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Propriedades e Classificação de Combustíveis

O documento aborda os combustíveis, suas características e classificações, destacando a importância de sua composição química na combustão e no desempenho energético. Apresenta dados sobre a oferta interna de energia no Brasil e a matriz de consumo, além de discutir as propriedades dos combustíveis e a análise necessária para entender seu comportamento durante a queima. Enfatiza a relevância do carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e enxofre na qualidade dos combustíveis e suas implicações ambientais.
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Propriedades e Classificação de Combustíveis

O documento aborda os combustíveis, suas características e classificações, destacando a importância de sua composição química na combustão e no desempenho energético. Apresenta dados sobre a oferta interna de energia no Brasil e a matriz de consumo, além de discutir as propriedades dos combustíveis e a análise necessária para entender seu comportamento durante a queima. Enfatiza a relevância do carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e enxofre na qualidade dos combustíveis e suas implicações ambientais.
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JORGE R.

HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

COMBUSTÍVEIS

JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO


GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA


CENTRO DE TECNOLOGIA E GEOCIÊNCIAS
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

REAÇÃO DE
Os combustíveis são substancias que em COMBUSTÃO
contacto com um agente oxidante,
normalmente oxigênio, sofre uma
reação química que libera energia
térmica.

Embora muitas substâncias possam apresentar esta característica,


apenas algumas delas podem ser consideradas na prática como
combustíveis com importância comercial e industrial.

Assim, uma substância pode ser considerada como combustível se:

! for abundante na natureza (ou fácil de produzir artificialmente)


! desprender suficiente quantidade de calor na queima
! apresentar custos relativamente baixos de extração, produção
e transporte
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Os combustíveis podem ser caracterizados pelas suas


propriedades físico-químicas e a classificação mais comum se da
de acordo com o estado da matéria;

! Combustíveis Sólidos
! Combustíveis Líquidos
! Combustíveis Gasosos

Ainda, estes podem ser classificados como sendo;

Naturais ou Primários:
lenha;
extraídos diretamente da carvão mineral;
natureza gás natural

artificiais ou secundários: carvão vegetal;


coque;
obtidos através de um GLP;
processo tecnológico
alcool
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OFERTA INTERNA DE ENERGIA – BRASIL 2007 (%)


Fonte: Ministério de Minas e Energia - Brasil

238,3 milhões tep


PETRÓLEO e
BIOMASSA DERIVADOS
30,9% 37,4%

HIDRÁULICA E
ELETRICIDADE
CARVÃO
14,9% GÁS NATURAL
MINERAL Biomassa:
URÂNIO 6,0% 9,3%
lenha 12%
1,4%
produtos da cana 15,7%
outras 3,2%
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

OFERTA INTERNA DE ENERGIA (%)


Fonte: Ministério de Minas e Energia - Brasil

100%
BIOMASSA

30,9
80% HIDRÁULICA E
44,8 ELETRICIDADE

URÂNIO
60% 14,9

6,1 1,4
0,0 6,0 CARVÃO
0,4 3,1
MINERAL
40% 9,3
GÁS
NATURAL
45,6
20% 37,4 PETRÓLEO e
DERIVADOS

0%
1973 2007
82,1 238,3 milhões tep
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

OFERTA INTERNA DE ENERGIA (% )– BR 1940 / 2006


Fonte: Ministério de Minas e Energia - Brasil
OUTRAS
100%
PRODUTOS DA CANA

80%
LENHA & [Link]

URÂNIO
60%
HIDRÁULICA

40% GÁS NATURAL


CARVÃO MINERAL

20%
PETRÓLEO E DERIVADOS

0%

1994

2000

2006
1988
1940

1946

1952

1958

1964

1970

1976

1982
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

MATRIZ DE OFERTA DE ENERGIA (%)


Fonte: Ministério de Minas e Energia - Brasil

100% 4,2
2,0 10,5
11,0 2,2
30,9 6,3 BIOMASSA
80%
20,4 HIDRÁULICA E
25,3 ELETRICIDADE
60% 14,9 URÂNIO

1,4 21,8 CARVÃO


6,0 MINERAL
20,7
40% 9,3 GÁS NATURAL

PETRÓLEO e
DERIVADOS
20% 37,4 40,6 35,0

0%
BRASIL 2007 OECD 2005 MUNDO 2005
238 5.548 11.434 milhões tep

OECD (Organization for Economic Cooperation and Development)


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OCDE
Países membros da OCDE

Países convidados a
iniciar o processo de
incorporação à OCDE

Países com os quais a


OCDE tem reforçado seu
compromisso

Países que tem iniciado o


processo de incorporação

30 países membros CHILE


ESLOVENIA
Alemanha Grécia Polônia ESTONIA
Austrália Hungria Portugal ISRAEL
Áustria Irlanda Reino Unido RUSIA
Bélgica Islândia República
Canadá Itália Checa
Coréia Japão República Cooperação reforçada
Dinamarc Luxembur Eslovaca
a go Suécia BRASIL
Espanha México Suíça CHINA
Estados Noruega Turquia INDIA
Unidos Nova INDONESIA
Finlândia Zelândia SUDÁFRICA
França Países
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ENERGIA E POPULAÇÃO NO MUNDO 2004 (%)


Fonte: Ministério de Minas e Energia - Brasil

100 5,2
9,2 ÁFRICA
4,3 13,7
5,8
11,5 7,0
AMÉRICAS
80 10,1 SUL&CENTRAL
14,5
13,7
0,9 32,2
0,6 ÁSIA EXC. CHINA
60 8,7
13,4
4,3

40 12,8 CHINA
20,5

EUROPA Ñ OECD
49,1 0,9
4,5 RUSSIA ANTIGA
20 34,4 2,9
ORIENTE MÉDIO
18,3
OECD
0
DEMANDA PRODUÇÃO POPULAÇÃO

11.223 Mtep 11.213 Mtep 6.352 Mhab


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EMISSÕES DE CO2 2004 – MUNDO (milhões t)


Fonte: Ministério de Minas e Energia - Brasil
14.000
12.911
Emissões mundiais
12.000 de CO2 = 26.583 Mt

10.000

8.000

6.000
4.769

4.000
2.313 2.499

2.000 1.183 907 814 922


265
0

ÁFRICA
EUROPA NÃO
OECD
MÉDIO

RUSSIA ANTIGA

CHINA

ASIA
ORIENTE

BUNKER
OECD

SUL&CENTRAL
AMÉRICAS
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MATRIZ DE CONSUMO FINAL DE ENERGIA (%)


Fonte: Ministério de Minas e Energia - Brasil

100%
6,8 9,3 7,2
USO NÃO-
ENERGÉTICO
19,0
80%
31,5 37,6 OUTROS
9,7 SETORES

60%
7,0 SETOR
26,7 7,9 ENERGÉTICO

40% 19,7
31,3 TRANSPORTE

20% 37,8 INDÚSTRIA


27,5
20,8
0%
BR 2007 OECD 2005 OUTROS 2005

215 4.144 4.196 milhões tep


JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Os principais elementos químicos presentes na composição


da maioria dos combustíveis comerciais são;

carbono (C), hidrogênio (H), oxigênio (O), nitrogênio (N)


e enxofre (S).

" O carbono, hidrogênio e enxofre são elementos que oxidam na


presença de oxigênio e são responsáveis diretos da qualidade do
combustível.
" O enxofre, embora seja um elemento combustível, a sua
presença é indesejada devido a que contribui na formação de
substâncias tóxicas e corrosivas.
" Da mesma forma, a presença de nitrogênio contribui para a
formação de óxidos de nitrogênio que é um elemento altamente
poluente.
" O oxigênio presente no combustível faz com que haja
necessidade de menos ar para combustão
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

" Dentre os elementos químicos combustíveis (C, H, S) o carbono é o


elemento principal, tem poder calorífico alto (34 MJ/kg) e apresenta
uma fração percentual da ordem de 50 a 75% na composição de
combustíveis sólidos, e da ordem de 83 a 85% em óleos
combustíveis.
" O hidrogênio tem poder calorífico maior (120 MJ/kg), mas a sua
fração percentual na composição de combustíveis sólidos é muito
pequena, da ordem de 2 a 4%, sendo um pouco maior em
combustíveis líquidos (10 a 12%).
" Por sua vez, o enxofre tem um poder calorífico baixo (9,3 MJ/kg) e a
sua participação na composição do combustível (sólido ou liquido) é
relativamente baixa ( 0 a 5%), razão pela qual não tem importância
como elemento combustível
" Num combustível gasoso, os elementos combustíveis carbono e
hidrogênio se encontram combinados na forma de um
hidrocarboneto.
" Em geral um gás combustível é formado por um mistura mecânica de
muitos hidrocarbonetos diferentes, além de outros gases como
nitrogênio, oxigênio, monóxido de carbono e dióxido de carbono.
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Propriedades de um combustível
O conhecimento da composição e das propriedades de um
combustível é importante não só no projeto como na operação de
equipamentos que envolvem o processo de combustão

Fornalhas em unidades geradoras de vapor


JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Fornalhas em unidades geradoras de vapor


JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Câmara de combustão de motores alternativos


JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

câmara de combustão de turbinas a gás.

Turbina a gás industrial


Heavy duty
General Electric

Turbofan
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câmara de combustão de turbinas a gás.


JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Por outro lado, as características do combustível repercutem


diretamente no manuseio, armazenamento e transporte do combustível,
além do dimensionamento de equipamentos auxiliares como bombas,
tubulações, sistema de alimentação, tubulações, etc.

Oleoduto
Gasoduto

Transporte e estocagem de bagaço de cana


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Algumas das propriedades são comuns a todos os combustíveis,


enquanto outras são específicas.

Dentre as propriedades que são comuns podemos destacar o Poder


Calorífico e a Composição química elementar

Dentre as propriedades específicas destaca-se, para os


combustíveis gasosos a densidade, o índice de Wobbe e a
velocidade de chama.

Para os óleos combustíveis, a Viscosidade, o Ponto de fulgor, a


densidade e o ponto de fluidez.

Para os combustíveis sólidos a Análise Imediata, a Granulometria


e a Temperatura de fusão das cinzas.
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A composição do combustível é essencial para avaliar teoricamente


a combustão e determinar estequiometricamente as condições mais
adequadas para a queima do combustível.

