Dinâmica da Crosta Terrestre: Formação e Estruturas
Dinâmica da Crosta Terrestre: Formação e Estruturas
A origem da Terra
Como estudar a Terra sem antes saber como se originou? Fica difícil perceber as paisagens
distintas, desconhecendo a própria origem maior, o planeta. A Terra originou-se, assim como os
outros planetas, da fusão de poeira cósmica presente no universo. Esta agregação de poeira
aqueceu-se a partir de violentas reações químicas, formando uma grande massa incandescente,
denominado magma.
A grande “bola magmática” passou por outras fusões internas e deslocamentos de
materiais, onde os mais densos permaneceram mais ao interior, enquanto os mais leves, na parte
superior. A área mais externa passa por um resfriamento que da origem as primeiras formações
rochosas da Terra. No interior, o magma ainda está em elevadas temperaturas, explosões e
reações. Assim inicia-se o processo de divisão estrutural do futuro planeta, a litosfera, manto e
núcleo.
A história da Terra fundamenta-se no estudo das rochas e dos fósseis e está dividida em eras,
períodos, épocas, idades e fases. Essa história envolve aproximadamente 4,6 bilhões de anos, mas
o surgimento do homem foi há apenas 2 milhões de anos. Ocorreram profundas mudanças na
Terra, sobretudo em relação ao clima, à vida em geral, à localização dos continentes, entre outros.
As Eras Geológicas
O homem como ser social sempre desejou atribuir dados a tudo, deter o conhecimento
sobre tudo aquilo que o envolve sempre foi motivo de vivencia. Como tal, o homem ao longo do
tempo, buscou criar uma espécie de “diário de bordo do planeta” e começou a pesquisar sobra a
datação e formação do planeta de forma sistêmica. Assim, nasce a tabela das eras geológicas.
Vejamos:
Atualmente calcula-se que essa idade gire em torno de 4,5 a 5 bilhões de anos. A ciência
que estuda a constituição e a evolução física da Terra é a geologia. Por meio da análise das
rochas e dos fósseis, isto é, dos restos ou vestígios biológicos preservados em rochas, pode-se
saber muito sobre o passado da Terra.
Após a sua formação, a Terra passou por um longo período de resfriamento,
transformando-se de uma massa gasosa aquecida em um planeta dotado de ar, água, rochas,
minerais e solo, isto é, de todas as condições que tornaram possível a existência da vida.
Para sistematizar o estudo, dividiu-se a evolução da Terra em eras, períodos, épocas,
idades e fases.
Como os acontecimentos vêm do passado para o presente, para ler corretamente o quadro
é preciso começar os estudos pela última parte, onde estão representados os eventos mais
antigos.
Após a formação da Terra, os minerais densos afundaram e se concentraram no centro,
constituindo o núcleo do planeta. Os minerais mais leves produziram uma fina crosta que pouco
a pouco se resfriou, dando origem às rochas.
Os gases que escapavam formaram a atmosfera. Quando a temperatura diminuiu, o vapor
de água aí contido se precipitou, ocasionando grandes dilúvios, que deram origem aos mares e
oceanos.
Nota do professor:
Lembre-se: as tabelas cronológicas da Terra devem ser estudadas de
baixo ( período mais antigo) para cima ( período mais recente), assim você
obedece o processo evolutivo do planeta.
QUADRO – RESUMO
Curiosidade....
Temos um exemplo do planeta e da sua divisão estrutural de fácil acesso no dia-a-dia. A
Terra pode ser visualizada como um simples ovo de galinha, claro que essa comparação não é
tão estreita, intima, mas lhe oferece uma visualização simples da Terra. No ovo temos a casca,
que é sólida como a rocha que envolve a Terra (litosfera), a diferença é que a casca do ovo é
contínua, enquanto que a casca da Terra é fragmentada. Logo em seguida, temos a clara,
material pastoso e intermediário, como o manto e o magma presente. E por fim, temos a gema,
pastosa, porém de um material diferente da clara, assim como o núcleo da Terra, é pastoso na
sua parte externa e possui uma composição química diferente do manto.
I - Crosta terrestre ou litosfera: parte mais externa do planeta Terra, sendo formada pela
litosfera superior (sial: silício + alumínio) e pela litosfera inferior (sima: silício + magnésio).
Sob os oceanos não existe a crosta (litosfera) superior, mas existe a crosta inferior;
A litosfera (crosta) é descontínua, ou seja, fragmentada sendo formada por placas tectônicas
que flutuam sobre o manto (estrato magmático, chamado de astenosfera).
A maior parte da litosfera está coberta pela hidrosfera (água).
Toda litosfera é envolvida por uma camada gasosa, chamada de atmosfera. Aonde a litosfera,
a hidrosfera e atmosfera têm vida, vamos ter a biosfera (seres vivos).
A espessura das placas tectônicas que formam a litosfera é variável. As altas montanhas têm
as maiores espessuras da crosta, enquanto os assoalhos oceânicos têm as menores espessuras.
DETALHE: Se você arrancar uma enorme, e árvore do solo, vai perceber que sua raiz é
proporcional ao seu tamanho. Assim como as arvores é o relevo da Terra, então as altas cadeias
montanhosas também possuem uma grande ramificação no subsolo.
Nota do professor:
As camadas da Terra estão separadas umas das outras por áreas
denominadas descontinuidades – locais onde há mudanças rápidas na
velocidade da propagação das ondas sísmicas ao se deslocarem pelo interior da
Terra. É através das descontinuidades que se provam as modificações na
composição mineralógica do planeta. Elas constituem a base para o
estabelecimento da estrutura interna da Terra em camadas concêntricas
As Grandes Teorias
Deriva Continental
Tectônica de Placas
Teoria do pesquisador norte-americano Jason Morgan, da década de 1960, pela qual a
litosfera é formada por várias placas semi-rígidas que se movem umas em direção às outras.
Portanto, essa teoria complementa a Teoria da Deriva, pois explica justamente o ponto fraco de
Wegener, ou seja, o deslocamento dos continentes.
Morgan identificou oito placas principais e seis secundárias que, juntas, contêm na parte
superior, incrustados nas rochas, os continentes e as bacias oceânicas. A energia que provém do
interior da Terra (magma) faz as placas flutuarem sobre a astenosfera, deslocando-se. Este
movimento da litosfera provoca distorções ou deformações, originando processos como a
orogênese e epirogênese (descritos nos próximos módulos). Observando o mapa das placas
tectônicas, nas áreas de choque de placas (legenda), onde uma placa desloca-se na mesma
direção da placa vizinha, surgem as cordilheiras, fato exemplificado na divisa da placa Sul-
Americana com a placa de Nazca, onde surgiu a Cordilheira dos Andes, na parte ocidental da
América do Sul.
Portanto, a Tectônica de Placas contribuiu muito para o avanço dos conhecimentos sobre
a geologia do planeta, possibilitando aprofundar os estudos sobre os dobramentos modernos (as
altas cadeias montanhosas), bem como a dinâmica dos terremotos, além do vulcanismo.
Vulcanismo
Por outro lado, a sociedade localizada próxima aos vulcões está constantemente
ameaçada pelas erupções, que normalmente provocam elevada mortalidade, devido às nuvens
ardentes, correntes de lavas e lama, rochas incandescentes, avalanche de fogo, explosão de
gases e a queda de cinzas. Tudo isso provoca uma devastação da vegetação da área, podendo
rapidamente destruir uma cidade.
Abalos Sísmicos
São movimentos naturais da litosfera, propagados por meio de vibrações e registrados por
instrumentos conhecidos por sismógrafos. A escala mais adotada é a de Richter, que mede a
magnitude, ou seja, a energia liberada no foco do sismo. Existem outras escalas, como a de
Mercalli ou MSK, que avaliam a intensidade de um sismo em função da violência e mortalidade.
A área de maior ocorrência de sismos é a de subducção, destacando o Círculo do Fogo,
no Pacífico, sobretudo no Japão. Secundariamente, ocorre na área de afastamento entre placas, e
no interior das próprias; mas em ambas, a intensidade dos sismos é baixa. O epicentro é o
ponto da superfície localizado acima do foco, que corresponde ao lugar da ruptura. No foco ou
hipocentro, as tensões acumuladas provocam a ruptura das camadas de rochas.
A intensidade depende de vários fatores, como os tipos de rochas que compõem a área
afetada, até a distância entre o hipocentro e epicentro. Mas o resultado pode ser catastrófico,
provocando destruição de cidades. Anualmente, ocorrem em média 1 milhão de abalos sísmicos
(registrados), mas, aproximadamente, vinte e cinco apresentam alto poder de destruição. Apesar
do avanço tecnológico, a sociedade não consegue prever com precisão a ocorrência e a
intensidade do terremoto. A previsão baseia-se em alguns prognósticos, como mapear as áreas
de ocorrências, bem como as áreas de falhas e fraturas, ou até medir as variações elétricas do
solo e a variação do nível da água em poços.
