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Gestão Estratégica de Custos Empresariais

O documento aborda a Contabilidade de Custos, destacando sua importância na gestão financeira das empresas, especialmente após a Revolução Industrial. A contabilidade de custos é essencial para a determinação de lucros, controle de operações e tomada de decisões, além de classificar e agrupar gastos relacionados à produção e vendas. O texto também diferencia entre custos, despesas e investimentos, enfatizando a relevância das informações de custos para a administração empresarial.
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Gestão Estratégica de Custos Empresariais

O documento aborda a Contabilidade de Custos, destacando sua importância na gestão financeira das empresas, especialmente após a Revolução Industrial. A contabilidade de custos é essencial para a determinação de lucros, controle de operações e tomada de decisões, além de classificar e agrupar gastos relacionados à produção e vendas. O texto também diferencia entre custos, despesas e investimentos, enfatizando a relevância das informações de custos para a administração empresarial.
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Curso de Especialização Lato Sensu em

FINANÇAS CORPORATIVAS E
CONTROLADORIA

GESTÃO ESTRATÉGICA DE CUSTOS

Professor Msc. Valmir Roque Sott


e-mail valmirsott@[Link]

Faculdade da Serra Gaúcha - Caxias do Sul RS, outubro/ 2007


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1. CONTABILIDADE DE CUSTOS

1.1. CONCEITO
Contabilidade de Custos é a parte da ciência contábil que se dedica ao estudo racional dos gastos feitos
para se obter um bem de venda ou de consumo, quer seja um produto, uma mercadoria ou um serviço.
Contabilidade de Custos é o ramo da função financeira que acumula, organiza, analisa e interpreta os custos
dos produtos, dos inventários, dos serviços, dos componentes da organização, dos planos operacionais e das
atividades de distribuição para determinar o lucro, para controlar as operações e para auxiliar o administrador no
processo de tomada de decisão.
Segundo Padoveze (2003, p.5) “Contabilidade de Custos” é o segmento da ciência contábil especializado
na gestão econômica do custo e dos preços de venda dos produtos e serviços oferecidos pelas empresas. Em
linhas gerais, podemos dizer que a necessidade de um ramo específico da ciência contábil para dedicar-se à
questão dos custos nasceu com a Revolução Industrial, no século XVIII, com o advento de novas invenções e
dos primeiros processos automatizados, quando se iniciou a produção em massa, contraponde-se à produção
artesanal.
O escopo (objetivo) inicial da contabilidade de custos foi à determinação do custo dos produtos para fins
de avaliação dos estoques industriais e, conseqüentemente, do custo desses produtos quando vendidos, para se
obter o lucro na venda dos produtos.
Ainda segundo Padoveze, “a diferença fundamental entre o custo dos produtos das empresas comerciais
e o custo dos produtos nas empresas industriais é que as empresas comerciais têm só um insumo para custo das
mercadorias adquiridas para revenda, enquanto as empresas industriais têm de utilizar vários insumos para o
processo de obtenção (produção) dos produtos” Logo, pode-se dizer que custo= MP+MOD+CIF

1.1 DEFINIÇÃO GENÉRICA DE CUSTOS:


Padoveze (2003, p.4), ensina, que “podemos então definir genericamente custos como sendo a
mensuração econômica dos recursos (produtos, serviços e direitos) adquiridos para obtenção e a venda dos
produtos e serviços da empresa. Em palavras mais simples, custo é o valor pago por alguma coisa”.
Comenta ainda que fica evidenciado nessa definição o conceito de custo unitário, já que é o valor que se
paga por algo sendo comprado. Como em toda transação há duas partes, à parte que vende e a parte que
compra, o custo unitário de alguma coisa, pago pelo comprador, é o preço de venda do mesmo item para o
vendedor. Portanto, o custo unitário de um bem ou serviço remete-nos, naturalmente, ao conceito de preço de
venda desse mesmo bem ou serviço.
Visão do Vendedor Visão do Comprador
Preço de Venda Unitário Custo Unitário de Compra

CUSTO DOS INSUMOS PARA OS PRODUTOS


Segundo Padoveze (2003, p.4), “Os gastos dentro de uma empresa estão relacionados, direta ou
indiretamente, com os produtos e serviços finais que serão produzidos e vendidos. Dessa maneira, o foco central
da questão de custos nas empresas está em determinar quanto custa uma unidade de cada tipo de produto que
está sendo fabricado ou comercializado”.
Para a obtenção de uma unidade de produto final, há a necessidade de uma série de recursos que, na maior
parte das vezes, envolvem determinadas quantidades desses mesmos recursos (ou insumos de produção ou
venda, como são comumente chamados). Os recursos adquiridos para a obtenção e a venda dos produtos e
serviços e para o desenvolvimento das atividades da empresa sempre poderão, portanto, ser expressos na
equação de preços e quantidades.
Dessa maneira, a equação geral de custos é:
Custo do Insumo = Preço x Quantidade do Recurso abreviando: C=PxQ

CUSTOS E ESTOQUES NAS EMPRESAS COMERCIAIS E INDUSTRIAIS


As empresas COMERCIAIS só têm um insumo de custo, que são as mercadorias adquiridas para
revenda. Portanto, só têm um tipo de estoque, denominado normalmente de estoque de mercadorias. Quando
os estoques são vendidos, o valor das mercadorias entregues é despesa para o comércio e é denominado custo
das mercadorias vendidas (CMV).
As empresas INDUSTRIAIS por sua vez têm três tipos diferentes de estoques.
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ESTOQUES DE MATERIAIS: compreendem as matérias-primas, componentes, materiais de
embalagens e materiais auxiliares, enquanto não são utilizados no processo de fabricação dos produtos.
ESTOQUES DE PRODUTOS EM PROCESSO: logo em seguida, os materiais são requisitados pela
fábrica e sobre eles passam a ser executadas operações e tarefas pelos funcionários da fábrica. Enquanto os
processos industriais estão em andamento, os produtos ainda não foram concluídos. Durante todo esse tempo em
que os materiais ficam em processamento, são estocados como produção em processo ( ou produção em
andamento ou produtos em elaboração).
ESTOQUES DE PRODUTOS ACABADOS: Após a conclusão de todos os processos, quando
finalmente os produtos estão prontos e disponíveis pra venda, eles são temporariamente estocados e
denominados produtos acabados.

Estoque de
Fornecedores Estoque de Fábrica Produtos Venda ao

Materiais Acabados Cliente

. 
(Almoxarifados) . Estoque de  
.
Produtos em
Processo
Fluxo dos Estoques Industrias
FONTE: Adaptado de Padoveze (2003, p.8)

Processo Industrial: Segundo Padoveze (2003, p.22), a fabricação dos produtos é um processo de
transformação de matéria-prima e materiais em produtos finais ou acabados. Os materiais requisitados
diretamente dos fornecedores ou de estoque de materiais já internados na empresa são encaminhados para
processamento na fábrica.O processamento se dá pela manipulação dos materiais, utilizando-se mão-de-obra,
instalações e equipamentos e consumido-se outros recursos necessários à produção e ao seu controle. Depois de
produzidos, os produtos finais são despachados diretamente aos clientes ou mantidos temporariamente em
estoques até a sua venda posterior. Fundamentalmente, a medida mais utilizada para avaliar as diversas fases do
processo industrial é o tempo gasto em todos os processos necessários para a obtenção dos produtos finais.

1.2. ORIGEM E EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS


A Contabilidade de Custos nasceu com a Revolução Industrial, e tinha como objetivos:
a) Avaliação de inventários de matérias-primas, de produtos fabricados e de produtos vendidos, tudo ao
final de um determinado período.
Estoques iniciais
(+) Compras
(-) Estoques finais
(=) Custo das Mercadorias Vendidas
b) Verificar os resultados obtidos pelas empresas como conseqüência da fabricação e venda de seus
produtos.
Nessa época, as empresas possuíam processos produtivos basicamente artesanais, e conseqüentemente os
únicos custos produtivos considerados eram o valor das matérias-primas consumidas e da mão-de-obra utilizada.
Como conseqüência do crescimento das organizações, da intensificação da concorrência e da crescente
escassez de recursos, surgiu a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de planejamento e controle das
atividades empresariais. Além disso, as inúmeras possibilidades de utilização dos fatores de produção
determinam uma variedade quase infinita no comportamento dos custos resultantes. É, então, imprescindível,
para qualquer empresa ter um sistema de custos, ainda mais numa economia capitalista e concorrência como a
nossa. É difícil tomar decisões confiáveis e ter uma margem de segurança satisfatória, sem o conhecimento dos
custos do modo mais real possível.
Nesse sentido, as informações relativas aos custos de produção e/ou comercialização, desde que
apropriadamente organizadas, resumidas e relatadas, constituem uma ferramenta administrativa da mais alta
relevância. Assim, as informações de custos transformam-se, gradativamente, num verdadeiro sistema de
informações gerenciais, de vital importância para a administração das organizações empresariais. Essas
informações constituem um subsídio básico para o processo de tomada de decisões, bem como para o
planejamento e controle das atividades empresariais.

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1.3. FINALIDADE DA CONTABILIDADE DE CUSTOS


A Contabilidade de Custos ocupa-se da classificação, agrupamento, controle e atribuição dos custos,
sendo que os custos coletados servem a três finalidades principais:
a) Fornecer dados de custos para a medição dos lucros e avaliação dos estoques.
b) Fornecer informações aos dirigentes para o controle das operações e atividades da empresa.
c) Fornecer informações para o planejamento da direção e a tomada de decisões.
Em resumo, a Contabilidade de custos, fornece informações para:
1 - A determinação dos custos dos fatores de produção;
2 - A determinação dos custos de qualquer natureza;
3 - A determinação dos custos dos setores de uma organização
4 - A redução dos custos dos fatores de produção, de qualquer atividade da empresa;
5 - À Administração, quando esta deseja tomar uma decisão, estabelecer planos ou solucionar problemas
especiais;
6 - O levantamento dos custos dos desperdícios, do tempo ocioso dos operários, da capacidade ociosa do
equipamento, dos produtos danificados, do trabalho necessário para conserto, dos serviços de garantia
dos produtos;
7 - A determinação da época em que se deve desfazer de um equipamento, isto é, quando as despesas de
manutenção e reparos ultrapassarem os benefícios advindos da utilização do equipamento;
8 - A determinação dos custos dos inventários com a finalidade de ajustar o cálculo dos estoques mínimos,
do lote econômico de compra e da época de compra;
9 - O estabelecimento dos orçamentos;
10 - A determinação do preço de venda dos produtos ou serviços.

1.4. TERMINOLOGIAS UTILIZADAS


Gastos (Padoveze 2003, p. 17)
Gastos são todas as ocorrências de pagamentos ou de recebimentos de ativos, custos ou despesas. Significam
receber os serviços e os produtos para consumo em todo o processo operacional, bem como os pagamentos
efetuados e o recebimento de ativos. Como se pode verificar, gastos são ocorrências de grande abrangência e
generalização. Gasto também é sinônimo de dispêndio, o ato de despender.

Gastos (Martins 2003, p. 24, 25)


Compra de um produto ou serviço qualquer, que gera sacrifício financeiro para a entidade (desembolso),
sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro).
Conceito extremamente amplo e que se aplica a todos os bens e serviços adquiridos; assim, temos Gastos com a
compra de matérias-primas, Gastos com mão-de-obra, tanto na produção como na distribuição, Gastos com
honorários da diretoria, Gastos na compra de um imobilizado etc. Só existe gasto no ato da passagem para a
propriedade da empresa do bem ou serviço, ou seja, no momento em que existe o reconhecimento contábil da
divida assumida ou da redução do ativo dado em pagamento.

Desembolso (Martins 2003, p. 25)


Pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço.
Pode ocorrer antes, durante ou após a entrada da utilidade comprada, portanto defasada ou não do momento do
gasto.

Investimentos (Padoveze 2003, p. 17)


São os gastos efetuados em ativos ou despesas e custos que serão imobilizados ou diferidos. São gastos ativados
em função de sua vida útil ou de benefícios futuros.

Investimentos (Martins 2003, p. 25)


Gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuro(s) período(s).

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Todos os sacrifícios havidos pela aquisição de bens ou serviços (gastos) que são ”estocados” nos Ativos da
empresa para a baixa ou amortização quando de sua venda, de seu consumo, de seu desaparecimento ou de sua
desvalorização são especificamente chamados de investimentos.
Podem ser de diversas naturezas e de períodos de ativação variados: a matéria-prima é um gasto contabilizado
temporariamente como investimento circulante; a maquina é um gasto que se transforma num investimento
permanente; as ações adquiridas de outras empresas são gastos classificados como investimentos circulantes ou
permanentes, dependendo da intenção que levou a sociedade à aquisição.

Custos (Padoveze 2003 p. 17)


São os gastos, efetuados pela empresa, que farão nascer os seus produtos. Portanto, podemos dizer que os custos
são os gastos relacionados aos produtos, posteriormente ativados quando os produtos, objeto desses gastos,
forem gerados. De um modo geral, são os gastos ligados à área industrial da empresa.

Custos (Martins 2003, p. 25)


Gasto relativo à bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços.
O custo é também um gasto, só que reconhecido como tal, isto é, como custo, no momento da utilização dos
fatores de produção (bens ou serviços), para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. Exemplos:
a matéria-prima foi um gasto em sua aquisição que imediatamente se tornou investimento, e assim ficou durante
o tempo de sua Estocagem; no momento de sua utilização na fabricação de um bem, surge o Custo da matéria-
prima como parte integrante do bem elaborado. Este, por sua vez, é de novo m investimento, já que fica ativado
até sua venda.
ATENÇÃO: A matéria-prima adquirida pela indústria enquanto não utilizada no processo produtivo, representa
um investimento e estará ativada numa conta do Ativo Circulante; no momento em que é requisitada pelo setor
de produção, é dada baixa na conta do Ativo e ela passa a ser considerada um custo, pois será consumida para
produzir outros bens ou serviços.

Despesas (Padoveze 2003, p. 17)


Despesas são os gastos necessários para vender e distribuir os produtos. De um modo geral, são os gastos ligados
às áreas administrativas e comerciais. O custo dos produtos, quando vendidos, transforma-se em despesas.
Como também já havíamos introduzido, a grande diferenciação conceitual entre custos e despesas decorre da
separação primária entre empresas industriais e comerciais, e que foi adotada universalmente pela contabilidade
societária e fiscal, com enfoque básico de custear os estoques de produtos. Custos são gastos para se conseguir
um produto (adquirir ou fabricar) e despesas são gastos para vender esses produtos. Contudo, é comum a
utilização das terminologias de custos e despesas tanto para a área industrial quanto para as demais áreas, o que
não chega a comprometer a gestão econômica.

Despesas (Martins 2003, p. 25)


Bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para obtenção de receitas.
A comissão do vendedor, por exemplo, é um gasto que se torna imediatamente uma despesa.
O equipamento usado na fabrica, que fora gasto transformado em investimento e posteriormente considerado
parcialmente como custo, torna-se, na venda do produto feito, uma despesa. O microcomputador da secretária do
diretor financeiro, que fora transformado em investimento, tem uma parcela reconhecida como despesa
(depreciação), sem transitar por custo.
ATENÇÃO: Custo x Despesa – regra simples - Todos os gastos realizados com o produto até que este esteja
pronto são custos; a partir daí, são despesas. Gastos com embalagens são custos se realizados no âmbito do
processo produtivo (o produto é vendido embalado); são despesas se realizados após a produção (o produto pode
ser vendido com ou sem embalagem).
Gastos para o Produto e Gastos para o Período (Padoveze 2003, p.19)
A diferenciação do conceito de custo e despesa direciona os tipos de gastos: os custos são gastos para o produto
e as despesas representam todos os gastos que são associados às vendas de um período de tempo.

Gastos para o produto


São efetuados para o processo de produção. São os gastos industriais. São denominados custos. A característica
básica é que tais gastos, durante o processo de fabricação, não são considerados como despesas redutoras das
receitas do período. É importante salientar que a contabilização dos custos, gastos para o produto, como ativos,
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parte do pressuposto de que está havendo, durante o processo de fabricação, um aproveitamento total dos
gastos incorridos para a manufatura dos produtos.

