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Planos de Fomento em Portugal: 1953-1979

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"Portugal do autoritarismo á democracia"

Os planos de Fomento
Introdução
• A política de autarcia empreendida pelo Estado Novo não atingiu os seus objetivos. Portugal continuou
dependente da importação de matérias-primas, energia, bens e outros produtos industriais, adubos e alimentos.

• Quando os países que tradicionalmente nos forneciam se envolveram na guerra, os abastecimentos tornaram-se
precários e grassou a penúria e a carestia.
• Em 1945, a Lei do Fomento e a reorganização industrial estabelece as linhas mestres da política industrializadora
dos anos seguintes.
• Entretanto, Portugal assinou em 1948, o pacto fundador da OECE, integrando-se nas estruturas de cooperação
previstas no Plano Marshall, e embora pouco tenhamos beneficiado da ajuda americana, a participação na OECE
reforçou a necessidade de um planeamento económico, conduzindo então à elaboração dos Planos de Fomento,
que caracterizaram a política de desenvolvimento do Estado Novo.
I Plano de Fomento
• Em 1953, criam-se os Planos de Fomento que se
assumem como as linhas orientadoras da economia
portuguesa. I Plano de Fomento (1953-58)
• O 1.º Plano de Fomento (1953-58) não rejeitou a Construção de infraestruturas (eletricidade,
agricultura, embora tenha reconhecido a importância transportes, comunicações, indústrias-base, escolas
da industrialização para a melhoria do nível de vida. técnicas).

• O plano baseou-se ainda num conjunto de Desenvolvimento das capacidades técnicas dos
investimentos públicos que se distribuía por vários setores a dinamizar.
sectores, com prioridade para a criação de Desenvolvimento de unidades produtivas.
infraestruturas.
II Plano de Fomento
• No 2.º Plano de Fomento (1959-64) alargou-se o montante
investido e elegeu-se a indústria transformadora de base como II Plano de Fomento (1959-64)
sector a privilegiar (siderurgia, refinação de petróleos, adubos, Aumentar o PIB e a produtividade.
químicos).
Melhorar os níveis de vida.
• Os anos 60 trouxeram, porém, alterações significativas à
Criar novos postos de trabalho.
política económica portuguesa.
Equilibrar a balança comercial.
• No decurso do II Plano, Portugal integrou-se na economia
europeia e mundial: tornou-se um dos países fundadores da Industrialização como o veículo que permite
EFTA (ou AECL – Associação Europeia de Comercio Livre), e modernizar e desenvolver o país.
mais tarde dois decretos-lei que aprovam o acordo do BIRD e Subordinar a agricultura à indústria.
do FMI, e por último um protocolo com o GATT.
Reduzir as importações e aumentar o consumo de
• A adesão a estas organizações marca a inversão da política da produtos nacionais.
autarcia do Estado Novo.
Plano Intercalar

Plano Intercalar(1964-67)
Integrava a metrópole e as colónias
• O Plano Intercalar de Fomento (1965-67) enfatiza já
Visava o crescimento económico e uma repartição
as exigências da concorrência externa inerentes aos mais justa da riqueza
acordos assinados, e a necessidade de rever o
Pretendia aumentar as exportações e reduzir as
condicionamento industrial, que se considerava
importações
desadequado às novas realidades.
Apostava na criação de infraestruturas como forma de
• O grande ciclo salazarista aproximava-se do fim. aumentar a produtividade
Promovia a estabilidade financeira
Procurava desenvolver as indústrias-base para
potenciar o crescimento económico
III Plano de Fomento
• Em 1968, a nomeação de Marcelo Caetano para o cargo de Presidente de Conselho inaugura, com o 3.º Plano de
Fomento (1968-73), uma orientação completamente nova.

• A implementação deste novo plano veio confirmar a internacionalização da economia portuguesa, o


desenvolvimento da indústria privada como sector dominante da economia nacional, o crescimento do sector
terciário e consequente incremento urbano.

• No que concerne à internacionalização da economia, assistiu-se ao fomento da exportação de produtos nacionais,


num quadro de afirmação cada vez mais consistente da livre concorrência, e à abertura do país aos investimentos
estrangeiros, em especial quando geradores de emprego e portadores de tecnologias avançadas.
• Esta política conduziu à consolidação dos grandes grupos económico-financeiros e ao acelerar do crescimento
nacional, que atingiu, então, o seu pico.
• No entanto, o país continuou a sentir as exigências da guerra colonial e o seu enorme atraso face à Europa
desenvolvida.
III Plano de Fomento

III Plano de Fomento (1968-73)


Acentuou a necessidade da economia portuguesa se submeter à
concorrência estrangeira e diversificar as exportações.
Promoveu o apoio às empresas exportadoras.
A industrialização devia submeter-se às necessidades do
mercado interno.
Valorizou a iniciativa privada e o investimento estrangeiro.
Procedeu à criação do polo industrial de Sines.
Assinatura do acordo com a CEE para aprofundar laços
económicos.
IV Plano de Fomento

• O IV Plano de Fomento, previsto para vigorar entre


os anos de 1974 e 1979, não chegou a entrar em vigor IV Plano de Fomento
devido á eclosão do 25 de Abril de 1974. Pretendia realizar uma maior modernização e abertura
ao exterior.
• Este plano previa, no quadro da política económica
marcelista, uma maior modernização e abertura ao Promovia o desenvolvimento da iniciativa privada,
exterior, com o desenvolvimento da iniciativa apoiada pelo Estado.
privada, apoiada pelo Estado, e o incentivo ao Procurava incentivar o investimento estrangeiro.
investimento estrangeiro.
Conclusão
• Em 1948, Portugal assinou o pacto fundador da OECE, integrando-se nas estruturas de cooperação previstas no Plano Marshall.

• A participação na OECE reforçou a necessidade de um planeamento económico que conduziu à elaboração dos “Planos de Fomento” d o
Estado Novo.

• Ainda que o I Plano (1953-1958) e o II Plano (1959-1964) dessem continuidade ao modelo de autarcia da ditadura liderada por Oliveira Salazar,
no II Plano foi eleita a indústria transformadora de base como setor a privilegiar (siderurgia, refinação de petróleos, adubo s, químicos…).

• Pela primeira vez, a política industrializadora é assumida sem ambiguidades, subordinando-se a agricultura que sofreria os efeitos positivos da
industrialização.

• Os anos 60 trouxeram alterações significativas à política económica portuguesa. No decurso do II Plano, o nosso país integrou -se na economia
europeia e mundial: em Janeiro de 1960, Portugal está entre os países fundadores da EFTA (Associação Europeia de Comércio Livre) e, ainda
no mesmo ano, dois decretos-lei aprovam o acordo do BIRD e do FMI; em 1962 assina-se, em Genebra, o protocolo do GATT.

• A adesão a estas organizações marca a inversão na política da autarcia do Estado Novo e o Plano Intercalar de Fomento (1965 -1967) enfatiza já
as exigências da concorrência externa inerente aos acordos assinados e a necessidade de rever o condicionamento industrial, que se
considerava desadequado às novas realidades.

• Em 1968, a nomeação de Marcelo Caetano para o cargo de presidente do conselho evidencia com o III Plano de Fomento (1968-1973), o reforço
de uma nova política económica do Estado Novo. A implementação deste novo Plano veio confirmar a internacionalização da econo mia
portuguesa, o desenvolvimento da indústria privada como sector dominante da economia nacional e a subsequente consolidação do s grandes
grupos económico-financeiros, bem como o crescimento do sector terciário com o consequente incremento urbano.

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