Sistemas de
Informações
Gerenciais
Sistemas de Inteligência Empresarial
Unidade 3
Diretor Executivo
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico
TIAGO DA ROCHA
Autoria
TATIANA SOUTO MAIOR DE OLIVEIRA
AUTORIA
Tatiana Souto Maior de Oliveira
Olá! Meu nome é Tatiana Souto Maior de Oliveira. Sou doutora em
Administração com ênfase em tecnologia, possuo Mestrado em Gestão
Urbana pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná e especializações
na área de Tecnologia da Comunicação e Informação. Atualmente sou
professora universitária, profissão que exerço há 15 anos, trabalhando com
pesquisa e consultoria na área de administração e atuando principalmente
no elo dos seguintes temas: informação, tecnologia e negócio.
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez
que:
INTRODUÇÃO: DEFINIÇÃO:
para o início do houver necessidade
desenvolvimento de de se apresentar um
uma nova compe- novo conceito;
tência;
NOTA: IMPORTANTE:
quando forem as observações
necessários obser- escritas tiveram que
vações ou comple- ser priorizadas para
mentações para o você;
seu conhecimento;
EXPLICANDO VOCÊ SABIA?
MELHOR: curiosidades e
algo precisa ser indagações lúdicas
melhor explicado ou sobre o tema em
detalhado; estudo, se forem
necessárias;
SAIBA MAIS: REFLITA:
textos, referências se houver a neces-
bibliográficas e links sidade de chamar a
para aprofundamen- atenção sobre algo
to do seu conheci- a ser refletido ou dis-
mento; cutido sobre;
ACESSE: RESUMINDO:
se for preciso aces- quando for preciso
sar um ou mais sites se fazer um resumo
para fazer download, acumulativo das últi-
assistir vídeos, ler mas abordagens;
textos, ouvir podcast;
ATIVIDADES: TESTANDO:
quando alguma quando o desen-
atividade de au- volvimento de uma
toaprendizagem for competência for
aplicada; concluído e questões
forem explicadas;
SUMÁRIO
Tecnologia e inteligência empresarial................................................10
Entendendo competitividade..................................................................................................10
Fatores para a competitividade organizacional.........................................................10
Fatores sistêmicos ........................................................................................................ 11
Fatores estruturais......................................................................................................... 11
Fatores internos............................................................................................................... 11
Análise e estratégias competitivas...................................................................................... 13
Estratégia Competitivas de Porter.................................................................... 13
Modelo das cinco forças ........................................................................................ 15
Competitividade e tecnologia............................................................................. 17
Conceito de inteligência empresarial..................................................21
Inteligência empresarial e tecnologia............................................................................... 22
Conceito de Data Mining e Data Warehouse.....................................27
Data Warehouse....................................................................................................... 27
Vantagens do DW......................................................................................................... 31
Processamento OLAP................................................................................................ 31
Modelagem dimensional.........................................................................................32
Data Marts................................................................................................................ 36
Data Mining ............................................................................................................. 38
Business Intelligence..................................................................................41
Sistemas especialistas ................................................................................................................42
Sistemas de Informações Gerenciais 7
03
UNIDADE
8 Sistemas de Informações Gerenciais
INTRODUÇÃO
Quando falamos em tecnologia, já é um consenso que a importância
dessa área para as empresas é muito mais do que automatizações
operacionais. Hoje, a tecnologia mostra-se como peça fundamental para
a estratégia competitiva das organizações.
A tecnologia permite a geração de vantagem competitiva a partir
da reestruturação operacional até a criação de inovação, e com elas as
empresas conseguem uma maior diferenciação no mercado.
Nesta unidade, estudaremos a relação entre a tecnologia e a
competitividade organizacional. Iniciaremos balizando nosso conceito de
competitividade permitindo o entendimento das principais abordagens
estratégias competitivas. Na sequência, estudaremos o conceito e
processo de inteligência empresarial sob a ótica tecnológica e finalmente
estudaremos os principais sistemas de inteligência empresarial.
Sistemas de Informações Gerenciais 9
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 3. Nosso objetivo é auxiliar
você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o
término desta etapa de estudos:
1. Entender como usar as tecnologias da informação na competitivi-
dade organizacional;
2. Definir o conceito de inteligência empresarial, identificando casos
de uso e possibilidades de aplicação;
3. Discernir as peculiaridades e diferenças entre o Data Mining e
Data Warehouse;
4. Compreender como as tecnologias de Business Intelligence po-
dem ajudar no entendimento da organização, seu produto e seu
público-alvo, gerando diferenciais competitivos.
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao
conhecimento? Ao trabalho!
10 Sistemas de Informações Gerenciais
Tecnologia e inteligência empresarial
Que a tecnologia vem ajudando as empresas na estratégia e
vantagem isso já é um fato, mas precisamos entender como a tecnologia
pode ajudar estrategicamente a empresas.
INTRODUÇÃO:
Ao término deste capítulo você será capaz de entender
como a tecnologia pode ajudar a empresa a melhorar sua
competitividade. Esse entendimento habilita o profissional
de gestão a analisar os projetos de tecnologia da informação
com base em seu potencial retorno para as organizações.
Entendendo competitividade
Na atualidade, o conceito de competitividade é sem dúvida uma
das temáticas mais trabalhadas pelas organizações. Diferentemente do
que se pode parecer para um leigo, a competitividade não está somente
relacionada ao processo de negociação junto aos clientes com foco em
preços, pelo contrário, a construção de uma empresa competitiva envolve
uma visão holística do contexto onde ela está inserida.
De maneira simples, podemos entender a competitividade como
a habilidade de fabricar produtos melhores que seus concorrentes,
possibilitando uma melhor posição em relação ao mercado como um todo.
Desse modo, a questão da competitividade está diretamente
relacionada aos posicionamentos das empresas e de como elas lidam
com a concorrência e quais ações elas implementam para obter vantagem
mercadológica.
Fatores para a competitividade organizacional
Como vimos anteriormente, a competitividade das empresas não
é algo simples de ser analisada, ela depende de uma série de variáveis
que devem ser devidamente analisadas. Essas variáveis são oriundas
Sistemas de Informações Gerenciais 11
de diversas áreas e para que seja possível sua determinação elas são
divididas em: fatores sistêmicos, fatores estruturais e fatores internos.
Fatores sistêmicos
Toda empresa está inserida em um determinado contexto e
esse entorno influencia o desempenho da organização, que deve ser
considerado dentre os fatores de sistemas nos contextos socioeconômico
e cultural.
Fatores estruturais
Os fatores estruturais se referem às variáveis operacionais das
empresas, dados como concorrência, fornecedores, clientes e mão de
obra. Essa análise permite uma visão do segmento operacional, oferta e
demanda.
Fatores internos
Baseado no conceito de competitividade, é uma habilidade das
empresas em lidar com as variáveis do ambiente onde está inserida.
Desse modo, não há como deixar de analisarmos os fatores internos que
são a base da ação da empresa, como inovação, processos, informação,
tecnologia, pessoas.
