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Índices em Campos de Vetores Singulares

A tese de José Carlos da Silva investiga índices associados a campos de vetores em superfícies singulares, com foco na geometria diferencial e teoria das singularidades. O trabalho visa aprofundar o conhecimento sobre superfícies regulares e singulares, além de explorar a aplicabilidade desses conceitos em diversas áreas do conhecimento, como matemática, biologia e física. A pesquisa busca contribuir para o entendimento das propriedades geométricas e topológicas de variedades e suas implicações em fenômenos naturais.

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Índices em Campos de Vetores Singulares

A tese de José Carlos da Silva investiga índices associados a campos de vetores em superfícies singulares, com foco na geometria diferencial e teoria das singularidades. O trabalho visa aprofundar o conhecimento sobre superfícies regulares e singulares, além de explorar a aplicabilidade desses conceitos em diversas áreas do conhecimento, como matemática, biologia e física. A pesquisa busca contribuir para o entendimento das propriedades geométricas e topológicas de variedades e suas implicações em fenômenos naturais.

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JOSÉ CARLOS DA SILVA

ESTUDO DE ÍNDICES ASSOCIADOS A


CAMPOS DE VETORES

LAVRAS – MG
2023
JOSÉ CARLOS DA SILVA

ESTUDO DE ÍNDICES ASSOCIADOS A CAMPOS DE VETORES

Tese apresentada à Universidade Federal de Lavras,


como parte das exigências do Programa de Pós-
Graduação em Monografia, área de concentração em
TCC, para a obtenção do título de Doutor.

Prof. DSc. José Orientador


Orientador

Prof. DSc. Maria Orientadora


Coorientadora

LAVRAS – MG
2023
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2 OBJETIVOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.1 Objetivo Geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.2 Objetivos Específicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
3 JUSTIFICATIVA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
4 REVISÃO TEÓRICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
4.1 Superfícies . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
4.1.1 Superfícies Regulares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
4.1.2 Variedades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
4.1.3 Fibrado Tangente em uma Superfície Suave . . . . . . . . . . . . 13
4.1.4 Pontos e Valores Críticos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
4.2 Singularidades de campos de vetores tangentes - Índice em um
ponto singular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
5 METODOLOGIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
6 CRONOGRAMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
5
1 INTRODUÇÃO

O desenvolvimento desse trabalho de conclusão de curso se baseia na ge-


ometria diferencial e na teoria das singularidades. A geometria diferencial é uma
área da matemática que teve sua origem no século XIX juntamente com a área de
Análise Matemática. A geometria diferencial clássica tem como objeto de estudo
as propriedades de curvas e superfícies no espaço euclidiano, ou seja, nela se es-
tudam as propriedades locais que dependem apenas do comportamento da curva
ou das superfícies nas vizinhanças de cada ponto. Já a geometria diferencial mo-
derna estuda a influência que essas propriedades locais tem no comportamento de
toda curva ou superfície e também estuda os espaços não euclidianos e as varieda-
des. De acordo com essa perspectiva, uma de suas principais linhas de pesquisa é a
análise de propriedades geométricas e topológicas de variedades, uma vez que essa
área teve papel fundamental em teorias que acabaram revolucionando o mundo a
partir do século XX, como foi o caso da relatividade geral.
Em (TU, 2010) intuitivamente, uma variedade é uma generalização de cur-
vas e superfícies para dimensões superiores. É localmente euclidiana, pois cada
ponto tem uma vizinhança, chamada carta, homeomorfa a um subconjunto aberto
de Rn . As coordenadas em uma carta permitem realizar cálculos como se esti-
véssemos em um espaço euclidiano, de modo que muitos conceitos de Rn , como
diferenciabilidade, derivações pontuais, espaços tangentes e formas diferenciais,
podem ser transferidas para uma variedade.
Como na maioria dos conceitos matemáticos fundamentais, a ideia de va-
riedade não se originou com uma única pessoa, mas é o resultado de anos de
atividade coletiva. Em sua obra-prima Disquisitiones generales circa superficies
curvas (“Investigações Gerais de Superfícies Curvas”) publicado em 1827, Carl
Friedrich Gauss usou livremente as coordenadas locais numa superfície, e por isso
já tinha a ideia de cartas. Além disso, ele parece ser o primeiro a considerar uma
superfície como um espaço abstrato que existem por si próprios, independente-
mente de qualquer espaço euclidiano externo. Bernhard Riemann, em sua palestra
inaugural denominada Uber die Hypothesen, welche der Geometrie zu Grunde
liegen(Sobre as hipóteses que fundamentam a geometria) na cidade de Göttingen
em 1854, lançou as bases da geometria diferencial de dimensão superior. Para
mais informações, veja em (TU, 2010).
De fato, a palavra variedade é uma tradução direta da palavra alemã Man-
nigfaltigkeit, que Riemann usou para descrever os objetos de sua pesquisa. Sua
obra foi seguida por Henri Poincaré no final do século XIX sobre homologia, em
que os espaços localmente euclidianos figuravam com destaque. No entanto, foi
somente em 1931 que ocorreu a definição moderna de variedade.
O conceito de singularidade abrange contextos interdisciplinares, uma vez
que aparece tanto na física quanto na matemática, áreas do conhecimento que pos-
suem uma relação muito próxima. Mas o que é uma singularidade? Em (SAIA,
2011), essa questão se coloca naturalmente no estudo de funções reais a uma va-
6

