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Uso do Aripiprazol em Antipsicóticos

O documento aborda o uso do aripiprazol, um antipsicótico atípico, destacando suas indicações, mecanismos de ação, eficácia e efeitos colaterais. É comumente prescrito para condições como esquizofrenia, mania e depressão, e seu início de ação pode levar de uma semana a várias semanas. O aripiprazol é notável por ter menos efeitos colaterais relacionados ao ganho de peso e sedação em comparação com outros antipsicóticos.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Uso do Aripiprazol em Antipsicóticos

O documento aborda o uso do aripiprazol, um antipsicótico atípico, destacando suas indicações, mecanismos de ação, eficácia e efeitos colaterais. É comumente prescrito para condições como esquizofrenia, mania e depressão, e seu início de ação pode levar de uma semana a várias semanas. O aripiprazol é notável por ter menos efeitos colaterais relacionados ao ganho de peso e sedação em comparação com outros antipsicóticos.
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CURSO DE MEDICINA

Oficina de Psicofarmacologia
Antipsicóticos
ARIPRIPAZOL
Profª Drª Adriane Brito
Anápolis, GO
Associação Educativa Evangélica
CURSO DE MEDICINA
Oficina de Psicofarmacologia
Antipsicóticos
ARIPRIPAZOL
Profª Drª Adriane Brito
Anápolis, GO
Associação Educativa Evangélica
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Agonista parcial da dopamina (estabilizador da dopamina,
antipsicótico atípico, antipsicótico de terceira geração; algumas vezes
incluído como um antipsicótico de segunda geração; também
estabilizador do humor)
Comumente prescrito para
Esquizofrenia (acima dos 13 anos)
Manutenção da estabilidade na esquizofrenia
Mania aguda/mania mista (acima dos 10 anos; monoterapia e adjunto)
Manutenção bipolar (monoterapia e adjunto)
Depressão (adjunto)
Irritabilidade relacionada a autismo em crianças entre 6 e 17 anos
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Comumente prescrito para
Síndrome de Tourette em crianças entre 6 e 18 anos
Agitação aguda associada a esquizofrenia ou transtorno bipolar (IM)
Depressão bipolar
Outros transtornos psicóticos
Transtornos comportamentais em demências
Transtornos comportamentais em crianças e adolescentes
Transtornos associados a problemas com controle dos impulsos
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Como a substância atua
Agonismo parcial nos receptores de dopamina 2
Teoricamente, reduz a produção de dopamina quando as
concentrações estão altas, melhorando assim os sintomas positivos e
mediando as ações antipsicóticas
Teoricamente, aumenta a produção de dopamina quando as
concentrações estão baixas, melhorando assim sintomas cognitivos,
negativos e humor
As ações nos receptores de dopamina 3 teoricamente podem
contribuir para a eficácia de aripiprazol
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Como a substância atua
O agonismo parcial nos receptores de 5HT1A pode ser relevante em doses clínicas
O bloqueio dos receptores de serotonina tipo 2A pode contribuir em
doses clínicas para estimular a liberação de dopamina em
determinadas regiões do cérebro, reduzindo assim os efeitos
colaterais motores e possivelmente melhorando os sintomas
cognitivos e afetivos
O bloqueio dos receptores de serotonina tipo 2C e 7 e as ações
agonistas parciais nos receptores 5HT1A podem contribuir para ações
antidepressivas
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Tempo para início da ação
Os sintomas psicóticos e maníacos podem melhorar dentro de 1
semana, mas pode levar várias semanas para efeito completo no
comportamento, bem como na cognição e na estabilização afetiva
Classicamente recomendado esperar no mínimo de 4 a 6 semanas
para determinar a eficácia da substância, mas, na prática, alguns
pacientes precisam de até 16 a 20 semanas para apresentar uma boa resposta,
especialmente nos sintomas cognitivos
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Se funcionar
Na maioria das vezes, reduz os sintomas positivos na esquizofrenia, mas não os
elimina
Pode melhorar os sintomas negativos, bem como os sintomas agressivos,
cognitivos e afetivos na esquizofrenia
A maioria dos pacientes esquizofrênicos não tem uma remissão total dos sintomas,