Na mesma linha de raciocínio, Certo e Peter (1993) afirmam
que para se conseguir criar estratégias competitivas é necessário o
monitoramento ambiente, ou seja, a análise das diferentes variáveis que
podem afetar a competitividade da empresa. Para Certo e Peter (1993)
a análise pode ser dividida em três grandes ambientes: ambiente geral,
ambiente operacional e ambiente interno. Na figura 1, podemos ver os
vários ambientes propostos por Certo e Peter (1993).
12 Sistemas de Informações Gerenciais
Figura 1: Análise de ambiente organizacional
Ambiente Externo – Geral
Legal
Político
Econômico
Tecnológico
Social
Ecológico
Ambiente Externo – Setorial
Fornecedores
Clientes
Internacionalização
Mão De Obra
Ambiente Interno Concorrentes
Aspectos Administrativos
Área de Marketing
Área de Finanças
Área de RH
Área de Produção
Fonte: Certo e Peter, 2017 (Adaptado).
Dessa forma, podemos perceber que a competitividade
organizacional depende de forças exógenas (de fora para dentro da
organização) e endógenos (de dentro para fora), sendo que cada vez mais
a vantagem competitividade vem sendo atrelada aos fatores internos da
organização.
IMPORTANTE:
A tecnologia é um fator interno da organização que tem
a capacidade de subsidiar ações endógenas, as quais
aumentam sua competitividade.
Sistemas de Informações Gerenciais 13
A competitividade é hoje algo que extrapola os cenários
mercadológicos tradicionais. Questões relativas ao posicionamento das
empresas quanto às questões ambientais e sociais estão hoje relacionadas
ao conceito de competitividade e a longevidade coorporativa.
Análise e estratégias competitivas
A área de estratégia competitiva tem muitas teorias que podem
ser utilizadas como base para as empresas. Dentre os principais autores
da área de estratégia ressaltamos o autor Michael Portes. Dentre as
principais estratégias competitivas definidas por Porte, podemos destacar
as estratégias de diferenciação, custo e foco.
Estratégia Competitivas de Porter
Estratégia baseada em custo
Uma das primeiras formas de conseguirmos uma vantagem
competitiva é aquela baseada em preços, que está relacionada à
obtenção de redução de custos por parte das empresas. O grande
segredo aqui é a empresa conseguir uma redução em seus custos
operacionais e consequentemente conseguir manter-se competitivo
frente à concorrência.
Aqui vale a ressalva de que somente esse tipo de abordagem
competitiva não é suficiente, pois podemos dizer que as estratégias
baseadas em custo têm uma limitação e, apesar de todos os esforços da
organização, elas não conseguem manter sua competitividade.
Segundo Hitt, Ireland e Hoskisson (2018, p. 110),
A estratégia de liderança em custos é um conjunto integrado
de ações tomadas para produzir bens e serviços com
características aceitáveis ao menor custo em comparação com
os concorrentes. As empresas que utilizam essa estratégia
geralmente vendem bens e serviços padronizados (porém
com níveis competitivos de diferenciação) para clientes mais
habituais do setor. Inovação de processos, que são métodos
de distribuição e produção recém-criados e técnicas que
14 Sistemas de Informações Gerenciais
permitem que a organização opere com mais eficiência,
são cruciais para a utilização bem-sucedida da estratégia
de liderança em custos. Nos últimos anos, as empresas
desenvolveram estratégias de terceirização para encontrar
fornecedores de baixo custo para os quais terceirizam várias
funções (por exemplo, bens manufaturados), a fim de manter
os custos baixos
Diferenciação
Diferentemente da estratégia de custos, a estratégia de diferencia-
ção busca criar diferenciais competitivos a produtos e serviços que façam
com que estes sejam percebidos como de maior valor do que os da con-
corrência. O foco da estratégia de diferenciação é a criação de valor ao
produto, entretanto isso deve ocorrer sem desconsiderar sua viabilidade
mercadológica.
Segundo Hitt, Ireland e Hoskisson (2018, p. 110),
A estratégia de diferenciação é um conjunto integrado de
ações para produzir bens ou serviços (a um custo aceitável)
que os clientes percebem como diferentes, de maneiras
que são importantes para eles. Embora os líderes em custos
atendam aos clientes habituais de um setor, os diferenciadores
focam clientes para os quais o valor é criado pelo modo como
os produtos da empresa diferem daqueles produzidos e
comercializados pelos concorrentes. A inovação de produtos,
ou seja, ‘o resultado de criar um jeito de resolver o problema
do cliente – mediante um novo produto ou desenvolvimento
de serviços –, que beneficia tanto o cliente quanto a empresa’,
bem-sucedido da estratégia de diferenciação.
Estratégia de foco
A especialização em segmentos específicos é uma das maneiras
de se obter uma vantagem competitiva. Segundo Hitt, Ireland e Hoskisson
(2018, p. 114)
é um conjunto integrado de ações tomadas para produzir bens
ou serviços que atendam às necessidades de um segmento
competitivo em particular. As empresas optam por uma
estratégia de foco quando planejam usar suas competências
Sistemas de Informações Gerenciais 15
essenciais para atender às necessidades de determinado
segmento ou nicho do setor em detrimento de outros.
A estratégia de foco facilita a implementação de estratégias
competitivas, seja de foco ou diferenciação, já que se trabalha com um
contexto menor e consequentemente mais facilmente gerenciável. Na
figura 2 podemos ver um resumo das estratégias competitivas de Porter
Figura 2: Estratégia competitiva de Porter
Base para o valor do consumidor
Custo mais baixo Exclusividade
Mercado Liderança em custos Diferenciação
amplo
Integração de
Mercado-alvo liderança em custos/
diferenciação
Segmento(s)
de mercado Foco com liderança em
Foco com diferenciação
restrito custos
Fonte: Porter, 1998 (apud Hitt, Ireland, Hoskisson, 2018. p. 114).
Modelo das cinco forças
Outra teoria pontuada por Portes se refere à análise do ambiente
operacional em que a empresa atua. O modelo de cinco forças estabelece
o nível de rivalidade concorrencial das empresas. Esse modelo determina a
análise de quatro macrovariáveis: poder de negociação dos compradores
(clientes), poder de negociação dos compradores (clientes), ameaça de
novos entrantes, ameaça de produtos substitutos.
Na figura 3 podemos ver as quatro macrovariáveis e as informações
que devem ser analisadas em cada uma delas. A princípio, o monitoramento
dessas informações permitirá a gestão estratégica da empresa. Já parou
para pensar como é possível a geração e controle dessas informações?
16 Sistemas de Informações Gerenciais
Figura 3: Modelo das cinco forças
Ameaças de novos concor- Determinantes da rivalidade
(crescimento da indústria)
rentes (barreiras à entrada)
- Número de concorrentes.
- Economia de escala. - Custos fixos elevados.
- Diferenciação do produto. - Reduzida diferenciação.
- Custos de mudança.
- Imagem de marca.
- Sobrecapacidade intermitente.
