Capítulo 8 - Maximização de
lucros e oferta competitiva
Funciona para serviços? Sim, são, igualmente, produtos produzidos e vendidos.
O lucro (π) só é maximizado quando a receita marginal for igual ao custo marginal.
Neste ponto de produção, a receita total menos o custo total atinge o seu ponto
de maior diferença, isto é, o lucro é o maior possível. Além disso, a VARIAÇÃO da
receita total resultante da adição de uma unidade a mais na produção é nula, que
no caso seria 0.
Por que zero? Porque o lucro é maximizado quando um incremento adicional
no nível de produção mantém o lucro INALTERADO, ou seja, zero (0).
Δπ ΔR ΔC
=
−
= 0
Δq Δq Δq
OU:
RM g(q) = CM g(q)
Sendo RMg = receita marginal
Capítulo 8 - Maximização de lucros e oferta competitiva 1
⇒ Inclinação da R(q) = RECEITA MARGINAL
⇒ Inclinação da C(q) = CUSTO MARGINAL
Ou seja, a maximização do lucro ocorre quando a inclinação do CUSTO TOTAL
é exatamente igual à inclinação da curva de RECEITA TOTAL. Nesse ponto,
percebe-se, a curva de lucro (π) atinge o seu pico.
Em uma empresa perfeitamente competitiva, o preço do mercado é dado, fazendo
com que a curva de demanda da empresa (d) seja perfeitamente elástica. Isso
ocorre porque a qualquer quantidade vendida, o preço não irá se alterar, por mais
que a curva de demanda DO MERCADO seja descendente.
Isso faz com que a curva de RECEITA TOTAL de uma empresa assim seja também
a curva de RECEITA MÉDIA, uma vez que a receita média (RT/q) aumentará o valor
do preço a cada unidade adicional vendida, assim como a receita total. Da mesma
forma, ambas as curvas são igual à curva de PREÇO/demanda da empresa. Além
disso, tais curvas SÃO IGUAIS À CURVA DE RECEITA MARGINAL.
Dito isso, o empresário de tal empresa deve escolher o nível de produção de
forma que o custo marginal seja igual ao preço, ou seja, o custo para adicionar
uma unidade a mais no processo produtivo deve ser exatamente igual ao preço
dado pelo mercado.
Isso é a técnica para definir O NÍVEL DE PRODUÇÃO, e não o preço, que é
dado pelo mercado.
Capítulo 8 - Maximização de lucros e oferta competitiva 2
CM g(q) = RM g = P
O lucro é dado pela área do retângulo pintada de vermelho.
O ponto de maximização do lucro á dado pelo encontro do custo marginal com a
receita marginal em um ponto em que a curva de CMg esteja ascendente
(porque quando ela está descendente, o lucro ainda poderá ser maximizado -
caso do q0).
AB ⇒ diferença entre CUSTO MÉDIO de produção e PREÇO, que nada mais é que
o LUCRO MÉDIO (por unidade, portanto).
BC ⇒ unidade produzidas
ABCD ⇒ portanto, é igual ao lucro.
⇒ Uma empresa competitiva deve encerrar sua produção se o CUSTO MÉDIO for
> que o PREÇO. Isto é, se o custo MÉDIO para produzir uma única unidade for
Capítulo 8 - Maximização de lucros e oferta competitiva 3
maior que o PREÇO, a empresa deve fechar.
Anotações de aula
Mercados perfeitamente competitivos:
Tomadores de preços
Produtos iguais (homogêneos) ⇒ produtos homogêneos têm o MESMO
PREÇO (commodities)
Por mais que seja o mesmo produto, se tiver o preço diferente, quer dizer
que há imputação diferente de valor, ou seja, não é commoditie
Livre saída e entrada de firmas (relativamente pouco custoso a entrada e a
saída)
Ex.: mercado automobilístico ⇒ custoso entrar e sair
⇒ Firmas maximizam lucros:
Lucro = Receita - Despesa
Lucro econômico zero: refere-se ao custo de oportunidade, ou seja,
demonstra que a empresa está ganhando tão bem quanto se investisse seus
recursos monetários de outra forma, isto é, ela deve se manter no mercado.
Despesa: CTMe x q (CT)
Receita: P x q
⇒ O lucro é maximizado quando RMg = CMg. Se a receita marginal é MAIOR que
o custo marginal, eu aumento a produção, pois estou ganhando mais. Se o custo
marginal for MAIOR que a receita marginal, eu devo diminuir a produção, pois
estou gastando mais que ganhando. Até atingir o ponto de equilíbrio RMg = CMg,
maximizando o lucro.
⇒ Em mercados perfeitamente competitivos, a empresas tomam os preços,
fazendo com que a curva de demanda da EMPRESA seja perfeitamente elástica
(horizontal).
Se RMg = RMe = P, logo: P = CMg para maximizar o lucro.
Para saber se há lucro, comparo P com CTMe
Capítulo 8 - Maximização de lucros e oferta competitiva 4
Se CTMe > P > CVMe, então q > 0, porque cubro os custos variáveis e uma parte
dos fixos. Isso quer dizer que, NO CURTO PRAZO, compensa produzir tal
quantidade e bancar certa quantidade dos custos; isso porque só posso decidir
sair ou entrar do mercado no LONGO PRAZO (por mais que seja 1 semana pra
vender meus equipamentos).
⇒ A curva de oferta da FIRMA é a curva de CMg ACIMA do CVMe
⇒ Longo Prazo:
A variável que fará o ajuste de preço será a ENTRADA ou SAÍDA de firmas
Entrada: Lucro > 0
Saída: Lucro < 0
Capítulo 8 - Maximização de lucros e oferta competitiva 5
Até atingir o equilíbrio: Lucro = 0
⇒ Equilíbrio competitivo no longo prazo:
Todas as empresas do setor estão maximizando lucros;
Inexistem estímulos por parte de qualquer empresa para entrar ou sair do
mercado, pois todas estão auferindo LUCRO ECONÔMICO ZERO;
O preço do produto é tal que a quantidade ofertada pelas empresas do setor
se IGUALA ao volume DEMANDADO pelos consumidores
→ Só não há entrada/saída de firmas se o lucro econômico for 0 ou se houver
barreiras à entrada (naturais ou artificiais). Só PODEM entrar ou sair no LONGO
PRAZO, devido às barreiras à entrada, à estabilidade do capital etc.
Capítulo 8 - Maximização de lucros e oferta competitiva 6
P = CMg ⇒ maximização de lucro
CMg = CTMe ⇒ CTMe é mínimo (mercado é eficiente)
P = CTMe ⇒ lucro zero
A curva de oferta do curto prazo do mercado é a soma de todas as curvas
individuais. Como todas as firmas estão maximizando o lucro no mesmo mercado,
a curva será P x q x número de firmas.
Capítulo 8 - Maximização de lucros e oferta competitiva 7
Capítulo 8 - Maximização de lucros e oferta competitiva 8