Saúde Publica
II
DOCENTE: Enfermeira Ana Paula Vieira
Introdução:
A vacinação surgiu no final do século XVIII a partir da
observação por Edward Jenner (1749 – 1823) de que pessoas que
contraíram a varíola bovina estariam protegidas da infecção pela varíola
humana.
Desde então, vacinas vêm sendo desenvolvidas para um grande
número de doenças infecciosas, que são responsáveis ainda pelo maior
número de mortes no planeta, facilmente superando as mortes causadas
por guerras, acidentes e infartos. Porém, ainda não existem vacinas
eficazes para todo tipo de doença graças a falta de conhecimento sobre o
mecanismo de ação das doenças e ao comportamento do sistema imune
e dos agentes etiológicos.
• Imunização ativa X passiva
Imunização ativa Confere imunidade mediante administração de
antígenos .
• Natural: consequência de uma infecção.
• Artificial: consequência de uma vacinação.
Imunização passiva Confere imunidade mediante a administração de
anticorpos específicos.
• Natural: consequência da passagem passiva de anticorpos da mãe para
o feto.
• Artificial: transferência de anticorpos de uma pessoa imune para outra
não imune (aplicação de imunoglobulina)
Vacinas de organismos intactos e inativados São as vacinas que
possuem organismos mortos por agentes químicos ou físicos.
Vantagens:
• Não permite a multiplicação dos organismos;
• Podem ser usadas em pacientes imunodeficientes;
• Dá imunidade humoral suficiente quando dada a dose reforço.
Desvantagens:
• Não produzem proteínas que normalmente servem para a resposta imune;
• Necessitam de doses de reforço;
• Não dão imunidade local;
• Alto custo;
• Podem haver falhas na inativação.
Vacinas de organismos vivos Podem ser de organismos naturais ou
atenuados. Natural: São pouco empregadas, pois possuem grandes riscos,
além de serem de difícil estocagem
Vacinas de fragmentos subcelulares Algumas vacinas são
preparadas de frações de células.
São seguras e efetivas, porém possuem uma duração limitada. É
necessário um estudo da estrutura dos antígenos para que se escolha um
antígeno imunogênico, mas que não seja tóxico.
Vacinas conjugadas e toxóides Estas vacinas utilizam-se de
toxóide (por exemplo, tetânico) para dar imunogenicidade a substâncias.
Como, normalmente, utiliza-se toxóide para os quais a maioria das
pessoas já é imunizada, há baixos riscos de manifestação desta doença.
Eficácia
Para ser eficaz, uma vacina deve:
• Induzir o tipo correto de imunidade;
• Ser estável ao armazenamento;
• Ter imunogenicidade suficiente.
Porém, isto somente não faz de uma vacina ideal. Para ser ideal, ela
também deve:
• Não causar infecção;
• Induzir imunidade de longa duração;
• Ter baixo custo;
• Ser de fácil administração;
• Não ter efeitos secundários
Segurança
A absoluta segurança de uma vacina nunca pode ser garantida. Por
isso, existem alguns problemas que podem afetar a segurança, que são:
• A possibilidade de reversão das vacinas atenuadas;
• O estado do paciente (se o mesmo está imunocomprometido ou com outro
problema que o evite tomar a vacina);
• A ocorrência ou não de uma contaminação da vacina;
• A não inativação das vacinas inativadas.
– Contraindicações
As razões para não vacinar uma pessoa são escassas. As contraindicações são
incomuns e a maior parte dos indivíduos com uma contraindicação
permanente estará sob os cuidados de um médico. Porém existem ressalvas a
aplicação de vacinas nas seguintes situações:
• Em caso de doença com febre (temperaturas superiores a 38,5º) ou
sintomas gerais clinicamente importantes. Neste caso, a vacinação deverá
ser adiada;
• Algumas vacinas não devem ser administradas a pessoas com doenças
neurológicas evolutivas (epilepsia, espasmos infantis, etc.);
• As vacinas de vírus vivos não devem ser administradas a mulheres grávidas,
em virtude da possibilidade de atingirem o feto, particularmente no primeiro
trimestre da gestação;
• Não devem ser administradas vacinas a indivíduos com síndromes de
imunodeficiência ou estados de imunodepressão, exceto em casos específicos
e com prescrição médica.
