24/03/2025
Departamento de Química Fundamental
QF211 – QUÍMICA INORGÂNICA 11
Aula 09
Ligações de Hidrogênio. Interações fracas
Profa. M ariana Cabrera
2024.2
Forças
Intermoleculares
v Forças Intermoleculares vs Forças Intramoleculares
q Forças Intram oleculares são aquelas que m antêm um a m olécula intacta; um a m udança no estado de
um a substância não afeta as interações intram oleculares;
q Forças Intram oleculares podem ser iônicas, covalente, ou m etálicas na natureza.
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v Forças Intermoleculares vs Forças Intramoleculares
M orfina
Interações não covalentes entre moléculas!!!
q Forças Interm oleculares dependem da polaridade da m olécula. M oléculas polares apresentam
interações m ais fortes que as m oléculas apolares;
q Forças Interm oleculares ou forças de van der W aals ou interações não covalentes. Elas são de
diversos tipos: (i) forças dipolo-dipolo; (ii) forças de dispersão e (iii) ligações de hidrogênio.
v Forças Intermoleculares vs Forças Intramoleculares
As forças intram oleculares são as que ocorrem entre os átom os de um a m olécula, enquanto as forças
interm oleculares são as que ocorrem entre m oléculas diferentes.
Forças Intram oleculares Forças Interm oleculares
Ø Onde ocorrem No interior das m oléculas Entre as m oléculas
Ø Força M ais fortes M ais fracas
Determ inam agregação das
Ø Função M antêm os átom os unidos
m oléculas
Determ inam propriedades físicas e Contribuem para propriedades
Ø Im pacto
quím icas físicas das substâncias
Ligação covalente, ligação iônica,
Ø Exem plos ???
ligação m etálica
v Forças Intermoleculares vs Forças Intramoleculares
As forças intram oleculares são as que ocorrem entre os átom os de um a m olécula, enquanto as forças
interm oleculares são as que ocorrem entre m oléculas diferentes.
Forças Intram oleculares Forças Interm oleculares
Ø Onde ocorrem No interior das m oléculas Entre as m oléculas
Ø Força M ais fortes M ais fracas
Determ inam agregação das
Ø Função M antêm os átom os unidos
m oléculas
Determ inam propriedades físicas e Contribuem para propriedades
Ø Im pacto
quím icas físicas das substâncias
Ligação covalente, ligação iônica,
Ø Exem plos ???
ligação m etálica
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Forças
Intermoleculares
o Forças íon-dipolo;
o Forças dipolo-dipolo;
o Forças dipolo-dipolo induzido.
v Forças dipolo-dipolo;
v Forças de dispersão;
v Ligações de hidrogênio.
OU Forças dipolo induzido-
dipolo induzido;
v Forças Intermoleculares
q Quando m oléculas, átom os ou íons aproxim am -se uns dos outros, dois fenôm enos podem ocorrer:
✔ eles podem reagir;
✔ eles podem interagir.
q Um a reação quím ica por definição requer que ligações quím icas sejam quebradas e/ou form adas;
q Um a interação quím ica significa que as m oléculas se atraem ou se repelem entre si, sem que ocorra a
quebra ou form ação de novas ligações quím icas.
Estas interações são frequentem ente cham adas de interações
não covalentes ou interações interm oleculares.
Interações fracas è energia envolvida na ordem de 0,5-300 kJ/m ol
v Forças Intermoleculares
✔ M oléculas são conjuntos de átom os unidos por ligações covalentes;
✔ Essas ligações são INTERAÇÕES INTERATÔM ICAS (intram oleculares).
O que m antém as m oléculas unidas e explica m uitas das suas propriedades???
H
H
O O
H H
H H
O Forças intermoleculares!!!
As ligações interm oleculares são m ais fracas do que as ligações intram oleculares (ligações entre átom os
que constituem as m oléculas).
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v Forças Intermoleculares
q As interações interm oleculares estão intim am ente
relacionadas com as propriedades term odinâm icas
de líquidos, sólidos e gases.
q O que m antém as m oléculas unidas nos estados
sólido e líquido são as forças interm oleculares.
q O cloro, o brom o e o iodo são form ados por
m oléculas diatôm icas, sendo o resultado de
ligações covalentes. No entanto, em razão de
diferenças na intensidade das forças
interm oleculares, eles são encontrados em três
estados diferentes à tem peratura am biente e
pressão padrão: Cl2 (gasoso), Br 2 (líquido) e I 2
(sólido).