Testes
1- (PUC-SP) No século XX, muitas dúvidas sobre a estrutura de nosso planeta começaram a ser
explicadas de forma convincente e sedutora. Uma das teorias mais importantes que vai nessa
direção é a célebre Teoria da Deriva Continental. Verificando que os contornos da América do Sul
e da África correspondiam, Alfred Wegener, geofísico alemão, admitiu a hipótese de um
continente único (Pangéia), no passado, que se teria dividido em duas partes, devido ao
movimento de deslocamentos das massas sólidas sobre massas líquidas. Essa hipótese abre
caminho para a Teoria das Placas Tectônicas. Assim, juntando-se a Teoria da Deriva Continental
à Teoria das Placas Tectônicas, temos o apoio explicativo para um conjunto de fenômenos de
nosso planeta.
Assinale a alternativa incorreta.
a) A Teoria de Deriva Continental ajuda, em muitos casos, a explicar as semelhanças e as
diferenças de espécies animais e vegetais distribuídas nos cinco continentes do planeta.
b) A Teoria das Placas Tectônicas explica a gênese dos dobramentos modernos (Andes,
Montanhas Rochosas, Himalaia etc.), que teriam ocorrido a partir do choque dessas placas.
c) Apoiado na Teoria das Placas Tectônicas, o entendimento da dinâmica dos terremotos se
torna mais claro, assim como a identificação das áreas mais afeitas a essas ocorrências.
d) A divisão do continente único até a configuração atual modificou a distribuição das
superfícies sólidas e líquidas do planeta, resultando em mudanças climáticas ao longo do tempo.
e) Os processos erosivos que esculpem os relevos, dando-lhes as formas conhecidas no
interior dos continentes, são explicados, fundamentalmente, com base na Teoria das Placas
Tectônicas.
2- (Fuvest-SP) As massas continentais que conhecemos não são fixas, mas se separam, se
chocam, abrem fendas e levantam montanhas. Com base na Teoria da Deriva dos Continentes,
aperfeiçoada pela Teoria da Tectônica de Placas, é possível admitir que:
a) o material magmático que sobe para a crosta terrestre vem impedindo que o “Chifre da
África” se separe do restante do continente africano.
b) os continentes, massas flutuantes sobre um mar de magma, tendem a se agrupar em um
único megabloco, denominado Pangéia.
c) o “anel de fogo” do Pacífico sofrerá os efeitos do terremoto Big One, exceto a Califórnia,
situada na borda da Placa Norte-Americana, onde a energia acumulada é menor.
d) a África e a América do Sul estão se distanciando, com o alargamento do oceano Atlântico
e o deslocamento da Placa Sul-Americana em direção à de Nazca.
e) o surgimento dos Apalaches e das fossas do Pacífico resultou do choque entre as placas
Americana e Asiática no Período Terciário da era atual.
3- Relacione as eras geológicas que estão cronologicamente dispostas com seus principais
eventos:
a) Azóica
b) Arqueozóica
c) Paleozóica
d) Mesozóica
e) Cenozóica
( ) Aparecimento do homem
( ) Mamíferos, aves e répteis gigantes
( ) Peixes, moluscos, anfíbios
( ) Primeiras formas de vida
( ) Solidificação da crosta
4-A primeira coluna indica a sequência correta das Eras Geológicas. Relacione a segunda coluna
mostrando os principais eventos que ocorreram em cada período:
a) Pré-Cambriana (Azóica)
b) Proterozóica
c) Paleozóica
d) Mesozóica
e) Cenozóica
6- A origem de vários fenômenos percebidos na crosta terrestre é explicada pela Teoria de Placas
Tectônicas. Considerando esse fato, avalie os itens seguintes:
I. As zonas de contato de placas, tanto as construtivas, quanto as destrutivas,
caracterizam-se pela ocorrência de abalos sísmicos e vulcanismo e pelo
aparecimento de dobras e fraturas.
II. As grandes dorsais meso-oceânicas, formadas pelos vazamentos e depósitos
que originam as mais recentes rochas magmáticas da crosta terrestre,
constituem áreas em expansão no fundo dos oceanos, e correspondem às zonas
de divergência de placas.
III. A origem da Cordilheira do Himalaia está associada à obducção, ou colisão,
das placas Indo-Australiana e Euro-Asiática.
IV. A ocorrência de subducção, no contato entre placas de Nazca e Sul-
Americana, a primeira mergulhando sob a segunda, que soergue, explica a
formação e a contínua elevação da Cordilheira dos Andes.
Todas as informações estão corretas em:
a) IV, apenas;
b) I e II, apenas;
c) II e III, apenas;
d) I, III e IV, apenas;
e) I, II, III e IV.
7-O vulcanismo constitui a atividade por meio da qual o material magmático é expulso do
interior da terra para a superfície. Muitos vulcões ativos entram em erupção constantemente.
Recentemente, na Colômbia o vulcão Nevado del Huila despertou preocupações na população
local por causa das erupções verificadas.
Com relação ao Nevado del Huila, é correto afirmar que está localizado
a) totalmente na placa Sul-americana; trata-se de um maciço montanhoso onde já ocorreram
várias erupções.
b) entre a placa Sul-americana e a placa do Pacífico, onde, através de uma fratura, o magma
chega à superfície, em um processo vulcânico resultante de sua localização.
c) na placa de Nazca e se origina do movimento de afastamento e choque dessa placa com a do
Pacífico.
d) na zona de subducção, onde uma placa entra por debaixo da outra e origina o processo
vulcânico.
e) no famoso "Círculo de Fogo do Pacífico" e é resultante dos agentes exógenos responsáveis
pela elevação da crosta.
"James Hutton, meditando sobre um arroio [um pequeno córrego] escocês que carrega
sedimentos para o mar, sentiu o peso do continente sólido deslizar inquietamente sob seus pés, e
cidades e impérios esvaírem-se, insubstanciais como uma nuvem de verão. Ele descobriu algo
intangível contra o qual a mente humana há muito se encouraçara: o tempo."
Loren EISELEY apud BRODY. D.; BRODY, A. "As sete maiores descobertas científicas da
história". S. Paulo: Cia. das Letras, 1999, p. 232.
9-O vulcanismo é um dos processos da dinâmica terrestre que sempre encantou e amedrontou a
humanidade, existindo diversos registros históricos referentes a esse processo. Sabe-se que as
atividades vulcânicas trazem novos materiais para locais próximos à superfície terrestre.
A esse respeito, pode-se afirmar corretamente que o vulcanismo
a) é um dos poucos processos de liberação de energia interna que continuará ocorrendo
indefinidamente na história evolutiva da Terra.
b) é um fenômeno tipicamente terrestre, sem paralelo em outros planetas, pelo que se conhece
atualmente.
c) traz para a atmosfera materiais nos estados líquido e gasoso, tendo em vista originarem-se de
todas as camadas internas da Terra.
d) ocorre, quando aberturas na crosta aliviam a pressão interna, permitindo a ascensão de novos
materiais e mudanças em seus estados físicos.
e) é o processo responsável pelo movimento das placas tectônicas, causando seu rompimento e o
lançamento de materiais fluidos.
As rochas são agregados naturais de minerais, ou seja, minerais consolidados. Estes, por
sua vez, são compostos químicos ou substâncias simples com composição química definida,
exemplificados por mica, quartzo, grafita, diamante, feldspato, entre outros.
Quanto às rochas, a classificação mais usada está relacionada à formação ou origem, com
três tipos:
• magmáticas ou ígneas: são as mais antigas, formadas pelo esfriamento e solidificação do
magma pastoso. Formam o embasamento rochoso dos continentes, isto é, os escudos
cristalinos; e são divididas em intrusivas ou plutônicas, extrusivas ou vulcânicas e hipoabissal.
No primeiro caso, formam-se no interior da Terra, por meio de um processo lento, que
origina cristais de minerais. Exemplos: gabro, sienito, diorito, granito e o diabásio.
No segundo caso, a solidificação da lava é rápida, devido à queda da temperatura, não
dando tempo para a formação de cristais, exemplificada pelo basalto. No terceiro caso, é aquela
camada que se forma entre as plutônicas e as vulcânicas.
• sedimentares ou estratificadas: resultam de um processo erosivo, ou seja, rochas pré-
existentes sofrem erosão, via agentes como vento, sol e água, originando os sedimentos ou
detritos, que serão depositados em camadas nos terrenos mais baixos e, posteriormente,
agrupados, surgindo estas rochas. Caso a sedimentação envolva matéria orgânica, originam-se
os combustíveis fósseis. Exemplos: arenito, calcário, carvão mineral, argila, sal-gema e areia.
