Português
3. COMENTAR - é relacionar o conteúdo
apresentado com uma realidade, opinando a
respeito.
4. RESUMIR – é concentrar as idéias centrais e/ou
secundárias em um só parágrafo.
5. PARAFRASEAR – é reescrever o texto com outras
É muito comum, entre os candidatos a um palavras.
cargo público a preocupação com a interpretação
de textos. Isso acontece porque lhes faltam
informações específicas a respeito desta tarefa EXEMPLO
constante em provas relacionadas a concursos
públicos.
TÍTULO DO TEXTO PARÁFRASES
Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão A INTEGRAÇÃO DO MUNDO
ajudar no momento de responder as questões A INTEGRAÇÃO DA HUMANIDADE
"O HOMEM UNIDO ” A UNIÃO DO HOMEM
relacionadas a textos. HOMEM + HOMEM = MUNDO
A MACACADA SE UNIU (SÁTIRA)
TEXTO – é um conjunto de idéias organizadas e
relacionadas entre si, formando um todo
significativo capaz de produzir INTERAÇÃO CONDIÇÕES BÁSICAS PARA INTERPRETAR
COMUNICATIVA (capacidade de CODIFICAR E
DECODIFICAR). Fazem-se necessários:
CONTEXTO – um texto é constituído por diversas a) Conhecimento Histórico – literário (escolas e
frases. Em cada uma delas, há uma certa gêneros literários, estrutura do texto), leitura e
informação que a faz ligar-se com a anterior e/ou prática;
com a posterior, criando condições para a
estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades
interligação dá-se o nome de CONTEXTO. Nota-se do texto) e semântico;
que o relacionamento entre as frases é tão grande, OBSERVAÇÃO – na semântica (significado das
que, se uma frase for retirada de seu contexto palavras) incluem-se: homônimos e parônimos,
original e analisada separadamente, poderá ter um denotação e conotação, sinonímia e antonimia,
significado diferente daquele inicial. polissemia, figuras de linguagem, entre outros.
INTERTEXTO - comumente, os textos apresentam c) Capacidade de observação e de síntese e
referências diretas ou indiretas a outros autores
através de citações. Esse tipo de recurso d) Capacidade de raciocínio.
denomina-se INTERTEXTO.
INTERPRETAR x COMPREENDER
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO - o primeiro
objetivo de uma interpretação de um texto é a INTERPRETAR SIGNIFICA COMPREENDER SIGNIFICA
identificação de sua idéia principal. A partir daí, - EXPLICAR, COMENTAR, - INTELECÇÃO,
localizam-se as idéias secundárias, ou JULGAR, TIRAR ENTENDIMENTO, ATENÇÃO AO
fundamentações, as argumentações, ou CONCLUSÕES, DEDUZIR. QUE REALMENTE ESTÁ
explicações, que levem ao esclarecimento das - TIPOS DE ENUNCIADOS ESCRITO.
• Através do texto, INFERE- - TIPOS DE ENUNCIADOS:
questões apresentadas na prova. SE que... •O texto DIZ que...
• É possível DEDUZIR que... • É SUGERIDO pelo autor que...
Normalmente, numa prova, o candidato é •O autor permite • De acordo com o texto, é
convidado a: CONCLUIR que... CORRETA ou ERRADA a
• Qual é a INTENÇÃO do afirmação...
autor ao afirmar que... • O narrador AFIRMA...
1. IDENTIFICAR – é reconhecer os elementos
fundamentais de uma argumentação, de um
processo, de uma época (neste caso, procuram-se ERROS DE INTERPRETAÇÃO
os verbos e os advérbios, os quais definem o
tempo).
É muito comum, mais do que se imagina, a
2. COMPARAR – é descobrir as relações de ocorrência de erros de interpretação. Os mais
semelhança ou de diferenças entre as situações do freqüentes são:
texto.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 1
Português
a) Extrapolação (viagem) ONDE (LUGAR)
Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado
idéias que não estão no texto, quer por QUANDO (TEMPO)
conhecimento prévio do tema quer pela
imaginação. QUANTO (MONTANTE)
b) Redução EXEMPLO:
É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas
a um aspecto, esquecendo que um texto é um Falou tudo QUANTO queria (correto)
conjunto de idéias, o que pode ser insuficiente para Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE,
o total do entendimento do tema desenvolvido. deveria aparecer o demonstrativo O ).
c) Contradição • VÍCIOS DE LINGUAGEM – há os vícios de
Não raro, o texto apresenta idéias contrárias às do linguagem clássicos (BARBARISMO,
candidato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas SOLECISMO,CACOFONIA...); no dia-a-dia, porém ,
e, conseqüentemente, errando a questão. existem expressões que são mal empregadas, e, por
força desse hábito cometem-se erros graves como:
OBSERVAÇÃO - Muitos pensam que há a ótica do
- “ Ele correu risco de vida “, quando a verdade o
escritor e a ótica do leitor. Pode ser que existam,
mas numa prova de concurso qualquer, o que deve risco era de morte.
ser levado em consideração é o que o AUTOR DIZ - “ Senhor professor, eu lhe vi ontem “. Neste caso, o
pronome correto oblíquo átono correto é O .
e nada mais.
- “ No bar: “ME VÊ um café”. Além do erro de posição
do pronome, há o mau uso
COESÃO - é o emprego de mecanismo de sintaxe
que relacionam palavras, orações, frases e/ou
parágrafos entre si. Em outras palavras, a coesão
dá-se quando, através de um pronome relativo,
Dicionário de Interpretação de textos
uma conjunção (NEXOS), ou um pronome oblíquo
átono, há uma relação correta entre o que se vai
dizer e o que já foi dito. A - Atenção ao ler o texto é fundamental.
B - Busque a resposta no texto. Não tente adivinhá-
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão
la. “Chute” só em último caso.
no dia-a-dia e, entre eles, está o mau uso do
pronome relativo e do pronome oblíquo átono. Este C - Coesão: uma frase com erro de coesão pode
depende da regência do verbo; aquele do seu tornar um contexto indecifrável. Contexto: é o
antecedente. Não se pode esquecer também de conjunto de idéias que formam um texto ® o
que os pronomes relativos têm, cada um, valor conteúdo.
semântico, por isso a necessidade de adequação
ao antecedente. D - Deduzir: deduz- se somente através do que o
texto informa.
Os pronomes relativos são muito importantes na
interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz
erros de coesão. Assim sedo, deve-se levar em E - Erros de Interpretação:
consideração que existe um pronome relativo
adequado a cada circunstância, a saber: • Extrapolação ( viagem ): é proibido viajar. Não se
pode permitir que o pensamento voe.
• Redução: síntese serve apenas para facilitar o
entendimento do contexto e para fixar a idéia
QUE (NEUTRO) - RELACIONA-SE COM principal. Na hora de responder lê-se o texto
QUALQUER ANTECEDENTE. MAS DEPENDE novamente.
DAS CONDIÇÕES DA FRASE. • Contradição: é proibido contradizer o autor. Só se
contradiz se solicitado.
QUAL (NEUTRO) IDEM AO ANTERIOR.
F – Figuras de linguagem: conhecê-las bem ajudam
QUEM (PESSOA) a compreender o texto e, até, as questões.
CUJO (POSSE) - ANTES DELE, APARECE O G – Gramática: é a “alma” do texto. Sem ela, não
POSSUIDOR E DEPOIS, O OBJETO POSSUÍDO. haverá texto interpretável. Portanto, estude-a
bastante.
COMO (MODO)
H - História da Literatura: reconhecer as escolas e
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 2
Português
os gêneros literários é fundamental. Revise seus
apontamentos de literatura. S – Semântica: é a parte da gramática que estuda o
significado das palavras. É bom estudar: homônimos
I – Interpretação: o ato de interpretar tem primeiro e parônimos, denotação e conotação, polissemia,
e principal objetivo a identificação da idéia principal. sinônimos e antônimos. Não esqueça que a mudança
• Intertexto: são as citações que complementam, de um “i “ para “e” pode mudar o significado da
ou reforçam, o enfoque do autor . palavra e do contexto.
J – Jamais responda “de cabeça”. Volte sempre ao IMINENTE - EMINENTE
texto.
T – Texto: basicamente, é um conjunto de IDÉIAS
L – Localizar-se no contexto permite que o (Assunto) ORGANIZADAS (Estrutura).
candidato DESCUBRA a resposta. (INTRODUÇÃO-ARGUMENTAÇÃO-CONCLUSÃO)
M – Mensagem: às vezes, a mensagem não é U – Uma vez, contaram a você que existem a ótica
explícita, mas o contexto informa qual a intenção do do escritor e a ótica do leitor. É MENTIRA! Você deve
autor. responder às questões de acordo com o escritor.
N – Nexos: são importantíssimos na coesão. V – Vícios: esses “errinhos” do cotidiano atrapalham
Estude os pronomes relativos e as conjunções. muito na interpretação. Não deixe que eles interfiram
no seu conhecimento.
O – Observação: se você não é bom observador,
comece a praticar HOJE, pois essa capacidade X – Xerocar os conteúdos, isto é, decorá-los não é o
está intimamente ligada à suficiente: é necessário raciocinar.
atenção. OBSERVAÇÃO = ATENÇÃO = BOA
INTERPRETAÇÃO. Z – Zebra não existe: o que existe é a falta de
informação. Portanto, informe-se!.
P – Parafrasear: é dizer o mesmo que está no
texto com outras palavras. É o mais conhecido
“pega – ratão“ das provas.
QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES:
Q – Questões de alternativas ( de “a” a “e” ):
devem ser todas lidas. Nunca se convença de que exercícios de Interpretação de texto II
a resposta é a letra “a” . Duvide e leia até a letra “e”, Leia o texto para responder às próximas 3 questões.
pois a resposta correta pode estar aqui.
Sobre os perigos da leitura
R – Roteiro de Interpretação
Nos tempos em que eu era professor da
Na hora de interpretar um texto, alguns cuidados Unicamp, fui designado presidente da comissão
são necessários: encarregada da seleção dos candidatos ao
doutoramento, o que é um sofrimento. Dizer esse
a) ler atentamente todo o texto, procurando entra, esse não entra é uma responsabilidade
focalizar sua idéia central; dolorida da qual não se sai sem sentimentos de
b) interpretar as palavras desconhecidas através do culpa. Como, em 20 minutos de conversa, decidir
contexto; sobre a vida de uma pessoa amedrontada? Mas não
c) reconhecer os argumentos que dão sustentação havia alternativas. Essa era a regra. Os candidatos
a idéia central; amontoavam-se no corredor recordando o que
d) identificar as objeções à idéia central; haviam lido da imensa lista de livros cuja leitura era
e) sublinhar os exemplos que foram empregados exigida. Aí tive uma ideia que julguei brilhante.
como ilustração da idéia central; Combinei com os meus colegas que faríamos a todos
f) antes de responder as questões, ler mais de uma os candidatos uma única pergunta, a mesma
vez todo o texto, fazendo o mesmo com as pergunta. Assim, quando o candidato entrava trêmulo
questões e as alternativas; e se esforçando por parecer confiante, eu lhe fazia a
g) a cada questão, voltar ao texto, não responder pergunta, a mais deliciosa de todas: “Fale-nos sobre
“de cabeça”; aquilo que você gostaria de falar!”. [...]
h) se preferir, faça anotações à margem ou A reação dos candidatos, no entanto, não
esquematize o texto; foi a esperada. Aconteceu o oposto: pânico. Foi como
i) se o enunciado pedir a idéia principal, ou tema, se esse campo, aquilo sobre o que eles gostariam de
estará situada na introdução, na conclusão, ou no falar, lhes fosse totalmente desconhecido, um vazio
título; imenso. Papaguear os pensamentos dos outros, tudo
j) se o enunciado pedir a argumentação, esta estará bem. Para isso, eles haviam sido treinados durante
localizada, normalmente, no corpo do texto. toda a sua carreira escolar, a partir da infância. Mas
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 3
Português
falar sobre os próprios pensamentos – ah, isso não país. “Nos Estados Unidos, por exemplo, a ideia de
lhes tinha sido ensinado! que tempo é dinheiro tem um alto valor cultural. Os
Na verdade, nunca lhes havia passado brasileiros, em comparação, dão mais importância às
pela cabeça que alguém pudesse se interessar por relações sociais e são mais dispostos a perdoar
aquilo que estavam pensando. Nunca lhes havia atrasos”, diz o psicólogo. Uma série de entrevistas
passado pela cabeça que os seus pensamentos com cariocas, por exemplo, revelou que a maioria
pudessem ser importantes. considera aceitável que um convidado chegue mais
de duas horas depois do combinado a uma festa de
(Rubem Alves, [Link]. Adaptado) aniversário. Pode-se argumentar que os brasileiros
são obrigados a ser mais flexíveis com os horários
porque a infraestrutura não ajuda. Como ser pontual
(TJ/SP – 2010 – VUNESP) 21 - De acordo com o se o trânsito é um pesadelo e não se pode confiar no
texto, os candidatos transporte público?
(A) não tinham assimilado suas leituras. (Veja, 02.12.2009)
(B) só conheciam o pensamento alheio.
(C) tinham projetos de pesquisa deficientes. (TJ/SP – 2010 – VUNESP) 24 - De acordo com o
(D) tinham perfeito autocontrole. texto, os brasileiros são piores do que outros povos
(E) ficavam em fila, esperando a vez. em
(A) eficiência de correios e andar a pé.
(TJ/SP – 2010 – VUNESP) 22 - O autor entende (B) ajuste de relógios e andar a pé.
que os candidatos deveriam (C) marcar compromissos fora de hora.
(D) criar desculpas para atrasos.
(A) ter opiniões próprias. (E) dar satisfações por atrasos.
(B) ler os textos requeridos.
(C) não ter treinamento escolar.
(D) refletir sobre o vazio. (TJ/SP – 2010 – VUNESP) 25 - Pondo foco no
(E) ter mais equilíbrio. processo de coesão textual do 2.º parágrafo, pode-se
concluir que Levine é um
(TJ/SP – 2010 – VUNESP) 23 - A expressão “um (A) jornalista.
vazio imenso” (3.º parágrafo) refere-se a (B) economista.