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v Forças Intermoleculares
o Primeiras descobertas
✔ O efeito das interações interm oleculares e sua m anifestação sobre o com portam ento de sistem as
quím icos com eçou a m ais de dois séculos atrás com os experim entos pioneiros em sistem as gasosos
realizados por cientistas com o Robert Boyle, Jacques Charles, Joseph-Louis Gay-Lussac e
Johannes van der W aals.
✔ Equação de estado dos gases ideais:
PV=nRT P – pressão; V – volume; T – temperatura; n - número de moles do gás contidos no recipiente;
R - constante universal dos gases ideais
• Gás ideal é, por definição, um sistem a gasoso constituído de partículas pontuais e não
interagentes, isto é, não existe nenhum a interação entre as partículas constituintes do gás,
quer sejam átom os ou m oléculas.
✔ A um a dada pressão e tem peratura, 1 m ol de qualquer gás ocupará o m esm o volum e.
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v Forças Intermoleculares
o Primeiras descobertas
✔ Desvio do com portam ento ideal dos gases quando a pressão aum enta pode ser relacionada à presença
de forças interm oleculares;
✔ As interações interm oleculares são essencialm ente de natureza elétrica, e fazem com que um a m olécula
influencia o com portam ento de outra m olécula em suas proxim idades;
✔ São m ais efetivas nas fases líquida e sólida da m atéria;
✔ Explicam a condensação dos gases a líquidos quando eles são com prim idos ou esfriados.
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v Forças Intermoleculares
q Entendim ento das forças interm oleculares é de extrem a relevância se quiserm os entender o
com portam ento de sistem as quím icos a nível m olecular.
q Exem plo: com o a tem peratura de ebulição de hidrocarbonetos (com postos contendo som ente carbono e
hidrogênio) varia com o núm ero de átom os de carbono presentes na m olécula.
q A tem peratura de ebulição de um com posto é a
tem peratura na qual um sistem a líquido passa para a
líquido
fase gasosa, que tem um a relação direta com as
forças entre as m oléculas constituintes do líquido.
gás
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v Forças Intermoleculares
gás líquido líquido T=am biente
✔ Propriedades de um sistem a quím ico estão intim am ente relacionadas com a sua com posição e estrutura
tridim ensional.
✔ A substituição dos grupos funcionais é acom panhada de um a m udança na estrutura tridim ensional da
m olécula, que irá afetar com pletam ente a m aneira na qual elas irão interagir no líquido è interações
interm oleculares diferentes.
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v Forças Intermoleculares
o Ligação covalente vs Interações intermoleculares
q Ligação Covalente:
o energia m uito elevada;
o ligação curta;
o rígidas e direcionais.
q Interações interm oleculares, força 0,5-300 kJ/m ol
o íon-dipolo
o dipolo-dipolo
o ligações de hidrogênio
o dispersão de London
o cátion-π
o ânion-π
o π−π
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Interações
íon-dipolo
q Força: 40-120 kJ/m ol
✔ natureza eletrostática;
✔ hidratação;
✔ interação entre íon e m olécula polar ou átom os
doadores de pares de elétrons;
✔ m ais fraca que interação íon-íon devido à presença de
cargas parciais;
✔ a m ais forte de todas as forças interm oleculares;
✔ direcional.
cátion hidratado com plexo hospedeiro-hóspede
“exem plo inorgânico” Q uím ica supram olecular
As interações íon-dipolo são fortes para íons pequenos com carga elevada
(estes cátions form am com postos hidratados).
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Interações
íon-dipolo
q As forças íon-dipolo dependem de três fatores:
✔ Distância do íon e o dipolo;
Quanto m enor a distância entre o íon e o dipolo è m ais
forte será a atração.
✔ Carga do íon;
Quanto m aior for a carga do íon è m ais forte será a
atração.
✔ M agnitude do dipolo.
Quanto m aior a m agnitude do dipolo è m ais forte será a
atração.
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Interações
dipolo-dipolo
q Força: 5-50 kJ/m ol
q Em um a m olécula com posta de átom os com diferentes
eletronegatividades, os átom os com m enor
eletronegatividade ficam com cargas parciais positivas,
e os átom os com m aior eletronegatividade ficam com
cargas parciais negativas. O resultado disto é que
ocorre um a polarização das ligações que refletirá na
m aneira com o a m olécula irá interagir.
+Q -Q M om ento do dipolo (μ)
+ -
μ - M om ento do dipolo
μ = Q.d Q – C arga
d – D istância entre os centros das cargas
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v Interações dipolo-dipolo
δ+ δ+ H
H
δ+ δ+
S H
H S
δ+ δ+
δ- H H δ-
S
δ-
✔ interação entre dois dipolos perm anentes – m oléculas polares;
✔ interações direcionais;
✔ polo negativo atrai o polo positivo de outra m olécula, e vice- versa.
