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Técnica Rorschach: Psicodiagnóstico em Foco

O documento aborda a técnica projetiva de Rorschach como um método de psicodiagnóstico para avaliar funções psicológicas e identificar psicopatologias. O trabalho descreve a aplicação do teste em uma jovem de 22 anos com queixas de mal-estar, visando observar características da personalidade nos eixos cognitivos, de socialização e afetivo. A metodologia Rorschach é destacada como um instrumento complexo que permite a avaliação de afetos, emoções, ansiedade e agressividade do indivíduo.

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Técnica Rorschach: Psicodiagnóstico em Foco

O documento aborda a técnica projetiva de Rorschach como um método de psicodiagnóstico para avaliar funções psicológicas e identificar psicopatologias. O trabalho descreve a aplicação do teste em uma jovem de 22 anos com queixas de mal-estar, visando observar características da personalidade nos eixos cognitivos, de socialização e afetivo. A metodologia Rorschach é destacada como um instrumento complexo que permite a avaliação de afetos, emoções, ansiedade e agressividade do indivíduo.

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Documento produzido em 02-01-2010

TÉCNICA PROJECTIVA DE RORSCHAH


Trabalho realizado no âmbito de avaliação académica para a cadeira de Métodos Qualitativos em Investigação
Científica da licenciatura pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (Lisboa, Portugal)

Janeiro 2009

Patrícia Oliveira da Silva


Estudante da licenciatura em Psicologia pela
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (Lisboa, Portugal)

Docentes:
Mestre Cláudia Madeira
Mestre Nuno Colaço

Email:
pospaz@[Link]

RESUMO

O psicodiagnostico nos permite avaliar as funções psicológicas do indivíduo com o propósito


de identificar forças e fraquezas no funcionamento psicológico, para investigar a presença de
psicopatologias. A prova de Rorschach, método qualitativo de carácter projectivo, muito utilizado na
Psicologia Cientifica permite-nos avaliar os afectos, as emoções, nível de ansiedade e agressividade,
e a angústia, inerentes da personalidade do indivíduo. O Objectivo deste trabalho é descrever
sumariamente, utilizando-se da metodologia de prova de Rorschach o funcionamento psíquico duma
jovem de 22 anos com queixas de frequentes mal estares (cefaleia, perturbações digestivas, vertigens
e insónias). Como resultados pretendemos observar em termos qualitativos características inerentes
à personalidade do avaliado ao nível dos eixos cognitivos; de socialização e afectivo.

Palavras-chave: Rorschach, técnicas projectivas, psicodiagnóstico

A avaliação psicológica é entendida como a busca sistemática de conhecimento a respeito


do funcionamento psicológico em situações específicas, que possa ser útil para orientação das
acções e decisões futuras do indivíduo num processo de busca de dados, agrupando diferentes
informações com três objectivos principais: conhecer o sujeito, identificar o problema e
programar uma intervenção. (Feldman, R.S. (5ª Edição) Toda actuação psicológica é uma acção
de intervenção cujo significado é dado pelas partes, o examinador e o examinado. Contudo, o

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psicodiagnostico não é considerado como prática de intervenção, mas sim, como uma prática de
investigação. (Gleitman, (1999)
O Rorschach, técnica individual, de carácter clínico (Adrados, 1980), é um método situado
no campo da apreensão e projecção, que por sua vez, cumpre bem esta função por ser um
instrumento bastante complexo, sensível a variações dentro do quadro clínico. O examinado
(paciente), durante a aplicação do teste manifesta suas respostas através de uma palavra ou
expressões verbais que indicam a percepção que este tem mais ou menos definida de um objecto,
percebido em função de sua Forma, (quando são utilizados limiares percepcionais das manchas
na elaboração da resposta), de seus efeitos Cromáticos e Acromáticos, (respostas com bases nas
cores e tons cinzentos e negros das pranchas), Cinestésicos, (quando o sujeito a partir de uma
forma percepcionada cria uma resposta com movimento), Estompagem (o sujeito utiliza
variações de tonalidades para dar uma resposta sensorial táctil ou visual). Segundo Gonçalves &
Pereira (2001), considera-se como resposta quantitativa toda interpretação que satisfaça os
parâmetros de localização, determinantes e conteúdos. Já as respostas qualitativas são
exclamações, impressões, comentários intelectuais, simetrias, adornos, críticas ou digressões em
torno da qualidade dos estímulos apresentados nas diferentes pranchas e/ou cartões.
O Rorschach é uma das técnicas projectivas mais sistematizadas e utilizadas na Psicologia
Científica. Pode-se avaliar neste processo psicodinâmico os afectos, as emoções, as condições de
relacionamento humano, o nível de ansiedade, a agressividade, o poder de controlo de uma
pessoa, não apenas apreendido isoladamente, mas considerando um todo estrutural, dinâmico e
funcional, com toda a sua complexidade que é a personalidade. A projecção é utilizada em
diversos métodos de psicodiagnostico, como o, TAT, CAT, e por fim o Rorschach (Chabert,
2002).
As metodologias qualitativas, como o estudo de caso são metodologias sugeridas como
alternativas para a pesquisa psicanalítica, presentes tanto na discussão das análises terapêuticas
quanto no processo diagnóstico através de instrumentos projectivos. O método de Rorschach é
um instrumento de avaliação da personalidade composto por um conjunto de dez cartões,
contendo borrões de tinta simétricas e diferentes em cada cartão. A aplicação consiste em
apresentar um cartão de cada vez e pedir para que a pessoa diga “o que aquilo poderia ser”.
Após mostrar os dez cartões e anotar as respostas dadas, voltam-se os cartões, fazendo o
inquérito, a fim de se verificar “onde foi que a pessoa viu” e “o que na mancha fez com que
parecesse aquilo que foi dito”. (Chabert, C. (2000).
Hermann Rorschach (1963) em sua obra Psicodiagnóstico: métodos e resultados de uma
experiência diagnóstica de percepção (Citado por; Fonseca, Jan. /Jun. 2002). (Interpretação de
formas casuais), mais precisamente no capítulo V, sobre “Aplicações prática-diagnósticas da
prova de interpretação de formas”, esclareceu: “O método de estudo visava, inicialmente,
problemas teóricos. Verificou-se porém de maneira puramente empírica e ao acaso que os

