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Retrospectiva
v Até a década de 70, a contabilidade foi marcada pela
forte influência fiscal. Em 1976, foi criada a CVM e
editada a Lei no 6.404/76.
CURSO: CIÊNCIAS CONTÁBEIS v Influência da escola italiana (até a década de 70) x
DISCIPLINA: CONTABILIDADE influência da escola norte-americana (principalmente
INTERNACIONAL após a Lei no 6.404/76 inspirada no modelo americano).
PROFESSORA: MSc. ALICE PORTO
Aula 1 – 31.01.2025
v Crescimento econômico x inflação crescente marcaram
essa década. Ao final, a maxi-desvalorização cambial
trouxe efeitos danosos para a contabilidade brasileira.
Retrospectiva A Informação Contábil para Tomada de Decisão
Dados, Informação e Conhecimento
a) legislação tributária e societária Dados Informação Conhecimento
b) regulamentação editada por organismos Facilmente • Dados dotados de • Informação mais
governamentais como CVM, BC, SUSEP, ANATEL, estruturado relevância e propósito valiosa da mente
ANEEL, entre outros). • Simples Requer unidade de • Inclui reflexão,
observações sobre o análise síntese, contexto
estado do mundo Exige consenso em De difícil
v A i nf lu ê nc ia do s ór g ã os d e cl a s se o u i n s t i t u to s Facilmente obtido relação ao significado estruturação
representativos da profissão é relativamente fraca na por máquinas Exige De difícil captura em
definição de normas contábeis no Brasil. Freqüentemente necessariamente a máquinas
quantificado mediação humana Freqüentemente
Facilmente tácito
transferível De difícil
transferência
Fonte: Davenport,1998. Adaptado.
Usuários das Informações Contábeis Usuários das Informações Contábeis.
Stakeholders
Grupos de interesse que a influenciam a organização ou que
Usuários Internos recebem dela suas influências.
Usuários Externos •Funcionários, clientes, donos, acionistas e a própria comunidade
onde a organização está inserida.
Tais grupos analisam as informações contábeis das •As suas contribuições e exigências irão definir o ambiente e as
organizações através de seus relatórios. restrições gerais para que a organização possa operacionalizar da
melhor forma, proporcionando assim melhor produto ou serviço ao
cliente.
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Usuários das Informações Contábeis. Usuários das Informações Contábeis.
Usuários Internos Usuários Externos
Grupos de pessoas externas à organização que
Grupos de pessoas internas à organização que possuem
possuem interesse nas suas informações.
interesse nas suas informações.
Ø Sócios e administradores:tomadas de decisão; Ø Governo: fins de tributação, regulamentação e
normatização contábil e de políticas econômicas para o
ØFuncionários: reivindicação de melhores salários, país;
benefícios etc.
Ø Bancos: análise da capacidade de honrar seus
Ø Auditores Internos: proteção aos funcionários. compromissos financeiros, tais como: empréstimos etc.
Usuários das Informações Contábeis. Usuários das Informações Contábeis.
Usuários Externos Usuários Externos
Ø Investidores: análise das informações econômico-
financeiras através de relatórios contábeis, para a decisão
sobre os melhores investimentos; Ø Auditores Externos: protegem os investidores e dão
credibilidade às informações contábeis das empresas.
ØFornecedores: análise da capacidade de liquidez da
empresa; ØSociedade: evolução do desempenho da organização. /
Ø Clientes: análise da capacidade de entrega dos pedidos
conforme as especificações acordadas.
UTILIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL NAS
Gestão e Utilização das Informações Contábeis ORGANIZAÇÕES
üA informação contábil deve ser estruturada: PRINCIPAIS PROBLEMAS DOS GESTORES
“planejamento contábil em que um sistema de informação é Ø informações dispersas que exigem grande esforço para
desenhado, colocado em funcionamento e periodicamente localizá-las e integrá-las, falta QUALIDADE ;
revisto....” (Iudícibus, 2002, p. 53);
ü Informação contábil como recurso fundamental para Ø muitas informações irrelevantes e poucas informações
qualquer tipo de organização; adequadas, falta RELEVÂNCIA;
ü Quando dotada de qualidade, relevância, tempestividade, Ø informações não confiáveis, falta de CONFIABILIADADE ;
confiabilidade, converte-se em poderosa ferramenta
organizacional.
Ø informações importantes mas que chegam tarde, falta
TEMPESTIVIDADE.
