0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações4 páginas

História da Educação e sua Função Social

O documento aborda a evolução da educação ao longo da história, destacando sua relação com o contexto social e cultural. A educação, inicialmente comunitária, transformou-se em uma instituição elitista, enfrentando desafios como evasão escolar e dificuldades de aprendizagem. A reflexão sobre a educação é apresentada como parte fundamental da produção cultural e social das sociedades humanas.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações4 páginas

História da Educação e sua Função Social

O documento aborda a evolução da educação ao longo da história, destacando sua relação com o contexto social e cultural. A educação, inicialmente comunitária, transformou-se em uma instituição elitista, enfrentando desafios como evasão escolar e dificuldades de aprendizagem. A reflexão sobre a educação é apresentada como parte fundamental da produção cultural e social das sociedades humanas.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

UNIDADE II: A Ciência Pedagógica e o seu objecto Educação Cientifica (resultado do

desenvolvimento do património socio-cultural, cientifico da humanidade)

Historicamente a educação, esteve presente em âmbito sócio humano. Obviamente que


essa educação institucionalizada ou não, é socialmente histórica, ou seja, com características
próprias em cada fase ou época de sua existência. As diversas formas dessa educação social a
serem estudadas e entendidas como foram e são repassadas, cumprem em comum, singularidades
realistas de seus momentos históricos.

Segundo Petitat (1994), a escola colabora para a reprodução da ordem social; porém ela
de maneira sólida favorece as suas mudanças, as vezes intencional ou de uma outra forma contra
a vontade; e, as vezes as transformações se dão a parte da escola. É que se trata de uma ordem
dinâmica, de grupos e de classes em modificações, usa de técnicas em constante renovação e de
culturas que se redirecionam periodicamente. Em dois séculos, o mundo assistiu a
transformações esperadas, contudo, ainda nos atentamos a teorias pouco estáticas da escola como
agente de reprodução social.

Com o movimento do iluminismo a escola passou a ser mais influenciadora para


praticar mais a função de instrução do que educação, isso se dá no decorrer do século XIX e XX,
o ensino já costumava ser obrigatório na maioria dos países. Dessa forma, a escola passou a
receber mais estudantes, todavia, ela, de um modo geral, não estava preparada para essas
mudanças.

A escola que sempre foi uma instituição elitista não poderia transforma-se rapidamente
e sem a devida preparação numa escola democrática. Por conseguinte, a escola foi marcada pela
evasão escolar, dificuldades de aprendizagem e outros problemas relacionados à expansão do
ensino. A escola é uma instituição social em primeira instancia, sabe-se que social é aquilo que
se interage à sociedade.

Entretanto o problema inicia-se por se tornar mais complicado quando referido ao


conceito de sociedade, esse conceito é demasiadamente compreendido quando a pergunta se
refere a de que forma a sociedade deveria ser em um contexto geral. As concepções sobre
sociedade e sobre quais valores sociais seriam mais adequados animam discussões que já duram
muitos séculos.
O surgimento da escola e sua função social

A educação primitiva era comum a todos no sentido literal da forma comunal. Pois o
ensinamento era repassado por o cotidiano social da tribo, ou seja, o membro jovem da tribo sem
mais distinções, era “autodidata” por sua observação corriqueira e consequentemente
aprendizagem pela a mesma, além de praticas por a convivência, que nessa situação histórica foi
uma das principais formas de se repassar o conhecimento com relevância para o todo em
características comunitária.

Se desejássemos, agora, ir colocando marcos decisivos para o desenvolvimento deste


curso, poderíamos dizer que, numa sociedade sem classes como a comunidade primitiva, os fins
da educação derivam da estrutura homogênea do ambiente social, identificam-se com os
interesses comuns do grupo e se realizam igualitariamente em todos os seus membros, de modo
espontâneo e integral: espontâneo na medida em que não existe nenhuma instituição destinada a
inculcá-lo, integral no sentido que cada membro da tribo incorporava mais ou menos bem tudo o
que na referida comunidade era possível receber e elaborar (Ponce, 2015, p. 24).