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resultados da prova poderiam ser utilizados para fins de diagnósticos. Foi assim que o “teste de
pesquisa” transformou-se em um “teste de exame”. Seu emprego para fins de diagnóstico
ligava-se principalmente ao controle dos resultados obtidos [...] O teste é, em primeiro lugar,
um reagente qualitativo que indica sobretudo a qualidade do sintoma, enquanto os aspectos
quantitativos podem ser determinados somente de maneira imprecisa. Latife Yazigi, Patrícia
Gazire 2006)
Quando discursa sobre o primeiro capitulo “O método”, Rorschach desenvolve os seguintes
tópicos: (a) o material (pranchas), (b) a técnica (aplicação) e (c) a interpretação das figuras do
ponto de vista da percepção. Neste último tópico esclarece sobre os conceitos que orientam sua
proposta: percepção com suas subcategorias de sensação, evocação e associação. Rorschach
adopta os conceitos de percepção e interpretação propostos por Bleuler, para quem no processo
perceptivo a sensação actual é associada a sensações ligadas a experiências anteriores que estão
armazenadas na memória. Por isso, a apreensão ocorre à evocação de representações existentes,
relacionados à sensação actual. A identificação de um conjunto de sensações juntamente com
suas conexões é o que Bleuler chama de ideia. Para Rorschach, a tarefa de olhar formas eventuais
e dizer o que podem ser, envolve: (a) um processo de mera percepção ou de simples
reconhecimento (é quando o indivíduo reage dizendo que são manchas ou que é um morcego
(banalidades) porque realmente é), considerando o estímulo como uma reprodução concreta da
imagem vista; (b) um processo de interpretação em que o indivíduo reconhece conscientemente
que está associando a imagem vista com sensações e imagens armazenadas disponíveis (imagens
recordação – é quando a pessoa responde que a figura se parece com dois homens sustentando
uma mulher em uma cena de dança, por exemplo). Rorschach concluiu: Resumindo,” as
diferenças entre a percepção e a interpretação só podem ser de natureza individual e
progressivo e não de natureza geral e básico; e com isto, a interpretação só pode ser um caso
especial de apreensão. No entanto, não podemos duvidar do direito de designar a prova de”
interpretação”. (Quando comenta sobre os ‘Resultados’, Rorschach inicia com o tópico ‘A
inteligência’. Nele fornece os elementos da prova que evidenciam os recursos intelectuais do
indivíduo: elevada percentagem de imagens bem apreendidas, número maior de convergência
cinestésicos ao processo de percepção, maior número de respostas globais, tipo de apreensão
abundante, uma certa inflexibilidade nos modos de apreensão, pequena percentagem animal,
maior variação nas interpretações e uma percentagem nem muito grande nem muito pequena de
respostas originais. (Karla Alves, Carlos, Clênia at all, 2002)
O psicodiagnostico de Rorschach foi sempre considerado como um método de exame da
personalidade em seus diferentes aspectos. As respostas aos dez estímulos, “manchas de tinta”,
fornecem informação sobre o indivíduo, que durante a tarefa expressa-se e revela-se. Por isso é
considerado como uma prova projectiva da personalidade, em contraposição às provas
objectivas. Entretanto, quando aceitamos os princípios teóricos de alguns autores renomados
como Bohn, Hertz, Klopfer, Beck, Piotrowski, Schachtel, Shaffer e Rappaport vemos que eles