• metamórficas: são resultantes da transformação das rochas sedimentares e magmáticas
em virtude do aumento da temperatura e da pressão, alterando a composição química da rocha.
Os exemplos clássicos são: a ardósia, que provém da argila (sedimentar), o mármore, que
provém do calcário (sedimentar), e o gnaisse, resultante do granito (magmática).
O ciclo das rochas é composto por um processo lento, que resulta na transformação de
rochas antigas em novas. Confira:
Nota do professor:
CLASSIFICAÇÃO EXEMPLOS
Magmática ou ígnea
Intrusiva ou plutônica (formada no interior da litosfera Granito, sienito, diorito, gabro.
ou crosta terrestre, através do resfriamento do magma;
Extrusiva ou vulcânica (formada na parte externa da Basalto, riólito, diabásio, obsidiana, pedra-pomes.
litosfera, através do resfriamento do magma).
Sedimentar
Detrítica ou clástica ou elástica (formada por detritos ou Areia, arenito, varvito, argila, tilito.
sedimentos);
De origem química (processos químicos); Estalactite (teto das grutas) , estagmite (chão das
grutas), sal-gema.
Metamórfica
(Formada pela transformação de outras rochas). Mármore, gnaisse.
Curiosidades...
Estrutura Geológica
Para a sociedade, é fundamental estudar a estrutura geológica, uma vez que a ocorrência
de recursos minerais, como, por exemplo, os combustíveis fósseis, está associada ou atrelada a
ela. Esta estrutura corresponde ao conjunto de rochas que compõem o subsolo, sustentando as
formas de relevo, ou seja, a estrutura geológica é a parte interna da litosfera, constituída por três
conjuntos ou domínios.
Escudos antigos ou cristalinos: também chamados de crátons, correspondem às áreas
mais antigas da Terra, com formação pré-cambriana e compostos por rochas cristalinas,
como as magmáticas e as metamórficas. Dão origem aos relevos planálticos e algumas
depressões, chamadas de plataformas, que correspondem às áreas cratônicas mais
baixas e, portanto, são recobertas por sedimentos. A importância está associada à
ocorrência de minerais metálicos, como o ferro e o manganês.
Por serem muito antigos, a ação dos agentes externos do relevo (clima, rios, mar etc.)
modelou-os, dando origem a formas arredondadas, os planaltos cristalinos. Do território
brasileiro, 36% correspondem aos escudos cristalinos, assim distribuídos:
32% são da Era Arqueozóica. Esses terrenos, os mais antigos do país, são
constituídos por rochas magmáticas intrusivas ou internas (como o granito) e
metamórficas (como o gnaisse) e formam o chamado Embasamento ou Complexo
Cristalino Brasileiro;
4% são terrenos da Era Proterozóica, em que predominam as rochas metamórficas.
Possuem grande importância econômica porque neles se localizam as principais
jazidas de minerais metálicos do país. É o caso das jazidas de ferro do Quadrilátero
de Ferro (MG), da Serra dos Carajás (PA) e do Maciço de Urucum (MS); das jazidas
de manganês da Serra do Navio (AP); da bauxita de Oriximiná (PA); da cassiterita
de Rondônia.
Podemos também considerar os escudos cristalinos em dois grandes blocos: o Escudo das
Guianas, situado ao norte, e o Escudo Brasileiro, que abrange as porções central, leste e sul do
país e se encontra subdividido em várias partes denominadas núcleos ou escudos propriamente
(Sul-Amazônico, Atlântico, Uruguaio-Sul-Rio-Grandense etc.).
No Maranhão, temos 10% de áreas cratônicas, com destaque para o núcleo Gurupi
(Noroeste do Maranhão, na divisa com o PA – ouro).
Relação econômica
ESCUDO BRASILEIRO
Núcleos Produção
Sul-Amazônico Ferro (Serra dos Carajás), ouro (Serra Pelada) - PA
Gurupi Ouro – MA e PA
Uruguaio Sul-Grandense Cobre – RS
Sudeste (Atlântico) Cobre e chumbo (BA), ferro e manganês (MG –
Quadrilátero Ferrífero ou Central – ao sul da Serra do
Espinhaço)
Paraguai (bolívio mato- Ferro e Manganês no Maciço do Urucum (MS)
grossense)
Araguaio-Tocantino Níquel, quartzo e cristal re rocha (GO)
Bacias sedimentares: datam das Eras Paleozóica, Mesozóica e Cenozóica, são mais
recentes que os escudos e formadas pela deposição de sedimentos nas partes mais
baixas, originando planícies e planaltos sedimentares. A importância é exemplificada pela
ocorrência de carvão (Paleozóica) e petróleo (Mesozóica).
LOCAL CONBUSTÍVEL
Bacia do Recôncavo Petróleo
Baiano
Bacia do Paraná ou Carvão mineral
Paranaica
Dobramentos modernos: são áreas que apresentam as mais altas cadeias montanhosas
do planeta, formadas no período terciário da Era Cenozóica, por meio da elevação do
terreno com pressão do interior, bem como do encontro de duas placas tectônicas. Os
exemplos são: Andes, Rochosas, Alpes, Cadeia do Atlas, Himalaia, entre outros.
Curiosidade....
Nota do professor:
ERAS
CONSIDERAÇÕES BRASI
TIPOS GEOLÓGICA ROCHAS MA
GERAIS L
S
Dobramentos Cenozóica Magmáticas, 1. Elevadas cordilheiras
modernos Terciária metamórficas recentes, formadas por
e orogênese.
sedimentares
2. Apresentam instabilidade
geológica: vulcões, abalos
sísmicos etc.
1. Formadas por rochas antigas,
Maciços resistentes e cristalinas, que
Magmáticas
antigos ou possuem estabilidade geológica.
Pré-Cambriana e 36% 10%
escudos 2. Podem apresentar ocorrência de
metamórficas minerais metálicos: ferro,
cristalinos
manganês etc.
1. São depressões ocupadas por
sedimentos oriundos da erosão
Cenozóica, de áreas vizinhas
Bacias
Mesozóica e Sedimentares 2. Podem ter ocorrência de 64% 90%
sedimentares combustíveis fósseis:
Paleozóica
petróleo, carvão mineral
etc.
Curiosidades...
Testes
a) I e II
b) II e III
c) I e III
d) III e IV
e) I e IV
4- As estruturas geológicas da crosta terrestre refletem os processos que as originaram e ajudam a reconstituir a
história do planeta. Em relação a esse assunto é correto afirmar que:
a) Os escudos cristalinos constituem o embasamento fundamental das terras emersas, pois originaram-se de
dobramentos modernos.
b) As bacias sedimentares resultam da ação combinada dos processos destrutivos de erosão e dos processos
construtivos de acumulação ou sedimentação.
c) O núcleo da Terra encontra-se em estado pastoso.
d) O manto é o envoltório rochoso da Terra.
e) Os vulcões são gerados por violentos movimentos de massas no interior do núcleo.
5- É correto afirmar que as rochas metamórficas:
a)são-formadas na superfície da Terra através de sucessivos derrames de lava, sendo também
chamadas de rochas extrusivas;
b)são rochas elásticas ou detríticas formadas por resíduos minerais retirados de outras rochas, por
desagregação mecânica, a exemplo do arenito;
c)podem ser formadas por atividades biológicas como a acumulação de restos de seres vivos. O
carvão e o coral são exemplos desse grupo de rochas;
d)são rochas resultantes das transformações ocorridas em uma rocha primitiva devido a fortes
pressões e elevadas temperaturas, a exemplo do mármore;
e)são rochas resultantes de precipitações químicas ocorridas, em geral, em ambientes aquosos.
6-
7- Estrutura geológica são diferentes tipos de rochas (e minerais) que compõem a litosfera. A
respeito da estrutura geológica do Brasil, é correto afirmar que:
(01) o território brasileiro é formado fundamentalmente por duas estruturas geológicas: os
maciços antigos e as bacias sedimentares;
(02) a base estrutural do nosso território é de natureza cristalina, portanto muito antiga e
rígida;
(04) os afloramentos superficiais do embasamento cristalino só representam cerca de 36%
do total da superfície do país, ao passo que as áreas sedimentares representam em
torno de 64%;
(08) os terrenos formados na era proterozóica são de grande importância, porque
geralmente aparecem associados às jazidas de minerais metálicos.