Gastos para o período


São os gastos efetuados para o processo de venda e envio dos produtos. São os gastos administrativos e
comerciais. Entende-se que esses gastos ocorrem durante os meses e o ano, independentemente do processo
produtivo. São gastos mensais e anuais. São associados ao período de venda, ou seja, ao período escolhido para a
apuração dos resultados da empresa. Assim, as despesas têm impacto sobre o resultado do período,
independentemente da quantidade produzida, ou mesmo de se houve produção naquele período. O custo dos
produtos é uma despesa de valor igual ao custo anteriormente estocado até antes do momento da venda, e é uma
despesa confrontada com as vendas do período.

Pagamentos (Padoveze 2003, p. 18)


São os atos financeiros de pagar uma divida, um serviço, um bem ou um direito adquirido. É a execução
financeira dos gastos e investimentos da empresa.

Perdas (Padoveze 2003, p. 18)


São fatos ocorridos em situações excepcionais, que fogem à normalidade das operações da empresa. São
considerados não-operacionais e não devem fazer parte dos custos de produção. São eventos econômicos
negativos ao patrimônio empresarial, não habituais e eventuais, tais como deterioração anormal de ativos, perdas
de créditos excepcionais, capacidade ociosa anormal etc.

Perdas (Martins 2003, p. 26)


Bem ou serviço consumidos de forma anormal e involuntária.
Não se confunde com despesa (muito menos com custo), exatamente por sua característica de anormalidade e
involuntariamente; não é um sacrifício feito com intenção de obtenção de receita. Exemplos comuns: perdas com
incêndios, obsoletismo de estoques etc.

Prejuízos (Padoveze 2003, p. 18)


É o resultado negativo de uma transação ou de um conjunto de transações. Considerando o conjunto de
transações de um período, é a resultante negativa da soma das receitas menos as despesas desse período. Nesse
caso, decorre da apuração do resultado de um período, em que as despesas suplantam as receitas desse período.

Insumo (Padoveze 2003, p. 19)


É uma terminologia especifica para o setor produtivo ou industrial. Significa a combinação de fatores de
produção (matérias-primas, mão-de-obra, gastos gerais, energia, depreciação) necessários para a produção de
determinada quantidade de bem ou serviço.

1.5. ELEMENTOS BÁSICOS DO CUSTO INDUSTRIAL


São três os elementos básicos do custo industrial: materiais, mão-de-obra e custos indiretos de
fabricação (CIF). Ou custos indiretos de produção (CIP) ou gastos gerais de fabricação (GGF)
 Matérias-Primas – são os materiais principais e essenciais que entram em maior quantidade na
fabricação do produto.
- Em uma indústria de móveis: a madeira.
- Em uma indústria de confecção: o tecido.
- Em uma indústria de massas alimentícias: a farinha.
 Materiais Secundários – são os materiais que entram em menor quantidade na fabricação do produto.
Esses materiais são aplicados juntamente com a matéria-prima, complementando-a ou até mesmo
dando o acabamento necessário ao produto.
- Em uma indústria de móveis: prego, cola, verniz, dobradiças, fechaduras.
- Em uma indústria de confecção: botões, zíperes, linha, etc.
- Em uma indústria de massas alimentícias: ovos, manteiga, fermento, açúcar, etc.
 Materiais de Embalagens – são os materiais destinados a acondicionar ou embalar os produtos antes
que eles saiam da área de produção.
- Em uma indústria de móveis: caixas de papelão que embalam os móveis desmontados.
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- Em uma indústria de confecção: caixas ou sacos plásticos.
- Em uma indústria de massas alimentícias: caixas, sacos plásticos, etc.
A mão-de-obra compreende os gastos com o pessoal envolvido na produção da empresa, englobando
salários, encargos sociais, refeições e estadias, seguros etc.

Os custos indiretos de fabricação (CIF) ou custos indiretos de produção (CIP) ou gastos gerais de
fabricação (GGF) compreendem os demais gastos necessários para a fabricação dos produtos, como por
exemplo: aluguéis, energia elétrica, serviços de terceiros, manutenção da fábrica, depreciação, seguros diversos,
material de limpeza, óleos e lubrificantes para as máquinas, pequenas peças para reposição, telefones e
comunicações, etc.

1.6. CLASSIFICAÇÕES DOS CUSTOS EM RELAÇÃO AO PRODUTO


A classificação dos custos em diretos e indiretos leva em consideração o relacionamento entre o custo e o
produto. Os diretos, são fácil, objetiva e diretamente apropriáveis ao produto. Os indiretos precisam de bases
ou critérios de rateio para a alocação ao produto.
• Custos Diretos: são os que podem ser diretamente (sem rateio) apropriados aos produtos, bastando
existir uma medida de consumo (quilos, horas de mão-de-obra ou de máquina, quantidade de força
consumida etc.). Em geral, identifica-se com os produtos e variam proporcionalmente à quantidade
produzida.
São aqueles que podem ser apropriados diretamente aos produtos fabricados, porque há uma medida
objetiva de seu consumo na fabricação.⇒ custos diretos com relação ao produto.
Exemplos:
- Matéria-prima e embalagens - normalmente, a empresa sabe qual a quantidade exata de matéria-
prima que está sendo utilizada para a produção de uma unidade de produto. Sabendo-se o preço desses
insumos, o custo resultante está associado diretamente ao produto.
- Mão-de-obra direta - refere-se aos custos com os trabalhadores utilizados diretamente na produção.
Sabendo-se quanto tempo cada um trabalhou no produto e o preço do insumo, é possível apropriá-lo
diretamente ao produto.
- Depreciação das máquinas - quando é utilizada para produzir apenas um tipo de produto.
- Energia elétrica das máquinas - quando é possível saber quanto foi consumido por cada produto.

• Custos Indiretos: são os que, para serem alocados aos produtos, necessitam da utilização de algum
critério de rateio. Exemplos: aluguel, iluminação, salário de supervisores etc.⇒ custos indiretos em
relação ao produto.
Nota: a classificação de custos em diretos e indiretos, além de sua natureza, leva em conta a
relevância e o grau de dificuldade de medição. Por exemplo, o gasto com energia elétrica é, por sua
natureza, um custo direto, porém, devido às dificuldades de medição de consumo por produto e ao fato de
que o valor obtido por rateio, em geral, pouco difere daquele que seria obtido com uma medição rigorosa,
quase sempre é considerado como custo indireto de fabricação.
Exemplos:
 Depreciação de equipamentos utilizados na fabricação de mais de um produto.
 Salários dos chefes de supervisão de equipes de produção.
 Aluguel de fábrica.
 Gastos com limpeza da fábrica.
 Energia elétrica que não pode ser associada ao produto.
ATENÇÃO: (1) Se a empresa produz apenas um produto, todos os seus custos são diretos.
(2) Às vezes, o custo é direto por natureza, mas é de tão pequeno valor que não compensaria
o trabalho de associá-lo a cada produto, sendo tratado como indireto. Exemplo: gastos com
verniz e cola na fabricação de móveis.
(3) A definição de custo direto e de custo indireto diz respeito somente ao produto.

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Exercícios de Fixação
1. Gastos ativados são considerados:
a. desembolso
b. despesa
c. custo
d. investimento
2. O pagamento referente à aquisição de um bem ou serviço é:
a. desembolso
b. gasto
c. despesa
d. custo

3. O sacrifício que uma entidade fez para a obtenção de um produto ou serviço é:


a. despesa
b. custo
c. gasto
d. desembolso
4. Classificar os itens a seguir em Ativo (A), Passivo (P), Despesas (D) Custo (no caso de custos, classifique em diretos
(CD) e indiretos (CI)):
a. Fornecedores |______|
b. Depreciação acumulada de máquinas industriais |______|
c. Materiais de escritório consumidos na fábrica |______|
d. Matéria-prima em estoque |______|
e. Salário das costureiras (fábrica de roupas) |______|
f. Comissão dos vendedores |______|
g. Honorários do Diretor Administrativo |______|
h. Honorários do Diretor Industrial |______|
i. Gastos com veículos da administração |______|
j. Depreciação de máquinas industriais |______|
k. Consumo de energia elétrica na fábrica |______|
l. Linhas utilizadas na fabricação de roupas (não há controle do consumo) |______|
m. Depreciação das máquinas de escritório utilizadas pela fábrica |______|
n. Aluguel da área ocupada pela fábrica |______|
o. Depreciação das máquinas do escritório da Administração |______|
p. Salário da secretária da gerência da fábrica |______|
q. Matéria-prima consumida na produção |______|
r. Salários dos supervisores da fábrica |______|
s. Embalagem usada no produto acabado |______|
t. IPI a recuperar |______|

5) Apresentamos os gastos de um determinado mês da Empresa Caxias S.A.:


• Salários dos contadores: $100.000,00
• Matéria-prima consumida na produção: $400.000,00
• Mão-de-obra dos operários: $80.000,00
• Comissões aos vendedores: $5.000,00
• Frete (para entrega de produtos vendidos): $3.400,00
• Depreciação de máquinas da fábrica: $2.800,00
• Energia elétrica consumida na produção: $25.000,00
• Propaganda: $18.000,00

Pede-se apurar o total dos custos e o total das despesas.

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6. Se você comprar uma mesa de madeira, o custo dessa mesa para você será o preço pago por ela. Se você resolver
fazer uma mesa de madeira, o custo dessa mesa para você será:
a. O preço pago pelos materiais.
b. O preço que pagaria se comprasse uma mesa pronta.
c. A soma dos gastos necessários para a fabricação da referida mesa com Materiais, Mão-de-Obra e Gastos Gerais de
Fabricação.
d. O preço pago pela matéria-prima e a embalagem.

7 A distribuição proporcional que se faz para atribuir aos produtos os Custos Indiretos denomina-se:
a. Rateio.
b. Custo Direto.
c. Custo Indireto.
d. Mão-de-Obra.

8 O critério adotado para rateio dos Custos Indiretos aos produtos denomina-se:
a. Bases fixas.
b. Base de rateio.
c. Custos Indiretos.
d. Bases variáveis.

1.7. CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS EM RELAÇÃO AO VOLUME DE PRODUÇÃO


A classificação dos custos em fixos e variáveis não leva em consideração o produto, e, sim o
relacionamento entre o valor total do custo num período e o volume de produção. Os custos fixos são os que
num período têm o seu montante fixado não em função de oscilações no nível de atividades. Os custos variáveis
têm seu valor determinado em função dessas oscilações.
• Custos Fixos: são aqueles cujo total não varia proporcionalmente ao volume produzido. Os custos
fixos são fixos em relação ao volume de produção, mas podem variar de valor no decorrer do tempo.
O aluguel da fábrica, mesmo quando sofre reajuste em determinado mês, não deixa de ser considerado
um custo fixo, uma vez que terá o mesmo valor qualquer que seja a produção do mês. Exemplos:
aluguel, seguro de fábrica, imposto predial, salários de vigias e porteiros da fábrica, prêmios de
seguros da fábrica etc.
• Custos Variáveis: são os que variam proporcionalmente ao volume produzido. Se não houver
quantidade produzida, o custo variável será nulo. Os custos variáveis aumentam à medida que
aumenta a produção. Exemplos: matéria-prima, embalagem, materiais indiretos consumidos, gastos
com horas extras na produção etc.
IMPORTANTE:
Os custos variáveis variam conforme o volume de produção e costumam ser fixos por unidade de
produção.
Os custos fixos não variam de acordo com o volume de produção, mas os custos fixos unitários são
variáveis conforme o volume de produção, pois quanto maior a produção, menor será o custo fixo unitário.
Os custos fixos são denominados custos de capacidade.
• Custos semivariáveis: são custos que variam com o nível de produção, mas que, entretanto, têm uma
parcela fixa que existe mesmo que não haja produção. Como exemplo, a conta de energia elétrica da
fábrica, na qual a concessionária cobra uma taxa mínima mesmo que nada seja gasto no período,
embora o valor total da conta dependa do número de quilowatts consumidos e, portanto, do volume de
produção da empresa. Outro exemplo: gasto com combustível para aquecimento de uma caldeira, que
varia de acordo com o nível de atividade, mas que existirá, mesmo que seja num valor mínimo,
quando nada produza, já que a caldeira não pode esfriar.
Atenção: Todos os custos podem ser classificados em Fixos e Variáveis ou em Diretos e Indiretos ao
mesmo tempo. Exemplos:
 Matéria-prima: custo direto e variável.
 Material de consumo: custo indireto e variável.
 Seguro da fábrica: custo indireto e fixo.
OBS: Os custos diretos são variáveis, quase sem exceção, mas os Indiretos são fixos como variáveis,
apesar da geral predominância dos primeiros (Indiretos e Fixos).
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1.8. NOMENCLATURAS DE CUSTOS


• Custo de Produção do Período ou Custo Fabril: é a soma dos custos incorridos no período dentro da
fábrica compostos pela matéria-prima, mão-de-obra direta e pelos custos indiretos de fabricação.
• Custo da Produção Acabada: é a soma dos custos incorridos na produção acabada do período. Pode
conter Custos de Produção também de períodos anteriores existentes em unidades que só foram
completadas no presente período.
• Custo dos Produtos Vendidos: é a soma dos custos incorridos na fabricação dos bens que só agora
estão sendo vendidos. Pode conter custos de produção de diversos períodos, caso os itens vendidos
tenham sido produzidos em diversas épocas diferentes.
• Custos de Transformação ou de Conversão: soma de todos os Custos de Produção, exceto os
relativos a matérias-primas e outros eventuais adquiridos e empregados sem nenhuma modificação
pela empresa (componentes adquiridos prontos, embalagens compradas etc.). Esses Custos de
Transformação representam o valor do esforço da própria empresa no processo de elaboração de um
determinado item (mão-de-obra direta e indireta, energia, materiais de consumo industrial etc.).
• Custos Primários: soma de matéria-prima e mão-de-obra direta. Não é o mesmo que Custos Diretos,
já que nos Primários só estão incluídos aqueles dois itens. Desta forma, a embalagem é um Custo
Direto, mas não Primário.

CUSTO DE FABRICAÇÃO

Materiais Diretos Mão-de-Obra Direta Custo Indireto de


Materiais que podem ser Custos de mão-de-obra que Fabricação Todos os custos
identificados a um produto podem ser identificados a um de fabricação, exceto materiais e
produto mão-de-obra direta

CUSTO PRIMÁRIO CUSTO DE CONVERSÃO OU


DE TRANSFORMAÇÃO

EXERCÍCIO 9
Determine os custos primários, de transformação e total de uma empresa industrial que apresentou os valores abaixo,
extraídos dos registros contábeis referentes a um certo período.

Matéria prima consumida $400.000,00


Mão-de-obra direta $180.000,00
Mão-de-obra indireta $120.000,00
Energia elétrica $70.000,00
Seguro da fábrica $10.000,00
Depreciação de máquinas $30.000,00
Embalagens diretas $20.000,00

Custo Primário.................................... De transformação ...................................Total....................................

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EXERCÍCIO 10
Os gastos incorridos em determinada empresa industrial abrangiam:
a) Salários e encargos do pessoal de vendas R$ 72.000,00
b) Salários e encargos do pessoal da fábrica R$ 66.000,00
c) Consumo de matérias-primas no processo de
produção industrial R$ 252.000,00
d) Consumo de materiais indiretos R$ 130.000,00
e) Gastos de pessoal da administração R$ 84.000,00
f) Depreciação de equipamentos da fábrica R$ 56.000,00
g) Mão-de-obra ligada diretamente à produção R$ 168.000,00

Com base nos dados acima indique, respectivamente, o custo de produção e de transformação:

Custo de Produção.......................... Custo de transformação.....................................