(C) cronometrista.
(A) candidatos. (D) ensaísta.
(B) pânico. (E) psicólogo.
(C) eles.
(D) reação.
(E) esse campo. (TJ/SP – 2010 – VUNESP) 26 - A expressão chá de
cadeira, no texto, tem o significado de
Leia o texto para responder às próximas 3
questões. (A) bebida feita com derivado de pinho.
(B) ausência de convite para dançar.
No fim da década de 90, atormentado (C) longa espera para conseguir assento.
pelos chás de cadeira que enfrentou no Brasil, (D) ficar sentado esperando o chá.
Levine resolveu fazer um levantamento em grandes (E) longa espera em diferentes situações.
cidades de 31 países para descobrir como
diferentes culturas lidam com a questão do tempo.
A conclusão foi que os brasileiros estão entre os Leia o texto para responder às próximas 4 questões.
povos mais atrasados – do ponto de vista temporal,
bem entendido – do mundo. Foram analisadas a
velocidade com que as pessoas percorrem
determinada distância a pé no centro da cidade, o
número de relógios corretamente ajustados e a
eficiência dos correios. Os brasileiros pontuaram
muito mal nos dois primeiros quesitos. No ranking
geral, os suíços ocupam o primeiro lugar. O país
dos relógios é, portanto, o que tem o povo mais
pontual. Já as oito últimas posições no ranking são
ocupadas por países pobres.
O estudo de Robert Levine associa a
administração do tempo aos traços culturais de um
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 4
Português
(E) a FIFA não ter cancelado o jogo em que a França
se classificou.
(TJ/SP – 2010 – VUNESP) 28 - A expressão o gato
subiu no telhado é parte de uma conhecida anedota
em que uma mulher, depois de contar abruptamente
ao marido que seu gato tinha morrido, é advertida de
que deveria ter dito isso aos poucos: primeiramente,
que o gato tinha subido no telhado, depois, que tinha
caído e, depois, que tinha morrido. No texto em
questão, a expressão pode ser interpretada da
seguinte maneira:
(A) foi com a “mão do gato” que Thierry assegurou a
classificação da França.
(B) Thierry era um bom jogador antes de ter agido
com má fé.
(C) a Gillette já cortou, de fato, o contrato com o
jogador francês.
(D) a Fifa reprovou amplamente a atitude
Zelosa com sua imagem, a empresa antiesportiva de Thierry Henry.
multinacional Gillette retirou a bola da mão, em uma (E) a situação de Thierry, como garoto-propaganda
das suas publicidades, do atacante francês Thierry da Gillette, ficou instável.
Henry, garoto-propaganda da marca com quem tem
um contrato de 8,4 milhões de dólares anuais. A
jogada previne os efeitos desastrosos para vendas (TJ/SP – 2010 – VUNESP) 29 - A expressão diz que
de seus produtos, depois que o jogador trapaceou, não, no final do 2.º parágrafo, significa que
tocando e controlando a bola com a mão, para
ajudar no gol que classificou a França para a Copa (A) a Procter & Gamble nega o rompimento do
do Mundo de 2010. (...) contrato.
Na França, onde 8 em cada dez franceses (B) o jogo em que a França se classificou deve ser
reprovam o gesto irregular, Thierry aparece com a refeito.
mão no bolso. Os publicitários franceses acham (C) a repercussão na França foi bastaPnte negativa.
que o gato subiu no telhado. A Gillette prepara o (D) a Procter & Gamble é proprietária da Gillette.
rompimento do contrato. O serviço de comunicação (E) os publicitários franceses se opõem a Thierry.
da gigante Procter & Gamble, proprietária da
Gillette, diz que não.
Em todo caso, a empresa gostaria que o (TJ/SP – 2010 – VUNESP) 30 - Segundo a revista
jogo fosse refeito, que a trapaça não tivesse Forbes,
acontecido. Na impossibilidade, refez o que está ao
seu alcance, sua publicidade. (A) Thierry deverá perder muito dinheiro daqui para
Segundo lista da revista Forbes, Thierry frente.
Henry é o terceiro jogador de futebol que mais lucra (B) há três jogadores que faturam mais que Thierry
com a publicidade – seus contratos somam 28 em publicidade.
milhões de dólares anuais. (...) (C) o jogador francês possui contratos publicitários
milionários.
(Veja, 02.11.2009. Adaptado) (D) o ganho de Thierry, somado à publicidade,
ultrapassa 28 milhões.
(E) é um absurdo o que o jogador ganha com o
(TJ/SP – 2010 – VUNESP) 27 - A palavra jogada, futebol e a publicidade.
em – A jogada previne os efeitos desastrosos para
venda de seus produtos... – refere-se ao fato de
As 2 questões a seguir baseiam-se no texto abaixo.
(A) Thierry Henry ter dado um passe com a mão
para o gol da França. Em 2008, Nicholas Carr assinou, na revista
(B) a Gillette ter modificado a publicidade do The Atlantic, o polêmico artigo "Estará o Google nos
futebolista francês. tornando estúpidos?" O texto ganhou a capa da
(C) a Gillete não concordar com que a França revista e, desde sua publicação, encontra-se entre os
dispute a Copa do Mundo. mais lidos de seu website. O autor nos brinda agora
(D) Thierry Henry ganhar 8,4 milhões de dólares com The Shallows: What the internet is doing with
anuais com a propaganda. our brains, um livro instrutivo e provocativo, que
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 5
Português
dosa linguagem fluida com a melhor tradição dos distraídas, comprometendo a formulação de
livros de disseminação científica. raciocínios mais sofisticados.
Novas tecnologias costumam provocar (D) Usar a internet estimula funções cerebrais, pelas
incerteza e medo. As reações mais estridentes nem facilidades de percepção e de domínio de assuntos
sempre têm fundamentos científicos. Curiosamente, diversificados e de formatos diferenciados de textos,
no caso da internet, os verdadeiros fundamentos que permitem uma leitura dinâmica e de acordo com
científicos deveriam, sim, provocar reações muito o interesse do usuário.
estridentes. Carr mergulha em dezenas de estudos (E) O novo livro de Nicholas Carr, a ser publicado,
científicos sobre o funcionamento do cérebro desperta a curiosidade do leitor pelo tratamento
humano. Conclui que a internet está provocando ficcional que seu autor aplica a situações concretas
danos em partes do cérebro que constituem a base do funcionamento do cérebro, trazidas pelo uso
do que entendemos como inteligência, além de nos disseminado da internet.
tornar menos sensíveis a sentimentos como
compaixão e piedade.
O frenesi hipertextual da internet, com (MP/RS – 2010 – FCC) 32 - Curiosamente, no caso
seus múltiplos e incessantes estímulos, adestra da internet, os verdadeiros fundamentos científicos
nossa habilidade de tomar pequenas decisões. deveriam, sim, provocar reações muito estridentes. O
Saltamos textos e imagens, traçando um caminho autor, para embasar a opinião exposta no 2o
errático pelas páginas eletrônicas. No entanto, esse parágrafo,
ganho se dá à custa da perda da capacidade de
alimentar nossa memória de longa duração e (A) se vale da enorme projeção conferida ao
estabelecer raciocínios mais sofisticados. Carr pesquisador antes citado, ironicamente oferecida
menciona a dificuldade que muitos de nós, depois pela própria internet, em seu website.
de anos de exposição à internet, agora (B) apoia-se nas conclusões de Nicholas Carr,
experimentam diante de textos mais longos e baseadas em dezenas de estudos científicos sobre o
elaborados: as sensações de impaciência e de funcionamento do cérebro humano.
sonolência, com base em estudos científicos sobre (C) condena, desde o início, as novas tecnologias,
o impacto da internet no cérebro humano. Segundo cujo uso indiscriminado vem provocando danos em
o autor, quando navegamos na rede, "entramos em partes do cérebro.
um ambiente que promove uma leitura apressada, (D) considera, como base inicial de constatação a
rasa e distraída, e um aprendizado superficial." respeito do uso da internet, que ela nos torna menos
A internet converteu-se em uma sensíveis a sentimentos como compaixão e piedade.
ferramenta poderosa para a transformação do (E) questiona a ausência de fundamentos científicos
nosso cérebro e, quanto mais a utilizamos, que, no caso da internet, [...] deveriam, sim, provocar
estimulados pela carga gigantesca de informações, reações muito estridentes.
imersos no mundo virtual, mais nossas mentes são
afetadas. E não se trata apenas de pequenas
alterações, mas de mudanças substanciais físicas e As 2 questões a seguir baseiam-se no texto abaixo.
funcionais. Essa dispersão da atenção vem à custa
da capacidade de concentração e de reflexão. Também nas cidades de porte médio,
localizadas nas vizinhanças das regiões
(Thomaz Wood Jr. Carta capital, 27 de outubro de metropolitanas do Sudeste e do Sul do país, as
2010, p. 72, com adaptações) pessoas tendem cada vez mais a optar pelo carro
para seus deslocamentos diários, como mostram
dados do Departamento Nacional de Trânsito. Em
(MP/RS – 2010 – FCC) 31 - O assunto do texto está consequência, congestionamentos, acidentes,
corretamente resumido em: poluição e altos custos de manutenção da malha
viária passaram a fazer parte da lista dos principais
(A) O uso da internet deveria motivar reações problemas desses municípios.
contrárias de inúmeros especialistas, a exemplo de Cidades menores, com custo de vida
Nicholas Carr, que procura descobrir as conexões menos elevado que o das capitais, baixo índice de
entre raciocínio lógico e estudos científicos sobre o desemprego e poder aquisitivo mais alto, tiveram
funcionamento do cérebro. suas frotas aumentadas em progressão geométrica
(B) O mundo virtual oferecido pela internet propicia nos últimos anos. A facilidade de crédito e a isenção
o desenvolvimento de diversas capacidades de impostos são alguns dos elementos que têm
cerebrais em todos aqueles que se dedicam a essa colaborado para a realização do sonho de ter um
navegação, ainda pouco estudadas e explicitadas carro. E os brasileiros desses municípios passaram a
em termos científicos. utilizar seus carros até para percorrer curtas
(C) Segundo Nicholas Carr, o uso frequente da distâncias, mesmo perdendo tempo em
internet produz alterações no funcionamento do congestionamentos e apesar dos alertas das
cérebro, pois estimula leituras superficiais e autoridades sobre os danos provocados ao meio
ambiente pelo aumento da frota.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 6
Português
Além disso, carro continua a ser sinônimo crédito e a isenção de impostos, que são alguns dos
de status para milhões de brasileiros de todas as elementos que têm colaborado para a realização do
regiões. A sua necessidade vem muitas vezes em sonho dos brasileiros de ter um carro.
segundo lugar. Há 35,3 milhões de veículos em (D) É nas cidades menores, com custo de vida
todo o país, um crescimento de 66% nos últimos menos elevado que o das capitais, baixo índice de
nove anos. Não por acaso oito Estados já registram desemprego e poder aquisitivo mais alto, que tiveram
mais mortes por acidentes no trânsito do que por suas frotas aumentadas em progressão geométrica
homicídios. nos últimos anos pela facilidade de crédito e a
isenção de impostos são alguns dos elementos que
(O Estado de S. Paulo, Notas e Informações, A3, tem colaborado para a realização do sonho de ter um
11 de setembro de 2010, com adaptações) carro.
(E) Os brasileiros de cidades menores passaram até
a percorrer curtas distâncias com seus carros, pela
(MP/RS – 2010 – FCC) 33 - Não por acaso oito facilidade de crédito e a isenção de impostos, que
Estados já registram mais mortes por acidentes no são elementos que têm colaborado para a realização
trânsito do que por homicídios. A afirmativa final do do sonho de tê-los, e com custo de vida menos
texto surge como elevado que o das capitais, baixo índice de
desemprego e poder aquisitivo mais alto, tiveram
(A) constatação baseada no fato de que os suas frotas aumentadas em progressão geométrica
brasileiros desejam possuir um carro, mas perdem nos últimos anos.
muito tempo em congestionamentos.
(B) observação irônica quanto aos problemas
decorrentes do aumento na utilização de carros, Leia o texto para responder às próximas 4 questões.
com danos provocados ao meio ambiente.
(C) comprovação de que a compra de um carro é Os eletrônicos “verdes”
sinônimo de status e, por isso, constitui o maior
sonho de consumo do brasileiro. Vai bem a convivência entre a indústria de
(D) hipótese de que a vida nas cidades menores eletrônica e aquilo que é politicamente correto na
tem perdido qualidade, pois os brasileiros desses área ambiental. É seguindo essa trilha “verde” que a
municípios passaram a utilizar seus carros até para Motorola anunciou o primeiro celular do mundo feito
percorrer curtas distâncias. de garrafas plásticas recicladas. Ele se chama W233
(E) conclusão coerente com todo o Eco e é também o primeiro telefone com certificado
desenvolvimento, a partir de um título que poderia CarbonFree, que prevê a compensação do carbono
ser: Carro, problema que se agrava. emitido na fabricação e distribuição de um produto.
