UNIVERSIDADE UNOPAR ANHANGUERA FORMAÇÃO PEDAGÓGICA EM
PEDAGOGIA
GELSELY DOLORES MIRANDA
RELATÓRIO DO
ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO I
EDUCAÇÃO INFANTIL
RIO VERDE DE MATO GROSSO -MS
2025
GELSELY DOLORES MIRANDA
RELATÓRIO DO
ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO I
EDUCAÇÃO INFANTIL
Relatório apresentado à Universidade
Anhanguera, como requisito parcial para o
aproveitamento da disciplina de Estágio
Curricular Obrigatório I do Curso Formação
Pedagógica em Pedagogia.
RIO VERDE DE MATO GROSSO -MS
2025
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO.......................................................................................................... 3
1 RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS.......................................................5
2 RELATO DA ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP)..........7
3 RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA.................11
4 RELATO DA ENTREVISTA COM O PROFESSOR REGENTE.......................13
5 RELATO DO LEVANTAMENTO DE MATERIAIS DE APOIO ESPECÍFICOS
PARA ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS.16
6 RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA.........18
7 RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS
PELO PROFESSOR.........................................................................................21
8 RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO
ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA...........................................................23
9 RELATO DA OBSERVAÇÃO............................................................................26
10 PLANOS DE AULA...........................................................................................28
11 RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE aula AO PROFESSOR....33
12 RELATO DA REGÊNCIA..................................................................................35
13 VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO..........................................................................38
CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................................................39
REFERÊNCIAS....................................................................................................... 41
3
INTRODUÇÃO
O estágio supervisionado em Educação Infantil é de extrema importância na
formação do discente do curso de Formação Pedagógica em Pedagogia, pois é a
partir desta disciplina que se tem a possibilidade de pôr em prática todo o
aprendizado adquirido durante o percurso traçado até então. Além disso, a
oportunidade de observar e analisar as práticas realizadas pelo profissional que já
está em atuação dentro da sala de aula há algum tempo.
Segundo Pimenta (1995, p. 24) “A atividade teórico-prática de ensinar
constitui o núcleo do trabalho docente.” Neste sentido o Profissional pedagogo deve
buscar a teoria com o propósito de fundamentar a sua prática, sempre relacionando
ambos conforme suas experiências em sala de aula.
O presente relatório consiste em relatar as experiências vividas durante as
atividades propostas pela disciplina Estágio Curricular Obrigatório I realizado durante
o 1º semestre do Curso de Formação Pedagógica em Pedagogia da Universidade
Anhanguera, na busca da associação das dimensões teóricas e práticas do
currículo, no contexto real da docência, articulando interdisciplinarmente aos
conteúdos por meio da observação, reflexão, docência supervisionada, investigação
da realidade escolar e de atividades práticas da regência. As atividades que
posteriormente serão relatadas, ocorreram no mês de Maio em momentos distintos
no Centro Educacional Infantil Municipal Educação Infantil da Escola Municipal CEI
Heitor e Heloisa, situada na cidade de Rio Verde/MS, com a turma de 4 anos A do
turno matutino, da professora Pamela. Foram realizadas visitas em todos os espaços
da escola com participação das vivências dos alunos, reuniões administrativas e
pedagógicas com docentes, supervisores e o administrativo.
Desenvolver uma formação baseada em análises da realidade escolar
infantil a partir do olhar do estagiário; partilha de experiências; discussão da
importância do estágio supervisionado na Educação Infantil; analise do Projeto
Político Pedagógico e dos materiais didáticos usados pela escola; sistematização da
proposta das atividades na escola; análises da atuação da professora, da equipe
pedagógica e da minha atuação na execução dos planos de aula. Essas ações
possibilitam na construção autônoma do conhecimento científico, através da vivência
de exemplos práticos para discussão acadêmica. Durante o estágio, o profissional
4
tem oportunidades de analisar, interagir, intervir na realidade profissional específica,
alinhando com a realidade educacional, organização e funcionamento da instituição
educacional e da comunidade.
Além do desenvolvimento dos trabalhos realizados, será incluída na
discussão sobre a importância da relação família/escola, como têm se dado essa
relação nos últimos tempos e quais possibilidades são adotadas para manter um elo
que contribua na formação das crianças.
É importante ressaltar que tal experiência com contexto real, o estagiário
terá oportunidade de ter uma maior aproximação direta e gratificante no que diz
respeito a percepção, organização do ambiente escolar que promovem um ensino
de qualidade aos estudantes da primeira infância com turmas de 1 (um) a 5 (cinco)
anos de idade e que vai desde a elaboração do PPP – projeto Político Pedagógico,
sistematização dos conteúdos, preparação dos materiais até a prática de
professores e pedagogos.
Esse estágio é um dos momentos mais importantes para a formação
profissional. É nesse momento que o futuro profissional tem a oportunidade de
entrar em contato direto com a realidade profissional no qual será inserido, além de
concretizar pressupostos teóricos adquiridos pela observação de determinadas
práticas específicas e do diálogo com profissionais mais experientes.
É importante ressaltar que a metodologia, visão e atuação docente, deverá
fazer toda a diferença no ensino dessa criança. Essa influência poderá ser positiva
ou negativa, podendo perdurar não somente na etapa infantil, mas nos anos
seguintes do percurso escolar do estudante.
De acordo as observações e informações obtidas durante o estágio, avalio
como positivo e como sendo um momento de grande importância na formação do
futuro profissional da educação por está conhecendo de perto, tanto suas
fragilidades enfrentadas pela escola, como também da importância do papel escola
e família na formação do educando. Vale ressaltar a importância da formação
continuada desses profissionais de educação desta escola, pois participam de
cursos de formação oferecidas pela Secretaria de Educação do Município (SEME).
As reuniões pedagógicas ocorrem constantemente para discutir, avaliar, planejar
novas ações de demanda acordo com a realidade e necessidade escolar, visando
promover um ensino de maior qualidade aos estudantes desta etapa infantil.
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1 RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS
Atuação do professor no ensino da educação infantil: A perspectiva segundo
os pensadores Vygotsky , Leontiev e Elkonin. O presente artigo desenvolveu através
de pesquisa de mestrado, que teve a faixa etária de 0 à 6 anos, debates que são
historicamente relatados dentro da literatura contemporânea, e o contexto debatido
era se essa função de pedagogo teria como finalidade aprimoramento de carácter
existencial especialmente no caso de entender as relações entre o desenvolvimento
infantil, e os métodos de ensino de crianças com idade de 0 à 6 anos. Esses sábios
pensadores apresentam a reflexão como formas de compreender as complexidades
desse período de desenvolvimento infantil e onde podemos aplicar o ensino escolar
nesse período introdutório aos anos iniciais e a participação e função do educador.
No que refere a década de 90, aconteceram debates a respeito da função do
pedagogo, especificamente no seu trabalho na educação infantil, em creches ou se
preparar para o ensino fundamental, antecipando assim um pouco de conhecimento
nessa etapa da vida. Os autores nos trazem duas respostas a respeito de tais
debates, uma que é cuidar e educar e a outra que é anti escolar, ambas são
fundamentais na pedagogia na educação infantil.
Seguindo essa perspectiva podemos compreender que a educação para as
crianças entre 0 à 6 anos, não devem terem como objetivo o ensino, mais sim o de
educar a criança, já que esse é um importante momento de inserção no ambiente
educacional.
De acordo com a educação infantil, ela está integrada na educação básica,
porém, não faz parte de processos de ensino e aprendizagem. Sendo assim, as
creches e pré-escolas tem como função desenvolver relações educativas em
espaços de convivência coletiva, voltado para crianças de 0 à 6 anos, em contra
partida a escola já tem como função promover o ensino em diversas áreas para seus
alunos, através das aulas.
Para Cerisara, o entendimento do ensino para crianças na primeira infância
pode ser prejudicial para seu desenvolvimento, desse modo, o educador deve atuar
somente fazendo o acompanhamento, estimulando o seu desenvolvimento de forma
expressiva, lúdica e criativa.