• Materiais Diretos: são os materiais que se incorporam (se identificam) diretamente aos produtos.
Exemplos: matéria-prima, embalagem, materiais auxiliares tais como cola, tinta, parafuso prego etc.
• Mão-de-Obra Direta: representa custos com pessoal que trabalha diretamente na elaboração dos
produtos, por exemplo, o empregado que opera um torno mecânico. A mão-de-obra direta não deve
ser confundida com a de um operário que supervisiona um grupo de torneiros mecânicos.
• REGRA PRÁTICA: sempre que for possível medir a quantidade de mão-de-obra aplicada a
determinado produto é mão-de-obra direta, caso contrário, havendo necessidade de rateio, é mão-de-
obra indireta.
Para o cálculo do custo da hora – de mão-de-obra (quer direta, quer indireta) – deve levar em conta todos
os encargos sociais, como INSS, FGTS, 13º salário etc., e também deve ser feito um ajuste para considerar as
horas efetivamente trabalhadas e o tempo improdutivo decorrente de férias, fim de semana remunerado, feriados,
etc.
• Rateio: representa a alocação de custos indiretos aos produtos em fabricação, segundo critérios
racionais. Exemplo: depreciação de máquinas rateada segundo o tempo de utilização (h/m) por
produto etc. Entretanto, dada à dificuldade de estabelecimento de critérios de rateio, tais alocações
carregam consigo certo grau de arbitrariedade.
A relevância do critério de rateio está intimamente ligada à manutenção ou uniformidade em sua
aplicação. A simples mudança de um critério afeta o custo de produção e conseqüentemente afetará o resultado
da empresa.
Normas práticas:
a) gastos irrelevantes não necessitam ser rateados, porque podem não justificar o trabalho envolvido.
b) Gastos cujo rateio seja extremamente arbitrário devem ser lançados diretamente contra o resultado do
exercício.

2. ESQUEMA BÁSICO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS

1º Passo - A separação entre custos e despesas

2º Passo - A apropriação dos custos diretos

3º Passo - A apropriação (rateio) dos custos indiretos

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FLUXO DOS CUSTOS E DESPESAS (I)

C U S TO S D
DE P
SEPS
EASS
AS

IN D IR E T O S D IR E T O S

R A T E IO
P R O D U TO A VENDAS

P R O D U TO B

P R O D U TO C

E S TO Q U E S

C U S T O P R O D U T O S V E N D ID O S

R E S U L TA D O

Custos e Despesas incorridos num mesmo período só irão para Resultado desse período caso toda
produção elaborada seja vendida e não haja estoques iniciais e finais.

FORMAS DE RATEIO DOS CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO (CIF)


Suponhamos que temos que ratear gastos com material indireto que totalizaram $ 20.000,00 entre três
produtos A, B e C, e que a base de rateio seja o gasto de matéria-prima incorrido em cada um e discriminados a
seguir:
Produto Gasto com matéria-prima
A $ 50.000,00
B $ 125.000,00
C $ 75.000,00
Total $ 250.000,00

1ª forma: uma vez determinado o critério ou base de rateio, a execução do rateio consiste numa regra de
três simples.
O rateio do material indireto para o produto A será:
$ 20.000,00 estão para $ 250.000,00 assim como X está para $ 50.000,00, logo X = [(50.000 x
20.000)/250.000] = $ 4.000.
Os cálculos para os produtos B e C seriam:
B = [(20.000 x 125.000)/250.000] = $ 10.000
C = [(20.000 x 75.000)/250.000] = $ 6.000

2ª forma: Outra forma de efetuar o rateio é estabelecer a porcentagem de cada produto em relação ao
critério de rateio e multiplicar a porcentagem pelo valor a ser rateado, conforme quadro abaixo:
Produtos Critério de rateio = gasto com Material Indireto (% x 20.000)
matéria-prima %
A 50.000 20 4.000
B 125.000 50 10.000
C 75.000 30 6.000
Total 250.000 100 20.000
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3ª forma: Existe mais uma maneira de efetuar a distribuição dos custos indiretos. Toma-se o valor do
mesmo e divide-se pelo valor total do parâmetro de rateio. Em seguida, multiplica-se pelo valor do parâmetro
correspondente a cada produto.
Valor do custo indireto........................................$ 20.000
(÷) Valor total do gasto com matéria-prima.......$ 250.000
(=) $ de custo indireto por $ de matéria-prima....... $ 0,08
Produto A ⇒ $ 50.000 x 0,08 = $ 4.000;
Produto B ⇒ $ 125.000 x 0,08 = $ 10.000; e
Produto C ⇒ $ 75.000 x 0,08 = $ 6.000.

OBS: no exemplo acima a base de rateio foi o custo da matéria-prima incorrido, mas o rateio também
pode ser efetuado levando-se em conta o custo com Mão-de-Obra Direta, ou ainda, com base no Custo Direto
(matéria-prima mais mão-de-obra)

EXERCÍCIO 11
A empresa Alfa S.A. fabrica os produtos A e B. Os custos indiretos do período totalizaram $421.000,00. Foram
identificados os seguintes custos diretos para cada produto:

Custos Diretos ($)


Produto A Produto B
Matéria-prima 315.000,00 383.000,00
Mão-de-obra direta 170.000,00 245.000,00
Energia elétrica direta 173.125,00 176.375,00
Totais 658.125,00 804.375,00

O critério de rateio adotado é a alocação dos custos indiretos aos produtos A e B proporcionalmente ao que cada um
já recebeu de custos diretos. Determine o custo indireto e o custo total de cada produto.

R.
Produtos Matéria- Mão-de-obra Energia elétrica SOMA Custos Indiretos CUSTO TOTAL
prima Direta Direta Custos Diretos
Produto A
Produto B
SOMA

EXERCÍCIO 12
A Fábrica Alvorada apresenta os seguintes custos referentes aos produtos A, B, C e D: custos diretos $15.540,00 e custos
indiretos $25.900,00. A apropriação dos custos diretos nesta empresa dá-se em relação à quantidade produzida, assim:
Produto A = 700 unidades; Produto B = 1.400 unidades; Produto C = 2.700 unidades e Produto D = 380 unidades. A
apropriação dos custos indiretos dá-se em relação aos custos diretos.
Pede-se fazer a apropriação dos custos diretos e indiretos aos produtos A, B, C e D, informando, ao final, o custo
unitário de cada produto.
R.
Produtos Quantidade Custos Diretos Custos Indiretos Custo TOTAL Custo Unitário
Produto A
Produto B
Produto C
Produto D
SOMA

EXERCÍCIO 13
A empresa INDUSTRIAL apresentou em determinado período os seguintes gastos, para a produção dos seus três
produtos A, B e C.

Comissão de vendedores ..................................... $ 100.000,00


Mão-de-obra Direta............................................. $ 120.000,00
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Mão-de-obra Indireta............................................$ 20.000,00
Matéria prima consumida................................... $ 400.000,00
Salário da administração .................................... $ 120.000,00
Depreciação fábrica ............................................ $ 85.000,00
Honorários da diretoria ...................................... $ 50.000,00
Manutenção escritório ........................................ $ 35.000,00
Material de expediente ........................................ $ 5.000,00
Manutenção fábrica ............................................ $ 30.000,00
Juros s/ financiamento........................................ $ 30.000,00
Embalagem diversas produção ........................... $ 15.000,00
Energia elétrica fábrica ...................................... $ 55.000,00
Uniformes e equipamentos fábrica..................... $ 40.000,00
Frete de venda ..................................................... $ 12.000,00
------------------------------
1.117.000,00

O consumo de matéria-prima é controlado através de requisição, estando assim distribuída.

- Produto A - $ 180.000,00
- Produto B - $ 95.000,00
- Produto C - $ 125.000,00

Quanto a mão- de- obra, pelos apontamentos da empresa, constatou-se os seguintes valores:

- Mão- de-Obra Indireta - $ 20.000,00


- Mão-de-Obra Direta (MOD) - $ 120.000,00, assim distribuídos:
produto A $ 48.000,00, produto B $ 27.000,00, e produto C $ 45.000,00.

Venda de sua produção por $ 1.378.000,00

PEDE-SE:

1) Efetuar a separação entre custos de produção e despesas;


2) Efetuar a apropriação dos custos Diretos;
3) Efetuar a apropriação dos custos Indiretos, aos produtos observando os seguintes critérios:
a) Proporcional ao custo direto dos produtos;
b) Proporcional a mão-de-obra direta alocada aos produtos.
R
DESPESAS $........................................... CUSTOS INDIRETOS:.......................................

RATEIO PROPORCIONAL AO CUSTO DIRETO


Produtos Matéria-prima Mão-de-obra Custos Diretos Custos Indiretos Custo Total
Direta (MP+MOD)
Produto A
Produto B
Produto C
SOMA

RATEIO PROPORCIONAL A MÃO-DE-OBRA


Produtos Matéria-prima Mão-de-obra Custos Diretos Custos Indiretos Custo Total
Direta (MP+MOD)
Produto A
Produto B
Produto C
SOMA

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3. DEPARTAMENTALIZAÇÃO E CENTROS DE CUSTOS

Departamento: É a unidade administrativa para a Contabilidade de Custos, representada por homens e


máquinas desenvolvendo atividades homogêneas.

Centros de Custos: Na maioria das vezes um departamento é um Centro de Custos, ou seja, nele são
acumulados os custos indiretos para posterior alocação aos produtos ou a outros departamentos. Podem receber a
classificação de Produtivos, não produtivos/serviços/auxiliares, etc.

Esta técnica de departamentalizar a entidade em centros acumuladores de custos é o que denominamos de


custeamento ou custos por responsabilidade, que serve para melhor identificar, as responsabilidades, autoridade,
custos, objetivos e metas dos centros específicos, possibilitando o controle dos gastos e realizações pelos
próprios responsáveis.

Porque Departamentalizar ?

Para uma racional distribuição dos custos indiretos, pois a simples alocação aos produtos, em
determinadas empresas, não espelha a correta apropriação dos custos aos produtos.

Síntese do Esquema Básico Completo

1º Passo - Separação entre custos e Despesas.


2º Passo - Apropriação dos Custos Diretos diretamente aos produtos.
3º Passo - Apropriação dos Custos Indiretos que pertencem, visivelmente, aos Departamentos,
agrupando, à parte, os comuns.
4º Passo - Rateio dos Custos Indiretos comuns e dos da Administração Geral da produção aos diversos
Departamentos, quer de produção quer de serviços.
5º Passo - Escolha da seqüência de rateio dos Custos acumulados nos Departamentos de Serviços
(auxiliares) e sua distribuição aos demais Departamentos.
6º Passo - Atribuição dos Custos Indiretos que agora só estão nos Departamentos de Produção aos
produtos segundo critérios fixados.

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FLUXO DOS CUSTOS E DESPESAS EM EMPRESAS POR DEPARTAMENTO (II)


Despesas de Adm. de
Custos de Produção
Vendas e Financeira

Indiretos Diretos

Alocáveis
R Comuns Diretamente
aos Depart.

Depart.
Serviço A

Vendas
R

Depart.
Serviço B

Depart.
Serviço C

R Produto
X

Depart.
Serviço D

R Produto
Y

Estoques

R = Rateio Custos dos Produtos Vendidos

RESULTADO

CENTROS DE CUSTO – CENTROS AUXILIARES E PRODUTIVOS

Os centros produtivos contribuem , de forma direta, para a produção de um item ou um serviço e


incluem os setores nos quais os processos de transformação têm lugar.
Ex: Usinagem, soldagem, montagem, corte, prensagem, estamparia, etc.

Os custos atribuídos a cada centro de custo produtivo representarão o total dos custos incorridos
pelo setor para produção da totalidade dos itens que por ele passaram num determinado período de
tempo.
Grande parte dos custos dos centros produtivos são indiretos, oriundos dos centros auxiliares e, portanto,
necessitam de uma redistribuição (o mais precisa possível) a fim de que se obtenham os custos reais dos
produtos.

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Não existe um critério único para redistribuição, sendo importante relacionar os custos indiretos com
seu fator causal mais próximo.
Os critérios incluem:
a) Uso ou identificação física: requisições, medições de consumo;
b) Instalações fornecidas: área ocupada, capacidade instalada;
c) Facilidade de distribuição: número de empregados, total de custos diretos.

Na segunda fase, os custos são alocados dos centros produtivos aos produtos. Para isto, os custos dos
centros comuns (auxiliares) deverão ser distribuídos pelos diversos centros em que incidem. Por outro lado, os
custos dos centros auxiliares deverão ser distribuídos pelos centros produtivos que utilizaram os seus serviços.
Em seguida, os custos acumulados nos centros de custos produtivos são finalmente alocados aos produtos.
As principais bases de rateio são: horas de MOD, horas de máquina, custos de MOD, custos de MP.
Vale lembrar que a melhor base de rateio sempre será aquela que melhor se adequar à realidade da
empresa, ou seja, deve-se ter a habilidade de reconhecer a melhor base de rateio para cada tipo de custo
indireto e que esta escolha reflita um custo final real e competitivo !!

Bases de rateio dos Custos Indiretos de Fabricação – CIF

Qualquer base de rateio que venha a ser utilizada permite que se chegue ao custo dos produtos. No
entanto, precisa-se ter coerência na escolha dessa, a fim de não serem obtidos resultados distorcidos. O
que precisa ficar bem claro é que todo e qualquer critério que venha a ser empregado deve ser escolhido
em função de uma base que represente uma relação lógica, procurando aproximar-se daquilo que seria o
custo perfeito.
Nessa busca do custo perfeito podem ser utilizadas diversas bases de rateio para cada conta de custo
indireto, bem como para os departamentos auxiliares.
Normalmente, utilizam-se as seguintes bases para ratear os custos indiretos:
a) Unidades produzidas
b) Horas de MOD
c) Horas de uso direto das máquinas (horas máquina)
d) Valor (custo) mão-de-obra direta
e) Matéria prima consumida
f) Horas diretas de serviços prestados
g) Número de funcionários
h) Número de ordens de produção
i) Número de pedidos
j) KW consumidos de energia
k) Área, em metros quadrados, dos departamentos
Para refletir
Se não houvesse departamentalização:
 Como poderia ser controlado o custo ocorrido em cada uma das fases do processo produtivo?
 Como a diretoria poderia avaliar o desempenho e a eficiência de cada um dos departamentos?
 De quê maneira o setor de RH poderia atribuir prêmios de desempenho aos funcionários dos setores?
Como a controladoria poderia constatar casos de desperdícios e usos indevidos de recursos em cada
uma das fases da produção?
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EXERCÍCIO 14
A metalúrgica Dobra e Fecha produz dobradiças e fechaduras. O ambiente de produção é formado por seis
departamentos: Estamparia, Furação, Montagem, Almoxarifado, Manutenção e Administração Geral da Produção.
A produção de dobradiças é totalmente realizada apenas nos departamentos de Estamparia e de Furação; As
fechaduras passam pelos três departamentos de produção.
Em determinado período, foram produzidas 12.000 dobradiças e 4.000 fechaduras, e os custos diretos foram os
seguintes:
Custos Diretos Dobradiças Fechaduras Total
Material 8.352 5.568 13.920
Mão-de-obra 6.048 4.032 10.080
Total 14.400 9.600 24.000

Os Custos Indiretos de Fabricação (CIF) do período são os seguintes: Material Indireto $800,00; Energia
Elétrica $4.800,00; Mão-de-obra indireta$2.800,00; Aluguel $3.200,00 totalizando $11.600,00, os quais estão
apresentados no quadro que se encontra ao final (Mapa de Apropriação de Custos).
As bases de rateio são as seguintes:
• O custo de Aluguel é atribuído inicialmente apenas à Administração Geral da Produção.
• Os custos da Administração Geral da Produção são distribuídos aos demais departamentos à base do número de
funcionários:

Departamentos Nº de Funcionários
Estamparia 35
Montagem 15
Furação 30
Almoxarifado 10
Manutenção 10
Total 100

• A Manutenção presta serviços somente aos departamentos de Produção, e o rateio é feito à base do tempo de uso
de máquinas:

Departamento de Quantidade de horas-


Produção máquina
Estamparia 4.800
Montagem 3.000
Furação 4.200
Total 12.000
• O Almoxarifado distribui seus custos à base do número de requisições:
Departamento de Número de requisições
Produção
Estamparia 600
Montagem 300
Furação 300
Total 1.200
• A distribuição dos custos dos departamentos de produção aos produtos é feita na mesma proporção que o custo
do material direto.
• Os volumes de produção, em unidades, foram:
Dobradiças 12.000
Fechaduras 4.000

Pede-se para completar o mapa de apropriação de custos e:


[Link]:
a) O custo total de cada departamento de produção;
b) O custo total de cada produto;
c) O custo unitário de cada produto; e
d) Calcular o Preço de Venda considerando mark-up multiplicador de 1,80
e) DRE Custeio Absorção

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Mapa de Alocação de Custos Indiretos
Custos Indiretos Estamparia Furação Montagem Almoxa- Manuten- [Link] Total
rifado ção Produção
Mat. Indireto 159 57 46 90 112 336 800
Energia Elétrica 2.400 432 1.340 240 240 148 4.800
Mão-de-Obra Ind. 532 672 390 140 170 896 2800
Aluguel - - - - - 3.200 3.200
Total 3.091 1.161 1.776 470 522 4.580 11.600
Rateio da Adm.
Geral
Soma
Rateio Manutenç.
Soma
Rateio Almox.
Soma
Dobradiças
Fechaduras
Total

PRODUTOS QUANT. MP MP MOD MOD CIF CIF CUSTO CUSTO


TOTAL UNIT TOTAL UNIT TOTAL UNIT TOTAL UNIT.
Dobradiças 12.000
Fechaduras 4.000
SOMA 16.000

DRE CUSTEIO ABSORÇÃO


DOBRADIÇAS FECHADURAS TOTAL
RECEITA COM VENDAS
(-) CPV
Custos Diretos
.Matéria-prima
.Mão-de-obra Direta
Custos Indiretos
(=) LUCRO BRUTO
(-) Despesas
(=)LUCRO OPERACIONAL

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4. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DOS MATERIAIS

- Preço Médio
O critério mais utilizado no Brasil é o do Preço Médio para avaliação dos estoques. Podemos, no entanto,
fixar pelo menos dois tipos diferentes de Preço Médio: Móvel e Fixo.