riável, onde é visto como descrever estas funções a partir dos seus pontos críti-
cos, que são aqueles onde a primeira derivada se anula. No estudo de aplicações
f : U → R p , onde U é um aberto de Rn e f é de classe C∞ , este conceito aparece
naturalmente e dizemos que um ponto x ∈ U é um ponto crítico de f se a sua ma-
triz das derivadas parciais calculada no ponto x não tem posto máximo. O objetivo
inicial da teoria de singularidades foi justamente estudar estes pontos críticos e as
suas imagens por f , que são as chamadas singularidades de f .
Nas disciplinas de cálculo encontramos expressões do tipo y = 1x e quanto
menor o valor de x, maior será o valor de y, que tende ao infinito. A grande ques-
tão é que o infinito não é considerado um número e sim um conceito matemático,
afinal nunca será possível contar até o infinito. Apesar dessa expressão descre-
ver algo físico, isso é impossível de ocorrer na natureza e isso caracteriza uma
singularidade.
Em (DALBELO, 2011), sendo v um campo vetorial em Rn , tem- se que
p ∈ R é um ponto singular ou uma singularidade de v quando v(p) = ⃗0. O es-
n

tudo de campos de vetores e fluxos na vizinhança de uma singularidade, ou ponto


estacionário, é um tema amplamente estudado devido a sua importância em vá-
rios ramos da matemática e também por suas inúmeras aplicações em outras áreas.
Ainda em (DALBELO, 2011), em meados de 1885, H. Poincaré provou um im-
portante teorema, no qual associou a cada singularidade isolada de um campo de
vetores v sobre uma superfície compacta e sem bordo M 2 um número, que é cha-
mado índice da singularidade( a grosso modo esse resultado é conhecido como
“Teorema da Esfera Cabeluda”). Por exemplo, considerando a esfera S2 , o teo-
rema provado por H. Poincaré garante que todo campo vetorial contínuo admite
pelo menos uma singularidade, e é cada vez mais usual encontrarmos problemas e
situações em matemática e outras ciências, em que precisamos considerar campos
de vetores definidos em objetos singulares.
O trabalho de conclusão de curso é o momento de aplicar todo o apren-
dizado, habilidades e competências que foram adquiridos durante a graduação.
Assim, o objetivo principal desse trabalho é estudar esses índices de campos de
vetores em superfícies singulares. A justificativa para o desenvolvimento desse
trabalho se dá pela possibilidade de aprofundar em temas que nem sempre são ex-
plorados nas disciplinas regulares da graduação e que futuramente possibilitarão o
ingresso em uma pós-graduação, além de toda a importância e aplicabilidade que
esse assunto tem em diversas áreas da matemática e de outras áreas do conheci-
mento, como bem mencionado em (DALBELO, 2011).
7
2 OBJETIVOS

2.1 Objetivo Geral

O objetivo geral desse trabalho de conclusão de curso será estudar os ín-


dices associados a campos de vetores em variedades ou em superfícies. Além
disso, esses campos dão origem a determinadas curvas que se “enrolam” próximo
às singularidades, como por exemplo, o vértice do cone e assim pretende-se fazer
a plotagem dessas curvas utilizando o programa geogebra.