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adoptam como procedimento de enunciado à sequência apoiada nos elementos da prova:


localização, determinantes e conteúdos. Dentre eles, somente Beck retoma o tópico de
inteligência dentro da formulação da noção de personalidade, tendo sido ele o criador do índice
de actividade de organização ou Z, (índice que informa sobre a capacidade de raciocínio e de
reflexão). (Karla Alves, Carlos, Clênia at all, 2002)
Após uma exposição dos cinco sistemas norte-americanos do Rorschach: (Klopfer, Beck, at
all) em The Rorschach Systems (1969) conclui o quanto é difícil e mesmo impossível às vezes
uma comparação realista das abordagens e das hipóteses interpretativas oferecidas por estes cinco
sistemas. São muitos os factores que determinam essa dificuldade: (a) diferenças na orientação
teórica geral, (b) diferenças com relação ao conceito de personalidade, sua organização e sua
descrição, (c) diferenças nas linguagens adoptadas que ficam comprometidas por falta de
conceitos equivalentes, (d) diferenças no modo de classificar as respostas, (e) diferenças nas
abordagens interpretativas. Um exemplo – o conceito de introversão – que existe em todos os
sistemas, sendo que todos usam as respostas de movimento como base para sua interpretação.
Entretanto, existe uma falta de consenso entre os sistemas quanto à definição de introversão.
Beck, concordando com Rorschach, considera a introversão como um processo de internalização.
Lembramos que Rorschach enfatizava sua divergência em relação a Jung quanto à noção de
introversão. Já Klopfer e Hertz usam introversão de modo semelhante a Jung. Para Piotrowski,
introversão está correlacionada positivamente com o comportamento manifesto, em
contraposição a Rorschach, para quem as respostas de movimento se assemelham ao processo do
fantasiar. Rappaport e Schafer consideram introversão como modo de resistência à
espontaneidade onde a internalização pode ou não ocorrer. A palavra ‘introversão’ é a mesma
nos cinco sistemas mas suas definições, embora não completamente exclusivas, são claramente
diferentes. (Karla Alves, Carlos, Clênia at all, 2002)
O termo projecção foi introduzido por Freud em 1894, em seu trabalho “Neuroses de
Angústia”, onde afirmava que as neuroses psíquicas se desenvolvem quando o self não se sente
em condições de realizar a tarefa de controlar a impulsividade (desejo de realização do
inconsciente), que surge endogenamente. Isso quer dizer que actua como se o sujeito estivesse
projectado essa pulsão e/ou energia no mundo exterior (ABT & Bellack, 1967). Em outras
palavras, projecção é a operação em que o sujeito expulsa de si e reconhece no outro, pessoa ou
coisa, qualidades, sentimentos, desejos, e mesmo “objectos”, que ele repudia ou recusa de si
(Chabert, 2004). Como forma de defender-se contra impulsos perturbadores, lascivos, agressivos
e inaceitáveis, transferindo-os para os outros indivíduos. (Pervin Oliver, J., (2004).
A projecção consiste numa percepção interna que é substituída, reprimida e deformada ao
nível do seu conteúdo e que chega à consciência como sendo uma percepção externa. É um
mecanismo psíquico primário que funciona de acordo com o princípio do prazer e visa a
identidade da percepção. Segundo a teoria freudiana há dois modelos representativos do aparelho
psíquico; primeira tópica (primeira teoria), subdivide-se em três sistemas; O consciente, O