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v Interações dipolo-dipolo
✔ Quando m aior for a diferença de eletronegatividade entre os átom os, m ais forte será a ligação dipolo-
dipolo.
Exem plo: acetona
Tipo I Tipo II
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v Interações dipolo-dipolo
▪ Um a vez que dipolos são propriedades vetoriais, a estrutura tridim ensional da m olécula é crucial para
a determ inação da distribuição de cargas na m olécula e, por conseguinte, do m om ento de dipolo
resultante.
▪ Com o exem plo, algum as m oléculas podem ter ligações polares e, entretanto, não exibirem m om ento de
dipolo elétrico resultante (CF 4).
CF 4 não possui dipolo elétrico, pois o arranjo
tridim ensional dos átom os nestas m oléculas faz com os
dipolos presentes nas ligações se anulem no som atório
global para a determ inação do dipolo m olecular. Por
conseguinte, esta m olécula não exibe interações do tipo
dipolo-dipolo.
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Interações
dipolo-dipolo induzido
q A presença de moléculas POLARES, que têm dipolos permanentes, distorce a distribuição de carga elétrica
em outras moléculas vizinhas APOLARES;
q Polo negativo do dipolo permanente vai atrair a nuvem eletrônica da molécula apolar, deformando-a. Esta
deformação corresponde ao surgimento de um dipolo induzido (deslocamento do par eletrônico para um dos
átomos da molécula criando um dipolo induzido);
q As “moléculas” ficam ligadas por forças dipolo permanente -dipolo induzido.
Dipolo – dipolo induzido
Molécula de oxigênio Dipolo induzido na Dipolo permanente da
(apolar) molécula de oxigênio pela molécula de água
aproximação da molécula (polar)
de água
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v Interações dipolo-dipolo induzido
q Interação de um a m olécula polar com um a m olécula apolar;
dipolo induzido
dipolo perm anente
q A força desta interação irá depender do m om ento de dipolo da prim eira m olécula e da polarizabilidade da
segunda m olécula.
A polarizabilidade de uma molécula é uma grandeza física que indica com que facilidade a
densidade eletrônica da molécula pode ser polarizada (distorcida), isto é, formando uma
distribuição assimétrica de densidade eletrônica (cargas) e por conseguinte ocorrendo a formação
de dipolos instantâneos na molécula.
q Estes dipolos instantâneos podem se alinhar de várias m aneiras com o dipolo perm anente da prim eira
m olécula, originando a interação dipolo perm anente-dipolo induzido.
q Força: 2 kJ/m ol
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Ligações de
Hidrogênio
q Caso especial de forças dipolo-dipolo.
q Força: 4-120 kJ/m ol
✔ As ligações de H estabelecem -se entre átom os m uito
eletronegativos (F, O e N) e o átom o de H;
✔ As ligações de H são as ligações interm oleculares m ais
fortes.
Molécula de água
❖ Cada ligação O-H é polar. O átomo de oxigênio é
extremamente eletronegativo e exerce uma forte atração sobre os
elétrons de ligação, e o próton está quase completamente
desprotegido.
❖ O átomo de H por ser tão pequeno e com sua carga parcial
positiva pode se aproximar bastante dos pares isolados de
elétrons nos oxigênios da outra molécula de água.
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v Ligações de Hidrogênio
H H
O H
H S
H
H
O
Ligação dipolo-dipolo Ligação de Hidrogênio
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v Ligações de Hidrogênio
Ø Ligação de hidrogênio é a m ais im portante e frequente
interação não covalente em quím ica supram olecular;
aceptor Ø Ligação de hidrogênio acontece entre um átom o doador
doador
de prótons e um aceptor de prótons;
Ø Ligação de hidrogênio é a atração entre o átom o de
hidrogênio ligado a um átom o altam ente
eletronegativo (F, O, N) e um átom o pequeno
eletronegativo em outra m olécula ou grupo quím ico
próxim o.
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v Ligações de Hidrogênio
H
H
H S H O
Gás ( 25º C ) Liquido ( 25º C )
q O que condiciona a diferença no estado físico destas substâncias são as ligações de H que se
estabelecem entre as m oléculas de água. Entre m oléculas de H 2S se estabelecem ligações dipolo-
dipolo.
q É necessário fornecer m ais energia à água para rom per essas ligações (Hidrogênio), por isso o seu
ponto de ebulição é m aior que o do H 2S.
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v Ligações de Hidrogênio
❖ A ligação de hidrogênio é suficientem ente forte para dom inar todos os outros tipos de interações
interm oleculares.