• Efeitos adversos:
Os efeitos adversos podem ser agrupados em:
• Reações iniciais: ocorrem dentro das primeiras 24 horas. Incluem
eritema e edema no local da injeção, febre, dor, síncope e, raramente,
episódios hiperesponsivos ou anafilaxia.
• Reações tardias: Ocorrem em algumas semanas depois da vacinação.
Incluem encefalite e encefalopatias e, algumas vezes, levam a dano
cerebral significante. Felizmente, efeitos adversos graves são raros
atualmente.
• Potência — Em relação a vacinas, é a medida que expressa a
quantidade de antígenos presentes por volume da dose e que tem a
capacidade de induzir a produção de anticorpos.
• Prevalência — É o número ou a proporção de indivíduos da
população que estão infectados por certo agente infeccioso (doentes
e/ou portadores) em determinado momento em uma comunidade,
permitindo uma ideia estática da ocorrência da doença. A prevalência
pode ser expressa em números absolutos ou em coeficientes.
Requisitos Básicos de Uma Vacina:
Como todo medicamento, as vacinas são produtos importantes
para o controle de doenças. Antes de chegar à população, porém,
precisam passar por estudos realizados pelas empresas que desenvolvem
o produto para a comprovação de sua qualidade, segurança e eficácia.
No Brasil, a Anvisa é o órgão responsável pela avaliação e
aprovação de solicitações para a realização de pesquisas clínicas com
fins de registro e de pedidos de registro de imunobiológicos
desenvolvidos pela indústria farmacêutica.
No entanto, para que a Agência possa fazer a análise do produto,
é necessário que as empresas demonstrem interesse, registrando a
solicitação de avaliação de estudo clínico ou de registro junto ao órgão.
• Primeira etapa
Durante o desenvolvimento do produto, um
dos primeiros passos da trajetória até o registro é a realização de estudos
da fase não clínica, aplicada em animais de experimentação, de
acordo com protocolos estabelecidos pela empresa.
Esta etapa, que ocorre em laboratórios, precede testes em
humanos e tem como objetivo investigar a ação e a segurança da
molécula em laboratório, procedimento comum exigido para qualquer
tipo de novo medicamento.
Nesta fase, a vacina passa por ensaios que auxiliam os
pesquisadores a verificar a dose adequada a ser administrada e
a conhecer o mecanismo de ação do produto, bem como determinar sua
segurança e imunogenicidade, antes de passar aos testes em humanos.
Fases dos estudos em humanos
Depois de cumprir as etapas da fase não clínica, a empresa deve
realizar estudos clínicos em três fases (I, II e III) para avaliar e determinar a segurança e a
eficácia do uso da vacina em humanos. Cada etapa cumpre objetivos específicos no âmbito
do desenvolvimento do produto.
Durante a fase I, pequenos grupos de indivíduos, normalmente adultos saudáveis,
são avaliados para verificação da segurança e determinação do tipo de resposta imune
provocada pela vacina. Nessa fase também podem ser realizados estudos de desafio, a fim
de selecionar os melhores projetos para seguirem à fase seguinte.
Na fase II, há a inclusão de um maior número de indivíduos e o produto já é
administrado a indivíduos representativos da população-alvo (bebês, crianças, adolescentes,
adultos, idosos ou imunocomprometidos). Nessa fase é avaliada a segurança da
vacina, a imunogenicidade, a posologia e o modo de administração.
Na fase III, a vacina é administrada a uma grande quantidade de indivíduos,
normalmente milhares de pessoas, para que seja demonstrada a sua eficácia e segurança, ou
seja, que a vacina é capaz de proteger os indivíduos com o mínimo possível de reações
adversas.
O início dos testes em seres humanos depende, além das aprovações ética e
regulatória, da própria organização interna dos pesquisadores para recrutamento dos
voluntários. A Anvisa não define esta data.
Autorização para estudos em humanos
Para realização de qualquer pesquisa clínica envolvendo seres
humanos, é obrigatória a aprovação dos Comitês de Ética em Pesquisa
(CEPs) e/ou da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).