A Moldagem do Relevo
O relevo corresponde à parte externa da litosfera e é formado por um conjunto de formas,
como as planícies e os planaltos. Resulta de atuação de agentes, que são divididos em internos
ou endógenos e externos ou exógenos.
Agentes Internos
Originam-se das pressões que o magma exerce sobre a litosfera, ou seja, atuam do
interior para o exterior, sendo conhecidos por “criadores de relevo”, pois fazem surgir formas de
relevo. Os principais agentes são: tectonismo, vulcanismo e abalos sísmicos.
Como o vulcanismo e os abalos sísmicos já foram tratados anteriormente, descreveremos
o tectonismo, também denominado de diastrofismo, isto é, são as distorções que a litosfera sofre
por meio de forças do interior da Terra (magma), sendo um processo lento e prolongado. Os
exemplos são: epirogênese e orogênese.
Na epirogênese, as forças do interior são verticais e atuam nas rochas de pouca
plasticidade e resistentes, sofrendo fraturas que resultam em levantamento, ou soerguimento, e
abaixamento, surgindo às falhas.
Agentes Externos
São conhecidos por “destruidores de relevo”, pois provocam erosão modificando as
paisagens. Os principais agentes são: águas, vento, mar, sol, gelo, seres vivos e o intemperismo.
Neste último, o processo pode ser físico e químico. No caso físico, o fator determinante é a
variação de temperatura, que provoca dilatação e contração da rocha, fragmentando-a. No caso
químico, destaca-se a água, que pode dissolver alguns minerais.
As Formas da Crosta
2- (Vunesp-SP) As planícies estão situadas em altitudes as mais diversas, desde o nível do mar
até em locais de elevadas montanhas e planaltos, a 4.000 ou mais metros de altitude. Por estarem
em posição mais baixa que as áreas vizinhas, as planícies estão submetidas:
a) ao predomínio dos processos deposicionais.
b) ao predomínio dos processos de erosão;
c) às regressões marinhas.
d) aos ventos alíseos.
e) à presença dos campos e pradarias.
a) V—F—F—V
b) F—V—F—F
c) F—V—V—F
d) F—F—V—V
e) V—V—F—V
a) 1-5-2-3-4
b) 4-2-1-5-3
c) 1-4-3-2-5
d) 3-4-5-1-2
e) 5-3-4-1-2
6-Os processos geomorfológicos internos ou exógenos deixam sempre impressas, nas paisagens,
as marcas de sua atuação. Eles desenvolvem, inclusive, um conjunto de feições de relevo
característico. Esse fato reveste-se de uma particular importância, quando o pesquisador de áreas,
como Biologia, Geografia, Geologia etc, volta-se à análise de ambientes pretéritos. Com relação
a esse assunto, observe, atentamente, a fotografia reproduzida a seguir e assinale, com base nas
evidências morfológicas, o processo responsável pela elaboração da paisagem visualizada em
primeiro plano.
a) Erosão eólica.
b) Erosão glacial.
c) Tectonismo ruptural.
d) Neotectonismo plástico.
e) Sedimentação fluvial.
VEGETAÇÃO DO BRASIL
O Brasil é um dos maiores paises do globo. Sua grande extensão territorial no sentido
Norte-Sul faz com que em nosso território apareça uma grande variação de climas e vegetações.
As alterações nos raios solares influenciam as temperaturas e quanto mais longe da linha do
Equador , mais alterações comportamentais climáticas e portanto vegetacio0nais teremos.
Observe o mapa abaixo:
Fonte: IBGE
01- A Amazônia
A maior floresta do mundo, possuidora da maior biodiversidade não pode ser vista apenas
como uma grande área vegetal, mas sim como uma interação de ecossistemas interdependentes.
Com isso, para entendermos melhor esta interatividade devemos obedecer a seguinte divisão:
mata de igapó ou caaigapó - é uma área permanentemente
alagada, ao longo dos rios, onde encontramos vegetação de
pequeno porte, como, por exemplo, a vitória-régia;
várzea - área sujeita a inundações periódicas, com vegetação de
médio porte, que raramente ultrapassa 20 metros de altura, como a
seringueira;
caaetê ou terra firme - área que nunca inunda, na qual
encontramos vegetação de grande porte, com árvores que chegam
a atingir 60 metros de altura, como a castanheira.
Formação vegetal higrófila e latifoliada, extremamente heterogênea,
típica de climas quentes e úmidos. Surge, portanto, em baixas latitudes na
América, na África e na Ásia, onde predominam climas tropicais e
equatoriais. É a formação mais rica em espécies do planeta, possuindo um
enorme e ainda em grande parte desconhecido banco genético ou
biodiversidade. Nela ocorrem árvores de grande e médio porte, como o
mogno, o jacarandá, a castanheira, o cedro, a imbuia, a peroba, entre
outras, além de palmáceas, arbustos, briófitas, bromélias, etc.
NOTA 1: A Floresta Amazônica atinge quase todos os países da
América do Sul, exceto: Chile, Paraguai, Uruguai e Argentina.
[Link]
River_in_the_Amazon_rainforest.jpg/300px-
River_in_the_Amazon_rainforest.jpg
Fonte: Embrapa
04- Cerrado
Concentra-se, principalmente, no Brasil Central, parte de MG, parte
ocidental da BA, sul do MA, sudoeste do PI e em área com uma
estação chuvosa e outra seca bem definida.
Seu solo é ácido, porém facilmente corrigido com o método da
calagem: adição do calcário ao solo para perda da acidez.
Vem sendo muito devastado em função da expansão da fronteira
agrícola.
Predominantemente arbustiva, de raízes profundas, galhos
retorcidos e casca grossa adaptada ao clima tropical típico, com
chuvas abundantes no verão e inverno bastante seco.
Lembre-se...
Dentro da paisagem dos campos maranhenses observa-se ,na
atualidade, uma expansão da pecuária extensiva bubalina, ou seja, dos
búfalos. A sua intensa ocupação por estes animais esta causando um
processo de degradação proporcional ao crescimento da pecuária. Os
búfalos pisoteiam excessivamente as gramíneas matando-as e poluem os
lagos através da liberação de fezes e urina, provocando o aumento dos
níveis de matéria orgânica na água.
Detalhe... existe um projeto de lei para remoção de parte destes búfalos
para a ilha de Marajó ( sua origem).
QUESTÕES
1-
Geopoiítica da Amazônia
"A floresta só deixará de ser destruída se tiver valor econômico para competir com a madeira, com a pecuária e com
a soja. Mesmo com os grandes avanços na sua proteção, a questão de manter a capacidade sustentável da floresta
ainda não foi solucionada. Florestas e terras são bens públicos e, por isso, são trunfos que estão sob o poder do
Estado, que tem autoridade para dispor deles, segundo o interesse da nação." (Bertha K. Becker)
(Disponível em [Link] acessado em 15 de julho de 2008)
Assinale a alternativa que apresenta a proposta CORRETA para o desenvolvimento da região amazônica em bases
mais sustentáveis.
a) Desenvolvimento de políticas para a integração do índio à população local, diminuindo assim o tamanho das
reservas e garantindo a soberania do nosso território.
b) Incentivos à pesquisa e à utilização da biodiversidade e do conhecimento - fruto da diversidade cultural dos povos
da floresta para o desenvolvimento da biotecnologia.
c) Erradicação da pecuária e da agricultura da região evitando, assim, o desmatamento de novas áreas para a
formação de pastagens e cultivos.
d) Criação de uma nova legislação ambiental, visto que as leis em vigor no Brasil são pouco rígidas, o que incentiva
o desmatamento.
3- (FUVEST)
A crítica contida na charge visa, principalmente, ao
a) ato de reivindicar a posse de um bem, o qual, no entanto, já pertence ao Brasil.
b) desejo obsessivo de conservação da natureza brasileira.
c) lançamento da campanha de preservação da floresta amazônica.
d) uso de slogan semelhante ao da campanha “O petróleo é nosso”.
e) descompasso entre a reivindicação de posse e o tratamento dado à floresta.
4-(UFES) A Floresta Amazônica representa uma comunidade clímax e, por isso, tem como características, EXCETO
a) alta biomassa.
b) alta diversidade.
c) teias alimentares complexas.
d) alto nível de fertilidade do solo.
e) taxa de fotossíntese igual à taxa de respiração.
5-(UFES)
O homem se aproveita das formações vegetais litorâneas para a utilização da lenha e a extração de tanino para
curtume, provocando, por vezes, o completo desaparecimento dessa vegetação. Esse desaparecimento é também
facilitado pelas obras de aterro ao longo de trechos da costa. A fim de
contrabalançar ou, pelo menos, minorar os prejuízos causados pela devastação dessa formação vegetal, pouco ou
quase nada tem sido feito. De modo geral, quase todas as iniciativas em
prol do reflorestamento são devidas a particulares. Cumpre salientar, porém, que, em geral, o que se pratica entre
nós, especialmente por iniciativa privada, não representa um verdadeiro reflorestamento, mas, sim, um plantio com
objetivos comerciais. As principais áreas replantadas o foram, quase sempre, a fim de assegurar matéria-prima
necessária a determinados empreendimentos.