2.2 Objetivos Específicos

Os objetivos específicos para o desenvolvimento desse trabalho de conclu-


são de curso são os seguintes:

a) Aprofundar no estudo da teoria das superfícies regulares;

b) Estudar algumas das superfícies singulares;

c) Estudar campos de vetores;

d) Conhecer e estudar a teoria das singularidades;

e) Estudar alguns índices associados a campos de vetores em superfícies sin-


gulares.
9
3 JUSTIFICATIVA

O estudo de índices de campos de vetores em superfícies singulares tem


uma importância muito grande em diversas áreas do conhecimento. Em mate-
mática, esse assunto é abordado em Teoria das Singularidades, em Topologia e
em Equações Diferenciais. Mas essa importância se estende para outras ciências
como biologia, física, meteorologia. Em (DALBELO, 2011) na área de biologia, o
campo de vetores conhecido como presa-predador tem sido estudado no controle
biológico de pragas de canaviais, onde tal campo descreve um modelo de interação
entre duas espécies de animais, uma das quais se alimenta da outra. Já na física,
são inúmeros os problemas envolvendo campo de vetores, como a modelagem do
movimento de uma partícula em um dado fluido. E na meteorologia, um impor-
tante exemplo é o modelo matemático proposto pelo meteorologista americano E.
N. Lorenz em 1963 para descrever o movimento convectivo de fluidos na atmos-
fera terrestre. O modelo proposto é um campo de vetores, que ficou conhecido
na literatura como sistema de Lorenz. Alguns estudos feitos por meteorologistas
mostraram que o comportamento desse campo pode sofrer mudanças drásticas nas
proximidades de suas singularidades, mostrando porque é tão difícil fazer previ-
sões precisas do tempo. A justificativa para o desenvolvimento desse trabalho se
dá pela importância e aplicabilidade que esse assunto tem em diversas ciências e
também pela oportunidade de aprender conceitos matemáticos que nem sempre
são ofertados nas disciplinas regulares da graduação e que ajudarão futuramente
no ingresso em uma pós-graduação.
11
4 REVISÃO TEÓRICA

4.1 Superfícies

4.1.1 Superfícies Regulares


Um dos conceitos que irão fundamentar esse trabalho é o de superfícies.
Entendemos as curvas como uma generalização da reta e a superfície como uma
generalização do plano, bidimensional e podendo apresentar curvaturas. As super-
fícies são variedades topológicas de dimensão 2, ou seja, espaços que localmente
se parecem com o R2 . E uma classe importante de superfícies são as superfícies re-
gulares. Em (CARMO, 2010), uma superfície regular em R3 é um subconjunto de
R3 que pode ser coberto por uma ou mais parametrizações regulares. Tais parame-
trizações fazem o papel de sistemas de coordenadas na superfície. Intuitivamente,
se obtém uma superfície regular em R3 pegando pedaços do plano, ou seja, peda-
ços do R2 , deformando-os e colando-os entre si de tal forma que a figura resultante
não contenha vértices, arestas e auto-interseções e que seja possível traçar plano
tangente em pontos dessa figura.

Definição 1 Um subconjunto S ⊂ R3 é uma superfície regular se, para cada p ∈ S,


existe um aberto V ⊂ R3 , com p ∈ V e uma aplicação X : U −→ V ∩ S, definida
em um aberto U de R2 , tal que:

i. X : U −→ V ∩ S, X(u, v) = (x(u, v), y(u, v), z(u, v)) é diferenciável, isto é,


as funções coordenadas x, y, z : U −→ R, têm derivadas parciais contínuas
de todas as ordens em U.

ii. X : U −→ V ∩ S é um homeomorfismo, isto é, X é uma bijeção contínua


cuja inversa X −1 : V ∩ S −→ U é contínua.

iii. dXq : R2 −→ R3 é injetora para todo q ∈ U.