Em outras vias de acordo com o ponto de vista da psicologia histórico-cultural,
os autores defendem que o ensino deve ser aplicado na educação das crianças
desde a primeira infância, seguindo esse contexto surgem questionamentos: Qual
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seria então a função do professor, partindo desse método de ensino para crianças
nessa faixa etária? Como se daria esse processo de desenvolvimento relacionado
ao ensino em idade pré-escolar? A resposta a seguir é embasada a partir da
perspectiva desses autores, através da análise de suas obras.
De acordo com a visão de vigotskin, o desenvolvimento infantil está
relacionado ao seu meio cultural e modo de vida, sendo assim formado por uma
unidade dialética entre duas linhas genéticas, formando o seu desenvolvimento
biológico e cultural. Esse é um processo de formação de personalidade da criança,
mas que não se dá apenas de uma simples conjunção entre o meio biológico e o
meio social, já que o meio social ultrapassa e vai muito além do meio biológico no
desenvolvimento da criança na sua primeira infância.
Portando, dessa maneira o autor nos traz reflexão e entendimento que visa
que o desenvolvimento infantil não pode ser considerado como um processo de
amadurecimento de forma natural em conformidade com as leis naturais, e que
ocorre sem interferências do seu meio social e cultural. Sendo assim, ainda afirma
que é a sociedade que determina como se dará o processo de desenvolvimento nos
seres humanos moldando sua conduta, postura e modo de vida.
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2 RELATO DA ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP)
O presente relato visa apresentar uma análise detalhada do Projeto Político
Pedagógico (PPP) da Educação Infantil da Escola Municipal CEI Heitor e Heloisa,
situada na cidade de Rio Verde/MS, que busca por meio do seu planejamento,
seguir as recomendações das Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
para alcançar os objetivos no que diz respeito uma educação igualitária para todos.
O Projeto Político Pedagógico (PPP) é um documento norteador das práticas
pedagógicas e organizacionais da instituição, refletindo a identidade, os objetivos e
as diretrizes pedagógicas da escolar.
O documento referência encontrado para análises nesta instituição de
ensino e que norteia todo o trabalho pedagógico escolar foi o PDI – Plano de
desenvolvimento Institucional para o período de 2020 – 2025, elaborado de acordo
com as disposições da Resolução CEE/ES Nº3777/2014, publicada em 20/10/2014.
Segundo o documento, possui objetivos principais de promover o desenvolvimento
integral das crianças, abrangendo aspectos cognitivos, emocionais, sociais e físicos.
Há um foco claro na valorização do brincar como ferramenta essencial para o
aprendizado e no respeito às fases de desenvolvimento infantil. Foi informada que
novamente houve mudança do Modelo do PDI para implementação do PPP para
2025. Logo, as reuniões para estudo e pesquisas para a elaboração do novo
documento já estão sendo feitas pela equipe pedagógica.
O CEIM Educação Infantil da Escola Municipal CEI Heitor e Heloisa, situada
na cidade de Rio Verde/MS, atende os estudantes da primeira etapa da Educação
Básica na modalidade presencial de creche de 01 a 03 anos e Pré-Escola de 04 a 05
anos nos turnos matutino e vespertino com atendimento parcial. Entende- se por
atendimento parcial a jornada de, no mínimo 4 horas diárias como consta na
Resolução n} 5 de 17 de dezembro de 2009, que fixa as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Infantil.
A escola funciona com 6 turmas em cada turno, sendo o matutino de 07 h as
11 h e no vespertino de 13 h às 17 h com a capacidade de matrícula para 200
estudantes.
De acordo com um breve histórico da escola, este Centro de Educação
Infantil Municipal Educação Infantil da Escola Municipal CEI Heitor e Heloisa,
situada na cidade de Rio Verde/MS foi inaugurado em 15 de março de 2004. Na
ocasião, a comunidade local integrada à associação de moradores do Bairro
Palmital solicitou a Prefeitura do município, a criação de um centro educacional que
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atendesse as crianças de 0 a 06 anos de idade. A solicitação foi atendida e a
instituição foi registrada com esse nome em homenagem a primeira moradora do
local, Educação Infantil da Escola Municipal CEI Heitor e Heloisa, situada na cidade
de Rio Verde/MS. Em 29 de dezembro de 2004, foi instituído pelo Decreto de
criação nº 639/2004.
Com o crescimento da demanda de nossa área de abrangência, surgiu a
necessidade de uma construção adequada e de qualidade. A construção do novo
CEIM teve início no ano de 2008 e sua inauguração e funcionalmente, ocorreu em
03 de fevereiro de 2010, realizada pelo prefeito em exercício Guerino Zanon. O novo
CEIM manteve seu nome em homenagem a família Santos doadora do terreno.
Essa escola traz como missão, a de ser reconhecida em âmbito municipal
como referência e excelência na Educação Infantil e no desenvolvimento do ensino
baseado nos valores e nos direitos de aprendizagem das crianças. Construindo um
processo de ensino aprendizagem de forma prazerosa, significativa, atualizada e
eficaz com profissionais qualificados e comprometidos com a comunidade escolar
em busca da aquisição da autonomia e formação de cidadãos críticos, competentes,
criativos e conscientes capazes de agir na transformação.
As diretrizes pedagógicas do PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional
incluíram a implementação de uma abordagem construtivista, onde a criança é vista
como protagonista do seu aprendizado. O documento enfatiza a importância de criar
um ambiente seguro, acolhedor e estimulante que favoreça a exploração e a
curiosidade.
As metodologias adotadas baseiam-se em atividades lúdicas, projetos
interdisciplinares e o uso de tecnologias educativas. O documento ressalta a
necessidade de adaptar as atividades às necessidades e interesses das crianças,
garantindo uma aprendizagem significativa.
O conceito de avaliação expresso na proposta, critérios para promoção,
usos do resultado, procedimentos de acompanhamento da aprendizagem, enfatiza
como sendo o processo de avaliação contínuo e formativo, focado em acompanhar o
progresso individual das crianças. São utilizados instrumentos diversificados como
portfólios, evidências de aprendizagens, observações diretas e relatórios descritivos,
sempre buscando uma visão holística do desenvolvimento infantil. Aos vinte e sete
(27) de novembro será realizada a AVA – Autoavaliação Institucional com
participação da escola e comunidade. Essa avaliação acontecer através do
instrumento PAI – Programa de Avaliação Institucional (internet) e a divulgação dos
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resultados será realizada uma reunião com a participação das equipes pedagógicas,
administrativas e dos familiares dos dois turnos. O plano de ação do ano seguinte
será elaborado tomando como base as análises dos resultados dessa pesquisa
visando atender as reivindicações desta avaliação.
De acordo com o calendário escolar de 2025, com fundamentação legal: Lei
Federal nº 9.394/96, de 20/12/1996 – D.O 23/12/1996 da Secretaria Municipal de
Educação jurisdicionada à Superintendência Regional de Educação de Linhares –
ES, determinou 200 dias letivos e o período de recesso escolar acontecerá entre os
dias 15 a 21 do mês de março de 2025. Também consta neste calendário as datas
das Formações dos Profissionais do Magistério, Planejamentos Pedagógicos,
Conselho de classe, Autoavaliação Institucional e elaboração do Plano de ação para
2025. São datas que devem ser seguidas com muito rigor pela Equipe Escolar.
As informações sobre a elaboração do PDI foram obtidas através de
entrevista com gestora em exercício Marilzete Gonçalves que relatou dificuldades
para elaboração desse documento, pois foram necessários muito estudos á noite,
enfim, houve esforços por parte da equipe pedagógica. Inicialmente foi realizado um
levantamento bibliográfico sobre as Leis de Diretrizes e Bases da Educação
(BRASIL,1996), os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL,1997. Em seguida,
um levantamento preliminar de alguns trabalhos com temática semelhante, e de
autores renomados na área do conhecimento como VEIGA (1998), de modo a
fundamentar as etapas de estudo da pesquisa. Como resultado, foi possível
conhecer a realidade e demandas da clientela da comunidade na qual está inserida
para depois partir para a finalização desse documento.
