Fatores e Tipos de Parto: Guia Completo
Fatores e Tipos de Parto: Guia Completo
Imprimir
Referências
Aula 1
INTRODUÇÃO
Olá, estudante!
Para que a assistência ao parto seja segura e de qualidade, o profissional de saúde precisa conhecer o
processo fisiológico e os fatores relacionados ao parto, ou seja, todos os aspectos que influenciam a evolução
do parto, como a pelve feminina, as contrações, o próprio feto e a vitalidade fetal. Para contribuir com esse
aprendizado, nesta aula você terá a oportunidade de aprender a reconhecer os fatores relacionados ao parto,
os tipos de parto existentes, a importância da monitorização fetal para a avaliação da vitalidade fetal, e a
identificação de situações de normalidade e de risco. Esse aprendizado vai conferir a você conhecimento para
atuar no processo de tomada de decisão de suas condutas clínicas.
Vamos começar?
[Link] 1/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Nesta aula vamos estudar a compreensão da conceituação e caracterização dos tipos de partos existentes. O
parto é considerado o resultado de uma gestação, que tem o potencial de proporcionar o nascimento de um
ser humano. É reconhecido por muitas pessoas como um momento especial e único na vida da mulher,
devendo ser ofertada a ela uma assistência humanizada para que ela receba todo o apoio necessário e seja
respeitada. Para que a experiência de parto seja positiva, é fundamental que a parturiente receba uma
assistência de enfermagem fundamentada em cuidados contínuos que lhe proporcione suporte emocional,
esclarecimento de dúvidas e suprimento de todas as suas necessidades. Por isso, a assistência ao parto deve
oferecer um cuidado individualizado e respeitoso (Ricci, 2023).
Em relação às formas de nascimento, o parto pode ocorrer pela via normal ou por cirurgia cesárea (Ricci,
2023). A cesariana é caracterizada por ser o momento do nascimento do recém-nascido mediante uma incisão
cirúrgica realizada nas paredes abdominal e uterina, e é reconhecida como uma das cirurgias abdominais
mais realizadas nas mulheres. Sua ocorrência tem crescido mundialmente, equivalendo a mais de um em
cada cinco parto, ou seja, 21%. Convém destacar que apesar de ser uma cirurgia que salva vidas, ela pode
desencadear problemas de saúde, tanto a curto quanto a longo prazo, nas ocasiões em que é realizada sem a
real necessidade (Opas, 2021).
Os riscos da cesárea podem ser sangramento intenso ou infecção, recuperação lenta após o parto, atraso no
estabelecimento da amamentação e do contato pele a pele, e possibilidade de complicações em outras
gestações, entre outros. Por esse motivo, os sistemas de saúde devem garantir às gestantes uma assistência
que direcione a opção da cesárea quando ela realmente for necessária. Isso implica o fato de que as mulheres
devem ser orientadas pelos profissionais de saúde quanto às indicações clínicas para a cesárea, com o
propósito de participarem do processo da tomada de decisão do seu parto, bem como todos os riscos e
benefícios. Por exemplo, as cesáreas podem ser necessárias em situações como trabalho de parto prolongado
ou obstruído, sofrimento fetal e posicionamento anormal do bebê. Tais situações devem ser repassadas à
gestante, e devem ser ofertados a ela todos os esclarecimentos a respeito da intervenção (Opas, 2021).
O parto normal, por sua vez, é considerado um processo fisiológico normal e natural que pode ocorrer sem
gerar complicações para as mulheres e bebês. Entretanto, algumas gestantes podem apresentar algum tipo
de intervenção clínica durante o parto e nascimento. Para que o parto normal ocorra de forma efetiva,
diversas recomendações de cuidados durante o trabalho de parto, parto e nascimento devem ser obedecidas,
como garantia de cuidados respeitosos, privacidade e confidencialidade, manejo da dor e variabilidade de
posições durante o parto, entre diversas outras recomendações (Opas, 2022).
[Link] 2/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Fonte: Freepik.
[Link] 3/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Fonte: Freepik.
[Link] 4/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Os fatores que influenciam o processo de trabalho de parto e o parto propriamente dito, são: a via de parto
(canal de parto); feto (considerado passageiro) e a placenta; força (contrações); posição (postura adotada pela
mãe); e resposta psicológica. Tais fatores são reconhecidos pelos profissionais de saúde, entretanto, a
literatura científica também apresenta mais cinco fatores que podem afetar o processo do trabalho de parto,
a saber: fisiologia do parto (e recomendação é que seja humanizada e com pouco uso de tecnologia);
parceiros (pessoas que ofertam o apoio); paciência (cronologia natural); preparação da gestante (oferta de
conhecimentos quanto ao trabalho de parto e parto); e controle da dor (adoção de medidas de conforto)
(Ricci, 2023). O trabalho de parto, o mesmo pode ser dividido em trabalho de parto verdadeiro e trabalho de
parto falso. Ambos apresentam características peculiares, que demonstram a diferença entre eles, conforme
m ostra o Quadro 1 a seguir (Ricci, 2023):
[Link] 5/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Diante da compreensão a respeito do trabalho de parto verdadeiro e do falso, o profissional deve prestar uma
assistência de enfermagem com condutas fundamentadas em evidências científicas e que proporcione à
gestante respeito, confiança e atendimento das suas necessidades, pois ela deve ser preparada para tomar
decisões com segurança (Brasil, 2017). Os profissionais de saúde que prestam assistência às parturientes
devem: orientar a mulher, durante o pré-natal, a respeito de todos os riscos e benefícios; estabelecer uma
relação de confiança; tomar cuidado com o tom de voz; ofertar um cuidado que demonstre acolhimento;
manter uma abordagem calma e confiante; indagar a parturiente acerca da existência de um plano de parto;
verificar a existência de alguma deficiência (visual, auditiva, intelectual etc.); avaliar o conhecimento da
parturiente acerca das estratégias para o enfrentamento da dor; solicitar à mulher autorização para qualquer
tipo de procedimento; e apresentar à mulher e ao seu acompanhante as condutas que serão adotadas para
assegurar a eles confiança (Brasil, 2017).
Outras recomendações de cuidados para a assistência ao trabalho de parto e parto são apresentadas nas
Diretrizes de Recomendações ao Parto divulgadas pela Organização Mundial da Saúde: garantia da presença
de uma acompanhante, liberdade para tomada de decisões, estabelecimento de boa comunicação com a
parturiente, atenção de qualidade em unidades de saúde para todas as mulheres e bebê por no mínimo 24
horas após o nascimento, e no caso de parto domiciliar, a primeira avaliação pós-natal deve ocorrer o mais
precocemente possível, no máximo em 24 horas após o nascimento, entre diversas outras recomendações
que devem ser obedecidas (Opas, 2022).
[Link] 6/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Fonte: Freepik.
Fonte: Freepik.
