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Ressonância Magnética: História e Métodos

O documento apresenta uma introdução à ressonância magnética (RM), incluindo um histórico de suas descobertas e desenvolvimentos desde 1946. Destaca as características da RM, como alta qualidade de imagem, segurança e não utilização de radiação ionizante, além de descrever o processo de obtenção de imagens e suas aplicações clínicas. Também menciona as vantagens e desvantagens da técnica, incluindo contraindicações e cuidados necessários.

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Ressonância Magnética: História e Métodos

O documento apresenta uma introdução à ressonância magnética (RM), incluindo um histórico de suas descobertas e desenvolvimentos desde 1946. Destaca as características da RM, como alta qualidade de imagem, segurança e não utilização de radiação ionizante, além de descrever o processo de obtenção de imagens e suas aplicações clínicas. Também menciona as vantagens e desvantagens da técnica, incluindo contraindicações e cuidados necessários.

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Introdução à

Ressonância Magnética

RENNAN RIBEIRO
[Link]@[Link]
Introdução à
Ressonância Magnética
o BREVE HISTÓRICO
o PROPRIEDADES
o IMAGEM POR RM
Breve histórico
1946 – Felix Bloch e Edward Purcell trabalhos sobre Ressonância magnética (RM) em sólidos

1952 – Bloch e Purcell dividem o Prêmio Nobel da Física: técnicas de medição de campos magnéticos
nucleares.

1971 – Raymond Damadian demonstrou que as constantes de relaxação da água em tecidos normais ≠
tumores malignos (em camundongos). Prêmio Nobel de Fisiologia.

1973 – Paul Lautebur publicou a primeira imagem de RM de um objeto heterogêneo.


Prêmio Nobel de Fisiologia.

1976 – Peter Mansfield fez a primeira imagem de uma parte do corpo humano (dedo).
Prêmio Nobel de Fisiologia.
Breve histórico
1946 – Felix Bloch e Edward Purcell trabalhos sobre Ressonância magnética nuclear (RMN) em sólidos

1952 – Bloch e Purcell dividem o Prêmio Nobel da Física: técnicas de medição de campos magnéticos
nucleares.

1971 – Raymond Damadian demonstrou que as constantes de relaxação da água em tecidos normais ≠
tumores malignos (em camundongos).

1973 – Paul Lautebur publicou a primeira imagem de RMN de um objeto heterogêneo.


Seção transversal de um camundongo.
Em preto, são os pulmões
1976 – Peter Mansfield fez a primeira imagem de uma parte do corpo humano (dedo)
Breve histórico
1977 – Damadian demonstra o primeiro protótipo de RM

Primeiro protótipo
Breve histórico

Primeiro resultado de imagem do corpo humano


Métodos de Imagens
Métodos com radiação ionizante Métodos não ionizantes

Ultrassonografia Campo eletromagnético e


pulsos de radiofrequência (RF)
Raio-X (RX)
Tomografia computadorizada (TC)
Características da ressonância magnética (RM)
o Alta qualidade de imagem
o Não ionizante
o Excelente (e controlável) contraste para tecidos moles e para análise funcional de
órgãos
o Técnica segura e não invasiva
o Liberdade para a escolha do plano da imagem
Diferentes planos

Axial Sagital Coronal


Imagem por ressonância magnética (IRM)

Variada distribuição Isquemias crônicas Avaliação articular ampla Edema ósseo Ventilação pulmonar
topográfica (ligamentos, tendões,
Miocardiopatias meniscos, bursas, cartilagem) Fraturas por estresse Dinâmica da
Cérebro, cerebelo, tronco circulação sanguínea
encefálico, medula, sistema Angio ressonância Discopatias Osteonecrose
nervoso periférico (quadril)
Artro ressonância
Doenças oncológicas

Doenças psiquiátricas
Imagem por ressonância magnética (IRM)

Crânio Angioressonância
Imagem por ressonância magnética (IRM)
Imagens dinâmicas
Lesões esportivas Ventilação pulmonar Atividade cardíaca
Equipamento de ressonância
Aparelho de RM

Paciente
Bobinas de
radiofrequência

Mesa

Bobinas de
gradiente

Magneto

Scanner
Mas como acontece a RM?
5- O conjunto de
1- O paciente é
sinais é
colocado no
reconstruído
magneto
numa imagem

4- O paciente 2- Uma onda de


emite um sinal radiofrequência Onda RF
que é capturado é enviada

3- A onda de
radiofrequência
é desligada

Onda RF
O processo se inicia com campo magnético
Campos usados na IRM: entre 0,5 e 1,5 T (Campo magnético da Terra: 0,1 mT ou 1 G)

Cerca de 5000 x maior que o campo magnético da Terra!