Uma análise dos produtos resultantes após a combustão também é


essencial para poder fazer balanços térmicos e também identificar
a quantidade e tipo de substancias liberadas para o meio
ambiente.

Para isto são utilizadas técnicas padronizadas para análise e estas


podem ser de dois tipos:

" Análise elementar


" Análise imediata

Os métodos empregados na análise imediata são relativamente


simples e rápidos, motivo pelo qual a análise imediata dos
combustíveis é mais comumente empregada que a análise elementar,
cuja realização é sempre mais complexa.
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Análise elementar:

A analise química elementar de uma amostra de combustível define o


conteúdo, em percentagem de massa ou volume, dos elementos
que formam parte da composição química do combustível, ou seja,
carbono, hidrogênio, enxofre, oxigênio, nitrogênio, umidade, cinzas e
outros componentes de menor importância.

Esta composição é determinada experimentalmente e representa uma


informação essencial para análise do processo de combustão, que
envolve o cálculo da quantidade de ar necessário para a combustão e
quantidade e tipo de gases gerados e energia liberada no processo de
combustão.

Estas informações também possibilitam avaliar analiticamente o


poder calorífico do combustível.
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Análise imediata:

A análise imediata de uma amostra de combustível define o conteúdo,


em percentagem de massa ou volume, de carbono fixo, voláteis,
cinzas e umidade.

Estes parâmetros estão relacionados diretamente com a utilização do


combustível e são importantes para o cálculo do projeto da fornalha e
das quantidades necessárias de ar primário e secundário em função
da percentagem de voláteis presentes no combustível.

Também o teor de voláteis tem um papel importante durante a


ignição e as etapas iniciais da combustão de combustíveis sólidos.

Carbono fixo: É o resíduo combustível deixado após a liberação da


umidade e matéria volátil, e consiste principalmente de carbono,
embora contenha ainda alguns elementos voláteis não liberados (O2;
H2; N2, S)
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Materiais voláteis: É a parte do combustível que se separa na forma


de gases quando o combustível é submetido a um teste padrão de
aquecimento. Ela se compõe de gases combustíveis (como metano,
monóxido de carbono, hidrogênio) e de gases não combustíveis
(Oxigênio e Nitrogênio).
Como a quantidade de material volátil indica o combustível gasoso
presente no combustível, ela afeta:

" A mecânica de acendimento


" O volume da fornalha
" O arranjo das superfícies de troca térmica.

Cinzas: É determinada pela combustão completa do combustível e


engloba todos os constituintes minerais do combustível. Estes
constituintes aparecem práticamente só nos combustíveis sólidos e
compreendem compostos de; Óxido de alumínio (Al2O3); Óxido
férrico (Fe2O3); Óxido de silício (SiO2); Óxido de Potássio (K20);
Óxido de Calcio (CaO); Óxido de Magnésio (MgO); etc.
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O teor e ponto de fusão das cinzas constituem fatores importantes na


escolha do tipo de fornalha.
As cinzas de baixo ponto de fusão podem causar problemas na
operação de uma fornalha;
" Entopem a passagens de grelhas
" Obstruem a entrada de ar de combustão
" Depositam-se nas paredes de tijolos refratários, tubos das paredes
de água, tubos dos superaquecedores, alterando as características
de troca térmica

Cabe destacar que nem sempre a deposição de cinzas nas grelhas


de uma fornalha é indesejada. Se a deposição não entupir a
passagem do ar de combustão, as cinzas depositadas servem como
uma proteção térmica das grelhas.
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Umidade: Representa a perda em peso do combustível sólido quando


aquecido em estufa a 110 oC e corresponde a água retida
mecanicamente. A avaliação deve ser realizada com uma pequena
quantidade de combustível (100 g) finamente dividido.

Vale salientar que o conteúdo de água aqui medido representa a água


que reside no combustível e que varia conforme a umidade relativa do
ar (condição de equilíbrio).
Assim, a água que entra na composição química do combustível (que
faz parte das moléculas dos seus constituintes) não se acha incluída
nesta umidade e nem aquela adquirida pela exposição à chuva.
Esta última pode ser eliminada facilmente por ventilação natural ou
pelo aquecimento em estufa a 50oC.
O elevador teor de úmidade tem uma grande influência no processo de
combustão e afeta o Poder calorífico do combustível.
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Tipos de base para os dados de composição

A apresentação dos dados de composição elementar e imediata


podem ser oferecidos em base seca, base úmida e base combustível.
As duas primeiras são as bases mais usuais.

Base seca: representa a composição do combustível (em massa ou


volume) desconsiderando o teor de umidade presente no combustível
• Análise elementar: %C + %H + %O + %N + % S + %cinzas = 100%
• Análise imediata: %carbono fixo + %cinzas + %voláteis = 100%

Base úmida: representa a composição do combustível (em massa ou


volume) incluindo o teor de umidade presente no combustível

• Análise elementar: %C + %H + %O + %N + % S + %cinzas +


%umidade = 100%
• Análise imediata: %carbono fixo + %cinzas + %voláteis +
%umidade = 100%
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Base combustível: representa a composição considerando apenas os


elementos orgânicos do combustível e sem considerar o teor de
umidade

• Análise elementar: %C + %H + %O + %N + % S = 100%


• Análise imediata: %carbono fixo + %voláteis = 100%

Procedimentos de uma análise imediata


A seguir é descrito um procedimento padrão para a realização de
uma análise imediata.
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Determinação do Teor de Umidade:

• Pesar de 1,0g do combustível, com precisão 1mg em um


cadinho SEM tampa.
• Colocar numa estufa a 105±5oC durante uma hora e
meia.
• Retirar da estufa e colocar no dessecador para esfriar
• Pesar com a mesma precisão.

Determinação do Teor de Matéria Volátil:

• Colocar 1,0 g de combustível, isento de umidade e de


granulometria inferior a 0,210mm e superior a 0,150mm em um
cadinho COM tampa, previamente seco e tarado.
• Colocar o cadinho com a amostra de carvão vegetal sobre a porta
da mufla previamente aquecida a 980±10oC durante 3 minutos.
• Após 3 minutos, colocar o cadinho no meio da mufla e deixá-lo por
7 minutos com a porta fechada.
• Retirar a amostra da mufla, deixar resfriar no dessecador e
determinar a massa final.
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Determinação do Teor de Cinzas:


• Colocar 1,0 g de combustível, isento de umidade e de granulometria
inferior a 0,210mm, em um cadinho SEM tampa, previamente seco e
tarado.
• Colocar o cadinho com a amostra de combustível e na mufla
previamente aquecida a 700±10oC.
• Deixar o cadinho na mufla até que o carvão se queime
completamente.
• Retirar a amostra da mufla, esfriar no dessecador e determinar a
massa final.

Determinação do Teor de Carbono Fixo:


A determinação do carbono fixo é feita por diferença entre a soma dos
teores (%) de umidade, matéria volátil e cinzas e 100%.

[1] ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Carvão Vegetal - Análise Imediata. NBR-
8112 (MB1857), Outubro 1986.
[2] ASTM. American Society for Testing and Materials. Standard Practice for Proximate
Analysis of Coal and Coke. D3172-89, 1997, 3p
[3] ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Carvão mineral - Determinação de
umidade. NBR8293 (MB1893), 1983.
[4] ASTM. American Society for Testing and Materials. Standard Test Methods for Analysis of
Wood Fuels. E870-82(1998), 2p.
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Caracterização dos Combustíveis Sólidos:

Um combustível sólido costuma ser identificado pelas seguintes


propriedades:

• Análise imediata (se possível análise elementar)


• Poder Calorífico (inferior e superior)
• Densidade
• Granulometria ou estado de divisão:
• Temperatura de fusão das cinzas

O poder calorífico: representa a quantidade de energia liberada por


unidade de massa ou volume do combustível e o valor depende da sua
composição. Pode ser determinado:

• Experimentalmente (Bomba calorimétrica)


• Aplicando a primeira lei da termodinâmica à reação química
da combustão
• Através de formulas semi-empíricas
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Para combustíveis sólidos e líquidos o poder calorífico inferior pode ser


calculado com uma boa aproximado pela seguinte relação;

Formula de D.I. Mendeleev PCI: poder calorífico inferio (kJ/kg comb)


C: teor de carbono (kg C/kg combustível)

PCI = 33900 C + 103000 H − 10900[O − S ] − 25W


H: teor de hidrogênio (kg H/kg combustível)
O: teor de oxigênio (kg O/kg combustível)
S: teor de enxofre (kg S/kg combustível)
W: teor de umidade (kg de água S/kg combustível)

O relação entre poder calorífico inferior e superior dependerá


unicamente do calor latente de evaporação;

PCI = PCS − 2440(9H + w )


w: teor de umidade (kg água/kg combustível)
9H: representa a parcela de vapor de água formada pela
combustão do hidrogênio
PCS: Poder calorífico superior (kJ/kg comb)
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Dispositivo experimental para determinação do poder calorífico:

A bomba calorimétrica é constituída


basicamente de três partes:

1. Um vaso de decomposição, contendo o


oxigênio e o combustível e onde a
reação é realizada.

2. um recipiente contendo uma


quantidade bem definida de água e
onde são imersos a bomba, o
termômetro e um dispositivo agitador.

3. uma camisa isolante que evita a perda


de energia para o meio ambiente.

Este dispositivo permite determinar o PCS de combustíveis sólidos e


líquidos.
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No vaso de decomposição existe um cadinho onde é colocada uma


amostra do combustível (em torno de 1 grama).
A bomba é hermeticamente fechada e pressurizada com oxigênio
(aproximadamente 30 bar) de forma a garantir oxigênio suficiente para
a queima completa do combustível.
O calor liberado na reação de combustão é transferido para a água
contido no calorímetro e a elevação de temperatura desta registrado por
um termômetro em contato com a água.
A função do agitador é homogeneizar a temperatura da água.
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Densidade:

Nos combustíveis sólidos a densidade é importante para dimensionar


sistemas de armazenamento (silos, área aberta, etc), sistema de
transporte (esteira, pneumático), sistemas de combustão (tamanho
da grelha, velocidade em grelha móvel), etc.