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inconsciente e O subconsciente. Primeira Teoria que Freud mais tarde revisou e introduziu três
estruturas básicas na anatomia da personalidade: o Id (processo primário da personalidade aliado
aos instintos, fonte de energia psíquica, o id opera de acordo com o principio do prazer, para
evitar a dor e maximizar o prazer), o Ego (processo secundário de raciocínio (razão) para lidar
com o mundo exterior, ou seja é a parte racional da personalidade responsável pela orientação e
controlo da expressão dos instintos do Id) e o Superego (É o aspecto moral da personalidade,
introjecção dos valores dos pais e da sociedade, forma de equilíbrio entre o Ego e o Id, instinto
“prazer” e racionalidade “realidade” Com a ruptura no equilíbrio homeostático (entre o Id e o
Ego), descobriu-se que esta ruptura é geradora de angústia, o sujeito vai então ter de adaptar-se,
vai produzir uma resposta, tentar repor o equilíbrio perdido e resolver o conflito. A angústia, é o
motor da localização projectiva nas manchas de tinta, um afecto básico do inconsciente. Segundo
Freud o sujeito não chega a sentir angústia conscientemente. A angústia serve de sinal de alerta
para a pessoa de que nem tudo está como deveria ser na personalidade. Um sinal de que um
perigo eminente ameaça o ego e tem de ser neutralizado ou evitado. É preciso que o ego reduza o
conflito entre as demandas do id, as regras da sociedade ou do superego. Induz a tensão no
organismo. (Schultz & Schultz, 2002)
Assim como todos os comportamentos são motivados por instintos, ou seja é defensivo no
sentido de proteger-se contra a ansiedade. A intensidade pode flutuar, mas nunca para. Freud
postulou vários mecanismos de defesas; Projecção (Atribuir um impulso a outras pessoas, como
forma de proteger-se de impulsos perturbadores), negação; (está relacionado à repressão,
envolve a negação da existência de alguma ameaça externa ou evento traumático ocorrido),
Formação da reacção “reactividade” (expressão de um impulso do id (instinto) que é oposto
àquele que esta motivando a pessoa, ou seja a pessoa substitui e/ou reprimi um impulso não
aceitável por comportamentos mais aceitáveis socialmente), Regressão; (volta a uma das fases
psicosexuais do desenvolvimento na infância, a pessoa volta a um período anterior menos
frustrante da sua vida e exibi características de comportamentos normalmente infantis dessa
época mais “segura”), Racionalização, reinterpretação do nosso comportamento para torná-lo
mais aceitável e menos ameaçador para nós, desculpam ou justificam um pensamento ou uma
atitude), Deslocamento, (consiste em deslocar um impulso do id de um objecto ameaçador
indisponível para outro disponível ainda que este não seja o causador da ameaça), Sublimação,
(envolve a transformação de uma pulsão do id “energia instintiva” em comportamentos
socialmente aceitáveis e admiráveis, por ex. A energia sexual, pode ser transformada ou
sublimada em comportamentos artisticamente criativos). Por fim Freud sugeriu que os
mecanismos de defesa são negações inconscientes ou distorções da realidade. Num certo sentido,
mentimos para nós mesmos quando utilizamos estas defesas, mas não estamos cientes de que
fazemo-los. Do contrário estas não seriam eficazes. Deste modo mantemos os estímulos
ameaçadores ou perturbadores longe da nossa consciência. Por outro lado, podemos não saber a

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verdade sobre nós mesmos e ter uma imagem distorcida das nossas necessidades, medos e
desejos. (Schultz & Schultz, 2002).
Fruto da teoria psicanalítica, as teorias das relações objectais centram-se mais nas relações
interpessoais com os objectos (como a mãe). A palavra objecto é utilizada quando se discute o
conceito de Freud de catexia, que ele definiu como um investimento de energia psíquica em um
objecto. Referindo-se a qualquer pessoa ou actividades que pudesse satisfazer um instinto. Freud
sugeriu que o primeiro objecto gratificante do instinto na vida de uma criança é o seio da mãe.
Depois a mãe torna-se como pessoa toda um “objecto”. À mediada que a criança vai
amadurecendo, outras pessoas tornam-se esse objecto, desde que satisfaçam as necessidades
instintivas básicas da criança. Ao contrário de Freud, os teóricos das relações objectais; Heinz
Kohut (1913 -1981), Melanie Klein (1882-1960), Margagret Mahler (1897 – 1985), aceitam os
factores sociais e ambientais como influencias sobre a personalidade. Estes enfatizam
particularmente a relação mãe-filho, sugerindo que o centro da personalidade é formado na
infância, numa idade anterior à que Freud propôs. Estes consideram fundamental o surgimento,
nos primeiros anos, de um forte senso do self e a maturação das relações com outros objectos que
não sejam a mãe. A ênfase de Kohut é na formação do self nuclear, para ele é a base para a
pessoa se tornar independente, capaz de tomar iniciativas e integrar ambições e ideais. Segundo
Melanie Klein os bebes nascem com fantasias activas que temporariamente tentam satisfazer os
instintos do Id. Essas fantasias na infância, chamadas por Klein de objectos internos, são reais e
sentidas. Porque as crianças não conseguem fazer distinção entre o mundo real e o da fantasia;
consequentemente, acreditam que todas as frustrações, contrariedades de um instinto é um ataque
pessoal infligido por um mundo hostil. (Pervin Oliver, J., 2004). Tais experiencias na infância
deixam imagens mentais adicionais que são armazenadas e continuam influentes. A
personalidade adulta, por tanto, baseia-se na relação formada nos primeiros meses de vida.
Margaret Mahler; argumenta que os bebes não conseguem distinguir entre eles mesmos e tudo o
mais que não era eles, pois a criança vê a mãe como parte de si mesma. Para Mahler o
desenvolvimento da identidade da criança passa por três ases: autismo normal, simbiose normal e
separação-individuação. A primeira fase caracteriza o primeiro mês de vida, a criança não tem de
fazer qualquer esforço para satisfazer as suas necessidades, ou para responder a estímulos
externos. Segundo Mahler essa fase de autismo normal é uma fase de narcisismo ou auto-
absorção total. Na segunda fase que dura até os quatro ou cinco meses, fase da simbiose normal,
a criança inicia o processo de consciência dos objectos que satisfaçam as suas necessidades.
Sendo o objecto básico a mãe.
A criança precisa cada vez mais dar sinais de quando está com fome ou sede, desconforto
ou prazer, para que a mãe possa responder-lhe adequadamente. É então nesta fase que ela
reconhece o rosto da mãe e inicia a distinção entre o self e a mãe e o self e os outros objectos no
seu ambiente. Na terceira fase, separação-individuação, que dura aproximadamente até os três
anos, é auto-explicativa; envolve o desenvolvimento do senso do self em escala total. A criança

