AULA ATIVIDADE TUTOR
AULA
ATIVIDADE
TUTOR
AULA ATIVIDADE TUTOR
Disciplina: Gestão, Qualidade e Segurança do Paciente
Teleaula: 04
Prezado(a) tutor(a),
Temos uma situação problema que o aluno deverá propor soluções de acordo com o conteúdo
abordado. Para realizar essa atividade, proponho que os alunos leiam a contextualização a
seguir:
Comunicação efetiva
A comunicação ocorre em todas as atividades que integram a assistência ao paciente. Quanto
mais especializado for o serviço, maior a necessidade de informações técnicas, especializadas e
precisas. O hospital, por exemplo, é considerado uma organização de alta complexidade devido
ao grande fluxo de informações que transpõem as diferentes áreas da organização. Entende-se
que ocorre uma comunicação eficaz quando o significado pretendido pelo “falante/ emissor” e
o significado que o “ouvinte/receptor” percebe são o mesmo, ou seja, há entendimento da
mensagem transmitida. A comunicação efetiva é bidirecional. Para que ela ocorra com
segurança, é necessário que haja resposta e validação das informações emitidas.
Uma das seis metas internacionais da segurança do paciente é melhorar a comunicação entre
os profissionais de saúde. Esta meta fala sobre a comunicação efetiva entre os profissionais de
saúde dentro da instituição. No ambiente hospitalar, a comunicação é fundamental para
fortalecer o vínculo entre a equipe multidisciplinar e o paciente. Também proporciona uma
assistência segura e livre de danos.
Sugestões materiais de estudo sobre o tema:
Comunicação Efetiva em Saúde. Disponível em:
[Link]
idItem=9010&idVideoVersion=16623 Acesso em: 12 abr. 2023
Comunicação e Saúde. Disponível em:
[Link] Acesso em: 12 abr. 2023
O desafio da comunicação em saúde. Disponível em:
[Link]
[Link] Acesso em: 12 abr. 2023
Protocolo de Atenção à Saúde Segurança do paciente: comunicação efetiva.
Disponível em:
[Link]
unica%C3%A7%C3%A3o+[Link]/ca225b6f-7758-7067-4935-
62ea715d12ed?t=1648647952152 Acesso em: 12 de abr. 2023.
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Comunicação em saúde. Disponível em: [Link] Acesso em: 12
abr. 2023
Habilidades de comunicação: abordagem centrada na pessoa.
[Link]
[Link] Acesso em: 12 abr. 2023
Comunicação efetiva no trabalho em equipe em saúde: desafio para a segurança do
paciente. Cogitare Enfermagem,2015; v.20, n.3. Disponível em:
[Link] Acesso em: 12 abr. 2023
Comunicação em saúde e a segurança do doente: problemas e desafios. Rev. Port. Saúde
Pública. Disponível em: [Link]
323-articulo-comunicacao-em-saude-e-seguranca-X0870902510898583 Acesso em: 12 abr.
2023
Estratégias para a segurança do paciente no processo de uso de medicamentos após alta
hospitalar. Disponível em:
[Link]
ipais%20estrat%C3%A9gias%20direcionadas%20%C3%A0,e%20demais%20servi%C3%A7os%20
de%20sa%C3%BAde%2C Acesso em: 12 abr. 2023
ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO EFETIVA NO GERENCIAMENTO DE COMPORTAMENTOS
DESTRUTIVOS E PROMOÇÃO DA SEGURANÇA DO PACIENTE. Disponível em:
[Link] Acesso
em: 12 abr. 2023
Protocolo Comunicação Efetiva. Disponível em: [Link]
universitarios/regiao-nordeste/huab-ufrn/documentos-institucionais/arquivos-documentos-
institucionais-geral/[Link] Acesso em: 12 abr. 2023
Comunicação efetiva em enfermagem à luz de jürgen habermas / effective communication in
nursing in the light of jürgen Habermas.
Disponível em: [Link]
Acesso em: 12 abr. 2023
Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente Estratégias para a segurança do
paciente: manual para profissionais da saúde / Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança
do Paciente. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2013. Disponível em: [Link]
content/uploads/2017/10/Estrat%C3%A9gias-para-seguran%C3%A7a-do-paciente-manual-
para-profissionais-da-sa%C3%[Link] Acesso em: 12 abr. 2023
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Agora é com você
Considerando o tema abordado na aula, temos a seguinte proposta de atividade:
.
1. Qual objetivo da comunicação efetiva?
2. Em quais processos críticos a comunicação efetiva está envolvida em um hospital?
3. Quais medidas sugeridas para tornar a comunicação mais segura no ambiente
hospitalar?
4. Quais erros podem ocorrer nos serviços de saúde por questões relacionadas a
comunicação ineficiente?
5. No caso de uma intercorrência onde a solicitação para administração da
medicação é verbal, qual a conduta deve ser tomada para evitar erro?
6. Escolha um profissional e elabore um mapa mental sobre a comunicação efetiva.
7. Cite e explique um exemplo de falha de comunicação entre a nutrição e a
enfermagem que pode ocasionar algum erro ou falha?