(ROMARIZ, Dora de Amarante. A vegetação. In: Azevedo, Aroldo do (Org.). Brasil: a terra e o homem. 2. ed. São
Paulo: Cia. Editora Nacional, 1972. v. I , cap. IX, p.547. Adaptado.)
6-(FURG-RS) O diagrama abaixo representa os limites de temperatura e precipitação das áreas de ocorrência dos
biomas terrestres.
Analise o diagrama e assinale a alternativa com bioma correspondente à área hachurada.
7- (UESPI) Observe o mapa a seguir. A área indicada pela seta caracteriza-se por apresentar uma predominância de:
a) relevos colinosos e amplas planícies lacustrinas.
b) florestas perenifólias.
d) solos litólicos .
d) cerrados.
e) caatingas hipoxerófilas .
8- (UFAC) Podemos distinguir na floresta Amazônica três níveis de vegetação em relação ao relevo e às margens
dos rios, a saber:
a) A mata Atlântica, a mata da Caatinga e a mata de Cerrado.
b) A mata de Terra Firme, a mata Atlântica e a mata de Várzea.
c) A mata de Igapó, a mata de Várzea e a mata de Terra Firme.
d) A mata Ciliar, a mata de Igapó e a mata da Caatinga.
e) A mata de Araucária, a mata Atlântica e a mata de Igapó.
9- (UFAL) Examine o corte esquemático a seguir com a representação de unidades fitogeográficas do Brasil. A
propósito, analise as observações feitas a seguir.
10- (UFRPE) O desenho a seguir retrata um importante domínio morfoclimático brasileiro. Com relação a esse
domínio, é correto dizer que ele:
11- (UFRPE) A Floresta Amazônica cobre a maior parte da Região Norte do Brasil e seus limites avançam pelos
estados do Maranhão e do Mato Grosso. Entre as características fitogeográficas dessa floresta podem ser
mencionadas as seguintes, exceto:
12- (UFSCAR) No mapa estão representados os grandes hotspots mundiais. São áreas que conjugam duas
características: grande biodiversidade e alto grau de ameaça de destruição, por diferentes agressões e ocupações do
espaço.
(Biodiversity hotspots for conservation priorities. Nature. 403, 853-858, 24.02.2000.
[Link]/nature/journal. Acessado em 29.07.2008.)
I. Há localização de maior número de hotspots na faixa intertropical, porque ela é, de modo geral, propícia ao
desenvolvimento de grande número de espécies vegetais e animais.
II. A expansão das áreas de cultivo, seja com objetivos alimentares ou para produção de biocombustíveis, pode
representar uma grave ameaça à preservação de alguns dos hotspots.
III. A biodiversidade das regiões peninsular e insular da Ásia é gravemente ameaçada pela alta concentração
populacional e intensivo uso agrícola do solo pelo cultivo tradicional de arroz.
IV. O processo acelerado de desmatamento e conseqüente ocupação da Amazônia coloca em perigo um dos mais
biodiversos hotspots da atualidade.
13- (UFSCAR) Dois problemas ambientais similares, porém distintos, têm afetado o solo de regiões brasileiras
situadas a cerca de quatro mil quilômetros de distância uma da outra: a desertificação e a arenização.
(L. Almeida & T. Rigolin, 2005.)
A respeito destes problemas e de suas áreas de abrangência, é correto afirmar que:
a) a desertificação ocorre em regiões de clima árido e a arenização em áreas de clima tropical alternadamente úmido
e seco.
b) a desertificação é típica de regiões de solos profundos, com formação intensa de lateritas, e a arenização é típica
de solos pobres de elevada acidez.
c) a desertificação vem ocorrendo nos planaltos centrais do Brasil e a arenização é característica do norte da
Amazônia, onde há desmatamento.
d) a desertificação ocorre em áreas de relevo de planícies aluviais e a arenização em relevos cristalinos levemente
ondulados.
e) no Brasil, há risco de desertificação no bioma da caatinga e verificam-se pontos de arenização no sudoeste do Rio
Grande do Sul.
14- (UFSCAR) A tropicalidade é um dos fatores que mais influenciam no comportamento climático de áreas do
território brasileiro. A primeira coluna do quadro faz referência às características do ambiente tropical e a segunda
coluna procura relacionar essas características com sua manifestação e efeitos sobre o Brasil.
As correlações corretas entre características e efeitos são:
a) 1, 2 e 3.
b) 3, 4 e 5.
c) 1, 2 e 4.
d) 2, 4 e 5.
e) 1, 3 e 5.
2
15- (ENEM-2008) O gráfico abaixo mostra a área desmatada da Amazônia, em km , a cada ano, no período de
1988 a 2008.
As informações do gráfico indicam que
16-(Vunesp) Observando o mapa, assinale a alternativa que contém a seqüência correta, relativa aos números
de 1 a 7, dos domínios de vegetação natural do Brasil.
a) Floresta amazônica, mata atlântica, cerrado, pantanal, caatinga, mata de araucária, campos.
b) Floresta amazônica, estepes, savanas, mata atlântica, caatinga, mata de araucária, campos.
c) Floresta amazônica, mata atlântica, campos de altitude, pantanal, caatinga, mata de araucária, campos.
d) Floresta tropical, floresta subtropical, mata tropical de altitude, cerrados, caatinga, mata de araucária,
campos.
e) Floresta amazônica, mata atlântica, caatinga, cerrado, pantanal, mata de araucária, campos.
17- (Ulbra-RS) Um dos mais graves problemas ecológicos que vêm ocorrendo no Brasil ultimamente refere-se à
devastação da Floresta Amazônica. Dentre as alternativas abaixo, marque aquela que não é conseqüência desse
processo.
a) Expulsão de indígenas e posseiros e extinção de certas espécies de animais e vegetais.
b) Aumento da quantidade de gás carbônico na atmosfera provocado por grandes queimadas.
c) O aumento do progresso e do desenvolvimento da Região Norte, assim como o aumento do padrão de vida
da população local.
d) A destruição da Floresta Amazônica beneficia apenas uma minoria da população, em nome de um falso
desenvolvimento.
e) O empobrecimento do solo pela sua exposição direta à erosão pluvial.
18- (PUC-MG) - “É a segunda floresta mais ameaçada do mundo, restando cerca de 7% do que
era uma exuberante e imensa floresta tropical de encosta, devido ao intenso desmatamento ao
longo dos séculos e ao adensamento urbano e industrial.”
O texto acima refere-se à:
a) floresta Amazônica.
b) floresta seca.
c) mata Atlântica.
d) floresta de coníferas.
e) mata ciliar.
19- (Unifenas-MG) A vegetação de cerrado, que vem sendo castigada por grandes incêndios, corre sérios
riscos de ser extinta. Ela representa a segunda formação vegetal do país, e está presente em 13 Estados. Essa
vegetação possui as seguintes características:
a) heterogênea (grande variedade de espécies), hidrófila, latifoliada, perene, densa e fechada.
b) densa, heterogênea e perene.
c) árvores esparsas, cactáceas e gramíneas.
d) formação vegetal mista, árvores esparsas, arbustos e gramíneas.
e) mata de araucária, com vegetação rasteira em alguns pontos.
HIDROGRAFIA DO BRASIL
-CARACTERÍSTICAS GERAIS
a) Rica em rios e pobres em lagos;
b) Predomínio de rios de planalto (produção de energia). Ex.: São Francisco, Paraná.
Exceções: Rio Amazonas e Paraguai (navegação).
c) Predomínio de rios com regime pluvial do tipo tropical austral: cheias no verão e vazantes no
inverno.
Exceções: Rio Amazonas — regime complexo (plúvio-nival).
d) Predomínio de rios permanentes ou perenes (predomínio de clima úmido no pais).
Exceções: rios temporários ou intermitentes do Sertão Nordestino (clima semi-árido)
e) Drenagem: exorréica (os rios correm para fora do continente).
f) Predominio da foz do tipo estuário.
•: Exceções: Rio Amazonas — foz mista (deita-estuário).
•: Exceções: rios Parnalba, Paraíba do Sul, Acaraú, Piranhas etc. — deha.
g) Subaproveitaniento do potencial de navegação, irrigação, produção de energia e pesca.