✔ interações altam ente direcionais;
✔ força depende de eletronegatividade do átom o doador e geom etria da ligação de hidrogênio.
Geometria da ligações de hidrogênio
ligação de hidrogênio prim ária
linear dobrada bifurcada
ligação de hidrogênio secundária
bifurcada trifurcada bifurcada
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Forças de Dispersão
(dipolo induzido-dipolo induzido)
Dispersão
q Forças de Dispersão ou Forças de London.
q Força: 0,05-40 kJ/m ol;
q Força de interações entre m oléculas APOLARES!!!
✔ Em m oléculas que não possuem m om ento de dipolo
perm anente (e.g., no gás nobre neônio ou nos
hidrocarbonetos) existem forças de atração;
✔ A natureza destas forças: He----He
Em um determ inado instante, o centro de carga negativa dos elétrons e de carga positiva do núcleo
atôm ico poderia não coincidir:
A
δ+ δ-
M olécula apolar Dipolo instantâneo
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v Forças de Dispersão de London
A o Em média, a nuvem eletrônica distribui-
se de uma forma esférica em torno do
δ+ δ- núcleo.
o O movimento do elétron, provoca num
M olécula apolar Dipolo instantâneo determinado instante um dipolo
instantâneo.
A flutuação eletrônica poderia transform ar as M OLÉCULAS APOLARES em dipolos tem po-dependentes,
m esm o que, após um certo intervalo de tem po, a polarização m édia seja zero.
As forças de London dependem da polarizabilidade, a facilidade com
a qual a nuvem de elétrons pode ser deform ada.
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v Forças de Dispersão de London
Interações dipolo induzido -dipolo induzido
A B A B
δ+ δ- δ+ δ- δ- δ-
Dipolo M olécula Dipolo Dipolo
instantâneo apolar instantâneo induzido
Ø O dipolo instantâneo exerce um a força de atração sobre a m olécula vizinha, e vice-versa, surge então
um a força de atração tem porária cham ada de forças de dispersão.
Ø Esse tipo de força tam bém é conhecida com o força DIPOLO INDUZIDO- DIPOLO INDUZIDO.
Ø As forças de dispersão de London estão presentes em todas as m oléculas apolares que não possuem
dipolos.
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v Forças de Dispersão de London
q A força de London depende da polarizabilidade, a facilidade com a qual a nuvem de elétrons pode ser
deform ada.
q Um a m olécula grande com m uitos elétrons é m ais polarizável que um a m olécula pequena com alguns
elétrons.
q A intensidade da interação de London tam bém depende das form as das m oléculas.
P entano P F. 36 o C
2,2-dim etilpropano 2,2-dim etilpropano - as cargas parciais
P F. 10 o C instantâneas em m oléculas esferoidais não
P entano – form a cilíndrica; as carga parciais podem ficar tão próxim as um as às outras
instantâneas em m oléculas adjacentes de porque um a região pequena de cada m olécula
geom etria cilíndrica podem interagir fortem ente. pode estar em contato.
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v Forças de Dispersão de London
q Hidrocarbonetos e a variação da tem peratura de ebulição dos m esm os em função do núm ero de átom os
de carbono.
o M oléculas apolares;
o Interação dipolo induzido-dipolo induzido;
o Polarizabilidades das duas m oléculas em
contato é que irão determ inar a força de tal
interação.
o Com o as m oléculas volum osas, que têm m uitos elétrons, são m ais polarizáveis do
que as m oléculas pequenas com poucos elétrons, pode-se esperar que elas sofram
interações de London m ais fortes do que as m enores.
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v Forças de Dispersão de London vs Forças de Van der Waals
q As forças de interação interm oleculares fracas tam bém são conhecidas com o forças de Van der W aals;
q Alguns autores consideram as forças de Van der W aals com o sendo as fracas, oriundas de m oléculas
apolares, e outros com o sendo todas as forças de interação interm olecular.
Johannes Diederik Van der W aals (1837-1923),
físico holandês, recebeu o Prêm io Nobel da
Física em 1910 pelas suas pesquisas sobre os
estados gasoso e líquido.
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v Forças Intermoleculares
Pontes de hidrogênio
Energia da ligação
Dipolo-dipolo
Dipolo-dipolo induzido
Dipolo induzido-dipolo induzido
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v Forças Intermoleculares
q As forças interm oleculares influenciam :
✔ Os pontos de fusão e de ebulição das substâncias (juntam ente com a m assa m olecular).
✔ Quanto m ais fortes as ligações interm oleculares, m aior será a energia necessária para
rom per as ligações entre m oléculas.