mas uma redução de aproximadamente um terço
Talvez de 5 a 15% dos pacientes esquizofrênicos consiga experimentar uma
melhora global de mais de 50 a 60%, especialmente quando recebem tratamento
estável por mais de 1 ano
Tais pacientes são considerados super-respondedores ou “awakeners”, já que
podem ficar suficientemente bem para obter emprego, viver de forma
independente e manter relações de longa duração
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Se funcionar
Depois de atingir um platô satisfatório, continuar o tratamento por, no
mínimo, 1 ano depois do primeiro episódio de psicose
Para segundo episódio de psicose e episódios subsequentes, poderá ser
necessário tratamento por tempo indefinido
Mesmo para primeiros episódios de psicose, pode ser preferível continuar o
tratamento indefinidamente para evitar episódios posteriores
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Melhores combinações de potencialização para resposta parcial ou
resistência ao tratamento
Ácido valproico
Outros anticonvulsivantes estabilizadores do humor
(carbamazepina, oxcarbazepina, lamotrigina)
Lítio
Benzodiazepínicos
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Exames
Antes de iniciar um antipsicótico atípico
Pesar todos os pacientes e acompanhar o IMC durante o tratamento
Obter a história pessoal basal e familiar de diabetes, obesidade, dislipidemia, hipertensão e
doença cardiovascular
Obter a circunferência da cintura (na altura do umbigo), pressão arterial, glicose
plasmática em jejum e perfil lipídico em jejum
Determinar se o paciente tem sobrepeso (IMC de 25,0 a 29,9) é obeso (IMC >30), tem
pré-diabetes (glicose plasmática em jejum 100-125 mg/dL), tem diabetes (glicose plasmática em
jejum > 126 mg/dL), tem hipertensão (PA > 140/90 mg Hg), tem dislipidemia (colesterol total,
colesterol LDL e triglicerídeos aumentados; colesterol HDL reduzido).
Tratar ou encaminhar esses pacientes para tratamento, incluindo nutrição e
controle do peso, aconselhamento de atividade física, cessação de tabagismo e
manejo clínico.
EFEITOS COLATERAIS
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Como a substância causa efeitos colaterais
Bloqueando os receptores alfa-1 adrenérgicos, pode causar tontura, sedação e
hipotensão
O mecanismo de um possível ganho de peso é desconhecido; ganho de peso não é
comum com aripiprazol, podendo ter um mecanismo diferente dos antipsicóticos
atípicos nos quais esse efeito colateral é comum ou problemático
O mecanismo de uma possível incidência aumentada de diabetes ou dislipidemia
é desconhecido; a experiência inicial sugere que essas complicações não estão
claramente associadas a aripiprazol e, se presentes, podem ter um mecanismo
diferente do mecanismo dos antipsicóticos atípicos associados a uma incidência
aumentada de diabetes e dislipidemia
EFEITOS COLATERAIS
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Tontura, insônia, acatisia, ativação
Náusea, vômitos
Hipotensão ortostática, ocasionalmente durante a
dosagem inicial
Constipação
Cefaleia, astenia, sedação
Risco teórico de discinesia tardia
DOSAGEM E USO
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Variação típica da dose
15 a 30 mg/dia para esquizofrenia e mania
2 a 10 mg/dia para potencialização de ISRSs/ IRSNs em depressão
5 a 15 mg/dia para autismo
5 a 20 mg/dia para síndrome de Tourette
300 a 400 mg/4 semanas
Formas de dosagem
Comprimidos de 2 mg, 5 mg, 10 mg, 15 mg, 20 mg, 30 mg
Comprimidos de desintegração oral de 10 mg, 15 mg
Solução oral de 1 mg/mL
Injeção de 9,75 mg/1,3 mL
Depot (Maintena) 300 mg, 400 mg
Depot (Aristada) 441 mg, 662 mg, 882 mg
FARMACOCINÉTICA
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Metabolizado primariamente por CYP450 2D6 e CYP450 3A4
Meia-vida de eliminação média: 75 horas (aripiprazol) e 94 horas
(principal metabólito, desidro-aripiprazol
Alimentos não afetam a absorção
FARMACOCINÉTICA
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Interações medicamentosas
Cetoconazol e possivelmente outros inibidores de CYP450 3A4, como
nefazodona, fluvoxamina e fluoxetina, podem aumentar os níveis
plasmáticos de aripiprazol
Carbamazepina e possivelmente outros indutores de CYP450 3A4
