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Tipos e Projetos de Cames Mecânicos

O documento aborda a terminologia, tipos e projetos analíticos e gráficos de cames, que são mecanismos essenciais na indústria. Ele detalha a classificação dos cames, seus tipos de movimento, e métodos de projeto, incluindo a avaliação analítica e gráfica. O conteúdo é dividido em módulos que visam ensinar a identificação e o projeto de cames, com exemplos práticos e questões para fixação do aprendizado.

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Tipos e Projetos de Cames Mecânicos

O documento aborda a terminologia, tipos e projetos analíticos e gráficos de cames, que são mecanismos essenciais na indústria. Ele detalha a classificação dos cames, seus tipos de movimento, e métodos de projeto, incluindo a avaliação analítica e gráfica. O conteúdo é dividido em módulos que visam ensinar a identificação e o projeto de cames, com exemplos práticos e questões para fixação do aprendizado.

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30/04/2024, 12:10 Cames

Cames
Prof. Gustavo Simão Rodrigues

Descrição A terminologia, os tipos e os projetos analítico e gráfico de cames.

Propósito Os cames são mecanismos relativamente simples, mas extremamente importantes para a
indústria e emprego de diversas máquinas e equipamentos, além de desempenharem um papel
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fundamental em muitos sistemas mecânicos. É essencial que você conheça os diferentes tipos
de cames para o desenvolvimento dos projetos analítico e gráfico, tornando a aplicação desses
mecanismos satisfatória.

Preparação Antes de iniciar o estudo, tenha em mãos uma calculadora científica ou use a calculadora de seu
smartphone.

Objetivos

Módulo 1 Módulo 2 Módulo 3

Tipos de cames Projeto analítico de Projeto gráfico de


excêntricos excêntricos
Identificar os tipos de cames.

Avaliar analiticamente um came. Avaliar graficamente um came.

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meeting_room Introdução
Neste vídeo, você verá uma breve introdução sobre os tipos de cames, avaliação
analítica de um came e avaliação gráfica de um came.

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1 - Tipos de cames
Ao final deste módulo, você será capaz de identificar os tipos de cames.

Terminologia e tipos de cames


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Neste vídeo, você compreenderá os conceitos, a terminologia e os tipos de came.

Classificação dos cames


Os cames desempenham um papel muito importante nos maquinários e são
largamente empregados nos motores de combustão interna, nas máquinas
operatrizes, dentre outros equipamentos.

Os sistemas came-seguidor podem ser classificados de muitas formas, veja:

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Classificação dos cames.

Em que:

PEC: posição extrema crítica.

PMC: percurso de movimento crítico.

SD: sobe‐desce.

SDP: sobe‐desce‐para.

SPDP: sobe‐para‐desce‐para.

Com relação ao projeto dos cames, existem basicamente duas formas para projetar
determinado came para a realização de um movimento:

Movimento Forma
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A partir do movimento pretendido para o A partir da forma do came, determina-se


seguidor, projeta-se o came para tanto a forma do came em si quanto
executar esse movimento. Essa forma é propriedades, como deslocamento,
um exemplo típico de síntese de velocidade e aceleração provenientes do
mecanismos. contorno do came.

Na primeira forma descrita para se projetar um came, dependendo do perfil do came


desejado, sua fabricação pode ser inviável e essa dificuldade de fabricação é
subtraída pelo segundo método, fabricando um came simétrico e empregando, no
contorno, curvas que possam ser geradas.

Tipo de movimento do seguidor


Com relação a essa classificação, pode-se dividir os cames entre sistema com
oscilação ou rotação do seguidor e translação do seguidor, veja:

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Sistema com oscilação ou rotação do seguidor

Na imagem, temos o exemplo de um came com seguidor oscilatório e mecanismo quatro barras
equivalente.

Sistema com oscilação ou rotação do seguidor

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Na imagem, temos o exemplo de um came com seguidor de translação e mecanismo biela-


manivela equivalente.

Tipos de came
Os principais tipos de came são radial ou axial, de rolete ou tridimensional. Os cames
radiais ou axiais dependerão da direção de movimentação do seguidor em relação ao
eixo de rotação. Os cames radiais abertos são denominados cames-prato.