Se um celular pode ser feito de garrafas, por que não
se produz um laptop a partir do bambu? Essa ideia
(MP/RS – 2010 – FCC) 34 - As ideias mais ganhou corpo com a fabricante taiwanesa Asus:
importantes contidas no 2o parágrafo constam, com tratase do Eco Book que exibe revestimento de tiras
lógica e correção, de: dessa planta. Computadores “limpos” fazem uma
importante diferença no efeito estufa e para se ter
(A) A facilidade de crédito e a isenção de impostos uma noção do impacto de sua produção e utilização
são alguns elementos que tem colaborado para a basta olhar o resultado de uma pesquisa da empresa
realização do sonho de ter um carro nas cidades americana de consultoria Gartner Group. Ela revela
menores, e os brasileiros desses municípios que a área de TI (tecnologia da informação) já é
passaram a utilizar seus carros para percorrer responsável por 2% de todas as emissões de dióxido
curtas distâncias, além dos congestionamentos e de carbono na atmosfera.
dos alertas das autoridades sobre os danos Além da pesquisa da Gartner, há um estudo
provocados ao meio ambiente pelo aumento da realizado nos EUA pela Comunidade do Vale do
frota. Silício. Ele aponta que a inovação “verde” permitirá
(B) Cidades menores tiveram suas frotas adotar mais máquinas com o mesmo consumo de
aumentadas em progressão geométrica nos últimos energia elétrica e reduzir os custos de orçamento.
anos em razão da facilidade de crédito e da isenção Russel Hancock, executivo-chefe da Fundação da
de impostos, elementos que têm colaborado para a Comunidade do Vale do Silício, acredita que as
aquisição de carros que passaram a ser utilizados tecnologias “verdes” também conquistarão espaço
até mesmo para percorrer curtas distâncias, apesar pelo fato de que, atualmente, conta pontos junto ao
dos congestionamentos e dos alertas das consumidor ter-se uma imagem de empresa
autoridades sobre os danos provocados ao meio sustentável.
ambiente. O estudo da Comunidade chegou às mãos
(C) O menor custo de vida em cidades menores, do presidente da Apple, Steve Jobs, e o fez render-se
com baixo índice de desemprego e poder aquisitivo às propostas do “ecologicamente correto” – ele era
mais alto, aumentaram suas frotas em progressão duramente criticado porque dava aval à utilização de
geométrica nos últimos anos, com a facilidade de mercúrio, altamente prejudicial ao meio ambiente, na
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 7
Português
produção de seus iPods e laptops. Preocupado em (C) atualmente, a indústria de eletrônicos leva em
não perder espaço, Jobs lançou a nova linha do conta o efeito estufa.
Macbook Pro com estrutura de vidro e alumínio, (D) os laptops feitos com fibra de bambu têm maior
tudo reciclável. E a RITI Coffee Printer chegou à durabilidade.
sofisticação de criar uma impressora que, em vez (E) equipamentos ecologicamente corretos não têm
de tinta, se vale de borra de café ou de chá no um mercado de vendas assegurado.
processo de impressão. Basta que se coloque a
folha de papel no local indicado e se despeje a
borra de café no cartucho – o equipamento não é (CREMESP – 2011 - VUNESP) 38 - O presidente da
ligado em tomada e sua energia provém de ação Apple, Steve Jobs,
mecânica transformada em energia elétrica a partir
de um gerador. Se pensarmos em quantos (A) preocupa-se com o carbono emitido na fabricação
cafezinhos são tomados diariamente em grandes de produtos eletrônicos.
empresas, dá para satisfazer perfeitamente a (B) pesquisa acerca do uso de bambu em teclados
demanda da impressora. de laptops.
(C) descobriu que impressoras cujos cartuchos são
(Luciana Sgarbi, Revista Época, 22.09.2009. de borra de chá não duram muito.
Adaptado) (D) responsabiliza a fabricação de celulares pelas
emissões de dióxido de carbono no meio ambiente.
(E) está de acordo com outras empresas a favor do
(CREMESP – 2011 - VUNESP) 35 - Leia o trecho: uso de materiais recicláveis em eletrônicos.
Vai bem a convivência entre a indústria de
eletrônica e aquilo que é politicamente correto na
área ambiental. É correto afirmar que a frase inicial (CREMESP – 2011 - VUNESP) 39 - No texto, o
do texto pode ser interpretada como estudo realizado pela Comunidade do Vale do Silício
(A) a união das empresas Motorola e RITI Coffee (A) é o primeiro passo para a implantação de laptops
Printer para criar um novo celular com fibra de feitos com tiras de bambu.
bambu. (B) contribuirá para que haja mais lucro nas
(B) a criação de um equipamento eletrônico com empresas, com redução de custos.
estrutura de vidro que evita a emissão de dióxido de (C) ainda está pesquisando acerca do uso de
carbono na atmosfera. mercúrio em eletrônicos.
(C) o aumento na venda de celulares feitos com (D) será decisivo para evitar o efeito estufa na
CarbonFree, depois que as empresas nacionais se atmosfera.
uniram à fabricante taiwanesa. (E) permite a criação de uma impressora que
(D) o compromisso firmado entre a empresa Apple funciona com energia mecânica.
e consultoria Gartner Group para criar celulares
sem o uso de carbono.
(E) a preocupação de algumas empresas em Leia o texto para responder à questão a seguir.
criarem aparelhos eletrônicos que não agridam o
meio ambiente. Quanto veneno tem nossa comida?
(CREMESP – 2011 - VUNESP) 36 - Em – Desde que os pesticidas sintéticos
Computadores “limpos” fazem uma importante começaram a ser produzidos em larga escala, na
diferença no efeito estufa... – a expressão entre década de 1940, há dúvidas sobre o perigo para a
aspas pode ser substituída, sem alterar o sentido saúde humana. No campo, em contato direto com
no texto, por: agrotóxicos, alguns trabalhadores rurais
apresentaram intoxicações sérias. Para avaliar o
(A) com material reciclado. risco de gente que apenas consome os alimentos,
(B) feitos com garrafas plásticas. cientistas costumam fazer testes com ratos e cães,
(C) com arquivos de bambu. alimentados com doses altas desses venenos. A
(D) feitos com materiais retirados da natureza. partir do resultado desses testes e da análise de
(E) com teclado feito de alumínio. alimentos in natura (para determinar o grau de
resíduos do pesticida na comida), a Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece os valores
(CREMESP – 2011 - VUNESP) 37 - A partir da máximos de uso dos agrotóxicos para cada cultura.
leitura do texto, pode-se concluir que Esses valores têm sido desrespeitados, segundo as
amostras da Anvisa. Alguns alimentos têm excesso
(A) as pesquisas na área de TI ainda estão em fase de resíduos, outros têm resíduos de agrotóxicos que
inicial. nem deveriam estar lá. Esses excessos,
(B) os consumidores de eletrônicos não se isoladamente, não são tão prejudiciais, porque em
preocupam com o material com que são feitos. geral não ultrapassam os limites que o corpo humano
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 8
Português
aguenta. O maior problema é que eles se somam – TIPOS DE TEXTOS VERBAIS, NÃO VERBAIS,
ninguém come apenas um tipo de alimento. LITERÁRIOS E NÃO LITERÁRIOS.
(Francine Lima, Revista Época, 09.08.2010)
O que é linguagem? É o uso da língua como forma
de expressão e comunicação entre as pessoas.
Agora, a linguagem não é somente um conjunto de
(CREMESP – 2011 - VUNESP) 40 - Com a leitura
palavras faladas ou escritas, mas também de gestos
do texto, pode-se afirmar que
e imagens. Afinal, não nos comunicamos apenas
pela fala ou escrita, não é verdade?
(A) segundo testes feitos em animais, os
agrotóxicos causam intoxicações.
Então, a linguagem pode ser verbalizada, e daí vem
(B) a produção em larga escala de pesticidas
a analogia ao verbo. Você já tentou se pronunciar
sintéticos tem ocasionado doenças incuráveis.
sem utilizar o verbo? Se não, tente, e verá que é
(C) as pessoas que ingerem resíduos de impossível se ter algo fundamentado e coerente!
agrotóxicos são mais propensas a terem doenças Assim, a linguagem verbal é que se utiliza de
de estômago.
palavras quando se fala ou quando se escreve.
(D) os resíduos de agrotóxicos nos alimentos
podem causar danos ao organismo. A linguagem pode ser não verbal, ao contrário da
(E) os cientistas descobriram que os alimentos in
verbal, não se utiliza do vocábulo, das palavras para
natura têm menos resíduos de agrotóxicos.
se comunicar. O objetivo, neste caso, não é de expor
verbalmente o que se quer dizer ou o que se está
pensando, mas se utilizar de outros meios
comunicativos, como: placas, figuras, gestos, objetos,
cores, ou seja, dos signos visuais.
GABARITO
Vejamos: um texto narrativo, uma carta, o diálogo,
21 - B uma entrevista, uma reportagem no jornal escrito ou
22 - A televisionado, um bilhete? Linguagem verbal!
23 - E
24 - B Agora: o semáforo, o apito do juiz numa partida de
25 - E futebol, o cartão vermelho, o cartão amarelo, uma
dança, o aviso de “não fume” ou de “silêncio”, o
26 - E
bocejo, a identificação de “feminino” e “masculino”
27 - B através de figuras na porta do banheiro, as placas de
28 - E trânsito? Linguagem não verbal!
29 - A
30 - C A linguagem pode ser ainda verbal e não verbal ao
31 - C mesmo tempo, como nos casos das charges,
32 - B cartoons e anúncios publicitários.
33 - E
34 - B
35 - E
36 - A
37 - C Observe alguns exemplos:
38 - E
39 - B
40 - D
Cartão vermelho – denúncia de
falta grave no futebol.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 9
Português
TEXTOS LITERÁRIOS E NÃO LITERÁRIOS
Existem textos que se classificam como literários e
não literários, portanto, este artigo pretende
Charge do autor Tacho evidenciar as suas particularidades e esclarecer as
– exemplo de linguagem verbal (óxente, polo norte maneiras de distingui-los.
2100) e não verbal (imagem: sol, cactus, pinguim).
O texto para ser considerado literário precisa ter
uma elaboração peculiar e especial ao referir-se aos
fatos presentes no texto. Nesses textos é possível
perceber traços que não existem nos não literários.
Para ser chamado de literatura, o texto precisa ter
uma linguagem bem elaborada, de modo que ela seja
artística, e o universo descrito até então é
desconhecido do leitor, pois faz parte apenas do
universo imaginário, entretanto, sem perder sua
interação com o mundo real.
Placas de trânsito – à
frente “proibido andar de bicicleta”, atrás “quebra- Essa interação ocorre por meio de vários recursos,
molas”. dentre eles: pontuação diferenciada, figuras de
linguagem e vocabulário bem selecionado para
transmitir o que se pretende. Geralmente, o texto
embasado nesses fatores revela emoção,
pessoalidade e é detentor de simbologia, arte e
beleza que transcendem às palavras no papel.
Esse tipo também pode ter musicalidade e ritmo,
experimentos no que tange à organização das frases
e construção de parágrafos, tudo a fim de tocar a
Símbolo que se coloca na porta
sensibilidade do leitor. A identificação desses
para indicar “sanitário masculino”.
elementos é fundamental para a identificação do
texto literário, em oposição ao não literário. São
considerados literários: crônicas, contos, novelas,
romances e poemas.
Os não literários são os textos corriqueiros que não
possuem elementos artísticos, construções
diferenciadas ou recursos que denotem a eles caráter
único. Encaixam-se como textos não literários
anúncios, notícias jornalísticas, textos técnicos de
distintas áreas do conhecimento e relatórios
científicos.
Imagem indicativa de
“silêncio”.
Semáforo com sinal amarelo
advertindo “atenção”.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 10
Português
Chegam vozes. Chega um silêncio que me diz as
revoltas as lágrimas os
cansaços.
Chegam palavras que me apertam nos seus braços.
Chegam notícias do meu país.
………
Chegam palavras com guitarras de Lisboa.
Chegam palavras que me sentam a sua mesa para
falar das nossas coisas: trigo
e tristeza. Trevo e sal.
Chegam palavras que me trazem vinho e boroa.
Chegam palavras que me trazem Portugal.
Manuel Alegre,
Texto não literário
S. Mateus, 10 de Setembro de 2002
Meu caro Hugulino:
Exemplos
Bem sei que é mais moderno enviar um e-
Texto literário e Texto não literário mail, mas nem tu tens Internet, nem eu perdi a mania
de escrever cartas. E, depois, tempo é o que não me
Texto não literário falta.
Indo directamente ao que interessa: a festa é
S. Mateus, 10 de Setembro de 2002 no dia 5 de Outubro, na casa das tulipas como da
Meu caro Hugulino: outra vez. Presentes, entre outras vão estar a
Pezinhos-de-lã, a Lô Proveta, a Sidónia dos caracóis
Bem sei que é mais moderno enviar um e- e, claro está, aquela por quem tanto suspiras. É
mail, mas nem tu tens Internet, nem eu perdi a preciso enviar-te um convite?
mania de escrever cartas. E, depois, tempo é o que Há actividades surpresa, e eu hei-de descobrir
não me falta. onde o meu avô guarda a chave da despensa. O
Indo directamente ao que interessa: a festa é resto ficará, como sempre, dependente da
no dia 5 de Outubro, na casa das tulipas como da imaginação de cada um.
outra vez. Presentes, entre outras vão estar a E pronto. Sei que não és de muitas leituras.
Pezinhos-de-lã, a Lô Proveta, a Sidónia dos Fico-me por aqui, embora isto pareça mais um
caracóis e, claro está, aquela por quem tanto telegrama do que uma carta.
suspiras. É preciso enviar-te um convite?
Há actividades surpresa, e eu hei-de Um grande abraço do
descobrir onde o meu avô guarda a chave da sempre teu amigo,
despensa. O resto ficará, como sempre,
dependente da imaginação de cada um. Joaquim
E pronto. Sei que não és de muitas leituras. P.S.: Traz aquela tua vizinha morena.
Fico-me por aqui, embora isto pareça mais um
telegrama do que uma carta.
Um grande abraço do
sempre teu amigo, Texto literário
Joaquim Correio
P.S.: Traz aquela tua vizinha morena.
Chegam cartas. Chegam pedaços do meu país.
Chegam vozes. Chega um silêncio que me diz as
revoltas as lágrimas os
Texto literário cansaços.
Chegam palavras que me apertam nos seus braços.
Correio Chegam notícias do meu país.
………
Chegam cartas. Chegam pedaços do meu país. Chegam palavras com guitarras de Lisboa.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 11
Português
Chegam palavras que me sentam a sua mesa para tempo, umas após outras. Toda ação pressupõe a
falar das nossas coisas: trigo existência de um personagem ou actante que a
e tristeza. Trevo e sal. prática em determinado momento e em determinado
Chegam palavras que me trazem vinho e boroa. lugar, por isso temos quatro dos seis componentes
Chegam palavras que me trazem Portugal. fundamentais de que um emissor ou narrador se
serve para criar um ato narrativo: personagem, ação,
espaço e tempo em desenvolvimento. Os outros dois
componentes da narrativa são: narrador e enredo ou
trama.