podem reduzir os níveis plasmáticos de aripiprazol
Quinidina e possivelmente outros inibidores de CYP450 2D6, como
paroxetina, fluoxetina e duloxetina, podem aumentar os níveis
plasmáticos de aripiprazol
O aripiprazol pode intensificar os efeitos de substâncias anti-
hipertensivas
O aripiprazol pode antagonizar levodopa, agonistas dopaminérgicos
FARMACOCINÉTICA
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Outras advertências/ precauções
Foram relatados problemas com controle dos impulsos em pacientes
que tomam aripiprazol, incluindo jogo, compras, comer e atividade
sexual compulsivos; usar com cautela quando prescrever para indivíduos com alto
risco de problemas de controle dos impulsos (p. ex., pacientes com transtorno bipolar,
personalidade impulsiva, transtorno obsessivo-compulsivo, transtornos relacionados a
substâncias) e monitorar todos quanto à emergência desses sintomas; a dose deve ser
reduzida ou descontinuada caso se manifestem problemas com controle dos impulsos
Usar com cautela em pacientes com condições que predispõem à hipotensão
(desidratação, calor excessivo)
Disfagia foi associada ao uso de antipsicóticos, e o aripiprazol deve ser
utilizado com cautela em pacientes com risco de pneumonia por
aspiração
POPULAÇÕES ESPECIAIS
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Insuficiência renal
Não é necessário ajuste da dose
Insuficiência hepática
Não é necessário ajuste da dose
Insuficiência cardíaca
O uso em pacientes com insuficiência cardíaca não foi estudado, portanto usar
com cautela devido ao risco de hipotensão ortostática
Idosos
Geralmente, não é necessário ajuste da dose, mas alguns pacientes idosos podem
tolerar melhor doses mais baixas
Embora antipsicóticos atípicos sejam comumente utilizados para transtornos
comportamentais em demência, nenhum agente foi aprovado para tratamento de
pacientes idosos com psicose relacionada à demência
POPULAÇÕES ESPECIAIS
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Gestantes
Não foram realizados estudos controlados em gestantes.
Há um risco de movimentos musculares anormais e sintomas de retirada em recém-
nascidos cujas mães tomavam um antipsicótico durante o terceiro trimestre; os
sintomas podem incluir agitação, tônus muscular anormalmente aumentado ou
diminuído, tremor, sonolência, dificuldade intensa para respirar e dificuldade de
alimentação.
O aripiprazol pode ser preferível a anticonvulsivantes estabilizadores do humor caso
seja necessário tratamento durante a gravidez.
Amamentação
Alguma quantidade da substância é encontrada no leite materno Recomendado
descontinuar a substância ou usar mamadeira.
Os bebês de mulheres que optam por amamentar durante o uso de aripiprazol
devem ser monitorados para possíveis efeitos adversos.
POTENCIAIS VANTAGENS
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Pacientes preocupados com ganho de peso e aqueles que já
apresentam obesidade ou sobrepeso
Pacientes com diabetes
Pacientes com dislipidemia (especialmente triglicerídeos elevados)
Pacientes que requerem início rápido de ação antipsicótica sem
titulação da dosagem
Pacientes que desejam evitar sedação
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Aprovado como tratamento adjunto para depressão (p. ex., com ISRSs, IRSNs)
Pode funcionar melhor na faixa de 2 a 10 mg/dia do que em doses
mais elevadas para potencialização de ISRSs/IRSNs em depressão
unipolar resistente ao tratamento
Frequentemente usado para depressão bipolar como agente de
potencialização para lítio, valproato e/ou lamotrigina
Bem aceito na prática clínica quando se deseja evitar ganho de peso, porque esse
feito ocorre menos em comparação à maioria dos outros antipsicóticos
Bem aceito na prática clínica quando se deseja evitar sedação, porque esse efeito
ocorre menos em comparação à maioria dos outros antipsicóticos em todas as
doses
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - ARIPRIPAZOL
Não possui propriedades antagonistas de D1, anticolinérgicas e anti-histamínicas, o
que pode explicar a relativa ausência de sedação ou efeitos colaterais cognitivos na
maioria dos pacientes
A alta afinidade de aripiprazol com receptores de D2 significa que a combinação
com outros antipsicóticos antagonistas de D2 pode reverter suas ações, e, assim,
