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Espectroscopia UV-Vis: Fundamentos e Aplicações

O documento apresenta um trabalho acadêmico sobre espectroscopia UV-vis, focando no funcionamento do espectrofotômetro e na relação entre absorção molecular e a Lei de Beer. Os autores, alunos da Licenciatura em Ensino de Química, discutem a metodologia, tipos de espectroscopia, propriedades da radiação eletromagnética e cuidados no uso do espectrofotômetro. O trabalho é orientado por docentes da Universidade Pedagógica de Maputo e inclui uma revisão bibliográfica detalhada.

Enviado por

Norcia Cumbane
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Espectroscopia UV-Vis: Fundamentos e Aplicações

O documento apresenta um trabalho acadêmico sobre espectroscopia UV-vis, focando no funcionamento do espectrofotômetro e na relação entre absorção molecular e a Lei de Beer. Os autores, alunos da Licenciatura em Ensino de Química, discutem a metodologia, tipos de espectroscopia, propriedades da radiação eletromagnética e cuidados no uso do espectrofotômetro. O trabalho é orientado por docentes da Universidade Pedagógica de Maputo e inclui uma revisão bibliográfica detalhada.

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Alberto Constantino Ubisse

Costa Paulo Vasconcelos

Edmilson Rafael Banze

Licenciatura em Ensino de Química

4º Ano

Espectroscopia UV-vís

Universidade Pedagógica

Maputo

2020
Alberto Constantino Ubisse

Costa Paulo Vasconcelos

Edmilson Rafael Banze

Espectroscopia UV-vís

Trabalho a apresentar no
Departamento de química para fins
avaliativos na cadeira de
Manuseamento e Manutenção de
equipamentos Laboratoriais, sobre
orientação da docente: Mcs. Adérito
Cavele e PhD. Malaquias Tsambe

Universidade Pedagógica

Maputo

2020
Índice

Pág.

CAPITULO I ......................................................................................................................... 1

1. Objectivos....................................................................................................................... 1

1.1. Geral ........................................................................................................................ 1

1.2. Específicos .............................................................................................................. 1

1.3. Metodologia ............................................................................................................ 1

CAPITULO II ........................................................................................................................ 2

2.0. Espectroscopia ............................................................................................................ 2

[Link] de espectroscopia ........................................................................................... 2

[Link] de absorção molecular .................................................................. 2

[Link] da radiação electromagnética ................................................................. 2

[Link] da estrutura da banda UV ......................................................................... 3

[Link] das excitações electrónicas ........................................................................... 4

[Link]ção da radiação com a matéria ................................................................... 4

[Link]ções electrónicas na espectroscopia UV-vis ...................................................... 4

[Link] de transições ................................................................................................ 5

2.5.Técnica de Espectrofotometria de Absorção Molecular UV-VIS ............................... 5

[Link]ípios de funcionamento do Espectrofotómetro .................................................... 6

[Link] a tomar durante o uso do Espectrofotómetro ........................................ 8

[Link] da Lei de BEER ............................................................................................. 9

[Link] do uso da Espectrometria de Absorção molecular UV-VIS .................... 11

CAPITULO III .................................................................................................................... 12

[Link]ão...................................................................................................................... 12

[Link]ências Bibliográficas ............................................................................................ 13


1

CAPITULO I

0. Introdução

O uso de métodos de análise mais eficazes exigiu aos químicos a desenvolver técnicas
mais eficazes para esse fim. Os espectroscopistas empregam as interacções da radiação
com a matéria para obter informações sobre uma amostra. Muitos elementos químicos
foram descobertos por meio da espectroscopia. No caso concreto da espectroscopia de
absorção molecular a que pertence a técnica UV-vis, ela ganhou um desenvolvimento
significativo com a descoberta da relação existente entre a concentração de uma espécie
com o resultado espectral que a mesma espécie vai apresentar, daí, estudos mais profundos
levaram ao desenvolvimento de aparelhos mais sofisticados e avançados graças às leis de
Lambert-Beer sobre as quais se irá cingir em abordar no presente trabalho.

1. Objectivos
[Link]
 Estudar o processo de funcionamento do espectrofotómetro UV-vis.

[Link]íficos
 Descrever as leis de Beer e sua relação com a absorção molecular;
 Indicar o princípio de funcionamento da técnica UV-vis;
 Explicar o processo de funcionamento do espectrofotómetro;
 Descrever os cuidados na utilização do espectrofotómetro.