Densidade Aparente: representa a razão entre a massa da


partícula e o seu volume externo
Densidade Real : é também conhecida por densidade verdadeira
ou esquelética. Representa a razão entre a massa da partícula e
o volume da fase sólida da partícula (sem os poros)
Densidade Global (ou de Leito) : Representa a densidade de um
leito fixo constituido de um conjunto de partículas sob pressão
ambiente.
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A porosidade de partículas é um
parâmetro importante que serve para
determinar taxas de combustão e
gaseificação,

a porosidade de leitos é utilizado nos


cálculos das perdas de carga (Número de
Reynolds, velocidade do escoamento, etc)

Densidade média de alguns combustíveis sólidos


Fonte: Combustão de sólidos, apostila do IPT
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Estado de divisão (granulometria): Estado de divisão de um


combustível sólido tem importância no transporte, armazenagem,
sistemas de alimentação e queima do combustível. Partículas
pequenas;
• Entopem grelhas,
• Tornam difícil a passagem do ar de combustão,
• São arrastadas sem terem sido completamente queimadas.
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As dimensões das partículas são empregadas no cálculo do número de


Reynolds, a partir do qual pode-se calcular;
As velocidades terminais,
Velocidades de mínima fluidização,
Os coeficientes de transferência de calor, etc.

• Na análise granulométrica o material sólido


normalmente é seco e passado por um
conjunto de peneiras, com aberturas
decrescentes.

• As frações mássicas retidas em cada uma delas


são apresentadas de forma individualizada e
acumulada,

• No Brasil as análises granulométricas se


baseiam na Norma ABNT-NBR 6946/94.
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a) Agitador eletro-magnético e peneiras redondas para análise


granulométrica.
b) Distribuição das partículas nas peneiras.

O tamanho das peneiras são classificadas de acordo com o tamanho da


malha (mesh)
Define-se por mesh como sendo número de abertura por polegada linear
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Métodos Microscópicos
Além do tamanho de partículas o microscópio permite caracterizar a
morfologia das partículas.

Micrografias de: (a) esferas de vidro; (b) areia; (c) alumina


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Em geral a distribuição granulométrica dos combustíveis sólidos é


muito variada e para os cálculos de propriedades de transporte como
a velocidade terminal e velocidade mínima de fluidização,
normalmente se emprega o diâmetro médio.

Fração mássica retida na peneira i

Número de peneiras

Média da abertura das peneiras passante e retida


JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Formato das partículas:


A maioria das partículas sólidas não são esféricas e como para a
avaliação da maioria dos fenômenos de transporte envolvendo material
particulado, o que importa é a área externa da partícula, utiliza-se a
esfericidade para calcular a área real das partículas.

A análise granulométrica, para partículas não esféricas, superestima o


seu diâmetro.

A esfericidade de uma partícula


com determinado volume pode
ser definida como:

Esfericidade de alguns sólidos


Fonte: Combustão de sólidos, apostila do IPT
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Ângulo de repouso:

• Um dos maiores problemas para a utilização de combustíveis


sólidos é garantir o seu escoamento uniforme em silos de
armazenagem.

• Um dos parâmetros mais importantes no projetos de silos é o


ângulo de repouso do material sólido.

• O ângulo de repouso é calculado


simplesmente enchendo um cilindro largo
com o material e deixando-o cair por sobre
uma superfície horizontal, formando uma
pilha.

• O ângulo formado entre o piso horizontal e um dos lados é o


ângulo de repouso.

• Materiais com ângulos de repouso maiores que 45° podem não


escoar adequadamente, mesmo em silos verticais cilíndricos,
exigindo silos com ângulos invertidos (formato de um tronco de
cone) ou sistemas de agitação.
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Temperatura de fusão das cinzas:

é determinada pelo aquecimento lento (em torno de 8 K/min) de cones,


pirâmides, ou cubos de cinzas em uma fornalha, geralmente de
atmosfera redutora.

Este método é denominado de Método do Cone e normalmente são


determinadas as temperaturas de deformação inicial, de amolecimento e
de fluidez. O procedimento experimental é descrito a seguir;

Uma amostra e cinzas e escorias é retirada da fornalha e transformada


em pó por algum processo de moagem. Com este pó forma-se um cone
(pirâmide ou cubo) cuja dimensões são de aproximadamente 6 mm de
base e 13 mm de altura.

No passo seguinte o cone é colocado num forno e aquecido


gradualmente.

Durante o aquecimento são observadas as deformações do cone e


registradas as temperaturas características.
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Temperatura ambiente:
condição inicial

Temperatura inicial de deformação:


Esta é a primeira temperatura característica observada durante o
processo de aquecimento gradual e está associada ao
aparecimento de um arredondamento na parte superior da
amostra, aparentando uma esfera.

Temperatura de amolecimento:
Com o aumento da temperatura a base fica mais larga e a
amostra adquire um formato hemisférico

Temperatura de fluidez:
Verifica-se que a amostra esparrama sobre a superfície
tendendo a uma camada plana
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Combustíveis Sólidos:

Como já foi dito os combustíveis podem ser encontrados na forma


natural ou artificial.

Naturais: Artificiais:

• Madeira • Carvão vegetal: destilação seca da


• Resíduos de colheita ou madeira
processos • Coque de carvão: destilação seca
• Bagaço da cana, casca de do carvão mineral
arroz, casca de arvores, • Coque de petróleo: resíduos do
casca de castanha, etc processamento do petróleo.
• Carvão mineral • Briquetes: carvão de pequena
• Turfa granulometria misturado com
aglutinantes
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Madeira ou lenha:
Este insumo energético ainda desempenha um papel importante na
matriz energética brasileira, seja como combustível domestico, como
matéria prima para a produção de carvão vegetal ou ainda como
combustível em alguns setores industriais, por exemplo, fornos de
calcinação de cimento e gesso.

CONSUMO FINAL POR FONTE (%) ESTRUTURA DO CONSUMO NO SETOR


INDUSTRIAL (%)
100%
100%
90% OUTRAS
GÁS NATURAL
80% OUTROS
80%
70%

60% DERIVADOS DE PETRÓLEO


60%
50% ELETRIC IDADE

40% 40%
ÁLC OOL
30% ÓLEO C OMBUSTÍVEL
ELETRIC IDADE
20% 20% BAGAÇ O DE C ANA
BAGAÇ O DE C ANA
10% LENHA
LENHA
0%
0%
1973

1976

1979

1982

1985

1988

1991

1994

1997

2000

2003
1973

1976

1979

1982

1985

1988

1991

1994

1997

2000

2003
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A madeira verde tem acima de 40% de umidade, sendo que quando


estocada a sua umidade se reduz para 20% ou menos.

O poder calorífico depende da espécie da madeira e diminui com o


conteúdo de umidade.

Análise química elementar de lenha de eucalipto


(Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência)

Análise imediata de lenha de eucalipto


(Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência)
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Análises típicas de diversas espécies de madeiras:

Densidade de eucalipto a granel em função do teor de umidade:

Esta propriedade (densidade) é comum a todos os tipos de combustíveis, sendo de


fundamental importância para definir, no caso de combustíveis sólidos, aspectos
sobre transporte e armazenagem.
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Resíduos vegetais:

Os resíduos vegetais industriais reapresentam uma importante fonte de


energia que pode ser aproveitada no próprio local de produção.

A serragem, que representa um produto secundário das industrias de


transformação de madeiras, pode servir como insumo energético em
fornalhas especialmente projetadas para este tipo de combustível.

A borra de café é um resíduo industrial do café solúvel. Quando


extraída do silo apresenta um teor de umidade de 79% e devera passar
por um processo de secagem para a sua utilização como combustível
(em torno de 25 a 30% de umidade). Recomenda-se utiliza-la a medida
que atravessa o processo de secagem num sistema integrado onde é
aproveitado o calor dos gases de escape da própria caldeira onde é
queimada a borra.

O poder calorífico da borra seca é aproximadamente 23,6 MJ/kg e a sua


análise elementar em massa é;

Carbono (48,5%);Hidrogênio (9,6%); Oxigênio (35,8%); Cinzas (4,1%)


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A tabela a seguir mostra o poder calorífico de alguns combustíveis


resíduos de biomassa e a sua comparação com o carvão vegetal e
mineral.

Poder calorífico de combustíveis sólidos:


(Fonte- Apostila, curso de combustão industrial do IPT)

Composição de biomassa:
(Fonte: Geração Termelétrica – Lora e Nascimento – Ed. Interciência)
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Carvão vegetal:

O processo de produção de carvão vegetal é conhecido como


carvoejamento e é tradicionalmente produzido em fomos de alvenaria,
normalmente em condições precárias, nos próprios locais de
desmatamento e posteriormente transportado, em caminhões-gaiola
ou ensacado, até o local de consumo.

(Roberto Garcia em “Combustí


Combustíveis e Combustão Industrial”
Industrial” Ed. Interciência.)
Interciência.)
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Pela sua utilização em indústrias siderúrgicas, muitas empresas desse


ramo têm investido no desenvolvimento de fornos metálicos contínuos
e em tecnologias para se coletar os gases emanados durante o
processo de carvoejamento. Desta forma podem-se aproveitar os
compostos ali presentes e, ao mesmo tempo, se evitar a poluição
atmosférica causada pela atividade.

Os consumos de lenha por metro cúbico de carvão produzido são, em


média, os seguintes:

• 3,1 st para lenha de mata nativa; st significa “estéreo”


• 1,9 st para lenha de reflorestamento “estéreo” representa 1 m3 de lenha
empilhada
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A composição elementar do carvão vegetal é função da temperatura


em que foi realizado o carvoejamento e do tipo de madeira utilizada.

Composição elementar e rendimento em relação à madeira seca


em função da temperatura de carbonização.
(Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência).
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Composição elementar do carvão vegetal da Amazônia: produzido a


partir de madeira nativa da floresta amazônica de uma região próxima
de Manaus
(Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência).

Análises imediatas típicas para carvões vegetais:


(Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência).
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Composição das cinzas de carvão vegetal:


(Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência).
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Fusibilidade das cinzas de carvão vegetal:


(Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência).
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Bagaço de cana:

O bagaço de cana de açúcar é o resíduo sólido fibroso resultante da


moagem da cana para a extração da garapa, a qual posteriormente
poderá ser fermentada para a produção de álcool etílico ou processada
para a produção de açúcar.

A produção de bagaço de cana representa 25% da massa da cana bruta


e a produção de cana em termos médios de Brasil é de 55 ton/ha.