A cardiotocografia (CTG) é essencial para a avaliação da vitalidade fetal. É um exame de monitorização fetal
eletrônica, em que é possível avaliar o feto por um procedimento não invasivo. Esse exame permite
acompanhar e registrar de forma contínua a monitorização dos batimentos cardíacos fetais (BCF), além de
avaliar os movimentos fetais e as contrações do útero. Pode ser feito no momento que antecede o parto
(monitorização anteparto ou basal) com o intuito de monitorar a saúde do feto neste momento, e durante a
gestação em si (Febrasgo, 2021).
A cardiotocografia avalia o bem-estar do feto, com destaque para as gestações consideradas de alto risco
obstétrico (Febrasgo, 2021). Para fazer o exame, o profissional deve aplicar dois transdutores de
ultrassonografia no abdome da gestante. Cada um dos transdutores terá uma finalidade específica. Um
transdutor é colocado unido a uma cinta elástica com o objetivo de permanecer rente ao abdome da gestante
– é o tocotransdutor, sensível à pressão ocasionada no fundo do útero, e que tem a capacidade de identificar
todas as alterações que ocorrem na pressão uterina, sendo tal identificação possível por meio de uma
transformação da pressão em sinal eletrônico (Lindsay et al., 2018).
[Link] 7/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
O outro transdutor é utilizado para registrar a frequência cardíaca fetal basal, assim como a variabilidade
fetal, as acelerações e as desacelerações que podem ocorrer. Para que tais registros sejam viabilizados, o
profissional de saúde fixa o transdutor no abdome da mãe, sendo movimentado pelo profissional de saúde
até que ele identifique um som forte. Quando ocorre essa identificação, o aparelho é fixado com outra cinta
elástica. Este transdutor é responsável por converter os movimentos cardíacos fetais em bipes, que são
apontados no papel de registro do exame (Ricci, 2023).
Convém destacar a relevância deste exame, que tem a capacidade de identificar todas as alterações relativas à
pressão do abdome (King et al., 2019). Durante esse exame, podem ocorrer algumas intercorrências, como
interrupção do sinal e consequentemente do registro do exame, e registro ruim relacionado à apresentação e
os movimentos fetais (Ricci, 2023). O exame deve ser feito por um tempo mínimo de 20 minutos para que o
profissional de saúde tenha condições de fazer uma boa interpretação da condição de vitalidade do feto
(Febrasgo, 2021).
Este exame, como doto anteriormente, registra os momentos de presença de acelerações transitórias (ATs) da
frequência cardíaca fetal (FCF). Tal registro é conhecido como reatividade, e possibilita identificar momentos
em que o feto se encontra reativo ou não reativo. Para avaliação da vitalidade fetal, deve-se considerar os
seguintes valores para a frequência cardíaca fetal: bradicardia < 110 bpm, normal = 110 a 160 bpm, e
taquicardia ≥ 160 bpm. Outros parâmetros para avaliação da vitalidade fetal são: variabilidade da FCF basal,
acelerações, desaceleração tardia, desaceleração precoce, desaceleração variável, desaceleração prolongada
(Febrasgo, 2021). A partir dos parâmetros mencionados, caso o feto não apresente duas acelerações no
período de 20 minutos, o exame de cardiotocografia deverá ser prolongado por mais 40 minutos, para que
então o profissional de saúde tenha condições de fazer uma correta interpretação do quadro (Febrasgo,
2021).
Outra importante consideração é a regulamentação feita pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen, 2023)
da atividade de prescrição e realização do exame de cardiotocografia fetal pelo enfermeiro, por meio do
parecer técnico COFEN/PR nº 37/2023 (Cofen, 2023). Por fim, o monitoramento fetal feito pela cardiotocografia
é uma importante ferramenta para a tomada de decisão do profissional de saúde, direcionada à assistência à
da saúde materna e fetal.
Fonte: Freepik.
[Link] 8/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Fonte: Freepik.
VIDEO RESUMO
Olá, estudante!
Nesta aula, você verá particularidades importantes relacionadas ao trabalho de parto e ao parto. Para que
você atue na assistência ao trabalho de parto e parto, é essencial que compreender a conceituação de parto,
os tipos de parto, todos os fatores relacionados ao parto, bem como a importância e as particularidades
relacionadas à monitorização fetal e ao exame de cardiotocografia fetal. Para conhecer todos os detalhes
relativos ao parto, assista ao vídeo para ampliar os seus conhecimentos.
Saiba mais
Para aprofundar os seus conhecimentos a respeito das particularidades do parto, acesse a referência do
Ministério da Saúde que trata das diretrizes nacionais relacionadas ao parto normal.
[Link] 9/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Aula 2
INTRODUÇÃO
Olá, estudante!
A assistência de enfermagem durante o trabalho de parto e parto deve ser uma assistência de qualidade,
segura, humanizada e inclusiva. É essencial que o profissional de enfermagem saiba reconhecer os sinais do
trabalho de parto e os seus estágios. Outra importante recomendação é o incentivo à construção do plano de
parto. Este é o momento oportuno para apresentar à gestante a importância da construção do plano de parto,
os sinais do trabalho de parto, possíveis métodos farmacológicos e não farmacológicos a serem utilizados
para o alívio da dor, além de esclarecer dúvidas acerca do trabalho de parto e parto, para que a gestante
tenha condições de definir as suas escolhas.
Vamos lá?
Nesta aula aprender conceitos importantes relacionados ao trabalho de parto, por exemplo, a identificação do
trabalho de parto, que é uma etapa fundamental para o direcionamento da assistência de enfermagem. Para
isso, o profissional deve compreender os sinais do trabalho de parto, também conhecidos como sinais
premonitórios do trabalho de parto. É importante destacar que antes de a gestante entrar em trabalho de
parto efetivo, seu corpo sofre diversas modificações com o objetivo de auxiliar na preparação do nascimento
do bebê (Ricci, 2023).
Além de conhecimentos a respeito dos sinais premonitórios do trabalho de parto, o profissional precisa saber
reconhecer as características das fases latente e ativa do parto – por exemplo, na fase latente são iniciadas as
contrações regulares, e ela é finalizada com o início da dilatação efetiva do colo do útero de forma lenta até
próximo de 5 cm, e a fase ativa é o momento em que ocorre o aumento do ritmo da dilatação, ou seja, o final
da fase latente do trabalho de parto (Ricci, 2023).
E com o propósito de ser auxiliada para a vivência da experiência do trabalho de parto e parto, a gestante
deve receber uma assistência de enfermagem que englobe uma atenção educativa no intuito de proporcionar
a ela conhecimento e orientação para a identificação do trabalho de parto e parto. Existem diversas condutas
[Link] 10/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
educativas que podem ser realizadas, como cursos de gestantes, consultas de pré-natal (individual ou em
grupo), teleconsultas e construção do plano de parto.
A estratégia da construção do plano de parto é uma importante ferramenta educativa que pode ser adotada
durante o acompanhamento de pré-natal, uma vez que proporciona a construção de conhecimentos das
gestantes quanto aos diversos fatores que envolvem o processo de parturição. Além disso, o plano de parto
proporciona o compartilhamento de experiências com uma equipe multiprofissional quanto à assistência a
ser prestada durante todo o processo de parturição, contribuindo, dessa forma, para que todos os desejos e
necessidades da parturiente sejam respeitados e atendidos (Trigueiro et al., 2022).