Descrever é pintar um quadro, retratar um objeto, um
personagem, um ambiente. O ato descritivo difere do
narrativo, fundamentalmente, por não se preocupar
com a seqüência das ações, com a sucessão dos
momentos, com o desenrolar do tempo. A descrição
encara um ou vários objetos, um ou vários
NARRAÇÃO, DESCRIÇÃO E DISSERTAÇÃO personagens, uma ou várias ações, em um
determinado momento, em um mesmo instante e em
NARRAÇÃO: Desenvolvimento de ações. Tempo uma mesma fração da linha cronológica. É a foto de
em andamento. um instante.
DESCRIÇÃO: Retrato através de palavras. Tempo A descrição pode ser estática ou dinâmica.
estático.
A descrição estática não envolve ação.
DISSERTAÇÃO: Desenvolvimento de idéias. Exemplos: "Uma velha gorda e suja."
Temporais/Atemporais. "Árvore seca de galhos grossos e retorcidos."
Texto A descrição dinâmica apresenta um conjunto de
ações concomitantes, isto é, um conjunto de ações
Em um cinema, um fugitivo corre que acontecem todas ao mesmo tempo, como em
desabaladamente por uma floresta fechada, uma fotografia. No texto, a partir do momento em que
fazendo ziguezagues. Aqui tropeça em uma raiz e o operador pára as máquinas projetoras, todas as
cai, ali se desvia de um espinheiro, lá transpõe um ações que se vêem na tela estão ocorrendo
paredão de pedras ciclópicas, em seguida simultaneamente, ou seja, estão compondo uma
atravessa uma correnteza a fortes braçadas, mais descrição dinâmica. Descrição porque todas as
adiante pula um regato e agora passa, em carreira ações acontecem ao mesmo tempo, dinâmica porque
vertiginosa, por pequena aldeia, onde pessoas se inclui ações.
encontram em atividades rotineiras.
Neste momento, o operador pára as máquinas e Dissertar diz respeito ao desenvolvimento de idéias,
tem-se na tela o seguinte quadro: um homem (o de juízos, de pensamentos.
fugitivo), com ambos os pés no ar, as pernas Exemplos:
abertas em larguíssima passada como quem corre, "As circunstâncias externas determinam rigidamente
um menino com um cachorro nos braços a natureza dos seres vivos, inclusive o homem..."
estendidos, o rosto contorcido pelo pranto, como "Nem a vontade, nem a razão podem agir
quem oferece o animalzinho a uma senhora de independentemente de seu condicionamento
olhar severo que aponta uma flecha para algum passado."
ponto fora do enquadramento da tela; um rapaz
troncudo puxa, por uma corda, uma égua que se
faz acompanhar de um potrinho tão inseguro
quanto desajeitado; um pajé velho, acocorado perto
de uma choça, tira baforadas de
um longo e primitivo cachimbo; uma velha gorda e
suja dorme em uma já bastante desfiada rede de
embira fina, pendurada entre uma árvore seca, de
galhos grossos e retorcidos e uma cabana recém
construída, limpa, alta, de palhas de buriti muito
bem amarradas...
Antes de exercitar com o texto, pense no seguinte:
Narrar é contar uma história. A Narração é uma
seqüência de ações que se desenrolam na linha do
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 12
Português
Além disso, relembre-se que, por coesão, entende-se
ligação, relação, nexo entre os elementos que
compõem a estrutura textual.
Há diversas formas de se garantir a coesão
entre os elementos de uma frase ou de um texto:
Na construção de um texto, assim como na
fala, usamos mecanismos para garantir ao 1. Substituição de palavras com o emprego de
interlocutor a compreensão do que é dito, ou lido. sinônimos, ou de palavras ou expressões do mesmo
campo associativo.
Esses mecanismos linguísticos que
estabelecem a conectividade e retomada do que foi 2. Nominalização – emprego alternativo entre um
escrito ou dito, são os referentes textuais e buscam verbo, o substantivo ou o adjetivo correspondente
garantir a coesão textual para que haja coerência, (desgastar / desgaste / desgastante).
não só entre os elementos que compõem a oração,
como também entre a sequência de orações dentro 3. Repetição na ligação semântica dos termos,
do texto. empregada como recurso estilístico de intenção
articulatória, e não uma redundância - resultado da
Essa coesão também pode muitas vezes se pobreza de vocabulário. Por exemplo, “Grande no
dar de modo implícito, baseado em conhecimentos pensamento, grande na ação, grande na glória,
anteriores que os participantes do processo têm grande no infortúnio, ele morreu desconhecido e só.”
com o tema. Por exemplo, o uso de uma (Rocha Lima)
determinada sigla, que para o público a quem se
dirige deveria ser de conhecimento geral, evita que 4. Uso de hipônimos – relação que se estabelece
se lance mão de repetições inúteis. com base na maior especificidade do significado de
um deles. Por exemplo, mesa (mais específico) e
Numa linguagem figurada, a coesão é uma móvel (mais genérico).
linha imaginária - composta de termos e expressões
- que une os diversos elementos do texto e busca 5. Emprego de hiperônimos - relações de um termo
estabelecer relações de sentido entre eles. de sentido mais amplo com outros de sentido mais
específico. Por exemplo, felino está numa relação de
Dessa forma, com o emprego de diferentes hiperonímia com gato.
procedimentos, sejam lexicais (repetição,
substituição, associação), sejam gramaticais 6. Substitutos universais, como os verbos vicários
(emprego de pronomes, conjunções, numerais, (ex.: Necessito viajar, porém só o farei no ano
elipses), constroem-se frases, orações, períodos, vindouro) A coesão apoiada na gramática dá-se no
que irão apresentar o contexto – decorre daí a uso de conectivos, como certos pronomes, certos
coerência textual. advérbios e expressões adverbiais, conjunções,
elipses, entre outros. A elipse se justifica quando, ao
Um texto incoerente é o que carece de remeter a um enunciado anterior, a palavra elidida é
sentido ou o apresenta de forma contraditória. facilmente identificável (Ex.: O jovem recolheu-se
Muitas vezes essa incoerência é resultado do mau cedo. ... Sabia que ia necessitar de todas as suas
uso daqueles elementos de coesão textual. Na forças. O termo o jovem deixa de ser repetido e,
organização de períodos e de parágrafos, um erro assim, estabelece a relação entre as duas orações.).
no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais
prejudica o entendimento do texto. Construído com Dêiticos são elementos lingüísticos que têm a
os elementos corretos, confere-se a ele uma propriedade de fazer referência ao contexto
unidade formal. situacional ou ao próprio discurso. Exercem, por
excelência, essa função de progressão textual, dada
Nas palavras do mestre Evanildo Bechara sua característica: são elementos que não significam,
(1), “o enunciado não se constrói com um apenas indicam, remetem aos componentes da
amontoado de palavras e orações. Elas se situação comunicativa.
organizam segundo princípios gerais de
dependência e independência sintática e Já os componentes concentram em si a significação.
semântica, recobertos por unidades melódicas e Elisa Guimarães (2) nos ensina a esse respeito:
rítmicas que sedimentam estes princípios”.
“Os pronomes pessoais e as desinências verbais
Desta lição, extrai-se que não se deve indicam os participantes do ato do discurso. Os
escrever frases ou textos desconexos – é pronomes demonstrativos, certas locuções
imprescindível que haja uma unidade, ou seja, que prepositivas e adverbiais, bem como os advérbios de
essas frases estejam coesas e coerentes formando tempo, referenciam o momento da enunciação,
o texto. podendo indicar simultaneidade, anterioridade ou
posterioridade.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 13
Português
Assim: este, agora, hoje, neste momento semânticas entre os períodos. A banca sugere
(presente); ultimamente, recentemente, ontem, há algumas opções de preenchimento.
alguns dias, antes de (pretérito); de agora em
diante, no próximo ano, depois de (futuro).” Dessas, a única que não atende ao solicitado é a de
número 5, uma vez que a expressão “Se bem que”
Esse conceito será de grande valia quando deveria introduzir uma oração de valor concessivo,
tratarmos do uso dos pronomes estabelecendo, assim, idéia contrária à que foi
[Link] a coesão, contudo, não é apresentada até então pelo texto.
suficiente para que haja sentido no texto, esse é o
papel da coerência, e coerência se relaciona Verifica-se, contudo, que o que se segue ratifica as
intimamente a contexto. informações anteriores ao fornecer dados
complementares às estatísticas sobre homicídios.
Como nosso intuito nesta página é a apresentação Sendo aceita a sugestão da banca, a coerência
de conceitos, sem aprofundá-los em demasia, textual seria prejudicada. Por isso, o gabarito é a
bastam-nos essas informações. opção E.
Vejamos como o examinador tem abordado o
assunto:
(PROVA AFTN/RN 2005)
Assinale a opção em que a estrutura sugerida para
preenchimento da lacuna correspondente provoca
defeito de coesão e incoerência nos sentidos do
texto.
A violência no País há muito ultrapassou todos os
limites. ___1___ dados recentes mostram o Brasil
como um dos países mais violentos do mundo,
levando-se em conta o risco de morte por
homicídio.
Em 1980, tínhamos uma média de,
aproximadamente, doze homicídios por cem mil
habitantes. ___2___, nas duas décadas seguintes,
o grau de violência intencional aumentou, chegando
a mais do que o dobro do índice verificado em 1980
– 121,6% –, ___3___, ao final dos anos 90 foi
superado o patamar de 25 homicídios por cem mil
habitantes. ___4___, o PIB por pessoa em idade de
trabalho decresceu 26,4%, isto é, em média, a cada
queda de 1% do PIB a violência crescia mais do
que 5% entre os anos 1980 e 1990.
Estudos do Banco Interamericano de
Desenvolvimento mostram que os custos da
violência consumiram, apenas no setor saúde, 1,9%
do PIB entre 1996 e 1997. ___5___ a vitimização
letal se distribui de forma desigual: são, sobretudo,
os jovens pobres e negros, do sexo masculino,
entre 15 e 24 anos, que têm pago com a própria
vida o preço da escalada da violência no Brasil.
(Adaptado de [Link]
a) 1 – Tanto é assim que
b) 2 – Lamentavelmente
c) 3 – Ou seja
d) 4 – Simultaneamente
e) 5 – Se bem que
COMENTÁRIO: As lacunas no texto ocultam
palavras e expressões que atuam como conectores
– ligam orações estabelecendo relações
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 14
Português
Sentido Próprio
Diz-se da palavra que é empregada na sua
significação natural. É, em última análise, o sentido
que a palavra tem originalmente.
4. Sentido Figurado
Ocorre quando a palavra está empregada em sentido
translato, ou seja, quando, por um processo de
NOÇÃO DE CONOTAÇÃO, DENOTAÇÃO, analogia, é empregada em sentido diverso do
POLISSEMIA, SINONÍMIA, ANTONÍMIA, próprio:
HOMONÍMIA, PARONÍMIA, AMBIGUIDADE, A dama trazia uma flor nos cabelos. (sentido próprio)
A dama pertence à flor da sociedade. (sentido
figurado)
SIGNIFICAÇÃO CONTEXTUAL DE À noite, no campo, podemos admirar as estrelas.
(sentido próprio).
PALAVRAS E EXPRESSÕES.
“A lua (... ) salpicava de estrelas o nosso
chão".(sentido figurado)
SEMÂNTICA 5. Denotação e Conotação
A semântica trata do significado das palavras
através do tempo e do espaço. Nesse chão, É conveniente guardar estas duas palavras:
estudam-se: DENOTAÇÃO (= sentido próprio) e
CONOTAÇÃO (= sentido figurado).
[Link]ônimos
Nos textos dissertativos (artigos, monografias e
São palavras relacionadas por um sentido comum, teses), narrativas de fatos (noticiários, reportagens) e
mas diferentes na forma. livros científicos, predomina a linguagem denotativa,
Os sinônimos são perfeitos, quando o sentido é que é racional, lógica, objetiva.
igual: Já nos textos literários em geral, principalmente na
poesia, o artista usa, com freqüência, linguagem
alfabeto = abecedário figurada, subjetiva, sentimental, isto é, conotativa.
brado = grito
extinguir = apagar 5. Homônimos
adversário = antagonista Se duas palavras de significados diferentes são
contraveneno = antídoto iguais na grafia, ou na pronúncia, ou nas duas coisas,
tais palavras são HOMÔNIMAS:
Os sinônimos são imperfeitos, quando a o porto (substantivo) eu porto (verbo)
significação é semelhante: cozer (cozinhar) - coser (costurar)
bela - formosa ser (verbo) - o ser (substantivo)
livro - volume
caridade - bondade Relação de palavras homônimas:
2. Antônimos acender (atear fogo) ascender (elevar-se)
acento (sinal gráfico) assento (banco)
São palavras de significação oposta: acerto (precisão) asserto (afirmação)
ordem x anarquia apreçar (marcar o preço de) apressar (acelerar)
soberba x humildade caçar (apanhar, perseguir) cassar (animais)
louvar x censurar cegar (privar da visão) segar (ceifar)
cela (cubículo) sela (arreio)
A antonímia pode originar-se de um prefixo de censo (recenseamento) senso (juízo)
sentido contrário ou negativo: cerrar (fechar) serrar (cortar)
bendizer x maldizer cessão (ato de ceder) seção/secção (parte,
simpático x antipático sessão (reunião) setor)
progredir x regredir concertar (harmonizar) consertar (remendar,
concórdia x discórdia arrumar)
explícito x implícito incipiente (principiante) insipiente (ignorante)
ativo x inativo tacha (prego) – taxa (imposto)
esperar x desesperar
simétrico x assimétrico
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 15
Português
b) concerto - iminente - seção
Parônimas c) conserto - iminente - seção
São palavras apenas semelhantes, sem d) concerto - eminente - sessão
nenhuma igualdade, mas a semelhança faz com
que a gente embarque na canoa de usar uma peja 4) O submarino .............. do mar.
outra: a) holandês imergiu
retificar (corrigir) - ratificar (confirmar) b) holandez imergiu
imergir (submergir) - emergir (vir à tona) c) holandês emergiu
mal (contrário de "bem") - mau (contrário de "bom") d) holandez emergiu
5) .......... sem licença; teve a licença ............