Figura 4.1 – Subconjunto S contido em R3

Fonte: Carmo (2016)


12

Usando tal definição podemos apresentar exemplos importantes no desen-


volvimento do trabalho como: esfera, toro, cone, plano cilindro, entre outros.

4.1.2 Variedades
As variedades são objetos que aparecem muito naturalmente na física e na
matemática, sendo definidas como um espaço topológico, onde nas vizinhanças de
cada ponto, são parecidas localmente com um espaço euclidiano. De forma mais
precisa, cada ponto de uma variedade de dimensão n tem uma vizinhança que é
homeomorfa ao espaço euclidiano de dimensão n.
Definição 2 Seja M um espaço topológico, então M é uma variedade topológica
se
i) M é Hausdorff;

ii) Exite um conjunto com quantidade enumerável de abertos que formam


uma base para a topologia de M, isto é, M é segundo contável;

iii) Dado p ∈ M, existe uma vizinhança V ⊂ M de p e um homeomorfismo


φ : V → U ⊂ Rn .
As variedades diferenciáveis são objetos onde é possível aplicar os con-
ceitos do cálculo diferencial e integral em espaços mais gerais que o Rn . Em
(LAGES, 2007), uma variedade diferenciável é como uma superfície, só que não
precisa estar contida em um espaço euclidiano. Assim, uma variedade diferen-
ciável é portanto uma variedade topológica em que as mudanças de coordenadas
(funções de transição) de um sistema de coordenadas local para outro são difeo-
morfismos.

Definição 3 Uma variedade diferenciável, de dimensão m e classe Ck é um par


ordenado (M, U ) onde M é um espaço topológico de Hausdorff, com base enu-
merável e U é um atlas máximo de dimensão m e classe Ck sobre M.

Figura 4.2 – Variedade Diferenciável

Fonte: Biezuner(2022)
13

4.1.3 Fibrado Tangente em uma Superfície Suave


Para cada ponto x de uma superfície S, o espaço vetorial tangente a S, de
dimensão 2, sobre o corpo R e denotado por Tx S, é chamado fibrado tangente.

Definição 4 Seja M uma variedade diferenciável de dimensão m. O conjunto


[
TM = {p} × Tp M = {(p, v)| p ∈ M, v ∈ Tp M}
p∈M

de todos os espaços tangente Tp M com p ∈ M, colados de uma maneira natural é


chamado fibrado tangente de M.

Exemplo. O fibrado tangente à esfera S2 é T S2 = x Tx S2 . Todas as fibras Tx S2 são


S

homeomorfas a R2 . Chamamos R2 de fibra tipo. O fibrado T S2 é localmente tri-


vial, assim como o fibrado tangente a qualquer superfície S. Isso significa que cada
ponto a da superfície S admite uma vizinhança Ua tal que T S |Ua é isomorfismo a
Ua × R2 :

T S |Ua ∼
= Ua × R2

Então, T S |Ua pode ser visto como uma coleção de espaços vetoriais reais em R2 .

Figura 4.3 – O fibrado T S é localmente trivial

Fonte: Brasselet(2019)

4.1.4 Pontos e Valores Críticos


Seja f : S → S2 uma aplicação derivada de uma superfície suave S em R2 .
A diferencial f : S → S2 , em um ponto x de S, é chamada aplicação linear tangente
e denotada por
14

d fx : Tx S → T f (x) S2 ,

ou seja,

d fx : R2 → R2

é definida por

d fx (v) : d fx (c′ (0)) = ( f ◦ c)′ (0)

para toda curva c : ]−1, +1[ → S tal que c(0) = x e v(x) = c′ (0). Observe que
( f ◦ c) é uma curva sobre S2 tal que ( f ◦ c)(0) = f (x). Neste caso, ( f ◦ c)′ (0) é um
vetor tangente à S2 no ponto f (x).
Seja f : S → S2 uma aplicação derivada de uma superfície suave S em S2 .
Um ponto a ∈ S tal que a aplicação derivada

d fa : Ta S → T f (a) S2

tem o posto menor do que 2, é chamado de ponto crítico de f .