[Link]

O presente trabalho de Manuseamento e Manutenção de Equipamentos Laboratoriais teve


como base, para elaboração do mesmo, a Revisão Bibliográfica que constitui na busca de
informação em livros, Manuais, e páginas da internet relacionados com o tema do
Espectroscopia assim o qual será abordado de forma pormenorizada no corpo do trabalho e
será mostrado no capítulo de Referências Bibliográficas.
2

CAPITULO II

2.0. Espectroscopia

A história da espectroscopia começou com as experiências de óptica de Isaac Newton


(1666-1972). Embora desde a antiguidade que a luz solar podia ser decomposta nas cores
do arco-íris, foi o Newton, no século XVII que pela primeira vez descreveu de forma
adequada o fenómeno da decomposição da luz por um prisma aplicando o espectro para
descrever as cores do arco-íris que se combinam para formar luz branca e que são
reveladas quando a luz branca é passada através de um prisma.

[Link] de espectroscopia

Os métodos espectroscópicos de análise são baseados na medida da quantidade de radiação


produzida ou absorvida pelas moléculas ou pelas espécies atómicas em determinados
comprimentos de onda (SKOOG et al, 2011).

Em termos genéricos, podemos definir espectroscopia como a interacção de qualquer tipo


de radiação electromagnética com a matéria (OLIVEIRA, 2001).

[Link] de absorção molecular

Quando a amostra é estimulada pela aplicação de uma fonte de radiação electromagnética


externa, muitos processos são possíveis de ocorrer. Por exemplo, a radiação pode ser
espalhada ou reflectida.

Para além desta, existe também a espectroscopia de fluorescência molecular e


espectroscopia atómica.

[Link] da radiação electromagnética

Segundo SKOOG (2011) “A radiação electromagnética é uma forma de energia que é


transmitida através do espaço a velocidades enormes. Denominamos a radiação
electromagnética nas regiões do UV/visível e algumas vezes no infravermelho (IV) luz,
embora estritamente falando, o termo deveria se referir somente à radiação visível. A
radiação electromagnética pode ser descrita como uma onda com propriedades como
comprimento de onda, frequência, velocidade e amplitude.” No entanto, as propriedades da
luz diferem das do som por não possuir um meio de suporte para sua transmissão.
3

A luz, ao atravessar diferentes meios pode sofrer fenómenos de reflexão, refracção,


interferência e difracção, oque gera um desvio da sua trajectória bem refracção de parte da
radiação incidente. Quando isso acontece, é possível medir a extensão da interacção entre a
radiação electromagnética e o meio através do qual ela passa, essa grandeza é denominada
índice de refracção.

[Link] da estrutura da banda UV

Segundo PAVIA (2011) “a absorção no UV ocorre, em geral, em uma ampla faixa de


comprimento de onda, pois as moléculas (ao contrário dos átomos) normalmente têm
muitos modos excitados de vibração e rotação em temperatura ambiente. Na verdade, a
vibração de moléculas não pode ser totalmente congelada, nem mesmo zero absoluto.”
Com isto, ocorre uma sobreposição dos níveis rotacionais e vibracionais que já se
encontram sobrepostos aos níveis electrónicos.

Como há muitas possíveis transições, com minúsculas diferenças, cada transição


electrónica consiste em um vasto número de linhas tão próxima que o espectrofotómetro
não pode defini-las. Em vez disso, o instrumento traça um envelope sobre o padrão todo.
Observa-se a partir destes tipos de transições combinadas, que o espectro UV de uma
molécula é, em geral, composto de uma banda larga de absorção centrada perto do
comprimento de onda da transição principal (Ibid).

Figura 2: Regiões do espectro

Fonte: Manual de Química analítica publicado por Monjane


4

[Link] das excitações electrónicas

Quando uma radiação contínua atravessa um material transparente, uma parte da radiação
pode ser absorvida. Se isso ocorrer, a radiação residual, ao travessar um prisma, produzirá
um espectro com intervalos transparentes, denominado espectro de absorção. Como
resultado da absorção de energia, átomos ou moléculas passam de um estado de energia
mais baixa para um estado de energia maior (PAVIA,pag.365).