Preço Médio Ponderado Móvel: É assim chamado aquele mantido pela empresa com controle constante
dos seus estoques e que por isso atualiza seu preço médio após cada aquisição.
Preço Médio Ponderado Fixo: Utilizado quando a empresa calcula o preço médio apenas após o
encerramento do período ou quando decide apropriar a todos os produtos elaborados no período um único preço
por unidade.
A legislação fiscal brasileira não está mais aceitando o preço médio ponderado fixo se for calculado com
base nas compras de um período maior que o prazo de rotação do estoque. Realmente não faz sentido avaliar
pelo preço médio das compras do ano os estoques adquiridos nos últimos três meses, por exemplo.

- Critérios de Avaliação dos Materiais: PEPS (FIFO)

Neste critério é custeado pelos preços mais antigos, permanecendo os mais recentes em estoques. O
primeiro a entrar é o primeiro a sair (first-in, first-out).
Com o uso desse método, há uma tendência de o produto ficar avaliado por custo menor do que quando do
custo médio, tendo-se em vista a situação normal de preços crescentes. Ao se utilizar o PEPS, acaba-se por
apropriar ao produto, via de regra, o menor valor existente do material nos estoques. Essa sub avaliação do custo
do produto elaborado acaba por apropriar um resultado contábil maior para o exercício em que for vendido. É
lógico que o material estocado, avaliado por preços maiores, será apropriado no futuro à produção, mas é
provável que então o preço de venda também seja maior.

- Critérios de Avaliação dos Materiais: UEPS (LIFO)

O método de último a entrar primeiro a sair (last-in, first-out) provoca efeitos contrários ao PEPS.
Com a adoção do UEPS, há tendência de se apropriar custos mais recentes aos produtos feitos, o que
provoca normalmente redução do lucro contábil. Provavelmente por essa razão, essa forma de apropriação,
apesar de aceita pelos princípios contábeis, não é admitida pelo Imposto de Renda brasileiro.

4.1. OS IMPOSTOS NA AQUISIÇÃO DE MATERIAIS

- O IPI

Diversas hipóteses existem quanto da aquisição de materiais para a produção. Primeiramente, se a


indústria não tem nenhum tipo de isenção ou suspensão do IPI nas matérias-primas mas os tem nos produtos
acabados, acaba por ter nesses imposto um acréscimo do próprio material adquirido.

O ICMS

O ICMS tem, de fato, as mesmas características que o IPI. Cada valor pago na compra de materiais
representa um adiantamento feito pela empresa; ao efetuar suas vendas, recebe dos clientes uma parcela a título
desse imposto, e, após se ressarcir do que havia adiantado, recolhe o excedente ao governo estadual. Não é,
portanto, nem receita o que recebe nem despesas ou custo o que paga. Deve ser contabilizado igualmente ao IPI.
O PIS não-cumulativo passou a valer em 1º/12/02 alíquota de 1,65%

A COFINS não-cumulativa teve início em 1º/02/04 alíquota de 7,6%

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- GASTOS COM TRANSPORTE E OUTROS - o custo real de uma mercadoria adquirida não é
somente o constante da nota fiscal, mas o resultante da soma deste com todos os gastos necessários para a
colocação do produto em condições de venda.

EMPRESAS TRIBUTADAS PELO LUCRO REAL

EMPRESA INDUSTRIAL COMERCIAL


Exclui o IPI Inclui o IPI
Exclui o ICMS Exclui o ICMS
Exclui o PIS Exclui o PIS
Exclui a COFINS Exclui a COFINS
Inclui o Frete Inclui o Frete
----------------------------------------------------------------
Recupera o IPI Recupera o ICMS, PIS e a COFINS
o ICMS, o PIS e a COFINS
EMPRESAS TRIBUTADAS PELO LUCRO PRESUMIDO

EMPRESA INDUSTRIAL COMERCIAL


Exclui o IPI Inclui o IPI
Exclui o ICMS Exclui o ICMS
Inclui o Frete Inclui o Frete
----------------------------------------------------------------
Recupera o IPI e o ICMS Recupera o ICMS

Como regra geral, pode-se afirmar o seguinte:


- Para uma empresa industrial que adquire matéria-prima pagando IPI e ICMS, PIS e COFINS, nenhum destes
impostos representará custo, uma vez que ao vender o produto final, a empresa recuperará do cliente os impostos
sobre as vendas.
- Já para uma empresa comercial que compra da indústria e venda ao consumidor final, o IPI deve ser incluído
no custo da mercadoria, apesar de encontrar-se na nota fiscal, e o ICMS o PIS e a COFINS devem ser excluídos,
apesar de fazer parte do preço.

EXERCÍCIO 15

A Cia. GERAL, apresentava os seguintes dados em agosto/20X0, com relação a seus estoques de Materiais Diretos:

- Estoque inicial de 20 unidades a $ 30,00 p/unidade, a um custo total de $ 600,00.


- Ocorreu a seguinte movimentação de materiais, durante o mês 08/20X0:
- 01/08/20X0 compra de Material Direto - 20 und. a $ 40,00 p/und.
- 05/08/20X0 requisição material - 10 und.
- 10/08/20X0 requisição material - 20 und.
- 15/08/20X0 compra de material - 30 und. a $ 45,00 p/und.
- 20/08/20X0 requisição material - 10 und.

O valor das vendas em 08/20X0, foi de $ 2.500,00


Tanto na compra como na venda incide ICMS de 12%.
Empresa enquadrada no Lucro Presumido. Não tem crédito PIS e COFINS.
PEDE-SE:
a) Avalie os estoques através dos critérios PEPS e CUSTO MÉDIO PONDERADO MÓVEL, considerando os créditos
de ICMS.
b) Determine o Lucro Bruto através dos três critérios.

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22

CUSTO PONDERADO MÉDIO MÓVEL


DATA ENTRADA SAÍDA SALDO
Quant. [Link]. Vlr. Total Quant. P. unit. Vlr. Total Quant. P. unit. Vlr. Total
S. I. 20 30,00 600,00
01/08 20 35,20 704 40 32,60 1.304,00
05/08 10 32,60 326,00 30 32,60 978,00
10/08 20 32,60 652,00 10 32,60 326,00
15/08 30 39,60 1.188 40 37,85 1.514,00
20/08 10 37,85 378,50 30 37,85 1.135,50
TOTAL 50 1.892 40 1.356,50 30 1.135,5

PRIMEIRO A ENTRAR PRIMEIRO A SAIR (PEPS)


DATA ENTRADA SAÍDA SALDO
Quant. [Link]. Vlr. Total Quant. P. unit. Vlr. Total Quant. P. unit. Vlr. Total
S. I. 20 30,00 600,00
01/08 20 35,20 704 20 30,00 600,00
20 35,20 704,00
05/08 10 30,00 300,00 10 30,00 300,00
20 35,20 704,00
10/08 10 30,00 300,00
10 35,20 352,00 10 35,20 352,00
15/08 30 39,60 1.188 10 35,20 352,00
30 39,60 1.188,00
20/08 10 35,20 352,00 30 39,60 1.188,00
TOTAL 30 1.892 40 1.304,00 30 1.188,00
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO

CUSTO MÉDIO PEPS


Receita Bruta 2.500 2.500
Impostos (ICMS) 300 300
Receita Líquida 2.200 2.200
Custo Prod. Vendidos 1.356 1.304
Lucro Bruto 844 896

EXERCÍCIO 16
A Cia. Bandeirantes adquiriu mercadorias ( matéria-prima) da Industria LIMA Ltda, o valor unitário é de $300,00 mais
IPI de $30,00.
OBS: sabe-se que o IPI é de 10%, ICMS é de 17%, PIS é de 1,65% e COFINS é de 7,6%. Empresa enquadrada no
Lucro Real. Foram adquiridas 200 unidades
Pede-se:
Custo unitário e total considerando a Cia Bandeirante como uma Empresa Industrial
Custo unitário e total considerando a Cia Bandeirante como Empresa Comercial.
R.

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23
EXERCÍCIO 17
A Industrial SS adquiriu mercadorias (matéria-prima) da Industrial JK, o valor unitário é de $1350 mais IPI de $135.
Determine o custo de aquisição, sabendo-se que o ICMS é de 17%, IPI 10%, PIS 1,65%,COFINS 7,6% e o Frete de
$100, por unidade.
R.

5. MÃO-DE-OBRA DIRETA
Mão-de-obra direta é aquela relativa ao pessoal que trabalha diretamente sobre o produto em
elaboração, desde que seja possível a mensuração do tempo despendido e a identificação de quem executou o
trabalho, sem necessidade de qualquer apropriação indireta ou rateio. Se houver qualquer tipo de alocação por
meio de estimativa ou divisões proporcionais, desaparece a característica de “direta”.

5.1. O QUE INTEGRA O CUSTO DA MÃO-DE-OBRA DIRETA.


Em alguns países, como no caso dos EUA, atribui-se muitas vezes como custo de Mão-de-obra Direta
somente o valor contratual, sem inclusão dos encargos sociais. Nesses países, os encargos sociais assumem um
caráter mais de custo fixo do que de variável, por serem mais uma função do número de pessoas do que do valor
pago. No Brasil, todavia, são totalmente dependentes do pagamento feito, tornando-se tais encargos uns custos
variáveis com relação à própria mão-de-obra e diretamente proporcional a ela. Na situação de nosso país, ao se
optar pela inclusão dos encargos sociais no próprio montante da Mão-de-obra Direta, precisa-se calcular para
cada empresa (ou para cada departamento, se houver variações significativas entre eles) qual o valor a ser
atribuído por hora de trabalho. Sabemos que decorrem da legislação e do contrato de trabalho os repousos
semanais remunerados, as férias, 0 13o salário, a contribuição ao INSS, a remuneração dos feriados, as faltas
abonadas por gala, nojo, etc., além de vários outros direitos garantidos por acordos ou convenções coletivas de
trabalho das diversas categorias profissionais. A quanto monta esse valor?
A maneira mais fácil de calcular esse valor é verificando o gasto que cabe à empresa por ano e dividi-lo
pelo número de horas que o empregado efetivamente se encontra a disposição. Vejamos um exemplo. (Eliseu
Martins, 2003, p.135).
Suponhamos que um operário seja contratado por $10,00 por hora. A jornada máxima de trabalho
permitida pela Constituição brasileira é de 44 horas semanais (sem considerar horas extras). Supondo-se semana
não inglesa, isto é, semana de seis dias sem compensação do sábado, a jornada máxima diária será de: 44 ÷ 6
= 7,3333 horas. Que equivalem a 7 horas e 20 minutos.
Assim, podemos estimar o número máximo de horas que um trabalhador pode oferecer a empresa:
Número total de dias por ano 365 dias
(-) Repousos semanais Remunerados (deduzidas quatro 48 dias
semanas de já computadas nas férias)
(-) Férias 30 dias
(-) Feriados 12 dias
(=) Número máximo de dias a disposição do empregador 275 dias
(X) jornada diária (em horas) 7,3333 horas
(=) Número máximo de horas à disposição, por ano: 2.016,7 horas
A remuneração anual desse empregado será, então, em moeda constante:
(a) Salários: 2.016,7h x $10,00 $20.167,00
(b) Repousos Semanais: 48 x 7,3333 = 352h x$10,00 $ 3.520,00
(c) Férias : 30 dias x 7,3333 = 220h x $10,00 $ 2.200,00
(d) 13o Salário: 220h x $10,00 $ 2.200,00
(e) Adicional Constitucional de Férias; (1/3 de “C”) $ 733,33
(f) Feriados: 12 x 7,3333h = 88h x $10,00 $ 880,00
TOTAL $29.700,33

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24

Sobre esse total o empregador é obrigado a recolher as seguintes contribuições (em porcentagens)

Previdência Social 20,0 %


Fundo de Garantia 8,0 %
Seguro-acidente de trabalho 3,0 % (pode ser de 1%, 2% ou 3%)
SESI ou SESC 1,5 %
SENAI ou SENAC 1,0 %
INCRA 0,2 %
SEBRAE 0,6 %
TOTAL 36,8 %

O Custo total anual para o empregador será, então:


$29.700,33 x 1,368 = $40.630,05

e o custo-hora será:
$40.630,05 ÷ 2.016,7 h = $20,14

Os encargos sociais mínimos provocaram, então, um acréscimo de (20,14 ÷ 10,00) –1 = 101,4% sobre o salário-
hora contratado.

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25

Modelo de Cálculo do custo da Mão-de-obra Mensal.


Cálculo do Custo por Mês, Dia, Hora e Minuto - mês de maio de 2007.
EMPREGADOS/JORNADA ORDENADO INSALUBRIDADE GRAU
EMPREGADO 1 (Seg. a Sexta) 700,00 20% LEVE
EMPREGADO 3 (Seg a Sábado) 680,00 0 MÉDIO

JORNADA DIÁRIA SEG A SEXTA (44:5)--------> 8,8 horas


JORNADA DIÁRIA SEG A SÁBADO (44:6)--------> 7,33 horas
ENCARGOS INCIDENTES SOBRE O TOTAL DOS SALÁRIOS E ORDENADOS Salário Mínimo
GRAU INSS------------> LEVE MÉDIO GRAVE Mês 05/2007 R$380,00
INSS 20 20 20
SEG ACID. TRAB 1 2 3
[Link]ÇÃO 2,5 2,5 2,5
SESI/SENAI* 2,5 2,5 2,5
INCRA 0,2 0,2 0,2
SEBRAE 0,6 0,6 0,6
TOTAL (%) 26,80 27,80 28,80
* OU SESC/SENAC
A) CUSTO MÃO-DE-OBRA MÊS mai/06
EMPREGADO1 EMPREGADO 2
ORDENADO R$ 700,00 ORDENADO R$ 680,00 ..>VALOR CONTRATO SEM ADICIONAIS
INSALUBRIDADE 76,00 INSALUBRIDADE 0,00 ..>10%,20%OU 40%DO SALÁRIO MÍNIMO
PERICULOSIDADE 0,00 PERICULOSIDADE 0,00 ..>30% SOBRE O SALÁRIO BASE (ORDENADO)
GRATIFICAÇÃO 0,00 GRATIFICAÇÃO 0,00
HORAS EXTRAS 0,00 HORAS EXTRAS 0,00 1 HORA = VALOR:220 + 50% OU 100%
TOTAL 1 776,00 TOTAL 1 680,00
PROVISÃO FÉRIAS 8,33% 64,64 PROVISÃO FÉRIAS 8,33% 56,64 ..>100:12MESES=8,33%
1/3 DAS FÉRIAS 2,78% 21,57 1/3 DAS FÉRIAS 2,78% 18,90 ..>33,33%(1/3FÉRIAS):12MESES=2,78%
PROVISÃO 13º 8,33% 64,64 PROVISÃO 13º 8,33% 56,64 ..>100:12MESES=8,33%
TOTAL 2 926,85 TOTAL 2 812,19
INSS(GRAU LEVE)26.80% 248,40 INSS (GRAU MÉDIO) 27.80% 225,79 ..>VER TABELA INSS(GRAU LEVE,MÉDIO,GRAVE)
FGTS 8% 74,15 FGTS 8% 64,98 ..> FGTS 8%
TOTAL / EMPREGADO 1249,40 TOTAL / EMPREGADO 1102,96
CUSTO ALÉM DO VALOR CONTRATADO * 78,49% CUSTO ALÉM DO VALOR CONTRATADO 62,20% ..> CUSTO ALEM DO VALOR CONTRATADO

* 1249,40 / 700 –1 X 100 = 78,49%

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26

DEMONSTRATIVO DO NÚMERO DE DIAS, HORAS E MINUTOS PRODUTIVOS.