Sua importância pode ser justificada pelo fato de a gestação ser caracterizada por um momento especial da
vida da mulher e que é marcado por muitas dúvidas, medos e incertezas em relação à vivência do processo de
parturição. Além disso, algumas gestantes podem vivenciar a deficiência de orientações disponibilizadas
durante o acompanhamento de pré-natal, evidenciando ainda mais a importância de se incentivar e apoiar a
construção do plano de parto (Trigueiro et al., 2022).
No momento da construção do plano de parto, podem ser repassadas diversas orientações quanto aos
métodos farmacológicos e não farmacológicos para o alívio da dor durante o trabalho de parto e parto. É
importante que a estratégia do plano de parto seja reforçada nas ações de educação em saúde com o
propósito de melhorar a qualidade da assistência e contribuir com o fortalecimento do vínculo entre as
gestantes e com os profissionais de saúde das maternidades em que o parto ocorrerá (Dias et al., 2018).
Fonte: Freepik.
[Link] 11/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Fonte: Freepik.
Para uma assistência segura e de qualidade durante o trabalho de parto e parto, o profissional de
enfermagem precisa conhecer os sinais premonitórios do trabalho de parto e parto, a distinção entre as fases
do trabalho de parto (fase latente e ativa), e as diversas recomendações que podem ser usadas durante o
plano de parto, como os tipos de métodos farmacológicos e não farmacológicos para o alívio da dor, entre
outras particularidades. Para que tal assistência seja viabilizada, é importante que o profissional saiba
interpretar os sinais premonitórios do trabalho de parto, que podem ser os seguintes:
Modificações do colo uterino: ocorre o amolecimento/apagamento do colo uterino e sua dilatação, com
a descida da apresentação fetal (Blackburn, 2018).
Descida: ocorre quando a parte da apresentação fetal começa a abaixar para a pequena bacia,
ocasionando uma mudança no útero (King et al., 2019).
Aumento da disposição física: tal sensação é conhecida por “nidificação”, que é a concentração de
energia que ocorre geralmente entre 24 e 48 horas antes do início do trabalho de parto (Jordan; Farley;
Grace, 2019).
Saída do tampão sanguinolento: a saída do tampão mucoso do canal cervical ocorre devido ao
processo de amolecimento do colo uterino e do aumento da pressão exercida pela parte de
apresentação fetal (Ricci, 2023).
Contrações de Braxton Hicks: podem surgir durante a gestação, e evoluir em intensidade e frequência.
São caracterizadas por um endurecimento da parte superior do útero (Ricci, 2023).
Ruptura espontânea das membras: ocorre em torno de 8 a 10% das mulheres com gestações a termo,
e a maioria delas entra em trabalho de parto de forma espontânea em 24 horas. Essa ruptura pode ser
na forma de jato súbito ou um rompimento gradativo e contínuo (Ricci, 2023).
O profissional de enfermagem deve orientar a gestante a identificar a fase latente e ativa do parto, para que
ela tenha condições de participar ativamente desses momentos. A identificação prática da fase latente se dá
com a percepção da dilatação do colo uterino em até 6 cm e apagamento do colo do útero de 0 a 40%. Em
[Link] 12/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
gestantes primíparas, o trabalho de parto pode durar até 20 horas, e em gestantes multíparas, até 14 horas.
As contrações adotam uma frequência de 5 a 10 minutos, com duração de 30 a 45 segundos e com
intensidade leve (Ricci, 2023).
Já a fase ativa do trabalho de parto apresenta o seguinte comportamento: dilatação do colo uterino de 6 a 10
cm, e apagamento do colo em torno de 40 a 100%. A duração do trabalho de parto em gestantes primíparas
dura cerca de 6 horas, e em multíparas, até 4 horas. As contrações adotam uma frequência de 2 a 5 minutos,
com duração de 45 a 60 segundos, e intensidade moderada (Ricci, 2023).
Durante a construção do plano de parto, a gestante deve ser orientada quanto à existência de métodos
farmacológicos para o alívio da dor (como fármacos opioides administrados por via endovenosa ou
intramuscular, e a analgesia epidural), e métodos não farmacológicos, como acupuntura, acupressão,
auriculoterapia, hidroterapia, exercícios perineais com bola suíça, terapias térmicas, musicoterapia e banho
quente de aspersão, entre outros (Mascarenhas et al., 2019). Além disso, a gestante deve conhecer os tipos de
intervenções no parto, como a episiotomia (Ricci, 2023).
Fonte: Freepik.
[Link] 13/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Fonte: Freepik.
A seguir, é apresentada uma contextualização de um caso hipotético. Uma gestante G1A0 chega à
maternidade relatando ter percebido sua barriga mais baixa, presença de endurecimento da barriga com
grande frequência, saída de uma secreção vaginal com presença de um pouco de sangue, e respiração
dificultosa. Ao exame físico ginecológico realizado pelo profissional de enfermagem foi constatada a presença
de dilatação cervical de 8 cm, apagamento do colo de 85%, trabalho de parto de 6 horas, contrações de 2 a 5
minutos, com duração de 55 segundos e intensidade moderada.
Durante a avaliação, a enfermeira recebeu da gestante uma cópia do seu plano de parto, com todas as
escolhas da gestante registradas detalhadamente. Algumas delas são: escolha por banho de água quente de
aspersão; utilização da técnica de musicoterapia com músicas de escolha da gestante; uso de aromas para
facilitar a evolução do trabalho de parto (aromaterapia) e a realização de exercícios na bola suíça durante o
[Link] 14/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
trabalho de parto. Ao avaliar a situação da gestante, a enfermeira identifica que a gestante se encontra na
fase ativa do trabalho de parto, pois apresenta uma dilatação de 8 cm, além do apagamento do colo uterino
estar em 85%, apresentando contrações ritmadas de 2 a 5 minutos e que apresentam 55 segundos.
Outra importante constatação realizada pela enfermeira é que a gestante se encontra bem orientada, uma
vez que relatou ter feito seu plano de parto com o médico obstetra, que a tem incentivado a aguardar pelo
trabalho de parto e parto normal. Ele a orientou a respeito dos diversos métodos não farmacológicos que
podem ser usados para o alívio da dor, dentre os quais a gestante escolheu musicoterapia, aromaterapia,
exercícios na bola suíça e banho quente de aspersão.
Neste contexto, convém destacar que a assistência de enfermagem deve ser a mais acolhedora possível,
ofertando à gestante escuta ativa e qualificada. Deve proporcionar à gestante ser protagonista do seu parto,
por meio do atendimento às suas necessidades e preferências. A enfermeira e a equipe de enfermagem
devem buscar capacitação técnica para prestar uma assistência de qualidade e segura durante todo o
processo de parturição, bem como devem buscar o desenvolvimento de habilidades e competências
direcionadas à assistência as parturientes.
Fonte: Freepik.
VÍDEO RESUMO
Olá, estudante!