A produção de álcool em uma destilaria autônoma é de 70 litros por


tonelada de cana.

Composição média do bagaço de cana fresco segundo Valsechi:


(Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência).
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Composição do bagaço de cana segundo Patil:


(Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência)

Composição da fibra da cana de açúcar segundo Patil:


(Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência)
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

O bagaço fresco, exposto ao ar, fermenta com muita facilidade. Nestas


condições, o calor desprendido pelo processo exotérmico da
fermentação, que se realiza à custa dos açúcares presentes, faz com que
haja intensa perda de água por evaporação, ficando o conjunto, depois
de algum tempo, com um teor de umidade da ordem de 8 a 14%.

Composição elementar do bagaço de cana, segundo vários


autores, % massa:
(Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência)
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Massa Específica:
A massa específica do bagaço com teor de umidade de 48%
(condição de saída da moenda) é entre 112 kg/m3 e 140 kg/m3

Poder Calorífico:

PCS = 4600 − 12S − 46W

PCI = 4250 − 12 S − 48W

S: Teor de açúcar considerado constante (4%)


W: Teor de umidade em % (massa)
PCI e PCS: Poder calorífico inferior e superior em kcal/kg
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Poderes caloríficos do bagaço de cana em função dos teores de


umidade, segundo Hugot. (uso das correlações acima)
(Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência)
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Poder Calorífico do bagaço de cana:


segundo Regino Velasquez (Boletim
Azucarero Mexicano).

segundo Norris (Bol. 40,


[Link] Hawai).

(Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência)


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Carvão mineral:
É uma substância mineral, rica em carbono, contendo,
ainda, menores quantidades de oxigênio, enxofre e
nitrogénio.
O carvão é fruto de um processo geológico, onde
durante milhares de anos substâncias orgânicas foram
decompondo-se pela ação de microorganismos.

Depois do petróleo, é a fonte de energia primária mais utilizada no


mundo.
Na indústria pode ser usado como combustível nas centrais termelétricas
ou como redutor (para a produção do ferro gusa) nas siderúrgicas.
Neste último caso, a destilação do carvão (tratamento térmico em
retortas especiais onde o carvão é colocado sob pressão), ocorre
desprendimento de gases e o volume da substância sólida se contrai um
pouco, facilitando a retirada do coque.
Este processo de destilação fornece gases combustíveis, alcatrão e ácido
pirolenhoso, substâncias com as quais pode-se obter naftalina,
fertilizantes, tintas, perfumes, plásticos, etc
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Existe uma variedade de carvões que pode ser classificada conforme a


suas propriedades (dureza, teor de carbono, teor de voláteis, etc) e seu
aspecto físico. Entre estes temos o Antracito, Linhito, carvão
betuminoso, carvão sub-betuminoso e carvão semi-betuminoso,
estes três últimos são também conhecidos como Hulha.

Classificação de Carvões:
fonte: Combustão, combustíveis e câmaras de combustão – Dmitri Vlassov – Ed. da UFPR
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Tabela obtida de “Combustion and Fuels” - 1997 ASHRAE


Fundamentals Handbook.
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Analise elementar do carvão mineral: (Fonte: “Combustion


and Fuels” - 1997 ASHRAE Fundamentals Handbook.)

Numa classificação de acordo com o teor de voláteis designa-se por carvão betuminoso
todo o carvão com alto teor de matérias voláteis (acima de 18%). Segue-se o carvão sub-
betuminoso (matérias voláteis entre l0 e 18%) e o antracito (matérias voláteis entre 5 e
10%).
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Teor de oxigênio e idade do carvão:


fonte: Combustão, combustíveis e câmaras de combustão – Dmitri Vlassov – Ed. da UFPR

Quanto maior o teor de oxigênio no combustível mais novo será


esse combustível.
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Antracito:
É um carvão duro e denso que apresenta, comparativamente, o
maior conteúdo de carbono fixo e o menor teor de voláteis.
Seu alto conteúdo de carbono lhe confere um alto poder
calorífico.
É difícil iniciar a sua ignição, entretanto, uma vez iniciada
queima sem dificuldade.
Queima uniformemente, desprende pouca fumaça e a chama é
curta. A sua cor é negra com brilho vítreo.
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Linhita:
É uma variedade de carvão de qualidade intermediara, com baixo
poder calorífico devido a seu alto teor de umidade e baixo teor de
carbono.
Apresenta uma estrutura fibrosa e lenhosa (parecida com a madeira).
Tem uma maior tendência a desintegrar que o carvão sub-betuminoso
e também mais fácil para entrar em ignição espontânea. É considerado
um carvão mole
A sua cor é marrom ou negra.
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Carvão Nacional:
O carvão nacional caracteriza-se por apresentar um baixo poder
calorífico e elevado teor de cinzas e enxofre, variando de acordo com
a região ou mina onde é extraído.

Especificações dos carvões energéticos brasileiros (Da Silva, 1992):


(fonte: Geração Termelétrica – Lora e Nascimento – Ed. Interciência)
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Análise imediata de alguns carvões brasileiros (CNP, 1978):


(fonte: Geração Termelétrica – Lora e Nascimento – Ed. Interciência)

Fusibilidade das cinzas:


(fonte: Geração Termelétrica – Lora e Nascimento – Ed. Interciência)
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Mina de carvão a céu aberto em Wyoming - EUA: camada com 60


pés de espessura
Produz carvão sub-betuminoso e Linhito.
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Características do carvão mineral brasileiro (UNICAMP, 1999). Os


dados assinalados com * (GERASUL, 2000);
(fonte: Geração Termelétrica – Lora e Nascimento – Ed. Interciência)
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Propriedades de alguns carvões internacionais (Babcock & Wilcox,


1992 e Nijio, 1992);
(fonte: Geração Termelétrica – Lora e Nascimento – Ed. Interciência)
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Xisto:

O xisto é um combustível fóssil de formação mais


recente que o carvão. Nele predomina a rocha de
natureza argilosa ou calcária impregnada com
substâncias orgânicas. A cor do xisto varia de
preta a parda.

A composição elementar do xisto em massa (base combustível) é


aproximadamente a seguinte
• Carbono (13 a 25%) • Enxofre (2 a 3,5%)
• Hidrogênio (1,8 a 3%) • Cinzas (55 a 60%)
• Oxigênio (3 a 4,5%) • Umidade (12 a 17%)

Poder calorífico inferior (PCI): 5,7 a 11,3 MJ/kg


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O estado do Paraná possui grandes reservas de xisto. Na tabela a


seguir são apresentadas jazidas e quantidades de xisto no Paraná e
em estados vizinhos.

Reservas de Xisto no Brasil: (fonte: Combustão, combustíveis e


câmaras de combustão – Dmitri Vlassov – Ed. da UFPR)

O xisto pode ser beneficiado para a produção de óleo, gás combustível,


gás liquefeito e enxofre. A Petrobras possui em São Mateus do Sul
uma unidade de beneficiamento de xisto com essa finalidade.
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Turfa:
A turfa é um combustível fóssil resultante da
transformação de vegetais sob a ação prolongada do
tempo. É um combustível mais novo, sua composição é
muito heterogênea e depende da jazida.
A composição elementar aproximada é a seguinte:

•Carbono (25%) •Oxigênio (15%)


•Hidrogênio (3%) •Cinzas (6%)
•Nitrogênio (1%) •Umidade (50%)

Poder calorífico superior: aproximadamente 20 MJ/kg.


As jazidas da turfa apresentam-se em regiões de pântanos e ocorrem em
afloramentos superficiais ou cobertos por uma camada do solo de pequena
espessura.

A umidade da turfa é grande, o que dificulta muito a sua incineração. Como


regra, a turfa extraída é briquetada e submetida a secagem para diminuir a sua
umidade.

O grande teor de oxigênio facilita a sua combustão, mas em tempos de seca


pode provocar a auto-inflamação dentro da camada de turfa na própria jazida

Pode substituir a lenha em uso industrial e doméstico.


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Coque de carvão mineral:


Através de um procedimento de aquecimento controlado do carvão
mineral, sem a presença de oxigênio, faz que haja o desprendimento
das substancias voláteis, deixando um resíduo sólido denominado de
coque. Este processo é denominado de carbonização.
Essa transformação se efetua em estágios, tendo-se o amolecimento e
o endurecimento sucessivos do carvão. Os principais estágios na
produção do coque a partir de carvão mineral são:

Estágio 1: inicialmente, o carvão bruto, seca e expande-se pelo calor.

Estágio 2: Em uma temperatura crítica de fusão ou de “amolecimento,


ao redor de 350 a 400 °C as camadas mais externas fundem-se,
criando uma zona de fusão.

Estágio 3: Com a continuação do aquecimento, a zona de fusão avança


para o centro, deixando externamente uma camada de carvão
amolecido, que é a camada plástica. Esta camada é impermeável aos
gases e como o carvão está em decomposição na zona de fusão, tem-
se uma pressão interna de gases, que causa o fechamento da massa de
carvão.
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Estágio 4: Ao redor de 500 °C a camada plástica começa a re-solidificar,


formando uma matéria carbonizada, brilhante e preta, conhecida como
semicoque, a qual é bastante reativa com oxigênio.

Estágio 5: Acima de 550 °C, o semicoque se decompõe, ainda,


desprendendo hidrogênio e monóxido de carbono, sofre transformações
físicas, encolhe, trinca e torna-se muito mais duro e menos reativo do
que o semicoque. Esse resíduo duro poroso é o coque verdadeiro. A sua
formação termina a cerca de 1.000 °C

Conforme o produto desejado, a carbonização do carvão se processa


com carvões diferentes e em temperaturas finais diferentes, apesar de
o processo ser praticamente o mesmo.
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

Coque de petróleo:
Além do processo de carbonização de carvão mineral, também pode-se
obter coque a partir de petróleo. O coque de petróleo pode ser
produzido em dois processos diferentes:

• Processo de coqueamento retardado


• Processo de coqueamento fluido.

As matérias-primas utilizadas são as mesmas para ambos os


processos:
• resíduo de destilação a vácuo,
• óleo decantado de unidades de craqueamento catalítico
fluido,
• alcatrão de craqueamento térmico,
• resíduo asfáltico de unidades de desasfaltação a propano
• outros óleos pesados.