MÊS ..05/2007 31 MÊS ..05/2007 31


(-)DOMINGOS 4 (-)DOMINGOS 4
(-) FERIADOS 1 (-) FERIADOS 1
(-)SÁBADOS 4 (-)SÁBADOS 0 _-->Seg a Sáb não conta sábado
(=) DIAS ÚTEIS 22 (=) DIAS ÚTEIS 26 .-->dias JORNADA DIÁRIA
(X) 8,8 HORAS/DIA 193,60 (X) 7,3333 HORAS/DIA 190,67 ......>seg a sexta é 8,80/dias
(-) TEMPO IMPRODUTIVO 0,00 (-) TEMPO IMPRODUTIVO 0,00 e seg a sábado é 7,33/dia
(+) HORAS EXTRAS 0,00 (+) HORAS EXTRAS 0,00
(=) TEMPO TRABALHADO(horas) 193,60 (=) TEMPO TRABAL(horas) 190,67 .--->horas produtivas
(x) 60 minutos 11616,00 (x) 60 minutos 11439,95 .--->minutos produtivos

CUSTO POR MÊS/ DIA/HORA E MINUTO

Empregado1 Empregado2
Custo Mensal R$ 1.249,40 R$ 1.102,96
Custo Diário R$ 56,79 R$ 42,42
Custos Hora R$ 6,45 R$ 5,78
Custos Minuto R$ 0,1076 R$ 0,0964

EXERCÍCIO 18

Apurar o custo mensal, diário, por hora e por minutos, dos empregados da CIA ALFA, referente ao mês de junho de 2007, com base nos dados
abaixo:
Empregado Pedro Empregado Paulo
Ordenado: 450,00 730,00
Insalubridade 20% -
Periculosidade - 30%
Grau de Risco Médio Grave
Jornada Seg. a Sáb. Seg. a Sex

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27

EMPREGADO PEDRO EMPREGADO PAULO


ORDENADO ORDENADO ..>VALOR CONTRATO SEM ADICIONAIS
INSALUBRIDADE INSALUBRIDADE ..>10%,20%OU 40%DO SALÁRIO MÍNIMO
PERICULOSIDADE PERICULOSIDADE ..>30% SOBRE O SALÁRIO BASE (ORDENADO)
GRATIFICAÇÃO GRATIFICAÇÃO
HORAS EXTRAS HORAS EXTRAS 1 HORA = VALOR:220 + 50% OU 100%
TOTAL 1 TOTAL 1
PROVISÃO FÉRIAS 8,33% PROVISÃO FÉRIAS 8,33% ..>100:12MESES=8,33%
1/3 DAS FÉRIAS 2,78% 1/3 DAS FÉRIAS 2,78% ..>33,33%(1/3FÉRIAS):12MESES=2,78%
PROVISÃO 13º 8,33% PROVISÃO 13º 8,33% ..>100:12MESES=8,33%
TOTAL 2 TOTAL 2
INSS(GRAU LEVE)26.80% INSS (GRAU MÉDIO) 27.80% ..>VER TABELA INSS(GRAU LEVE,MÉDIO,GRAVE)
FGTS 8,% FGTS 8,% ..> FGTS 8%
TOTAL / EMPREGADO TOTAL / EMPREGADO
CUSTO ALÉM DO VALOR CONTRATADO CUSTO ALÉM DO VALOR CONTRATADO ..> CUSTO ALEM DO VALOR CONTRATADO

DEMONSTRATIVO DO NÚMERO DE DIAS, HORAS E MINUTOS PRODUTIVOS.

MÊS ..06/2007 MÊS ..06/2007


(-)DOMINGOS (-)DOMINGOS
(-) FERIADOS (-) FERIADOS
(-)SÁBADOS (-)SÁBADOS _-->Seg a Sáb não conta sábado
(=) DIAS ÚTEIS (=) DIAS ÚTEIS .-->dias JORNADA DIÁRIA
(X) ............................ HORAS/DIA (X)......................HORAS/DIA ......>seg a sexta é 8,80/dias
(-) TEMPO IMPRODUTIVO (-) TEMPO IMPRODUTIVO e seg a sábado é 7,33/dia
(+) HORAS EXTRAS (+) HORAS EXTRAS
(=) TEMPO TRABALHADO(horas) (=) TEMPO TRABALHADO (horas) .--->horas produtivas
(x) 60 minutos (x) 60 minutos .--->minutos produtivos

CUSTO MÃO-DE-OBRA PRODUTIVA - MÊS, DIA, HORA E MINUTO.


Empregado Empregado
Pedro Paulo
Custo Mensal
Custo Diário
Custos Hora
Custos Minuto

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29
EXERCÍCIO 19
Para produzir uma unidade do produto DELTA são necessárias 2 horas de mão-de-obra direta do empregado
Pedro e 3 horas de mão-de-obra direta do empregado Paulo (valor MOD vide exercício anterior), considerando que o
Custo unitário da Matéria-prima é de $20,00 e os Custos Indiretos de Fabricação de $15,00, apure o custo do Produto
DELTA.
R.

EXERCÍCIO 20
Para produzir uma unidade do produto BETA são necessárias 8 horas de mão-de-obra direta do empregado
Pedro e 5 horas de mão-de-obra direta do empregado Paulo (valor MOD vide exercício anterior), considerando que o
Custo unitário da Matéria-prima é de $38,00 e os Custos Indiretos de Fabricação de $27,00, apure o custo do Produto
BETA.
R.

6. SISTEMA DE CONTABILIDADE DE CUSTOS


A Contabilidade de Custos, para atingir seus objetivos, ou seja, gerar informações de custos, estrutura-se
em um sistema denominado “Sistema de Contabilidade de Custos”. Este, por sua vez, está integrado em um
sistema maior que consiste em um conjunto de recursos (humanos, tecnológicos, materiais e de infra-estrutura)
que interagem e visam atingir um determinado objetivo. Esse conjunto maior, que também forma um sistema,
dentro do qual o Sistema de Contabilidade de Custos está inserido, denomina-se Controladoria. Essa, por sua
vez, faz parte de um sistema maior denominado função financeira. Todos estes, Sistema de Contabilidade de
Custos, Controladoria e Função Financeira, compõem, por sua vez, o amplo Sistema denominado Empresa.

S IS T E M A D E C O N T A B IL ID A D E D E C U S T O S

Á rea de V end as U
e M a r k e tin g D
C o n t a b i li d a d e S
A d e C u st o s
Á rea de U
C o le t a
P rodução D A v a lia
P r o c e ss a R e la tó r io s
Á
Á r e a d e G e st ã o O F o rm a ta de
d e P e s so a s i n fo r m a ç õ e s R
S A s se s so r a
I
Á rea de
S u p ri m e n to s •S ist e m a s d e C u st e io O
•M é t o d o s d e C u s te io
D e m a is D e p to s •F o r m a s d e C u s te io S
d a C o n tr o la d o r ia

Figura 1 – Sistema de Contabilidade de Custos


Fonte: Nascimento (2000)
A figura 1 representa o Sistema de Contabilidade de Custos. Nele a Contabilidade de Custos coleta
dados de diversas áreas da empresa (produção, suprimentos, recursos humanos, venda, marketing etc.); avalia-os
quanto à sua qualidade; processa-os e formata informações, que são relatadas aos usuários (gestores), a quem o
sistema assessora quanto ao entendimento e utilização.
Para gerar as informações que formata, a Contabilidade de Custos vale-se de Sistemas de Custeio,
Métodos de Custeio e Formas de Custeio.

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30
Efetivamente, ao estudar-se Contabilidade de Custos, verifica-se estar ela fundamentada nos conceitos
de Sistemas, Métodos e Formas de Custeio.
Nascimento (2000) propõe o seguinte quadro sobre a interação dos Sistemas com os Métodos e Formas
de Custeio.
Quadro 1 – Sistemas, Métodos e Formas de Custeio
Sistemas Métodos Formas
- Por Ordem - Pleno - Predeterminada (estimada e padrão)
- Por Processo ou Contínua - Absorção - Pós-determinada (real ou histórica)
- Misto ou Híbrido - Variável
- Direto
- ABC
Fonte: adaptado de Nascimento (2000).
Para uma melhor compreensão, é importante ressaltar que quaisquer dos três Sistemas podem
desenvolver-se sob quaisquer das Formas e Métodos mencionados acima, dependendo do objetivo que se tenha
em mente. Convém lembrar que, no caso das Formas, poderá ocorrer uma utilização concomitante de ambos
num mesmo sistema, apurando-se, por exemplo, materiais diretos e mão-de-obra direta em bases pós-
determinadas e os Custos Indiretos de Fabricação (CIF) em bases predeterminadas.
São explicitados a seguir os sistemas, métodos e formas de custeio.

6.1. SISTEMAS DE CUSTEIO


Através dos sistemas de custeio, identifica-se, classifica-se, apropria-se, registra-se e acumula-se os
custos dos produtos ou lotes desses. Observe-se que o que aqui se denomina de Sistema de Custeio é referido por
alguns autores como Métodos de Acumulação de Custos ou Sistemas de Acumulação de Custos. No entanto,
trata-se apenas de uma variação nominal, sem interferência no significado dos sistemas.
Normalmente, a literatura refere-se a dois tipos de sistemas de custeio: Sistema de Custeio por Ordens de
produção e Sistema de Custeio por processo, embora alguns autores também se refiram ao Sistema Misto ou
Híbrido que corresponde ao uso simultâneo dos dois anteriores.
Os Sistemas de Custeio são analisados nos tópicos a seguir:

6.1.1. SISTEMA DE CUSTEIO POR ORDEM DE PRODUÇÃO


É comum os autores se referirem ao sistema de custeio por ordem de produção, afirmando ser ele o mais
adequado para empresas que utilizam um processo de produção não repetitivo, ou, ainda em que os produtos ou
grupos de produtos apresentam diferenças entre si. Em outras palavras, esse processo é mais adequado quando
não é a empresa que programa a sua atividade produtiva, ou não a programa integralmente, e sim, quando a
referida programação depende integral ou quase integralmente das encomendas específicas de cada cliente.
Ainda que haja certa rotina e, portanto, previsibilidade nas encomendas dos clientes, o que realmente determina
a produção são as referidas encomendas.
Diante disso, torna-se oportuna a observação de Nascimento (2000) de que o custeio por ordem de
produção baseia-se na seguinte premissa: “produtos diferentes acarretam recursos diferentes, recursos diferentes
acarretam custos diferentes, custos diferentes acarretam preços diferentes e preços diferentes requerem controles
específicos”.
No que diz respeito à conceituação do sistema de custeio por ordem de produção, há vários
posicionamentos, dos quais se destacam os seguintes:
Martins (2003:145) diz:
Na Produção por Ordem, os custos são acumulados numa conta específica para cada ordem ou encomenda.
Essa conta só pára de receber custos quando a ordem estiver encerrada. Se terminar um exercício e o produto
estiver ainda em processamento, não há encerramento, permanecendo os custos até então incorridos na forma de
bens em elaboração; no ativo, quando a ordem for encerrada, será transferida para estoque de produtos acabados
ou para Custo dos Produtos Vendidos, conforme a situação.
Já para Maher (2001:888), custeio por ordem é um “sistema de contabilização em que custos são
identificados com unidades específicas de produtos ou com contratos, lotes ou trabalhos específicos”.
São exemplos de empresas que utilizam o sistema de custeio por ordem, entre outras, indústria de
equipamentos e máquinas especiais, fabricação de instrumentos de medição, fabricação de produtos
eletromecânicos, empresas de projetos, empresas de construção civil, empresas de consultoria, empresas de
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31
auditoria, empresas gráficas, empresas de fabricação de bens de capital, empresas de engenharia, produção de
filmes cinematográficos, estaleiros e indústria aeronáutica.
Dos conceitos citados anteriormente, e sem aqui tentar eleger o mais preciso ou não, parece oportuno
transcrever as características do sistema de custeio por ordem de produção, relatadas por Santos (2000), que bem
delimitam o sistema em análise. Para o referido autor, as seguintes características merecem destaque:
• nenhum serviço é iniciado sem que seja devidamente autorizado por meio de ordem de produção com
um número ou código correspondente;
• o controle geral é feito por ordem e por cliente;
• a produção não é padronizada;
• o sistema exige maior trabalho burocrático para o registro e controle das unidades produzidas;
• não se mantêm estoques reguladores (exceto dos materiais básicos comuns às ordens);
• a produção não é contínua, pois não existe um caminho padrão para as operações;
• os custos apurados por ordem são mais precisos, se comparados ao sistema de produção por processo,
pelo fato de serem levantados individualmente por ordem de serviço;
• os produtos ou serviços são executados de acordo com as exigências ou projetos de cada cliente;
• há elevada possibilidade de análise da lucratividade dos produtos por ordem de produção concluída e
entregue ao cliente.

6.1.2. SISTEMA DE CUSTEIO POR PROCESSO


No início do capítulo anterior, afirmou-se que era comum entre os autores a afirmação da adequação do
sistema de custeio por ordem de produção a determinadas empresas que utilizam um processo não repetitivo para
a produção de itens repetitivos, defendem eles que o sistema de custeio por processo é o mais indicado. Isso
significa que este sistema é mais utilizado, segundo Maher (2001:888), “...quando unidades idênticas são
fabricadas em uma série de etapas uniformes de produção.”
Diante disso, torna-se oportuna a observação de Nascimento (2000) de que o custeio por processo
baseia-se na seguinte premissa: “produtos iguais consomem recursos iguais, recursos iguais acarretam custos
idênticos, custos idênticos podem ser refletidos por médias”.
Resulta, então, que o sistema de custeio por processo não se preocupa em contabilizar os custos de itens
individuais ou grupos de itens, sendo todos os custos acumulados em centros de custos e alocados aos produtos
em bases sistemáticas.
No que diz respeito à conceituação do sistema de custeio por processo ou contínuo, podemos citar os
seguintes autores:
Martins (2003:145), explicita:
Na Produção Contínua, os custos são acumulados em contas representativas das diversas linhas de
produção; são encerradas essas contas sempre no fim de cada período (mês, semana, trimestre ou ano, conforme
o período mínimo contábil de custos da empresa). Não há encerramento das contas à medida que os produtos são
elaborados e estocados, mas apenas quando do fim do período; na apuração por processo não se avaliam custos
unidade por unidade, e sim à base do custo médio do período (com a divisão do custo total pela quantidade
produzida);
Horngren et al. (2000:434), afirmam:
Sistema de custeio por processo é um sistema de custeio no qual o custo de um produto ou serviço é
obtido pela distribuição dos custos por grandes quantidades de unidades semelhantes ou iguais. Os custos
unitários são, nestes casos, calculados com base na média. Os sistemas de custeio por processo são empregados
nas indústrias que custeiam unidades de produtos iguais ou similares, freqüentemente produzidos em massa;
São exemplos de empresas que utilizam o sistema de custeio por processo, entre outras, as indústrias
têxteis, químicas, de petróleo, de produtos alimentícios, de óleo vegetal e de plásticos.
A partir dos conceitos sobre sistemas de custeio por processos apresentados, novamente sem pretender
eleger ou não o mais preciso, parece oportuno transcrever as características desses relatadas por Santos (2000),
que procura sintetizá-las:
• os produtos são padronizados;
• a produção é contínua, isto é, existe um fluxo lógico de operações;
• o custo unitário médio é determinado pela divisão do custo total pelas unidades produzidas;
• os custos são registrados por departamentos ou por fases de fabricação;

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32
• exige-se menor esforço burocrático em comparação à produção por ordem, para controle e apuração dos
custos de cada unidade produzida;
• os clientes sujeitam-se aos produtos que existem no mercado; para tanto, a empresa conta com uma eficiente
estrutura de marketing;
• existem apontamentos simplificados de mão-de-obra em cada departamento, em razão de cada área contar
com seu pessoal fixo.
Segundo Anthony (1979), num procedimento em que se adota o sistema de custeio por processo, todos
os custos de um período de tempo (geralmente um mês) são coletados sem nenhuma tentativa para atribuir esses
custos a unidades específicas do produto. Usa-se esse sistema numa fábrica que elabora somente um produto, ou
onde a diferença entre os vários produtos não é substancial, ou seja, onde os produtos são relativamente
homogêneos. Relata o autor que, nesse caso, invariavelmente, ou com pequenas mudanças, quatro passos são
seguidos:
a) os valores de mão-de-obra direta, material direto e custos indiretos de fabricação incorridos durante o
exercício contábil são acumulados como débito de estoque de produtos em processo;
b) mede-se a produção em termos do número de unidades equivalentes de produção;
c) determina-se o custo unitário dividindo-se os custos totais pelo número de unidades equivalentes;
d) debita-se o estoque de produtos acabados e credita-se o estoque de produtos em processo por um valor igual
ao número de unidades completadas no exercício multiplicado por este custo unitário.

