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Neurociências e TEA: Educação e Aprendizagem

O documento discute a interdependência entre cérebro, mente e comportamento, destacando a neuroplasticidade e suas implicações na educação, especialmente no contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O TEA é caracterizado por dificuldades de comunicação, socialização e comportamentos restritivos, com aumento significativo na prevalência nos últimos anos. Fatores ambientais, sociais e genéticos são considerados na compreensão do autismo, ressaltando a importância de um diagnóstico precoce para evitar problemas no desenvolvimento da criança.

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Ana Claudia
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Neurociências e TEA: Educação e Aprendizagem

O documento discute a interdependência entre cérebro, mente e comportamento, destacando a neuroplasticidade e suas implicações na educação, especialmente no contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O TEA é caracterizado por dificuldades de comunicação, socialização e comportamentos restritivos, com aumento significativo na prevalência nos últimos anos. Fatores ambientais, sociais e genéticos são considerados na compreensão do autismo, ressaltando a importância de um diagnóstico precoce para evitar problemas no desenvolvimento da criança.

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RESUMO PARA REPOSIÇÃO DE MÓDULO ONLINE

NOME ALUNO (A): ANA CLAUDIA CARVALHO DE LIMA


CURSO ONLINE: Neurociências e a Complexidade Cerebral em Sala de Aula: Despertando
Potencialidades. TEA: Transtorno do Espectro Autista
DATA DE FINALIZAÇÃO DO RESUMO: 27/07/2020
PROFESSOR:

As neurociências vêm demonstrando a profunda relação de interdependência entre a estrutura e


funcionamento do cérebro, os processos mentais e a ação no mundo. O sistema “cérebro-mente-
comportamento” funciona como mediador entre nosso “mundo interno” - onde percebemos, sentimos e
pensamos, e o “mundo externo” onde nossas ações se realizam, produzindo impactos em nós mesmos e
na realidade em que vivemos.

Com seus 100 bilhões de neurônios e cerca de 100 trilhões de conexões, o cérebro humano vem se
configurando como o fenômeno mais complexo no universo conhecido. Some-se a isso as consequentes
indagações sobre a mente e a consciência humana.

O cérebro tem capacidade ilimitada de aprendizagem, pode se renovar, e se modificar em função


de dois tipos de experiências: comportamentos externalizados: as ações no mundo, e atividades mentais:
pensar e sentir. Estas atividades modificam a estrutura e o funcionamento do cérebro. Isso se dá em
função do fenômeno da neuroplasticidade, que corresponde à transformação da forma ou função dos
neurônios, de modo prolongado ou permanente, em decorrência das nossas experiências.

A interdependência entre cérebro-mente-comportamento e da neuroplasticidade, as modificações


do cérebro decorrentes das atividades mentais e das experiências vivenciadas, resultam em um novo
conjunto de responsabilidades do educador.

O processo educativo, interfere diretamente no desenvolvimento humano das pessoas que dele
participam, modelando mente, cérebro e ação, esferas humanas inseparáveis e interdependentes. Em
função da neuroplasticidade, o processo educativo também modifica a estrutura e o funcionamento dos
cérebros das pessoas, fortalecendo ou não sua capacidade de perceber, sentir, pensar e agir sobre si
mesmo e sobre o mundo.
Essa aproximação entre a educação e os conhecimentos sobre cérebro, mente e comportamento,
viabiliza incluir na sala de aula, atividades voltadas para o “treino da mente”, visando desenvolver a
habilidade de foco; aprimoramento do equilíbrio subjetivo, relações e atitudes; melhoria nos níveis de
atenção e aprendizagem; diminuição dos níveis de stress, desatenção, hiperatividade e impulsividade;
conscientização sobre qualidades pessoais; capacidade de refletir e influenciar as experiências
introspectivas cognitivas; fortalecimento das habilidades de ser feliz e produzir o bem comum; estímulo a
comportamentos com foco em valores humanos e cultura de paz.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) engloba diferentes condições marcadas por perturbações
do desenvolvimento neurológico com três características fundamentais, que podem manifestar-se em
conjunto ou isoladamente. São elas: dificuldade de comunicação por deficiência no domínio da
linguagem e no uso da imaginação para lidar com jogos simbólicos, dificuldade de socialização e padrão
de comportamento restritivo e repetitivo.

Inicia-se nos primeiros anos de vida e apenas em alguns casos os sintomas são aparentes logo após
o nascimento. Na maioria dos casos a doença apenas é identificada após o primeiro ano de vida, período
no qual há maior exigência da comunicação, nas relações sociais, no manuseio de objetos. O diagnóstico
evita uma série de problemas para a criança. Normalmente o atraso no desenvolvimento motor e a
regressão de habilidades já desenvolvidas sinalizam o aparecimento da doença, assim como apresentar
dificuldade na relação com sons, ruídos e vozes em dado ambiente.

Característica importantes devem ser levadas em consideração. Em muitos casos, a criança não
apresenta sorriso social, apresentando baixo contato ocular e demonstrar maior interesse por objetos a
pessoas. O toque e a verbalização diminuída ou ausente podem ainda ser sintomas comuns na criança com
autismo. Sendo necessário observar distúrbios do sono que muitas vezes pode ser um quadro grave e
dificuldade de permanecer no colo da mãe com pouca resposta durante a amamentação. Essa avaliação
pode contribuir para identificar o autismo ainda quando a criança não completou um ano.

Os casos de autismo aumentaram muito no mundo. Nos Estados Unidos da América entre 2000 e
2002, a cada 150 crianças 1 criança apresentava o transtorno. Já no ano de 2014 1 a cada 58 crianças
apresentaram autismo no mesmo local de estudo. A prevalência é maior em meninos e 1/3 das crianças
diagnosticadas apresentam deficiência intelectual. Ainda há relação do TEA com outros transtornos
psíquicos e problemas motores.

Não são claros os avanços epidemiológicos da doença, mas fatores ambientais, sociais e genéticos
já foram considerados, bem como idade dos país na concepção, negligência infantil, exposição
medicamentosa ou a drogas no período pré-natal, pelo fator teratogênico, baixo peso e prematuridade.

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