[Link] 15/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Nesta aula, você aprenderá a respeito da assistência de enfermagem durante o trabalho de parto, destacando
os sinais premonitórios do trabalho de parto e a estratégia educativa do plano de parto. Você vai
compreender a importância do plano de parto e dos diversos aspectos que podem ser abordados nele, por
exemplo, os métodos não farmacológicos de alívio da dor durante o trabalho de parto. Para conhecer tais
aspectos, assista ao vídeo.
Saiba mais
Para aprofundar seus conhecimentos, acesse o artigo científico indicado a seguir, que trata da
construção do plano de parto, destacando essa ferramenta como excelente estratégia educativa utilizada
pelo profissional de enfermagem.
Aula 3
INTRODUÇÃO
Olá, estudante!
Para contribuir com a construção do seu conhecimento acerca da assistência de enfermagem no segundo
período do parto, que é o período expulsivo, nesta aula você aprenderá aspectos fundamentais dos
mecanismos de parto, tipos de intervenções (como a episiotomia), manejo clínico durante o período expulsivo,
diversidade de posicionamento materno durante o trabalho de parto e parto que podem contribuir com a
experiência de parto e nascimento, e outras temáticas importantes relacionadas à assistência de enfermagem
durante o período expulsivo. O conteúdo apresentado é fundamentado nas melhores evidências científicas
para proporcionar a você um ensino de qualidade e que contribua para a sua prática profissional.
Vamos começar?
[Link] 16/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Vamos aprender algumas particularidades acerca do manejo clínico durante o parto e nascimento e que
envolvem aspectos relacionados aos mecanismos de parto, realização de episiotomia e a influência do
posicionamento materno durante o parto e nascimento.
Para o nascimento do feto, diversos aspectos devem ser avaliados e monitorados. Por exemplo, o profissional
de saúde precisa saber reconhecer os mecanismos de parto, representados pela movimentação do feto
conforme ele se desloca no ventre materno rumo à via de passagem. Tais movimentos são denominados
movimentos cardinais do trabalho de parto, e apresentam características peculiares que possibilitam que o
menor diâmetro da cabeça do feto passe pelo diâmetro mais favorável da pelve da parturiente (Ricci, 2023).
São movimentos que ocorrem em sequência com o propósito de chegar ao rumo final, o nascimento do feto
(Ricci, 2023). Outro aspecto importante a ser destacado é que a ocorrência do parto se dá em quatro períodos:
primeiro período da dilatação (fase latente e ativa), segundo período da expulsão (dilatação total e saída do
feto), terceiro período ou dequitação da placenta (saída da placenta) e quarto período ou período de
Greenberg (pós-parto imediato) (King et al., 2019).
O segundo período do parto, o expulsivo, é iniciado quando ocorre a dilatação total do colo uterino da
parturiente, finalizando com o nascimento do bebê. Esse momento pode durar de alguns minutos a horas.
Para a saída do bebê, ocorrem contrações uterinas a cada 2 e 3 minutos, com duração aproximada de 60 a 90
segundos, com uma intensidade considerada forte (Ricci, 2023).
Há intervenções que podem ser feitas durante o parto, é uma delas é conhecida como episiotomia. A
episiotomia é uma incisão na região perineal da parturiente com o propósito de aumentar o canal vaginal e
reduzir a segunda fase do trabalho de parto. Com o intuito de prevenir possíveis lacerações, alguns
profissionais adotam condutas alternativas como compressas quentes e massagens contínuas com óleo, para
evitar possíveis lacerações vaginais (Ricci, 2023).
Embora a episiotomia seja considerada um procedimento obstétrico comum, sua prática foi reduzida nos
últimos anos em diversos países do mundo, diante das recomendações para evitá-la. Há duas formas de
conduzir o segundo período do trabalho de parto: por meio dos esforços expulsivos espontâneos – obediência
à necessidade de fazer esforço sentida pela própria parturiente – e esforços expulsivos direcionados –
orientação do cuidador (Ricci, 2023)
No intuito de auxiliar a parturiente durante o segundo período do parto (período expulsivo), o profissional de
saúde deve orientar acerca da importância da variedade de posições e da livre movimentação, uma vez que
conferem inúmeros benefícios, como diminuição do trabalho de parto, maior mobilidade do sacro,
favorecimento da descida fetal e maior senso de controle, entre outros (Fiocruz, 2021).
[Link] 17/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Fonte: Freepik.
Fonte: Freepik.
Vamos conhecer a identificação dos mecanismos do parto, os tipos de episiotomia que podem ser realizadas
durante o parto e as posições que podem ser adotadas durante o trabalho de parto e parto. Em relação aos
tipos de mecanismos de parto existentes, são eles (Ricci, 2023):
Primeiro tempo ou insinuação: maior diâmetro transversal da cabeça no vértice passa pela abertura
superior da pelve.
Quarto tempo ou desprendimento cefálico: ocorre após a conclusão da rotação interna. A cabeça e os
ombros emergem sob a sínfise púbica.
Quinto tempo ou rotação externa: ocorre a rotação externa da cabeça fetal, proporcionando a saída
dos ombros, que giram internamente e se ajustam na pelve da parturiente.
[Link] 18/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Sexto tempo ou desprendimento do trono: ocorre a expulsão do corpo do feto após a saída da cabeça
e das partes anteriores e posteriores do ombro (Ricci, 2023).
Existem dois tipos de episiotomia: a mediana, que é facilmente reparada e desencadeia menos dor à
parturiente, e a episiotomia mediolateral esquerda e direita (Ricci, 2023).
Para facilitar o trabalho de parto e o parto, deve-se orientar a parturiente a adotar uma posição que abra
amplamente a cavidade pélvica, no intuito de proporcionar uma via mais fácil para a descida do feto pelo
canal de parto de forma que seja favorecida pela lei da gravidade. Essa posição possibilita à parturiente a
percepção de estar no controle da situação do trabalho de parto e parto (Berta et al., 2019).
Nesse contexto, algumas posições podem ser: litotomia com os pés apoiados em escadas; semissentada com
almofada debaixo dos joelhos; decúbito lateral ou lateral reclinado; sentada em um banquinho de parto;
posição de agachamento com suporte; com uma bola entre as pernas; ajoelhada com as mãos e os joelhos
afastados para ser confortável para a parturiente (Ricci, 2023).
A parturiente deve adotar a posição mais confortável possível, devendo o profissional orientá-la acerca da
importância de variar as posições (Ricci, 2023), uma vez que diversas evidências científicas demonstram que
as posições verticais favorecem a saída do feto devido à lei da gravidade, além de outros benefícios que tal
posicionamento pode desencadear, como o menor risco de compressão da aorta materna, responsável por
fornecer oxigênio ao feto. Entretanto, convém destacar que muitas parturientes continuam a adotar o
decúbito dorsal durante o trabalho de parto e nascimento, o que deve ser desencorajado pelo profissional de
saúde (Ricci, 2023).