Logo após esse momento educativo comum a todos em tempos remotos, surge povos
antigos mais bem “desenvolvidos socialmente”, como: os espartanos e os atenienses, ou seja,
povos gregos, que baseavam suas educações em métodos militaristas conquistadores e virtudes
religiosas filosóficas para condições sociais. Pois não mais em características comunitárias esse
novo período se fez, e consequentemente sua educação foi dividida por o contexto histórico real
da época.

O rendimento da força humana era tão exíguo que um homem não podia
estudar e trabalhar ao mesmo tempo. Portanto, aos filósofos caberia a
direção da sociedade, aos guerreiros, protegê-la e aos escravos, manter as
duas classes anteriores. A separação entre força física e força mental
impunha ao mundo antigo estas duas enormidades: para trabalhar, era
necessário gemer nas misérias da escravidão e, para estudar, era preciso
refugiar-se no egoísmo da solidão (Ponce, 2015, p. 71).

Saberes e experiencias acumuladas ao longo da historia.


Os processos evolutivos que resultaram no surgimento da espécie humana, e a invenção da
cultura na transformação do Homem em Humano

Há um conjunto de reflexões e idéias que denominamos de Teoria da Complexidade,


suas premissas justificam começar nossa reflexão sobre História da Educação revendo nossos
conceitos sobre o surgimento da vida no planeta terra. Antes de nos atermos aos processos
evolutivos em nosso planeta, recomendamos que você leia e busque compreender o texto de
Steiner (2006, 233), sobre a origem do Universo: “A origem das coisas sempre foi uma
preocupação central da humanidade a origem das pedras, dos animais, das plantas, dos planetas,
das estrelas e de nós mesmos. Mas a origem mais fundamental de todas parece ser a origem do
universo como um todo – tudo o que existe. Sem esse, nenhum dos seres e objetos citados nem
nós mesmos poderíamos existir”.

A vida começou no mar há cerca de três bilhões de anos. Eram organismos simples,
unicelulares, que captavam moléculas de carbono e devolviam moléculas de oxigênio ao
ambiente. A vida complexa, pluricelular, começou há uns 650 milhões de anos.

Entre os organismos pluricelulares mais antigos estão as medusas e espécies arcaicas de


anelídeos (vermes do tipo da minhoca). No início do período Cambriano, há cerca de 550
milhões de anos atrás, graças à progressiva adaptação ao meio ambiente submarino, muitos
animais evoluíram até desenvolverem em sua estrutura zonas córneas, como conchas e
esqueletos. Em criaturas como as esponjas tubulares, essas áreas se fossilizam com maior rapidez
do que nas espécies de corpo mole, servindo assim de base para o estudo atual da evolução.

No período chamado Ordoviciano, de 500 a 450 milhões de anos atrás, os invertebrados


marinhos se multiplicaram de tal forma que deram lugar a uma imensa variedade de espécies
diferentes: trilobites (Artrópodes trilobitas), cefalópodes de corpo cônico e com tentáculos,
amêijoas, assim como escorpiões aquáticos de oito patas.

Manacorda (1996, pp. 6-7), o autor quer dizer é que não se pode entender a trajetória
histórica dos processos educativos sem compreendê-los como parte dos processos de produção
de cultura pelas sociedades humanas. A educação é um componente cultural fundamental que é,
ao mesmo tempo, produção, resultante das determinações econômicas e sociais, e produtor
dessas mesmas estruturas sociais.
Referencias bibliográficas

Manacorda, Mario Alighiero. (1996). História da Educação da Antiguidade aos nossos dias. São
Paulo: Cortez.

Petitat, A. (1994). Produção da escola / produção da sociedade: análise sócio-histórica de alguns


momentos decisivos da evolução escolar no ocidente. [Link]. Porto Alegre, RS. Artes
Médicas.

Ponce, A. (2015). Educação e luta de classes. Tradução de José Severo de Camargo. [Link]. São
Paulo, SP. Câmara Brasileira do livro.

Você também pode gostar