6.1.3. SISTEMA DE CUSTEIO MISTO OU HÍBRIDO


É oportuno destacar que existem certos tipos de produtos ou processos industriais que requerem um
custeamento misto ou híbrido, como é denominado por alguns autores, ou seja, produtos ou processos industriais
que, num primeiro momento, utilizam um sistema de controle por processo, para, em seguida, utilizar um
sistema de controle por ordem de produção. Sempre que isso ocorre, é possível e necessária a utilização dos dois
tipos de sistemas de custeio.

Guerreiro (1984) ressalta que isso ocorre em função das condições do sistema produtivo, como é o caso
da produção de cartão de papelão, em que o estágio inicial, de preparação de massa, é controlado por processo.
Já no estágio subseqüente, há controle por ordem. Ou seja, aprofundando o exemplo, a massa é praticamente a
mesma para diversos produtos, logo justifica-se o sistema por processo; já na etapa seguinte, quando se exige
uma diferenciação em função da medida, qualidade e acabamento normalmente escolhidos pelo cliente, justifica-
se o sistema por ordem de produção.

6.2. MÉTODOS DE CUSTEIO


Para manter a visão de conjunto, ou seja, a visão conjunta do Sistema de Contabilidade de Custos, é
necessária para explicitar os Métodos e Formas de Custeio, os quais, serão apresentados de forma abreviada, não
obstante sua amplidão e complexidade.

6.2.1. MÉTODO DE CUSTEIO POR ABSORÇÃO


O Método de Custeio por Absorção consiste em atribuir aos produtos fabricados todos os custos de
produção do período, quer de forma direta ou indireta. Com isso, todos os custos, fixos ou variáveis, são
absorvidos pelos produtos, sendo que os custos diretos são alocados diretamente, e os custos indiretos por rateio.
Os custos diretos mais comuns são a matéria-prima e a mão-de-obra direta. Já com relação aos custos indiretos,
podemos citar fatores como aluguel, depreciação, mão-de-obra indireta, etc.
Martins (2003:37) relata que o Custeio por Absorção é o método derivado da aplicação dos princípios de
contabilidade geralmente aceitos. Segundo ele, esse tipo de custeio “consiste na apropriação de todos os custos
de produção aos bens elaborados, e só os de produção; todos os gastos relativos ao esforço de fabricação são
distribuídos para todos os produtos feitos”.
Horngren et al. (2000:211) comentam que o “custeio por absorção é o método de custeio do estoque no
qual todos os custos de fabricação, variáveis ou fixos, são considerados custos inventariáveis. Isto é, o estoque
“absorve” todos os custos de fabricação”.

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33

Custeio por Absorção


Empresas de Manufatura

Despesas Custos

Demonstração do
Estoque de Resultado
Produtos Receita
(-) CPV
Venda . Custos Diretos
. Custos Indiretos
(=) Lucro Bruto
(-) Despesas
Lucro Operacional

6.2.2. MÉTODO DE CUSTEIO VARIÁVEL


Esse método de custeio consiste em alocar aos produtos somente custos e despesas variáveis, quer
sejam diretos ou indiretos.
Nascimento (1989:32) menciona:
sob o Custeio Variável, apenas e tão somente os custos e despesas variáveis são apropriados à unidade de
produto, não se admitindo qualquer associação de gastos fixos a ela (custos e despesas). Aos custos e despesas
variáveis é, então, adicionada à denominada Margem de Contribuição, que deve ser suficiente para a cobertura
dos Custos e Despesas Fixas e, ainda, do necessário lucro. Na literatura freqüentemente esse método de custeio é
erroneamente denominado Custeio Direto.
Segundo Neves & Viceconti (2001), o Método de Custeio Variável, diferente do Método de Custeio por
Absorção, não é aceito pelo imposto de renda, pois fere os princípios contábeis da realização, competência e
confrontação, porque os custos fixos são reconhecidos como despesas, mesmo que nem todos os produtos
fabricados tenham sido vendidos. Mas, mesmo não sendo aceito pela legislação do imposto de renda, é o método
de custeio indicado para tomada de decisões.
Como é sabido, no Custeio Variável tem-se a margem de contribuição para cada produto, que substitui o
lucro bruto evidenciado no Método de Custeio por Absorção. Já o Resultado Operacional só ocorre para a
empresa como um todo, isso porque, no Custeio Variável, não se usa rateio dos custos e despesas fixas por
produto.

EXERCICIO 21
A Fabrica de Manteiga Saborosa produzia dois produtos principais, com marca SUAVE e SABOR. A marca
Suave era comercializada na região Sul do pais e a Sabor na região Norte do pais. Alguns dados contábeis financeiros
mensais da empresa estão apresentados na tabela seguinte. Considere os estoques iniciais e finais iguais a zero e
alíquota nula de imposto de renda.
Descrição Valor
Consumo de matéria-prima 180.000,00
Gastos com mão-de-obra direta 40.000,00
Consumo de embalagens Suave (Sul) 15.000,00
Consumo de embalagens Sabor (Norte) 10.000,00
Gastos fretes para região Sul (despesa variável) 20.000,00
Gastos fretes para região Norte (despesa variável) 35.000,00
Gastos depreciação fabrica (custo fixo) 30.000,00
Propaganda (despesa fixa) 8.000,00
O consumo de matéria-prima distribui-se com os percentuais 40% e 60% para os produtos Suave e Sabor,
respectivamente. Os gastos com mão-de-obra direta foram atribuídos meio a meio para ambos os produtos. Sabe-se que

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34
no período estudado foram produzidas 50.000 unidades do produto Suave e 60.000 unidades do produto Sabor. Os
preços unitários de venda dos dois produtos foram , suave $4,00 e sabor $350.
Construa o DRE com base no custeio variável.
Resposta:
Suave 50.000 um Sabor 60.000 um SOMA
Total Unitário Total Unitário
Receita 200.000,00 4,00 210.000,00 3,50 410.000,00
(-) Matéria-prima (72.000,00) (1,44) (108.000,00) (1,80) (180.000,00)
(-) Embalagem (15.000,00) (0,30) (10.000,00) (0,17) (25.000,00)
(-)Mão-de-obra direta (20.000,00) (0,40) (20.000,00) (0,33) (40.000,00)
(=) Custos variáveis (107.000,00) (2,14) (138.000,00) (2,30) (245.000,00)
(-) Despesas Variáveis (20.000,00) (0,40) (35.000,00) (0,58) (55.000,00)
(=) Gastos Variáveis (127.000,00) (2,54) (173.000,00) (2,88) (300.000,00)
(=) MARGEM DE 73.000,00 1,46 37.000,00 0,62 110.000,00
CONTRIBUICÃO
(-) Custos fixos (30.000,00)
(-) Despesas fixas (8.000,00)
(=) Resultado operacional 72.000,00

EXERCICIO 22
Com os dados abaixo de uma empresa que produz dois produtos que utilizam o mesmo processo de fabricação, calcular e
elaborar a DRE:
a)o custeio por absorção, de cada produto e total, considerando como base de rateio dos custos fixos o total dos gastos
com a mão-de-obra direta;
b) o custeio variável de cada produto e total;
DADOS:
Produto A Produto B Total
Matéria-prima 0,5 unidades a $2,40 1,3 unidades a $4,00
Outros materiais e componentes $0,30 p/ unidade $1,40 p/ unidade
Embalagem $0,20 p/ unidade $0,30 p/ unidade
Tempo MOD p/ uma unidade de produto 0,6 hs 1,2 hs
Custo horário da MOD $6,25 $6,25
Comissão s/ preço de venda 5% 5%
Preço de Venda $20,00 $30,00
Produção do Período 3.000 unidades 5.000 unidades 8.000 unidades
Gastos Indiretos
. Custos Fixos $58.500
. Despesas Fixas $19.500

Resposta:
DRE CUSTEIO ABSORÇÃO
Produto A Produto B Total
RECEITA
(-) CPV
Matéria- Prima
Outros Materiais /compon.
Embalagens
Mão-de-obra Direta (MOD)
Custos Fixos (Indiretos)
(=) LUCRO BRUTO
(-) Despesas comissões (5%)
(-) Despesas Fixas
(=) RESULTADO OPERACIONAL

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DRE CUSTEIO VARIÁVEL
Produto A Produto B Total
RECEITA (PV X QUANTIDADE)
(-) CUSTOS VARIÁVEIS
- Matéria- Prima
- Outros Materiais /compon.
- Embalagens
- Mão-de-obra Direta (MOD)
(-)DESPESAS VARIÁVEIS
Despesa Comissões (5% s/ vendas)
(=) MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO
(-) Custos Fixos
(-) Despesas Fixas
(=) RESULTADO OPERACIONAL

6.3. FORMAS DE CUSTEIO


Segundo Nascimento (2000), Formas de Custeio são alternativas de cálculo dos custos antes ou após a
ocorrência da efetiva produção; refletem, portanto, custos futuros ou passados, o que é fundamental em termos
de planejamento, controle e decisão.
Podem classificar-se em: Forma Predeterminada e Forma Pós-determinada.
Nos subitens a seguir, de forma resumida, serão analisadas as Formas de Custeio. Predeterminada e Pós-
determinada.

6.3.1. FORMA PREDETERMINADA


Forma de Custeio em que são gerados os custos predeterminados, ou seja, aqueles determinados antes de
se realizar a produção de um produto ou serviço. Os custos predeterminados se subdividem em custo estimado e
custo-padrão.

[Link]. CUSTO ESTIMADO

Segundo Bruni & Famá (2002:162 e 163),


Custo Estimado é aquele estabelecido com base em custos de períodos anteriores, ajustados em função de
expectativas de ocorrências futuras, porém sem muito questionamento sobre as quantidades (materiais/mão-de-
obra) aplicadas nos períodos anteriores e respectivos custos. Em geral, é empregado para cálculo de taxas de
aplicação dos custos indiretos de fabricação, podendo ser estendido aos custos diretos.
Como se pode observar, sendo baseados no passado, os custos estimados acabam projetando para o
futuro eficiências ou ineficiências, dado ao pouco questionamento do passado.

[Link]. CUSTO-PADRÃO
Conforme Martins (2003:315), “a mais eficaz forma de se controlar custo é a partir da
institucionalização do Custo-padrão...”.
Segundo o autor, existem basicamente dois tipos de custo-padrão: o Custo-padrão ideal e o Custo-
padrão corrente.
Com relação ao primeiro, o autor comenta que, muitas vezes, ele é entendido como sendo o custo ideal
de fabricação de um determinado item. Ele seria conseguido com o uso das melhores matérias-primas possíveis,
com a mais eficiente mão-de-obra viável e com 100% da capacidade da empresa, sem nenhuma parada por
qualquer motivo, a não ser a já programada em função de uma perfeita manutenção preventiva. Essa idéia está
em franco desuso, pois nasceu da tentativa de se fabricar um custo “em laboratório”. Logo, o custo-padrão ideal
seria um objetivo da empresa a longo prazo, e não a meta fixada para o próximo ano ou para determinado mês.
Com relação ao segundo, o custo-padrão corrente, o autor comenta que este é muito mais válido e
prático, pois diz respeito ao valor que a empresa fixa como meta para o próximo período para um determinado
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36
produto ou serviço. No entanto, comporta a diferença de levar em conta as deficiências sabidamente
existentes em termos de qualidade de materiais, mão-de-obra, equipamentos, fornecimento de energia, etc.; é um
valor que a empresa considera difícil de ser alcançado, mas não impossível.
Com relação a diferenças entre o Custo-padrão Corrente e Custo Estimado, ao responder à interrogação
sobre “no que se diferencia o custo-padrão corrente do custo estimado”, Martins (2003:316) esclarece que talvez
a forma mais simples de se responder seja dizendo que o Padrão Corrente é o custo que deveria ser, enquanto o
Estimado é o custo que deverá ser. Aquele é o que a empresa deveria alcançar, se conseguisse atingir certos
níveis de desempenho, enquanto este é o que normalmente a empresa deverá obter. Observa, ainda, que o Custo-
padrão Corrente é mais elaborado; exige que determinados estudos sejam feitos, enquanto o Estimado parte da
hipótese de que a média do passado é um número válido e apenas introduz algumas modificações esperadas, tais
como volume de atividade, mudança de equipamento, etc.
Observam ainda que a fixação de custos-padrão envolve dois tipos de padrões, relativos aos consumos
físicos de recursos e aos valores monetários unitários de cada recurso consumido, quais sejam:
Padrões físicos: consumo físico padrão dos recursos necessários, como materiais diretos, mão-de-obra
direta, consumo de energia etc., que são de responsabilidade de áreas operacionais, como produção, PCP,
desenvolvimento de produto, etc.;
Padrões monetários: custos em unidades monetárias, por unidades de consumo dos recursos
necessários; são de responsabilidade de áreas administrativas, como controladoria, compras, departamento de
pessoal.
Percebe-se, com isso, que a aplicação da forma de custeio-padrão permite analisar as variáveis ocorridas
entre o custo real e o padrão. Destaque-se que a variação será favorável quando o real for menor que o padrão e
desfavorável quando o real for superior ao padrão.

6.3.2. FORMA PÓS-DETERMINADA


Se, por um lado, os custos predeterminados são apurados antes de um processo produtivo, os custos pós-
determinados ou pós-calculados, como alguns autores os denominam, são determinados depois da realização
daquele; são os custos efetivamente incorridos. Isto é, trata-se dos custos registrados pela Contabilidade de
Custos no seu valor original, que constam de documentos hábeis, sendo seus valores determinados com elevada
objetividade. São denominados de reais ou históricos.
Segundo Maher (2001:137), “no custeio real os produtos recebem os custos realmente incorridos;
nenhuma taxa predeterminada é utilizada”.
Conforme CRC-SP (1992:53) o custo real “atribui aos elementos de custos valores históricos, ou seja, os
custos efetivamente incorridos”.
.
6.3.3. CUSTOS PREDETERMINADOS X PÓS-DETERMINADOS
A comparação entre Custos Predeterminados e Pós-determinados se insere num mecanismo de controle,
que envolve alguns passos:
• definição de um parâmetro (predeterminado),
• cálculo do custo real (pós-determinado);
• determinação das variações;
• análise das variações;
• definição de responsabilidades em relação a essas variações;
• tomada de decisões.
É fundamental que essas etapas todas se cumpram, sob o risco de esse sistema ruir; não basta
calcular o pré e não basta ter o pós, é fundamental que os dois sejam confrontados e as variações sejam
determinadas, analisadas as suas causas e as responsabilidades em relações a essas causas sejam definidas, sejam
elas positivas ou negativas, sempre observando os aspectos de relevância, e que decisões sejam tomadas visando
a corrigir variações negativas e perpetuar as variações positivas.