[Link] 19/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Vamos estudar as boas práticas que podem ser adotadas durante o trabalho de parto e parto, que levem em
consideração os mecanismos do trabalho de parto e parto, o manejo clínico durante o segundo estágio do
parto (período expulsivo), a redução de ocorrências de episiotomia, e a recomendação de adoção de
diversidade de posições durante o trabalho de parto e parto. Para facilitar a compreensão de tais condutas,
vamos avaliar o caso a seguir.
Uma parturiente foi avaliada por uma enfermeira durante o trabalho de parto. Na avaliação, a enfermeira
identifica que a parturiente se encontra no final do primeiro estágio do parto (período da dilatação). Para
contribuir com a evolução do trabalho de parto e parto, ou seja, a entrada no segundo estágio de parto
(período expulsivo), a enfermeira orienta a parturiente acerca da importância da livre movimentação durante
o trabalho de parto, bem como das diversas posições que a parturiente pode adotar neste momento para
facilitar a movimentação das articulações da pelve, a descida e a rotação do feto, além de favorecer o
nascimento.
A parturiente então relata não saber os outros tipos de posições que pode adotar. Diante do
desconhecimento relatado pela parturiente, a enfermeira a orienta a respeito das diversas posições que
podem ser adotadas, como de cócoras, sentada e de joelhos. A enfermeira diz à parturiente que tais posições
contribuem para o aumento dos diâmetros das aberturas superior e inferior da pelve, favorecendo a evolução
do trabalho de parto e a chegada do período expulsivo.
[Link] 20/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Após algumas horas, a parturiente entra no segundo estágio de parto (período expulsivo), e a enfermeira
consegue identificar todas as suas fases: insinuação, descida ou progressão, rotação interna, desprendimento
cefálico, rotação externa, desprendimento do tronco. Após o nascimento do bebê, a enfermeira e a médica
obstetra aguardam pelo terceiro período do parto (dequitação da placenta), que ocorre após 15 minutos do
nascimento do bebê com o auxílio das contrações uterinas. Após esse período, a parturiente passa para o
quarto período do parto (período de Greenberg ou pós-parto imediato).
Fonte: Freepik.
Fonte: Freepik.
VIDEO RESUMO
Olá, estudante!
Nesta aula, você aprenderá algumas condutas que podem ser adotadas durante o segundo período do parto –
período expulsivo –, e intervenções que podem ser feitas, como a episiotomia. Você verá também as etapas
do mecanismo de parto, a importância da livre movimentação durante o trabalho de parto e as posições que
[Link] 21/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
podem ser adotadas durante o parto e nascimento, com o intuito de facilitar a saída do bebê, entre outros
benefícios.
Saiba mais
Para aprofundar os seus conhecimentos em relação à assistência de enfermagem no período expulsivo,
leia o artigo indicado a seguir.
SILVA, A. M. et al. Os benefícios da livre movimentação no parto para alívio da dor. Revista Recien, São
Paulo v. 7, n. 20, p. 70-81, 2017.
Aula 4
INTRODUÇÃO
Olá, estudante!
Nesta aula vamos conhecer a assistência de enfermagem durante o terceiro e quarto períodos clínicos do
parto, compreendidos desde o nascimento do bebê até a expulsão da placenta e das membranas – um
período sensível para a mulher e que demanda uma assistência de enfermagem de qualidade, efetiva e
segura, com o propósito de garantir a saúde da mãe e do bebê. E para contribuir com a construção do seu
conhecimento e do seu aperfeiçoamento profissional, vamos estudar as principais particularidades
relacionadas ao terceiro e ao quarto períodos clínicos do parto considerados fundamentais para a sua
compreensão. Vamos abordar aspectos atuais e relevantes relacionados à prática clínica da assistência de
enfermagem durante o terceiro e quarto períodos clínicos do parto.
[Link] 22/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Vamos aprender algumas particularidades relacionadas ao terceiro e quarto períodos clínicos do parto, e
particularidades importantes relacionadas à dequitação, ao exame da placenta e membranas, ao período
Greenberg e à assistência de enfermagem na prevenção de quadro de hemorragia pós-parto. Vamos iniciar o
estudo abordando a dequitação da placenta, considerada o terceiro período clínico do parto.
Essa fase é iniciada logo após o nascimento do bebê e é finalizada após a eliminação completa da placenta,
que geralmente é expelida em torno de 5 a 30 minutos com o auxílio das contrações uterinas, que ocorrem de
forma contínua. Nesse momento, caso o recém-nascido esteja com um quadro clínico estável, pode ser
colocado em contato pele a pele com a mãe, com o propósito de favorecer a construção do vínculo entre o
recém-nascido e a mãe (Ricci, 2023).
Quando as contrações uterinas agem para auxiliar na saída da placenta, o útero começa a se retrair,
facilitando a redução do seu tamanho e ajudando na saída da placenta. Os sinais de dequitação podem se
manifestar das seguintes maneiras:
Elevação do fundo do útero por aproximadamente 2 a 3 cm, apresentando um desvio para a direita,
conhecido como sinal de Schroeder.
Lado materno (vermelho-escura): quando é o primeiro a ser apresentado. Tal fenômeno é chamado
de mecanismo de Duncan.
A avaliação da placenta deve ser feita minuciosamente pelo profissional responsável pelo parto, que vai
avaliar a integridade de cotilédones, membranas e partes presentes. Tais cuidados são necessários, pois caso
haja restos placentários dentro do útero da mulher, pode ocorrer o aumento do risco de hemorragia pós-
parto (Ricci, 2023). Além da avaliação, o profissional deve massagear brevemente o útero até que ele adote
uma consistência firme, reduzindo também a ocorrência de hemorragia pós-parto (Ricci, 2023). O período
Greenberg, ou quarto período do parto (ou pós-parto imediato), é o período que dura de 1 a 4 horas após o
parto e no qual a puérpera inicia o processo de estabilização após a experiência o parto. É um momento
crítico de transição fisiológica em que o vínculo é construído (King et al., 2019).
Em relação à assistência de enfermagem com foco na prevenção de quadros de hemorragia pós-parto, uma
estratégia é a adoção da nova tecnologia de controle transitório do sangramento em casos de HPP: trata-se de
uma vestimenta de neoprene segmentada que faz uma compressão abdominal, comprimindo os vasos
abdominais, pélvicos e dos membros inferiores. Tal vestimenta é indicada para casos de instabilidade
hemodinâmica ou iminência de choque hipovolêmico (Fiocruz, 2019).
[Link] 23/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Fonte: Freepik.
Figura 2 | Bebê ligado a placenta pelo cordão umbilical dentro da cavidade uterina
Fonte: Freepik.
Vamos estudar, neste momento, a identificação da dequitação, o exame da placenta e as etapas da assistência
de enfermagem diante da hemorragia pós-parto (Ricci, 2023).
Em relação à avaliação da placenta após o nascimento do bebê e a saída da placenta, o profissional deve
atentar-se para a avaliação quanto ao volume de perda sanguínea considerado dentro da normalidade – como
exemplo, é usual uma perda de cerca de 500 ml em partos normais e de 1000 ml em cesáreas. Quando ocorre
uma perda sanguínea superior a 1000 ml o quadro clínico é reconhecido como grave (Kellerman; Rakel, 2019).