As diretrizes pedagógicas presentes no documente incluem a
implementação de uma abordagem construtivista, onde a criança é vista como
protagonista do seu aprendizado. O documento enfatiza a importância de criar um
ambiente seguro, acolhedor e estimulante que favoreça a exploração e a
curiosidade.
As metodologias adotadas baseiam-se em atividades lúdicas, projetos
interdisciplinares e o uso de tecnologias educativas. Ainda ressalta a necessidade
de adaptar as atividades às necessidades e interesses das crianças, garantindo uma
aprendizagem significativa.
O documento aborda a importância da inclusão, assegurando que todas as
crianças, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais,
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emocionais, linguísticas ou culturais, tenham acesso a uma educação de qualidade.
Estratégias específicas são delineadas para promover a equidade e a diversidade no
ambiente escolar.
O PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional valoriza a parceria com as
famílias, reconhecendo-as como fundamentais no processo educativo. São descritas
ações para fomentar essa colaboração, como reuniões, oficinas e eventos
comunitários, buscando uma comunicação transparente e eficaz. Todas as quartas-
feiras tem apresentação de momentos cívicos, momentos sociais e os culturais feito
pelos alunos com a participação da família.
O Plano de Desenvolvimento Institucional Pedagógico da Escola Municipal
“CEI Heitor e Heloisa” apresenta um planejamento detalhado e bem estruturado, que
almeja a formação integral das crianças. A análise revela um compromisso com uma
educação inclusiva, lúdica e centrada na criança, alinhada às necessidades
contemporâneas e às diretrizes nacionais da educação infantil.
De acordo com o regimento escolar a jornada escolar e carga horária da
Secretaria de Educação de Linhares/ES e Lei de Diretrizes e Bases (LDB) – nº
9.394, de 20 de dezembro de 1996 – prevê carga horária mínima anual de 800
horas, distribuídas em no mínimo 200 dias de efetivo trabalho escolar. Os docentes
devem cumprir 25 horas de regência e 15 horas Coordenação semanal. E o horário
de regência 7h às 11h10 (matutino) e das 13h às 17h10 (vespertino), de fevereiro a
dezembro, com recesso escolar no mês de Julho e férias em dezembro e janeiro, de
acordocom o Calendário Escolar.
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3 RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA
Pesquisas na área de Educação Infantil indicam uma série de fatores que
contribuem para a qualidade das escolas. Dentre eles, destacam-se referenciais
curriculares apropriados para faixa a etária, com ambiente estimulante e voltado
para alto nível de participação ativa da criança; infraestrutura segura com rotinas de
higiene e cuidado pessoal.
O Guia PNLD 2022 propõe o seguinte: Considera que o acesso ao livro
didático ajuda a estimular competências e a descoberta por meio do livro.
Nesse caso, analisar se as propostas das obras consideram as crianças
como sujeitos ativos em aprendizagens, presume-se que o profissional da educação
deve ter clareza dos objetivos dos referenciais curriculares da BNCC, o PPP local, o
Guia PNLD.
A proposta da BNCC para a Educação Infantil está organizada em torno de
6 (seis) direitos de aprendizagem e desenvolvimento que estão diretamente
relacionados com as 10 (dez) competências gerais da BNCC. Os direitos são:
conviver, brincar, participar, explorar, se expressar e conhecer-se.
O arranjo curricular da BNCC para essa etapa está em sua organização em
campos de experiências. São eles: O eu, o outro e o nós; Corpos, gestos e
movimentos; Escuta, fala, pensamento e imaginação; Traços, sons, cores e formas;
Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. A proposta rompe com a
perspectiva de um currículo baseado nas áreas de conhecimento e valoriza um
planejamento curricular baseado na criança e em suas experiências e saberes,
buscando garantir as vivências essenciais para seu desenvolvimento integral
Analisar materiais didáticos da escola de Educação Infantil não é tarefa fácil.
Foi necessário compreender que materiais didáticos não são apenas livros
destinados a professores, gestores e alunos, mas são todos os recursos necessários
às vivências das crianças e professores na escola. Como a exemplo dos brinquedos,
jogos, cartazes, filmes, revistas, textos, mural, gravuras etc., pois são materiais
fundamentais que favorecem a concretização dos objetivos de aprendizagem e
desenvolvimento previstos pela BNCC.
Tipos de recursos disponíveis na escola: retroprojetores, aparelho de som
em cada sala, televisores com internet para as salas de 1 ano, jogos, maquetes,
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placas de trânsito, mapas, ilustrações, cartazes, computadores com internet para
uso dos professores e gestores. Encontrei muitos jogos de alfabetização e
entretenimento, letreiros, maquete do mapa do Estado, do país e do mundo. A
escola conta com uma sala de vivência com bastante jogos, livros, brinquedos,
roupas de fantasias e adereços, maquete de personagens quebra-cabeça e muito
outros recursos didáticos.
Os livros didáticos para turmas de 04 e 05 anos não foram adotados pela
secretaria de Educação de Linhares.
Livros infantis, jogos, brinquedos, aparelho de som, são os mais usados
diariamente por todas as turmas, alunos e professores. Todo esse acervo didático
são guardados em estantes, armários, salas de aula, almoxarifados.
Os livros didáticos para crianças das turmas de 04 e 05 anos não foram
adotados pela Secretaria de Educação de Linhares, logo, esses exemplares estão
disponíveis apenas para o profissional de educação planejar suas aulas.
As obras que contemplam também livros didáticos para crianças de 0 a 6
anos usados pelo professor para planejarem suas atividades, destaco a importância
de se considerar, no estudo das coleções, se a abordagem desses livros está
alinhada aos princípios e conceitos das DCNEI, BNCC, referenciais curriculares e
PPPs locais, evitando retrocessos em relação às conquistas da etapa da educação
infantil e possíveis impactos negativos no desenvolvimento das crianças.
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4 RELATO DA ENTREVISTA COM O PROFESSOR REGENTE
A professora entrevistada foi Pamela Lopes CEIHH, graduada em Educação
Infantil e Anos Iniciais Licenciatura Plena e Pós-graduada em Anos
iniciais/Educação Infantil .
Atua no magistério há mais de 18 anos, sendo 14 só neste CEIHH no quadro
de efetiva. Possui vários cursos de formação continuada e atualmente está
participando de mais um, oferecido pela Secretaria de Educação Rio Verde MT - MS.
Segundo ela, suas ações pedagógicas são planejadas seguindo as orientações
curriculares da BNCC que contém os objetivos de aprendizagens e desenvolvimento
da turma de 4 anos, está trabalhando atualmente com o Projeto Institucional “O
fantástico mundo dos gêneros textuais”. Seu trabalho é acompanhado e orientado
pela pedagoga Regiane durante seu planejamento semanal nas segunda-feira. São
elaborados projetos, sequências, planos de aula, relatos, rotina semanal, relatórios,
avaliação, recursos didáticos, brincadeiras, jogos, atividades etc. Também faz uso
de uma rotina mensal para executar seu plano diário e anotando seu caderno de
planejamento.
Sua regência segue os planos de aula, sequências, projetos, jogos,
brincadeiras, materiais didáticos como recurso, avaliações contínuas etc., e tem
como objetivo sistematizar a ação pedagógica desenvolvida ao longo do ano letivo,
possibilitando o registro das observações feitas em torno do desenvolvimento
apresentado pelas crianças, no processo de construção de conhecimento.
Participa dos encontros de formação continuada com objetivos de pesquisar
e aprender assuntos novos que tratam das especificidades da educação infantil,
para melhorar sua atuação em sala de aula. Esses encontros de formação, se dão
por meio de reuniões oferecidas pela SEME – Secretaria Municipal de Educação de
Mato Grosso do Sul.
O processo de desenvolvimento da avaliação da formação da criança se dá
por meio de parecer descritivo trimestral orientado pela pedagoga da escola.
A interação da criança na sala de aula se dá de forma natural e os alunos
são bem receptivos na troca de conhecimento e experiências vivenciadas.
