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Manejo da Hipertensão em Paciente 55 anos

O paciente J.D.S, de 55 anos, apresenta hipertensão arterial, dislipidemia e obesidade, com sintomas como cansaço e dores de cabeça. O manejo inclui medicação para controle da pressão arterial e orientações sobre mudanças no estilo de vida, como dieta e exercícios. O envolvimento da família e da comunidade é essencial para promover hábitos saudáveis e melhorar a adesão ao tratamento.

Enviado por

Ruth Andrade
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Manejo da Hipertensão em Paciente 55 anos

O paciente J.D.S, de 55 anos, apresenta hipertensão arterial, dislipidemia e obesidade, com sintomas como cansaço e dores de cabeça. O manejo inclui medicação para controle da pressão arterial e orientações sobre mudanças no estilo de vida, como dieta e exercícios. O envolvimento da família e da comunidade é essencial para promover hábitos saudáveis e melhorar a adesão ao tratamento.

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DESAFIO MÓDULO 17

ABORDAGEM A PROBLEMAS CARDIOVASCULARES

Recentemente na unidade onde atuo acolhi um paciente J.D.S, 55 anos, sexo masculino,
trabalhador braçal, com histórico de pressão arterial elevada em consultas anteriores, mas
nunca realizado tratamento regular. Relata cansaço excessivo ao realizar esforço, dores de
cabeça frequentes, sensação de aperto no peito ocasional e dificuldade para dormir.
O paciente apresentou os seguintes problemas:

• Hipertensão Arterial (PA > 160/90 mmHg);


• Dores de cabeça e na nuca recorrentes;
• Fadiga e dificuldade respiratória com esforço físico;
• Histórico familiar materno de hipertensão;
• Alimentação baseada em alimentos com alto teor de sal;
• Sedentarismo;

Ao realizar o exame clínico obtivemos os seguintes achados:

• Pressão arterial: 160/95 mmHg em medições;


• Frequência cardíaca: 88 bpm, ritmo regular;
• Peso: 94 kg (obesidade grau 1);
• Índice de massa corporal (IMC): 31,4 kg/m²;
• Exame físico: Sopro cardíaco em foco pulmonar sem sinais de insuficiência cardíaca;
sem edema de membros inferiores; pulsos periféricos palpáveis e simétricos;
• Ausência de sinais de retinopatia hipertensiva;
• Exame de fundo de olho: sem sinais de lesões hipertensivas.

Ao observar os sinais e sintomas do paciente J.D.A solicitei alguns exames para melhor
elucidação do caso:

• Exames laboratoriais: (achados relevantes) Colesterol total 230 mg/dL, LDL 160
mg/dL, HDL 38 mg/dL, glicemia em jejum 102 mg/dL;
• Eletrocardiograma: Normal, sem sinais de isquemia;
• Ecocardiograma: Sem dilatação significativa das cavidades cardíacas, porém com
hipertrofia ventricular esquerda leve;
• Teste ergométrico: Apto a fazer exercício, sem alterações durante o esforço.

Tendo em vista tais achados o paciente foi diagnosticado com Hipertensão Arterial,
Dislipidemia e Obesidade.

Sobre o manejo iniciamos com a medicação para controle da pressão arterial: Prescrição
de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) (Enalapril 10 mg/dia) para controle
da PA. Anti-hipertensivo adicional com diurético tiazídico (Hidroclorotiazida 12,5 mg/dia)
para controle de volume e orientação para adesão ao tratamento farmacológico.

Além das orientações sobre mudanças no estilo de vida, baseada em uma mudança
alimentar com a redução do consumo de sal, aumento de frutas, vegetais e fibras na
alimentação. Prática regular de exercícios físicos, Controle do estresse e a importância do sono
de qualidade.

Paciente foi alertado sobre o monitoramento contínuo da pressão arterial com


acompanhamento mensal na unidade de saúde e reavaliação periódica com foco no colesterol
e glicemia.

Analisando sobre o que foi positivo e o que posso melhorar, percebo como pontos
positivos a importância de um diagnóstico precoce e manejo adequado com a combinação de
medicamentos com orientações de mudanças comportamentais e estilo de vida; e o
envolvimento do paciente com a sua saúde por meio de orientações claras sobre alimentação
saudável, atividade física e controle do estresse.

Contudo poderia ter realizado um Projeto Terapêutico singular com o paciente


juntamente com o nutricionista e o educador físico do NASF, incluí-lo nas responsabilidades
sobre a sua saúde, além de solicitar um acompanhamento psicológico pois percebo uma
sobrecarga do paciente uma ansiedade que ao se mostrar tímido não relata sobre suas vivências
ou sobre suas expectativas sobre o processo saúde além disso necessitamos criar intervenções
junto aos ACS, com foco em adesão ao tratamento de pacientes do HIPERDIA.

Pessoalmente percebo falhas no que cerne a automatização em que nós médicos


atendemos os pacientes às vezes pela alta demanda ou por ser uma condição “comum” em que
nos deparamos no dia a dia realizamos os procedimentos de forma automática e não
humanizamos o atendimento.
Sobre o contexto familiar de J.D.S ele reside com a sua esposa e dois filhos sendo que
um deles é usuário de drogas, que dificulta a relação dos dois em casa. Ele trabalha braçal em
uma empresa de extração de óleo de eucalipto, e a sua esposa frequentemente prepara refeições
para ele levar, o paciente relata todo dia comer “torresmo frito na gordura para lhe dar
sustentação”. Contudo a sua esposa ao saber do seu diagnóstico está preocupada em fazer
refeições mais balanceada e o incentiva em seu cuidado com a saúde.

J.D.S é o provedor familiar e visto como o alicerce de todos na casa, em relatos é


possível notar que possui a percepção que a prática de atividades físicas e a dieta saldável não
são fatores não essenciais o que aumenta o risco de não seguir as recomendações médicas.

Isso pode melhorar com apoio da esposa e da comunidade para a adoção de hábitos
mais saudáveis e a participação de J.D.S nos grupos de apoio e nas caminhadas comunitárias
pois são ferramentas importantes de promoção da saúde.
CARTAZ SOBRE HIPERTÊNÇÃO.

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