- Necessidades de fundos. - Diversidade de concorrentes.
- Custos de mudanças. - Importância estratégica de ne-
gócio.
- Acesso favorável a maté- Ameaça - Barreiras à saída:
rias-primas. de novos Ativos específicos.
concorrentes
Custos fixos de saída.
- Curva da experiência.
Relações estratégicas.
- Política do governo. Barreiras emocionais.
- Retaliação esperada. Restrições sociais/governamen-
tais.
Poder Poder
negocial dos Rivalidade na negocial dos
fornecedores indústria clientes
Determinantes do poder Determinantes do poder
negocial dos fornecedores negocial dos clientes
- Concentração de fornece- - Concentração.
dores. - Volume das suas compras.
- (Inexistência de) produtos Ameaça - Inexistência de diferencia-
substitutos. de novos
produtos ção.
- Diferenciação das entradas. - Custo de mudança.
- Custos de mudança de for- Reduzidos (p/ cliente).
necedores.
Determinantes do Elevados (p/ empresa).
- Importância do volume do risco de substituição - Ameaça de integração a
fornecedor. - Relação preço/ren- montante.
- Custo em relação ao total dimento (desempe-
nho). - Informações disponíveis
comprado na indústria.
- Custo de mudança. (sobre preços, procura etc.).
- Riscos de integração a ju-
- Propensão do com- - Produtos substitutos.
sante.
prador para aquisição
de produtos substitu-
tos.
Fonte: Certo e Peter, 1993 (Adaptado).
Sistemas de Informações Gerenciais 17
Competitividade e tecnologia
As empresas vêm buscando meios de conseguir se destacar em
relação aos concorrentes e a tecnologia vem sendo entendida como um
dos possíveis caminhos para a competitividade. Sendo assim, a tecnologia
da informação, mais do que um mecanismo para geração de relatórios,
tem a possibilidade efetiva de geração de valor para a empresa.
Na prática, as empresas usam recursos tecnológicos e humanos
para melhorar os processos da organização, como podemos ver na figura 4.
Figura 4: Geração de valor de negócio por TI
Macroambiente Características do país
Ambiente competitivo
Ambiente da organização
Geração de valor de negócios por TI
Recursos de
TI e Recursos
Humanos de TI Performance de
Processos de Performance
Processos de
Negócio Organizacional
Negócio
Recursos
Complementares
Ambiente Instável - Intensidade da Competição - Ambiente Complexo - Recursos de Parceiros
Fonte: Hitt, Ireland e Hoskisson, 2018, p. 115.
Com o uso da tecnologia da informação, é possível conseguirmos
informações estratégicas suficientes para:
• Criar novos produtos ou serviços.
• Melhorar produtos ou serviços.
• Diferenciar produtos ou serviços.
• Implementar processos.
• Fidelizar clientes e compradores.
• Fidelizar fornecedores.
• Eliminar barreiras de entrada ao mercado.
• Formar alianças.
18 Sistemas de Informações Gerenciais
• Reduzir custos.
Vamos analisar agora a relação entre a tecnologia da informação e o
modelo das cinco forças de Porter. Na figura a seguir podemos ver como a
tecnologia influencia cada uma das variáveis do modelo competitivo das
cinco forças de Porter.
Figura 5: Modelo das cinco forças com tecnologia
(-) Reduz as diferenças entre (-) Reduz as barreiras de entrada,
os competidores tornando como a necessidade de uma for-
as ofertas difíceis de serem ça de vendas, acesso aos canais
mantidas como proprietárias e instalações físicas: qualquer
(-) Migra a competição para coisa que a internet elimina ou
o preço torna mais fácil ou reduz as bar-
reiras
(-) Aumenta geograficamen-
te o mercado aumentando o (-) Aplicações de internet são di-
número de competidores fíceis de se manter proprietárias
Barreiras de
(-) Diminui o custo variável entrada (-) Uma multidão de novos en-
em relação ao custo fixo, trantes foi traduzida pela internet,
aumentando a pressão por em muitas indústrias
descontos no preço
Poder de Rivalidade
barganha dos entre Compradores
fornecedores competidores
existentes
(+/-) Procurement --> au- (+) Elimina canais poderosos
menta o poder sobre os for- (-) Aumenta o poder de bar-
necedores, porém também ganha dos clientes finais
oferece aos fornecedores
(-) Reduz os custos de mu-
acesso a mais clientes
Ameaça de dança
(-) Canal p/ os fornecedores produtos
alcançarem os usuários finais substitutos
(-) Acesso igual aos fornece-
dores, reduz a diferenciação
(-) Menores barreiras de en-
trada, aumentam o poder de
barganha dos fornecedores
Fonte: Ramos e Joia, 2007, p. 8.
Sistemas de Informações Gerenciais 19
Como pudemos ver, algumas aplicações já utilizadas pelas
empresas têm impacto direto em áreas consideradas estratégicas,
como é o caso do e-Procurement, que reduz o poder dos fornecedores
permitindo, dessa maneira, maior competitividade das empresas.
Segundo Porter e Millar (1985 apud RAMOS, JOIA, 2007, p. 5),
“a associação do modelo das cinco forças com a TI é relevante, pois a
tecnologia da informação propicia para as firmas possibilidades únicas de
comunicação e coordenação, o que tem alterado a estrutura de vários
setores da economia”.
Seguindo a mesma lógica, Porter e Millar (1985 apud RAMOS, JOIA,
2007, p. 5) listam alguns autores em relação a essas forças e tecnologias:
• Powell e Dent-Micallef (1997): que mostraram que o uso
complementar de TI e recursos humanos leva as firmas a uma
performance superior;
• Reich e Kaarst-Brown (1999): que mostraram que o alinhamento
estratégico de TI com o negócio depende fortemente do
conhecimento sobre TI estar disseminado na empresa;
• Tippins e Sohl (2003): que propõem e testam empiricamente a ideia
de que a capacidade de aprendizado organizacional influencia
fortemente o aproveitamento dos recursos de TI por parte de uma
empresa; e
• Melville, Kraemer e Guarbaxani (2004): que propõem um
modelo em que os recursos de TI, juntamente com os recursos
humanos de TI e recursos complementares da organização,
integrem processos de negócios que possam gerar uma melhor
performance organizacional.
20 Sistemas de Informações Gerenciais
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de
que você realmente entendeu o tema de estudo deste
capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Estudamos e
entendemos o que é competitividade e seus fatores no
ambiente organizacional. Compreendemos a análise e
estratégias competitivas, bem como o modelo das cinco
forças de Porter.
Sistemas de Informações Gerenciais 21
Conceito de inteligência empresarial
INTRODUÇÃO:
O ambiente mercadológico atual vem sendo marcado
por uma série de movimentos que fazem com que as
organizações demandem um conhecimento maior que
permita que elas driblem o cenário atual. Ao término deste
capítulo você será capaz de compreender os conceitos de
inteligência empresarial.