A relação com família responsável pelo aluno(a) fica estabelecida ao final do
trimestre ou quando houver necessidade de ambas as partes. A escola estabelece
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as datas das reuniões. A professora percebeu também que há muita omissão por
parte de alguns responsáveis que querem transferir a responsabilidade de educar
seus filhos para os professores invertendo os papéis.
Ao meu ver, algumas famílias não veem a escola como um lugar de
construção de conhecimento e sim como uma extensão da sua casa ao qual, aos
olhos deles, a escola é um ambiente assistencialista que está aberta aos filhos,
enquanto os pais seguem sua rotina de trabalho.
Os desafios apontados pela professora foi o cotidiano escolar, a ausência da
família na escola, mal-estar docente, saúde e a desvalorização do professor.
Com base nos planejamentos da professora, as temáticas que poderão ser
abordadas nos planos de aula para o período de regência são: O Eu, O Outro e Nós,
Escuta, Fala, Corpo, Gesto e Movimento, jogos, brincadeiras, música, numeral e
quantidade, os materiais que serão utilizados devem ser concretos e lúdicos.
O acompanhamento pedagógico é uma forma de gestores, pedagogos e
professores avaliarem individualmente o desempenho escolar dos alunos. Por meio
dessa ferramenta é possível oferecer uma metodologia adequada e significativa
para os alunos, atendendo as suas dificuldades específicas.
Os professores também podem se beneficiar significativamente com a
estratégia, uma vez que eles entendem quais são as dinâmicas de cada estudante.
A partir disso, é possível definir ações mais eficientes para atingir os objetivos do
processo de ensino e aprendizagem, melhorando como um todo o rendimento
educativo.
O acompanhamento pedagógico é fundamental porque direciona os
trabalhos de forma organizada, evitando a sobrecarga do educador, podendo
estabelecer melhor seu planejamento que venha atender cada vez mais as
necessidades dos alunos.
Esse esforço por parte da equipe pedagógica agrada também a família da
criança, que passa a ter mais confiança no professor, na escola e no
desenvolvimento da aprendizagem do educando. Além disso, são estimulados a
desenvolver habilidades sócio emocionais importantes para a melhora do seu
relacionamento interpessoal.
Segundos relatos da professora, os desafios de se educar nos dias atuais
estão cada vez mais desafiador frente a esse momento de tecnológica avançada. É
preciso buscar informações novas constantemente, aceitar o novo para que sua
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prática no fica obsoleta, tradicional. “Enfrentar os desafios educacionais é aceitar o
novo, repensar a prática, renovar e se reinventar!”
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5 RELATO DO LEVANTAMENTO DE MATERIAIS DE APOIO
ESPECÍFICOS PARA ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS
CONTEMPORÂNEOS
As metodologias possui a transversalidade que é um princípio que
desencadeia métodos modificadores das práticas pedagógicas, integrando diversos
conhecimentos tendo uma direção com visão sistêmica. Esse conceito de
transversalidade surgi em um contexto dos movimentos de renovação pedagógica,
quando os teóricos conceberam que é necessário redefinir o que se entender por
aprendizagem e repensando também os conteúdos que se ensinam aos alunos.
Essa contribuição metodológica na aplicação do conhecimento adquirido
pelos alunos, para a aplicação do conhecimento adquirido pelos alunos que
assimilem o conteúdo de forma prática em seus estudos. Portanto, é um método de
caráter avaliativo, que visa garantir a eficácia do aluno criando uma visão crítica e
ampla da área de atuação escolhida.
Foi a elaboração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional –
LDBEN de 1996, os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) são obrigatórios
na escola. Contextualizar o ensino em sala de aula conjuntamente com os temas
contemporâneos, permeia o aumento do interesse dos estudantes durante este
processo que torna a relevância desses temas um desenvolvimento como cidadão.
Estes são importantes devido permitir que os alunos tenham um novo olhar para que
construam um pensamento crítico e reflexivo, sobre o meio social e os valores na
sociedade. Sendo assim, o professor é o mentor e peça importante na para que seja
desenvolvido em sala de aula apresentando sobre como usar o dinheiro, como
cuidar do meio ambiente, como adotar a empatia com os outros etc.
Considera-se que na educação infantil, os temas possíveis de serem
trabalhados são: a ética, pluralidade cultural, trabalho e consumo. Eles incluem o
ensino a todas as crianças brasileiras de maneira igualitária e gratuita, onde o papel
do professor em sala de aula também é imprescindível, para colaborar na formação
dos alunos, aplicando, em sala de aula, valores democráticos.
Para que esses temas sejam abordados, torna-se fundamental que os
currículos escolares sejam colocados de forma mais eficaz dentro da sala de aula na
medida que possibilite melhor aproveitamento por parte do professor. O currículo
hoje é a base do ensino e faz com que o professor tenha um direcionamento melhor
em sala.
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É fato que muitas escolas ainda apresentam certa resistência e dificuldade
para abordar determinados assuntos, principalmente quando a escola não possui
uma equipe multidisciplinar.
No Centro Educacional Infantil Municipal (CEIHH), os gestores demonstram
sempre a busca de materiais e profissionais capacitados a fim de repassar esses
conhecimentos para os estudantes. A proposta pedagógica da escola sempre foi a
formação integral da criança, ou seja, visam sempre a busca de desenvolvimento de
projetos onde os alunos estejam integrados a tudo que ocorre no seu cotidiano e na
sociedade, com base nisso a escola desenvolve vários projetos ligados aos temas
transversais contemporâneo, como meio ambiente, folclore, primavera, e entre
outros.
A escola tem uma visão social dentro do seu projeto educacional
visivelmente o incentivo da participação dos alunos, além disso, envolver as famílias
dos alunos nesse processo de aprendizagem é fundamental para que eles tenham
uma educação mais efetiva, principalmente considerando que diversos desses
conceitos são trazidos de casa. Por isso, essa parceria deve-se estender por toda
visa escolar do aluno, pais e comunidade a interagir de forma educativa como meio
ambiente, campanhas de saúde, ambiental, inclusive a projetos muito presente
envolvendo seus alunos. Por isso, essa parceria deve-se estender por toda dinâmica
escolar dos alunos, promovendo oficinas de atividades temáticas na construção de
maneira inclusiva e de acesso a todos, mostrando assim, modos Interdisciplinar,
Interdisciplinar e Transdisciplinar.
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6 RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA
A proposta da BNCC para a Educação Infantil está organizada em torno de 6
(seis) direitos de aprendizagem e desenvolvimento que estão diretamente
relacionados com as 10 (dez) competências gerais da BNCC. Os direitos são:
conviver, brincar, participar, explorar, se expressar e conhecer-se. O arranjo
curricular da BNCC para essa etapa está em sua organização em campos de
experiências. São eles: O eu, o outro e o nós; Corpos, gestos e movimentos; Escuta,
fala, pensamento e imaginação; Traços, sons, cores e formas; Espaços, tempos,
quantidades, relações e transformações. A proposta rompe com a perspectiva de um
currículo baseado nas áreas de conhecimento e valoriza um planejamento curricular
baseado na criança e em suas experiências e saberes, buscando garantir as
vivências essenciais para seu desenvolvimento integral.
Resguardar os direitos dos alunos a aprendizagem trata-se de um
documento em que constam os conhecimentos que são necessários para os alunos
da Educação Básica. A partir da BNCC tanto a rede pública quanto a particular
deverão apresentar mesmos conteúdos (BNCC, 2017).
Quanto a organização, a Base Nacional Curricular de ser elaborada pelo
governo federal, os currículos escolares são responsabilidades dos Estados e
Municípios e as propostas pedagógicas devem ser formuladas pelas instituições de
Ensino.
A BNCC, portanto, não é um currículo em si, mas parte dele, ou seja, a sua
finalidade é orientar a construção dos referenciais curriculares e dos projetos
políticos-pedagógicos das escolas, à medida que estabelece as competências e
habilidades que serão desenvolvidas pelos alunos ano a ano (MODERNA, 2017).
A implantação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) vai deixar claro
os conhecimentos essenciais aos quais todos os estudantes brasileiros têm o direito
de ter acesso e a se apropriar durante sua trajetória na Educação Básica, ano a ano,
desde o ingresso na creche até o final do Ensino Médio (BRASIL, 2014).