Bacia Amazônica
É a mais extensa das três, abrangendo mais de 10% do território nacional. Possui o maior potencial
hidrelétrico instalado no Brasil, merecendo destaque grandes usinas, como a de Itaipu, Jupiá e Ilha Solteira, no rio
Paraná; Ibitinga, Barra Bonita e Bariri no rio Tietê; Cachoeira Dourada, Itumbiara e São Simão, no rio Paranaíba;
Furnas, Jaguara, Marimbondo e Itutinga, no rio Grande; e ainda Jurumirim, Xavantes e Capivara, no rio
Paranapanema.
Seus rios são tipicamente de planalto, o que dificulta muito a navegação, que se tornará mais fácil com a
utilização das eclusas construídas com a instalação das usinas hidrelétricas.
Os rios dessa bacia apresentam regime tropical austral, com chuvas no verão e, conseqüentemente, cheias
de dezembro a março.
Bacia do Paraguai
Compreende um único grande rio, o Paraguai, que possui mais de 2.000 km de extensão,
dos quais 1.400 km ficam em território nacional. É tipicamente um rio de planície, bastante
navegável. Os principais portos nela localizados são Corumbá e Porto Murtinho.
Além do Paraguai, destacam-se rios menores, como o Miranda, o Taquari, o rio Apa e o São Lourenço. O
regime desses rios é também o tropical austral, com grandes cheias nos meses de verão.
Bacia do Uruguai
O rio Uruguai e sua bacia ocupam apenas 2% do território brasileiro, estendendo-se pelos estados de Santa
Catarina e Rio Grande do Sul. Formado pelos rios Canoas e Pelotas, possui cerca de 1.500 km de extensão e serve
de limite entre Brasil, Argentina e Uruguai. Situa-se na porção subtropical do País e apresenta duas cheias e duas
vazantes anuais. Seus afluentes de maior destaque são: na margem direita, Peixe, Chapecó e Peperiguaçu; na
margem esquerda, Ibicuí, Turvo, Ijuí e Piratini. Com o potencial hidrelétrico limitado, o rio Uruguai é usado para a
navegação em alguns trechos. Suas principais hidrelétricas são: Barracão, Machadinho, Pinheiro, Estreito do Sul e
Iraí.
Bacia do Tocantins-Araguaia
Ocupando uma área de 803.250 Km2, é a maior bacia hidrográfica inteiramente brasileira. Além de
apresentar-se navegável em muitos trechos, é a terceira do País em potencial hidrelétrico, encontrando-se nela a
Usina Hidrelétrica de Tucuruí.
O Tocantins, principal rio dessa bacia, nasce no norte de Goiás e deságua junto à foz do Amazonas. Em seu
percurso, recebe o rio Araguaia, que se divide em dois braços, formando a Ilha do Bananal; situada no estado de
Tocantins, é considerada a maior ilha fluvial interior do mundo.
Formada pelo rio São Francisco e seus afluentes, essa bacia está inteiramente localizada em terras
brasileiras. Estende-se por uma área de 631.133 km², o que equivale a 7,5% do território nacional.
Apelidado pela população ribeirinha de Velho Chico, o São Francisco é um rio de planalto, que nasce na
Serra da Canastra, em Minas Gerais, e atravessa os estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Além de ser
navegável em cerca de 2.000 km, possui também grande potencial hidrelétrico, merecendo destaque as usinas de
Três Marias, Paulo Afonso e Sobradinho. Seus principais afluentes são os rios Paracatu, Carinhanha e Grande, na
margem esquerda; e os rios Salitre, das Velhas e Verde Grande, na margem direita.
O rio São Francisco desempenhou importante papel na conquista e povoamento do sertão nordestino, sendo
o grande responsável pelo transporte e abastecimento de couro na região. Ainda hoje, sua participação é
fundamental na economia nordestina, pois, devido ao fato de atravessar trechos semi-áridos, permite a prática da
agricultura em suas margens, além de oferecer condições para irrigação artificial de áreas mais distantes. Possuindo
um regime tropical austral, com cheias de verão, tem um débito que oscila de 1.000 m³/s nas secas, a 10.000 m³/s
nas cheias.
Bacias secundárias
Bacia do Nordeste
É constituída por rios do sertão nordestino, na sua grande maioria temporários, pois secam em determinadas
épocas do ano. Os rios dessa bacia são o Acaraú e o Jaguaribe, no Ceará; o Piranhas e o Potenji, no Rio Grande do
Norte; o Paraíba, na Paraíba; o Capibaribe, o Una e o Pajeú, em Pernambuco. Além desses, fazem parte dessa bacia
os rios maranhenses Turiaçu, Pindaré, Grajaú, Itapecuru e Mearim, além do rio Parnaíba, que separa o Maranhão do
Piauí.
Bacia do Leste
Constituída por rios que descem do Planalto Atlântico em direção ao oceano, merecem destaque os rios
Pardo, Jequitinhonha e Mucuri, em Minas Gerais e Bahia; Paraíba do Sul, em São Paulo e Rio de Janeiro; e Vaza-
Barris, Itapicuru, das Contas e Paraguaçu, na Bahia.
É constituída também por rios que correm na direção oeste-leste, ou seja, que vão das serras e planaltos em
direção ao oceano. Destacam-se os rios Ribeira do Iguape, em São Paulo; Itajaí, em Santa Catarina; Jacuí e
Camacuã, no Rio Grande do Sul.
Com exceção dos rios temporários do sertão nordestino, os demais rios das bacias secundárias apresentam
regime tropical austral, com cheias no verão. São rios de planalto, pouco aproveitáveis para a navegação fluvial.
QUESTÕES
Questão 01)
Observe o gráfico:
Fonte: Le Monde Diplomatique Brasil. Atlas do Meio Ambiente.
São Paulo: Instituto Pólis, 2008. p. 81
a) a água é mais barata nas três cidades localizadas em países mais desenvolvidos porque elas
situam-se em áreas de menor escassez hídrica.
c) nas cidades mais ricas, a água custa menos porque ela provém de sistemas de abastecimento,
cuja estrutura e administração não exigem muitos recursos financeiros.
d) nas cidades mais pobres, a inexistência de sistemas coletivos públicos obriga o consumo de
água de empresas privadas que, apesar de mais caro, ao menos oferece qualidade melhor.
e) nas cidades mais pobres, a privatização dos serviços públicos encareceu o preço da água assim
como de outros serviços essenciais, algo que não aconteceu nas cidades mais ricas.
Questão 02)
Em 1813, José Hipólito da Costa, no jornal Correio Brasiliense, destacou em seu artigo a
importância da construção de uma cidade central para a sede da Corte portuguesa, às margens do
rio São Francisco, que, em suas palavras, afirmou ser um sítio ameno, fértil e regado por um rio
navegável. Esta ideia foi retomada por José Bonifácio, em 1823. Ao Velho Chico foi atribuído, a
partir de 1840, o papel de elemento unificador do país, numa iniciativa de escravocratas e políticos
que lutavam pela centralização monárquica, com apoio dos representantes das províncias
banhadas pelo São Francisco.
(Vanessa Maria Brasil. Um rio, uma nação. Nossa História, ano 2, n° 18, 2005. Adaptado.)
Analise as afirmações.
I. Os climas predominantes na bacia do São Francisco são o tropical, o tropical semiárido e o
tropical úmido.
II. O rio São Francisco nasce em Minas Gerais e banha os estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe
e Alagoas, desaguando no Oceano Atlântico.
III. A unidade de relevo presente na maior parte da bacia é a Depressão Sertaneja do São
Francisco.
As afirmativas que melhor descrevem as características geográficas da bacia do rio São Francisco
são, apenas,
a) III e IV.
b) I e V.
c) IV e V.
d) I, II e III.
e) II, IV e V.
Questão 03)
COLUNA A
1. morainas
2. tômbolos
3. deltas
COLUNA B
a) 3–1–2
b) 2–3–1
c) 3–2–1
d) 1–2–3
e) 2–1–3
Questão 04)
Os rios “[...] são fundamentais para o escoamento das águas das chuvas […] e o homem sempre se
beneficiou dessas águas superficiais para sua preservação e sua manutenção”.
Estes dois textos tratam de processos associados à dinâmica do escoamento das águas e à
apropriação do solo urbano, gerando modificações, com alterações significativas nas vazões desses
mananciais. Considerando o exposto, as inundações
a) são advindas da saturação do solo pelo aumento da infiltração das águas das chuvas, em
vertentes com baixas declividades.
d) evoluem em consequência do aumento do peso sobre solos lixiviados pela água da chuva, em
terrenos com altas inclinações.
Questão 05)
a) a pecuária.
b) a agricultura irrigada.
c) a indústria.
d) o doméstico.
e) o comercial.