Dentre as diversas variáveis que impactam as operações das
empresas destaca-se o processo de mundialização, iniciado na década
de 70, que aumentou a imprevisibilidade de praticamente todos os
segmentos de mercado.
Hoje, o mercado está marcado por mudanças e descontinuidades, e
para que as empresas consigam sobreviver nesse contexto é necessário o
desenvolvimento de uma inteligência mercadológica, que ocorre a partir
do cruzamento de variáveis das mais diversas áreas do conhecimento.
Desse modo, começamos a falar em inteligência empresarial, ou
seja, na capacidade de as empresas monitorar as variáveis ambientais
e a partir disso criar cenários competitivos, que amparem uma decisão
estratégica para a empresa.
Segundo Blanck e Janissek-Muniz (2014, p. 191),
Um sistema de Inteligência permite observar alterações do
ambiente, dando oportunidade à empresa de adaptar sua
estratégia ao mercado e criando vantagem competitiva.
Para Haeckel e Nolan (1993), a Inteligência nas corporações
é a habilidade em lidar com a complexidade do ambiente,
capturando, analisando e extraindo significado de sinais do
ambiente externo que as possam afetar de forma positiva ou
negativa.
22 Sistemas de Informações Gerenciais
No mesmo sentido, Bergeron e Hiller (2002, p. 359) inteligência
competitiva é:
um processo de aprendizagem microrganizacional que envolve a
transformação de pedaços aparentemente díspares de dados e
informações, por meio de sentido, de geração de conhecimento
e de atividades de tomada de decisão, em uma única forma
organizada, em constante evolução com a visão do mundo.
Para corroborar essa definição, Gibbons e Prescott (1996, p. 164 apud
LUCAS, CAFÉ, VIEIRA, 2016, p. 173) entendem que inteligência competitiva
“é o processo de obtenção, análise, interpretação e difusão de informação
de valor estratégico sobre a indústria e os competidores, que se transmite
aos responsáveis pela tomada de decisões em momento oportuno”.
A partir das definições anteriores, percebemos que a inteligência
empresarial ou competitiva está baseada no cruzamento de dados, o que
nos leva à essência da tecnologia da informação. Desse modo, podemos
chegar à conclusão que existe uma relação direta entre inteligência
organizacional e tecnologia.
Inteligência empresarial e tecnologia
A entrada de tecnologia da informação nas organizações não é algo
novo e desde seu início os benefícios se concentravam mais em nível
operacional, entretanto, com o tempo e a evolução tecnológica, cada vez
mais ela se torna estratégica para as organizações. Na figura 6 podemos
ver tal evolução.
Sistemas de Informações Gerenciais 23
Figura 6: Geração de valor de negócio por TI
Processamento Relatório
Apoio à decisão:
de dados: gerencial:
1970-1980
1950-1960 1960-1970
Planejamento
de recursos Comércio Suporte
empreariais e e negócios estratégico e ao
inteligência de eletrônicos: usuário final:
negócios:
1990-2000 1980-1990
2000-2010
Fonte: O’brien e Marakas, 2013, p. 2 (Adaptado).
Nesse sentido, segundo O’brien e Marakas (2013, p. 2),
A tecnologia da informação é capaz de auxiliar todos os
tipos de negócios a aprimorar a produtividade e a eficácia
de seus processos administrativos, a tomada de decisão
gerencial e a colaboração de grupos de trabalho, reforçando
suas posições competitivas em um mercado de mudanças
rápidas, independentemente de a tecnologia da informação ser
usada para apoiar grupos de desenvolvimento de produto ou
processos de atendimento ao cliente, transações de comércio
eletrônico (e-commerce) ou qualquer outra atividade comercial.
Na realidade, a tecnologia da informação, por meio de sistemas de
informação, atua nos três níveis organizacionais, como podemos ver na
figura a seguir.
24 Sistemas de Informações Gerenciais
Figura 7: Tecnologia da informação e níveis organizacionais
Apoio para estratégias de vantagem
competitiva
Apoio para tomada de decisões
Apoio para processos e operações de negócios
Fonte: O’brien e Marakas, 2013, p. 2.
Suporte de processos e operações de negócios
Os sistemas operacionais normalmente têm o foco em
automatizações e controle de atividades baseadas em dados e
processamento. Na opinião de O’brien e Marakas (2013, p. 2),
Como consumidor, você regularmente encontra sistemas de
informação que dão suporte aos processos e às operações de
negócios em muitas lojas de varejo onde você faz compras.
Por exemplo, a maior parte de lojas de varejo, atualmente,
usa sistemas de informação baseados em computador para
ajudar seus funcionários a registrar compras dos clientes,
manter o estoque atualizado, pagar aos funcionários, comprar
mercadorias novas e avaliar tendências comerciais. As
operações dessas lojas estagnariam sem o suporte desses
sistemas de informação.
Suporte à tomada de decisão
Com base nos dados dos sistemas de suporte a processos e
operações de negócios, é possível a criação de sistemas que possibilitem
uma melhor tomada de decisão. Segundo O’brien e Marakas (2013, p. 2),
Sistemas de informação também ajudam os gerentes e outros
profissionais de negócios a tomar melhores decisões. Por
exemplo, as decisões sobre quais linhas de mercadorias têm
de ser acrescentadas ou descontinuadas, ou qual o tipo de
investimento de que necessitam, são geralmente tomadas
Sistemas de Informações Gerenciais 25
depois de uma análise fornecida por sistemas de informação
baseados em computador. Isso não só́ dá suporte à tomada
de decisão de gerentes, compradores e outros, mas também
os ajuda a procurar modos de obter vantagens sobre outros
varejistas na conquista de clientes.
Suporte a estratégias que buscam vantagem competitiva
Mais do que uma simples tomada de decisão, os sistemas de
informação possibilitam a criação de estratégias competitivas.
Conseguir uma vantagem estratégica sobre concorrentes
exige a aplicação inovadora de tecnologias da informação.
Por exemplo, a gerência de uma loja poderia tomar uma
decisão de instalar terminais de autoatendimento em todas
as suas lojas, com conexões ao seu site de e-commerce para
compras on-line. Isso poderia atrair novos clientes e resultar
em fidelidade do cliente por causa da facilidade fornecida
por esses sistemas de informação para pesquisar e comprar
mercadorias. Assim, os sistemas de informação estratégicos
podem ajudar a fornecer produtos e serviços que dão a um
negócio uma vantagem competitiva sobre seus concorrentes.
Todas as possibilidades de uso da tecnologia da informação
têm como base a coleta de dados, seu cruzamento e consequente
compartilhamento de informações e para que isso ocorra, segundo
Gonçalves e Barbieri (2017, p. 100), é necessário:
• Combinar tipos diferentes de fontes de dados em uma plataforma
em escala de nuvem.
• Transformar os dados de origem em uma estrutura e taxonomia
comum, para deixar os dados consistentes e facilitar a comparação.
• Carregar os dados usando uma abordagem altamente paralelizada
que pode dar suporte a milhares de programas de incentivo, sem
os altos custos de implantação e manutenção de infraestrutura
local.