A anuência de pesquisa pela Anvisa se aplica somente aos
estudos clínicos que têm a finalidade de registro e pós-registro de
medicamentos, incluindo vacinas, sempre por solicitação da empresa
patrocinadora ou de seu representante.
É importante esclarecer que o prazo para início da pesquisa, após
a aprovação ética e regulatória, é definido pelo patrocinador do estudo.
Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamentos (DDCM)
A realização de estudos clínicos de fase I, II e III, para fins de
registro e pós-registro, deve ser aprovada antes pela Anvisa. Para isso, a
empresa desenvolvedora da pesquisa deve submeter à Agência o Dossiê
de Desenvolvimento Clínico de Medicamentos (DDCM), que traz
informações detalhadas sobre o medicamento e sobre o estudo.
Registro de vacinas
Em primeiro lugar, as empresas do setor farmacêutico devem manifestar interesse em fazer
o registro. Somente a partir do momento em que há essa manifestação, por meio do peticionamento
do pedido junto à Anvisa, é que o processo de regularização tem início.
A documentação exigida consta na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 55/2010 ,
que dispõe sobre o registro de produtos biológicos, como é o caso das vacinas. Nesta
regulamentação, há um trecho específico para a regularização de imunobiológicos – seção IV do
capítulo III.
Segundo a norma, além de apresentar documentos como Certificação de Boas Práticas de
Fabricação (CBPF), Autorização de Funcionamento (AFE), justificativa para o registro, plano de
farmacovigilância e informações gerais sobre o produto, a empresa deve entregar relatório com dados
sobre as matérias-primas utilizadas na vacina, como a descrição das cepas, sua origem, identificação,
processos de obtenção ou construção, entre diversos outros dados. Confira todas as exigências
na RDC 55/2010 .
É importante frisar que a empresa pode solicitar avaliação de registro de produtos com
estudos da fase III em andamento, portanto já com os dados consolidados das fases I e II, desde que
seja demonstrada uma alta eficácia terapêutica ou preventiva e/ou não exista outra terapia ou droga
alternativa comparável para aquele estágio da doença.
Outro item importante é que, além da pesquisa clínica (fases I, II e III), a desenvolvedora da
vacina também realiza, paralelamente, o estudo de estabilidade do medicamento para gerar dados
sobre, por exemplo, o prazo de validade e as condições de armazenamento adequadas.
Prazos e priorização da análise na Anvisa
Para dar maior celeridade ao processo de análise de produtos de
interesse do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da
Saúde, a Anvisa dispõe da RDC 204/2017 , que trata da priorização da análise
de pedidos de registro e pós-registro de medicamentos, bem como da
autorização para a realização de pesquisa clínica.
No entanto, considerando o momento de pandemia, a Agência reforçou
ainda mais a priorização de análises, com a publicação da RDC
348/2020 , definindo critérios extraordinários e temporários para o tratamento
de pedidos de registro de medicamentos, de produtos biológicos e de
diagnóstico in vitro.
De acordo com a Anvisa, o prazo para a primeira manifestação
sobre o pedido de registro de vacinas enquadradas na RDC 348/2020 é
de até 60 dias.
Neste período, a Agência pode conceder o
registro, solicitar informações complementares para análise ou, ainda,
indeferir o pedido – este prazo refere-se exclusivamente ao registro.
Quais são os ingredientes de uma vacina?
As vacinas contêm pequeníssimos fragmentos do organismo que
causa a doença ou as matrizes para fazer esses fragmentos. Também
contêm outros ingredientes que tornam a vacina segura e eficaz. Estes
últimos ingredientes estão incluídos na maioria das vacinas e têm sido
usados há décadas em milhares de milhões de doses de vacinas.
Cada componente da vacina serve um propósito específico e cada
ingrediente é testado durante o processo de fabrico. São feitos testes à
segurança de todos os ingredientes.
Antígeno
Todas as vacinas contêm um componente ativo (o antigénio) que gera
uma resposta do sistema imunitário, ou a matriz para fazer o
componente ativo. O antigénio pode ser uma pequena parte do
organismo causador da doença, como uma proteína ou um açúcar, ou
pode ser todo o organismo numa forma enfraquecida ou inativada.