geralmente faz sentido não combinar com outros antipsicóticos
Uma exceção para isso está no caso de hiperprolactinemia ou galactorreia, quando
mesmo a administração de uma dose baixa (1 a 5 mg) pode reverter a
hiperprolactinemia/galactorreia de outros antipsicóticos, também provando que o
aripiprazol interfere nas ações D2 de outros antipsicóticos
• A Abilify Maintena (depot) pode ser particularmente adequada para psicose de
início precoce/ primeiro episódio de psicose com vistas a reduzir as
rehospitalizações e reforçar a adesão com uma carga relativamente baixa de
efeitos colaterais
CURSO DE MEDICINA
Oficina de Psicofarmacologia
Antipsicóticos
QUETIAPINA
Profª Drª Adriane Brito
Anápolis, GO
Associação Educativa Evangélica
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - QUETIAPINA
Comumente prescrita para
Esquizofrenia aguda em adultos e dos 13 aos 17 anos
Manutenção na esquizofrenia
Mania aguda em adultos (monoterapia e adjunto para lítio e valproato) e dos 10 aos 17 anos
Manutenção bipolar
Depressão bipolar
Depressão
Outros transtornos psicóticos
Mania mista
Transtornos comportamentais em demências
Transtornos comportamentais em doença de Parkinson e demência com corpos de Lewy Psicose
associada a tratamento com levodopa em doença de Parkinson
Transtornos comportamentais em crianças e adolescentes
Transtornos associados a problemas com o controle de impulsos
Ansiedade grave resistente ao tratamento
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - QUETIAPINA
Como a substância atua
Bloqueia os receptores de dopamina 2, reduzindo sintomas positivos
de psicose e estabilizando sintomas afetivos
Bloqueia os receptores de serotonina 2A, causando aumento da
liberação de dopamina em certas regiões do cérebro e, assim,
reduzindo os efeitos colaterais motores, bem como possivelmente
melhorando os sintomas cognitivos e afetivos
Interações em uma miríade de outros receptores de neurotransmissores podem contribuir para a
eficácia da quetiapina em depressão resistente ao tratamento ou depressão bipolar, especialmente
ação agonista parcial de 5HT1A, bloqueio da recaptação de norepinefrina e propriedades antagonistas
de 5HT2C e antagonistas de 5HT7.
Especificamente, as ações nos receptores 5HT1A podem contribuir para a eficácia em sintomas
cognitivos e afetivos em alguns pacientes, especialmente em doses moderadas a altas
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - QUETIAPINA
Tempo para início da ação
Sintomas psicóticos e maníacos podem melhorar dentro de 1
semana, mas pode levar várias semanas para efeito completo no
comportamento e na estabilização cognitiva e afetiva
Classicamente recomendado esperar pelo menos 4 a 6 semanas
para determinar a eficácia da substância, mas, na prática, alguns
pacientes requerem até 16 a 20 semanas para apresentar uma boa
resposta, sobretudo nos sintomas cognitivos
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - QUETIAPINA
Se funcionar
Na maioria das vezes reduz os sintomas positivos na esquizofrenia,
mas não os elimina
Pode melhorar os sintomas negativos, além dos sintomas agressivos,
cognitivos e afetivos na esquizofrenia
A maioria dos pacientes com esquizofrenia não tem uma remissão
total dos sintomas, mas uma redução de aproximadamente um terço
Talvez 5 a 15% dos pacientes com esquizofrenia podem experimentar
uma melhora geral de mais de 50 a 60%, especialmente quando
recebem tratamento estável por mais de 1 ano
Esses pacientes são considerados super-respondedores ou “awakeners”, já que podem ficar
suficientemente bem para obter emprego, viver de forma independente e manter relacionamentos de
longa duração
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - QUETIAPINA
Melhores combinações de potencialização para resposta parcial ou resistência ao
tratamento
Ácido valproico
Outros anticonvulsivantes estabilizadores do humor (carbamazepina,
oxcarbazepina, lamotrigina)
Lítio
Benzodiazepínicos
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - QUETIAPINA
Exames
Antes de iniciar um antipsicótico atípico
Pesar todos os pacientes e acompanhar o IMC durante o tratamento.
Obter a história pessoal e familiar basal de diabetes, obesidade,
dislipidemia, hipertensão e doença cardiovascular.
