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Sífilis e Gonorreia: Sintomas e Tratamento

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, que pode levar a complicações graves se não tratada, incluindo sífilis congênita. A gonorreia, causada pela Neisseria gonorrhoeae, é uma infecção bacteriana do trato genital que pode resultar em complicações como infertilidade e artrite gonocócica. Ambas as infecções podem ser prevenidas com o uso de preservativos e requerem diagnóstico e tratamento adequados para evitar consequências severas.
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Sífilis e Gonorreia: Sintomas e Tratamento

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, que pode levar a complicações graves se não tratada, incluindo sífilis congênita. A gonorreia, causada pela Neisseria gonorrhoeae, é uma infecção bacteriana do trato genital que pode resultar em complicações como infertilidade e artrite gonocócica. Ambas as infecções podem ser prevenidas com o uso de preservativos e requerem diagnóstico e tratamento adequados para evitar consequências severas.
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Sífilis

Definição
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e
exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum,
que pode causar vários sintomas e ter diferentes fases. Se não
tratada, a longo prazo, pode atingir órgãos vitais e levar a sequelas
irreversíveis.

A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com
uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto.
O acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-
natal previne a sífilis congênita e é fundamental.

Como prevenir
O uso correto e regular da camisinha feminina e/ou masculina é a
medida mais importante de prevenção da sífilis, por se tratar de uma
Infecção Sexualmente Transmissível.

O acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-


natal de qualidade contribui para o controle da sífilis congênita.

Sintomas
Os sinais e sintomas da sífilis variam de acordo com cada estágio da
doença, que divide-se em:

1. Sífilis primária — sintomas


 Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria
(pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais
da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Essa
lesão é rica em bactérias.
 Normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus,
podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha.

2. Sífilis secundária — sintomas


 Os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses
do aparecimento e cicatrização da ferida inicial.
 Pode ocorrer manchas no corpo, que geralmente não coçam,
incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Essas lesões são
ricas em bactérias.
 Pode ocorrer febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo
corpo.

3. Sífilis latente — fase assintomática — sintomas


 Não aparecem sinais ou sintomas.
 É dividida em sífilis latente recente (menos de dois anos de
infecção) e sífilis latente tardia (mais de dois anos de infecção).
 A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento
de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.

4. Sífilis terciária — sintomas


 Pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção.
 Costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões
cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo
levar à morte.

Como é feito o diagnóstico


O teste rápido (TR) de sífilis está disponível nos serviços de saúde do
SUS, sendo prático e de fácil execução, com leitura do resultado em,
no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial.
Esta é a principal forma de diagnóstico da sífilis.

O TR de sífilis é distribuído pelo Departamento das IST, do HIV/Aids e


das Hepatites Virais/Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da
Saúde (DIAHV/SVS/MS) como parte da estratégia para ampliar a
cobertura diagnóstica da doença. Nos casos de TR positivos
(reagentes), uma amostra de sangue deverá ser coletada e
encaminhada para realização de um teste laboratorial (não
treponêmico) para confirmação do diagnóstico.

Deve-se avaliar a história clínico-epidemiológica da mãe, o exame


físico da criança e os resultados dos testes, incluindo os exames
radiológicos e laboratoriais, para se chegar a um diagnóstico seguro e
correto de sífilis congênita.

Tratamento
O tratamento de escolha é a penicilina benzatina (benzetacil), que
poderá ser aplicada na unidade básica de saúde mais próxima de sua
residência.

Esta é, até o momento, a principal e mais eficaz forma de combater a


bactéria causadora da doença.

Quando a sífilis é detectada na gestante, o tratamento deve ser


iniciado o mais rápido possível, com a penicilina benzatina. Este é o
único medicamento capaz de prevenir a transmissão vertical, ou seja,
de passar a doença para o bebê.

A parceria sexual também deverá ser testada e tratada para evitar a


reinfecção da gestante. São critérios de tratamento adequado à
gestante:

 Administração de penicilina benzatina.


 Início do tratamento até 30 dias antes do parto.
 Esquema terapêutico de acordo com o estágio clínico da sífilis.
 Respeito ao intervalo recomendado das doses.

Sífilis Congênita
A sífilis congênita é uma doença transmitida para criança durante a
gestação (transmissão vertical). Por isso, é importante fazer o teste
para detectar a sífilis durante o pré-natal e, quando o resultado for
positivo (reagente), tratar corretamente a mulher e sua parceria
sexual, para evitar a transmissão.

Recomenda-se que a gestante seja testada pelo menos em 3


momentos:

 Primeiro trimestre de gestação.