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separa-se psicologicamente da mãe e forma a sua identidade pessoal. É nesta fase que se formara
a base que estabelecerá relações sadias com outras pessoas na idade adulta. Há uma semelhança
entre as fases de desenvolvimento de Mahler e as fases psicosexuais de Freud no sentido de que o
grau de êxito em avançar de uma para a outra influencia o desenvolvimento futuro da
personalidade. A principal diferença centra-se nos princípios freudianos que envolvem a energia
sexual e metas enquanto a de Mahler envolve investir energia psíquica em relações interpessoais
e objectais. (Pervin Oliver, J., 2004).
A Imagem de corpo e realidade fantasmatica através da prova de Rorschach, em sua
aplicação prática cria um espaço de inteirações entre a realidade perceptiva e a actividade
fantasmática, entre a realidade exterior do objecto conhecido e a realidade interna do objecto
vivenciado. Descodificar esse sentido é a porta de entrada para encontrar a parte respeitante ao
percebido e ao fantasmático, ao real e ao imaginário, nas complexas interacções guiada pela
necessidade de representação de si.” Contudo a representação de si, noção inconsciente, diz
respeito tanto á imagem de corpo como às relações, deste modo a resposta para cada mancha de
tinta às pranchas de Rorschach, centra-se em um investimento no outro. Portanto a análise da
representação de si apoia na projecção da imagem corporal e na relação afectiva face ao mundo
exterior. O processo de intervenção na avaliação psicologia aparece como a possibilidade de
mudanças positivas para os sujeitos examinados, tendo como objectivo a promoção de saúde que
é um dos âmbitos de actuação da psicologia clínica, contudo, a própria ideia de intervenção está
ligado ao processo terapêutico, confirmado em pesquisas acerca da intervenção psicodinâmica
desenvolvido por Aconalopes, (1995); Giovanetti & Sant’anna, (2005), como um auxiliador da
promoção de saúde e qualidade de vida, pois proporciona uma nova perspectiva por parte do
examinado de suas experiências, vivências e atitudes. (Anzieu, D. (1989),
Este estudo, é de carácter introdutório, parte integrante do programa semestral de avaliação
contínua da cadeira de Avaliação Psicológica Métodos Qualitativos - 3º Ano do Curso de
psicologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. O objectivo é a análise
psicográfica de protocolo de Natália, 22 anos, solicitado pela docente Mestre Cláudia Madeira.
Através da análise dos resultados do psicograma, tentaremos identificar características inerentes à
personalidade da Natália bem como o seu funcionamento intrapsiquicos. Tomando como base
contextos da Dinâmica de Socialização e Afectiva, e Relação Objectal ou seja, no geral, o
funcionamento psicodinâmico do sujeito. Neste trabalho tentaremos ainda comprovar as
interacções entre os factores e utilização dos mecanismos de defesas utilizado pelo analisado
diante a presença de conflitos intra-psíquico.

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METÓDO

Participantes:
A amostra é composta por um sujeito do sexo feminino, 22 anos, filha mais velha de cinco
irmãos, actualmente trabalha no escritório de advogados do pai.

Medida:
A medida adoptada é a técnica de Rorschach, composto por 10 cartões com borrões de
tinta. Constituído da seguinte forma: Cartão I, IV, V, e VII por brancos e negros, Cartão II e III
por preto e vermelho e Cartão VIII, IX e X cor pastel (coloridos). Cada cartão revela facetas do
inconsciente do analisado: Cartão I relação com o psicólogo e com a prova (Anzieu), Imagem
materna pré-genital (Traubenberg), dificuldades de diferenciação entre o sujeito e o outro
(Chabert), Cartão II: sensibilidade afectiva e emotiva do sujeito, evocação sexual (Anzieu),
problemas a nível da identidade (Chabert), Cartão II: representação do casal parental (Anzieu),
representação da relação com o outro (Traubenberg), Cartão IV: supergóico e da autoridade
(Anzieu) representação corporal (Chabert), Cartão V: adaptação à realidade (Anzieu),
manifestações de ordem narcísica (Chabert), Cartão VI: problemas sexuais na dimensão fálica
(Anzieu), imagem feminina ou materna (Traubenberg), Cartão VIII: mundo exterior social
(Anzieu), comunicação, afectividade (Traubenberg), preocupações hipocondríacas e/ou angustia
fragmentada (Chabert), Cartão IX: visão do sujeito face a si em relação ao mundo (Anzieu)
regressão (Traubenberg), Cartão X: capacidade de unificação e angústia de fragmentação
(Chabert).
A cotação das respostas dada no protocolo bem como análise psicodinâmica da Natália,
condução do inquérito e interpretação dos resultados são com base nos princípios da Escola
Francesa.