Obter circunferência da cintura, pressão arterial, glicose plasmática em jejum e
perfil lipídico em jejum
Determinar se o paciente está com sobrepeso, se é obeso, tem pré-
diabetes, diabetes, tem hipertensão, dislipidemia.
Tratar ou encaminhar esses pacientes para tratamento, incluindo manejo
nutricional e do peso, aconselhamento de atividade física, cessação do tabagismo
e manejo clínico
EFEITOS COLATERAIS
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - QUETIAPINA
Como a substância causa efeitos colaterais
Bloqueando os receptores de histamina 1 no cérebro, pode causar
sedação e possivelmente ganho de peso
Bloqueando os receptores alfa-1 adrenérgicos, pode causar tontura,
sedação e hipotensão
Bloqueando os receptores muscarínicos 1, pode causar boca seca,
constipação e sedação
O mecanismo do ganho de peso e da incidência aumentada de
diabetes e dislipidemia com antipsicóticos atípicos é desconhecido
EFEITOS COLATERAIS
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - QUETIAPINA
Efeitos colaterais notáveis
Ganho de peso dose-dependente
Pode aumentar o risco de diabetes e dislipidemia
Tontura, sedação
Boca seca, constipação
Dispepsia, dor abdominal
Taquicardia
Hipotensão ortostática, geralmente durante a titulação da dose inicial
Risco teórico de discinesia tardia
EFEITOS COLATERAIS
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - QUETIAPINA
Efeitos colaterais potencialmente fatais ou perigosos
Hiperglicemia, em alguns casos extrema e associada a cetoacidose
ou coma hiperosmolar ou morte, foi relatada em pacientes que
tomavam antipsicóticos atípicos
Rara síndrome neuroléptica maligna (risco muito reduzido comparado a antipsicóticos
convencionais)
Raras convulsões
Risco aumentado de morte e eventos cerebrovasculares em
pacientes idosos com psicose relacionada a demência
DOSAGEM E USO
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - QUETIAPINA
Variação típica da dosagem
400 a 800 mg/dia em 1 (quetiapina XR) ou 2 (quetiapina) doses para esquizofrenia
400 a 800 mg/dia em 1 (quetiapina XR) ou 2 (quetiapina) doses para mania bipolar
300 mg 1 vez por dia para depressão bipolar
Dose máxima aprovada de 800 mg/dia
Formas de dosagem
Comprimidos de 25 mg, 50 mg, 100 mg, 200 mg, 300 mg, 400 mg
Comprimidos de liberação prolongada de 50 mg, 150 mg, 200 mg, 300 mg, 400 mg
FARMACOCINÉTICA
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - QUETIAPINA
A substância-mãe tem meia-vida de 6 a 7 horas
Substrato para CYP450 3A4
Alimentos podem aumentar ligeiramente a absorção
FARMACOCINÉTICA
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - QUETIAPINA
Interações medicamentosas
Inibidores de CYP450 3A e de CYP450 2D6 podem reduzir a
eliminação de quetiapina e, assim, elevar seus níveis plasmáticos,
mas a redução da dosagem do fármaco não costuma ser necessária
Pode aumentar o efeito de agentes anti-hipertensivos
Há relatos de casos de razão normalizada internacional
(INR) (utilizada para monitorar o grau de anticoagulação)
aumentada quando a quetiapina é coadministrada com
varfarina, que também é um substrato de CYP450 3A4
POPULAÇÕES ESPECIAIS
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - QUETIAPINA
Insuficiência renal
Não é necessário ajuste da dose
Insuficiência hepática
Poderá ser necessário ajuste descendente da dose
Insuficiência cardíaca
A substância deve ser utilizada com cautela devido ao risco de
hipotensão ortostática
POPULAÇÕES ESPECIAIS
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - QUETIAPINA
Idosos
Geralmente é utilizada dose mais baixa (p. ex., 25 a 100 mg 2 vezes por dia),
embora possam ser administradas doses mais altas se toleradas
Embora antipsicóticos atípicos costumem ser utilizados para
transtornos comportamentais em demência, nenhum agente foi
aprovado para tratamento de pacientes idosos com psicose
relacionada a demência
Pacientes idosos com psicose relacionada a demência tratados com
antipsicóticos atípicos têm risco aumentado de morte em
comparação ao placebo, além de risco aumentado de eventos
cerebrovasculares