Conservantes
Os conservantes impedem que a vacina seja contaminada depois
de aberto o frasco, se este for usado para vacinar mais do que uma
pessoa. Algumas vacinas não têm conservantes, porque são guardadas
em frascos de uma única dose, que são descartados depois de
administrada essa dose.
O conservante mais comummente usado é o 2-fenoxietanol. É
usado há muitos anos em inúmeras vacinas, numa grande variedade de
produtos para bebés e é seguro para uso em vacinas, por ter pouca
toxicidade em seres humanos.
Estabilizadores
Os estabilizadores impedem que ocorram reações químicas na
vacina e impedem também que os componentes da vacina adiram às
paredes do frasco.
Os estabilizadores podem ser açúcares (lactose, sucrose),
aminoácidos (glicina), gelatina e proteínas (albumina humana
recombinante, derivados de leveduras).
Surfactantes
Os surfactantes mantêm todos os ingredientes da vacina
misturados.
Impedem o depósito e a aglutinação dos elementos que estão na
forma líquida da vacina. Muitas vezes também são usados em alimentos,
como os gelados.
Resíduos
Os resíduos são pequeníssimas quantidades de várias substâncias
usadas durante o fabrico ou a produção das vacinas que não são
ingredientes ativos da vacina final.
As substâncias variam consoante o processo de fabrico usado e
podem incluir proteínas de ovos, levedura ou antibióticos.
Os vestígios residuais dessas substâncias que podem estar
presentes numa vacina são em tão pequenas quantidades que têm de ser
medidos como parte por milhão ou partes por mil milhões.
Diluentes
Um diluente é um líquido usado para diluir uma vacina até à
concentração correta, imediatamente antes do seu uso.
O diluente mais comummente utilizado é água esterilizada.
Adjuvantes
Algumas vacinas também contêm adjuvantes. Um adjuvante
melhora a resposta imunitária à vacina, por vezes mantendo a vacina no
ponto da injeção durante mais algum tempo ou estimulando as células
locais do sistema imunitário.
O adjuvante pode ser uma pequena quantidade de sais de
alumínio (como fosfato de alumínio, hidróxido de alumínio ou sulfato
de alumínio e potássio). Está comprovado que o alumínio não causa
problemas de saúde a longo prazo e os humanos ingerem alumínio
regularmente através dos alimentos ou das bebidas.
Como são as vacinas desenvolvidas?
A maioria das vacinas são usadas há décadas, havendo milhões de
pessoas que as recebem em segurança todos os anos. Tal como acontece com
os medicamentos, todas as vacinas têm que passar por testes morosos e
rigorosos para garantir a sua segurança, antes de poderem ser introduzidas no
programa de vacinação de um país.
Cada vacina em desenvolvimento tem, em primeiro lugar, de ser
submetida a exames e avaliações, para determinar que antigénio deve ser
usado para provocar uma resposta do sistema imunitário. Esta fase pré-clínica
é feita sem testes em humanos. Uma vacina experimental é testada primeiro
em animais, para se avaliar a sua segurança e potencial para prevenir a
doença.
Se a vacina desencadear uma resposta imunitária, passa a ser testada
em ensaios clínicos com humanos em três fases.
Fase 1
A vacina é inoculada num pequeno grupo de voluntários, para se
avaliar a sua segurança, confirmar se ela gera uma resposta do sistema
imunitário e determinar a dosagem certa.
Geralmente, nesta fase, as vacinas são testadas em voluntários
jovens e adultos saudáveis.
Fase 2
A vacina é depois administrada a várias centenas de voluntários
para continuar a avaliar a sua segurança e capacidade de gerar uma
resposta do sistema imunitário.
Os participantes nesta fase têm as mesmas características (idade,
sexo) que as pessoas a quem a vacina se destina.
Nesta fase, normalmente, são feitos vários ensaios para avaliar
diversos grupos etários e diferentes formulações da vacina. Um grupo
que não tenha recebido a vacina é, normalmente, incluído nesta fase
como grupo de comparação, para determinar se as alterações no grupo
vacinado são atribuíveis à vacina ou ocorreram por acaso.