Relação de palavras parônimas: a) Caçava - caçada
b) Caçava - cassada
acidente (desastre) c) Cassava - caçada
incidente (acontecimento inesperado) d) Cassava - cassada
atuar (agir) - autuar (processar)
casual (ocasional) causal (relativo à causa) 6) Dê o sinônimo da palavra "propensão":
cavaleiro (homem que anda a cavalo cavalheiro a) vontade
(homem cortês) b) tendência
delatar (trair) - dilatar (aumentar) c) indiferença
descrição (ato de descrerver d) firmeza
discrição (qualidade de ser discreto) e) indisposição
descriminar (inocentar)
discriminar (diferenciar) 7) Aponte o antônimo do vocábulo "sucinto":
despercebido (desatento) a) conciso
desapercebido (desprevenido) b) inerente
eminente (notável) c) ampliado
iminente (imediato, prestes a) d) breve
infligir (aplicar (pena) e) eficaz
Infringir (violar)
pleito (eleição) preito (homenagem, respeito) 8) Assinale o homônimo de "censo":
prever (antever)- prover (abastecer) a) senço
ratificar (confirmar) retificar (corrigir) b) cenço
sortir (prover) surtir (produzir efeito) c) sensso
tráfego (trânsito) tráfico (comércio ilícito) d) cenzo
vestiário (recinto para e) senso
vestuário (traje) troca de roupa)
vultoso (grande) vultuoso (inchado)
RESPOSTAS:
1-B 2-A 3-D 4-C 5-B 6-B 7-C 8-E
TESTES
1) Devemos alterar, ou seja, ............... agora
este projeto, porque, após, não serão permitias
................
a) ratificar - ratificações
b) retificar - retificações
c) ratificar - retificações
d) retificar - ratificações
2) ............. as minhas palavras iniciais, pois
não sou homem de fazer modificações no que está
feito. Acho que tenho o equilíbrio suficiente para
não ............ certas normas.
a) Ratifico - infringir
b) Ratifico - infligir
c) Retifico - infringir
d) Retifico - infligir
3) No .......... do violoncelista ......... havia muitas
pessoas, pois era uma ......... beneficente.
a) conserto - eminente - sessão
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 16
Português
Muitos substantivos podem ser variavelmente
abstratos ou concretos, conforme o sentido em que
se empregam (a redação das leis requer clareza / na
redação do aluno, assinalei vários erros).
Já no tocante ao gênero (masculino X
feminino) os substantivos podem ser:
As palavras são classificadas de acordo
biformes: quando apresentam uma
com as funções exercidas nas orações.
forma para o masculino e outra para o feminino. (rato,
Na língua portuguesa podemos classificar rata ou conde X condessa).
as palavras em:
uniformes: quando apresentam uma
única forma para ambos os gêneros. Nesse caso,
eles estão divididos em:
Substantivo
Adjetivo epicenos: usados para animais de
ambos os sexos (macho e fêmea) - albatroz, badejo,
Pronome besouro, codorniz;
Verbo comum de dois gêneros: aqueles
Artigo que designam pessoas, fazendo a distinção dos
sexos por palavras determinantes - aborígine,
Numeral camarada, herege, manequim, mártir, médium,
Advérbio silvícola;
Preposição sobrecomuns - apresentam um só
gênero gramatical para designar pessoas de ambos
Interjeição os sexos - algoz, apóstolo, cônjuge, guia,
Conjunção testemunha, verdugo;
Alguns substantivos, quando mudam de
gênero, mudam de sentido. (o cisma X a cisma / o
SUBSTANTIVO: corneta X a corneta / o crisma X a crisma / o cura X a
cura / o guia X a guia / o lente X a lente / o língua X a
língua / o moral X a moral / o maria-fumaça X a
É a palavra variável que denomina maria-fumaça / o voga X a voga).
qualidades, sentimentos, sensações, ações,
Os nomes terminados em -ão fazem feminino
estados e seres em geral.
em -ã, -oa ou -ona (alemã, leoa, valentona).
Quanto a sua formação, o substantivo pode
Os nomes terminados em -e mudam-no para
ser primitivo (jornal) ou derivado (jornalista), simples
-a, entretanto a maioria é invariável (monge X monja,
(alface) ou composto (guarda-chuva).
infante X infanta, mas o/a dirigente, o/a estudante).
Já quanto a sua classificação, ele pode ser
Quanto ao número (singular X plural), os
comum (cidade) ou próprio (Curitiba), concreto
substantivos simples formam o plural em função do
(mesa) ou abstrato (felicidade).
final da palavra.
Os substantivos concretos designam seres
de existência real ou que a imaginação apresenta vogal ou ditongo (exceto -ÃO):
como tal: alma, fada, santo. Já os substantivos acréscimo de -S (porta X portas, troféu X troféus);
abstratos designam qualidade, sentimento, ação e ditongo -ÃO: -ÕES / -ÃES / -ÃOS,
estado dos seres: beleza, cegueira, dor, fuga. variando em cada palavra (pagãos, cidadãos,
Os substantivos próprios são sempre cortesãos, escrivães, sacristães, capitães, capelães,
concretos e devem ser grafados com iniciais tabeliães, deães, faisães, guardiães).
maiúsculas. Os substantivos paroxítonos terminados em -
Certos substantivos próprios podem tornar- ão fazem plural em -ãos (bênçãos, órfãos, gólfãos).
se comuns, pelo processo de derivação imprópria Alguns gramáticos registram artesão (artífice) -
(um judas = traidor / um panamá = chapéu). artesãos e artesão (adorno arquitetônico) - artesões.
Os substantivos abstratos têm existência -EM, -IM, -OM, -UM: acréscimo de -
independente e podem ser reais ou não, materiais NS (jardim X jardins);
ou não. Quando esses substantivos abstratos são -R ou -Z: -ES (mar X mares, raiz X
de qualidade tornam-se concretos no plural (riqueza raízes);
X riquezas).
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 17
Português
-S: substantivos oxítonos acréscimo de -ES (país X caudal (cachoeira);
países). Os não-oxítonos terminados em -S são
carcinoma (tumor maligno);
invariáveis, marcando o número pelo artigo (os
atlas, os lápis, os ônibus), cais, cós e xis são champanha, clã, clarinete, contralto, coma,
invariáveis; diabete/diabetes (FeM classificam como gênero
vacilante);
-N: -S ou -ES, sendo a última menos comum (hífen
X hifens ou hífenes), cânon > cânones; diadema, estratagema, fibroma (tumor benigno);
-X: invariável, usando o artigo para o plural (tórax X herpes, hosana (hino);
os tórax);
jângal (floresta da Índia);
-AL, EL, OL, UL: troca-se -L por -IS (animal X
animais, barril X barris). Exceto mal por males, lhama, praça (soldado raso);
cônsul por cônsules, real (moeda) por réis, mel por praça (soldado raso);
méis ou meles;
proclama, sabiá, soprano (FeM classificam como
IL: se oxítono, trocar -L por -S. Se não oxítonos, gênero vacilante);
trocar -IL por -EIS. (til X tis, míssil X mísseis).
Observação: réptil / reptil por répteis / reptis, suéter, tapa (FeM classificam como gênero
projétil / projetil por projéteis / projetis; vacilante);
sufixo diminutivo -ZINHO(A) / -ZITO(A): colocar a teiró (parte de arma de fogo ou arado);
palavra primitiva no plural, retirar o -S e acrescentar telefonema, trema, vau (trecho raso do rio).
o sufixo diminutivo (caezitos, coroneizinhos,
mulherezinhas). Observação: palavras com esses Palavras femininas:
sufixos não recebem acento gráfico. abusão (engano);
metafonia: -o tônico fechado no singular muda para alcíone (ave doa antigos);
o timbre aberto no plural, também variando em
função da palavra. (ovo X ovos, mas bolo X bolos). aluvião, araquã (ave);
Observação: avôs (avô paterno + avô materno), áspide (reptil peçonhento);
avós (avó + avó ou avô + avó).
baitaca (ave);
Os substantivos podem apresentar diferentes
graus, porém grau não é uma flexão nominal. São cataplasma, cal, clâmide (manto grego);
três graus: normal, aumentativo e diminutivo e cólera (doença);
podem ser formados através de dois processos:
derme, dinamite, entorce, fácies (aspecto);
analítico: associando os adjetivos (grande ou
pequeno, ou similar) ao substantivo; filoxera (inseto e doença);
sintético: anexando-se ao substantivo sufixos gênese, guriatã (ave);
indicadores de grau (meninão X menininho). hélice (FeM classificam como gênero vacilante);
Certos substantivos, apesar da forma, não jaçanã (ave);
expressam a noção aumentativa ou diminutiva.
(cartão, cartilha). juriti (tipo de aves);
alguns sufixos aumentativo: -ázio, -orra, -ola, -az, - libido, mascote, omoplata, rês, suçuarana (felino);
ão, -eirão, -alhão, -arão, -arrão, -zarrão; sucuri, tíbia, trama, ubá (canoa);
alguns sufixos diminutivo: -ito, -ulo-, -culo, -ote, -ola, usucapião (FeM classificam como gênero vacilante);
-im, -elho, -inho, -zinho (o sufixo -zinho é obrigatório
quando o substantivo terminar em vogal tônica ou xerox (cópia).
ditongo: cafezinho, paizinho); Gênero vacilante:
O aumentativo pode exprimir desprezo (sabichão, acauã (falcão);
ministraço, poetastro) ou intimidade (amigão);
enquanto o diminutivo pode indicar carinho (filhinho) inambu (ave);
ou ter valor pejorativo (livreco, casebre).
laringe, personagem (Ceg. fala que é usada
Algumas curiosidades sobre os substantivos: indistintamente nos dois gêneros, mas que há
preferência de autores pelo masculino);
Palavras masculinas:
víspora.
ágape (refeição dos primitivos cristãos);
anátema (excomungação);
axioma (premissa verdadeira);
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 18
Português
Alguns femininos: melro - mélroa;
abade - abadessa; mocetão - mocetona;
abegão (feitor) - abegoa; oficial - oficiala;
alcaide (antigo governador) - alcaidessa, alcaidina; padre - madre;
aldeão - aldeã; papa - papisa;
anfitrião - anfitrioa, anfitriã; pardal - pardoca, pardaloca, pardaleja;
beirão (natural da Beira) - beiroa; parvo - párvoa;
besuntão (porcalhão) - besuntona; peão - peã, peona;
bonachão - bonachona; perdigão - perdiz;
bretão - bretoa, bretã; prior - prioresa, priora;
cantador - cantadeira; mu ou mulo - mula;
cantor - cantora, cantadora, cantarina, cantatriz; rajá - rani;
castelão (dono do castelo) - castelã; rapaz - rapariga;
catalão - catalã; rascão (desleixado) - rascoa;
cavaleiro - cavaleira, amazona; sandeu - sandia;
charlatão - charlatã; sintrão - sintrã;
coimbrão - coimbrã; sultão - sultana;
cônsul - consulesa; tabaréu - tabaroa;
comarcão - comarcã; varão - matrona, mulher;
cônego - canonisa; veado - veada;
czar - czarina; vilão - viloa, vilã.
deus - deusa, déia; Substantivos em -ÃO e seus plurais:
diácono (clérigo) - diaconisa; alão - alões, alãos, alães;
doge (antigo magistrado) - dogesa; aldeão - aldeãos, aldeões;
druida - druidesa; capelão - capelães;
elefante - elefanta e aliá (Ceilão); castelão - castelãos, castelões;
embaixador - embaixadora e embaixatriz; cidadão - cidadãos;
ermitão - ermitoa, ermitã; cortesão - cortesãos;
faisão - faisoa (Cegalla), faisã; ermitão - ermitões, ermitãos, ermitães;
hortelão (trata da horta) - horteloa; escrivão - escrivães;
javali - javalina; folião - foliões;
ladrão - ladra, ladroa, ladrona; hortelão - hortelões, hortelãos;
felá (camponês) - felaína; pagão - pagãos;
flâmine (antigo sacerdote) - flamínica; sacristão - sacristães;
frade - freira; tabelião - tabeliães;
frei - sóror; tecelão - tecelões;
gigante - giganta; verão - verãos, verões;
grou - grua; vilão - vilões, vilãos;
lebrão - lebre; vulcão - vulcões, vulcãos.
maestro - maestrina;
maganão (malicioso) - magana;
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 19
Português
Alguns substantivos que sofrem fato - cabras;
metafonia no plural:
feixe - capim, lenha;
abrolho, caroço, corcovo, corvo, coro,
junta - bois, médicos, credores, examinadores;
despojo, destroço, escolho, esforço, estorvo, forno,
forro, fosso, imposto, jogo, miolo, poço, porto, girândola - foguetes, fogos de artifício;
posto, reforço, rogo, socorro, tijolo, toco, torno,
grei - gado miúdo, políticos;
torto, troco.