26 Sistemas de Informações Gerenciais
• Reduzir significativamente o tempo necessário para reunir e
transformar dados, para que você possa se concentrar na análise
de dados.
A inteligência empresarial é uma das prioridades das organizações
atuais e depende da geração de conhecimento relevante que tem
como base o uso de informações baseadas em dados. Desse modo, a
inteligência empresarial está hoje diretamente relacionada à tecnologia.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de
que você realmente entendeu o tema de estudo deste
capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Estudamos
aqui os conceitos de inteligência empresarial relacionada
à tecnologia, bem como suas características em detalhes.
Sistemas de Informações Gerenciais 27
Conceito de Data Mining e Data Warehouse
INTRODUÇÃO:
A inteligência empresarial é oriunda do processo de
monitoramento de dados e informações referentes ao
ambiente geral, operacional e interno das empresas. Esse
monitoramento é realizado a partir de tecnologia de banco
de dados, sendo que a base delas são o Data Warehouse
e o Data Mining. Por isso, neste capítulo, vamos conhecer
esses dois conceitos e suas características.
Data Warehouse
Em um projeto de inteligência empresarial busca-se o cruzamento
de dados e informações dos mais distintos formatos e de fontes distintas,
os quais podem ter origens internas e externas e nem sempre estão
devidamente estruturados. Assim surgem dois grandes problemas, como
equacionar as várias origens da informação e os diferentes formatos.
Nesse contexto surge o conceito de Data Warehouse (DW), que tem
como um de seus objetivos centralizar todas as informações necessárias
para a organização em uma mesma base de dados.
Segundo Gonçalves e Barbieri (2017, p. 36),
Trata-se do conjunto de hardware e software que possibilita
o acesso a dados estratificados e consolidados de forma
consistente, rápida e segura, minimizando a procura por dados
redundantes e dispersivos com a concentração da informação
que fica única em toda a organização. São muito utilizados
pela alta administração da empresa e pelo setor de marketing.
De maneira simples “são cópias de dados de transações, estruturadas
especificamente para consultas e análises. Para as empresas, servem
de fonte de consultas fornecendo uma base de dados analítica que vai
auxiliar na tomada de decisão (GONÇALVES, BARBIERI, 2017, p. 95). Na
28 Sistemas de Informações Gerenciais
figura 8, podemos ver uma estrutura que demonstra o funcionamento de
um DW.
Figura 8: Estrutura de Data Warehouse
CRM
Reporting
Billing
Data
ERP ETL Analytics
Warehouse
Flat Files
Data Mining
Outras fontes
de dados
Fonte: Walker, 2015 apud Gonçalves; Barbieri, 2017, p. 95.
Como pudemos ver na figura 8, é possível a extração de dados
de sistemas de informação estruturados, como ERPs e CRMs, e não
estruturados, como planilhas Excel e arquivos de texto. Permite também o
tratamento de diversos formatos, como XLS e CSV. A possibilidade de se
extrair dados de diversos formatos é algo muito importante, visto que hoje
cada vez mais são gerados dados que antes não podiam ser utilizados
pelas empresas. Além disso, com a tecnologia do DW é possível que as
empresas aproveitem todo o potencial do novo cenário informacional que
se instaura com o Big Data.
Big data é um conceito que descreve o grande volume de dados
estruturados e não estruturados que são gerados a cada segundo.
Para muitos, o conceito Big Data é algo novo, mas mesmo antes de
existir qualquer meio digital e/ou tecnologias computacionais, os dados
já eram gerados. A diferença é que nos dias de hoje geramos muito mais
dados com dispositivos, como celular e TVs. Além disso, temos as mídias
sociais que geram a todo tempo informações majoritariamente públicas.
Hoje já é realidade a existência de carros, geladeiras e dispositivos
vestíveis (wearable devices), conectados entre si e gerando ainda mais
dados para serem processados e transformados em informações úteis.
Sistemas de Informações Gerenciais 29
O diferencial do Big Data está justamente atrelado à possibilidade
e oportunidade em cruzar esses dados por meio de diversas fontes para
obtermos insights rápidos e preciosos. A exigência dos consumidores e o
aumento da competitividade em todos os mercados nos força a inovar e
ter esse caminho como premissa básica nos negócios.
Por isso o Big Data é tão essencial nos dias de hoje. Conseguimos
obter informações de mercado por meio de nossos consumidores,
extraindo o que eles estão dizendo sobre tudo o que você faz. Insatisfações,
satisfações, desejos, necessidades, entre outros são possíveis de captar
em mídias sociais e cruzar com dados internos de sua empresa e assim
criar insights incríveis.
A essência do conceito está em gerar valor para negócios. Quanto
mais dados temos, maior o esforço de processamento para gerar
informações. Sendo assim, a velocidade para obter a informação faz parte
do sucesso que o Big Data pode proporcionar em sua empresa.
Segundo Gonçalves e Barbieri (2017, p. 95),
Os DW serão aglutinadores de diversas fontes de dados
para, assim, condensarem os diversos dados organizando-os.
Basicamente, os DW fornecem a condições necessárias para
a transformação de uma base de dados de transações (OLTP,
on-line transation processing), para uma base maior que terá
os históricos de todos os dados com interesses dentro da
organização (OLAP, on-line analytical processing), conhecido
então como DW. Os dados que abastecem os DW dependem
da atualização dos sistemas alimentadores.
Os Data Warehouses extraem os dados e na sequência esses dados
são armazenados em uma área de espera até serem padronizados.
Na tabela abaixo podemos ver as principais características de um
Data Warehouse.
30 Sistemas de Informações Gerenciais
Tabela 1: Características de um Data Warehouse
Os DW são orientados pelos principais assuntos ou
áreas de negócios da empresa, por exemplo, em
Organização em
empresas comerciais podem ter assuntos sobre
assuntos
clientes, produtos e fornecedores. Ficando, assim,
em grandes blocos para armazenagem e consulta.
Há nesse sistema uma necessária passagem de
Integração de
dados, dos sistemas de aplicação para o DW,
assuntos
compondo, dessa forma, o data.
Após a extração dos dados, eles são transformados
e transportados para o DW, assim não mais
Não volátil
sofrem alterações, somente ficam disponíveis para
consulta.
Os dados existentes no DW são uma série de
coletas em um espaço de tempo, essas coletas
vão sendo classificadas conforme suas séries
Variação do históricas, e são feitas alterações de detalhes
tempo corrente para detalhes mais antigos, à medida que
o tempo vai passando, para que a informação seja
sempre atualizada e confiável quando for necessária
consulta para a tomada de decisão.
Chamam-se metadados os dados que descrevem e
caracterizam um conjunto de dados. Os metadados
facilitam o entendimento dos relacionamentos e a
Metadados
utilidade das informações dos dados, por exemplo,
os dados referentes a uma música, como autor,
nome da música e álbum que foi editada.