Hidrogênio: elemento modelo para a ressonância

+ Próton
“Cargas em movimento geram corrente elétrica, e toda corrente gera campo magnético”

- Elétron
Hidrogênio: elemento modelo para a ressonância

Frequência de ressonância ou precessão


Spin nuclear (surge a partir da rotação dos prótons)

+ Próton

- Elétron
Elementos em tecidos que possuem propriedades magnéticas

Grande composição de H2O


Momento magnético nuclear (µ) Orientação natural
Ao se aplicar um campo magnético B0
Frequência de ressonância ou de precessão
Razão giromagnética
(depende de cada elemento)

ω0 = γ . B0
Freq. de precessão Campo magnético

H: Frequência de ressonância 42,58 MHz (em 1T)


Prótons em um campo magnético
Orientação natural Quando há um campo externo

B0  Campo magnético
ML  Magnetização longitudinal
Perturbação da magnetização

Pulso de
radiofrequência

ω0 = γ . B0 Pulso de radiofrequência

B0  Campo magnético
ML  Magnetização longitudinal
MT  Magnetização transversal
Contrastes

T1  Tempo de retorno longitudinal  Hiper sinal


T2  Tempo de retorno transversal  Hipo sinal
IRM – T1
Gordura: brilhante em T1, relativamente escura em T2.
Água e fluidos: relativamente escuros em T1, brilhante em T2.

T1 e T2 são complementares e importantes


para caracterizar uma patologia

A máquina deve ser programada para que as imagens


formadas pela água e a gordura tenham intensidades Gordura – Prótons ligados ao carbono – H+ Retornam mais rapidamente
diferentes, permitindo identificá-las. Água – Prótons ligados ao oxigênio – H+ Retornam mais lentamente
Imagem por ressonância magnética (IRM)

1) Aplicar campo magnético (Magnetização)


2) Aplicar Pulsos RF (Perturbação)
3) Detectar RF emitido pelo tecido
Intensidade relativa de sinal (brilho)

• Densidade de prótons dos diferentes tecidos.


• Características intrínsecas em T1 e T2 de cada tecido.
• Fluxo sanguíneo.

(Gadolínio: Gd3+)
T1 – Tempo de retorno longitudinal
T2 – Tempo de retorno transversal
Campo magnético e Imagem

Maior campo  Melhor imagem


Resolução da IRM: 0,2 – 0,3 mm (Raios X > 0,5 mm e Ultrassom: 1 mm)
Bobinas de radiofrequência

Exame de crânio Exame de tórax/abdômen Exame de antebraço e punho

Dispositivos elétricos compostos por Existem bobinas com formato anatômico para
múltiplos fios, capazes de detectar uma determinada parte do corpo  conforto ao
oscilação do campo magnético quando há paciente e diminuem a distância entre a superfície
influência de uma corrente elétrica induzida. das bobinas acessórias e o tecido estudado.
Interferentes da IRM
Cuidados

Marcapassos cardíacos e desfibrilador Implantes ferromagnéticos não podem entrar


cardíaco implantável não podem entrar em máquinas que usam > 50 mT
em máquinas que usam > 0,5 mT

Piercings e brincos: recomenda-se Implante coclear: recomenda-se avisar ao otorrino,


que sejam retirados antes do exame remover o processador de som e a antena externos
Contraindicações

o Marcapasso cardíaco*.
o Desfibrilador cardíaco implantável*.
o Implante coclear.
o Clipes vasculares metálicos.
o Prótese vascular.
o Gestante até o terceiro mês
o Próteses ortopédicas.
o Piercings
o Fragmentos de metais no corpo (como projéteis de arma de fogo).
o Tatuagens (antigamente as tintas possuíam traços de metais).

*Algumas IRM já podem ser adquiridas em pacientes com esses dispositivos utilizando protocolos específicos para os procedimento. Entretanto, um cardiologista deve
acompanhar o paciente durante o procedimento
VANTAGENS DESVANTAGENS
 Não utiliza radiação ionizante  Alto custo
 Não invasiva  Tempo longo de exame
 Não utiliza contraste iodado e tem mais (RM: 15 – 60 minutos)
contrastes para tecidos moles (TC: 15 – 60 segundos)
 Alta resolução em tecidos moles profundos  Contraindicado para portadores de alguns
 Precisão independe do operador implantes
 Alta definição anatômica, mais específico para  Claustrofobia (pode administrar ansiolítico
anormalidades do cérebro em baixa dose)
 Capaz de gerar imagens em mais planos, pode  Altos ruídos de batidas
reconstruir órgãos e regiões anatômicas em 3D  Contraste de Gd+3 pode causar dor de
cabeça e náusea em alguns casos
 Baixa sensibilidade e especificidade

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