CURSO DE MEDICINA
Oficina de Psicofarmacologia
Antipsicóticos
RISPERIDONA
Profª Drª Adriane Brito
Anápolis, GO
Associação Educativa Evangélica
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - RISPERIDONA
Comumente prescrita para
Esquizofrenia, a partir dos 13 anos
Retardo de recaída em esquizofrenia
Outros transtornos psicóticos
Mania aguda/mania mista, a partir dos 10 anos
Irritabilidade relacionada a autismo em crianças entre 5 e 16 anos
Manutenção bipolar
Depressão bipolar
Transtornos comportamentais em demências
Transtornos comportamentais em crianças e adolescentes
Transtornos associados a problemas com o controle dos impulsos
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - RISPERIDONA
Como a substância atua
Bloqueia os receptores de dopamina 2, reduzindo os sintomas
positivos de psicose e estabilizando sintomas afetivos
Bloqueia os receptores de dopamina 2, causando aumento da
liberação de dopamina em certas regiões cerebrais e, assim,
reduzindo os efeitos colaterais motores, bem como possivelmente
melhorando sintomas cognitivos e afetivos
Interações em uma miríade de outros receptores de
neurotransmissores podem contribuir para a eficácia de risperidona
Especificamente, as propriedades antagonistas de 5HT7 podem
contribuir para ações antidepressivas
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - RISPERIDONA
Tempo para início da ação
Os sintomas psicóticos e maníacos podem melhorar dentro de 1
semana, mas pode levar várias semanas para efeito completo no
comportamento, na cognição e na estabilização afetiva
Classicamente é recomendado esperar pelo menos 4 a 6 semanas
para determinar a eficácia da substância, mas, na prática, alguns
pacientes requerem até 16 a 20 semanas para apresentar uma boa
resposta, em especial nos sintomas cognitivos
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - RISPERIDONA
Se funcionar
Na maioria das vezes, reduz os sintomas positivos na esquizofrenia, mas não os elimina
Pode melhorar os sintomas negativos, além dos sintomas agressivos, cognitivos e
afetivos na esquizofrenia
A maioria dos pacientes esquizofrênicos não tem uma remissão total dos
sintomas, mas uma redução de aproximadamente um terço
É possível que 5 a 15% dos pacientes com esquizofrenia experimentem uma
melhora global de mais de 50 a 60%, especialmente quando estão recebendo
tratamento estável por mais de 1 ano
Esses pacientes são considerados super-respondedores ou “awakeners”, já que
podem ficar suficientemente bem para obter emprego, viver de forma
independente e manter relações de longa duração
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - RISPERIDONA
Se Melhores combinações de potencialização para resposta parcial
ou resistência ao tratamento
Ácido valproico
Outros anticonvulsivantes estabilizadores do humor
(carbamazepina, oxcarbazepina, lamotrigina)
Lítio
Benzodiazepínicos
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - RISPERIDONA
Exames
Pesar todos os pacientes e acompanhar o IMC durante o tratamento
Obter a história pessoal e familiar basal de diabetes, obesidade, dislipidemia,
hipertensão e doença cardiovascular
Obter a circunferência da cintura , pressão arterial, glicose plasmática em jejum e
perfil lipídico em jejum
Determinar se o paciente tem sobrepeso, é obeso, tem pré-diabetes, diabetes,
hipertensão, dislipidemia
Tratar ou encaminhar esses pacientes para tratamento, incluindo manejo
nutricional e do peso, aconselhamento de atividade física, cessação do tabagismo
e manejo clínico
Efeitos colaterais notáveis
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - RISPERIDONA
Pode aumentar o risco de diabetes e dislipidemia
Efeitos colaterais extrapiramidais dose-dependentes
Hiperprolactinemia dose-relacionada
Tontura, insônia, ansiedade e sedação dose-dependentes
Náusea, constipação, dor abdominal, ganho de peso
Taquicardia, disfunção sexual dose-dependente
Rara discinesia tardia (risco muito reduzido em comparação a antipsicóticos convencionais)
Rara hipotensão ortostática, geralmente durante titulação inicial da dose