Radial Axial

O movimento do seguidor é na O seguidor se desloca


direção radial. close paralelamente ao eixo de
rotação do came.

Os cames das imagens anteriores são radiais. Já o came da imagem a seguir é axial.
Confira!

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Came axial, de rolete unido por forma, seguidor de translação.

Por fim, o came tridimensional é uma associação dos eixos radial e axial do came.
Nesse caso, trata-se de um sistema com dois graus de liberdade em que as entradas
do sistema são tanto a rotação quanto a translação do came e o movimento do
seguidor está de acordo com essas duas entradas.

Tipo de fechamento da junta


Os dois tipos de fechamento da junta são:

Junta de força Junta de forma


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É necessária uma força externa para Não é necessária uma força externa
manter tanto o came quanto o seguidor aplicada e a própria geometria é
em contato. Normalmente é uma mola responsável por manter as superfícies
que exerce essa força. em contato.

Veja os exemplos de cames com junta de força e junta de forma:

Came com junta de força. Came com junta de forma.

Tipo de seguidor

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Os tipos mais comuns de seguidor são: face plana (ou liso), cogumelo (ou curvo) e de
rolete. Entre os tipos de face plana e rolete, podemos destacar:

Face plana (ou liso) De rolete


Os seguidores de face plana podem Apresentam baixo atrito comparado aos
apresentar menores volumes que os outros, entretanto, maior custo. Contudo,
seguidores de rolete e, por esse motivo, pela simplicidade para troca e
são geralmente empregados em disponibilidade são empregados em
comando de válvulas automotivas. máquinas de linha de produção.

A seguir, veja o exemplo de seguidor de face plana aplicado em válvula automotiva:

Veja os seguidores de rolete, de cogumelo e de face plana:

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Tipos de restrições de movimento


Os cames podem ser divididos em duas categorias em relação às restrições de
movimento:

Posição extrema crítica Percurso de movimento


(PEC) crítico (PMC)
É quando as especificações do projeto É mais complexo que o PEC, tendo em
determinam as posições final e inicial do vista que tanto o percurso do movimento
seguidor, ou seja, as posições extremas. quanto uma ou mais derivadas devem
Entretanto, essa categoria não faz ser definidos seja em toda trajetória ou
nenhuma menção às trajetórias entre as em parte dela. É semelhante à geração
posições extremas. de função no projeto de mecanismo.

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Tipo de programa de movimentação


Os programas de movimentação são apresentados a seguir e todos são relativos ao
caso de posição extrema crítica e definem quantas pausas são fornecidas no ciclo
completo de movimento:

Sobe-desce (SD) Sobe-desce-para Sobe-para-desce-


Zero pausa.
(SDP) para (SPDP)
Uma pausa. Várias pausas.

Falta pouco para atingir seus objetivos.

Vamos praticar alguns conceitos?

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Questão 1

O came abaixo pode ser classificado

A came com seguidor de face plana de translação com junta de força.

B came com seguidor de face plana de rotação com junta de força.

C came com seguidor de rolete de rotação com junta de forma.

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D came com seguidor de rolete de translação com junta de força.

E came com seguidor de rolete de translação com junta de forma.

Parabéns! A alternativa D está correta.

Como o movimento do seguidor é linear (e não angular), trata-se de um seguidor de


translação. A região do seguidor em contato com o came é um disco que gira (e não
uma face plana), portanto é um seguidor de rolete. Como existe uma força externa
para manter o came em contato com o seguidor, no caso é uma mola, a junta é
chamada de força.

Questão 2

Deseja-se projetar uma válvula de seguidor de face plana acionada por um came
para fazer a vedação em uma tubulação de gás. Nessa válvula, as especificações do
projeto somente preconizam que o seguidor deve realizar a abertura da passagem
permanecendo aberta por π/6rad por determinado tempo e depois realizar o
fechamento da passagem também por π/6rad. Podemos afirmar que se trata de
um projeto

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A PEC e SD.

B PEC e SPDP.

C PMC e SDP.

D PMC e SPDP.

E PMC e SD.

Parabéns! A alternativa B está correta.

Como as especificações do projeto só informam que o seguidor deve permanecer


parado nas posições extremas, sem mencionar a trajetória entre essas posições,
trata-se de uma posição extrema crítica (PEC) e como o seguidor deve permanecer
parado nas extremidades, é um tipo sobe-para-desce-para (SPDP).

