa anticarro inimiga,
impedirem que os elementos do escalão de ataque progridam emassados e
continuamente, esses elementos empregarão a técnica de fogo e movimento.
(6) Ao iniciar o assalto ao objetivo, os fogos de todas as armas do escalão de
ataque devem ser intensificados. Simultaneamente, a base de fogos transporta seus
tiros para os flancos e para além do objetivo. Tiros de tempo de artilharia e de
morteiro podem, também, ser empregados sobre as VBR e os fuzileiros blindados
embarcados.

(7) Os Fuz do GC permanecem a maior parte do ataque embarcados,


desembarcando somente quando a progressão das viaturas se tornar difícil ou muito
lenta, quando for necessária a remoção de obstáculos ou, quando a segurança
aproximada das VBR exigir a atuação dos Fuz , em estreito contato com elas, devendo,
então,desembarcar antes do objetivo. O desembarque dos Fuz, poderá ser realizado,
também, no interior do objetivo, para realizar a limpeza das resistências
remanescentes do inimigo ou, depois de ultrapassado o objetivo, quando realizarão o
assalto na direção contrária ao movimento inicial, surpreendendo as resistências
remanescentes do inimigo pela retaguarda, enfrentando menor número de obstáculos
e armas automáticas com tiro ajustado (deve haver acréscimo de Mdd Coor Ct na
proporção da profundidade do escalão de ataque para evitar o fratricídio).

(8) O combate embarcado dos Fuz Bld é realizado pelo emprego da


metralhadora da VBTP. Somente em situações especiais os Fuz deverão expor-se aos
fogos inimigos durante os deslocamentos embarcados, realizando o tiro com suas
armas individuais, pelas escotilhas ou seteiras de tiro.

(9) Caso se faça necessário, o ataque será feito a pé e, neste caso, o Esc Atq
será constituído, unicamente, pelo GE e GC.

(10) O Cmt Pel, normalmente, comandará o Esc Atq, embarcado na VBR do Adj,
controlando o fogo e o movimento. As Com não devem ser interrompidas e os meios
Com alternativos devem ser usados (desde que pré-convencionados). Bandeirolas,
artifícios pirotécnicos, etc., quando empregados, dão continuidade às Com do Pel no
Atq, possibilitando ao Cmt um maior controle de seu Pel, ao mesmo tempo em que lhe
dará maior flexibilidade no Atq, podendo corrigir ou mudar a atuação de suas frações.

Você também pode gostar