Um ponto a da superfície S é um ponto regular da aplicação f se ele não
é crítico. As imagens de pontos críticos são chamados de valores críticos e os
demais pontos são chamados de valores regulares da aplicação.

4.2 Singularidades de campos de vetores tangentes - Índice em um ponto


singular

Em (BRASSELET; THUY, 2017), o Teorema de Poincaré Hopf é bastante


utilizado em diversas áreas da ciência além da matemática, como física, biologia,
química, economia, psicologia, entre outras, e está diretamente ligado a objetos
da geometria diferencial como índices de campos de vetores. Primeiramente, esse
teorema foi provado por Poincaré em 1885 para o caso de superfícies e posterior-
mente Hopf, em 1927, provou para variedades suaves de dimensão maior. Para o
desenvolvimento desse trabalho faremos uso de alguns teoremas e definições.

Definição 5 Seja S uma superfície compacta, suave, sem bordo, não necessaria-
mente orientada e considere um campo de vetores v com singularidades isoladas,
tangente à superfície. Então a característica de Euler-Poincaré vale

X (S ) = ∑ I(v, ai )
ai
15

no qual os pontos ai são os pontos singulares isolados de v e I(v, ai ) é o índice do


campo v no ponto ai .

Sejam S uma superfície suave e Ua uma vizinhança de um ponto a ∈ S.


Um campo de vetores sobre Ua , tangente a S, é uma aplicação contínua

v : Ua → T S |Ua

tal que, para cada x ∈ Ua , v(x) ∈ Tx S ∼


= R2 .
Uma singularidade de um campo de vetores v é um ponto a tal que v(a) =
0. A singularidade a é isolada se existir uma vizinhança Va de a tal que para cada
ponto x de Va diferente de a, teremos v(x) ̸= 0.
A uma singularidade isolada de v podemos associar um número inteiro
chamado de índice de campo de vetores v no ponto a e denotado por I(v, a). Esse
índice pode ser definido de muitas formas equivalentes em vários contextos usando
grupos de homologia, integrais de formas diferenciais, entre outras.

Figura 4.4 – Exemplos de índices

Fonte: Brasselet(2019)
17
5 METODOLOGIA

Esse trabalho de conclusão de curso será dirigido pelo orientador, ocor-


rendo primeiramente indicações de referências para pesquisa e estudo. Haverá
encontros presenciais, semanais ou quinzenais, entre orientando e orientador, com
o objetivo de acompanhar, orientar e discutir, visando assim na evolução do traba-
lho.
19
6 CRONOGRAMA

O cronograma do trabalho encontra-se na Tabela 6.1, onde as etapas são:

1. Escolha do Tema;

2. Levantamento bibliográfico;

3. Elaboração do anteprojeto;

4. Apresentação do projeto;

Tabela 6.1 – Cronograma de atividades

Mês/Ano
Atividades
Out(2022) Nov(2022) Dez(2022) Jan(2023) Fev(2023) Mar(2023)
Escolha do tema X
Levantamento bibliográfico X X
Elaboração do anteprojeto X X
Apresentação do projeto X

Fonte: do próprio autor


21
REFERÊNCIAS

BRASSELET, J.-P.; THUY, N. T. B. O teorema de poincare-hopf. arXiv preprint


arXiv:1710.08764, 2017.

CARMO, M. P. D. Geometria diferencial de curvas e superfícies. [S.l.]:


Sociedade Brasileira de Matemática, 2010.

DALBELO, T. M. O índice de Poincaré-Hopf e generalizações no caso


singular. Tese (Doutorado) — Universidade de São Paulo, 2011.

LAGES, L. E. Variedades diferenciáveis. IMPA, Rio de Janeiro, 2007.

SAIA, M. J. Uma introdução à teoria das singularidades. São Carlos:


ICMC - USP, 2011. Disponível em: <[Link]
dee646c2-9562-4c0d-b0c5-98dc3efe9f37/nd_79.pdf>.

TU, W. An Introduction to Manifolds. 2. ed. [S.l.]: Springer Universitext, 2010.

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