Substantivos só usados no plural: hemeroteca - jornais, revistas;
legião - anjos, soldados, demônios;
anais, antolhos, arredores, arras (bens,
penhor), calendas (1º dia do mês romano), cãs malta - desordeiros;
(cabelos brancos), cócegas, condolências, damas
(jogo), endoenças (solenidades religiosas), matula - desordeiros, vagabundos;
esponsais (contrato de casamento ou noivado), miríade - estrelas, insetos;
esposórios (presente de núpcias), exéquias
(cerimônias fúnebres), fastos (anais), férias, fezes, nuvem - gafanhotos, pó;
manes (almas), matinas (breviário de orações panapaná - borboletas migratórias;
matutinas), núpcias, óculos, olheiras, primícias
(começos, prelúdios), pêsames, vísceras, víveres penca - bananas, chaves;
etc., além dos nomes de naipes. récua - cavalgaduras (bestas de carga);
renque - árvores, pessoas ou coisas enfileiradas;
Coletivos: réstia - alho, cebola;
ror - grande quantidade de coisas;
alavão - ovelhas leiteiras; súcia - pessoas desonestas, patifes;
armento - gado grande (búfalos, elefantes); talha -lenha;
assembléia (parlamentares, membros de tertúlia - amigos, intelectuais;
associações);
tropilha - cavalos;
atilho - espigas;
vara - porcos.
baixela - utensílios de mesa;
Substantivos compostos:
banca - de examinadores, advogados;
Os substantivos compostos formam o plural da
bandeira - garimpeiros, exploradores de minérios; seguinte maneira:
bando - aves, ciganos, crianças, salteadores; sem hífen formam o plural como os simples
boana - peixes miúdos; (pontapé/pontapés);
cabido - cônegos (conselheiros de bispo); caso não haja caso específico, verifica-se a
variabilidade das palavras que compõem o
cáfila - camelos; substantivo para pluralizá-los. São palavras variáveis:
cainçalha - cães; substantivo, adjetivo, numeral, pronomes, particípio.
São palavras invariáveis: verbo, preposição,
cambada - caranguejos, malvados, chaves; advérbio, prefixo;
cancioneiro - poesias, canções; em elementos repetidos, muito parecidos ou
caterva - desordeiros, vadios; onomatopaicos, só o segundo vai para o plural (tico-
ticos, tique-taques, corre-corres, pingue-pongues);
choldra, joldra - assassinos, malfeitores;
com elementos ligados por preposição, apenas o
chusma - populares, criados; primeiro se flexiona (pés-de-moleque);
conselho - vereadores, diretores, juízes militares; são invariáveis os elementos grão, grã e bel (grão-
duques, grã-cruzes, bel-prazeres);
conciliábulo - feiticeiros, conspiradores;
só variará o primeiro elemento nos compostos
concílio - bispos;
formados por dois substantivos, onde o segundo
canzoada - cães; limita o primeiro elemento, indicando tipo,
semelhança ou finalidade deste (sambas-enredo,
conclave - cardeais;
bananas-maçã)
congregação - professores, religiosos;
nenhum dos elementos vai para o plural se formado
consistório - cardeais; por verbos de sentidos opostos e frases substantivas
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 20
Português
(os leva-e-traz, os bota-fora, os pisa-mansinho, os homem - viril;
bota-abaixo, os louva-a-Deus, os ganha-pouco, os
inverno - hibernal;
diz-que-me-diz);
lago - lacustre;
compostos cujo segundo elemento já está no plural
não variam (os troca-tintas, os salta-pocinhas, os lebre - leporino;
espirra-canivetes);
lobo - lupino;
palavra guarda, se fizer referência a pessoa varia
marfim - ebúrneo, ebóreo;
por ser substantivo. Caso represente o verbo
guardar, não pode variar (guardas-noturnos, memória - mnemônico;
guarda-chuvas).
moeda - monetário, numismático;
neve - níveo;
ADJETIVO:
pedra - pétreo;
prata - argênteo, argentino, argírico;
É a palavra variável que restringe a
raposa - vulpino;
significação do substantivo, indicando qualidades e
características deste. Mantém com o substantivo rio - fluvial, potâmico;
que determina relação de concordância de gênero e
rocha - rupestre;
número.
sonho - onírico;
adjetivos pátrios: indicam a nacionalidade ou a
origem geográfica, normalmente são formados pelo sul - meridional, austral;
acréscimo de um sufixo ao substantivo de que se
originam (Alagoas por alagoano). Podem ser tarde - vespertino;
simples ou compostos, referindo-se a duas ou mais velho, velhice - senil;
nacionalidades ou regiões; nestes últimos casos
assumem sua forma reduzida e erudita, com vidro - vítreo, hialino.
exceção do último elemento (franco-ítalo-brasileiro). Quanto à variação dos adjetivos, eles apresentam as
locuções adjetivas: expressões formadas por seguintes características:
preposição e substantivo e com significado O gênero é uniforme ou biforme (inteligente X
equivalente a adjetivos (anel de prata = anel honesto[a]). Quanto ao gênero, não se diz que um
argênteo / andar de cima = andar superior / estar adjetivo é masculino ou feminino, e sim que tem
com fome = estar faminto). terminação masculina ou feminina.
São adjetivos eruditos: No tocante a número, os adjetivos simples formam o
açúcar - sacarino; plural segundo os mesmos princípios dos
substantivos simples, em função de sua terminação
águia - aquilino; (agradável X agradáveis). Já os substantivos
anel - anular; utilizados como adjetivos ficam invariáveis (blusas
cinza).
astro - sideral;
Os adjetivos terminados em -OSO, além do
bexiga - vesical; acréscimo do -S de plural, mudam o timbre do
primeiro -o, num processo de metafonia.
bispo - episcopal;
Quanto ao grau, os adjetivos apresentam duas
cabeça - cefálico;
formas: comparativo e superlativo.
chumbo - plúmbeo;
O grau comparativo refere-se a uma mesma
chuva - pluvial; qualidade entre dois ou mais seres, duas ou mais
qualidades de um mesmo ser. Pode ser de
cinza - cinéreo;
igualdade: tão alto quanto (como / quão); de
cobra - colubrino, ofídico; superioridade: mais alto (do) que (analítico) / maior
(do) que (sintético) e de inferioridade: menos alto (do)
dinheiro - pecuniário;
que.
estômago - gástrico;
O grau superlativo exprime qualidade em grau muito
fábrica - fabril; elevado ou intenso.
fígado - hepático; O superlativo pode ser classificado como absoluto,
quando a qualidade não se refere à de outros
fogo - ígneo; elementos. Pode ser analítico (acréscimo de advérbio
guerra - bélico;
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 21
Português
de intensidade) ou sintético (-íssimo, -érrimo, - PRONOME:
ílimo). (muito alto X altíssimo)
O superlativo pode ser também relativo, qualidade É palavra variável em gênero, número e
relacionada, favorável ou desfavoravelmente, à de pessoa que substitui ou acompanha um substantivo,
outros elementos. Pode ser de superioridade indicando-o como pessoa do discurso.
analítico (o mais alto de/dentre), de superioridade
sintético (o maior de/dentre) ou de inferioridade (o A diferença entre pronome substantivo e
menos alto de/dentre). pronome adjetivo pode ser atribuída a qualquer tipo
de pronome, podendo variar em função do contexto
São superlativos absolutos sintéticos eruditos frasal. Assim, o pronome substantivo é aquele que
da língua portuguesa: substitui um substantivo, representando-o. (Ele
prestou socorro). Já o pronome adjetivo é aquele que
acre - acérrimo;
acompanha um substantivo, determinando-o. (Aquele
alto - supremo, sumo; rapaz é belo). Os pronomes pessoais são sempre
substantivos.
amável - amabilíssimo;
amigo - amicíssimo; Quanto às pessoas do discurso, a língua portuguesa
apresenta três pessoas:
baixo - ínfimo;
1ª pessoa - aquele que fala, emissor;
cruel - crudelíssimo; 2ª pessoa - aquele com quem se fala, receptor;
3ª pessoa - aquele de que ou de quem se fala,
doce - dulcíssimo; referente.
dócil - docílimo;
Pronome pessoal:
fiel - fidelíssimo;
frio - frigidíssimo; Indicam uma das três pessoas do discurso,
substituindo um substantivo. Podem também
humilde - humílimo; representar, quando na 3ª pessoa, uma forma
livre - libérrimo; nominal anteriormente expressa (A moça era a
melhor secretária, ela mesma agendava os
magro - macérrimo; compromissos do chefe).
mísero - misérrimo; A seguir um quadro com todas as formas do pronome
pessoal:
negro - nigérrimo;
pobre - paupérrimo; Pronomes pessoais
sábio - sapientíssimo;
Pronomes
sagrado - sacratíssimo; Pronomes oblíquos
Número Pessoa
são - saníssimo; retos
Átonos Tônicos
veloz - velocíssimo.
Os adjetivos compostos formam o plural da
mim,
seguinte forma:
comigo
me
têm como regra geral, flexionar o último elemento primeira eu
ti,
em gênero e número (lentes côncavo-convexas, te
singular segunda tu contigo
problemas sócio-econômicos); são invariáveis cores
o, a,
em que o segundo elemento é um substantivo terceira ele, ela ele, ela,
lhe, se
(blusas azul-turquesa, bolsas branco-gelo); não si,
variam as locuções adjetivas formadas pela consigo
expressão cor-de-... (vestidos cor-de-rosa);
as cores: azul-celeste e azul-marinho são nós,
invariáveis; conosco
nos
em surdo-mudo flexionam-se os dois elementos. primeira nós vós,
vos
convosc
plural segunda vós
os, as, o
terceira eles, elas lhes,
eles,
se
elas, si,
consigo
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 22
Português
Os pronomes pessoais apresentam e podem funcionar como objeto direto (Estava só ele
variações de forma dependendo da função sintática no banco / Encontramos todos eles).
que exercem na frase. Os pronomes pessoais retos Os pronomes me, te, se, nos, vos podem ter valor
desempenham, normalmente, função de sujeito; reflexivo, enquanto se, nos, vos - podem ter valor
enquanto os oblíquos, geralmente, de reflexivo e recíproco.
complemento.
As formas si e consigo têm valor
Os pronomes oblíquos tônicos devem vir exclusivamente reflexivo e usados para a 3ª pessoa.
regidos de preposição. Em comigo, contigo, Já conosco e convosco devem aparecer na sua
conosco e convosco, a preposição com já é parte forma analítica (com nós e com vós) quando vierem
integrante do pronome. com modificadores (todos, outros, mesmos, próprios,
numeral ou oração adjetiva).
Os pronomes de tratamento estão
enquadrados nos pronomes pessoais. São Os pronomes pessoais retos podem
empregados como referência à pessoa com quem desempenhar função de sujeito, predicativo do sujeito
se fala (2ª pessoa), entretanto, a concordância é ou vocativo, este último com tu e vós (Nós temos
feita com a 3ª pessoa. Também são considerados uma proposta / Eu sou eu e pronto / Ó, tu, Senhor
pronomes de tratamento as formas você, vocês Jesus).
(provenientes da redução de Vossa Mercê),
Senhor, Senhora e Senhorita. Quanto ao uso das preposições junto aos
pronomes, deve-se saber que não se pode contrair
Quanto ao emprego, as formas oblíquas o, as preposições de e em com pronomes que sejam
a, os, as completam verbos que não vêm regidos sujeitos (Em vez de ele continuar, desistiu ≠ Vi as
de preposição; enquanto lhe e lhes para verbos bolsas dele bem aqui).
regidos das preposições a ou para (não expressas).
Os pronomes átonos podem assumir valor
Apesar de serem usadas pouco, as formas possessivo (Levaram-me o dinheiro / Pesavam-lhe os
mo, to, no-lo, vo-lo, lho e flexões resultam da fusão olhos), enquanto alguns átonos são partes
de dois objetos, representados por pronomes integrantes de verbos como suicidar-se, apiedar-se,
oblíquos (Ninguém mo disse = ninguém o disse a condoer-se, ufanar-se, queixar-se, vangloriar-se.
mim).
Já os pronomes oblíquos podem ser usados como
Os pronomes átonos o, a, os e as viram expressão expletiva (Não me venha com essa).
lo(a/s), quando associados a verbos terminados em
r, s ou z e viram no(a/s), se a terminação verbal for Pronome possessivo:
em ditongo nasal.
Fazem referência às pessoas do discurso,
Os pronomes o/a (s), me, te, se, nos, vos apresentando-as como possuidoras de algo.
desempenham função se sujeitos de infinitivo ou Concordam em gênero e número com a coisa
verbo no gerúndio, junto ao verbo fazer, deixar, possuída.
mandar, ouvir e ver (Mandei-o entrar / Eu o vi sair /
Deixei-as chorando). São pronomes possessivos da língua portuguesa as
formas:
A forma você, atualmente, é usada no lugar 1ª pessoa: meu(s), minha(s) nosso(a/s);
da 2ª pessoa (tu/vós), tanto no singular quanto no 2ª pessoa: teu(s), tua(s) vosso(a/s);
plural, levando o verbo para a 3ª pessoa. 3ª pessoa: seu(s), sua(s) seu(s), sua(s).
Já as formas de tratamento serão Quanto ao emprego, normalmente, vem
precedidas de Vossa, quando nos dirigirmos antes do nome a que se refere; podendo, também, vir
diretamente à pessoa e de Sua, quando fizermos depois do substantivo que determina. Neste último
referência a ela. Troca-se na abreviatura o V. pelo caso, pode até alterar o sentido da frase.
S.
O uso do possessivo seu (a/s) pode causar
Quando precedidos de preposição, os ambigüidade, para desfazê-la, deve-se preferir o uso
pronomes retos (exceto eu e tu) passam a funcionar do dele (a/s) (Ele disse que Maria estava trancada
como oblíquos. Eu e tu não podem vir precedidos em sua casa - casa de quem?); pode também indicar
de preposição, exceto se funcionarem como sujeito aproximação numérica (ele tem lá seus 40 anos).
de um verbo no infinitivo (Isto é para eu fazer ≠ para
mim fazer). Já nas expressões do tipo "Seu João", seu não tem
valor de posse por ser uma alteração fonética de
Os pronomes acompanhados de só ou Senhor.
todos, ou seguido de numeral, assumem forma reta
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 23
Português
Pronome demonstrativo: Os pronome nomes demonstrativos apresentam-se
da seguinte maneira: mento, armamentomes relativos
Indicam posição de algo em relação às pessoas do
são: que, quem e onde - invariáveis; além de o qual
discurso, situando-o no tempo e/ou no espaço. São:
(a/s), cujo (a/s) e quanto (a/s).
este (a/s), isto, esse (a/s), isso, aquele (a/s), aquilo.
Isto, isso e aquilo são invariáveis e se empregam Os relativos são chamados relativos indefinidos
exclusivamente como substitutos de substantivos. quando são empregados sem antecedente expresso
(Quem espera sempre alcança / Fez quanto pôde).