Com a saída da placenta após o nascimento do bebê, o útero permanece fazendo contrações, desencadeando
a diminuição do seu tamanho e possibilitando o desprendimento da placenta. As hemorragias que podem
ocorrer no período pós-parto (HPP) classificam-se em (Ricci, 2023):
HPP primária: aquela que acontece nas primeiras 24 horas do período pós-parto.
HPP secundária: ocorre após 24 horas até as próximas 6 semanas do período pós-parto.
A hemorragia pode ser causada por lacerações do sistema do sistema genital, episiotomia, distúrbios de
coagulação sanguínea e indução do trabalho de parto com ocitocina, entre outros motivos (Sanders, 2019).
Uma forma muito eficaz para memorizar as causas específicas da HPP é por meio da adoção do mnemômico
dos 5 Ts:
[Link] 24/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
É fundamental que a assistência de enfermagem prestada no período pós-parto seja de qualidade e segura a
fim de favorecer a prevenção da hemorragia pós-parto, quadro considerado evitável. É evidente que a atuação
dos profissionais é essencial na prevenção de complicações hemorrágicas decorrentes de quadros de pré-
eclâmpsia ou hipertensão gestacional, além da síndrome HELLP, entre outras situações (Fiocruz, 2019).
A assistência de enfermagem deve incluir condutas como: monitoramento da mulher durante o período pós-
parto; administração de ocitocina profilática no período pós-parto por via intramuscular; estratificação de
risco durante a admissão na maternidade; tração controlada do cordão umbilical; clampeamento oportuno do
cordão; hora de ouro obstétrica, para eliminar a tríade letal das hemorragias – caracterizada pela presença de
acidose, coagulopatia e hipotermia –; compressão uterina bimanual diante de quadros de sangramento ativo
(Fiocruz, 2019).
Todos os membros da equipe de enfermagem devem estar capacitados para o manejo clínico das puérperas
nos casos em que houver a identificação de um quadro de hemorragia pós-parto, por meio do oferecimento
de serviços de uma equipe de enfermagem qualificada, suporte de banco de sangue e serviços laboratoriais e
de farmácia, por exemplo (Fiocruz, 2019).
Outro aspecto importante a ser mencionado acerca da assistência de enfermagem no manejo clínico diante
dos quadros clínicos de hemorragia é que existem diversos protocolos para este tipo de atendimento. Nos
casos de atonia uterina, o importante é que a instituição de saúde adote um protocolo que preconize a
sequência: ocitocina em doses adequadas, metilergometrina e misoprostol. Tal conduta é eleita em diversos
países do mundo como a mais adequada e segura para o tratamento de atonia uterina (Fiocruz, 2019).
Fonte: Freepik.
[Link] 25/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Fonte: Freepik.
Vamos estudar as boas práticas que podem ser adotadas durante o terceiro e quarto períodos de parto, com
o propósito de prevenir a ocorrência de um quadro de hemorragia pós-parto e, consequentemente, garantir a
segurança da vida da mãe e do recém-nascido.
Uma parturiente foi avaliada por uma enfermeira obstetra após o nascimento do recém-nascido. Antes dessa
avaliação, a enfermeira obstetra solicitou auxílio de uma técnica de enfermagem para acomodar o recém-
nascido ao seio materno a fim de contribuir para o contato pele a pele de forma precoce, com a amamentação
na primeira hora de vida para a construção do vínculo mãe e recém-nascido, entre inúmeros outros benefícios
que esse contato precoce pode proporcionar. Após esse auxílio, a enfermeira obstetra seguiu aguardando o
momento da dequitação.
Nesse momento de espera da dequitação, a enfermeira contou com o auxílio da técnica de enfermagem para
a verificação dos sinais vitais da puérpera, os quais mantiveram-se nos limites da normalidade. Com a saída
da placenta, a enfermeira avaliou o volume de sangue eliminado, a integridade da placenta (cotilédones) e das
membranas para posteriormente avançar de etapa na assistência de enfermagem prestada (Ricci, 2023). A
avaliação constatou uma quantidade adequada de volume sanguíneo, a presença dos cotilédones da placenta
e a presença das membranas. A avaliação também envolveu a verificação da pesagem das compressas e
campos cirúrgicos, dos dispositivos coletores e demais materiais. Tais evidências possibilitaram identificar a
ausência de um quadro de hemorragia pós-parto (Ricci, 2023).
Foi administrada ocitocina como medida profilática (metilergometrina, conhecida como ergotrate) uma vez
que a puérpera não apresentava quadro clínico de hipertensão arterial. Vale lembrar que essa medicação não
é utilizada em puérperas com o diagnóstico de hipertensão arterial devido ao risco potencial de acidente
vascular cerebral (AVC). Antes da instalação da medicação, a puérpera foi orientada pela enfermeira obstetra
quanto à função da medicação nesse momento e as possíveis reações da medicação (Fiocruz, 2019).
Durante o momento da dequitação, a puérpera manteve-se tranquila e focada no contato pele a pele com o
seu recém-nascido, até que este começou a mamar em seu peito. É pertinente destacar que a amamentação
na primeira hora de vida é uma conduta que contribui para a prevenção da hemorragia pós-parto, entre
várias outras condutas que podem ser adotadas nesse momento e que colaborarão para a prevenção de
quadros de hemorragia pós-parto (Fiocruz, 2019).
[Link] 26/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
O serviço da maternidade contava com uma equipe de enfermagem capacitada para o manejo clínico de casos
de hemorragia pós-parto, mas não foi necessária a utilização dos kits de hemorragia nem da aplicação dos
checklists de atendimento diante de um quadro clínico de hemorragia pós-parto (Fiocruz, 2019).
Fonte: Freepik.
Fonte: Freepik.
VIDEO RESUMO
Olá, estudante!
Nesta aula, você verá a identificação e as condutas relacionadas ao terceiro e o quarto períodos de parto.
Você conhecerá as formas de avaliar a placenta após o nascimento do bebê e saberá como prestar uma
assistência de qualidade à mulher com o propósito de contribuir para a prevenção das hemorragias no
período pós-parto. Você aprenderá diversas condutas que podem ser feitas, e compreenderá a importância
da busca de capacitação e atualização profissional na assistência ao parto e nascimento.
Saiba mais
[Link] 27/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Para aprofundar seus conhecimentos a respeito dos cuidados que devem ser ofertados em prol da
prevenção da hemorragia pós-parto, indicamos o artigo:
Aula 5
REVISÃO DA UNIDADE
Olá, estudante!
Nesta unidade você viu conceitos fundamentais relacionados à assistência de enfermagem no período pós-
parto, e à importância de saber identificar cada período pós-parto para ofertar uma assistência de
enfermagem de qualidade e segura. Outro aspecto importante é que a experiência do parto pode ser
favorecida por diversas recomendações de cuidados que garantem à parturiente respeito, privacidade,
confidencialidade e métodos para alívio da dor, entre outros tipos de cuidados que devem ser ofertados pela
equipe de profissionais de enfermagem (Opas, 2022).