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2 - Projeto analítico de excêntricos


Ao final deste módulo, você será capaz de avaliar analiticamente um came.

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Desenvolvimento de um projeto analítico de


excêntricos
Neste vídeo, você compreenderá os conceitos do projeto analítico de excêntricos.

Projeto de came com dupla espera

video_library Projeto analítico de came com dupla espera


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Neste vídeo, você compreenderá como o processo de CAME é utilizado para produzir
peças de metal.

No projeto analítico de cames, a primeira etapa é determinar a função matemática a


ser empregada para a definição do movimento do seguidor. A maneira mais simples é
linearizar o came, ou seja, desenvolvê-lo com base em sua forma circular e considerá-
la uma função desenhada nos eixos cartesianos. Ao traçar a função do deslocamento
s , obtemos:

Velocidade v Aceleração a Pulso j


Com a primeira derivada. Com a segunda derivada. Com a terceira derivada.

Todos esses parâmetros são alinhados no eixo em função do ângulo do came θ, veja:

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Diagramas svaj do came seguidor.

Observamos que a variável independente em todos os casos é o tempo t, ou a posição


do came θ, uma vez que a velocidade angular ω é conhecida e o ângulo pode ser
convertido em tempo e vice-versa, veja:

θ = ωt

Vejamos agora as especificações de um came com quatro esperas e oito segmentos


SPDPSPDP referente às curvas s, v, a e j, mostradas acima, ao longo dos 360° de
rotação do came.

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Nº do segmento Função usada Ângulo inicial Ângulo final

1 Subida cicloidal 0º 60º

2 Espera 60º 90º

Descida seno
3 90º 150º
modificada

4 Espera 150º 180º

Subida trapezoidal
5 180º 240º
modificada

6 Espera 240º 270º

Descida harmônica
7 270º 330º
simples

8 Espera 330º 360º

Tabela: Gustavo Simão Rodrigues.


Norton, 2010, p. 406

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A primeira etapa para projetar o came é definir as funções necessárias e seus


diagramas. As funções para os segmentos de cames sem espera podem ser
arbitradas a partir das suas velocidades, acelerações e pulsos, bem como nas áreas
de interseção dos segmentos vizinhos, inclusive as esperas.

Em muitos casos, é necessário que o came apresente múltiplas esperas, sendo uma
aplicação muito comum nos projetos de cames. Veja o exemplo a seguir de um
diagrama de tempo de uma came com dulpla espera:

Diagrama de tempo do came.

Espera inferior

Em um came com dupla espera o seguidor deve permanecer por determinado tempo na posição
inferior, ou seja, na posição extrema crítica (PEC).

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Diagrama de tempo do came.

Espera superior

Em um came com dupla espera o seguidor também deve permanecer na posição superior e
aguardar nessa posição por um tempo.

Nesse caso de posição extrema crítica (PEC), nada é mencionado sobre as funções a
serem utilizadas para o deslocamento da espera inferior à espera superior. Desse
modo, o projeto é livre para a determinação da função que realizará esse trabalho.

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Funções do primeiro grau, movimento


harmônico simples e cicloidal
Neste vídeo, você conhecerá as características das funções do primeiro grau, de
movimento harmônico simples e cicloidal para projeto de cames.

Funções do primeiro grau


Veja a seguir uma maneira de realizar o projeto de um came para atender ao caso de
posição extrema crítica (PEC), utilizando as funções de deslocamento como linhas
retas entre as esperas, ou seja, uma função do primeiro grau:

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y = kx + b

Sendo o diagrama de tempo do came:

Imagine que:

A espera inferior, a subida, a espera superior e a descida devam durar 90° de


rotação do came.

Os deslocamentos de descida e subida sejam de 30 mm.

A velocidade angular do came seja de 2π rad/s .