Fase 3
A vacina é, posteriormente, administrada a milhares de
voluntários – e comparada com um grupo semelhante de pessoas que
não levaram a vacina, mas receberam um produto de comparação – para
determinar se a vacina é eficaz contra a doença que se destina a
combater e para estudar a sua segurança num grupo muito mais alargado
de pessoas.
Na maior parte das vezes, os ensaios da fase três realizam-se em
vários países e vários locais dentro dos países, para garantir que os
dados do desempenho da vacina se aplicam a várias populações
diferentes.
Durante os ensaios da fase dois e da fase três, os voluntários e os
cientistas que participam no estudo são impedidos de saber que
voluntários receberam a vacina do ensaio ou o produto de comparação.
A isso chama-se “ensaio cego”, que é necessário para garantir que, nem
os voluntários, nem os cientistas, são influenciados na sua avaliação
sobre a segurança e eficácia, ignorando qual o produto que cada um
recebeu.
Depois de concluído o ensaio e finalizados todos os resultados, os
voluntários e os cientistas do ensaio são informados sobre quem recebeu
a vacina e quem recebeu o comparador.
Quando os resultados de todos esses ensaios estiverem
disponíveis, é necessário dar uma série de passos, incluindo análises de
eficácia e segurança, para aprovação das entidades reguladoras e de
saúde pública.
Os responsáveis em cada país estudam atentamente os dados dos
ensaios e decidem se devem autorizar o uso da vacina. Uma vacina tem
de comprovar que é segura e eficaz numa vasta população, antes de ser
aprovada e introduzida num programa nacional de vacinação.
O nível da segurança e eficácia da vacina é extremamente
elevado, reconhecendo que as vacinas são administradas a pessoas que
são completamente saudáveis e sem qualquer doença específica.
A monitorização continua permanentemente depois de a vacina
ser introduzida. Existem sistemas para monitorizar a segurança e a
eficácia de todas as vacinas. Isso permite aos cientistas acompanharem o
impacto da vacina e a sua segurança, mesmo quando é usada num
grande número de pessoas, durante um longo período de tempo.
Esses dados são usados para ajustar as políticas sobre o uso das
vacinas, a fim de otimizar o seu impacto, permitindo também que a
vacina seja acompanhada com segurança durante o seu uso.
Uma vez em uso, uma vacina deve ser constantemente monitorizada
para haver a certeza de que continua a ser segura.
A inoculação tem sido usada para erradicar a varíola e reduzir
acentuadamente outras doenças infecciosas, como a poliomielite.
Embora os termos "inoculação", "vacinação" e "imunização" sejam
frequentemente usados alternadamente, há diferenças importantes.
Inoculação é o ato de implantar um patógeno ou micróbio em
uma pessoa ou outro receptor; vacinação é o ato de implantar ou dar
uma vacina especificamente a alguém; e imunização é o
desenvolvimento de resistência a doenças que resulta da resposta do
sistema imunológico a uma vacina ou infecção natural.
Com o início da vacinação mais próximo, ainda há uma parcela da
população com dúvidas sobre a eficácia do imunizante. Segundo a
Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Anvisa, a eficácia geral
recomendada é de, ao menos, 50%. Isso significa que, para serem liberadas
pelas agências reguladoras dos países, as vacinas precisam alcançar esta
porcentagem.
A taxa de eficácia geral representa a proporção de redução de casos
entre o grupo vacinado, comparado ao não vacinado. Ou seja, se uma vacina
possui 90% de eficácia, significa que 90 a cada 100 pessoas vacinadas ficam
protegidas contra a doença. As outras 10 poderão adoecer e apresentar
sintomas leves.
Os testes acontecem, primeiramente, em animais. Se a vacina tiver
bons resultados, começam os testes em humanos, envolvendo quatro fases. As
duas primeiras fases medem a resposta imunológica e, a partir da terceira, é
medida a eficácia através de um grupo de pessoas que recebe um placebo, e
outro que recebe a dose da vacina.
Se o imunizante for seguro e eficaz, haverá mais casos da doença no
grupo que recebeu placebo e, idealmente, quase nenhum no grupo vacinado.
Cada vez que um voluntário adoece é contado um “evento”.
BONS ESTUDOS!!