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EXERCICIO 23
Fazer a análise das variações considerando os seguintes dados:
Dados-padrão de Materiais
Preço-padrão = 96,65
Consumo-padrão =4.280 unidades
Total de consumo = $413.662
Dados Reais
Preço real = $101,65
Consumo real = 4.260 unidades
Total de consumo = 433.029
R.
PADRÃO
Preço-padrão Consumo-padrão Total de consumo ( padrão)

REAL
Preço Real Consumo Real Total de consumo ( real)

VARIAÇÃO
Preço Consumo Total de consumo

EXERCICIO 24
Faça uma análise das variações com os dados abaixo do produto “X’:
Total Custo-padrão = $2.600 Total Custo Real = $2.305, sendo:
Materiais:
Dados-padrões
Preço-padrão = $10,00
Consumo-padrão = 200 unidades
Total de consumo = $2.000
Dados Reais
Preço real = $8,50
Consumo real = 210 unidades
Total de consumo = $1.785
Mão-de-obra Direta:
Dados-padrões
Custo-padrão da hora = $6,00
Quantidade de horas = 100 horas
Total de custo = $600
Dados Reais
Custo horário real = $6,50
Consumo real = 80 horas
Total de custo = $520

PADRÃO
Preço-padrão Consumo-padrão Total de consumo ( padrão)
Material
Mão-de-obra
Total . . .
REAL
Preço Real Consumo Real Total de consumo ( Real )
Material
Mão-de-obra
Total . . .
VARIAÇÃO
Preço Consumo Total de consumo
Material
Mão-de-obra
Total . . .
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7. MÉTODOS DE FORMAÇÃO DE PREÇOS

Com a globalização da economia e os avanços tecnológicos, devem ser tomadas precauções especiais
visando à atualização dos custos.

Alguns Métodos Utilizados:

-MÉTODO BASEADO NO CUSTO DA MERCADORIA


-MÉTODO BASEADO NAS DECISÕES DAS EMPRESAS CONCORRENTES
-MÉTODO BASEADO NAS CARACTERÍSTICAS DO MERCADO
-MÉTODO MISTO.

7.1. O USO DE CUSTOS NA FORMAÇÃO DE PREÇOS


Os preços podem ser formados em função dos seguintes métodos:

-MÉTODO DO PREÇO COM BASE NO CUSTO PLENO.


-MÉTODO DO PREÇO COM BASE NO CUSTO DE TRANSFORMAÇÃO.
-MÉTODO DO PREÇO COM BASE NO CUSTO MARGINAL.
-MÉTODO DO PREÇO COM BASE NO RETORNO SOBRE O CAPITAL INVESTIDO.
-MÉTODO DO PREÇO COM BASE NO CUSTO-PADRÃO.

7.2. FORMAÇÃO PRÁTICA DOS PREÇOS DE VENDA

O problema da formação dos preços está ligada as condições do mercado, as exigências governamentais,
aos custos, ao nível de atividade e a remuneração do capital investido (lucro).

O cálculo do preço de venda deve levar a um valor:

QUE TRAGA A EMPRESA A MAXIMIZAÇÃO DOS LUCROS.


QUE SEJA POSSÍVEL MANTER A QUALIDADE, ATENDER AOS ANSEIOS DO MERCADO AQUELE
PREÇO DETERMINADO.
 QUE MELHOR APROVEITE OS NÍVEIS DE PRODUÇÃO ETC.

7.3. CONDIÇÕES QUE DEVEM SER OBSERVADAS NA FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA:

CALCULA-SE UM PREÇO BASE, UTILIZANDO-SE DADOS INTERNOS DA EMPRESA;


CRÍTICA DESSE PREÇO-BASE À LUZ DAS CARACTERÍSTICAS CONHECIDAS DO MERCADO
(PREÇO DOS CONCORRENTES, VOLUME PROVÁVEL DE VENDAS ETC.);
AJUSTA-SE O PREÇO ÀS CONDIÇÕES DO MERCADO E VERIFICAM-SE OS REFLEXOS DESSE
NOVO PREÇO SOBRE O LUCRO E DEMAIS ASPECTOS ECONÔMICO-FINANCEIROS DA EMPRESA;
ESTUDAM-SE OUTRAS ALTERNATIVAS PESQUISANDO A RELAÇÃO VOLUME X PREÇO, DE
MODO A SE CONSEGUIR UMA MELHORA DO LUCRO;
FIXA-SE O PREÇO MAIS APROPRIADO C/ CONDIÇÕES DIFERENCIADAS PARA ATENDER:
VOLUMES DIFERENTES
PRAZOS DIFERENTES DE FINANCIAMENTOS DE VENDAS
DESCONTOS PARA PRAZOS MAIS CURTOS
COMISSÕES S/ VENDAS PARA CADA CONDIÇÃO.

7.4. OUTROS FATORES QUE DEVEM SER CONSIDERADOS NA FORMAÇÃO DO PREÇO DE


VENDA:

 A QUALIDADE DO PRODUTO COM RELAÇÃO ÀS NECESSIDADES DO MERCADO CONSUMIDOR


 A EXISTÊNCIA DE PRODUTOS SUBSTITUTOS A PREÇOS MAIS COMPETITIVOS
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 A DEMANDA ESPERADA DO PRODUTO
 O MERCADO DE ATUAÇÃO DO PRODUTO
 O CONTROLE DE PREÇOS IMPOSTOS PELO CIP.
 OS NÍVEIS DE PRODUÇÃO E DE VENDAS QUE SE PRETENDE OU QUE SE PODE OPERAR
 GRAU DE OCUPAÇÃO DA FÁBRICA
 NÍVEL DE CUSTO ESTRUTURAL OU FIXO A SER COBERTO
 NÍVEL DE CAPITAL DE GIRO EXIGÍVEL
 NÍVEL DE CONCORRÊNCIA (QUAL, PREÇO, PRAZO ENTREGA)
DISPONIBILIDADE DE MP NO MERCADO
 “MIX” DE VENDAS ETC.

7.5. CÁLCULO DO PREÇO DE VENDA COM BASE NO MARK-UP

DEFINIÇÃO
Segundo Padoveze (2006:415) O Conceito de mark-up, que é traduzido como multiplicador sobre o
custo, é uma metodologia para calcular, de forma rápida, preços de venda a partir do custo unitário de cada
produto. O conceito de mark-up amplamente utilizado pelas empresas tanto as de grande porte como as
microempresas, parte do pressuposto de que a base para diferenciação do preço de venda dos diversos produtos
produzidos pela empresa é o custo por absorção.
Ainda pode ser definido como um índice aplicado sobre o custo de um bem ou serviço para a formação
do preço de venda

OS ELEMENTOS CONSTANTES DO MARK-UP SÃO OS SEGUINTES:

I DESPESAS
A) DESPESAS ADMINISTRATIVAS;
B) DESPESAS COMERCIAIS;
C)OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS (ASSISTÊNCIA TÉCNICA, ENGENHARIA ...);
D) CUSTOS FINANCEIROS DE PRODUÇÃO E VENDAS;

II IMPOSTOS SOBRE VENDAS


E) ICMS;
F)PIS;
G)COFINS.

III MARGEM DE LUCRO


H)MARGEM DE LUCRO DESEJADA

Nota: normalmente o IPI não é computado dentro do mark-up porque, em nosso país, a legislação fiscal atual
exige que o preço de venda já contenha dentro de si o ICMS , mas trata o IPI como se fosse um imposto que não
faz parte do preço de venda, sendo exclusivamente de competência do contribuinte final: nele cessa o processo
de industrialização do produto.

FÓRMULA PARA ENCONTRAR O MARK-UP:


(DESPESAS + IMPOSTOS + [Link]) - 100 = MARK-UP DIVISOR
100
100 .
(DESPESAS + IMPOSTOS + [Link]) - 100 = MARK-UP MULTIPLICADOR

EXEMPLO:
Calcular o preço de venda de um produto que tem um custo industrial de $ 1.000,00
Com base nos seguintes percentuais médios sobre vendas líquidas:

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DESP. VENDAS .................................. 5,00%


DESP. COMISSÕES.............................. 5,00%
DESP. ADMINISTRATIVAS................ 2,00% 12,00%
ICMS ......................................................17,00%
PIS S/ FATURAMENTO*.......................0,65%
COFINS*..................................................3,00% 20,65%
MARGEM DE LUCRO...................................... 5,00%
TOTAL............................................................. 37.65%
*Empresa enquadrada no Lucro Presumido

MARK-UP DIVISOR=( 12,00 + 5,00 + 20,65) - 100 = 0,6235


100
MARK-UP MULTIPLICADOR= 100 .
(12,00 + 5,00 + 20,65) -100 =1,6038

[Link]
÷)MARK-UP DIVISOR (0,6235) = R$1.603,80
R$1.000,00 (÷
R$1.000,00 (X)MARK-UP MULTIPLICADOR (1,6038) = R$1.603,80

EXERCÍCIO 25
Uma empresa tem os seguintes percentuais médios sobre vendas líquidas:
Despesas Comerciais = 12%
Despesas Administrativas = 11%
Custo Financeiro = 6%
Margem de Lucro = 17%
Pede-se:
a) calcular mark-up divisor para obtenção de preço de venda sem impostos;
b) calcular o preço de venda sem impostos de um produto que tem um custo industrial de $ 150.000

EXERCÍCIO 26
Uma empresa tem os seguintes percentuais médios sobre vendas líquidas:
Despesas Comerciais = 10%
Despesas Administrativas = 12%
Custo Financeiro = 5%
ICMS = 17%
PIS = 1,65%
COFINS = 7,6%
Margem de Lucro = 14%
Pede-se:
a)Calcular mark-up divisor para obtenção do preço de venda;
b)Calcular o preço de venda do produto X que apresenta os seguintes custos unitários: Custo da Matéria-prima (MP)
$2.500,00 , Mão-de-obra direta (MOD) $1.800,00 e Custos Indiretos de Fabricação (CIF) $1.300,00.

EXERCÍCIO 27
Considerando que a Matéria-prima (MP) “X” foi adquirida por $3.450,00 a unidade e a Matéria-prima (MP) “Y” por
$4.560,00 (Incidem ICMS 17%, PIS 1,65% e COFINS 7,6%) .
Considerando que o custo por hora do empregado Antonio é de $7,80 e do Empregado José de $9,70
Considerando que o Custo Indireto de Fabricação (CIF) é de $1.780,00
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PEDE-SE.
a) Calcular o custo unitário de aquisição da Matéria-prima “X” e “Y”
b) Calcular o custo da Matéria-prima do produto ALFA, sendo que para produzir uma unidade são necessárias 3
unidades da MP “X” e 2 unidades da MP “Y”.
c) Calcular o custo unitário da Mão-de-obra Direta do produto ALFA, sendo que são necessárias 8 horas do empregado
Antonio e 7 horas do empregado José.
c) Calcular o Custo Unitário do Produto ALFA (MP + MOD + CIF).
e) Calcular o Mark-up divisor onde: Despesas Administrativas 12%, Despesas Financeiras 5%, ICMS 17%, PIS 1,65% e
COFINS 7,6% e Margem de Lucro 10%.
d) Calcular o Preço de Venda unitário do produto ALFA.

8. ANÁLISE DE CUSTO/VOLUME/ LUCRO

8.1. MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO

Conforme Martins (2003), a Margem de Contribuição (MC), conceituada como diferença entre
Receita e soma de Custos e Despesas Variáveis, tem a faculdade de tornar bem mais facilmente visível
à potencialidade de cada produto, mostrando como cada um contribui para, primeiramente, amortizar
os gastos fixos e, depois, formar o lucro propriamente dito.
Assim, a obtenção da margem de contribuição obedece ao seguinte cálculo:
MC = PV – (CV+DV)
Onde:
MC= Margem de Contribuição
PV= Preço de Venda
CV= Custos Variáveis
DV= Despesas Variáveis

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8.2. PONTO DE EQUILÍBRIO

CONCEITO

E o que é Ponto de Equilíbrio? Nada mais é do que aquele montante em que a empresa não apresenta lucro
nem prejuízo. Esse montante é aquele em que foi atingido um nível de vendas no qual as receitas geradas são
suficientes apenas para cobrir os custos e despesas. O lucro começa a ocorrer com vendas adicionais, após ter
atingido o Ponto de Equilíbrio. Quando nos referimos a Margem de Contribuição, dissemos que ela representa a
contribuição dos produtos para a cobertura dos custos e despesas fixas. Quando o montante de margem de
contribuição se igualar ao montante de custos e despesas fixos, temos o Ponto de Equilíbrio. Assim, qualquer
produto cujo preço de venda seja superior aos seus custos e despesas variáveis contribui, primeiramente, para a
cobertura dos custos e despesas fixos e, depois, para o lucro.

OBJETIVOS

O cálculo do ponto de equilíbrio (receita = despesas), tem, de certa forma, atendida satisfatoriamente às
decisões empresariais relativas a:
a) alteração do mix de vendas, tendo em vista o comportamento do mercado;
b) alteração de políticas de vendas com relação ao lançamento de novos produtos;
c) definição do mix de produtos, do nível de produção e preço de produto;
d) dar solução a muitas perguntas que exigem respostas rápidas, tais como:
- Quantas unidades de produto devem ser vendidas para obter determinado montante de lucro?
- O que acontecerá com o lucro se o preço aumentar ou diminuir?
- O que acontecerá com o ponto de equilíbrio se determinada matéria-prima aumentar 20% e não tiver
condições de ser repassada aos preços dos produtos?
e) avaliação de desempenho através da análise da margem de contribuição de cada produto;
f) planejamento e controle de vendas e de resultados.

FORMAS PARA A DETERMINAÇÃO DO PONTO DE EQUILÍBRIO

O Ponto de equilíbrio pode ser apurado em unidades físicas, que representa a quantidade a ser produzida e
vendida, bem como em termos monetários que representará quantos reais a empresa deverá vender para não ter
prejuízo.
Para facilitar a análise do resultado do ponto de equilíbrio, é muito importante que esse indicador seja
determinado sob ponto de vista contábil, econômico e financeiro.
a) Ponto de equilíbrio contábil: são levados em conta todos os custos e despesas fixas contábeis
relacionadas com o funcionamento da empresa.
b) Ponto de equilíbrio econômico: adiciona-se aos custos e despesas fixos anteriormente citados, todos os
custos de oportunidade, como por exemplo, aqueles referentes ao uso do capital próprio, ao possível
aluguel das edificações (caso a empresa seja proprietária).
c) Ponto de equilíbrio financeiro: os únicos custos e despesas fixos a serem considerados são aqueles que
serão efetivamente desembolsados no período de análise, isto é, aqueles que onerarão financeiramente
a empresa.

ANÁLISE DOS PONTOS DE EQUILÍBRIO E TOMADA DE DECISÃO


Os três pontos de equilíbrio fornecem importantes subsídios para um bom gerenciamento da empresa.
Assim, tem-se que:

a) O ponto de equilíbrio financeiro: informa o quanto à empresa terá que vender para não ficar sem
dinheiro e, conseqüentemente, ter que tomar empréstimos, prejudicando ainda mais sua lucratividade.

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Se a empresa estiver operando abaixo do ponto de equilíbrio financeiro, ela poderá até mesmo
cogitar uma interrupção temporária de suas atividades.
b) O ponto de equilíbrio econômico, por sua vez, mostra a quantidade mínima que a empresa terá que
vender para assegurar a rentabilidade real dada pela taxa de mínima remuneração do capital investido.
A empresa que os utiliza deve ter sempre em mente que eles são apenas um instrumento gerencial de
apoio à tomada de decisão, não representada os custos reais da empresa.
c) Finalmente, o ponto de equilíbrio contábil, utilizando-se para seu cálculo os custos reais da empresa (os
custos contábeis), representa o referencial da quantidade mínima a ser vendida.