A função do primeiro grau y = kx + b do deslocamento da subida e da descida


implica uma velocidade (primeira derivada) constante de:

v = k

E uma aceleração (segunda derivada do deslocamento) nula:

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a = 0

A aceleração ser nula é uma boa característica, já que isso implica forças dinâmicas
nulas, ou seja, o came não apresentará forças dinâmicas ou tensões. Entretanto, essa
característica só ocorre durante o deslocamento, porém, nas interseções dos
intervalos dos segmentos, a função da velocidade terá múltiplos valores, visto que
apresenta descontinuidades nesses contornos. Isso gera uma inclinação infinita e
zero duração, resultando em infinitos picos de aceleração, veja:

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Diagrama de tempo do came.

Esses picos são denominados função delta de Dirac. As acelerações infinitas não são
de fato alcançadas, entretanto as forças dinâmicas oriundas dessas acelerações
altíssimas geram altas tensões e maior desgaste do came.

Comentário
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Caso um projeto de came desse seja fabricado, os cantos pontiagudos do diagrama de deslocamento
podem sofrer desgaste prematuro até serem arredondados pela tensão insustentável gerada no material.

Fica, então, um aprendizado desse mau exemplo de projeto:

A função do came deve ser contínua por toda primeira e segunda


derivadas do deslocamento, bem como a função pulso deve ser
finita durante todo o intervalo.

Para qualquer came simples:

radio_button_checked Não há como definir a função movimento por uma única expressão matemática e cada
segmento do came deve ter sua função.

radio_button_checked Cada função deve ser contínua até a terceira ordem em todos os contornos.

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radio_button_checked As funções de deslocamento, velocidade e aceleração não podem apresentar


descontinuidades.

A experiência mostra que funções polinomiais são escolhas interessantes para o


projeto de cames, mas podem resultar em problemas na aplicação, já que a cada
derivada ocorre uma redução no grau. Após sucessivas derivações, as funções são
degeneradas para o grau nulo, isto é, o valor constante. Sendo assim:

Para utilização da função Para aceleração e função


polinomial quadrática para o pulso
Deve ser usado no mínimo o grau 5 para A função será degenerada até o grau 3, o
o deslocamento do came. que é aceitável, pois continua finito.

Função do movimento harmônico simples


As equações do movimento harmônico simples (MHS) são funções com derivações
repetidas, em que o seno torna-se o cosseno, que se torna o seno negativo, que se
torna o cosseno negativo, e assim por diante até o infinito, sendo essas funções
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sempre contínuas independentemente do número de derivações. Tomando como


exemplo as funções do MHS para a subida, temos:

h θ
s = [1 − cos π ]
2 β

π h θ
v = [\senπ ]
β 2 β

2
π h θ
a = [cos π ]
2
β 2 β

3
π h θ
j = − [\senπ ]
3
β 2 β

Em que:

h é o deslocamento total da subida.

θ é o ângulo do came.

β é o ângulo total do intervalo de subida.

A próxima imagem mostra a função harmônica de subida aplicada ao trecho de subida


para o came de dupla espera desejado. Notamos que as velocidades são nulas nas

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extremidades, ou seja, da espera inferior para a subida, o seguidor parte do repouso,


assim como do final da subida para a espera superior. A função aceleração,
entretanto, não é contínua, visto que é uma curva cosseno de meio tempo e possui
valores não nulos no começo e valores iguais a: ±a, no final.

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Ângulo do came θ - diagrama de tempo do came.

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Como as funções das esperas que juntam a subida em cada lado possuem aceleração
igual a zero, a aceleração apresenta uma descontinuidade em cada extremo do
intervalo (observado na imagem de Diagramas do came seguidor), resultando em
infinitos picos de pulsos nos extremos do intervalo, sendo um projeto inaceitável de
came.

Diagramas svaj do came seguidor

O problema é que uma espera sempre terá velocidade e


aceleração iguais a zero. Sendo assim, devem-se marcar os

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valores nulos das esperas nos finais de cada derivada de qualquer


segmento sem espera que os conecte.

O único caso em que a função harmônica simples do deslocamento satisfaz


plenamente ao projeto do came é o sobe-desce (SD) sem retorno rápido, ou seja, sobe
em 180° e desce em 180° sem que haja esperas, veja:

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Came é o sobe-desce (SD) sem retorno rápido.

Com os exemplos apresentados, concluímos que levar em consideração somente a


função deslocamento é uma escolha não muito adequada.