8. Cite e explique um exemplo de falha de comunicação entre a equipe médica,
enfermagem e farmácia que pode ocasionar algum erro ou falha?
9. Como deve ser a comunicação da equipe de saúde com o paciente e
acompanhante?
10. Por quais razões os pacientes podem estar especialmente vulneráveis a danos
imediatamente após alta hospitalar?
Gabarito sugerido
O objetivo da comunicação efetiva é melhorar a comunicação entre profissionais da
assistência, assegurando a transmissão das informações de forma completa e com a
garantia da compreensão de todos os envolvidos.
São processos críticos envolvidos na comunicação no ambiente hospitalar: Passagem de
plantão; prescrição verbal em situações de emergência; letra ilegível em registros no
prontuário e em formulários; ausência de carimbo com identificação do profissional que
prestou o cuidado ao paciente; transição de cuidados entre os turnos; transferências
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entre os setores e entre as instituições de saúde; alta hospitalar e seu registro no
prontuário.
São medidas sugeridas para tornar a comunicação efetiva no ambiente hospitalar:
Padronizar protocolos e rotinas institucionais;
Padronizar as informações mínimas que devem ser registradas na passagem de plantão
e na transferência de pacientes;
Padronizar as informações de prescrição médica, evolução e pareceres;
Utilizar somente abreviaturas padronizadas pela instituição;
Realizar registros no prontuário de maneira clara, objetiva, completa, legível e sem
rasuras, acrescentando sempre nome legível e número do registro profissional após.
Certificar-se de que a informação recebida foi compreendida e registrada corretamente
por quem a recebeu (técnica read back, ou “ler de volta”);
Realizar auditoria sistematizada e periódica a fim de identificar possíveis falhas de
comunicação;
Erros que podem ocorrer no ambiente hospitalar:
Erros relacionados à suspensão de cirurgias, de procedimentos / exames e o tempo
prolongado do jejum;
Erros relacionados à cadeia medicamentosa (falhas de redação e interpretação da
Prescrição Médica, dispensação e preparo dos medicamentos, uso de siglas,
abreviaturas, rasuras, entre outros);
Erros relacionados à emissão das informações nas situações críticas como: passagem de
plantão, rounds, ferramentas para troca de equipes e transferências entre unidades,
assim como a ausência de displays, painéis e ferramentas para formalização da
comunicação entre as equipes.
A falta de processos de comunicação integrados entre as diversas equipes de
profissionais e os serviços de saúde são fatores que contribuem para as falhas no
atendimento. A recomendação de ouvir e repetir para o interlocutor a
informação/ordem/prescrição recebida é considerada uma medida de segurança para
garantir uma comunicação clara, precisa, completa e sem ambiguidade para o receptor.
A predominância de falhas nos processos de comunicação institucionais é apontada
também como fonte de risco para a ocorrência de eventos adversos em outras situações
durante a internação. Suspensões de cirurgias, de procedimentos e de exames são
comuns quando a comunicação não é efetiva entre as equipes médicas, de enfermagem
e de nutrição. Além disso, pacientes ficam submetidos a tempos prolongados sem
receber alimentação e, muitas vezes, não tem a dietoterapia adequada devido a essas
falhas que geram atrasos e não atendimento ao paciente.
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Outro processo crítico de comunicação para o risco de ocorrência de eventos adversos
é entre a farmácia, enfermagem e equipe médica. Situações de falhas de redação e
interpretação de prescrição médica, assim como a dispensação e preparo de
medicamentos são momentos anteriores ao processo de administração de
medicamentos que podem induzir ao erro da equipe de enfermagem
Saber escutar: Sem interferir ou julgar, valorizar as preocupações do colaborador, dos
pacientes e familiares, demonstrar interesse pelo colaborador, paciente e/ou familiar,
por suas preocupações;
Ao fornecer informações, deve-se adotar linguagem clara, simples e acessível
(considerar idade e capacidade de compreensão), de forma a atender as necessidades
do indivíduo naquele momento;
Atentar-se para a influência do ambiente na comunicação, buscando manter o silêncio,
ausência de interrupções e privacidade;
Buscar avaliar o grau de compreensão para as informações transmitidas, realizando
perguntas abertas que permitam avaliar se a pessoa entendeu o que foi informado e
uso de perguntas fechadas (para confirmar ou refutar informações);
Aplicar estratégias para comunicar informações importantes, usando recursos de cores,
desenhos, linguagem de sinais e outros métodos adequados para comunicação, com
resposta as demandas e necessidades específicas.
Os pacientes podem estar especialmente vulneráveis a danos imediatamente após alta
hospitalar, por várias razões: falta de preparo para o autocuidado; falta ou inadequação
de orientação; falta de acesso a profissionais de saúde que tenham conhecimento de
seu plano de cuidado, quando as dúvidas surgem; descontinuidade do cuidado na
interface do atendimento hospitalar e ambulatorial; transferência incorreta ou
incompleta de informações, além de ausência de sistema integrado de informações nos
diferentes serviços de atendimento à saúde do paciente.
Bom trabalho!
Prof.ª. Silvia