Questão 06)
Vários estudantes do terceiro ano do Ensino Médio de uma determinada escola pernambucana
formaram um grupo de estudo para analisar um tema abordado em Geografia no Ensino Médio. O
tema refere-se à denominação do mapa a seguir:
Assinale a alternativa que contém esse tema.
Questão 07)
Observe, no mapa das bacias hidrográficas do Brasil, aquelas que estão numeradas, e as
afirmativas.
I. A bacia hidrográfica representada pelo número 1 tem o maior potencial hídrico e um dos
menores potenciais hidroelétricos instalados, pois o consumo de energia local ainda é reduzido
em relação a outros lugares do Brasil.
II. A bacia hidrográfica identificada pelo número 5 é considerada a maior bacia totalmente
brasileira, e nela está instalada a Hidroelétrica de Tucuruí, construída principalmente para
abastecer Carajás, área produtora de minérios.
IV. A bacia hidrográfica referida pelo número 3 possui duas hidroelétricas importantes para o Rio
Grande do Sul, a de Machadinho e a de Itá.
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
e) I, III e IV.
8- (Fuvest-SP) Na bacia hidrográfica amazônica ocorrem dificuldades para implantação de usinas hidrelétricas,
porque ela apresenta:
a) oscilação na vazão fluvial maior que em outras bacias, o que exige grandes reservatórios e altas barragens.
b) relevo de altiplanos com solos friáveis que dificultam a execução de barragens.
c) relevo com pequena variação altimétrica exigindo extensos reservatórios que podem acarretar forte impacto
ao ambiente natural.
d) relevo plano, regularidade na vazão fluvial e extensa cobertura florestal.
e) quedas-d’água nos baixos cursos dos afluentes do Amazonas que nas enchentes dificultam a geração de
energia.
9- Um rio escava seu leito e aprofunda seu vale ao longo do tempo. Assinale a alternativa que contém fatores
responsáveis pela maior intensidade deste trabalho.
c) Vazão elevada, alta velocidade da água escoada e transporte de grande quantidade de sedimentos.
d) Baixa declividade do terreno, alta velocidade da água escoada e transporte de grande quantidade de
sedimentos.
Climatologia
O estudo do clima implica o conhecimento e a análise de inúmeros elementos
(temperatura atmosférica, umidade, massas de ar, pressão atmosférica, ventos) e fatores (relevo,
vegetação, massas líquidas, correntes marítimas etc.), além da utilização de diversos
instrumentos.
A atmosfera é a camada gasosa que envolve e acompanha a Terra em todos os seus
movimentos, devido à força da gravidade.
A atmosfera é composta de vários gases que formam uma mistura transparente, incolor e
inodora chamada ar atmosférico. Além dos gases, há também vapor de água, partículas de pó,
microorganismos etc.
Os gases mais pesados estão concentrados mais próximos da superfície terrestre e os mais
leves estão mais distantes. À medida que aumenta a altitude, a atmosfera torna-se cada vez mais
rarefeita (em altitudes mais elevadas sentimos falta de ar). A 80 km de altitude o oxigênio é
quase inexistente, por ser um gás pesado, não se mantém em altas altitudes.
A composição do ar atmosférico abaixo de 25 km de altitude: 78% nitrogênio, 21%
oxigênio e 1% para o argônio e outros elementos.
Desde a parte mais externa até a superfície terrestre, temos as seguintes camadas da
atmosfera:
exosfera: é a camada mais externa da atmosfera. Nessa camada, a inexistência de ar
permite temperaturas elevadíssimas, razão pela qual as naves espaciais devem ser
construídas com materiais superesistentes;
ionosfera: o ar é muito rarefeito e carregado de íons (partículas eletrizadas que têm a
propriedade de refletir as ondas de rádio, o que torna possível captar essas ondas
provenientes de longas distâncias, como de outros países, por exemplo). É nessa
camada que os meteoros (popularmente chamados de estrelas cadentes) se
desintegram;
mesosfera: Ao contrário do que ocorre na estratosfera, aqui a temperatura diminui
com a altitude (o ar é muito rarefeito), podendo atingir 90°C no limite superior;
estratosfera: ao contrário do que ocorre na troposfera, aqui a temperatura aumenta
com a altitude, chegando a atingir cerca de 2°C na parte superior. O vapor de água é
quase inexistente e conseqüentemente não existem nuvens. Essa camada é
particularmente importante devido à presença do gás ozônio, que filtra a maior parte
dos raios ultravioletas emitidos pelo Sol. Se não fosse o ozônio, morreríamos pela
ação dos raios ultravioletas;
troposfera: concentra 75% dos gases e 80% da umidade atmosférica (vapor de água,
cristais de gelo etc., que formam as nuvens). É a camada que nos envolve diretamente
e na qual ocorrem as perturbações atmosféricas. Na troposfera, a temperatura diminui
à medida que nos elevamos, podendo atingir 60°C na parte superior, que é chamada
de tropopausa.
EXOSFERA
+ 600 km de
de altitude IONOSFERA
80 km
MESOSFERA
50 km
ESTRATOSFERA
10 a 12 km TROPOSFERA tropopausa
SUPERFÍCIE TERRESTRE
V
G
O
C
E Temperatura atmosférica – a quantidade de calor presente no ar atmosférico.
O
A
G Termômetro – aparelho que mede a temperatura atmosférica.
B
U
R
Á
Isotermas – linhas que unem, em um mapa, os pontos de mesma temperatura atmosférica.
L
Á
F Média térmica – média aritmética das temperaturas que foram registradas.
I
R
I
C Amplitude térmica – diferença entre a máxima e a mínima temperaturas.
O
O
BRASIL
O nosso relevo é de modesta altitude. Assim, a
mesma tem pequena influência no nosso clima,
excetuando algumas áreas mais serranas (ex.:
Região Sudeste).
MARANHÃO
Uma pequena influência da altitude na
temperatura é observada no Centro-Sul do Estado –
área de relevo planáltico.
CIDADE ALTITUDE LATITUDE MÉDIA TÉRMICA ANUAL
Vitória 2m 20°18’LS 23,6°C
Belo Horizonte 852 m 19°55’LS 20,8°C
BRASIL
MARANHÃO
Em geral, a maritimidade aumenta A maritimidade aumenta no
no sentido oeste-leste. sentido sul-norte.
MÉDIA MÉDIA
AMPLITUDE
HEMISFÉRIOS ÁGUAS TERRAS DENOMINAÇÃO TÉRMICA NO TÉRMICA NO
TÉRMICA
VERÃO INVERNO
H. das Terras: tem maior
Norte 60% 40% 22,4°C 8,1°C 14,3°C
continentalidade que o H. Sul
H. das Águas: tem maior
Sul 82% 18% 17,1°C 8,7°C 7,4°C
maritimidade que o H. Norte.
II. Umidade do ar
7
V
Umidade do ar: presença do vapor de água na atmosfera.
G
O
E Umidade absoluta do ar: quantidade de vapor d’água da atmosfera (U [Link]).
C
A
O
G
Ponto de saturação ou de orvalho: capacidade máxima da atmosfera em conter vapor d’água
B
U
R (P.S.).
Á
L
F Umidade relativa do ar: relação percentual entre a umidade absoluta do ar e o seu ponto de
Á
R
I
C
saturação (URA).
I
O
O Higrômetro: aparelho que mede a umidade do ar (g/m3).
Isoígras: linhas que ligam, em uma mapa, os pontos com a mesma umidade do ar.
O ciclo hidrológico, cuja importância é vital para a existência da biosfera (camada biológica),
compreende três fases distintas que são:
1.ª) a evaporação-transpiração, onde parte da água contida nas superfícies líquidas e nos
vegetais, é transferida para a atmosfera sob a forma de vapor de água;
2.ª) a condensação, que é o processo pelo qual o vapor de água passa para o estado líquido ou
sofre cristalização.
3.ª) a precipitação, que é o fenômeno pelo qual a água retorna à superfície terrestre sob a forma
líquida ou sólida.
Neve. Resulta da cristalização do vapor de água no interior ou um pouco abaixo das nuvens (os
cristais de neve possuem formas bastante curiosas e variadas, apesar de sempre apresentarem
estrutura hexagonal). A precipitação da neve ocorre em regiões onde a temperatura atmosférica é
suficientemente baixa para evitar que os cristais entrem em fusão. O acúmulo da neve nas regiões
frias (regiões polares e altas montanhas) é responsável pela formação das geleiras.
Granizo. É constituído pelo gelo. Sua formação deve-se às fortes correntes convectivas, que
realizam o transporte das gotas de água condensadas para as camadas mais elevadas e mais frias,
onde se dá o congelamento. A precipitação do granizo (chuva de pedra) ocorre durante o verão, por
ocasião das trovoadas ou em momentos de tempestade. É uma forma muito violenta de precipitação,
capaz de provocar danos consideráveis, principalmente na agricultura.
