Índice
Introdu çã o……………………………………………………………………… .2
Natureza do Conhecimento………………………………………..…………….3
Realismo………………………………………………………………………… .3
Características do Realismo……………………………………………………….4
Idealismo…………………………………………………………………………..4
Características do Idealismo………………………………………………………..5
Conclusão………………………………………………………………………………6
Referência Bibliográfica………………………………………………………………..7
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Introdução
Desde os primórdios da filosofia, os pensadore tȇm se questionado sobre a oriem, os
limites e a essȇncia do conhecimento. Essas reflexões fazem parte do que se chama
natureza do conhecimento, um campo central da epistemolgia que busca entender como
conhecemos o mundo e qual é a relação entre o sujeito e a realidade. Dentro dessa
discussão, surgem duas grandes correntes filosóficas: o Idealismo e o Realismo.
O idealismo sustenta que o conhecimento e a realidade são profundamente moldados
pela mente humana;
O realismo defende que existe uma realidade independente da consciȇncia, que pode ser
conhecida de forma objectiva. Essas duas visões oferecem perspectivas distintas sobre a
forma como interagimos com o mundo e constroem as bases para diferentes
interpretações da verdade e do saber.
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Natureza do Conhecimento
Pergntar pela natureza ou essȇncia do conhecimento equivale a pergunta: o que é que,
em rigor, nós conhecemos? Conheceremos as coisas tal como elas são em si mesmas ou
só as conhecemos como ela são para nós? Conhecemos um objecto exterior ou um
objecto que é imanente ao nosso espirito? Há duas teorias opostas para resonder a estas
pergutas: o Realismo e o Idealismo.
Realismo
O realismo é uma teoria filosófica que o sujeito, no acto de conhecer, capta um objecto
que lhe é exterior e independente. Assim, para o realismo o objecto do conhecimento
não faz parte do sujeito e pode ser conhecido na sua realdade e independêcia.
O texto chama-nos a atenção para a distinção entre realismo ingênuo e realismo crítico.
O realismo ingênuo não distingue a percepção, por um lado, do objecto percebido, por
outro. Considera, por isso, que as coisas são exactamente como as captamos.
Nesse sentido, o realismo ingênuo não coloca o conhecimento em causa, traduzindo a
postura típica do homem comum, para o qual o conhecimento é um espelho fiel do real,
em que as coisas são-nos dadas como conteúdos da nossa percepção, o que é sempre
uma interpretação. O conhecimento não seria, por isso, uma cópia exacta da realidade.
Essa é a diferença essencial entre o realismo crítico, que não aceita que a nossa
percepção seja uma reprodução exacta das coisas percebidas. É preciso, como diz o
texto, “submeter o dado a exame e ver o que há no conhecer que não é mera
reprodução”. O conhecimento não é uma cópia do real, um mero registo passivo, mas
uma interpretação, uma construção.
Ao sustentar a tese de que o objecto existe independentemente do sujeito, o realismo
crítico usa, de acordo com Hessen, três argumentos para a provar:
a percepção é comum a vários indivíduos, o que só é possível se existirem os objectos;
as percepções não dependem da nossa vontade, mas sim dos objectos;
os objectos da nossa percepção são diferentes da percepção propriamente dita,
continuando a existir mesmo que não os estejamos a percepcionar.
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Características do realismo:
Realidade Objetiva: Existe uma realidade independente da percepção humana.
Existência Independente: Objetos e eventos existem independentemente da nossa
observação.
Percepção como Reflexo da Realidade: A percepção humana pode refletir o mundo,
embora de forma imperfeita.
Verdade Independente: Fatos e verdades existem independentemente do pensamento
humano.
Conhecimento Científico: A ciência revela a verdade sobre o mundo,
independentemente da nossa percepção.
Mundo Externo: O mundo físico existe fora da nossa mente e não depende de nós.
Causalidade: Eventos têm causas reais e independem da observação humana.
Princípios Universais: Leis e princípios se aplicam universalmente, independentemente
da perspectiva individual.
Verdade como Correspondência: A verdade corresponde ao estado real das coisas.
Acesso Direto ao Mundo: Podemos conhecer a realidade por meio da observação e
ciência.
Idealismo
O idealismo é uma teoria segundo a qual o objecto não existe independentemente do
sujeito. Não é uma realidade exterior e transcendente em relação ao sujeito; é, pelo
contrário, uma realidade inteiramente imanente.
Descartes é, por vezes, chamado o primeiro idealista. Mas é preciso circunscrever o
âmbito em que este idealismo se move. Descartes provou a existência de Deus antes de
provar a existência do mundo exterior. O espírito é concebido antes da matéria. Daí,
fala-se em idealismo relativo.
Para além do idealismo relativo da filosofia cartesiana, podemos falar de um idealismo
radical, no qual distingue-se o idealismo subjectivo do idealismo objectivo.
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O idealismo subjectivo considera que toda a realidade está encerrada na consciência do
sujeito, ou seja, as coisas são apenas conceitos da nossa consciência, não existindo
independentemente desta. Berkeley é um representante desta corrente. Afinal, podemos
perguntar: se as coisas existem sem sermos percebidos, como poderiam existir se não as
concebêssemos? A resposta de Berkeley será a de que as coisas não existem sem a
mente que as perceba. A resposta é que o mundo é o conjunto das nossas ideias, ou seja,
o mundo é constituído pelas nossas ideias. Deus, é, por consequência, a causa das
nossas ideias.
Características do Ideialismo
A realdade material é o que existe como matéria e é apreendido pelos órgãos do sentido,
ou seja, aquilo que é visto, tocado, ouido, aquilo que provoca espriência sensorias. A
realidade ideal somente pode ser compreendido por meio do intelecto, da
racionalidade. O ideialismo é a corente teórica que coloca nas ideias a centralidade para
qualquer entendimento da realidade.
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Conclusão
O Idealismo e o Realismo representam visões opostas, mas complementares, sobre a
natureza do conhecimento. Enquanto o Idealismo entende que o conhecimento é
construído a partir da mente, das ideias e da percepção subjetiva, o Realismo defende
que o conhecimento é possível porque existe uma realidade objetiva e independente que
pode ser conhecida pela razão e pela experiência.
No idealismo, o sujeito é ativo, moldando a realidade com base em suas ideias. No
realismo, o sujeito é mais passivo, buscando compreender uma realidade já existente.
Assim, enquanto o idealismo valoriza a consciência como base de toda verdade, o
realismo valoriza os fatos como base do conhecimento verdadeiro.
Ambas as correntes contribuem para a filosofia do conhecimento: o idealismo chama
atenção para o papel da mente e da interpretação; o realismo, para a importância do
mundo externo e da objetividade. Juntas, mostram que conhecer envolve tanto a razão
quanto a realidade, tanto o sujeito quanto o objeto.
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Referência bibliográfica
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando:
introdução à filosofia. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2009.