Os fundamentos pedagógicos da BNCC devem firmar compromisso com a
Educação Integral, favorecendo o desenvolvimento global do ser humano,
contemplando aspectos cognitivos, sociais e pessoais a serem desenvolvidos pelos
alunos.
Os conteúdos curriculares devem estar a serviço de competências.
19
Competências é definida de acordo com a BNCC como mobilização de
conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e sócio
emocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida
cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.
As competências gerais da Base Nacional Comum Curricular são:
Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o
mundo físico, social, cultural e digital para entender explicar a realidade, continuar
aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e
inclusiva.
Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das
ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a
criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver
problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos
das diferentes áreas.
Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, dos locais às
mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-
cultural (BRASIL, 2014).
Nos primeiros anos do Ensino Fundamental a BNCC sugere dar continuidade
a Educação Infantil, promovendo a socialização e o acolhimento integral à criança.
Deve ser reforçada sua aprendizagem, visando a alfabetização plena,
utilizando como metodologias as atividades lúdicas.
BNCC e currículo têm papéis complementares para assegurar as
aprendizagens essenciais definidas para cada etapa da Educação Básica, uma vez
que tais aprendizagens só se materializam mediante o conjunto de decisões que
caracterizam o currículo em ação (BNCC, 2017).
De acordo com a BNCC (2017) ao adotar esse enfoque, decisões
pedagógicas devem estar orientadas para o desenvolvimento de competências. Por
meio da indicação clara do que os alunos devem “saber” (considerando a
constituição de conhecimentos, habilidades e valores) e, sobretudo, do que devem
“saber fazer” (considerando a mobilização desses conhecimentos, habilidades,
atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno
exercício da cidadania e do mundo do trabalho).
A Base Nacional Curricular faz parte da Política Nacional de Educação e tem
como objetivo contribuir com ações norteadoras referentes a elaboração de
20
conteúdos, formas avaliativas de ensino, bem como a formação de professores.
A BNCC traz um método eu viso oferecer uma infraestrutura adequada para o
pleno desenvolvimento da aprendizagem, onde todos os fatores que envolvem a
educação básica são considerados, dendê o conhecimento empírico do aluno a
investigação científica.
A ação conjunta das esferas dos três poderes do Governo pode trazer
grandes transformações no ensino, fortalecendo e dando qualidade a educação.
21
7 RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS
UTILIZADOS PELO PROFESSOR
A Identidade do Docente é uma construção de saberes construídos ao longo
do tempo, com estudos, pesquisas, práticas, saberes, tomada de decisões com
consciência e avaliação de sua prática, apesar de reconhecer as crises da profissão
com alguns determinantes.
O processo de formação da identidade pessoal tem início na fase infantil, na
medida em que a criança assimila traços e características de pessoas e objetos
externos valorizados. É um processo que ocorre de acordo com a cultura e a
categoria social do indivíduo. O desenvolvimento do eu depende, em grande parte,
das pessoas ou grupos de pessoas com os quais nos identificamos, mas isto nunca
ocorre em nível generalizável e a intensidade desta identificação é variável.
Nesse processo, o indivíduo adota papéis e atividades das outras pessoas
que lhe parecem significativas, adquirindo sua identidade subjetiva, ou seja, a
identidade se mantém, modifica-se e remodela-se em uma dialética entre o
“eu/outros” (MOGONE, 2001, p. 16)
Em observação aos instrumentos avaliativos aplicados pelo professor, a
análise realizada na aprendizagem, pode-se pontuar muitas informações positivas
como a prática pedagógica acontece no espaço escolar sendo uma perspectiva
diagnóstica.
A construção da avaliação diagnóstica em sua aplicação necessita de
planejamento e aplicabilidade de instrumentos, para que, os alunos saibam e quanto
ainda precisam aprender, buscando alcançar os objetivos que lhe foram propostos,
mas também planejar a ação pedagógica a fim de criar condições com finalidade
que a aprendizagem ocorra, sendo assim, as práticas pedagógicas utilizadas nesse
processo devendo obter variações, importante salientar, as intenções que se tem
com seu uso, ou seja, para avaliar é necessário planejar e desenvolver objetivos e
instrumentos que contribuam para a construção do conhecimento.
Nessa perspectiva, surge a necessidade de pensar e discuti-la em todas as
esferas da instituição escolar, pois esta se torna uma ferramenta muito importante
para o processo de gestão democrática da escola pública.
Nesta direção é possível pensar nas ações educacionais, com o objetivo de
levar o educando a superar suas dificuldades, promovendo uma avaliação com
22
função diagnóstica, elegendo instrumentos avaliativos que orientem o professor a
identificar as dificuldades e fragilidades no processo de ensino aprendizagem.
Qualifica-se a avaliação, apesar de sua amplitude como elemento que
assume diferentes funções no cotidiano do ser humano, em especial no espaço
escolar é uma atividade que envolve profundamente, técnicas e metodologias, além
de políticas na sua realização.
Posto isto, refletir sobre de como os instrumentos de avaliação são utilizados
na relação professor/aluno e no processo ensino aprendizagem, dará uma
concepção mais precisa do que se pretende alcançar quando se avalia, bem como
esclarecer quais os instrumentos, que utilizados nesse processo, poderão contribuir
mais significativamente no diagnóstico da aprendizagem.
A avaliação no processo ensino aprendizagem sempre gerou polêmicas, e
não se criaram até então, receitas prontas e acabadas de como, e qual seria o
melhor método, instrumento ou processo a ser utilizado em sala de aula para avaliar
o aluno.
A importância do professor como mediador desse processo buscando
construir junto ao aluno a sua aprendizagem, levando em consideração que o ato de
avaliar, no sistema educacional vigente, orienta o destino dos alunos, porque através
dele se indicará seu êxito ou fracasso.
No que tange os instrumentos de avaliação, não se trata de negar a
importância da prova escrita, muito pelo contrário, a prova escrita oferece os
subsídios para o professor melhor compreender a aprendizagem dos alunos e a
partir daí, orientá-los para melhor desempenho.
Ressignificar a atuação do professor nesse processo, é refletir no seu fazer
profissional usando na sua aplicabilidade no planejar, no elaborar seus instrumentos
de avaliação, objetivamente direcione a qualidade do que se quer ensinar. Desta
forma, o uso de diferentes instrumentos e técnicas para avaliar aprendizagem,
poderá oportunizar a todos os alunos, igualdade de condições para demonstrar seu
conhecimento.
23
8 RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA
NO ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA
As transformações ocorridas na sociedade delineiam o perfil do profissional
da educação, uma vez que a educação, que é o seu objeto de estudo, sofre
influências de diversas áreas: política, econômica, social, cultural, Libâneo (2010, p.
30) assim define a educação: “é o conjunto das ações, processos, influências,
estruturas que intervêm no desenvolvimento humano de indivíduos e grupos na sua
relação ativa com o meio natural e social, num determinado contexto de relações
entre grupos e classes sociais”. Neste sentido, dar-se-á ênfase ao contexto
educacional, com o objetivo de refletir a respeito da formação do pedagogo e sobre
como vem sendo tratado à função do mesmo neste contexto.
Dessa forma, podemos perceber que neste momento então, surge o
pedagogo generalista, as funções a ele destinadas pela sua formação, acabam
definindo seu papel no interior das escolas, no entanto, pelo fato de não ser bem
clara está função, há muitas divergências a respeito das atribuições assumidas pelo
mesmo.
A LDB 9394/96, trata em seu art.13 (Incisos de I ou IV), sobre a formação do
pedagogo com exclusividade a docência:
Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de:
1º§. Participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento
do ensino;
2º§. Elaborar e cumprir o plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica
do estabelecimento de ensino;
3º§. Zelar pela aprendizagem dos alunos;
4º§. Estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor
rendimento;
5º§. Ministrar os dias letivos e as horas-aulas estabelecidos, além de
participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à
avaliação e ao desenvolvimento profissional;
6º§. Colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e
a comunidade. (BRASIL, 1996)
As Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de pedagogia
regulamentam a atuação profissional do pedagogo com exclusividade a docência,
colocando as habilitações do curso em extinção: Art. 2º As Diretrizes Curriculares
para o curso de Pedagogia aplicam-se à formação inicial para o exercício da
24
docência na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nos
cursos de Ensino Médio, na modalidade Normal, e em cursos de Educação
Profissional na área de serviços e apoio escolar, bem como em outras áreas nas
quais sejam previstos conhecimentos pedagógicos. (BRASIL, 2006).