Figura 01: Níveis de energia electrónica e transições

Fonte: PAVIA, et all.2011

[Link]ção da radiação com a matéria

As transições electrónicas ocorrem quando a matéria é atravessada por energia,


ocasionando as transições electrónicas acima referidas. Segundo SKOOG (2011) “Os tipos
de interacção mais interessantes em espectroscopia envolvem transições entre diferentes
níveis energéticos das espécies químicas. Outros tipos de interacções, como a reflexão,
refracção, espalhamento elástico, interferência e difracção, são frequentemente mais
relacionados com alterações das propriedades globais dos materiais do que com os níveis
energéticos de moléculas ou átomos específicos.”

[Link]ções electrónicas na espectroscopia UV-vis

As transições electrónicas que resultam em absorção de radiação electromagnética nessa


região do espectro ocorrem entre níveis de energia electrónicos. Quando uma molécula
absorve energia, um electrão é promovido de um orbital ocupado para um orbital
desocupado de maior energia potencial. Em geral a transição mais provável é do orbital
ocupado de maior energia (HOMO) para o orbital desocupado de menor energia (LUMO).
(Ibid).
5

[Link] de transições

2.5.Técnica de Espectrofotometria de Absorção Molecular UV-VIS

É uma técnica que utiliza luz na faixa de 400 nm a 800 nm para medir concentrações das
substâncias numa determinada solução (Harris, 2012; Gonçalves, 2001; Da Maia, 2000).

A lei fundamental da Espectrofotometria de absorção molecular UV-Vis baseia-se nas


medidas da transmitância ou absorvância de uma radiação monocromática que atravessa
uma solução contendo uma espécie absorvente. A relação matemática entre a transmitância
e a absorvância e a concentração é a lei de Lambert-beer. (SKOOG, 2005)

O trabalho é feito usado a seguinte instrumentação (Fig. 1):

Figura 3: Espectrofotómetro UV-VIS

Fonte: [Link]
6

A lei de absorção ou lei de Beer, nos diz quantitativamente como a grandeza de atenuação
(diminuir a energia por área unitária de um feixe de luz) depende da concentração das
moléculas absorventes e da extensão do caminho sobre o qual ocorre a absorção. E diz: “ A
medida que a luz atravessa um meio contendo um anólito que absorve, um decréscimo de
intensidade ocorre na proporção que o anólito é excitado” (Maia, 2000).

É aplicada usando a Lei de Lambert-Beer:

𝐴 = 𝑒𝑏𝐶

Onde:

A - Absorvância;

e - absortividade molar ([Link]-1) ;

b - comprimento da cubeta (cm);

C – concentração (mol.L-1)

[Link]ípios de funcionamento do Espectrofotómetro

O espectrofotómetro ultravioleta visível típico é composto de uma fonte de luz, um


monocromador e um detector. A fonte de Luz é em geral, uma lâmpada de deutério que
emite radiação electromagnética na região ultravioleta do espectro. Uma segunda fonte de
luz, uma lâmpada de Tungstênio é usada para comprimentos de onda na região visível do
espectro. O monocromador é uma rede de difracção e sua função é separar o feixe de luz
nos comprimentos de onda componentes. Um sistema de fendas focaliza o comprimento de
onda desejado na sela da amostra. A luz que atravessa a cela da amostra chega ao detector
que regista a intensidade da luz transmitida. Em geral, o detector é um tubo
fotomultiplicador, apesar de serem fotodiodos, instrumentos mais modernos tal como
ilustra a figura abaixo:
7

Fig. 4: Esquema dos componentes do Espectrofotómetro

Fonte: [Link]

Fig. 5: Espetrofotómetro UV-vis (parte externa)


8

Fonte: Mateus, 2017.

Fig. 6: Espetrofotómetro UV-vis (parte interna)

Fonte: Mateus, 2017.

Quando a luz atravessa uma solução, dependendo do tipo de substâncias ela pode absorver
uma parte da luz. Se usarmos uma fonte de luz branca e ela atravessa uma solução de um
corante, o que ocorre é que a luz vermelha não vai ser absorvida, vai passar directo, já as
outras corres vão ser retiradas da luz branca.

O aparelho possui um sistema óptico que separa a luz branca em seus componentes, esse
sistema faz com que apenas uma cor atravesse a amostra de cada vez.

[Link] a tomar durante o uso do Espectrofotómetro

 Ligar o aparelho 30 minutos antes do início da análise e calibrar antes de usa-lo;


 Não tocar a cubeta na região por onde atravessam a radiação electromagnética, ou seja,
não tocar na parte lisa da cubeta;
 Só podem ser analisados por espectrofotometria de absorção, compostos que absorvem
a luz;
 Não usar soluções concentradas, pois provocam erros de leitura;
9

 Manter sempre limpo e fechado a fim de evitar o acumulo de partículas de poeira que
interferem na análise.