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O melhor enfoque é iniciar levando em conta a maior derivada, em


especial a aceleração. Tanto a aceleração quanto o impulso
devem ser priorizados no projeto.

Nos casos em que a massa do trem seguidor for considerável ou, então, não existir
uma especificação sobre a velocidade, essas funções devem ser meticulosamente
projetadas.

Função cicloidal
Vamos retomar o projeto do came iniciando pela função da aceleração e as funções
harmônicas. Veja o tempo completo de uma senoidal de tempo total, empregada
como função da aceleração:

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Ângulo do came.

A equação para a aceleração senoidal é:

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θ
a = C\sen (2π )
β

Em que C é a amplitude da função seno.

Integrando a aceleração, obtemos a velocidade:

θ
v = ∫ C\sen (2π )dθ
β

β θ
v = −C cos (2π ) + c1
2π β

Em que c1 é a constante de integração que depende das condições de contorno da


velocidade. No caso, como desejamos v = 0 para θ = 0 , concluímos que:

β 0
0 = −C cos (2π ) + c1
2π β

β
0 = −C ⋅ 1 + c1

β
c1 = C

Ou seja:
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β θ β β θ
v = −C cos (2π ) + C = C [1 − cos (2π )]
2π β 2π 2π β

Cabe destacar que, ao fazer a substituição da condição de contorno no outro extremo


do intervalo v = 0 para θ = β , obtemos o mesmo resultado para c1.

Integrando a velocidade, obtemos o deslocamento:

β θ
s = ∫ C [1 − cos (2π )]dθ
2π β
2
β β θ
s = C − C( ) \sen (2π ) + c2
2π 2π β

Para determinar o valor da constante c2, substitui-se a condição de contorno de s = 0

para θ = 0 , porém deve ser confirmado obrigatoriamente o deslocamento igual a zero


para o tempo de espera nesse ponto. Para determinar o valor da constante C ,
substitui-se a condição de contorno e = h em θ = β , já que h é o máximo valor que o
seguidor vai se deslocar nesse intervalo, além de ser constante para qualquer
especificação do came. Dessa forma, temos:

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k2 = 0

h
C = 2π
2
β

Ao substituir o valor de C na equação da aceleração, temos:

h θ
a = 2π \sen (2π )
2
β β

Ao derivar a aceleração em relação à θ, chegamos à equação do pulso:

h θ
2
j = 4π cos (2π )
3
β β

Ao substituir os valores das constantes C e c1 na equação da velocidade, obtemos:

h θ
v = [1 − cos (2π )]
β β

Essa equação da velocidade é a soma de um termo constante com um cosseno


negativo. Como o coeficiente do termo do cosseno é igual ao termo constante, temos

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uma curva de velocidade iniciando e finalizando em zero, com o módulo máximo em


β/2 .

Com a substituição das constantes C, c1 e c2, chegamos à equação do deslocamento:

θ 1 θ
s = h[ − \sen (2π )]
β 2π β

A equação do deslocamento é uma soma de uma linha reta com inclinação e uma
senoide negativa. Essa é a equação para uma cicloide, que se refere tanto a um
deslocamento cicloidal quanto a uma aceleração senoidal.

Da forma como foram apresentadas, as unidades das equações são:

Deslocamento: comprimento.

Velocidade: comprimento/rad.

Aceleração: comprimento/rad².

Pulso: comprimento/rad³”.

Sendo assim, para que essas equações sejam convertidas em base de tempo, deve-se
multiplicar:

A velocidade por ω (velocidade angular do eixo do came, em (rad/s).

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A aceleração por ω2.

O pulso por ω3.

Ainda sobre o projeto de came de dupla espera, a função cicloidal do deslocamento


implica:

Derivadas contínuas por toda função de aceleração.

O pulso, mesmo apresentando descontinuidades nas condições de contorno,


possui módulo finito.

A velocidade é suave e confirma os zeros da espera em cada extremidade.

Uma desvantagem da função cicloidal é possuir magnitudes elevadas para os picos


de aceleração e velocidade.

Falta pouco para atingir seus objetivos.

Vamos praticar alguns conceitos?


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Questão 1

Seja a função de deslocamento do seguidor do came:

3 2
s = 5x − 2x + 15x − 2

Podemos afirmar que a aceleração para x = 0 será:

A 5

B 15

C -2

D -4

E 10

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Parabéns! A alternativa D está correta.