SIMBOLOGIA UTILIZADA PARA O PONTO DE EQUILÍBRIO

P = Preço de Venda
CV = Custos variáveis;
DV = Despesas variáveis;
CVu = Custos variáveis unitários;
DVu = Despesas variáveis unitários;
CF = Custos fixos;
DF = Despesas Fixas
Q = Quantidade produzida e vendida do produto;
MC = Margem de contribuição;
MCu = Margem de contribuição unitária;
CT = Custo total;
RT = Receita total;
PE = Ponto de equilíbrio.
RPE = Receita no Ponto de Equilíbrio;

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS PONTOS DE EQUILÍBRIO


ÁREA DE RT
LUCRO
Y CT

PE
PE e m
valor ÁREA
PREJUÍZO

CV
CT

CF

X
PE e m
volume

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FORMULAÇÕES

a) Ponto de equilíbrio em unidades físicas

Ponto de Equilíbrio contábil (PEC)

PEC = Custos Fixos + Despesas Fixas


Mcu (Preço de venda - Custos e despesas variáveis)
ou
PEC = CF + DF
MCu

Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE)

PEE = Custos Fixos + Desp. Fixas + Retorno mínimo s/ PL


MCu

Ponto de Equilíbrio Financeiro (PEF)

PEF = Custos Fixos + Desp. Fixas - Deprec. + Amort. Financ.


MCu

b) Ponto de Equilíbrio Monetário

PE contábil

PEC$ = Custos Fixos + Despesas Fixas


MC% = Receita Total – Custo + Despesa Variável Total
Receita Total
ou

MC% = 1 - Custos e despesas variáveis unit.


Preço Venda Unitário
ou
MC% = 1 - Custo + Despesa Variável Total
Receita Total
PE econômico

PEE$ = Custos Fixos + Despesas Fixas + Retorno s/ PL


MC% = Receita Total – Custo + Despesa Variável Total
Receita Total
ou
MC% = 1 - Custos e despesas variáveis unit.
Preço Venda Unitário
ou
MC% = 1 - Custo + Despesa Variável Total
Receita Total

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PE financeiro

PEF$ = Custos Fixos + Desp. Fixas - Deprec. + Amort. Financ.


MC% = Receita Total – Custo + Despesa Variável Total
Receita Total

8.3. MARGEM DE SEGURANÇA

A Margem de Segurança corresponde à quantidade de produtos ou valor de receita em que se opera


acima do Ponto de Equilíbrio. Também, significa um risco para o Negócio / Empresa; este risco é tanto maior
quanto mais próximo se encontre o volume de vendas do Ponto de Equilíbrio.
Este risco pode ser calculado e expresso pela Margem de Segurança, que tem a seguinte fórmula:

Margem de Segurança em Quantidade = Total Unidades Vendidas (-) Total de Unid. no Ponto de Equilíbrio
Margem de Segurança em Valor = Receita Total (-) Receita no Ponto de Equilíbrio

Margem de Segurança Percentual (fórmula)


Q.V. - Q.E.
____________
MS =
Q.V.

Nesta fórmula, os símbolos representam:


Q.V. = Quantidade Vendida
Q.E. = Quantidade de Equilíbrio

Sempre que o Negócio estiver operando acima do seu Ponto de Equilíbrio, o numerador será positivo e
menor que o denominador. Logo:
0 < MS > 1

Quanto mais próximo de zero estiver a Margem de Segurança, maior o risco de o Negócio entrar em
prejuízo caso não consiga o seu volume de vendas. Quanto mais próximo de 1 a Margem de Segurança, menor
este risco.
Exemplo, o Ponto de Equilíbrio é 5.000 unidades. Portanto, se o Negócio estiver vendendo 10.000
unidades, a sua Margem de Segurança será:

10.000 - 5.000
_______________
MS = = 0,50
10.000
8.4. GRAU DE ALAVANCAGEM OPERACIONAL

Grau de Alavancagem é a capacidade que a empresa possui, de acordo com a sua estrutura de custos
fixos, para implementar um aumento nas vendas e gerar um incremento ainda maior nos resultados,ou, para
diminuir as vendas e produzir uma redução maior nos resultados.
Quanto maiores os custos fixos em comparação com a Margem de Contribuição, maior será o grau de
Alavancagem Operacional. E quanto maior o Grau de Alavancagem Operacional, mais sensível ficará o
Resultado Operacional se houver qualquer variação na venda Bruta.
Exemplo.
Descrição Atual +10% -20%
Receita Bruta 500.000 550.000 400.000
(-) Custos Variáveis (70%) (350.000) (385.000) (280.000)
(=) Margem de Contribuição 150.000 165.000 120.000
(-) Custos Fixos (90.000) (90.000) (90.000)
(=) Resultado Operacional 60.000 75.000 30.000
% variação Result Operacional +25% -50%
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No caso em que há aumento de 10% na Receita Bruta (observar que a Margem de Contribuição sobe na
mesma proporção), o Resultado Operacional cresce em 25%. Por outro lado, quando a Receita Bruta registra
queda de 20%, o Resultado Operacional diminui em 50%. Em ambos os casos, o Grau de Alavancagem
Operacional é de 2,5 %, ou seja, 25%/10%=2,5 e 50%/20%=2,5. Isso significa que a cada 1% de variação na
Receita Bruta, o resultado Operacional é influenciado em 2,5%.

O Grau de Alavancagem Operacional( GAO) é Calculado pela seguinte fórmula.


GAO` = Variação Percentual no Resultado 25 = 2,5 50 = 2,5
Variação Percentual nas Vendas 10 20
ou
GAO`` =Margem de Contribuição Total 150.000 = 2,5 vezes
LAJI(Lucro antes Juro e Imposto de Renda) 60.000

EXERCÍCIO 28
A Empresa Clarabela & Irmãos produz luvas e bolsas em couro. Sobre o valor bruto de suas vendas incidem
tributos de 13% e comissões de 10%.
Outros dados:
Bolsas Luvas
Volume de produção e vendas 1.000 un. 1.300 un.
Preço de Venda por unidade $ 92,00 $70,00
Custos Variáveis por unidade $ 22,80 $14,00
Custos Diretos Fixos por Período $10.400,00 $20.800,00

Os custos fixos estruturais – comuns aos dois produtos - são de $30.000,00 por período, e as despesas fixas de
administração e vendas, $16.750,00.
Pede-se elaborar uma Demonstração de Resultados que contemple o Custeio Variável e os custos direto fixos, e
calcular:
a) A Margem de Contribuição unitária (MCu) de cada produto
b) A Margem de Contribuição total (MCT) de cada produto

EXERCÍCIO 29
Suponhamos que a empresa " DELTA " comercialize um produto denominado XKP, e tenha projetado para
o mês os seguintes dados hipotéticos:

- Preço de venda unitário = $ 1.500,00;


- Custos variáveis unitáio = 60% do Preço de Venda
- Custos fixos do mês = $ 30.000,00

Pede-se:

1 –Calcular Margem de Contribuição unitária.


2 - Cálculo do ponto de equilíbrio contábil em unidades e valor.
2 - Representação Gráfica do ponto de equilíbrio, quando foram comercializadas 80 unidades.

EXERCÍCIO 30
Uma empresa está considerando a introdução de um novo produto, com os seguintes dados de custos, preços:
Preço de venda $200 por unidade; Custos e Despesas Variáveis $120 por unidade; Custos e Despesas Fixas $300.000 por
ano.
Pede-se:
a) Qual a quantidade a ser vendida no ponto de equilíbrio?
b) Qual a quantidade a ser vendida para se obter um lucro operacional de $100.000 por ano?
.
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EXERCÍCIO 31
Pé e Pé Ltda produz um único tipo de calçados, cujo preço de venda unitário é de R$ 1.40,00 cada par. O custo
variável é de R$ 60,00 para cada par e os custos fixos da empresa alcançaram, no mesmo período, o valor total de R$
36.000,00. A quantidade de pares de calçados que a empresa deve produzir para atingir o ponto de equilíbrio é de? E a
receita no ponto de equilíbrio é de?

EXERCÍCIO 32
Uma Empresa pretende vender e produzir no próximo ano 1.200.000 unidades de seu produto. Os valores
orçados são:
Total da Receita esperada $7.200.000
Total dos Custos Variáveis $2.800.000
Total das Despesas Variáveis $1.800.000
Total dos Custos Fixos $1.000.000
Total das Despesas Fixas $ 500.000
Pede-se:
a) calcular o preço médio unitário do produto;
b) calcular a margem de contribuição média do produto;
c) calcular a margem de contribuição percentual;
d) calcular o ponto de equilíbrio em unidades e valor;
e) elaborar o gráfico de ponto de equilíbrio.

EXERCÍCIO 33
Custeamento do produto.
Para se fazer e vender o produto “A”, a empresa tem que incorrer nos seguintes gastos operacionais;
Matéria-prima necessária para uma unidade do produto “A”
. 400 unidades a $2,30
Material auxiliar consumidos para cada unidade do produto “A”
. 0,2 unidades a $800.00 cada
Tempo necessário pra produzir uma unidade do produto “A”
. 5 horas a $80,00 por hora.
Gastos do período
. Salários dos departamentos de apoio à produção $340.000
. Custos dos departamentos de apoio à produção $120.000
. Depreciações $320.000
. Salários de despesas administrativas $100.000
.Salários e despesas comerciais $ 80.000
Outros dados:
Comissões
. 10% sobre o Preço de Venda
Preço de Venda
. $3.500 por unidade do produto “A”
Quantidade produzida ( e igualmente vendida)
. 800 unidades
Pede-se:
a) calcular o custo unitário pelo critério de custeio direto e identificar a margem de contribuição unitária;
b) apurar o lucro líquido total com a venda de 800 unidades;
c) apurar a margem de contribuição percentual;
d) calcular o ponto de equilíbrio da empresa, em quantidade e em valor.

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EXERCÍCIO 34
A empresa de uva comercializa o vinho tipo A e fez as seguintes projeções hipotéticas, para os últimos meses
do ano;

- Preço de venda por UND = $ 50,00


- Margem de contribuição = 50%
- Custos fixos do período = $ 2.500,00
- Retorno desejado de lucro de 15%
s/ o capital empregado de = $ 20.000,00
- Previsão de venda = 250 und.

Pede-se:

- O cálculo do ponto de equilíbrio contábil em unidades e valor.


- O cálculo do ponto de equilíbrio econômico em unidades e valor.
- Qual a Margem se Segurança Operacional (quantidade, valor e percentual).
- Qual o Grau de Alavancagem se as vendas previstas aumentarem 10%.

EXERCÍCIO 35
A indústria de Pneus Carecas S.A. apresentou, no mês os seguintes dados:

Custos e Despesas Variáveis


- Material Direto $ 70,00/unid.
- Mão-de-obra $ 50,00/unid.
- Comissões s/ vendas $ 20,00/unid.

Custos e Despesas Fixas


- Material Indireto $ 250.000,00
- Mão-de-obra indireta $ 550.000,00
- Outros custos e despesas $ 500.000,00
Preço de venda $ 240,00/unid.
Patrimônio Líquido $ 1.800.000,00
Previsão de Vendas 15.000 und

Utilizando as informações acima, pede-se:


a) O ponto de equilíbrio contábil em quantidade e valor.
b) Qual a Margem de Segurança com este ponto de equilíbrio.
c) O volume de vendas que a empresa consiga um lucro real de 8% sobre o patrimônio líquido. Teste seu
cálculo.
d) Qual GAO se as vendas aumentarem 20% além da quantidade prevista.
EXERCÍCIO 36
A Empresa Paulista de Amortecedores S/A através de um levantamento em sua Contabilidade de Custos
chegou a seguinte conclusão com referência aos seus custos e despesas:

Custos e Despesas Fixas


Depreciação de Máquinas Industriais $ 100.000/ano
Mão-de-obra indireta $ 40.000/ano
Alugueis de edifícios $ 20.000/ano
Seguros de máquinas industriais $ 18.000/ano
Total $ 178.000/ano

Custos e Despesas Variáveis


Matérias primas $ 300/unidade
Embalagem $ 40/unidade
Mão-de-obra direta $ 40/unidade
Comissão dos vendedores $ 20/unidade
Total $ 400/unidade
Previsão de vendas 200 und/ano
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Sabendo-se que o preço de venda é de $ 2.000 por unidade do produto "amortecedor", pergunta-se:

a) Quantos amortecedores deverão ser produzidos e vendidos por ano, para atingir o ponto de equilíbrio
Contábil?
b) Qual é o valor da receita nesse ponto?
c) Qual a Margem de Segurança neste ponto em unidades, valor e percentual.
d) Se a empresa pretende um lucro de 30% sobre as receitas totais, quantas unidades deverá produzir e vender
durante o ano?
e) De quanto será este lucro?
f) Qual o GAO neste ponto se as vendas prevista aumentarem 10%.
g) Sabendo que a empresa deseja um retorno mínimo de 10% ao ano sobre o seu patrimônio líquido de $
840.000, e que ela tem compromissos fixos para o ano de $ 6.000, mensais, a título de amortização de
dívidas assumidas, calcule:o ponto de equilíbrio econômico e o ponto de equilíbrio financeiro.

EXERCÍCIO 37
Dados: Custo unitário: $150,00; Mark-up: 0,6000; custos variáveis 60% do custo unitário; custo fixo total:
$6.000,00 + despesa fixa total: $2.800,00; e quantidade produzida: 90 unidades.
Pede-se:
a) Preço de Venda;
b) Custo Variável Unitário;
c) Margem de Contribuição Unitária;
d) Ponto de Equilíbrio Contábil em Unidades e Valor.
e) Margem de segurança.
f) DRE Custeio Absorção
g) DRE Custeio Variável.

EXERCÍCIO 38
Dados: MP/u: $150,00 MOD/u: $100,00; CIF Total $5.000,00.
Dados para Mark-up divisor: Despesas c/ Vendas 10%, Despesas Gerais 5%, SIMPLES 5%, Margem de Lucro 10%.
Quantidade produzida 110 unidades.

Pede-se:
a)Calcular o Preço de Custo Unitário;
b)Calcular o Mark-up Divisor;
c)Calcular o preço de Venda unitário;
d)Calcular a Margem de Contribuição (considerar MP+MOD como custos variáveis)
e)Ponto de equilíbrio Contábil em unidades e valor;
f) Margem de segurança
g) DRE Custeio Variável.

EXERCÍCIO 39
Dados: Preço de Venda Unitário $ 1.600,00 ---- Custos Variáveis 65% do preço de Venda --- Custos Fixas
$35.000. Patrimônio Líquido 50.000.
Pede-se:
a) Calcular Custo Variável;
b) Calcular a Margem de Contribuição Unitária;
c) Calcular o Ponto de Equilíbrio Contábil
d) Calcular o Ponto de Equilíbrio Econômico, sabendo que a empresa deseja um retorno de 5% s/ o PL.

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EXERCÍCIO 40
Dados: Preço de Venda Unitário: $50,00 --- Margem de Contribuição $23,00 -----Custos Fixos do Período
$2.600,00 -- Retorno Desejado de Lucro de 10% s/ o Capital da Empresa que é de $25.000 -- Previsão de Venda 270
unidades.
Pede-se:
a) Ponto de Equilíbrio Contábil e Econômico em unidades e Valor
b) (MS)Margem de Segurança Operacional;
c) (GAO)Grau de Alavancagem Operacional se a venda prevista aumentar em 10%.

EXERCÍCIO 41
O Hotel Caxias possui 100 apartamentos, todos da categoria Standard Simples. Sua estrutura de custos,
despesas e receitas é a seguinte:
• Preço da diária por apartamento, líquido de tributos $ 150
• Despesas variáveis por apto. 10% (preço de locação)
• Custo variável por apartamento por dia $ 90
• Custos fixos anuais $480.000
• Despesas fixas anuais $ 60.000
Pede-se calcular:
b) O Ponto de Equilíbrio Contábil (PEC) em número de diárias (q).
c) O Ponto de Equilíbrio Contábil (PEC) em valor ($).

EXERCÍCIO 42
Uma empresa, para fabricar 1.000 unidades mensais de seu produto, realiza os seguintes gastos:
Matéria-prima $400.000,00
Mão-de-obra direta $300.000,00
Mão-de-obra indireta $100.000,00
Custos Fixos $200.000,00

Se a empresa produzir 1.200 unidades desse produto, por mês, com as mesmas instalações e com a mesma mão-de-
obra, qual vai ser o custo por unidade produzida?

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