As formas mesmo, próprio, semelhante, tal (s) e o
(a/s) podem desempenhar papel de pronome Quanto ao emprego, observa-se que os relativos são
demonstrativo. usados quando:
Quanto ao emprego, os pronomes demonstrativos o antecedente do relativo pode ser demonstrativo o
apresentam-se da seguinte maneira: (a/s) (O Brasil divide-se entre os que lêem ou não);
uso dêitico, indicando localização no espaço - este como relativo, quanto refere-se ao antecedente tudo
(aqui), esse (aí) e aquele (lá); ou todo (Ouvia tudo quanto me interessava)
uso dêitico, indicando localização temporal - este quem será precedido de preposição se estiver
(presente), esse (passado próximo) e aquele relacionado a pessoas ou seres personificados
(passado remoto ou bastante vago); expressos;
uso anafórico, em referência ao que já foi ou será quem = relativo indefinido quando é empregado sem
dito - este (novo enunciado) e esse (retoma antecedente claro, não vindo precedido de
informação); preposição;
o, a, os, as são demonstrativos quando equivalem a cujo (a/s) é empregado para dar a idéia de posse e
aquele (a/s), isto (Leve o que lhe pertence); não concorda com o antecedente e sim com seu
conseqüente. Ele tem sempre valor adjetivo e não
tal é demonstrativo se puder ser substituído por
pode ser acompanhado de artigo.
esse (a), este (a) ou aquele (a) e semelhante,
quando anteposto ao substantivo a que se refere e Pronome indefinido:
equivalente a "aquele", "idêntico" (O problema
Referem-se à 3ª pessoa do discurso quando
ainda não foi resolvido, tal demora atrapalhou as
considerada de modo vago, impreciso ou genérico,
negociações / Não brigue por semelhante causa);
representando pessoas, coisas e lugares. Alguns
mesmo e próprio são demonstrativos, se também podem dar idéia de conjunto ou quantidade
precedidos de artigo, quando significarem indeterminada. Em função da quantidade de
"idêntico", "igual" ou "exato". Concordam com o pronomes indefinidos, merece atenção sua
nome a que se referem (Separaram crianças de identificação.
mesmas séries);
São pronomes indefinidos de:
como referência a termos já citados, os pronomes
pessoas: quem, alguém, ninguém, outrem;
aquele (a/s) e este (a/s) são usados para primeira e
segunda ocorrências, respectivamente, em apostos lugares: onde, algures, alhures, nenhures;
distributivos (O médico e a enfermeira estavam
pessoas, lugares, coisas: que, qual, quais, algo, tudo,
calados: aquele amedrontado e esta calma / ou:
nada, todo (a/s), algum (a/s), vários (a), nenhum
esta calma e aquele amedrontado);
(a/s), certo (a/s), outro (a/s), muito (a/s), pouco (a/s),
pode ocorrer a contração das preposições a, de, em quanto (a/s), um (a/s), qualquer (s), cada.
com os pronomes demonstrativos (Não acreditei no
Sobre o emprego dos indefinidos devemos atentar
que estava vendo / Fui àquela região de montanhas
para:
/ Fez alusão à pessoa de azul e à de branco);
algum, após o substantivo a que se refere, assume
podem apresentar valor intensificador ou
valor negativo (= nenhum) (Computador algum
depreciativo, dependendo do contexto frasal (Ele
estava com aquela paciência / Aquilo é um marido resolverá o problema);
de enfeite); cada deve ser sempre seguido de um substantivo ou
numeral (Elas receberam 3 balas cada uma);
nisso e nisto (em + pronome) podem ser usados
com valor de "então" ou "nesse momento" (Nisso, alguns pronomes indefinidos, se vierem depois do
ela entrou triunfante - nisso = advérbio). nome a que estiverem se referindo, passam a ser
Pronome relativo: adjetivos. (Certas pessoas deveriam ter seus lugares
certos / Comprei várias balas de sabores vários)
Retoma um termo expresso anteriormente
(antecedente) e introduz uma oração dependente, bastante pode vir como adjetivo também, se estiver
determinando algum substantivo, unindo-se a ele por
adjetiva.
verbo de ligação (Isso é bastante para mim);
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 24
Português
o pronome outrem equivale a "qualquer pessoa"; auxiliares: juntam-se ao verbo principal ampliando
sua significação. Presentes nos tempos compostos e
o pronome nada, colocado junto a verbos ou
locuções verbais;
adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está
nada contente hoje); certos verbos possuem pronomes pessoais átonos
que se tornam partes integrantes deles. Nesses
o pronome nada, colocado junto a verbos ou
casos, o pronome não tem função sintática (suicidar-
adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está
se, apiedar-se, queixar-se etc.);
nada contente hoje);
formas rizotônicas (tonicidade no radical - eu canto) e
existem algumas locuções pronominais indefinidas -
formas arrizotônicas (tonicidade fora do radical - nós
quem quer que, o que quer, seja quem for, cada um
cantaríamos).
etc.
Quanto à flexão verbal, temos:
todo com valor indefinido antecede o substantivo,
sem artigo (Toda cidade parou para ver a banda ≠ número: singular ou plural;
Toda a cidade parou para ver a banda).
pessoa gramatical: 1ª, 2ª ou 3ª;
Pronome interrogativo:
tempo: referência ao momento em que se fala
São os pronomes indefinidos que, quem, qual,
(pretérito, presente ou futuro). O modo imperativo só
quanto usados na formulação de uma pergunta
tem um tempo, o presente;
direta ou indireta. Referem-se à 3ª pessoa do
discurso. (Quantos livros você tem? / Não sei quem voz: ativa, passiva e reflexiva;
lhe contou).
modo: indicativo (certeza de um fato ou estado),
Alguns interrogativos podem ser adverbiais
subjuntivo (possibilidade ou desejo de realização de
(Quando voltarão? / Onde encontrá-los? / Como foi
tudo?). um fato ou incerteza do estado) e imperativo
(expressa ordem, advertência ou pedido).
Verbo:
As três formas nominais do verbo (infinitivo, gerúndio
É a palavra variável que exprime um acontecimento e particípio) não possuem função exclusivamente
representado no tempo, seja ação, estado ou verbal. Infinitivo é antes substantivo, o particípio tem
fenômeno da natureza. valor e forma de adjetivo, enquanto o gerúndio
equipara-se ao adjetivo ou advérbio pelas
Os verbos apresentam três conjugações. Em
circunstâncias que exprime.
função da vogal temática, podem-se criar três
paradigmas verbais. De acordo com a relação dos Quanto ao tempo verbal, eles apresentam os
verbos com esses paradigmas, obtém-se a seguinte seguintes valores:
classificação:
presente do indicativo: indica um fato real situado
regulares: seguem o paradigma verbal de sua no momento ou época em que se fala;
conjugação;
presente do subjuntivo: indica um fato provável,
irregulares: não seguem o paradigma verbal da duvidoso ou hipotético situado no momento ou época
conjugação a que pertencem. As irregularidades em que se fala;
podem aparecer no radical ou nas desinências
pretérito perfeito do indicativo: indica um fato real
(ouvir - ouço/ouve, estar - estou/estão);
cuja ação foi iniciada e concluída no passado;
Entre os verbos irregulares, destacam-se os
pretérito imperfeito do indicativo: indica um fato
anômalos que apresentam profundas
irregularidades. São classificados como anômalos real cuja ação foi iniciada no passado, mas não foi
concluída ou era uma ação costumeira no passado;
em todas as gramáticas os verbos ser e ir.
pretérito imperfeito do subjuntivo: indica um fato
defectivos: não são conjugados em determinadas
provável, duvidoso ou hipotético cuja ação foi iniciada
pessoas, tempo ou modo (falir - no presente do
mas não concluída no passado;
indicativo só apresenta a 1ª e a 2ª pessoa do
plural). Os defectivos distribuem-se em três grupos: pretérito mais-que-perfeito do indicativo: indica
impessoais, unipessoais (vozes ou ruídos de um fato real cuja ação é anterior a outra ação já
animais, só conjugados nas 3ª pessoas) por eufonia passada;
ou possibilidade de confusão com outros verbos;
futuro do presente do indicativo: indica um fato
abundantes - apresentam mais de uma forma para real situado em momento ou época vindoura;
uma mesma flexão. Mais freqüente no particípio,
devendo-se usar o particípio regular com ter e futuro do pretérito do indicativo: indica um fato
haver; já o irregular com ser e estar possível, hipotético, situado num momento futuro,
(aceito/aceitado, acendido/aceso - tenho/hei mas ligado a um momento passado;
aceitado ≠ é/está aceito);
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 25
Português
futuro do subjuntivo: indica um fato provável, futuro do presente: futuro do presente do indicativo
duvidoso, hipotético, situado num momento ou do auxiliar + particípio do VP (Terei falado);
época futura;
futuro do pretérito: futuro do pretérito indicativo do
Quanto à formação dos tempos, os chamados auxiliar + particípio do VP (Teria falado).
tempos simples podem ser primitivos (presente e
No modo Subjuntivo a formação se dá da
pretérito perfeito do indicativo e o infinitivo
seguinte maneira:
impessoal) e derivados:
pretérito perfeito: presente do subjuntivo do auxiliar
São derivados do presente do indicativo:
+ particípio do VP (Tenha falado);
pretérito imperfeito do indicativo: TEMA do
pretérito mais-que-perfeito: imperfeito do subjuntivo
presente + VA (1ª conj.) ou IA (2ª e 3ª conj.) +
do auxiliar + particípio do VP (Tivesse falado);
Desinência número pessoal (DNP);
futuro composto: futuro do subjuntivo do auxiliar +
presente do subjuntivo: RAD da 1ª pessoa
particípio do VP (Tiver falado).
singular do presente + E (1ª conj.) ou A (2ª e 3ª
conj.) + DNP; Quanto às formas nominais, elas são formadas da
seguinte maneira:
Os verbos em -ear têm duplo "e" em vez de "ei" na
1ª pessoa do plural (passeio, mas passeemos). infinitivo composto: infinitivo pessoal ou impessoal
do auxiliar + particípio do VP (Ter falado / Teres
imperativo negativo (todo derivado do presente do
falado);
subjuntivo) e imperativo afirmativo (as 2ª pessoas
vêm do presente do indicativo sem S, as demais gerúndio composto: gerúndio do auxiliar + particípio
também vêm do presente do subjuntivo). do VP (Tendo falado).
São derivados do pretérito perfeito do O modo subjuntivo apresenta três pretéritos, sendo o
indicativo: imperfeito na forma simples e o perfeito e o mais-
que-perfeito nas formas compostas. Não há presente
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: TEMA do
composto nem pretérito imperfeito composto
perfeito + RA + DNP;
Quanto às vozes, os verbos apresentam a voz:
pretérito imperfeito do subjuntivo: TEMA do perfeito
+ SSE + DNP; ativa: sujeito é agente da ação verbal;
futuro do subjuntivo: TEMA do perfeito + R + DNP. passiva: sujeito é paciente da ação verbal;
São derivados do infinitivo impessoal: A voz passiva pode ser analítica ou sintética:
futuro do presente do indicativo: TEMA do analítica: - verbo auxiliar + particípio do verbo
infinitivo + RA + DNP; principal;
futuro do pretérito: TEMA do infinitivo + RIA + sintética: na 3ª pessoa do singular ou plural + SE
DNP; (partícula apassivadora);
infinitivo pessoal: infinitivo impessoal + DNP (-ES reflexiva: sujeito é agente e paciente da ação verbal.
- 2ª pessoa, -MOS, -DES, -EM) Também pode ser recíproca ao mesmo tempo
(acréscimo de SE = pronome reflexivo, variável em
gerúndio: TEMA do infinitivo + -NDO;
função da pessoa do verbo);
particípio regular: infinitivo impessoal sem vogal
Na transformação da voz ativa na passiva, a variação
temática (VT) e R + ADO (1ª conjugação) ou IDO
temporal é indicada pelo auxiliar (ser na maioria das
(2ª e 3ª conjugação).
vezes), como notamos nos exemplos a seguir: Ele
Quanto à formação, os tempos compostos da voz fez o trabalho - O trabalho foi feito por ele (mantido o
ativa constituem-se dos verbos auxiliares TER ou pretérito perfeito do indicativo) / O vento ia levando
HAVER + particípio do verbo que se quer conjugar, as folhas - As folhas iam sendo levadas pelas folhas
dito principal. (mantido o gerúndio do verbo principal).
No modo Indicativo, os tempos compostos são Alguns verbos da língua portuguesa apresentam
formados da seguinte maneira: problemas de conjugação. A seguir temos uma lista,
seguida de comentários sobre essas dificuldades de
pretérito perfeito: presente do indicativo do auxiliar
conjugação.
+ particípio do verbo principal (VP) [Tenho falado];
Abolir (defectivo) - não possui a 1ª pessoa do
pretérito mais-que-perfeito: pretérito imperfeito do
singular do presente do indicativo, por isso não
indicativo do auxiliar + particípio do VP (Tinha
possui presente do subjuntivo e o imperativo
falado);
negativo. (= banir, carpir, colorir, delinqüir, demolir,
descomedir-se, emergir, exaurir, fremir, fulgir, haurir,
retorquir, urgir)
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 26
Português
Acudir (alternância vocálica o/u) - presente do Compelir (alternância vocálica e/i) - presente do
indicativo - acudo, acodes... e pretérito perfeito do indicativo - compilo, compeles... - pretérito perfeito
indicativo - com u (= bulir, consumir, cuspir, engolir, indicativo - compeli, compeliste...
fugir) / Adequar (defectivo) - só possui a 1ª e a 2ª
Compilar (regular) - presente do indicativo - compilo,
pessoa do plural no presente do indicativo
compilas, compila... - pretérito perfeito indicativo -
Aderir (alternância vocálica e/i) - presente do compilei, compilaste...
indicativo - adiro, adere... (= advertir, cerzir, despir,
Construir (irregular e abundante) - presente do
diferir, digerir, divergir, ferir, sugerir)
indicativo - construo, constróis (ou construis), constrói
Agir (acomodação gráfica g/j) - presente do (ou construi), construímos, construís, constroem (ou
indicativo - ajo, ages... (= afligir, coagir, erigir, construem) - pretérito perfeito indicativo - construí,
espargir, refulgir, restringir, transigir, urgir) construíste...