A primeira etapa é a identificação dos sinais premonitórios do trabalho de parto, ou seja, sinais que são
emitidos pelo organismo da gestante para prepará-la para o trabalho de parto efetivo (Ricci, 2023). Além
desses, é fundamental que o profissional saiba identificar as fases latente e ativa do trabalho de parto para
direcionar suas condutas.
Para que a vivência de tais fases seja positiva, vale destacar a importância do desenvolvimento de ações
educativas direcionadas à gestante no acompanhamento de pré-natal, a fim de orientá-la na identificação dos
sinais premonitórios do trabalho de parto e do trabalho de parto efetivo, para que esteja segura da
experiência a ser vivenciada. Tais ações são viabilizadas por teleconsultas, consultas de pré-natal (individual
ou em grupo) e construção do plano de parto, por exemplo (Trigueiro et al., 2022).
[Link] 28/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
Uma particularidade importante relacionada à ocorrência do parto são as intervenções como a episiotomia,
uma prática que tem sido evitada nos últimos anos diante das evidências científicas que comprovam os
benefícios do combate dessa intervenção em substituição por uma assistência que reforce a importância da
variedade de posições e da livre movimentação (Fiocruz, 2021).
REVISÃO DA UNIDADE
ESTUDO DE CASO
Olá, estudante!
Para contextualizar sua aprendizagem, imagine que você trabalha em uma maternidade de referência de um
município do Estado de São Paulo que é reconhecida em todo país. Você tem a função de técnico de
enfermagem nessa maternidade há cinco anos.
Em determinado dia, ao assumir um plantão noturno, você auxiliou a enfermeira obstetra do setor na
admissão de uma parturiente. A parturiente R. B. P., de 24 anos de idade, primigesta, foi admitida na fase ativa
do trabalho de parto, apresentando 7 cm de dilatação, com contrações ritmadas, frequentes e identificadas
como quatro contrações em 10 minutos, bolsa rota, e BCF de 152 bpm. A parturiente foi conduzida para o
quarto do pré-parto para aguardar a evolução do trabalho de parto e nascimento do seu bebê.
Nesse momento, a parturiente apresentou alguns momentos de choro e ansiedade, relatando ao seu
acompanhante que sentia angústia de que algo desse errado. Sem saber como conduzir a situação, o parceiro
chamou um profissional de enfermagem para orientar a parturiente a respeito da situação e dos próximos
[Link] 29/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
passos. Ao ser abordada pelo profissional de enfermagem, a parturiente lembrou-se do plano de parto que
construiu com o seu obstetra durante o pré-natal. Nele, a parturiente registrou o desejo de não permanecer
estática no leito, mas movimentar-se durante todo o trabalho de parto.
Registrou o interesse em variar de posição durante o trabalho de parto, usar métodos não farmacológicos
para o alívio da dor – como técnicas de respiração, hidroterapia, massagem, acupressão, estimulação elétrica
transcutânea e hipnoterapia. Deixou registrado também seu interesse em utilizar métodos farmacológicos
para o alívio da dor em último caso, demonstrando sua prioridade em evitar medicamentos durante o
trabalho de parto e parto. Outro aspecto destacado no plano de parto foi seu desejo quanto à presença de
seu parceiro em todas as etapas do trabalho de parto e parto.
A parturiente foi reavaliada pela enfermeira obstetra e pela equipe de profissionais de enfermagem a cada 15
minutos, sendo feito o toque vaginal na parturiente 2 horas após a internação. Ao exame de toque vaginal,
identificou-se que a parturiente apresentava dilatação total e já se encontrava em período expulsivo. Nesse
momento, ela foi acolhida pela equipe de profissionais que estavam no centro obstétrico.
Após o nascimento do bebê, a enfermeira obstetra aguardou o momento da dequitação para finalização dos
cuidados do terceiro período clínico do parto. Reflita e responda: quais os principais cuidados a serem
adotados durante o terceiro e quarto períodos clínicos do parto?
Reflita
Olá, estudante! No caso apresentado, você verá que foram abordados aspectos fundamentais da
assistência de enfermagem durante o trabalho de parto e parto. É possível identificar a importância do
reconhecimento dos sinais clínicos do trabalho de parto para o direcionamento da assistência a ser
prestada pelo profissional de enfermagem. O profissional deve estar preparado para acolher a
parturiente de forma personalizada, ou seja, buscar atender todas as suas necessidades individuais.
Deve ainda ter conhecimentos específicos para prestar uma assistência segura e de qualidade que
garanta a saúde e a segurança às vidas da mulher e do bebê. Deve ter conhecimento dos mecanismos do
parto, dos períodos clínicos do parto, da importância do plano de parto, e das opções de métodos
farmacológicos e não farmacológicos para o alívio da dor, entre outros tipos de cuidados. O profissional
deve compreender a importância da identificação precoce de complicações, e saber agir diante delas.
Ainda, deve entender que uma assistência fundamentada em evidências científicas contribui para uma
assistência segura e que pode salvar vidas.
A parturiente deve ser acolhida em todas as suas necessidades. Essa assistência de enfermagem deve
considerar que a parturiente apresenta necessidade biológicas, psicológicas e sociais, e por isso a assistência
deve ser holística. O profissional de enfermagem que atua na assistência de enfermagem a parturientes e
puérperas deve ter conhecimento técnico e científico relacionado à temática, e desenvolver habilidades e
competências para atuar nesse tipo de assistência.
[Link] 30/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
No caso apresentado, você, como profissional de enfermagem responsável pela assistência a parturiente,
deve ofertar a ela diversas recomendações importantes que contribuam para uma experiência de parto e
nascimento mais positiva. No caso em questão, você deverá atentar-se ao plano de parto elaborado durante o
acompanhamento de pré-natal e conversar com a parturiente a respeito. É importante que você confirme com
a parturiente se as escolhas registradas no plano devem permanecer ou se ela deseja fazer alguma
consideração ou alteração.
Quanto ao registro feito no plano de parto da adoção de diversas posições durante o trabalho de parto e
parto, é importante que você apresente a parturiente os diversos tipos de posições que podem ser adotadas:
ficar agachada, de joelhos ou de quatro apoios, posição semissentada, sentada em uma banqueta, posição de
cócoras etc. Tais posições favorecem o nascimento do bebê.
Em relação à assistência de enfermagem no terceiro período clínico de parto, você deve realizar todas as
condutas importantes para a prevenção da hemorragia puerperal, pois esta impacta os índices de morte
materna.
Você pode orientar a mulher acerca da existência de duas possíveis condutas: as condutas ativas, com uso de
substâncias uterotônicas, clampeamento e secção precoce do cordão umbilical e tração controlada do cordão
umbilical após a saída da placenta, e de condutas fisiológicas ou expectantes, que não usam substâncias
uterotônicas; o clampeamento do cordão umbilical é realizado após 1 minuto ou quando cessa a pulsação, e a
eliminação da placenta ocorre por esforço materno ou por um quadro clínico grave.