Ao investigar a respeito das funções e competências desenvolvidas pela
supervisora na escola Educação Infantil da Escola Municipal CEI Heitor e Heloisa,
situada na cidade de Rio Verde/MS, foi destacado pela entrevistada Regiane Satyro
dos Santos que, entre as competências mais relevantes estão o estabelecimento
dos preceitos pedagógicos a serem seguidos pela instituição junto à direção;
analisar, avaliar e acompanhar os planos de curso, sugerir livros e recursos
audiovisuais, acompanhar as práticas metodológicas dos professores, analisando
aspectos que por ventura possam atrapalhar as atividades escolares, organizar
reuniões com os professores, concedendo-lhes assistência pedagógica e
metodológica e, ao mesmo tempo, estimulando e sugerindo atividades que possam
tornar a experiência educativa efetiva para todos os envolvidos.
A entrevistada relatou algumas atribuições que um supervisor escolar possui
no ambiente escolar, como sendo: coordenar e organizar os trabalhos de forma
coletiva na escola; prestar orientação e assistência aos professores, acompanhar o
desenvolvimento da proposta pedagógica da escola e o trabalho do professor junto
ao aluno, auxiliando em situações adversas, planejamento de atividades
pedagógicas e promover reuniões pedagógicas, verificar diários e registro de
atividades dentre outras.
A pedagoga busca ajudar o professor, fazer com que o corpo docente sinta
que podem trabalhar de mãos dadas com a supervisão, com qualidade do ensino,
que o educando consiga construir conhecimento. O autoritarismo e a fiscalização
não fazem parte do cotidiano destas profissionais na escola.
Percebe-se, portanto, que a entrevistada possui um caráter teórico da
realidade do conhecimento sobre as atribuições da função que ocupam dentro do
espaço escolar e isso mostra-se verdadeiramente importante, pois o
desconhecimento do seu papel e importância dentro do âmbito escolar trouxe
inúmeros problemas ao exercício da função supervisora dentro das escolas
(RANGEL, 1980; LOURENÇO, 2009; CORRÊA, 2010, OLIVEIRA, 2011).
Outrossim, à relevância da supervisão educacional, ela considera a
supervisão escolar como um elemento-chave na educação, tendo em vista que o
objetivo final é a aprendizagem dos alunos, sendo que eles conseguem isso através
25
do relacionamento com os professores, trabalhando em conjunto para buscar
coletivamente melhorias.
26
9 RELATO DA OBSERVAÇÃO
Ao ser apresentada aos alunos da turma de 4 anos A do turno matutino do
Educação Infantil da Escola Municipal CEI Heitor e Heloisa, situada na cidade de
Rio Verde/MS, fui muito bem recebida por todos. Iniciei minhas observações nas
aulas de Educação Infantil da professora Pamela que usou um diálogo claro do que
aconteceria durante as aulas. Pude perceber que os alunos têm uma confiança e
uma troca muito legal com as professoras, são tratados com muito carinho e
respeito. Além disso, elas possuem uma excelente comunicação e consegue
discipliná-los de forma adequada, estabelecendo regras que os alunos atendem e
respeitam. Suas aulas são dinâmicas e animadas, sempre com músicas,
brincadeiras, vídeos e atividades divertidas. As professoras utilizam diversos
recursos e materiais que chamam a atenção das crianças.
Os alunos ficam muito animados e apreensivos em todas as aulas, gostam
da interação com os outros colegas, se comunicam bastante e gostam muito quando
a professora os leva para atividades externas.
A escola possui em seu quadro de trabalhar a ludicidade de música, a
professora é quem aplica as aulas de música com as crianças da educação infantil,
ela canta utilizando microfone e som cantando diversas músicas voltadas para o
público infantil e pede para as crianças interpretarem as músicas através de gestos
e movimentos com o corpo. As aulas são muito animadas, as crianças decoram as
músicas rapidamente e conseguem associar as palavras com os gestos, alguns
ficam tímidos no início, mas logo se soltam e caem na dança.
Acolhida: Esse foi o primeiro momento do dia que a criança terá contato com
a sala de aula, o professor e os colegas e, por isso, é importante que ela se sinta
animada para toda a rotina. Uma sugestão é criar na sala um ambiente com jogos e
brinquedos que possam ser utilizados pelas crianças enquanto a professora recebe
a cada um. Elas também podem ser recebidas com música, com cumprimentos
especiais e serem convidadas a ocuparem um espaço específico.
Hora da roda: Aqui cabe ao educador organizar o espaço, para que todos
os que desejam possam falar, para que todos estejam sentados de forma que
possam se ver uns aos outros, além de fomentar as conversas, estimulando as
crianças a falarem, e promovendo o respeito pela fala de cada um. Através das
falas, o professor pode conhecer cada um de seus alunos, e observar quais são os
temas e assuntos de interesse destas. Na roda, o educador pode desenvolver
27
atividades que estimulam a construção do conhecimento acerca de diversos códigos
e linguagens, como, por exemplo, marcação do dia no calendário, brincadeiras com
crachás contendo os nomes das crianças, jogos dos mais diversos tipos.
Hora da brincadeira: Brincar é a linguagem natural da criança, e mais
importante delas. Acredita-se que a brincadeira é uma atividade essencial na
Educação Infantil, onde a criança pode expressar suas ideias, sentimentos e
conflitos, mostrando ao educador e aos seus colegas como é o seu mundo, o seu
dia a dia. A brincadeira é, para a criança, a mais valiosa oportunidade de aprender a
conviver com pessoas muito diferentes entre si; de compartilhar ideias, regras,
objetos e brinquedos, superando progressivamente o seu egocentrismo
característico; de solucionar os conflitos que surgem, tornando-se autônoma; de
experimentar papéis, desenvolvendo as bases da sua personalidade.
Compreende-se que o professor deve se encontrar em articulação com toda a
equipe pedagógica para alcançar os objetivos de aprendizagem do aluno. Utiliza-se
a proposta curricular para estabelecer como se ensina e quais a maneira de
avaliação, bem como a organização do tempo e espaço na sala de aula. A equipe
pedagógica deve propor formação continuada aos professores para compreender a
maneira de como irá se organizar visando o cumprimento das intenções da escola.
28
10 PLANOS DE AULA
PLANO DE AULA 1
Nome da escola: CEIHH
Regência: Pamela Lopes
Nível/Ano: 4 anos A
Número de alunos: 11
Data aplicação: 18/03/2025
Tempo: 3 horas
Turma: 4 anos A
Período: Matutino
Exploração e criação de sons com objetos
Campo de experiências: Traços, Sons, Cores e Formas; CG: Corpo,
Gestos e
Movimentos;
Tempo: 4 horas
Turma: 4 ano A
Período: Matutino
Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento
(EI03EO07) Usar estratégias pautadas no respeito mútuo para lidar
com conflitos nas interações com crianças e adultos.
(EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura,
colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e
tridimensionais.
(EI03CG02/ES) Demonstrar controle e adequação do uso de seu
corpo nos momentos de interação com seus pares, em brincadeiras e jogos, escuta
e reconto de histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades de
movimentos;
EI03TS01) Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e
instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações
musicais, festas.