Trata-se do nível de detalhes dentro do DW, é
inversamente proporcional ao nível de detalhe,
funcionando assim: quanto mais detalhes, menor
o nível de granularidade. O volume de dados
contidos no DW é balanceado de acordo com o
Granularidade
nível de detalhe da consulta, por exemplo, em
uma indústria, as quantidades produzidas não
registradas diariamente com um grande volume de
bytes gastos, se fossem registradas mensalmente, o
volume de bytes cairia significativamente.
Fonte: Gonçalves e Barbieri, 2017, p. 95.
Sistemas de Informações Gerenciais 31
Vantagens do DW
Como toda tecnologia, é possível identificarmos vantagens e
desvantagens de um DW. Dentre as principais vantagens podemos
destacar:
• Acesso às informações de maneira rápida.
• Melhoria da qualidade dos dados.
• Possibilidade de processos paralelos.
• Segurança de dados.
Apesar das vantagens, o DW não é algo simples e requer tempo e
investimento considerável para seu desenvolvimento.
Processamento OLAP
Como foi visto anteriormente, o DW nada mais é do que um
repositório de dados, mas para que as empresas consigam utilizar esses
dados, é necessário um meio que dê a rapidez que os negócios demanda.
Segundo Gonçalves e Barbieri (2017, p. 95), “as empresas necessitam cada
vez mais de rapidez na formulação de estratégias para permanecerem
no mercado e, para isso, precisam de informações confiáveis e de rápida
consulta”.
Nesse contexto surge a metodologia OLAP (on-line analytical
processing), que permite acesso rápido às informações.
O OLAP fornece para as empresas uma metodologia de
acesso, visualização e análise dos dados coorporativos com
uma grande flexibilidade e desempenho, garantindo, assim,
o atendimento as demandas da empresa para a melhoria.
(GONÇALVES, BARBIERI, 2017, p. 95)
Existem várias maneiras de se implementar o OLAP, como podemos
ver na tabela 2.
32 Sistemas de Informações Gerenciais
Tabela 2: Abordagens do OLAP
Abordagem OLAP Descrição
Utiliza a tecnologia de banco de dados
relacionais para armazenar seus dados.
Suas consultas são também processadas
Relational On-line pelo gerenciador do banco de dados
Analytical Processing relacional. São criadas tabelas de sumários,
(ROLAP) sendo que nenhum dado é movido para
o OLAP servidor. Quando necessárias, as
tabelas são totalmente deriváveis e seus
índices criados automaticamente.
São ferramentas que disparam suas
requisições diretamente ao servidor de
Multidimensional On-line
banco de dados multidimensional. Após
Analytical Processing
o envio da requisição, o usuário continua
(MOLAP)
manipulando os dados diretamente no
servidor, tendo um ganho no desempenho.
É a combinação entre ROLAP e MOLAP,
pegando o melhor de ambas as categorias
a escalabilidade de ROLAP e o alto
desempenho do MOLAP. Os dados ficam
Hybrid On-line Analytical retidos no sistema de gerenciamento de
Processing (HOLAP) banco de dados (SGBD). Enquanto as
agregações ficam no MOLAP, apresenta
uma pequena desvantagem, ele fica mais
lento que o modelo MOLAP em casos de
consultas sobre dados básicos.
Fonte: Gonçalves e Barbieri, 2017, p. 98.
Modelagem dimensional
Além de fácil acesso à informação, deve ser de fácil entendimento.
Desse modo, os sistemas possibilitam a visualização das informações em
formato multidimensional.
Sistemas de Informações Gerenciais 33
Segundo Gonçalves e Barbieri (2017, p. 95),
Os usuários precisam de formatos de consulta fácil e intuitiva,
para isso, os sistemas OLAP devem possuir o que chamamos
de visão multidimensional, pois, assim, os usuários terão
suas consultas baseadas em diferentes perspectivas. Com
isso tornou-se necessária uma modelagem dimensional,
que é uma técnica de projeto lógico, utilizada pelos DW que
contrastam com a modelagem entidade-relacionamento. Sua
ideia central é apresentar os tipos de dados de um negócio
em uma estrutura do tipo cubo de dados.
Na figura 9 podemos ver um exemplo de estrutura multidimensional,
a ideia é que os dados sejam organizados de forma que permita seu
cruzamento.
Figura 9: Estrutura multidimensional
Fonte: Gonçalves e Barbieri, 2017, p. 98.
Existem duas maneiras de se estruturar um modelo multidimensional:
o modelo estrela (star schema) e o modelo floco de neve (snow flake).
Modelo estrela (star schema)
No modelo estrela temos uma central chamada de tabela
fato, que de acordo com Gonçalves e Barbieri (2017, p. 98) “todas as
dimensões relacionam-se com o fato diretamente”. Relacionada à tabela
fato, temos algumas tabelas chamadas “dimensão”, que possibilita o
correlacionamento de variáveis à tabela fato. Na figura 10 podemos ver
um exemplo do modelo estrela.
34 Sistemas de Informações Gerenciais
Figura 10: Modelo estrela
Modelagem: Star Schema
DIM Canal de vendas DIM Região
Código do CEP
vendedor Fato vendas Cidade
Código da loja UF
Nome da loja Código do
vendedor País
Local da loja
Código do
Canal de produto
distribuição
CEP
Data
DIM Produto Quantidade
DIM Tempo
Código de Valor Data
produto
Dia
Nome do produto
Mês
Categoria
Ano
Tipo de produto
Semestre
Subtipo de
produto Descrição do mês
Fonte: Gonçalves e Barbieri, 2017, p. 98.
Como podemos ver, a tabela fato armazena variáveis que podem
ser utilizadas como medidas do processo, podendo ser mensuradas
quantitativamente em um intervalo de tempo.
Modelo floco de neve (snow flake)
A modelagem floco de neve cria uma normatização diferente de
banco de dados, onde existem dimensões auxiliares, como podemos ver
na figura 11.
Sistemas de Informações Gerenciais 35
Figura 11: Modelo floco de neve
Dimensão
Dimensão Loja
Promoção
Meio Fatos Vendas Marca
Dimensão Dimensão
Departamento
Tempo Produto
Ano Mês Dia Categoria
Fonte: Gonçalves e Barbieri, 2017, p. 98.
Conforme Gonçalves e Barbieri (2017, p. 98),
As tabelas dimensionais relacionam-se com a tabela de fatos,
como no esquema estrela, a diferença é que algumas dessas
tabelas dimensionais relacionam-se apenas entre elas e não
com a tabela fato, isso ocorre para fins de normalização das
tabelas dimensionais, para que o espaço ocupado seja o
mínimo necessário.
Ambos os modelos funcionam, entretanto o modelo estrela é o
mais utilizado. Na tabela 3 podemos ver um comparativo entre os dois
modelos.
Tabela 3: Modelo estrela versus modelo floco de neve
36 Sistemas de Informações Gerenciais
Indicador Floco de neve Estrela
Satisfatório, atende à Bom quanto à
Tempo de resposta
demanda performance
Bom quanto à Bom quanto à
Utilização da RAM
performance performance
Tempo de execução Bom quanto à
Excelente
do script performance
Flexibilidade Deixa a desejar Excelente
Complexidade do
Deixa a desejar Excelente
script
Fonte: Gonçalves e Barbieri, 2017, p. 102.