Embora as matérias primas sejam as mesmas, as características dos


coques produzidos nos dois processos são muito diferentes.
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

De acordo com informações da bibliografia consultada, as unidades de


coqueamento de petróleo existentes no Brasil usam o processo de
coqueamento retardado.
Neste processo a carga é recebida no fundo da torre de destilação combinada, onde se
mistura com o reciclo interno de óleo não-coqueado, e daí é bombeada para
aquecimento nos fornos (≈500 °C).

Nos passes dos fornos é injetado vapor de alta


pressão, ou água desmineralizada, para causar
turbulência no fluxo de óleo nas serpentinas e
aumentar a velocidade do escoamento,
evitando-se assim, que o coqueamento ocorra
nos tubos dos fornos, retardando-o até os
tambores de coque.
Estes tambores são grandes vasos de cerca de 30
metros de altura e diâmetros de 6 a l0 metros,
onde a reação de craqueamento ocorre.

O coque gerado fica depositado nos tambores, e os efluentes gasosos são conduzidos à torre
de destilação combinada e separados em GLP, nafta leve, nafta pesada, gasóleo leve, gasóleo
médio e gasóleo pesado.

Os tambores de coque trabalham sempre aos pares e em regime de batelada: enquanto um


deles está alinhado ao processo sendo cheio com coque, o outro está sendo resfriado,
esvaziado e novamente preparado para entrar em linha.
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O que determina o tipo de coque é a carga utilizada: óleos altamente aromáticos


(alcatrão de craqueamento térmico e óleo decantado de FCC) dão origem ao
coque agulha; resíduos de destilação a vácuo comuns dão origem ao coque
esponja e óleos residuais de altos teores de asfaltenos (resíduos de
desasfaltação a propano, por exemplo) levam à formação do coque chumbinho.

a) coque chumbinho (shot-coke): é assim denominado por apresentar


grande quantidade de pequenas esferas carbonosas que lembram
chumbo de espingardas de caça. Este tipo de coque, normalmente, é
de alto teor de enxofre e se presta unicamente como combustível de
baixa qualidade.

b) coque agulha: podem ser de três tipos; regular, premium e super-


premium. Todos eles são utilizados para a fabricação de grafite. O
coque agulha regular é a matéria-prima para a fabricação de eletrodos
de grafite de diâmetros menores e o super-premium para a fabricação
dos eletrodos e peças de grandes dimensões.

c) coque esponja: apresenta um leque maior de usos; na indústria


química, na fabricação de pasta Soderberg para a indústria de
alumínio, como redutor siderúrgico (quando de baixo teor de enxofre)
e como combustível. O coque esponja é o tipo mais comum em todo o
mundo, atingindo cerca de 90% da produção mundial e é aquele
produzido pelas unidades da Petrobras.
JORGE R. HENRÍQUEZ GUERRERO GRUPO DE ENGENHARIA TÉRMICA (GET)

O coque, ao sair da unidade de coqueamento, denominado de coque


verde, apresenta um teor de matéria-volátil na faixa de 8 a 10% em
massa. Ao ser calcinado, a temperaturas próximas a 1100 °C, o coque
perde os voláteis, que passam a ficar abaixo de 0,5% em massa e se
torna coque calcinado. O coque calcinado, ao contrário do coque verde, é
um excelente condutor de eletricidade, o que torna este processo
fundamental para as aplicações eletro-químicas e elétricas.

A produção mundial encontra-se no nível de 60 milhões de toneladas


anuais, com 70% concentrados nos EUA.
De acordo com a Petrobras Distribuidora, as características do coque
verde de petróleo produzido pela Petrobras são as seguintes;

Carbono fixo: Mínimo 87%; típico 89% (em peso – base seca).
Enxofre: Máximo 1%; típico 0,7% (em peso – base seca).
Matéria volátil: Máximo 12%; típico 10% (em peso – base seca).
Poder calorífico: Entre 8.200 e 8.600 kcal/kg
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O valor do enxofre no coque é função do teor de enxofre da matéria-


prima utilizada na sua fabricação

O coque verde de petróleo apresenta teores de cinzas normalmente


muito baixos, da ordem de 0,1 a 0,2% massa.
Entretanto, é comum verificar valores de cinzas muito mais altos, que
são, na verdade, resultantes de contaminações do coque com terra,
areia, etc. nas áreas de estocagem e/ou devidas aos meios de
transporte usados estarem sujos.

Assim, é necessário todo cuidado na armazenagem e no transporte do


coque quando o mesmo tiver rígidas especificações de teor de cinzas,
cabendo se inspecionar caminhões, áreas de embarque e
desembarque, porões de navios, vagões ferroviários, etc.
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Caracterização dos Combustíveis Líquidos:


Costuma ser identificado pelas seguintes propriedades:

• Análise elementar. • Viscosidade


• Poder calorífico (superior e inferior) • Ponto de fluidez
• Densidade • Ponto de fulgor

Densidade: é uma propriedade importante e fundamental no cálculo da


vazão, dimensionamento de tubulações (perda de carga), etc. Pode ser
encontrada tabelada como Densidade Relativa, sendo definida com a
densidade do combustível liquido em relação á densidade da água para
as mesmas condições de pressão e temperatura.

Embora o termo densidade relativa seja o mais correto, é ainda


comum utilizar para petróleo e seus derivados a densidade expressa
em °API (American Petroleum Institute) definido como:
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Viscosidade: A viscosidade de um fluido é a medida da sua resistência


ao escoamento. Esta propriedade pode variar apreciavelmente com a
temperatura (diminuí com o aumento da temperatura), porém varia
pouco com a pressão. A importância da viscosidade para o transporte
e utilização do combustível é fundamental. Conhecendo os valores de
esta propriedade, podemos determinar as faixas de temperatura onde
se obtém uma bombeabilidade econômica e uma boa atomização do
combustível e, conseqüentemente, uma combustão eficiente. É um
dado importante também no dimensionamento de tubulações para seu
transporte.

Ponto de fluidez: é definido como a maior temperatura em que um


combustível líquido sendo resfriado deixa de fluir, ou a menor
temperatura a que um líquido deve ser aquecido para começar a fluir.

Ponto de fulgor: Definido como a menor temperatura na qual a fração


vaporizada do combustível líquido, submetido a aquecimento gradual,
inflama momentaneamente (lampejo de chama) na superfície do
combustível. Esta informação é importante para aspectos de segurança
no manuseio do combustível líquido e também um dado para detectar
a contaminação do combustível por produtos mais leves.
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Para os hidrocarbonetos líquidos o valor da densidade é geralmente


tanto maior quanto maior a relação carbono/hidrogênio, apresentando
comportamento oposto em relação ao poder calorífico.
O valor típico da densidade de óleos combustíveis situa-se na faixa 970
a 990 kg/m3
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Combustíveis líquidos

Naturais Artificiais
• Derivados do petróleo: gasolina,
• Petróleo nafta, óleo diesel.
• Álcool
• Óleo de xisto
• Óleo de mamona
• Biodiesel

Petróleo:

O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos composta de diversos


tipos de moléculas formadas por átomos de hidrogênio (10 a 14%) e
carbono (83 a 87%) e, em menor parte, de oxigênio (0,05 a 1,5%),
nitrogênio (0,1 a 2%) e enxofre (0,05 a 6%), combinados de forma
variável, conferindo características diferenciadas aos diversos tipos de
crus encontrados na natureza.
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PETRÓLEO NA AMÉRICA DO SUL - 2005

R: 79,7 (78,1 %) Guiana Legenda e Unidades


P: 3.007 (44,8 %) Venezuela R: 0,1 (0,1 %)
P: 13 (0,2 %)
R: reservas (109 bbl)
C: 311 (9,5 %)
C: 26 (0,8 %) produção (103 bbl/d)
P: produç
VU: 73
Colômbia VU: 24
CR: 1.357 (26,9 %) C: consumo (103 bep/d)
Suriname CR: 7 (0,1 %)
VU: vida útil das reservas
R: 1,5 (1,5 %)
Ecuador (anos)
P: 549 (8,2 %)
Suriname CR: capacidade de refino
C: 153 (4,7 %)
VU: 7 (103 bbl/d)
CR: 319 (6,3 %) %: participaç
participação na AS
Peru
AS: Amé
América do Sul
R: 5,1 (5,0 %) Brasil
P: 541 (8,1 %)
R: 11,8 (11,6 %)
C: 185 (5,6 %) Bolívia P: 1.718 (25,6 %)
VU: 26
CR: 185 (3,7 %) C: 1.668 (50,8 %)
Paraguai VU: 19
CR: 2.017 (40,0 %)
R: 1,1 (1,1 %)
P: 111 (1,7 %)
R: 0,0 (0,0 %)
C: 194 (5,9 %)
P: 0 (0,0 %)
VU: 27
C: 22 (0, 7 %)
C.R: 195 (3,9 %)
VU:
Uruguai CR: 8 (0,1 %)
Chile
R: 0,5 (0,5 %)
P: 42 (0,6 %)
Argentina R: 0,0 (0,0 %) Totais AS:
P: 0,0 (0,0 %) R: 102,1 109 bbl
C: 40 (1,2 %)
C: 33 (1,0 %)
VU: 30 P: 6.709 103 bbl/d
VU:
CR: 54 (1,1 %)
CR: 50 (1,0 %) C: 3.284 10³
10³ bep/d
VU: 42 anos
R: 0,03 (0,0 %) R: 2,3 (2,3 %)
P: 3 (0,0 %) P: 725 (10,8 %) CR: 5.040 10³
10³ bbl/d
C: 257 (7,8 %) C: 395 (12,0 %)
VU: 25 VU: 9 Fontes:BP Statistical Review of World
CR: 238 (4,7 %) CR: 611 (12,1 %) Energy e OLADE .
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Pode ser encontrado também na sua composição, na ordem de ppm,


compostos organo-metálicos como vanádio, alumínio, sódio, sílica,
níquel, ferro e cálcio.
O petróleo tal qual é extraído é inadequado ao uso industrial como
insumo energético, portanto deve-se utilizar um conjunto de processos
físicos e químicos (refino do petróleo) que objetivam a transformação
dessa matéria-prima em derivados.