3 2
s = 5x − 2x + 15x − 2

ds
2
v = = 15x − 4x + 15
dx

dv
a = = 30x − 4
dx

Logo, para x = 0, a = 30 ⋅ 0 − 4 = −4

Questão 2

Seja a função de velocidade do seguidor do came:

2
v = x + 5x − 3

Podemos afirmar que o pulso para x = 3 será:

A -2

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B -1

C 0

D 1

E 2

Parabéns! A alternativa E está correta.

Calculando, temos:

2 2
v = x + 5x + 6x − 3

dv
a = = 2x + 10
dx

da
p = = 2
dx

Logo, para qualquer valor de x, o valor do pulso é 2.

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3 - Projeto gráfico de excêntricos


Ao final deste módulo, você será capaz de avaliar graficamente um came.

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Projeto gráfico de came ou excêntricos


Neste vídeo, você compreenderá os conceitos do projeto gráfico de excêntricos.

Came com seguidor radial

Seguidor de face plana

Vamos analisar agora um came de disco com seguidor radial de face plana. Entenda:

circle Velocidade angular

À did
[Link]
i l id d l t t tid h á i 48/73
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À medida que o came gira com velocidade angular constante no sentido horário, o
seguidor se move para cima de uma distância, tal que segue a escala marcada na haste,
por metade da rotação completa do came.

circle Deslocamento de retorno

Com o came mantendo a velocidade angular constante no sentido horário, o seguidor


move-se para baixo de uma distância idêntica à etapa inicial.

circle Contorno

Para se obter o contorno do came, é necessário que o movimento do mecanismo seja


invertido e o came permaneça estacionário à medida que o seguidor gira ao seu redor.

Dessa forma, o movimento relativo entre o came e o seguidor é o mesmo e as etapas


são as seguintes:

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looks_one Fazer com que o seguidor gire ao redor do centro do came no sentido contrário ao da
rotação do came.

looks_two Proceder o deslocamento do seguidor na direção radial de acordo com a marcação


indicada na escala para cada ângulo de rotação.

looks_3 Confeccionar o desenho do contorno do came de forma a tangenciar o polígono


formado por cada uma das posições da face do seguidor.

Para a etapa 3 não existe uma forma gráfica que determine o ponto de contato entre o
came e o seguidor, de maneira que o ponto deve ser encontrado visualmente por meio
de uma curva francesa. Também por meio de tentativas, é determinado o
comprimento da face do seguidor. Casualmente, a escala de deslocamentos pode ser
combinada com o raio mínimo do came, para se obter um contorno com uma ponta ou

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aresta, que pode ser eliminada ao se modificar a escala de deslocamentos ou


aumentando-se o raio mínimo do came. Observe:

Came de disco com seguidor radial.

Seguidor de rolete

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Vamos analisar agora o mesmo tipo de came, entretanto com um seguidor de rolete.
Para esse tipo de seguidor, o centro do rolete que vai se deslocar com o movimento
desejado. As etapas de construção são semelhantes ao seguidor de face plana,
entretanto a única diferença é que o contorno do came é tangente às diversas
posições do rolete.

Podemos observar também que:

Linha de ação Quebra da haste

A linha de ação entre o came e Esse fato resulta em uma


o seguidor não se encontra na força lateral no seguidor,
direção do eixo do seguidor, a arrow_forward podendo gerar uma deflexão e
menos que o seguidor esteja consequente quebra da haste.
parado.

O ângulo entre a linha de centro do seguidor e a linha de ação é denominado ângulo de


pressão e o valor máximo desse ângulo deve ser o mínimo possível, principalmente
em mecanismos de menor porte. Atualmente, esse valor é de no máximo 30°. Apesar
de ser possível medir o ângulo de pressão máximo por meio da construção gráfica, na
maioria das vezes é muito difícil defini-lo analiticamente.

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O ângulo de pressão tem um valor constante para qualquer


seguidor radial de face plana.