Procedimento/aplicação:
A aplicação do rorschach dá-se em duas partes: Em primeiro lugar é importante criar um
contacto inicial com o sujeito ou seja, criar um ambiente acolhedor para diminuir a tenção face à
situação, em seguida faz-se uma entrevista (semi-estruturada) de forma a conhecer melhor o
sujeito, (Rappaport). Na segunda parte serve para aplicar a prova projectiva do Rorschach.
Temos três momentos distintos na aplicação: Aplicação Espontânea, Inquérito e Prova das
Escolhas. Aplicação espontânea: Os cartões devem ser colocadas de costa por ordem crescente,
encontram-se à vista sobre a mesa. Apresentamos o 1º cartão ao examinando ao mesmo tempo

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dando as instruções: “ O que é que isto poderia ser (para si)?”. Não existe respostas certas ou
erradas.
A instrução leva à introdução de um conflito ao qual o sujeito vai reagir ou não, adaptando-
se. Caso o sujeito não tenha percebido a instrução ou não saiba o que fazer podemos repetir a
instrução para que ele possa perceber correctamente. a pessoa diz tudo o que quer acerca do
cartão, e quando o sujeito devolver o cartão vira-se ao contrario para não influenciar a resposta e
assim validar a técnica, só depois se entrega o 2º cartão assim prossegue com os restantes cartões.
Inquérito: Procedimento totalmente directivo que procura esclarecer acerca das características
das manchas que estiveram na base da construção das respostas. O inquérito deve ser sistemático,
dizer unicamente respeito às respostas e a três aspectos: localização, determinante e conteúdo
das mesmas. É dado a seguinte instrução: “Vou voltar-lhe a mostrar os cartões na mesma ordem
sequencial para que explique melhor aquilo que disse”. Prova das escolhas: Espalhamos todos
cartões sobre a mesa com a face voltada para cima e pede-se ao sujeito que escolha 2 cartões que
gostou mais e os 2 que não gostou e dizer o porque da sua escolha. Nas crianças pede-se um
cartão que pareça a mãe ou o pai, ou um cartão que pareça um dia triste ou alegre. Por fim
guardamos os cartões, despedimo-nos do sujeito e levamo-lo até à porta.

RESULTADOS

Após a aplicação da prova de Rorschach, utilizou-se dos princípios da Escola francesa para
a cotação e interpretação dos resultados obtidos através das respostas dadas por Natália no
protocolo. (ver anexo I).
Como resultado obtemos o seguinte (ver anexo II): Total de Respostas 24, (valor normativo
entre 20 e 30 respostas por protocolo). Tempo Total; (T.T) 13,01”, (valor normativo entre os 20 e
30 minutos). Tempo por resposta (T.R) 33”( trinta e três segundos) (valor normativo entre 40 e
60 segundos) Tempo Médio de Latência (TLM) = 11,01”; (Onze segundos).
Modos de Apreensão G% = 66,7% (valor normativo 20% e 30%); Determinantes D% =
29,2% (valor normativo 70% e 80%) Dbl% = 4, 2%, (valor normativo 3% e 10%) determinantes
Formais; F% = 62,5% (valor normativo 50% e 70%) e F +% = 63,3% (valor normativo 80% e
95%). A% = 45,83%; (valor normativo 35% e 40%) H% = 4,2%. (valor normativo 10% e 20%)
Conteúdos: Anatomia = 1; Nuvem = 1 ; Natureza = 4; objecto =3; Arte = 1; Abstracto = 1;
Decoração = 2; Planta = 1. T.R.I: K <C, (Extra tensiva - Mista); K≠ 0. Fórmula Complementar
K<E (confirma). RC% = 41,7% (valor normativo 30% e 40%) IA% 4,2. (valor normativo 12% e
15%). Registou-se 4 banalidades como resposta (valor normativo 5 a 6 banalidades por
protocolo). No que concerne aos elementos qualitativos o resultado foi o seguinte: choque no
cartão VI, equivalente a choque cartão IV, perseveração não verificou-se, comentário a cor cartão

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VII, comentário a simetria cartão VI, comentário subjectivo cartão III e crítica do objecto cartão
X.
A Natália escolheu o cartão VII como o que mais lhe agradou e o cartão II como o menos
agradável para si.