O processo de refino começa pela destilação


atmosférica, também chamada de destilação
direta, que consiste no fracionamento do
óleo cru com o intuito de promover a
separação dos derivados leves e médios
existentes no petróleo. Esta operação é
realizada em colunas de fracionamento, de
dimensões variadas, que possuem vários
estágios de separação, um para cada fração
desejada.
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O resíduo atmosférico, fração mais pesada obtida no fundo da torre de


destilação atmosférica, após novo aquecimento, é submetido a um
segundo fracionamento, agora sob vácuo, no qual são gerados cortes
de gasóleos e um resíduo de vácuo, conhecido como óleo combustível.
Neste esquema, à separação primária inicial do esquema anterior
acrescenta-se uma destilação a vácuo para produzir os cortes de
gasóleos que alimentam um processo de craqueamento catalítico
fluido (FCC).
Neste último, duas correntes nobres
são geradas: o GLP e a gasolina,
sendo esta de qualidade intrínseca
(octanagem) superior à obtida na
destilação direta. Trata-se de um
esquema de refino bem mais
flexível, embora, modernamente,
possa, também, apresentar
dificuldades para enquadramento de
produtos em especificações mais
rigorosas.
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As frações geradas na torre de destilação a vácuo são utilizadas como


cargas de outros processos de refino que visam, principalmente, a
obtenção de produtos de menor peso molecular e maior valor
agregado. Exemplos clássicos desses processos são o craqueamento
catalítico fluido (FCC) de gasóleos de vácuo, que apresenta como
principais produtos o GLP e a gasolina, e o coqueamento de resíduo
de vácuo, que gera GLP, nafta e óleo diesel.

Este esquema de produção é mais


flexível e rentável justamente por
incorporar o processo de
craqueamento, encarregado de
transformar uma fração de menor
valor (resíduo de vácuo) em produtos
mais nobres (GLP, gasolina, nafta e
óleo diesel), embora, na presente
configuração, a nafta e o óleo diesel
não estejam sendo ofertados, por
necessitarem de tratamento dado
suas características de instabilidade.
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Incorporando ao esquema anterior um processo de hidrotratamento das


frações médias geradas no coqueamento, possibilita o aumento de oferta
de óleos diesel de boa qualidade. Este esquema permite um maior
equilíbrio na oferta de gasolina e de óleo diesel de uma refinaria, pois
desloca parte da carga que ia do coqueamento para o FCC (processo
marcantemente produtor de gasolina) e a envia para o hidrotratamento,
gerando, então, mais óleo diesel e menos gasolina que as configurações
anteriores.

Seguramente, por incorporar à


configuração anterior o processo
de hidrotratamento de frações
médias geradas no
coqueamento, este esquema
seja o mais flexível e moderno
de todos.
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Propriedades dos derivados de petróleo:


(Fonte- Apostila, curso de combustão industrial do IPT)
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Óleos combustíveis brasileiros:


Em 1987 os óleos combustíveis brasileiros passaram a ser classificados
em dois grandes grupos, o grupo A e o grupo B. O grupo A consiste de
óleos de alto teor de enxofre (maior que 1%), enquanto que o grupo B
representa os óleos de baixo teor de enxofre (menor ou igual a 1%).
Cada um destes grupos era dividido em 9 tipos de óleos de acordo com
a sua viscosidade.

Tipos de óleos combustíveis no Brasil pela legislação antiga, mas ainda


em uso. (Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência)
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A portaria no 80 da ANP (Agência Nacional de Petróleo) do 30 de abril


de 1999 estabeleceu uma mudança na especificação dos óleos
combustíveis brasileiros através do Regulamento Técnico ANP No 3/99.
Este regulamento estabelece a existência formal e os requisitos de
apenas 4 tipos de óleos combustíveis, sendo 2 de baixo teor de enxofre
e 2 de alto teor. A tabela a seguir mostra a nova especificação e os
métodos utilizados na sua determinação.
(Fonte- Apostila, curso de combustão industrial do IPT)
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Óleo Diesel:
O óleo diesel é bastante usado em pequenas instalações devido à
facilidade de ser manuseado, em comparação com os óleos combustíveis,
e por ser mais barato que o querosene.
O óleo diesel é, na verdade, uma mistura de várias correntes obtidas nas
unidades de destilação. Podem fazer parte do óleo diesel as seguintes
frações;

• Nafta pesada;
• Querosene;
• Diesel leve;
• Diesel pesado;
• Gasóleo leve de vácuo, dependendo de sua qualidade e /ou da
refinaria;
• Óleo leve de reciclo, proveniente de unidade de craqueamento
catalítico fluido, hidrotratado ou não;
• Nafta pesada produzida em unidade de coqueamento retardado;
• Gasóleos leve e médio produzidos em unidade de coqueamento
retardado, após serem hidrotratados
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Normalmente no Brasil, o óleo diesel para o uso como combustível


industrial é o mesmo óleo diesel automotivo. Entretanto, para uso
térmico, o óleo diesel não precisaria ser tão bom quanto o para uso
automotivo que tem exigências específicas para o bom desempenho dos
motores.

As especificações do óleo diesel, segundo a ANP, são as dadas na tabela


seguinte.

Observa-se que os
diversos tipos de diesel
são equivalentes, exceto
quanto aos teores de
enxofre, pois as emissões
atmosféricas de SO serão
naturalmente diferentes e
podem ser importantes
para algumas indústrias
em decorrência de seus
compromissos com os
órgãos ambientais das
localidades onde atuam.
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Biodiesel:
Define-se o biodiesel como um combustível renovável derivado de
óleos vegetais, como girassol, mamona, soja, babaçu e demais
oleaginosas, ou de gorduras animais, produzido através de um
processo químico que remove a glicerina do óleo.

O biodiesel é uma evolução na tentativa de substituição do óleo diesel


por biomassa, iniciada pelo aproveitamento de óleos vegetais em
natura. É obtido através da reação de óleos vegetais com um
intermediário ativo, formado pela reação de um catalizador com um
álcool, processo que recebe o nome de transesterificação. Os produtos
da reação química são um éster (o biodiesel) e glicerol (glicerina). Os
ésteres produzidos têm características físico-químicas muito parecidas
às do óleo diesel, dai o nome de biodiesel para os ésteres, o que
possibilita o seu uso em motores de combustão interna ciclo diesel.
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A reação de transesterificação pode empregar diversos tipos de


álcoois, preferencialmente os de baixo peso molecular, sendo os mais
usados os álcoois Metílico e Etílico, entretanto, a transesterificação
etílica é significativamente mais complexa que a metílica. Quanto ao
catalisador, podem-se usar os do tipo ácido ou básico, sendo o mais
empregado o de tipo básico uma vez que este apresenta melhor
rendimento e menor tempo de reação que o meio ácido. Com isto
evitam-se também os problemas decorrentes da corrosão dos
equipamentos.

O biodiesel pode ser usado puro ou em mistura com o óleo diesel em


qualquer proporção. Tem aplicação singular quando em mistura com o
óleo diesel de ultrabaixo teor de enxofre, porque confere a este,
melhores características de lubricidade. É visto como uma alternativa
excelente o uso dos ésteres em adição de 5 a 8% para reconstituir essa
lubricidade. Mundialmente passou-se a adotar uma nomenclatura
bastante apropriada para identificar a concentração do Biodiesel na
mistura. É o Biodiesel BXX, onde XX é a percentagem em volume do
Biodiesel à mistura. Por exemplo, o B2, B5, B20 e B100 são
combustíveis com uma concentração de 2%, 5%, 20% e 100% de
Biodiesel, respectivamente.
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(fonte: [Link]
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Comparação das características físico-químicas do óleo diesel e


biodiesel: (Fonte: Fontes Renovaveis de Energia no Brasil – Mauricio T. Tolmasquim
– Ed. Interciência)
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Comparação entre diesel e biodiesel de óleo usado: (Fonte: Fontes Renovaveis


de Energia no Brasil – Mauricio T. Tolmasquim – Ed. Interciência)
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Características biodiesel de óleos usados: (Fonte: Fontes Renovaveis de


Energia no Brasil – Mauricio T. Tolmasquim – Ed. Interciência)
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Álcool:
O Metanol (álcool metílico – CH3OH) e o Etanol (álcool etílico –
C2H5OH) são os dois tipos de álcoois mais conhecidos e utilizados. As
suas principais aplicações são como combustível líquido e reagente
químico. Destes dois, o Etanol é o mais usado como combustível
devido a que é menos tóxico que o Metanol.

O metanol é produzido a partir da hidrogenação catalítica do monóxido


de carbono a temperatura e pressões elevadas (entre 300 a 400 oC e
200 a 300 atm.), embora também possa ser obtido a partir da
destilação da madeira (aquecimento de madeira em altas temperatura
com ausência de oxigênio).

Por sua vez, a produção de etanol pode-se dar a partir da fermentação


dos açucares de produtos vegetais, como é o caso do Brasil, onde a sua
favorável geografia permite o uso de massa orgânica para a produção
deste combustível. A cana de açúcar ocupa um papel de destaque na
produção nacional de álcool etílico.
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O etanol também pode ser produzido a partir da reação do gás etano


com água no meio de um catalisador à temperatura de 240°C e
pressão de 10 MPa.

Para a produção de etanol por esta rota tecnológica é necessário ter o


gás etano, o qual pode ser obtido de um gás natural ou do processo
de craqueamento do petróleo.

Existem dois tipos de etanol, o hidratado e o anidro. O primeiro deles


contem água e o segundo é livre desta. Por razões tecnológicas e
econômicas, o etanol industrial (vulgarmente conhecido por álcool)
contém por volta de 4% de água e pequenas quantidades de óleos de
éter.
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Caracterização dos Combustíveis Gasosos:

Um combustível gasoso fica definido pelo conhecimento de suas


composições qualitativas e quantitativas. As propriedades mais
importantes que afetam as características de combustão de um gás
são;

• Poder calorífico (inferior e superior)


• Densidade relativa
• Velocidade de chama
• Número de aeração
• Índice de Wobbe
• Temperatura de Autoignição
• Limites de Flamabilidade
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Densidade Relativa:
é definida como a relação entre a densidade do gás e a densidade do
ar nas mesmas condições de pressão e temperatura. É uma
informação importante do ponto de vista da segurança, e no
dimensionamento de tubulações, cálculo de vazão, fatores de
correção, etc.
No caso de vazamentos ou drenagem;

• Os gases com densidades superiores à do ar atmosférico


apresentam a tendência de se acumularem temporariamente em
partes baixas, como subsolos e rebaixos no piso ou nas
edificações, infiltrando-se ainda em aberturas como bocas de
lobo, valetas, poços e galerias subterrâneas.