Fig.5: Curva de Calibração.

Fonte: [Link]

[Link] da Lei de BEER

Existem poucas excepções para o comportamento linear entre a absorbância e o caminho


óptico a uma concentração fixa. Contudo, frequentemente observamos os desvios da
proporcionalidade directa entre a absorbância e a concentração, quando o caminho óptico b
é mantido constante. Alguns desses desvios, denominados desvios reais, são fundamentais
e representam limitações reais da lei de Beer. Outros são resultantes do método que
empregamos para efectuar as medidas de absorbância (desvios instrumentais) ou
resultantes de alterações químicas que ocorrem com a variação da concentração (desvios
químicos) (SKOOG et all, 2005).

2.7.1. Desvios reais

A lei de Beer descreve o comportamento da absorção somente para soluções diluídas e


nesse sentido é uma lei limite. Para concentrações que excedem 0,01 mol/L, a distância
média entre os iões ou moléculas da espécie absorvente diminui a ponto de que cada
partícula afecta a distribuição de carga, e assim a extensão da absorção, dos seus vizinhos.
Uma vez que a extensão dessa interacção depende da concentração, a ocorrência desse
fenómeno causa desvios da relação linear entre a absorbância e a concentração. Um efeito
similar ocorre algumas vezes em soluções diluídas de absorventes que contêm altas
10

concentrações de outras espécies, particularmente electrólitos. Quando os iões estão muito


próximos uns aos outros, a absortividade molar do analito pode ser alterada em razão de
interacções electrostáticas. Isso leva a um afastamento da lei de Beer (Idem).

2.7.2. Desvios químicos

Os desvios da lei de Beer aparecem quando a espécie absorvente sofre associação,


dissociação ou reacção com o solvente para gerar produtos que absorvem de forma
diferente do analito. A extensão desses desvios pode ser prevista a partir das absortividades
molares das espécies absorventes e das constantes de equilíbrio envolvidas. Infelizmente,
uma vez que nem sempre estamos cientes de que esses processos estão afectando o analito,
não há oportunidade de se corrigir a medida de absorbância. Os equilíbrios típicos que dão
origem a esse efeito incluem o equilíbrio monômero-dímero, equilíbrio de complexação de
metal quando um ou mais agentes complexantes estão presentes, equilíbrio ácido-base e
equilíbrio de associação entre o solvente e o analito (Idem).

2.7.3. Desvios instrumentais

Luz Espúria: A radiação espúria, comummente chamada luz espúria, é definida como a
radiação do instrumento que está fora da banda de comprimento de onda nominal escolhida
para uma determinação. Essa radiação espúria frequentemente resulta do espalhamento e
reflexões das superfícies das redes, lentes ou espelhos, filtros e janelas (Ibid).

Células desiguais: outro desvio da lei de Beer quase trivial, mas importante, é causado
pelo uso de células desiguais. Se as células que contêm o analito e o branco não
apresentam o mesmo caminho óptico e não são equivalentes em suas características
ópticas, uma intersecção vai ocorrer na curva de calibração e a equação real será A = ebc +
k. Esse erro pode ser evitado utilizando-se células muito parecidas ou empregando-se um
procedimento de regressão linear para se calcular ambos, a inclinação e o intercepto, da
curva de calibração (Ibid).
11

[Link] do uso da Espectrometria de Absorção molecular UV-VIS

 Aplicação extensiva a muitos elementos químicos;


 Instrumentação relativamente barata;
 As amostras podem ser de natureza inorgânica ou orgânica;
 Disponibilidade de métodos simultâneos e contínuos;
 Intervalo de aplicação:10-3 a 10-6 M;
 Tempo gasto por análise: moderado;
 Custo: relativamente baixo;
12

CAPITULO III

[Link]ão

A técnica UV-vis constitui base para análise de substâncias cromogéneas, outrossim


substâncias inorgânicas também podem ser analisadas em virtude da existência de
electrões livres na sua camada de valência, o que possibilita que sendo excitado no seu
estado fundamental e transitado de um nível para outro emitindo radiação no espectro do
visível.
13

[Link]ências Bibliográficas
 SKOOG. West. et all. Fundamentos de Química Analítica. 8ª ed. 2011.
 PAVIA. Donald L, Introdução à espectroscopia. 4a ed. Washington. 2011

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