O ângulo de pressão pode ser reduzido aumentando-se o raio mínimo do came para
que a trajetória do seguidor, em relação ao came, seja maior para a mesma elevação.
Isso é o mesmo que aumentar o comprimento de um plano inclinado para a mesma
elevação, de forma a reduzir o ângulo de inclinação do plano. Do mesmo modo, nos
cames com seguidor de rolete, o raio de curvatura da superfície primitiva deve ser
maior que o raio mínimo do rolete, caso contrário, a superfície do came terá uma
descontinuidade representada por uma extremidade pontiaguda.

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Came de disco com seguidor radial.

Came com seguidor oscilante


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Seguidor de face plana

Agora vamos analisar um came de disco com seguidor de face plana. Confira!

Seguidor é girado ao redor do Seguidor gira em torno do seu


came centro

Empregando o mesmo Simultaneamente, o seguidor


princípio utilizado na deve girar em torno do seu
construção do came de disco arrow_forward centro de rotação, conforme
com seguidor radial, o os deslocamentos angulares
seguidor é girado ao redor do relacionados a cada posição
came. mostrada na escala.

Existem várias formas de fazer o seguidor girar ao redor do seu centro. Na imagem, a
forma utilizada é a partir da interseção de dois arcos de circunferência (ponto 3’, por
exemplo) para que se determine um ponto da face do seguidor em sua nova posição,
depois de girar ao redor de seu centro e ao redor do came. Entenda a seguir:

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circle Um dos dois arcos possui como raio a distância do centro do came à posição 3 da
escala de deslocamento, e com o centro da curvatura, o centro de rotação do came.

circle O próximo arco é desenhado com centro de curvatura posicionado no centro de rotação
do seguidor até a escala de deslocamento.

circle O ponto de encontro desses dois arcos é o ponto 3’.

Em função do número finito de retas que passam pelo ponto 3’, é preciso ter uma
informação extra para determinar a posição exata da face do seguidor relacionado ao
ponto 3’. Como a imagem apresenta, isso é obtido da seguinte forma:

1
É f it i f ê i
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É feita uma circunferência
tangente ao prolongamento da
face do seguidor na posição 0.

Essa circunferência coincide


com o diâmetro externo do cubo
do seguidor na posição 3.

Refazendo esse processo, é


obtido um polígono constituído
pelas várias posições da face do
seguidor.

A ti d lí btid
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A partir do polígono obtido, o
contorno do came é então
desenhado.

Veja essa insformações aplicadas à imagem:

Came de disco com seguidor oscilante de face plana.

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Seguidor de rolete

Vamos analisar agora um came de disco com seguidor oscilante de rolete.

O procedimento para se determinar os pontos 1’, 2’ etc. é similar ao indicado no came


de disco com seguidor de face plana. No entanto:

Rotação do seguidor ao redor Circunferências


do came
Circunferências que
No caso do came de disco correspondem a cada posição
com seguidor oscilante com arrow_forward do rolete são traçadas e o
rolete, esses pontos são contorno do came tangencia
obtidos pela rotação do essas circunferências.
seguidor ao redor do came.

Notamos que em um projeto real, devem ser usadas menos divisões para que o erro
do contorno do came seja minimizado. O mesmo procedimento pode ser usado no
projeto do came com seguidor oscilante de rolete, assim como no empregado para um
came com seguidor radial deslocado, veja:

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Came de disco com seguidor oscilante de rolete.

A maioria dos cames em uso está entre os tipos mencionados, entretanto existem
muitos outros que também possuem grande aplicação, como:

Came de retorno comandado

Came cilíndrico

Came invertido
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Came de retorno comandado


Em um came de disco com seguidor radial, usualmente é preciso que o movimento de
retorno do seguidor seja comandado pelo came em vez da ação da gravidade ou ação
de uma mola. Na próxima imagem vemos um came de disco com seguidor radial no
qual, temos:

Movimentos comandados pelo Movimentos no sentido oposto


came
Tanto o movimento de
O movimento de elevação e elevação quanto o retorno são
também o movimento de arrow_forward o mesmo, no entanto no
retorno é comandado pelo sentido oposto.
came.

Podem ser empregados dois seguidores de roletes ao invés de seguidores de face


plana no projeto desse tipo de came. Caso seja preciso ter um movimento de retorno
independente do movimento de elevação, utilizam-se dois discos. Nesses cames
duplos, tanto seguidores de roletes quanto de face plana podem ser empregados.