Para m oléculas de tam anho aproxim ado:
Forças interm oleculares m ais fortes
M aior ponto de fusão e ebulição
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v Forças Intermoleculares
A correlação entre o
núm ero de elétrons e a
intensidade das
interações:
- Compare H2, F2, Cl2, Br2, I2 – número de elétrons das moléculas cresce e as interações de London
aumentam descendo no grupo;
- Compare gás CH4, líquido CCl4, sólido CBr4.
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v Forças Intermoleculares
✔ Todas as proteínas que com põe o nosso organism o são constituídas por
Estrutura secundária da proteína sequências de am inoácidos, ligados covalentem ente. Estes com postos
possuem grupos -OH e -NH capazes de form ar um a forte rede de ligações
interm oleculares.
✔ O DNA de todos os hum anos apresenta form a de dupla-hélice - é m antida
graças às ligações hidrogênio entre os grupos dos -OH e -NH das bases
nitrogenadas heterocíclicas que o com põe.
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v Forças Intermoleculares
Ø Fato: lagartixas conseguirem subir nas superfícies
com baixíssim a rugosidade, com o porcelanas e vidros
polidos.
Ø Em 1960, o alem ão Uwe Hiller sugeriu que um tipo de
força atrativa, entre as m oléculas da parede e as
m oléculas da pata da lagartixa, fosse a responsável.
Ø M ais tarde...
Fotografias da pata da lagartixa
em diferentes escalas
"Full, Adhesive force of a single gecko foot-hair"
(Autumn, K. et al., Nature 405, 681-685 (2000)),
São forças intermoleculares as responsáveis pela adesão da pata da
lagartixa à parede. Mais precisamente entre a superfície e as
moléculas apolares que cobrem as patas das lagartixas.
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v Forças Intermoleculares
q As forças interm oleculares influenciam :
o As m oléculas de água interagem m uito
✔ A tensão superficial dos líquidos: m ais fortem ente com suas vizinhas do
que com as m oléculas do ar, na
interface.
o As m oléculas que estão no interior
da gota, por exem plo, interagem com
outras m oléculas em todas as
direções; As m oléculas da
superfície, por outro lado, interagem
o O desbalanço de forças interm oleculares faz com que som ente com m oléculas que estão
nas suas laterais ou logo abaixo.
as m oléculas, da superfície, sejam atraídas para o interior
do líquido, criando a um a tensão superficial.
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v Forças Intermoleculares
q As forças interm oleculares influenciam :
✔ A cristalinidade e a densidade dos sólidos;
As ligações de hidrogênio, no estado sólido, conferem à água um a
organização reticular quase cristalina, com um m aior espaço entre
as m oléculas, ou seja, um a m enor densidade. Por esse m otivo, o gelo
flutua na água.
Pontes de H no gelo
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v Forças Intermoleculares
À m edida que a m agnitude das forças interm oleculares aum enta, fica m ais difícil de afastarm os um a
m olécula da outra. Portanto, podem os esperar que o ponto de fusão, por exem plo, seja m aior para aquelas
substâncias que possuam interações interm oleculares m ais fortes.
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q Esquem a para a determ inação do tipo de forças interm oleulares:
Forças de van der W aals 43
v Forças Intermoleculares
Fonte: Atkins
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v Forças Intermoleculares
o interação cátion-π
q Força: 5-80 kJ/m ol
✔ ocorrem em vários com postos ✔ natureza eletrostática e efeito de polarização;
organom etálicos;
✔ não são consideradas com o interações não-
covalentes!
✔ possui certo grau de covalência.
K + e benzeno
sal de Zeise Ferroceno
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v Forças Intermoleculares
o interação ânion-π
cátion-π ânion-π
Cl -
Fonte: J. T. D avis, N atu re C h em istry,
2 (2010) 516–517; Sup ram olecular chem istry:
A nion transp ort as easy as p i
Fonte: P . G am ez, In org . C h em . Fron t. 1 (2014) 35-43; The anion–π interaction:
naissance and estab lishm ent of a p eculiar sup ram olecular b ond .
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v Forças Intermoleculares
o interação π-π
q Força: 0,5-50 kJ/m ol
o Interações π-π são responsáveis por propriedades
✔ fracas, atração entre os anéis arom áticos;
lubrificantes pois as cam adas podem se deslizar;
✔ dois tipos principais:
o Interações π-π são consideradas com o interações
fracas. A grafite pode ser facilm ente clivado separando
as cam adas, o que explica a baixa dureza da grafite.
3,5 Å
face-to-face grafite
edge-to-face
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