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As Informações Impactando as Organizações
BANCO DE DADOS INFORMAÇÕES
Cenário Mudanças no ambiente
contemporâneo das organizações
ES
ÇÕ
turbulento e SELEÇÃO DOS DADOS
OR
MA
INF
competitivo
Exigência de
Transformação da informações precisas
economia de para definição de TOMADORES DE DECISÃO EFEITOS INTERNOS E EXTERNOS
SOBRE A ORGANIZAÇÃO
mercado em metas e objetivos.
economia da
informação
COMPARAÇÃO
AÇÃO CORRETIVA COM OS PADRÕES
Qualidade das Demonstrações Contábeis CPC 00 (R2) - Estrutura Conceitual para Relatório
Financeiro
PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO (R2) PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO (R2)
características qualitativas da informação contábil- Características qualitativas da informação contábil-
financeira. financeira.
A) C a r a c t e r í s t i c a s q u a l i t a t i v a s B) Características qualitativas de melhoria
fundamentais (fundamental qualitative (enhancing qualitative characteristics –
characteristics – Relevância. ü Comparabilidade.
Representação fidedigna. ü Verificabilidade.
ü Tempestividade.
Estas características são as mais críticas. ü Compreensibilidade.
S ã o me n os c r í t ic a s , m a s a i n d a a s s i m
altamente desejáveis.
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Relevância
Detalhamento das características
A informação pode ser capaz de fazer qualitativas fundamentais
diferença em uma decisão mesmo no caso
de alguns usuários decidirem não a levar
em consideração, ou já tiver tomado ciência
de sua existência por outras fontes.
Representação fidedigna Representação fidedigna
Para ser representação perfeitamente
Os relatórios contábil-financeiros representam
fidedigna, a realidade retratada precisa ter
um fenômeno econômico em palavras e
três atributos.
números.
Completa, neutra e livre de erro.
Para ser útil, a informação contábil-financeira
O retrato da realidade econômica completo
não tem só que representar um fenômeno
deve incluir toda a informação necessária
relevante, mas tem também que representar
para que o usuário compreenda o fenômeno
com fidedignidade o fenômeno que se
se n d o r e t r a t a d o , i n c l u i n d o t o d a s a s
propõe representar.
descrições e explicações necessárias.//
Características qualitativas de melhoria
Detalhamento das características
Comparabilidade qualitativas de melhoria
Verificabilidade
Tempestividade
Compreensibilidade
Mar-25
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Comparabilidade Comparabilidade (Continuação)
Os usuários devem ser informados das Os usuários precisam ter in formações
práticas contábeis seguidas na elaboração suficientes que lhes permitam identificar
das demonstrações contábeis, de quaisquer diferenças entre as práticas contábeis
mudanças nessas práticas e também o aplicadas a transações e eventos
efeito de tais mudanças. semelhantes, usadas pela mesma entidade de
um período a outro e por diferentes entidades.
Verificabilidade Tempestividade
Ajuda a as seg urar aos usuário s que a Significa ter informação disponível para
informação representa fidedignamente o tomadores de decisão a tempo de poder
fenômeno econômico que se propõe influenciá-los em suas decisões.
representar. Em geral, a informação mais antiga é a que
tem menos utilidade.
Tempestividade (Continuação) Compreensibilidade
Contudo, certa informação pode ter o seu As demonstrações contábeis devem
prontamente entendidas pelos usuários.
atributo tempestividade prolongado após o
encerramento do período contábil, em Presume-se que os usuários tenham um
conhe ciment o razo áve l dos ne gócios,
decorrência de alguns usuários, por exemplo, atividades econômicas e contabilidade e a
disposição de estudar as informações com
necessitarem identificar e avaliar tendências.
r a z o á v e l d i l i g ê n c i a . [ . . . ] ; c l a s s i f i c a r,
caracterizar e apresentar a informação com
clareza e concisão torna-a compreensível. //
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Diferenças Internacionais Classificação dos sistemas contábeis (financial reporting)
v A Contabilidade Ciência Social aplicada; Dois grandes grupos:
v Fortemente influenciada no ambiente em que atua;
v Sendo “linguagem dos negócios”, é utilizada pelos v O Modelo Anglo-Saxônico;
agentes econômicos que buscam informações para
avaliação dos riscos e oportunidades; v O Modelo da Europa Continental.
v Relatórios contábeis devem ser cada vez mais
globalizados, mas a linguagem não é homogênea pois
cada país tem suas práticas contábeis próprias.
(Niyama, 2012).