Apreciação musical
Corpo humano
Objetivo geral: Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e
29
instrumentos, Criações musicais; coordenar sua habilidade manuais; desenvolver a
coordenação motora, demonstrar controle e adequação no uso do seu corpo;
Objetivos específicos:
Conhecer e coordenar sua habilidade manuais;
Conhecer cada parte do corpo humano e exercer o mesmo;
Apreciação da música que se dá pela leitura;
Metodologia
1º Momento:
Acolhimento musical;
Chamadinha;
Calendário;
Contagem dos alunos;
Músicas aleatórias;
Brinquedos aleatórios;
2º Momento: Em roda de conversa, pesquisar com as crianças as músicas
que mais gostam, para a criação da caixa “Músicas Preferidas da Turma, fazer a
listagem junto com os alunos, decorar a caixa musical, fazer a ilustração e o nome
da música numa folha e colocar dentro da caixa, após terminar, utilizar a caixa,
um aluno vai colocar a mão na caixa e sortear, a música sorteada será cantada pela
turma toda, e assim continuar com o restante dos alunos;
3º Momento:
Higiene das mãos;
Lanche;
Intervalo;
4º Momento: Propor as crianças a brincadeira “O Mestre Mandou”, na
brincadeira as crianças vão utilizar partes do corpo, além de conhecer desenvolver a
coordenação motora, utilizando comando que utiliza as partes do corpo, enquanto a
professora irá recitando eles vão fazendo conforme será pedido na brincadeira;
Recursos : Papel A4, Lápis de cor, Livro, caixa de papelão, cartolina,
tesoura, atividade xerocada;
Avaliação: Avaliar diante do desenvolvimento de todos os alunos através
das atividades propostas, coordenação motora, audição ilustração, e avaliar
30
continuamente a melhora dos alunos através das atividades;
PLANO DE AULA 1.2
Nome da escola: CEIHH
Regência: Pamela Lopes
Nível/Ano: 4 anos A
Número de alunos: 11
Data aplicação: 19/03/2025
Tempo: 1 hora
Período: Matutino
Conteúdo: Momento social – teatro e música como expressão cultural.
Objetivo: Incentivar a socialização cultural e a expressão da arte em uma
conjuntura de educação inclusiva.
Metodologia: Possibilita que os alunos realizem um trabalho coletivo, onde
haja o envolvimento de todos em sala de aula e, estimulando a integração e
participação de todos respeitando a particularidade de cada um.
Recursos: Violão, caixa de som e microfone;
Avaliação: será realizada durante o momento curto e dinâmico todo o
processo, pois dela dependem os passos seguintes e os ajustes, aproveitando as
próprias situações de aprender brincando através de música, violão e teatro que
consiste em tornar o processo-ensino aprendizagem uma forma natural, livre de se
construir conhecimentos, partindo da espontaneidade da criança à sistematização
de saberes, que se produzem em meio a interação proporcionada pela arte.
PLANO DE AULA 2
Brincadeira com números e quantidades
Nome da escola: CEIHH
Regência: Pamela Lopes
Nível/Ano: 4 anos A
Número de alunos: 11
Data aplicação: 22/03/2025
Tempo: 3 horas
Turma: 4 anos A
31
Período: Matutino
Objetivos de aprendizagem
(EI03ET07) Relacionar números às suas respectivas quantidades e
identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência.
Tema: A lagarta comilona – (Sheridan Cain)
Objetivos:
Identificar os dias da semana
Desenvolver a linguagem e atenção
Identificar os números e quantificá-los
Conteúdo:
Dias da semana
Número e quantidade
Metodologia:
Depois da acolhida, realizar a rotina da professora (chamada, tempo,
calendário, ajudante)
Fazer uma roda de conversa, perguntando qual dia da semana é hoje
Cantar cantada dos dias da semana
Cada aluno receberá uma folha que irá colorir, correspondendo ao
número indicado e posteriormente quantificar com tampinhas.
Relacionar através de brincadeira, número e quantidade. Os bambolês
estarão dispostos no chão cada um com uma ficha numeral de 0 à 10. Um aluno por
vez será chamado para colocar a quantidade de bolinhas correspondentes ao
numeral indicado dentro de cada bambolê.
Recursos:
Folha para colorir;
Livro infantil: A Lagarta Comilona - (Sheridan Cain) ;
Lápis de cor;
Tampinhas;
Bambolês;
Fichas com os numerais descritos;
Bolas coloridas;
Avaliação
A avaliação se dará por meio da observação e registros se os alunos
32
atingiram os objetivos propostos para esse dia.
PLANO DE AULA 2.2
Nome da escola: CEIHH
Regência: Pamela Lopes
Nível/Ano: 4 anos A
Número de alunos: 11
Data aplicação: 17/03/2025
Tempo: 1 hora
Período: Matutino
Conteúdo: Momento social – teatro da importância da alimentação
saudável.
Objetivo: Incentivar a conscientização da alimentação saudável e usando a
musicalidade como arte.
Metodologia: Possibilita que os alunos realizem um trabalho através da arte
positivo e envolvendo alimentação saudável., estimulando a integração,
musicalidade junto a importância da saúde.
Recursos: Violão, caixa de som e microfone;
Avaliação: A avaliação será realizada durante o momento curto e dinâmico
todo partindo da espontaneidade da criança para entender como a alimentação pode
influenciar no desenvolvimento infantil, além de conhecer estratégias divertidas
através da arte para adicionar fontes nutritivas e saudáveis na rotina das crianças.
33
11 RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE AULA AO PROFESSOR
O estágio foi realizado na turma do 4 anos A, da professora Pamela no
Educação Infantil da Escola Municipal CEI Heitor e Heloisa, situada na cidade de
Rio Verde/MS e configurou-se um espaço de muito aprendizado, como também, um
momento de reflexão sobre a prática que foi realizada.
Desse modo, é possível afirmar que a licenciatura envolvida nesse trabalho
me ofertou a possibilidade de aprimorar a construção do meu aprendizado, uma vez
que foi necessário a realização dos estudos de conceitos, atividades a serem
trabalhadas nas aulas, bem como leituras e referenciais teóricos. Com a realização
do estágio, pude vivenciar a rotina escolar, compreender um pouco a profissão
através da prática e convivência com os alunos, entender também de como é
fundamental e de grande importância o planejamento das aulas e da elaboração dos
planos, pois assim o trabalho do professor se torna organizado e mais eficiente,
facilitando programar os conceitos e atividades a serem trabalhadas na sala de aula.
Durante a regência, poder desenvolver, pautas no método de ensino
aprendizagem, tal como compreender a relação discentes e docentes, metodologias
e procedimentos manuseado e episódios decorrentes dentro da classe. Tornando
uma ação imprescindível ao estagiário, por evidenciar um exemplo de prática
profissional que existe a possibilidade de ser crítico em reflexões.
A regência em sala de aula é o período em que o futuro docente tem a
chance de trocar informações importantes, observar a prática com o plano de aula
acompanhado da professora regente monitorando, nos auxiliando, mas sendo de
responsabilidade do estagiário, planejar, determinar o método de aprendizagem e
avaliação.
Esse período que realizei tanto as pesquisas como a regência, foi para mim
de muito desafiador mas também de muito aprendizado. Momento de muita reflexão
da profissão do educador, teoria e prática alinhados pensando nos direitos de
aprendizagem das crianças. Essa formação, de certo nos capacitará para o
progresso de aquisição de novas habilidades, competências para nossa futura
atuação docente seja atuando como professor ou pedagogo, estabelecendo
convívios pessoais, sociais e profissionais.
Segundo Pimenta e Lima (2008), para quaisquer profissões é prático e esse
conhecimento pode haver com início de observação, na qual o futuro educador irá
repetir aquilo que ele declara como praticável, ocasionando num processo de
escolhas. Tudo é um grande incitador, porque ao decorrer do estágio universitário
34
aprende praticando, sobre as vivências da sala de aula, havendo responsabilidade
de planejar como serão as futuras aulas aplicadas, quanto ao tempo e seus
exercícios realizados pelos discentes, de modo que serão realizadas as instruções e
como efetivará a validação do desenvolvimento das crianças.
Entre as aulas executadas, poderá ocasionar inúmeras situações, por
exemplo, falta de matérias, desobediência, entre outros aspectos, compete ao
licenciado estudar como esclarecer problemas, que podem ainda haver durante a
prática como professor.