Ainda segundo Gonçalves e Barbieri (2017, p. 102),
O modelo estrela é mais simples e fácil de navegar, a
consideração negativa é que desperdiça espaço, pois repete
as mesas descrições ao longo de toda a tabela. Vários estudos
apontam que, mesmo com essa questão, a diferença de
espaço usado por esse modelo a mais, não justifica sua troca,
pois esse quesito é insignificante perante todos os outros
fatores que ele agrega em desempenho.
Data Marts
Cada vez mais os setores das empresas necessitam de informações
rápidas para tomar decisões e criar estratégias. Muitas vezes essas
informações não precisam de toda a base de dados, mas apenas
uma parcela destes. Para essa finalidade são criados os Data Marts,
que permitem que sejam acessados uma parte dos dados do DW,
possibilitando acesso e processamento diferenciado.
Segundo Gonçalves e Barbieri (2017, p. 103), “os Data Marts
(repositório de dados) são subconjuntos de dados do DW que permitem
o acesso descentralizado e, hoje, servem de fonte para os dados que irão
compor os bancos de dados individuais”.
Sistemas de Informações Gerenciais 37
Normalmente os Data Marts são utilizados para atender uma
demanda informacional setorial específica como dados referente a
clientes e consumo para o setor comercial, ou sobre dados de produção.
A estrutura dos Data Marts segue “o modelo estrela para atender
as demandas dos usuários, focando no retorno rápido das demandas dos
usuários para a tomada de decisão” (GONÇALVES; BARBIERI, 2017, p. 103),
como podemos ver na figura 12.
Figura 12: Estrutura do Data Mart
Data Mart
Data Warehouse Data Mart
DB Objects
Data Mart
Fonte: Gonçalves e Barbieri, 2017, p. 98.
Segundo Gonçalves e Barbieri (2017, p. 104), as principais vantagens
dos Data Marts são:
• Os Data Marts têm diminuído de forma considerável o custo de
implementação e manutenção de sistemas de apoio às decisões,
colocando-os posto ao alcance de um número muito maior de
corporações.
• Eles podem ser prototipados muito mais rapidamente, com
alguns pilotos sendo construídos entre 30 e 120 dias, e sistemas
completos sendo construídos entre três e seis meses; etc.
38 Sistemas de Informações Gerenciais
• Os Data Marts têm o escopo mais limitado e são mais identificados
com grupos de necessidades dos usuários, o que se traduz em
esforço/equipe concentrados.
Data Mining
A geração de dados vem crescendo a cada dia de maneira
vertiginosa, são dados internos e externos que devem ser monitorados
pelas empresas, entretanto no meio de tantos dados como saberemos
quais dados necessitaremos?
De acordo com Gonçalves e Barbieri (2017, p. 36),
O Data Mining pode ser chamado de “mineração de dados”,
como a tradução diz, ele auxilia na procura das informações
constantes no banco de dados, afinal, você sabe que não
adianta acumular milhões de informações se não conseguimos
na hora em que se precisa encontrar as relevantes para a
solução da demanda.
Na prática, o Data Mining permite que seja encontrada uma série de
informações que existem no banco de dados, já que “o Data Mining utiliza
uma grande variedade de técnicas para consolidar modelos e relações
ocultas para inferir regras para prever comportamentos futuros e orientar
corretamente as decisões” (GONÇALVES; BARBIERI, 2017, p. 36).
Segundo Reis (2010), o Data Mining é um processo analítico projetado
para explorar grandes quantidades de dados (tipicamente relacionados
a negócios, mercado ou pesquisas científicas), na busca de padrões
consistentes e/ou relacionamentos sistemáticos entre variáveis para,
então, validá-los aplicando os padrões detectados a novos subconjuntos
de dados. O processo consiste basicamente em três etapas: exploração,
construção de modelo ou definição do padrão e validação/verificação.
O Data Mining permite que sejam encontrados padrões de
comportamentos de consumidores a partir de uma base de dados. Esses
dados podem ser oriundos de cadastros internos e externos e servem de
base para a determinação de estratégias. Esse tipo de análise é a base
para as ações comerciais de venda cruzada onde se oferecem produtos
que têm uma maior probabilidade de compra associada, como é o caso
Sistemas de Informações Gerenciais 39
de fraldas e pomada para assaduras. Entretanto, é importante termos
cuidado com o uso de dados, visto que estes não são propriedade da
empresa.
Você já conhece a Lei de Proteção de Dados? Leia uma parte dela
a seguir para você compreender sobre a proteção de uso de dados pelas
empresas.
Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018, em vigor em agosto
de 2020.
[...]
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais,
inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por
pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo
de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de
privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da
pessoa natural.
[...]
Art. 7º O tratamento de dados pessoais somente poderá ser
realizado nas seguintes hipóteses:
I - mediante o fornecimento de consentimento pelo titular;
II - para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo
controlador;
III - pela administração pública, para o tratamento e uso
compartilhado de dados necessários à execução de políticas
públicas previstas em leis e regulamentos ou respaldadas em
contratos, convênios ou instrumentos congêneres, observadas
as disposições do Capítulo IV desta Lei;
IV - para a realização de estudos por órgão de pesquisa,
garantida, sempre que possível, a anonimização dos dados
pessoais;
V - quando necessário para a execução de contrato ou de
procedimentos preliminares relacionados a contrato do qual
seja parte o titular, a pedido do titular dos dados;
40 Sistemas de Informações Gerenciais
VI - para o exercício regular de direitos em processo judicial,
administrativo ou arbitral, esse último nos termos da Lei nº
9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem);
VII - para a proteção da vida ou da incolumidade física do
titular ou de terceiros;
VIII - para a tutela da saúde, em procedimento realizado por
profissionais da área da saúde ou por entidades sanitárias;
VIII - para a tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento
realizado por profissionais de saúde, serviços de saúde ou
autoridade sanitária; (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019)
IX - quando necessário para atender aos interesses legítimos do
controlador ou de terceiros, exceto no caso de prevalecerem
direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a
proteção dos dados pessoais; ou
X - para a proteção do crédito, inclusive quanto ao disposto na
legislação pertinente.
ACESSE:
Conheça essa lei na íntegra clicando aqui.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo,
vamos resumir tudo o que vimos. Compreendemos aqui
os conceitos e as características de Data Warehouse e
Data Mining. Vimos quais são as vantagens do DW, o que
é processamento OLAP e modelagem dimensional. Além
disso, estudamos o que é Data Marts e as características
de Data Mining
Sistemas de Informações Gerenciais 41
Business Intelligence
INTRODUÇÃO:
A partir do momento em que as empresas começaram a
perceber a necessidade da tecnologia da informação para
a gestão estratégia, começam a surgir sistemas que têm
justamente o objetivo de fornecer inteligência baseada em
dados. Por isso, neste capítulo, vamos estudar os conceitos
de Business Intelligence.