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Came de disco com seguidor de face plana.

Came cilíndrico
Cames desse tipo possuem muitas aplicações, em particular nas máquinas
operatrizes, e o exemplo mais conhecido é o molinete presente na vara de pescaria,
como visto na imagem a seguir.

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Molinete na vara de pescaria.

Na imagem vemos o came cilíndrico que, ao girar em torno de seu eixo, o seguidor é
guiado por meio da ranhura que existe na superfície do cilindro.

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Came cilíndrico.

Came invertido
Dependendo da aplicação, pode ser desejado que o papel do came e do seguidor seja
invertido e dessa forma o seguidor que comanda o came. Essa troca de papéis tem
aplicação, por exemplo, em máquinas de costura, visto na imagem a seguir, e outros
equipamentos com mecanismos similares.

Máquina de costura.

Veja um exemplo de um came de placa no qual quem oscila é o braço, gerando um


movimento alternativo do bloco por meio da ação de um rolete que existe no interior

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da ranhura do came.

Came invertido.

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Falta pouco para atingir seus objetivos.

Vamos praticar alguns conceitos?

Questão 1

Sobre o projeto gráfico de excêntricos, é preciso ter atenção especial para que a
haste do seguidor não quebre

por conta da flambagem que pode ocorrer nos cames com seguidor
A
radial.

por conta da força lateral devido ao ângulo de pressão nos cames de


B
seguidor radial.

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C por conta da força lateral devido ao ângulo de pressão nos cames de


seguidor oscilante.

devido às tensões de cisalhamento serem muito grandes no came de


D
retorno comandado.

E porque a fadiga é a principal causa de quebra das hastes.

Parabéns! A alternativa B está correta.

Nos cames com seguidores de face plana ou de rolete, o ângulo formado entre a
linha de ação entre o came e o seguidor é denominado ângulo de pressão. Devido a
esse desalinhamento, surge uma força lateral no seguidor que gera uma deflexão, e
quanto maior esse ângulo, maior a força e deflexão e maior a chance de quebra da
haste do seguidor.

Questão 2

O platinado é um componente presente no distribuidor dos veículos que não


possuem injeção eletrônica, e é responsável por fechar (e abrir) o contato do circuito

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elétrico que permite acionar a faísca no momento exato para que ocorra a
combustão, de acordo com a rotação do eixo com ressalto, veja:

Podemos considerar o platinado um tipo de came de disco

A com seguidor radial.

B com seguidor oscilante.

C com seguidor oscilante.

D invertido.

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E cilíndrico.

Parabéns! A alternativa B está correta.

Projeto gráfico de came ou excêntricos

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Considerações finais
Como vimos, existem diversos tipos de cames, bem como muitas classificações para
as mais diversas aplicações nas indústrias e em equipamentos. Os cames podem ser
classificados de acordo com o movimento do seguidor, do tipo de came, do
fechamento da junta, do tipo de seguidor, do tipo de movimento crítico e do tipo de
programa de movimentação.

Vimos ainda o projeto analítico de cames para um came de dupla espera e


aprendemos que a função do came deve ser contínua por toda primeira e segunda
derivada do deslocamento, bem como a função pulso deve ser finita durante todo o
intervalo.

Por fim, compreendemos que, no projeto gráfico de excêntricos, é fundamental


considerar o came parado e mover o seguidor ao redor dele, já que o movimento
relativo continua o mesmo. Compreendemos, também, a importância de manter um
ângulo de pressão baixo para evitar a quebra da haste do seguidor por deflexão.

headset Podcast
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Ouça e compreenda alguns aspectos referentes às características e aos projetos


analíticos dos cames.

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Para saber mais sobre os tipos de cames e os projetos analítico e gráfico de cames,
confira as indicações que separamos especialmente para você!

Leia as seguintes obras:

Theory of Machines and Mechanisms, de Shigley e Uicker (1994).

Design, Analysis and Synthesis vol. 1, de Erdman e Sandor (1997).

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Referências
MABIE, H. H.; REINHOLTZ, C. F. Mechanisms and dynamics of machinery. John Wiley &
Sons, 1991.

NORTON, R. L. Cinemática e dinâmica dos mecanismos. AMGH Editora, 2010.

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