Chuva. É a mais comum das precipitações e a mais
benéfica para o homem e para os demais seres
vivos. Ela resulta do contato de uma nuvem saturada
de vapor de água com uma camada de ar frio.
Existem três tipos de chuva:
frontal – resulta do encontro de uma massa de ar
frio (frente fria) com uma massa de ar quente
(frente quente). É menos intensa e mais
duradoura. Ex.: encontro da mTa com mPa;
convectiva – resulta da ascensão vertical do ar,
que, ao entrar em contato com as camadas de ar
frio, sofre condensação e se precipita. É
geralmente intensa (forte), rápida, acompanhada
de trovões e às vezes de granizo (chuva de verão
ou equatorial). Ex.: Amazônia;
orográfica ou de relevo – é resultante do
deslocamento horizontal do ar, que ao entrar em
contato com as regiões elevadas (serras e
montanhas), sofre condensação e conseqüente
precipitação. Ex.: encostas da Serra do Mar e da
Chapada da Borborema.
Nevoeiro ou neblina. É a condensação do ar junto à superfície (mais fria que o ar). O ar quente
perde calor para a superfície e se condensa, formando gotículas suspensas no ar (é o nevoeiro).
Orvalho. Forma-se durante a noite devido ao resfriamento do ar próximo à superfície terrestre.
Esse resfriamento do ar faz com que o vapor de água irradiado da Terra se condense próximo à
superfície, originando gotas de água sobre as plantas e outros objetos.
Geada. Quando a temperatura da superfície atinge o ponto de congelamento antes de ocorrer a
saturação, o vapor de água se transforma diretamente em uma delgada camada de gelo, que é a
geada.
Para que haja formação de orvalho e de geada, é necessário que durante a noite ocorra rápido
resfriamento da atmosfera junto á superfície. Isso acontece quando o céu está bastante limpo,
permitindo rápida dissipação do calor irradiado pela Terra.
Quando à distribuição das chuvas no Brasil, podemos dizer, de modo geral, que o país é bem
servido por chuvas, recebendo em média mil milímetros por ano. Entretanto, a distribuição geográfica
das chuvas no decorrer do ano não é suficiente, existindo três tipos de áreas, a saber:
áreas de chuvas abundantes: porções centro-ocidental da Amazônia, litoral sul da Bahia e
Serra do Mar, em São Paulo, com mais de 2.000 mm/a;
áreas de chuvas escassas: Sertão Nordestino e vale médio do São Francisco, incluindo o
norte de Minas Gerais, com menos de 1.000 mm/a;
Nota:
Principais causas do clima semi-árido do Sertão Nordestino e Vale Médio do
São Francisco:
V G
O E Pressão atmosférica – força exercida pelo ar atmosférico sobre a superfície.
C O
A G
B R Barômetro – aparelho que mede a pressão atmosférica (é muito usado a medida milibares)
U Á
L F
Á I
R C
Isóbaras – linhas que ligam, em um mapa, os pontos com a mesma pressão atmosférica.
I O
O
V. Ventos
Vento. Corresponde a movimentação do ar. Do ponto de vista climático, sua importância é muito
V G
O E
grande, pois não só contribui na distribuição do calor para regiões diversas, como também participa
C O da distribuição da umidade.
A G
B R Sua origem está ligada às diferenças de temperatura e pressão existentes entre duas regiões da
U Á
L F
atmosfera.
Á I Anemômetro. A velocidade do vento é medida em quilômetros por hora ou em metros por
R C
I O segundo, e o instrumento utilizado é anemômetro.
O
Anemoscópio. A direção do vento é influenciada por diversos fatores e o aparelho que indica
chama-se anemoscópio (biruta).
1. MECANISMO DOS VENTOS
2. LEIS DA CIRCULAÇÃO ATMOSFÉRICA
C.I.T. (faixa de convergência intertropical dos ventos alísios) ou Doldrum: área de encontro dos
ventos úmidos alísios, que causam chuvas convectivas em grande quantidade.
Ventos contra-alísios: ventos secos que vão do Equador para os trópicos, podendo provocar o
surgimento de algumas áreas desérticas em regiões atravessadas pelos trópicos.
Exemplo:
VI. Massas de ar
Massas de ar. São grandes porções de ar que costumam se originar em áreas extensas e
homogêneas, como as planícies, os oceanos e os desertos. Em seu processo de formação,
adquirem as características da área de origem (umidade e temperatura). Assim, elas podem ser
V frias e úmidas, frias e secas, quentes e úmidas, quentes e secas etc. Ao se deslocarem, as massas
G
O de ar levam consigo as características de origem, que vão influenciar as áreas sobre as quais elas
E
C estão se deslocando. Além disso, podem perder as características da área de origem e adquirir as
O
A características das áreas sobre as quais se deslocam. Por exemplo: se uma massa de ar fria e
G
B úmida passa sobre uma área de temperatura mais elevada, essa área sofre queda de temperatura
R
U e o tempo fica instável, podendo chover. Isso acontece com freqüência no sul do Brasil,
Á
L especialmente durante o inverno. Por outro lado, se a área for mais fria que a massa de ar, essa
F
Á sofrerá esfriamento por baixo e terá tendência a gerar tempo estável.
I
R
C Frentes. São áreas de transição entre duas massas de ar. O encontro de duas massas de ar, uma
I fria, geralmente seca, e outra quente e úmida, provoca mudanças significativas no tempo trazendo
O
O nuvens e chuvas. O ar quente, mais leve, eleva-se por cima do ar frio, mais denso. Se o ar frio
predominar, chamamos de frente fria; se, ao contrário, o ar quente avançar, chamamos de frente
quente.
1. CLASSIFICAÇÃO
Depende da posição do Equador térmico (linha que une os pontos do globo com as maiores
médias térmicas), que é influenciada pelo movimento de translação e a inclinação do eixo da Terra
(estações do ano).
1- Existem diferenças entre clima e tempo. O clima é o conjunto de condições meteorológicas de uma
região em determinado período. Já o tempo é a combinação passageira dos elementos do clima.
Leia as descrições climáticas abaixo e assinale “T” para TEMPO e “C” para CLIMA.
( ) A frente fria se afasta, mas parte de sua instabilidade ainda permanece sobre o centro-leste do
Paraná. Nuvens carregadas provocam chuva desde cedo nestas regiões. Os demais setores
paranaenses terão um dia de sol entre muitas nuvens com pancadas de chuva, principalmente à tarde.
( ) Nublado, alguns períodos de melhoria e chuva a qualquer hora do dia.
( ) Temperado, com verão ameno, chuvas uniformemente distribuídas, sem estação seca e a
temperatura média do mês mais quente não chega a 22ºC. Precipitação de 1.100 a 2.000 mm. Geadas
severas e freqüentes, num período médio de ocorrência de dez a 25 dias anualmente.
( ) Com sol forte e poucas nuvens. O ar seco que predomina no Estado ainda desfavorece a formação de
áreas de instabilidade. Faz calor à tarde.
( ) Está inserida na região de clima temperado de categoria subquente, com temperatura média
oscilando entre 18 e 15ºC no inverno e entre 26 e 24º C no verão. A temperatura média anual é de
20.4ºC. No inverno, a passagem da frente fria é sucedida por ondas de frio das massas polares, que
baixam consideravelmente as temperaturas. O mesmo efeito no verão tem ação amenizadora.
a) T, T, C, T, C.
b) C, C, T, C, T.
c) C, T, C, T, C.
d) T, T, T, T, C.
e) C, C, C, T, T.
3- A dinâmica atmosférica é constituída pela relação entre os elementos e fatores climáticos. Com base
nas 1 informações do quadro abaixo, marque a alternativa INCORRETA.
a) Como elemento climático, as latitudes interferem significativamente no clima.
b) Trata-se da demonstração do efeito de um fator climático no comportamento das temperaturas.
c) Observa-se que quanto maior a latitude, menor a temperatura.
d) Latitudes menores determinam aumento nas médias de temperatura.
4- A altitude é um fator que influencia condições ambientais e, por isso, é levada em consideração na
prática esportiva. É CORRETO afirmar que o aumento da altitude causa
a) aumento da longitude.
b) diminuição da latitude.
c) aumento da densidade do ar.
d) diminuição da pressão atmosférica.
e) diminuição dos valores de insolação.
7-
Brasil: Massas de ar
Legenda:
1 - Equatorial
continental
2 - Equatorial atlântica
3 - Tropical continental
4 - Tropical atlântica
5 - Polar atlântica