Procurei desenvolver os planos de aula numa perspectiva que visa
proporcionar aos alunos a possibilidade de sua participação nas atividades, onde ele
seja capaz de questionar, analisar e argumentar logicamente, dando-lhe a
oportunidade de contextualizações cotidianas e ao mesmo tempo em realidades
diferentes.
Conclui-se nesse estágio de regência, ser de muita riqueza de aprendizado
por caracterizar-se como um espaço para reflexão da própria prática a luz das
teorias estudadas durante a disciplina. Essa experiência na prática docente infantil
me fez conhecer a realidade escolar, não só as fragilidades, mas o papel de cada
um dentro da escola e sua importância na sociedade em geral. Nesse contexto,
afirma-se que essa reflexão foi realizada em várias circunstâncias, e que houve
sentimento de dever cumprido.
Assim se confirma a importância dos estágios, pois é através destes que
reconhecemos nossas limitações e potencialidades, fato de suma importância para a
construção e o aprimoramento da identidade profissional.
35
12 RELATO DA REGÊNCIA
É importante ressaltar que a intervenção e todas as atividades aplicadas em
sala de aula, foram em total acordo com a direção da escola, a supervisora Regiane
que me deu orientações como deveria ser minha regência, em acordo com a regente
titular da turma a professora Pamela. Foi uma experiência maravilhosa porque tive
apoio da equipe da escola que não deixou sozinha. Percebi que durante meu
estágio me deparei com algumas crianças com algumas necessidades como o
autismo, hiperatividades, transtorno opositor, dificuldade de aprendizagem e outras
questões comportamentais que embora estão incluídos na escola, os professores e
toda a equipe não está preparada com salas de recursos e formação pedagógica
para atender essas crianças como deveria, dentro dos padrões necessário da
inclusão como prega a lei. Percebo que preciso de ter maior pesquisa nessa área
para também atuar e fazer a diferença na vida dessas crianças.
Durante minhas regências, ocasionou-se as aulas com duração de cinquenta
minutos. Partindo da observação, que coletei diversos tópicos a serem avaliados
durante o planejamento e execução do plano de aula, para poder incentivar as
crianças, objetivando alcançar o desenvolvimento das mesmas. Em vista disso,
haverá procurar, pesquisar outras perspectivas relativas à prática pedagógica. Vale
salientar que a finalidade do desenvolvimento não demanda contrapor ou analisar o
momento da administração da sala de aula, dos ex-estagiários, por causa disto e
algo bastante distinto, onde há diversas visões.
A turma havia 14 crianças, e de forma geral, a sala era bastante comunicativa,
interessada e curiosa. A relação entre as crianças era bastante harmoniosa, aliás,
em todas as atividades propostas os alunos foram recíprocos. Nesta classe, com
alunos com 4 anos e alguns meses, havia na turma duas crianças de necessidade
especial, pois possuía um diagnóstico médico (laudo).
De acordo com PIMENTA (2006) “a prática não fala por si mesma. Exige uma
relação teórica com ela. A prática não existe sem um mínimo de ingredientes
teóricos” (p.93), em outras palavras, a prática necessita percorrer juntas em uma
contínua pensativa sobre elas.
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REGÊNCIA 1
Pontos positivos:
Percebi durante a regência que a maioria das crianças já identifica dos numerais de
0 à 10 as crianças sabem a sequência numérica e relaciona às suas quantidades.
Pontos negativos:
Alguns alunos apresentaram dificuldades em quantificá-los, ou seja, relacionar o
número às suas respectivas quantidades.
Foi percebido que alguns alunos apresentam dificuldade no manuseio da tesoura e
que eu precisaria de mais tempo com eles para desenvolver mais aulas práticas
visando a superação dessa dificuldade
REGÊNCIA 1.2
Pontos positivos:
Percebi durante a regência que a maioria das crianças interagiram muito e que arte
e cultura são muito incentivados pela escola e que eles se expressaram de maneira
livre cada um do seu jeito de maneira inclusiva.
Pontos negativos:
Alguns alunos apresentaram dificuldades em mobilidade fisica, mas não deixaram
de participar buscando superação de seus limites.
REGÊNCIA 2
Pontos positivos:
As crianças estavam com muitas expectativas por saber que seria outra professora
com propostas novas de ensino-aprendizagem. Eu me preocupei em usar uma
linguagem clara e de fácil entendimento. Percebe-se atenção e compreensão do que
estava sendo falado. Ouviram a história da Minhoca comilona, bem como souberam
identificar o personagem principal atingindo assim os objetivos propostos para este
plano de aula.
A música foi o ponto positivo dessa aula, onde ela ajudou na memorização da
sequência dos dias da semana, atingindo o objetivo de memorizá-los, estimulando a
linguagem e desenvolvendo a atenção.
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Ponto negativo:
Algumas crianças que ficam circulando na sala e conversam muito e não realizaram
as atividades propostas como eu gostaria.
REGÊNCIA 2.2
Pontos positivos:
Durante a regência que a maioria das crianças interagiram muito e que arte e
cultura, e trazendo o tema de alimentação saudável já apresentam uma
conscientização devido o cardápio escolar já está dentro das normas de nutrição
infantil são muito incentivados pela escola e que eles se expressaram de maneira
muito positiva, que claramente se estende a sua família.
Pontos negativos:
Poucos alunos não interagem quando se fala de música e arte, mais houve sim
aproximadamente dois alunos que não aderiram ao momento, e foi
respeitado.
13 VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente relatório proporcionou a possibilidade de experiências vividas
durante as atividades das propostas apresentadas pela disciplina Estágio Curricular
Obrigatório I realizado durante o 1º semestre do Curso de Formação Pedagógica em
Pedagogia da Universidade Anhanguera, na busca da associação das dimensões
teóricas e práticas do currículo, no contexto real da docência, articulando
interdisciplinarmente aos conteúdos por meio da observação, reflexão, docência
supervisionada, investigação da realidade escolar e de atividades práticas da
regência. As atividades que posteriormente serão relatadas, ocorreram no mês de
fevereiro/abril de 2025 em momentos distintos no Centro Educacional Infantil
Municipal Educação Infantil da Escola Municipal CEI Heitor e Heloisa, situada na
cidade de Rio Verde/MS, com a turma de 4 anos A do turno matutino, da professora
Pamela. Foram realizadas visitas em todos os espaços da escola com participação
das vivências dos alunos, reuniões administrativas e pedagógicas com docentes,
supervisores e o administrativo.
É importante ressaltar que tal experiência com contexto real, o estagiário
terá oportunidade de ter uma maior aproximação direta e gratificante no que diz
respeito a percepção, organização do ambiente escolar que promovem um ensino
de qualidade aos estudantes da primeira infância com turmas de 1 (um) a 5 (cinco)
anos de idade e que vai desde a elaboração do PPP – projeto Político Pedagógico,
sistematização dos conteúdos, preparação dos materiais até a prática de
professores e pedagogos.
O estágio proporcionou momentos importantes para a formação profissional.
É nesse contexto que nos qualifica e direciona no futuro profissional a oportunidade
de estar em contato direto com a realidade profissional , além de concretizar a
pratica dos pressupostos teóricos adquiridos pela observação de determinadas
práticas específicas e do diálogo com profissionais mais experientes.
Importante salientar, que a metodologia, visão e atuação docente, faz
diferença em todo o ensino educacional da criança.
De acordo as observações e informações obtidas durante o estágio, avalio
como positivo e como sendo um momento de grande importância na formação do
futuro profissional da educação por está conhecendo de perto, tanto suas
fragilidades enfrentadas pela escola, como também da importância do papel escola
e família na formação do educando.
Buscou com essa primeira etapa do estagio o equilíbrio de absorver
conhecimento, avaliar e reavaliar ações na busca constante do seu fazer profissional
de forma mais autêntica possível respeitando a diversidade cultural dos alunos,
integrando tecnologias e promovendo práticas pedagógicas inovadoras, visando
sempre o ensino e aprendizagem. Contribuindo assim, uma identidade que preserve
a essência do seu papel de educador, ao mesmo tempo a evolução no constante do
cenário educacional que se desenha muito desafiador.
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