Classificação dos sistemas contábeis Classificação dos sistemas contábeis
v Modelo Anglo-Saxônico: vModelo da Europa Continental
v Adotado por países como França, Alemanha, Itália,
v Adotado por países como Grã-Bretanha, Austrália, Nova Japão, Bélgica, Espanha, países comunistas (Europa
Zelândia, EUA, Índia, Canadá, Malásia, África do Sul, Oriental), maior parte dos países da América do Sul.
Cingapura.
Profissão fraca e pouco atuante;
a) profissão forte e atuante;
b) sólido mercado de capitais; Forte influência governamental na definição de
c) pouca influência do Governo na definição de práticas práticas contábeis;
contábeis;
d) busca atender primeiro, os investidores.
Classificação dos sistemas contábeis Classificação dos sistemas contábeis
◦ Modelo da Europa Continental
Exceções:
◦ Bancos e governo são principais usuários;
v Japão, que segundo alguns autores segue o modelo anglo-
saxão.
◦ O mercado de capitais não é a principal fonte de
Holanda, embora próxima da Alemanha caminha mais para o
captaç ão pelas empresas – captação via v
modelo britânico.
Governo e instituições financeiras.
v E o Brasil, onde se enquadra?
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Características, natureza e tipo de sistema legal vigente Características, natureza e tipo de sistema legal vigente
v A estrutura legal de um país, se classificada como Sistema common law é predominante: Grã-Bretanha, EUA,
common law (visão não legalística) ou code-law Canadá, Austrália, Nova Zelândia, onde não é necessário
(visão legalística, ou Direito Romano). detalhar as regras a serem aplicadas.
Nesses países, há clima propício para inovações e
v Essa estrutura legal é capaz de influenciar a criatividade.
profissão contábil e o financial reporting.
Por outro lado, há possibilidade de maior “gerenciamento” de
resultados ou flexibilidade (creative accounting).
Características, natureza e tipo de sistema legal vigente Forma de Captação de Recursos
Sistema code-law: Alemanha, França e Japão. v Financial reporting: relacionado com o usuário da
informação.
É requerido um elevado grau de detalhamento de regras a
serem cumpridas. v As informações requeridas por investidores (acionistas)
são diferentes daquelas requeridas por credores e
Governo.
Não p ro pic ia ma io r f le xibil id a de n a pr e pa ra çã o e
apresentação de demonstrações financeiras
Ênfase maior é atribuída à proteção de credores.//
Forma de Captação de Recursos Vinculação da legislação tributária à escrituração
v Países com sólido mercado de capitais tendem a ser v Fisco tem objetivos voltados para tributação do lucro e,
mais transparentes até por exigência dos investidores. portanto, diferem dos usuários de demonstrações
contábeis.
v Países com captação de recursos via bancos e v Grã-Bretanha e EUA: regras independentes para
Governo caracterizam-se por forte tradição de segredo propósitos fiscais e financial reporting.
profissional e como conseqüência, pouca transparência
aos usuários./ v Europa Continental – regras fiscais são incorporadas nas
regras contábeis.
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3:45:33 AM
Arcabouço Conceitual Teórico Referências
BRASIL Lei nº 12.973, de 13 de maio de 2014. Conversão da Medida
Provisória nº 627, de 2013. . [...] e dá outras providências. Brasília, 13 de
v Consequências: maio de 2014.
v Sistema legal vigente no País (se common-law ou
code-law) BRASIL. Lei nº 11.941 de 27 de maio de 2009. Conversão da Medida
v Amadurecimento da profissão contábil. Provisória nº 449, de 2008. [...] e dá outras providências. Brasília, 28 de
maio de 2009.
v A existência de uma estrutura conceitual e de um BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga
arcabouço teórico estão associados à existência de dispositivos da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei no 6.385,
uma profissão contábil forte e amadurecida, com de 7 de dezembro de 1976, e estende às sociedades de grande porte
poderes e competência para editar normas disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações
contábeis. financeiras. Brasília, 28 de dezembro de 2007.
BRASIL. Lei nº 6.404, 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as
Sociedades por Ações. Brasília, 1976.
Referências
Mensagem
CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. CPC 00 (R2) - Estrutura
Conceitual para Relatório Financeiro. Brasília, 1º de novembro de 2019.
CVM - Comissão de Valores Mobiliários. Deliberação n° 539/2008. Aprova "A sabedoria consiste em ordenar
o Pronunciamento Conceitual Básico do CPC que dispõe sobre a Estrutura
Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações bem a nossa própria alma.”
Contábeis. Brasília, 14 de março de 2008
(Platão)