Os Business Intelligence (BI) são sistemas que permitem que as
empresas cruzem os dados operacionais, gerando assim informações e
conhecimento para a empresa.
Segundo Kroenke (2012, p. 205),
Um sistema de BI é um sistema de informação que fornece
informações destinadas a melhorar o processo decisório.
Esses sistemas variam em suas características e funções, bem
como na maneira como incentivam a vantagem competitiva.
As soluções de Business Intelligence são moldadas conforme as
necessidades informacionais de cada contexto empresarial específico.
Desse modo, é possível termos vários tipos de BI.
Na realidade, quando pensamos em sistemas de BI nos referimos
muito mais a diferentes modelagens de dados para a geração de
informações executivas pré-definidas pela alta administração que utilizam
uma interface que permite acessar e analisar as informações sob um
cenário 3D.
Os sistemas de Business Intelligence em uma organização
funcionam a partir de um Data Warehouse central, de onde são extraídos
dados necessários para se chegar às informações executivas solicitadas.
Esse processo se dá a partir da criação de um modelo multidimensional
por meio da metodologia OLAP.
42 Sistemas de Informações Gerenciais
Sistemas especialistas
Apesar dos sistemas de Business Intelligence serem sistemas
que tem em sua essência uma grande base de dados que pode ser
parametrizada conforme a necessidade de cada setor, é possível
destacarmos alguns sistemas que devido a sua base de dados e
informações específicas possibilitam uma análise diferenciadas.
De acordo com Kroenke (2012, p. 206), “os sistemas especialistas
sintetizam o conhecimento humano específico em forma de regras ‘se/
então’”. Ainda nesse sentido, Gonçalves e Barbieri (2017, p. 110) afirmam que:
Os chamados sistemas especialistas são programas que
auxiliam na resolução de problemas complexos e que precisam,
para sua solução, de um maior combinado de informações.
De acordo com o autor Feigenbaum apud Harmon e King
(1988) o sistema especialista, também conhecido pela sigla
SE, ‘[...] é um programa inteligente de computador que usa
conhecimentos e procedimentos inferenciais, para resolver
problemas muito complexos, de forma a requererem para sua
resolução muita perícia humana’.
Um sistema especialista tem como base uma série de regras
determinadas a partir de conhecimentos específicos, que direcionam
caminhos que devem ser seguidos. Segundo Kroenke (2012, p. 206),
Os sistemas especialistas podem ter centenas ou até́ milhares
dessas regras. Embora poucos sistemas tenham demonstrado
capacidade equivalente à de um especialista humano, alguns
são suficientemente qualificados para melhorar a qualidade
do diagnóstico e das decisões das fontes não especializadas.
Dessa forma, os sistemas especialistas fazem então “a interface
da base de dados das informações sobre os conhecimentos afins,
correlacionando essas informações com a figura do ser humano”
(GONÇALVES; BARBIERI, 2017, p. 110). É importante deixar claro que os
sistemas especialistas não eliminam o conhecimento humano e não
estamos falando em máquinas que pensam, mas em sistemas que, com
base em conhecimentos predeterminados, conseguem fazer correlações
e sugerir soluções.
Sistemas de Informações Gerenciais 43
Um exemplo possível de sistemas inteligentes seria de um
sistema na área médica que, a partir de regras predefinidas com base
em conhecimentos estruturadas, determina resultados de exames ou
diagnósticos.
Em um sistema de diagnósticos médicos, por exemplo, um sistema
especialista pode ter uma regra com o seguinte formato:
Se temperatura paciente > 39,5, então, iniciar procedimento - febre alta
Vale a ressalva que quanto maior o número de parâmetros, maior a
assertividade das soluções propostas pelos sistemas especialistas.
Tendo como base o fato de que os sistemas especialistas con-
seguem cruzar regras específicas, esses sistemas podem ser utilizados
de diferentes formas pelas empresas. Dentre as principais funções dos
sistemas especialistas podemos destacar a predição, o diagnóstico e o
monitoramento. Na tabela 4 podemos ver as funções dos sistemas espe-
cialistas pontuadas por Gonçalves e Barbieri (2017, p. 111).
Tabela 4: Principais funções dos sistemas especialistas
Função Descrição
Sistemas que são utilizados para procurar e determinar
relações e significados com base na análise de dados.
Interpretação
Têm mecanismos que permitem tratar dados errôneos
ou distorcidos ou até mesmo ausentes.
Sistemas que podem detectar falhas oriundas das
análises de dados, eles têm internamente o sistema
Diagnósticos
de interpretação de dados, com isso, permitem ao
diagnosticador decidir sobre quais medidas tomar.
Sistema que monitora o comportamento e avisa
sobre eventuais falhas. Essa rotina é executada
Monitoramento continuamente, sobre um comportamento
esperado dentro de limites estabelecidos, qualquer
sinal diferente deverá ser tratado para a correta
interpretação.
44 Sistemas de Informações Gerenciais
Sistema utilizado para a projeção de dados
futuros, de acordo com uma base de dados de
acontecimentos passados e coleta de dados
do presente. Podemos chamar essa fase de
Predição cenarização, ou seja, o sistema a partir da análise
do comportamento dos dados utiliza raciocínios
hipotéticos para essas projeções futuras, sempre
se baseando na variação dos dados que estão
entrando.
Sistema utilizado para preparação e/ou
acompanhamento da execução de projetos,
realizando o acompanhamento das suas etapas.
Suas características são parecidas com as dos
sistemas de planejamento, pois devem produzir
Projeto
especificações que levem ao alcance dos objetivos
propostos. Ele é capaz de apresentar uma visão
global do projeto e do status de realização,
podendo auxiliar para eventuais alterações de
cronogramas.
Auxilia no fornecimento de soluções para o mau
funcionamento provocado, por exemplo, uma
distorção dos dados cadastrados. Tem rotinas para
Depuração
que, de forma automática, verifique as diversas
partes componentes para ir validando o sistema
como um todo.
Após a etapa de diagnóstico o sistema de reparo
Reparo faz as modificações necessárias para a melhoria do
processo.
É utilizado para verificação e correção de
comportamento de aprendizado e incorpora como
subsistema um sistema de diagnóstico e de reparo.
Instrução
O sistema de instrução é focado no estudante,
portanto seu funcionamento consiste em ir
interagindo com o treinando.
Como pudemos ver, os sistemas especialistas podem ser utilizados
para fins estratégicos, como desenho de cenários futuros, mas também
para questões operacionais como diagnóstico e reparo.
Sistemas de Informações Gerenciais 45
Em alguns casos, os sistemas especialistas podem ser utilizados
como consultores aos usuários, fornecendo recomendações especializa-
das para áreas determinadas.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo,
vamos resumir tudo o que vimos. Estudamos os conceitos
de Business Intelligence, bem como suas características
e funções. Além disso, compreendemos quais são as
principais funções dos sistemas especialistas.
46 Sistemas de Informações Gerenciais
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