• Já os gases mais leves que o ar, ao serem liberados na


atmosfera, tendem a subir e se acumular temporariamente em
partes elevadas e ou se infiltrarem em aberturas superiores nas
edificações.

• O acúmulo de gases combustíveis em ambientes confinados ou


mal ventilados pode causar um acidente desde que ocorra uma
condição de ignição.
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Velocidade de Chama:
É também chamada de velocidade de queima ou de ignição. A
velocidade de chama é a velocidade na qual a chama atravessa
uma mistura ar-gás (frente de chama).

Na combustão de uma mistura reagente estacionária pode ser


observada uma região com espessura extremamente fina (décimos
de mm) onde ocorre a preparação da mistura para a combustão e as
reações de combustão propriamente.

A frente de chama será uma fronteira entre a mistura ar-combustível e


os produtos da combustão

A frente de chama sempre propaga-se em direção à mistura fresca


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Determinação experimental da velocidade de chama

Na determinação experimental da velocidade de chama podem ser


usados métodos onde a chama permanece estacionária ou onde a
frente de chama se desloca continuamente.
Os dois métodos experimentais mais usados são:

• método tubo transparente


• método do queimador tipo Bunsen.

Método tubo transparente


Um tubo transparente de vidro ou quartzo é preenchido com uma
mistura homogênea de gás e ar.
Iniciando a combustão da mistura numa das extremidades do tubo,
a chama deve se propagar em direção a outra extremidade do tubo
com uma velocidade uniforme.
A velocidade é determinada de medidas de deslocamento e tempo
da frente de chama.
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Método do queimador tipo Bunsen

Neste método a velocidade de chama é determinada de medições


realizadas no cone ou pirâmide de chama que se forma em
queimadores tipo bico de Bunsen.

A A f ⇒ Área superficial do cone


Sf = Vt t
Af Sf ⇒ velocidade de chama
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A velocidade de chama varia com a quantidade de ar na mistura


A velocidade de chama também aumenta com a temperatura da
mistura ar-gás.
Para varias substâncias combustíveis a velocidade máxima ocorre
próximo da condição estequiométrica
A velocidade de chama costuma ser dada em cm/s ou pelo índice de
Weaber (fator S), que dá a relação da máxima velocidade de chama de
um gás no ar e a máxima velocidade de chama do hidrogênio no ar.
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As velocidades de chama aumentam significativamente na queima


com oxigênio puro.

A velocidade de chama de um gás queimando num equipamento


influi no comportamento da chama, que deve atender as
necessidades para a qual foi projetado o equipamento, sem
descolamento ou retorno de chama, assim, velocidade de chama é
uma característica muito importante para o projeto dos bocais dos
queimadores.
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Enquanto as velocidades de saída das misturas ar-gás ou oxigênio-gás


nos bocais tendem a expulsar a chama para fora do queimador, a
velocidade da chama se desloca no sentido contrário, dirigindo-se ao
bocal do queimador. Enquanto houver equilíbrio entre estas
velocidades, a chama se manterá estável, definindo assim a faixa de
potências de cada queimador.

Descolamento da Chama:
Fenômeno que ocorre quando a velocidade da mistura ar combustível
na saída do queimador atmosférico excede a velocidade de propagação
da chama. Nesta condição, a combustão tem seu início distante do
queimador e, se a velocidade for ainda mais elevada, pode ocorrer a
extinção da chama, fenômeno chamado de sopro. O descolamento da
chama resulta de quantidade excessiva de ar primário ou velocidade
excessiva do gás. Provoca o aparecimento nos produtos da combustão
de gás combustível não-queimado ou produtos de combustão
incompleta;
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Retorno da Chama:
Fenômeno que ocorre inversamente ao deslocamento da chama
quando a velocidade de propagação da chama é muito superior à
velocidade da mistura ar combustível na saída do queimador
atmosférico, resultando que a combustão penetra no interior do
queimador.

Número de aeração:
O numero de aeração é medido num queimador padrão e expressa o
ar necessário para manter um dado tamanho de cone interno da
chama.

O aparecimento de pontas amarelas na


extremidade da chama ocorre por insuficiência
de pré mistura com o ar primário, que causa
uma aeração insuficiente da mistura e uma
fronteira entre ar e gás, fazendo com que estes
tenham que se difundir um no outro e a
combustão ocorre com ar secundário
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Número de Wobbe:
O Número de Wobbe, também chamado de Índice de Wobbe,
representa o calor fornecido pela queima de gases combustíveis através
de um orifício submetido a pressões constantes, a montante e a jusante
desse orifício. A pressão do gás a montante do orifício é aquela
fornecida ao queimador e a pressão a jusante é a da câmara de
combustão, normalmente a pressão atmosférica ou valores próximos
dela, positivos ou negativos.
O índice de Wobbe representa uma relação entre o PCS de um gás e a
sua densidade relativa.
W é o Índice de Wobbe [J/Nm3]
PCS é o Poder Calorífico Superior [J/Nm3]
d é a Densidade Relativa do Gás

Gases Manufaturados, oriundos do carvão


ou de hidrocarbonetos líquidos 19 < W < 39 MJ/Nm³
Gases Naturais ou Gases
Manufaturados de mesma composição 39 < W < 59 MJ/Nm³

Gases Liqüefeitos de Petróleo 75 < W < 92 MJ/Nm³


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Temperatura de Auto-Ignição
Na condição ambiente, quase a totalidade das misturas de
combustível gasoso com ar ou oxigênio não reagem
espontaneamente, observando-se que a mistura se encontra em
equilíbrio do tipo meta-estável, análogo a uma configuração
mecânica.

A esfera ao lado esta numa posição de


equilíbrio estável para pequenas
excitações.
Caso a excitação for suficiente para
deslocar a esfera para um potencial
superior a H, ela se movera para uma
nova posição de equilibrio

Analogamente a ignição é a excitação que desencadeia a


combustão para uma mistura de combustível com o comburente.
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A ignição de mistura ar combustível pode ser induzida por;

• aquecimento dos reagentes até ocorrer a auto-ignição;


• excitação, através de uma fonte num ponto singular, tal como:
faísca elétrica, corpo incandescente ou uma chama externa
“piloto”, caracterizando a ignição forçada.

As transformações químicas dos reagentes, combustível-comburente,


podem ser quantificadas pela taxa de reação que depende dos
mecanismos de reação.

Conforme um modelo baseado na teoria das colisões entre moléculas,


a velocidade de reação pode ser obtida como segue;

“A” é um fator de probabilidade de colisões por


unidade de volume e tempo, que depende do
tamanho das moléculas, da concentração dos
reagentes, da temperatura e da massa molecular
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Este termo denomina-se fator de Boltzmann e representa a


fração das colisões com energia capaz de propiciar a reação

“E” é a energia de ativação, representando a energia necessária para


destruir as ligações químicas nas moléculas e preparação das mesmas para
a reação, em J/kmol
“R” é a constante do gás em J/kmol K
“T” é a temperatura da reação, em K

Como a taxa de reação é função da temperatura, para baixas temperaturas a


liberação de energia devido à reação entre os reagentes é igual ou inferior à
energia dissipada para o meio, portanto as reações químicas deve ocorrer
lentamente sem elevação da temperatura.

Entretanto, a partir de um certo valor da temperatura, denominada


temperatura de auto-ignição, a energia liberada excede a energia
dissipada, consequentemente a temperatura se eleva desencadeando uma
variação abrupta da taxa de reação, ocorrendo a combustão.
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Vamos considerar que num dado instante de tempo temos uma mistura
ar/combustível com temperatura T dentro de uma câmara de combustão cuja
temperatura de parede é Tp.

Se Tp e T são baixas a reação não ocorrera, no entanto, aumentando a


temperatura de parede, aumentara também a temperatura da mistura e
portanto aumenta a velocidade da reação

Uma parte do calor de reação é transferido para a parede e o restante é


utilizado para aumentar a temperatura da mistura (aumentando ainda mais a
velocidade de reação)
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Fixada uma temperatura de


parede (Tp), tem-se o ponto
onde a reta Q(-) intercepta o eixo
das abscissa e, dada uma
concentração C de combustível
na mistura, tem-se a curva Q(+).

Podemos observar que as curvas


interceptam em dois pontos (A e
B)

a) Se T< TA, Q(+) > Q(-) a temperatura da mistura se aquece tendendo a TA

b) Para TA < T < TB, tem-se Q(-) > Q(+); as perdas superam o calor liberado
nas reações e o sistema tende ao ponto A

c) Para T > TB, tem-se Q(+) > Q(-) e o sistema se desequilibra,


desencadeando a combustão, TB corresponde a uma das temperaturas de
ignição com concentração C.

d) A temperatura de ignição é afetada pelo coeficiente de excesso de ar,


coeficiente de convecção, pressão, concentração, etc.
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Se a temperatura da parede for aumentada paulatinamente, chega-se a uma


condição em que Q*(-) tangência a curva Q(+) no ponto CR;
Sob esta condição, sempre Q(+) > Q(-), enceto no ponto CR, onde Q(+) = Q(-)

O ponto CR corresponde à temperatura T* da mistura reagente, denominada


temperatura de auto-ignição.

Como fonte de auto-ignição pode ser utilizada um elemento com temperatura


maior que T*; por exemplo uma chama piloto; uma centelha; uma resistência
elétrica; etc.
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Limites de Flamabilidade

A combustão auto-sustentada só é possível quando a porcentagem


em volume de combustível e ar na mistura, em condições de
temperatura e pressão padrão, está dentro de certos limites;

• Limite inferior de flamabilidade: mínima concentração de gás ou


de vapor combustível em ar ou oxigênio necessária para que
ocorra a propagação de chama

• Limite superior de flamabilidade: máxima concentração de gás ou


de vapor combustível em ar ou oxigênio para que ainda ocorra a
propagação de chama.

• A combustão não ocorrerá se a mistura ar-combustível estiver


muito pobre, abaixo do limite inferior de flamabilidade, ou muito
rica, acima do limite superior.