DISCUSSÃO

Após a recolha dos dados e tratamento adequado segundo os critérios e princípios de


cotação do protocolo e análise do psicograma da medida que nos serviu de base para a
interpretação das respostas do analisado podemos concluir no que concerne o funcionamento
psíquico a Natália comporta-se da seguinte forma: Revela boa capacidade perceptiva e
associativa tendo em conta o número de respostas produzidas dentro da normalidade (24
respostas), o que poderá ser um sinal de inteligência. No que concerne o Eixo Cognitivo; é uma
pessoa que tem uma concepção realidade uno e íntegro, que procura activamente a projecção da
unidade. As respostas em (G%) = 66,7%, acima da normalidade apresentam aspectos da sua
capacidade apreensiva de forma globalizada, com pouca tendência para a particularidade. É uma
pessoa pouco perceptiva, ou seja não preocupa-se com os detalhes (↓ D%) 29,2%. Abaixo da
normalidade, não utiliza o pensamento categorial como estratégia de abordagem do estímulo, tem
desinteresse pela realidade e pelo concreto. (F%) 62,5% dentro dos valores normativos, não há
perda da forma. No entanto valor de F +% (↓ 63,3%) abaixo da normalidade indica-nos que a
Natália no que diz respeito à resolução de conflitos perante os estímulos há ineficácia na
utilização de mecanismos de defesa o que pode gerar angústia. Eixo de socialização – A Natália
tem dificuldades na identificação com o outro e se refugia na projecção de animais ↑ (A%)
45,83%, há um certo conformismo e infantilização podendo indicar-nos certa dificuldade
relacional interpessoal e com o outro, Quanto aos movimentos de identificação é uma pessoa que
se afasta do mundo relacional humano, apresenta baixo grau de socialização. ↓ (H%) 4,2%,
abaixo indica que ela não se vê como inteiro e real (H ≠ Hd). No geral, tem dificuldades com as
normais sociais, obteve baixo índice de socialização, respondeu a apenas 4 banalidades, baixo
para os valores normativos. Eixo afectivo – A Natália pode ser considerada uma pessoa
extratensiva-mista, esta mais virado para o exterior, do que para o interior, da mais importância
aos estímulos recebidos do exterior, não deixando de considerar aspectos internos. Poderá ser
uma pessoa mais impulsiva do que introspectiva (TRI – K <C). A vida real é coerente com a sua
personalidade consequentemente, podendo gerar conflitos intra-psíquicos (F.C. - TRI confirma).
Relativamente à reactividade com as cores pastel há alterações na produtividade e nos afectos
mais organizados do sujeito ↑(= RC%) 41,7%. É uma pessoa pouco afectiva ou seja controla
excessivamente a emergência dos objectos parciais ligados às preocupações corporais arcaicas
4,2 ↓ (IA%).

Patrícia Oliveira da Silva 10/15


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CONCLUSÃO

Em suma podemos concluir que a Natália apresenta traços de personalidade de carácter


introspectivo, ansiedade, dificuldade de socialização, com alguns conflitos intrapsiquicos que
oscila entre o real e o imaginário. No entanto vale salientar que este é um estudo de carácter
experimental. Por tanto os resultados aqui apresentados não pretende definir mas sim sugerir um
perfil de personalidade do analisado. Sem qualquer pretensão de indicação definitiva dos
resultados por parte do pesquisador. Tendo em conta a inexperiência deste, bem como toda
complexidade que revela os procedimentos metodológicos de interpretação de protocolo bem
como do psicograma que requer domínio teórico e prático na aplicação da mediada. Ainda assim,
a prova de Rorschach revelou-se um método eficaz e de grande poder indicativo do
funcionamento psíquico e da personalidade do analisado.
A realização e finalização deste trabalho só foram possíveis considerando as tutórias e
apoio recebido por parte do Docente da cadeira de Avaliação Métodos Qualitativos mestre
Cláudia Madeira, que orientou-me através de tutórias diante das dificuldades para a interpretação
do protocolo da Natália, o que foi de grande importância para o entendimento da prova de
Rorschach.

Patrícia Oliveira da Silva 11/15


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REFERÊNCIAS

Anzieu, D. (1989), Os Métodos Projectivos, Rio de Janeiro, Ed. Campos.

Chabert, C. (2000), A psicopatologia à prova no Rorschach, Lisboa, Climepsi Editores

Feldman, R.S. (5ª Edição) Compreender a Psicologia

Gleitman, H; Fridlund; A, & Reisberg, D (1999). Psicologia. Lisboa: Fundação Calouste


Gulbenkian.

Pervin Oliver, J., (2004). Personalidade: teoria e pesquisa. Porto Alegre: Artmed.

Schultz, Duane P. & Schultz, Sydney E.(2002), Teorias da Personalidade, Cengage


Learning

Traubenberg Nina Rausch de, A Prática de Rorschach, Editora Cultrix, São Paulo.

Villemor Amaral Marie Sophie de, (2006); Rorschach, H. (1963). Psicodiagnóstico. São
Paulo: Mestre Jou.

ARTIGOS:

Karla Alves, Carlos, Clênia Maria Toledo de Santana Gonçalves, Joseildes Farias

Fonseca, (112 Jan. /Jun. 2002). Titulo: psicodiagnostico através do método de Rorschach:
Projecção e Intervenção, Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes / Departamento de
Psicologia São Paulo.