DOSAGEM E USO
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - RISPERIDONA
Variação típica da dosagem
2 a 8 mg/dia por via oral para psicose aguda e transtorno bipolar
0,5 a 2 mg/dia por via oral para crianças e idosos
12,5 a 50 mg por via intramuscular depot a cada 2 semanas
Formas de dosagem
Comprimidos de 0,25 mg, 0,5 mg, 1 mg, 2 mg, 3 mg, 4 mg, 6 mg
Comprimidos de desintegração oral de 0,5 mg, 1 mg, 2 mg
Líquido de 1 mg/mL – frasco de 30 mL
Formulação de microesferas de risperidona de longa ação depot para
administração intramuscular profunda: 12,5 mg frasco/kit, 25 mg frasco/
kit, 37,5 mg frasco/kit, 50 mg frasco/kit
FARMACOCINÉTICA
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - RISPERIDONA
Os metabólitos são ativos
Metabolizada por CYP450 2D6
A substância-mãe da formulação oral tem meia-vida de 20 a 24 horas
A risperidona de longa ação tem meia-vida de 3 a 6 dias
A risperidona de longa ação tem fase de eliminação de
aproximadamente 7 a 8 semanas depois da última injeção
Alimentos não afetam a absorção
FARMACOCINÉTICA
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - RISPERIDONA
Interações medicamentosas
Pode aumentar o efeito de agentes anti-hipertensivos
Pode antagonizar levodopa e agonistas da dopamina
A eliminação de risperidona pode ser reduzida, e, assim, seus níveis plasmáticos
aumentados, por clozapina; não costuma ser necessário ajuste da dose
A coadministração com carbamazepina pode diminuir os níveis plasmáticos de
risperidona
A coadministração com fluoxetina e paroxetina pode aumentar os níveis
plasmáticos de risperidona
Uma vez que a risperidona é metabolizada por CYP450 2D6, seus níveis
plasmáticos podem, em teoria, ser aumentados por qualquer agente que iniba
essa enzima; no entanto, não costuma ser necessária a redução da dose de
risperidona quando tais combinações são utilizadas
POPULAÇÕES ESPECIAIS
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - RISPERIDONA
Insuficiência renal
Dose inicial de 0,5 mg por via oral 2 vezes ao dia durante a primeira semana;
aumentar para 1 mg 2 vezes por dia durante a segunda semana; aumentos na
dosagem acima de 1,5 mg 2 vezes por dia devem ocorrer com intervalo de pelo
menos 1 semana
Insuficiência hepática
Dose inicial de 0,5 mg por via oral 2 vezes ao dia durante a primeira semana;
aumentar para 1 mg 2 vezes por dia durante a segunda semana
Insuficiência cardíaca
A substância deve ser utilizada com cautela devido ao risco de hipotensão
ortostática Quando administrada a pacientes idosos com fibrilação atrial, pode
aumentar as chances de AVC
POPULAÇÕES ESPECIAIS
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - RISPERIDONA
Idosos
Dose inicial de 0,5 mg por via oral 2 vezes por dia; aumentar para 0,5 mg 2 vezes
por dia; titular 1 vez por semana para doses acima de 1,5 mg 2 vezes ao dia
A dose recomendada de risperidona de longa ação é 25 mg a cada 2 semanas; a
administração oral deve ser continuada por 3 semanas depois da primeira injeção
Embora antipsicóticos atípicos sejam comumente utilizados para transtornos
comportamentais na demência, nenhum agente foi aprovado para tratamento de
pacientes idosos com psicose relacionada a demência
Pacientes idosos com psicose relacionada a demência tratados com antipsicóticos
atípicos têm um risco aumentado de morte em comparação ao placebo, e também
um risco aumentado de eventos cerebrovasculares
POPULAÇÕES ESPECIAIS
ANTIPSICÓTIPOS ATÍPICOS (2ª geração) - RISPERIDONA
Crianças e adolescentes
A risperidona é o antipsicótico atípico mais frequentemente utilizado
em crianças e adolescentes
A experiência clínica e dados iniciais sugerem que risperidona é
segura e efetiva para transtornos comportamentais em crianças e
adolescentes
Crianças e adolescentes que utilizam risperidona podem precisar ser
monitorados mais frequentemente do que adultos
CURSO DE MEDICINA
Oficina de Psicofarmacologia
Antipsicóticos
OLANZAPINA, CLOZAPINA
Profª Drª Adriane Brito
Anápolis, GO
Associação Educativa Evangélica

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