Você deve atentar-se a ocorrências inesperadas do período pós-parto, como exemplo, a demora da saída da
placenta, e hemorragia pós-parto. Nestes casos, são fundamentais a capacitação técnica e as habilidades e
competências necessárias para assistir a mulher.
RESUMO VISUAL
[Link] 31/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
REFERÊNCIAS
Aula 1
BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal. 2017. Disponível em:
[Link] Acesso em: 6
out. 2023.
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Parecer Técnico Coren/PR nº 37/2023. Curitiba: Cofen,
2023. Disponível em: [Link] Acesso em:
5 out. 2023.
CUNNINGHAM, F. G. et al. Obstetrícia de Williams. Porto Alegre: AMGH, 2021. (Minha Biblioteca).
KING, T. L. et al. Varney’s midwifery. 6. ed. Burlington: Jones & Bartlett Learning, 2019.
[Link] 32/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
LINDSAY, P.; BAGNESS, C.; PEATE, I. Midwifery skills at a glance. New Jersey: Wiley Blackwell, 2018.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS). OMS pede atenção de qualidade para mulheres e
recém-nascidos nas primeiras semanas cruciais após o parto. Opas, 30 mar. 2022. Disponível em:
[Link]
nas-primeiras-semanas. Acesso em: 6 out. 2023.
RICCI, S. S. Enfermagem materno-neonatal e saúde da mulher. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2019. (Minha Biblioteca).
RICCI, S. S. Enfermagem materno-neonatal e saúde da mulher. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2023.
SANTOS, N. C. M. Enfermagem em ginecologia e saúde da mulher. São Paulo: Érica, 2019. (Minha
Biblioteca).
SARTORI, A. C. et al. Cuidado integral à saúde da mulher. Porto Alegre: SAGAH, 2019. (Minha Biblioteca).
Aula 2
BLACKBURN, S. T. Maternal, fetal, and neonatal physiology: A clinical perspective. 5. ed. [S. l.]: Saunders,
2018.
CUNNINGHAM, F. G. et al. Obstetrícia de Williams. Porto Alegre: AMGH, 2021. (Minha Biblioteca).
DIAS, E. G. et al. Ações do enfermeiro no pré-natal e a importância atribuída pelas gestantes. Revista
Sustinere, v. 6, n. 1, p. 52-62, 2018. [Link] sustinere.2018.31722. Acesso em: 16 out.
2018.
JORDAN, R. G.; FARLEY, C. L.; GRACE, K. T. Prenatal and postnatal care. 2. ed. New Jersey: John Wiley & Sons,
2019.
KING, T. L. et al. Varney’s midwifery. 6. ed. Burlington: Jones & Bartlett Learning, 2019.
MASCARENHAS, V. H. et al. Evidências científicas sobre métodos não farmacológicos para alívio a dor do parto.
Acta Paulista de Enfermagem., v. 32, n. 3, p. 350-357, 2019. Disponível em:
[Link] Acesso em: 16 out. 2023.
RICCI, S. S. Enfermagem materno-neonatal e saúde da mulher. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2019. (Minha Biblioteca).
[Link] 33/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
SARTORI, A. C. et al. Cuidado integral à saúde da mulher. Porto Alegre: SAGAH, 2019. (Minha Biblioteca).
Aula 3
BERTA, M. et al. Effect of maternal birth positions on duration of second stage of labor: Systematic review and
meta-analysis. BMC Pregnancy Childbirth, v. 19, n. 1, p. 466, 2019. Disponível em:
[Link] Acesso em: 23 out. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Nota técnica para organização da rede de atenção à saúde com foco na
atenção primária à saúde e na atenção ambulatorial especializada – saúde da mulher na gestação,
parto e puerpério. Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. São Paulo: Hospital Israelita
Albert Einstein, Ministério da Saúde, 2019. 56 p.: il. Ministério da Saúde, 2019. Disponível em:
[Link] Acesso em: 15 set. 2023.
CARNIEL, F.; VITAL, D. S.; SOUZA, T. D. P. Episiotomia de rotina: necessidade versus violência obstétrica. J. nurs.
health., v. 9, n. 2, e199204, 2019. Disponível em: [Link]
Acesso em: 23 out. 2023.
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ). Posições da mulher durante o trabalho de parto e parto:
benefícios da livre movimentação. Rio de Janeiro: Fiocruz, Instituto Fernandes Figueira, 2021. Disponível em:
[Link]
sequence=2&isAllowed=y. Acesso em: 23 out. 2023.
KING, T. L. et al. Varney’s midwifery. 6. ed. Burlington: Jones & Bartlett Learning, 2019.
RICCI, S. S. Enfermagem materno-neonatal e saúde da mulher. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2023.
Aula 4
CARNIEL, F.; VITAL, D. S.; SOUZA, T. D. P. Episiotomia de rotina: necessidade versus violência obstétrica.
Journal of Nursing and Health, v. 9, n. 2, e199204, 2019. Disponível em:
[Link] Acesso em: 7 nov. 2023.
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ). Principais questões sobre manejo da hemorragia no pós-parto.
Rio de Janeiro: Fiocruz, 7 jun. 2019. Disponível em: [Link]
mulher/principais-questoes-sobre-manejo-da-hemorragia-no-pos-parto/. Acesso em: 30 out. 2023.
KELLERMAN, R. D.; RAKEL, D. P. Conn’s current therapy. [S. l.]: Elsevier, 2019.
[Link] 34/35
11/03/2025, 19:23 wlldd_241_u3_sem_int_sau_mul
KING, T. L. et al. Varney’s midwifery. 6. ed. New Jersey: Jones & Bartlett Learning, 2019.
RICCI, S. S. Enfermagem materno-neonatal e saúde da mulher. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2023.
SANDERS, S. The 4T’s of postpartum hemorrhage. Academic Life in Emergency Medicine, 16 fev. 2019.
Disponível em: [Link] Acesso em: 7 nov. 2023.
Aula 5
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ). Principais questões sobre manejo da hemorragia no pós-parto.
Rio de Janeiro: Fiocruz, 7 jun. 2019. Disponível em: [Link]
mulher/principais-questoes-sobre-manejo-da-hemorragia-no-pos-parto/. Acesso em: 30 out. 2023.
KING, T. L. et al. Varney’s midwifery. 6. ed. New Jersey: Jones & Bartlett Learning, 2019.
OPAS. Organização Pan-Americana da Saúde. OMS pede atenção de qualidade para mulheres e recém-
nascidos nas primeiras semanas cruciais após o parto. 2022. Disponível em:
[Link]
nas-primeiras-semanas Acesso em: 6 out. 2023.
RANGEL, R. C. T. et al. Care technologies to prevent and control hemorrhage in the third stage of labor: a
systematic review. Revista latino-americana de enfermagem, v. 27, p. e3165, 2019. Disponível em:
[Link] Acesso em: 3 nov. 2023.
RICCI, S. S. Enfermagem materno-neonatal e saúde da mulher. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2023.
[Link] 35/35