Latife Yazigi, Patrícia Gazire. Avaliação cognitiva de Rorschach, (2006), USP – São Paulo.

Patrícia Oliveira da Silva 12/15


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ANEXO I

PROTOCOLO DE RORSCHACH (Natália, 22 anos.)

Respostas espontâneas Inquérito Cotação

I
4’’
1-Um morcego. “Uma borboleta que voa” G F+ A Ban
2-Ou uma cabeça, uma cabeça de borboleta. É “ao meio, por causa dos olhos D F+ Ad
tudo. aqui” (D Sup do D Méd)
60’’
II
15’’
3-\/ /\ Quando olhamos assim, faz pensar a “está inflamada (Verm. Inf.), Dbl CF Anat
uma garganta. como quando temos anginas”
4-\/ Uma concha. É tudo. “irisada, toda enfeitada, cores G E F Nat
45’’ esbatidas”D Negros
III
5’’
5-Dois pequenos negros que pilam o arroz “Personagens habituais” G K H Ban
ou... Não sei. \/ > \/ É tudo.
45’’

IV
6’’
6-Isto, diríamos um monstro. “Sobretudo aqui, esta cabeça com G F+- (A)
dois olhos”
7-\//\ >\//\ Sim, diríamos um monstro que há “Há-os nas cidades” G Kob (A) / Arte
sobre as fontes, que deitam água pela boca.
(será m kan ?)
60’’

V
5’’
8-Isto já disse, parece-se com um morcego. “Um pouco cinzento e talvez voe” G F+ A Ban
9-Diríamos também dois coelhos um contra o “Como se fosse um quadro de
outro. caça” G F- A
50’’

VI
55’’
10-Só este pedacinho, diríamos uma cabeça Extremidade superior da mediana D F- A
de serpente, mas o resto não sei.
11-Um motivo qualquer de decoração.
12-Diríamos uma carta. É tudo “Tudo isto, sim”
130’’ G F+- Dec
“Sobretudo os contornos”
G F+- Obj

Patrícia Oliveira da Silva 13/15


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VII
5’’
13-Agora isto, dois anões, ou não sei o quê. Os dois primeiros terços D F+ A
14-\/ Neste sentido, uma gruta, um pórtico.
55’’ “Como rochedos” Gbl F+- Nat

VIII
2’’
15-Uma flor “Tudo. É irisado e depois há esta G CF Pl
linha”
16-> Estes dois pedaços rosa de cada lado, D rosa lat. D F+ A
um animal. Não sei.
17-O conjunto, uma flor em tapeçaria. “Sobretudo as cores” G C F Obj
18-\/ Um pouco uma esponja aqui, é bonito.
85’’ D laranja méd. inf. D E F Obj

IX
10’’
19-Diríamos um pouco uma erupção de “Tudo isto, a impressão geral” G Kob Nat
vulcão.
20- Ou um fundo de mar, nuvens um pouco e G EF Nat
os raios
70’’
X
4’’
21-Agora estas duas coisas aqui, diríamos D. Azul lat. D F+ A Ban
caranguejos.
22-\/ Também um motivo de bordado, “Motivo um pouco confuso” G F+ Dec
caranguejos, flores.
23-Hipocampos. D. Verde méd. D F- Abst
24- \/ Pequenas nuvens D. [Link]. D F+ - Nv
70’’ “não acabado”

Escolhas: (+ VIII) (- II ) T. T: 13'01''

Patrícia Oliveira da Silva 14/15


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ANEXO II

(PSICOGRAMA DE RORSCHACH)
Natália, 22 anos

R = 24
Recusa= 0 ↑ G= 66,7 F+= 7 A= 9 F%= 62,5
↓[Link].=13'01'' ↓ D= 29,2 ∑F=15 F-= 3 Ad= 1 ↓F+%- 63,3
↓Tem./Resp. = 33'' Dd F+= 5 H=1 F%a= 66,7
[Link]= 11,1'' Dbl= 4,2 Hd F+%a=65,6
Do K=1
Kp Elem ↑A%= 41,7
Kan Frag ↓H%= 4,2
Kob= 2 Bot
Geo
FC Pais
CF= 3 Anat
C Sexo
Sg
FE Obj= 3
EF= 3 Arq
E Simb
Nat= 4 ↓Ban= 4
FClob Art = 1 Orig
ClobF Dec =2
Clob Nv = 1
PI =1
Abst =1

T. Apreensão: G D
Elementos Qualitativos
TRI= 1K:3C Choques = VI
[Link].= 2k:3E [Link]= IV
↑RC%= 41,7 Perserv.
↓I.A.=4,2 [Link].-= VIII
[Link] = VI
[Link]. = III

Patrícia Oliveira da Silva 15/15

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