• De um modo geral, os limites de flamabilidade são determinados a


20 oC e 100 kPa.
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Efeito da pressão e temperatura da mistura:

O aumento da temperatura da mistura ar-combustível amplia os


limites de flamabilidade; o limite inferior decresce e o limite superior
aumenta.
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Em pressões inferiores a
atmosférica a tendência geral
é de contração da faixa de
inflamabilidade, com elevação
do limite inferior e redução do
limite superior.

Em pressões superiores à
atmosférica o limite inferior
tende a permanecer estável
enquanto o limite superior
apresenta um crescimento
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Os gases inertes CO2, H2O e N2 atuam como extintores da chama,


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Combustíveis gasosos

Naturais: Artificiais:
• Gás natural, gases de • GLP: gás liquefeito de petróleo.
detritos orgânicos
Formado principalmente pelos
gases propano, propeno, butano e
buteno. É obtido do refino do
petróleo ou gás natural
• Hidrogênio
• Gás de xisto
• Gás de gaseificação de
combustíveis sólidos
• Gás de alto forno
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Gás Natural:
Um gás natural é uma mistura de vários hidrocarbonetos leves, na qual
predomina o gás metano, acompanhado pelo etano e o propano e em
pequenas quantidades pelo gás carbônico, nitrogênio e outros.
É encontrado nas formações geológicas petrolíferas, associado ou não
com petróleo. Quando encontrado junto com petróleo é produzido como
decorrência da produção de petróleo e nesse caso, pode ser enviado
para gasodutos de transporte e distribuição no mercado consumidor.
Outra possibilidade é reinjetar o gás no poço de petróleo para manter a
pressão do reservatório ou pode ser usado no próprio campo de
extração de petróleo para geração de vapor e eletricidade.
Quando não houver nenhuma das possibilidades de uso descritas acima
ou alguma outra, deve ser queimado em tochas no próprio campo de
produção de petróleo.
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Atualmente, as reservas existentes se distribuem praticamente em


todo o litoral brasileiro a partir de Santa Catarina para cima.
Uma composição média em porcentagem volumétrica de um gás
natural brasileiro (Petrobras) e de gás da Bolívia (Compagás) é dada
na tabela abaixo.

Composição volumétrica do gás natural brasileiro e boliviano


(fonte: Combustão, combustíveis e câmaras de combustão – Dmitri Vlassov – Ed. da UFPR)

CO2 N2 H2 CH4 C2H6 C3H8 C4H10 C5H12


metano etano propano butano N-pentano

Brasil ---- --- 2,1 85,3 5,6 3,7 2,6 0,7

Bolívia 0,08 1,42 -- 91,8 5,6 0,97 0,05 0,1

O gás metano (constituinte predominante no gás natural) é um gás


transparente e sem cheiro. Em condições normais a densidade é 0,667
kg/m3 o que implica que seja duas vezes mais leve que o ar, portanto,
em caso de fuga se acumulara na parte superior do local. Esta
informação é importante para definição de estratégias de segurança.
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Características típicas de gases naturais de várias origens no Brasil


(Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência)
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GÁS NATURAL NA AMÉRICA DO SUL - 2005

R: 4.315 (67,4 %) Guiana Legenda e Unidades


P: 28,9 (26,3 %)
C: 28,9 (26,1 %)
Venezuela R: 0 (0,0 %) R: reservas(109 m³)
P: 0 (0,0 %)
VU: 149 C: 0 (0,0 %) produção (109 m³)
P: produç
Colômbia VU: C: consumo (109 m³)
R: 190 (3,0 %)
P: 6,8 (6,2 %) VU: vida útil das reservas
Ecuador (anos)
C: 6,8 (6,1 %)
VU: 28
Suriname
%: participaç
participação na AS
AS: Amé
América do Sul
R: 3 (0,0 %)
P: 0,5 (0,4 %)
C: 0,5 (0,56 %) Peru Brasil
VU: 6
Bolívia R: 306 (4,8 %)
P: 11,9 (10,8 %)
R: 338 (5,3 %) C: 21,0 (18,9 %)
P: 3,3 (3,1 %) Paraguai VU: 26
C: 3,3 (3,0 %)
VU: 101
R: 0 (0,0 %)
P: 0 (0,0 %)
R: 764 (11,9 %) Argentina C: 0 (0,0 %)
P: 10,4 (9,5 %)
C: 2,14 (1,9 %)
Uruguai VU:
VU: 73

Totais AS:
Chile R: 0 (0,0 %)
P: 0 (0,0 %) R: 6.400 109 m³
C: 0 (0,0 %)
VU: P: 109,7 109 m³
VU: 58 anos
R: 45 (0,7 %)
C: 110,8 109 m³
P: 2,3 (2,1 %) R: 439 (6,9 %)
C: 7,6 (6,9 %) P: 45,6 (41,6 %)
VU: 20 C: 40,6 (36,6 %) Fontes:BP Statistical Review of World
VU: 10 Energy e OLADE .
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Gases do Refino do Petróleo:


O Propano (C3H8) e o Butano (C4H10) são dois gases obtidos durante
o refino do petróleo.
Estes gases são os principais componentes do Gás Liquefeito de
Petróleo (GLP) usado para aplicações domesticas e industriais. No
caso do GLP, este também aparece associado ao gás natural, sendo
dele separado em unidades de processamento de gás natural.

O Propano e Butano são gases mais pesados do que o ar, razão pela
qual em caso de vazamento ocorre um acumulo nas partes inferiores
do local.
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Composições típicas de GLP proveniente de várias fontes, em % em


volume. (Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência)
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Especificações do GLP no Brasil.


(Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência)

Gás de refinaria:
O gás combustível de refinaria é chamado também de gás residual
de refinaria. É um produto obtido principalmente nas unidades de
conversão, tais como; craqueamento catalítico fluido, coqueamento
retardado, coqueamento fluido, hidrodessulfuração,
hidrocraqueamento, etc.
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Gás de Cidade:
O gás de cidade é o gás canalizado que, no Brasil, é distribuído nas
cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. É também chamado de gás
de rua.
Antigamente este gás era produzido a partir do carvão mineral.
Entretanto, este processo foi abandonado devido ao seu alto custo e
aos problemas de poluição ambiental que acarretavam junto às
fábricas de gás.
Em seu lugar foram implantados geradores de gás a partir de nafta,
sendo o gás distribuído pelas mesmas redes de tubulações já
existentes.
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A planta de produção de gás de rua é, na verdade, uma unidade de


reforma com vapor que opera ciclicamente. A unidade consiste de:

• Uma câmara de combustão revestida de tijolos refratários;


• Uma câmara de reforma com vapor;
• Uma caldeira recuperadora de calor, que gera vapor de 1,5 MPa (15 bar)
• Uma torre lavadora dos gases

Fluxograma de uma
planta de geração de
gás de rua a baixa
pressão a partir de
nafta ou gás natural.
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Características do gás de rua do Rio de Janeiro.


(Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência)
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Gases de baixo poder calorífico:


Os gases de baixo poder calorífico são aqueles que têm o poder
calorífico superior na faixa de 900 a 1 700 kcal/m3.
Tal característica torna economicamente inviável o transporte para
longas distâncias, tendo que ser consumido em aplicações próximas do
local de produção.
Estes gases são também chamados de gases pobres e, normalmente,
apresentam elevados teores de nitrogênio (próximos a 50% em
volume) e de monóxido de carbono (de 20 a 30% em volume), o que os
tomam muito tóxicos.
Recomenda-se, portanto, que as instalações sejam feitas em locais
arejados e que se evitem vazamentos do gás.
Gases de este tipo são o gás de alto forno e o gás produzido em
gaseificadores
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Os gases produzidos nos altos-fornos siderúrgicos têm uma


composição aproximada conforme a tabela abaixo

Composição do Gás de alto forno.


(Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência)
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Gás de Xisto:
A PETROBRAS desenvolveu o processo PETROSIX para a retirada de
combustíveis do xisto pirobetuminoso, que ocorre no Brasil desde o
Estado de São Paulo até o Estado do Rio Grande do Sul.
Atualmente existe uma única planta industrial para o processamento
do xisto, localizada em São Mateus do Sul, no Paraná. Esta planta
processa xisto com cerca de 8% de matéria orgânica e produz óleo de
xisto, gás combustível e enxofre.
O gás combustível produzido pela retortagem do xisto pirobetuminoso
é tratado para a remoção do gás sulfídrico nele originalmente contido.
Este gás é um excelente combustível, similar ao gás de refinaria, mas
com teores relativamente altos de compostos das faixas do GLP e da
nafta leve e é usado apenas em indústrias localizadas junto à Usina de
São Mateus do Sul, uma vez que a sua produção ainda é
relativamente pequena.
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Características do gás combustível de xisto.


(Fonte: Combustíveis e combustão industrial – Roberto Garcia – Ed. Interciência)
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Gás de aterro sanitário:


é um derivado da decomposição anaeróbia de resíduos sólidos
biodegradáveis.
Aproximadamente 50% do gás é metano, o principal componente do
gás natural. O outro 50% do gás é principalmente dióxido de carbono,
com pequenas quantidades de nitrogênio e oxigênio, assim como níveis
mínimos de compostos orgânicos diferentes do metano
O metano é um potente gás estufa que tem 21 vezes o potencial para
produzir aquecimento global do dióxido de carbono.
Alguns cálculos indicam que aproximadamente 10% das emissões de
carbono que se liberam na atmosfera provém dos aterros sanitários.
Para reduzir seu efeito, o gás do aterro pode ser capturado e utilizado
na produção de energia, com isto se reduzem emissões para a
atmosfera e se oferece uma fonte de energia não convencional que
substitui o uso de combustíveis fósseis.
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Todos os aterros sanitários com resíduos sólidos municipais emitem este


gás em quantidades que dependem de vários fatores, como a
composição dos resíduos e o tamanho do aterro sanitário.
Geralmente, a geração de gás começa depois da disposição do lixo e
continua por 20 ou 30 anos depois do fechamento do aterro sanitário.
O gás pode ser utilizado como combustível para motores, turbinas ou
outros dispositivos para produzir eletricidade.

Composição dos gases do aterro sanitário de Mountain View, Califórnia,


EUA.
Fonte: Adaptado de Castilhos, Jr.2003
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