 Terceiro trimestre de gestação.
 Momento do parto ou em casos de aborto

A sífilis congênita pode se manifestar logo após o nascimento,


durante ou após os primeiros dois anos de vida da criança.

Complicações
São complicações da sífilis congênita:

 aborto espontâneo;
 parto prematuro;
 má-formação do feto;
 surdez;
 cegueira;
 deficiência mental;
 morte ao nascer.

A infecção por sífilis pode colocar em risco não apenas a saúde do


adulto, como também na gestação, a sífilis pode apresentar
consequências severas, como abortamento, prematuridade,
natimortalidade, manifestações congênitas precoces ou tardias e
morte do recém-nascido. Em formas mais graves da doença, como no
caso da sífilis terciária, se não houver o tratamento adequado pode
causar complicações graves como lesões cutâneas, ósseas,
cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.
Gonorreia

Definição
Infecção bacteriana do trato genital, principalmente da uretra. Agente
etiológico: Neisseria gonorrhoeae. É uma IST.

Causa
A infecção por esse diplococo gram negativo, ocorre na maioria das
vezes, por transmissão sexual em relações desprotegidas: vaginal,
oral e retal (cervicite, uretrite, faringite, entre outras). No entanto,
também pode ocorrer em recém-nascido, no momento da passagem
pelo canal do parto (conjuntivite gonocócica neonatal) e em crianças,
como resultado de abuso sexual.

O ser humano é o principal reservatório dessa bactéria. Na maioria


dos casos, os indivíduos acometidos são assintomáticos ou
oligossintomáticos (apresentam poucos sintomas). Na presença de
sintomas, costumam aparecer de 2 a 14 dias após o sexo
desprotegido.
Diplococos gram-negativos de Neisseria gonorrhoeae. Imagem de
microscopia eletrônica, de domínio público.

Como se faz o diagnóstico


O diagnóstico clínico-epidemiológico é possível, e muitas vezes,
suficiente para iniciar o tratamento. No entanto, são necessários
exames confirmatórios da presença do gonococo.

Sendo os mais utilizados:

 Coloração pelo método de Gram (mais utilizada para secreção


uretral do homem) – em variadas amostras, são evidenciados
diplococos intracelulares gram negativos e cultura;

 Cultura – swabs obtidos de amostras são cultivados em meios


específicos;

 NAATs (testes de amplificação de ácido nucleico) – a partir de


swabs genitais, orais ou retais, o material genético do gonoco é
amplificado (muitas vezes, juntamente com o da Clamídia).

Complicações
 Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis: ocorre predominantemente nas
mulheres acometidas e trata-se de uma peri-hepatite
gonocócica ou por Clamídia. Se apresenta com dor abdominal
no hipocôndrio direito, náuseas e vômitos, febre, de forma
semelhante à doença hepática o biliar.

 DIP: caracterizada por dor à mobilização do colo uterino,


dispareunia, desconforto em baixo ventre. Caso não
diagnosticada e tratada adequadamente, pode ser uma causa
de infertilidade.

 Artrite gonocócica séptica: causada por uma artrite séptica com


efusão, com 1 ou 2 articulações envolvidas (principalmente
punhos, cotovelos, joelhos e tornozelos). Seu início geralmente
é agudo, com dor intensa, limitação articular e febre. Sinais
flogísticos locais costumam estar presentes: edema, hiperemia
e hipertermia.

 Infecção gonocócica disseminada (IGD) ou Síndrome artrite-


dermatite: é decorrente de uma bacteremia (gonococo atinge
corrente sanguínea) a partir de uma gonorreia genital, e se
apresenta com febre, poliartralgia migratória, astenia e lesões
cutâneas (pequenas, pouco dolorosas, base hiperêmica ou
papulares, vesiculares – ocorrendo nas extremidades distais).

Tratamento
O tratamento tradicional para quadros não complicados era
realizado com a administração de Ceftriaxona (cefalosporina de
3ª geração), na dose de 500mg, via intra-muscular (IM), em
dose única. Atualmente, além da Ceftriaxona, se prescreve
Azitromicina, na dose de 1g, por via oral (VO), em dose única –
uma vez que coinfecções entre Gonoco e Clamídia são comuns.

Uma alternativa à Azitromicina, é a Doxiciclina, 100mg, 2 vezes


por dia, por 7 dias. Em casos de DIP, esse tratamento se
estende para 14 dias.

Prevenção
Simples e de fácil acesso, se dá pelo uso de preservativos
(feminino e masculino) – em todas as exposições sexuais
(inclusive, no sexo oral).
Técnico de Enfermagem Turma — 8
Professor: Fabio Ribeiro
Disciplina: Saúde do Adulto e do Idoso

Sífilis e Gonorreia

Olho d’Água das Cunhãs — MA

2025

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