Agredir (alternância vocálica e/i) - presente do Crer (irregular) - presente do indicativo - creio, crês,
indicativo - agrido, agrides, agride, agredimos, crê, cremos, credes, crêem - pretérito perfeito
agredis, agridem (= prevenir, progredir, regredir, indicativo - cri, creste, creu, cremos, crestes, creram -
transgredir) / Aguar (regular) - presente do imperfeito indicativo - cria, crias, cria, críamos, críeis,
indicativo - águo, águas..., - pretérito perfeito do criam
indicativo - agüei, aguaste, aguou, aguamos,
Falir (defectivo) - presente do indicativo - falimos,
aguastes, aguaram (= desaguar, enxaguar,
falis - pretérito perfeito indicativo - fali, faliste... (=
minguar)
aguerrir, combalir, foragir-se, remir, renhir)
Aprazer (irregular) - presente do indicativo - aprazo,
Frigir (acomodação gráfica g/j e alternância vocálica
aprazes, apraz... / pretérito perfeito do indicativo -
e/i) - presente do indicativo - frijo, freges, frege,
aprouve, aprouveste, aprouve, aprouvemos,
frigimos, frigis, fregem - pretérito perfeito indicativo -
aprouvestes, aprouveram
frigi, frigiste...
Argüir (irregular com alternância vocálica o/u) -
Ir (irregular) - presente do indicativo - vou, vais, vai,
presente do indicativo - arguo (ú), argúis, argúi,
vamos, ides, vão - pretérito perfeito indicativo - fui,
argüimos, argüis, argúem - pretérito perfeito - argüi,
foste... - presente subjuntivo - vá, vás, vá, vamos,
argüiste... (com trema)
vades, vão
Atrair (irregular) - presente do indicativo - atraio,
Jazer (irregular) - presente do indicativo - jazo,
atrais... / pretérito perfeito - atraí, atraíste... (=
jazes... - pretérito perfeito indicativo - jazi, jazeste,
abstrair, cair, distrair, sair, subtrair)
jazeu...
Atribuir (irregular) - presente do indicativo - atribuo,
Mobiliar (irregular) - presente do indicativo - mobílio,
atribuis, atribui, atribuímos, atribuís, atribuem -
mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobíliam -
pretérito perfeito - atribuí, atribuíste, atribuiu... (=
pretérito perfeito indicativo - mobiliei, mobiliaste... /
afluir, concluir, destituir, excluir, instruir, possuir,
Obstar (regular) - presente do indicativo - obsto,
usufruir)
obstas... - pretérito perfeito indicativo - obstei,
Averiguar (alternância vocálica o/u) - presente do obstaste...
indicativo - averiguo (ú), averiguas (ú), averigua (ú),
Pedir (irregular) - presente do indicativo - peço,
averiguamos, averiguais, averiguam (ú) - pretérito
pedes, pede, pedimos, pedis, pedem - pretérito
perfeito - averigüei, averiguaste... - presente do
perfeito indicativo - pedi, pediste... (= despedir,
subjuntivo - averigúe, averigúes, averigúe... (=
expedir, medir) / Polir (alternância vocálica e/i) -
apaziguar)
presente do indicativo - pulo, pules, pule, polimos,
Cear (irregular) - presente do indicativo - ceio, polis, pulem - pretérito perfeito indicativo - poli,
ceias, ceia, ceamos, ceais, ceiam - pretérito perfeito poliste...
indicativo - ceei, ceaste, ceou, ceamos, ceastes,
Precaver-se (defectivo e pronominal) - presente do
cearam (= verbos terminados em -ear: falsear,
indicativo - precavemo-nos, precaveis-vos - pretérito
passear... - alguns apresentam pronúncia aberta:
perfeito indicativo - precavi-me, precaveste-te... /
estréio, estréia...)
Prover (irregular) - presente do indicativo - provejo,
Coar (irregular) - presente do indicativo - côo, côas, provês, provê, provemos, provedes, provêem -
côa, coamos, coais, coam - pretérito perfeito - coei, pretérito perfeito indicativo - provi, proveste, proveu...
coaste, coou... (= abençoar, magoar, perdoar) / / Reaver (defectivo) - presente do indicativo -
Comerciar (regular) - presente do indicativo - reavemos, reaveis - pretérito perfeito indicativo -
comercio, comercias... - pretérito perfeito - reouve, reouveste, reouve... (verbo derivado do
comerciei... (= verbos em -iar , exceto os seguintes haver, mas só é conjugado nas formas verbais com a
verbos: mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar) letra v)
Remir (defectivo) - presente do indicativo - remimos,
remis - pretérito perfeito indicativo - remi, remiste...
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 27
Português
Requerer (irregular) - presente do indicativo - Dizer
requeiro, requeres... - pretérito perfeito indicativo -
presente do indicativo: digo, dizes, diz, dizemos,
requeri, requereste, requereu... (derivado do querer,
dizeis, dizem;
diferindo dele na 1ª pessoa do singular do presente
do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo e presente do subjuntivo: diga, digas, diga, digamos,
derivados, sendo regular) digais, digam;
Rir (irregular) - presente do indicativo - rio, rir, ri, pretérito perfeito do indicativo: disse, disseste,
rimos, rides, riem - pretérito perfeito indicativo - ri, disse, dissemos, dissestes, disseram;
riste... (= sorrir)
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dissera,
Saudar (alternância vocálica) - presente do disseras, dissera, disséramos, disséreis, disseram;
indicativo - saúdo, saúdas... - pretérito perfeito
futuro do presente: direi, dirás, dirá, etc.;
indicativo - saudei, saudaste...
futuro do pretérito: diria, dirias, diria, etc.;
Suar (regular) - presente do indicativo - suo, suas,
sua... - pretérito perfeito indicativo - suei, suaste, pretérito imperfeito do subjuntivo: dissesse,
sou... (= atuar, continuar, habituar, individuar, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis,
recuar, situar) dissessem;
Valer (irregular) - presente do indicativo - valho, futuro do subjuntivo: disser, disseres, disser,
vales, vale... - pretérito perfeito indicativo - vali, dissermos, disserdes, disserem;
valeste, valeu...
Seguem esse modelo os derivados bendizer,
Também merecem atenção os seguintes verbos condizer, contradizer, desdizer, maldizer, predizer.
irregulares:
Os particípios desse verbo e seus derivados são
Pronominais: Apiedar-se, dignar-se, persignar-se, irregulares: dito, bendito, contradito, etc.
precaver-se
Estar
Caber
presente do indicativo: estou, estás, está, estamos,
presente do indicativo: caibo, cabes, cabe, estais, estão;
cabemos, cabeis, cabem;
presente do subjuntivo: esteja, estejas, esteja,
presente do subjuntivo: caiba, caibas, caiba, estejamos, estejais, estejam;
caibamos, caibais, caibam;
pretérito perfeito do indicativo: estive, estiveste,
pretérito perfeito do indicativo: coube, coubeste, esteve, estivemos, estivestes, estiveram;
coube, coubemos, coubestes, couberam;
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: estivera,
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: estiveras, estivera, estivéramos, estivéreis,
coubera, couberas, coubera, coubéramos, estiveram;
coubéreis, couberam;
pretérito imperfeito do subjuntivo: estivesse,
pretérito imperfeito do subjuntivo: coubesse, estivesses, estivesse, estivéssemos, estivésseis,
coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, estivessem;
coubessem;
futuro do subjuntivo: estiver, estiveres, estiver,
futuro do subjuntivo: couber, couberes, couber, estivermos, estiverdes, estiverem;
coubermos, couberdes, couberem.
Fazer
Dar
presente do indicativo: faço, fazes, faz, fazemos,
presente do indicativo: dou, dás, dá, damos, dais, fazeis, fazem;
dão;
presente do subjuntivo: faça, faças, faça, façamos,
presente do subjuntivo: dê, dês, dê, demos, deis, façais, façam;
dêem;
pretérito perfeito do indicativo: fiz, fizeste, fez,
pretérito perfeito do indicativo: dei, deste, deu, fizemos, fizestes, fizeram;
demos, destes, deram;
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fizera,
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram;
deras, dera, déramos, déreis, deram;
pretérito imperfeito do subjuntivo: fizesse,
pretérito imperfeito do subjuntivo: desse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem;
desses, desse, déssemos, désseis, dessem;
futuro do subjuntivo: fizer, fizeres, fizer, fizermos,
futuro do subjuntivo: der, deres, der, dermos, fizerdes, fizerem.
derdes, derem.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 28
Português
Seguem esse modelo desfazer, liquefazer e presente do indicativo: ponho, pões, põe, pomos,
satisfazer. pondes, põem;
Os particípios desse verbo e seus derivados são presente do subjuntivo: ponha, ponhas, ponha,
irregulares: feito, desfeito, liquefeito, satisfeito, etc. ponhamos, ponhais, ponham;
Haver pretérito imperfeito do indicativo: punha, punhas,
punha, púnhamos, púnheis, punham;
presente do indicativo: hei, hás, há, havemos,
haveis, hão; pretérito perfeito do indicativo: pus, puseste, pôs,
pusemos, pusestes, puseram;
presente do subjuntivo: haja, hajas, haja,
hajamos, hajais, hajam; pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pusera,
puseras, pusera, puséramos, puséreis, puseram;
pretérito perfeito do indicativo: houve, houveste,
houve, houvemos, houvestes, houveram; pretérito imperfeito do subjuntivo: pusesse,
pusesses, pusesse, puséssemos, pusésseis,
pretérito mais-que-perfeito do indicativo:
pusessem;
houvera, houveras, houvera, houvéramos,
houvéreis, houveram; futuro do subjuntivo: puser, puseres, puser,
pusermos, puserdes, puserem.
pretérito imperfeito do subjuntivo: houvesse,
houvesses, houvesse, houvéssemos, houvésseis, Todos os derivados do verbo pôr seguem
houvessem; exatamente esse modelo: antepor, compor,
contrapor, decompor, depor, descompor, dispor,
futuro do subjuntivo: houver, houveres, houver,
expor, impor, indispor, interpor, opor, pospor,
houvermos, houverdes, houverem.
predispor, pressupor, propor, recompor, repor,
Ir sobrepor, supor, transpor são alguns deles.
presente do indicativo: vou, vais, vai, vamos, ides, Querer
vão;
presente do indicativo: quero, queres, quer,
presente do subjuntivo: vá, vás, vá, vamos, queremos, quereis, querem;
vades, vão;
presente do subjuntivo: queira, queiras, queira,
pretérito imperfeito do indicativo: ia, ias, ia, queiramos, queirais, queiram;
íamos, íeis, iam;
pretérito perfeito do indicativo: quis, quiseste, quis,
pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, quisemos, quisestes, quiseram;
fomos, fostes, foram;
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: quisera,
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, quiseras, quisera, quiséramos, quiséreis, quiseram;
foras, fora, fôramos, fôreis, foram;
pretérito imperfeito do subjuntivo: quisesse,
pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis,
fosse, fôssemos, fôsseis, fossem; quisessem;
futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, futuro do subjuntivo: quiser, quiseres, quiser,
fordes, forem. quisermos, quiserdes, quiserem;
Poder Saber
presente do indicativo: posso, podes, pode, presente do indicativo: sei, sabes, sabe, sabemos,
podemos, podeis, podem; sabeis, sabem;
presente do subjuntivo: possa, possas, possa, presente do subjuntivo: saiba, saibas, saiba,
possamos, possais, possam; saibamos, saibais, saibam;
pretérito perfeito do indicativo: pude, pudeste, pretérito perfeito do indicativo: soube, soubeste,
pôde, pudemos, pudestes, puderam; soube, soubemos, soubestes, souberam;
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pudera, pretérito mais-que-perfeito do indicativo: soubera,
puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, puderam; souberas, soubera, soubéramos, soubéreis,
souberam;
pretérito imperfeito do subjuntivo: pudesse,
pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis, pretérito imperfeito do subjuntivo: soubesse,
pudessem; soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis,
soubessem;
futuro do subjuntivo: puder, puderes, puder,
pudermos, puderdes, puderem. futuro do subjuntivo: souber, souberes, souber,
soubermos, souberdes, souberem.
Pôr
Ser
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 29
Português
presente do indicativo: sou, és, é, somos, sois, futuro do subjuntivo: trouxer, trouxeres, trouxer,
são; trouxermos, trouxerdes, trouxerem.
presente do subjuntivo: seja, sejas, seja, Ver
sejamos, sejais, sejam;
presente do indicativo: vejo, vês, vê, vemos, vedes,
pretérito imperfeito do indicativo: era, eras, era, vêem;
éramos, éreis, eram;
presente do subjuntivo: veja, vejas, veja, vejamos,
pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, vejais, vejam;
fomos, fostes, foram;
pretérito perfeito do indicativo: vi, viste, viu, vimos,
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, vistes, viram;
foras, fora, fôramos, fôreis, foram;
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: vira,
pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, viras, vira, víramos, víreis, viram;
fosse, fôssemos, fôsseis, fossem;
pretérito imperfeito do subjuntivo: visse, visses,
futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, visse, víssemos, vísseis, vissem;
fordes, forem.
futuro do subjuntivo: vir, vires, vir, virmos, virdes,
As segundas pessoas do imperativo afirmativo são: virem.
sê (tu) e sede (vós).
Seguem esse modelo os derivados antever, entrever,
Ter prever, rever. Prover segue o modelo acima apenas
no presente do indicativo e seus tempos derivados;
presente do indicativo: tenho, tens, tem, temos,
nos demais tempos, comporta-se como um verbo
tendes, têm;
regular da segunda conjugação.
presente do subjuntivo: tenha, tenhas, tenha,
Vir
tenhamos, tenhais, tenham;
presente do indicativo: venho, vens, vem, vimos,
pretérito imperfeito do indicativo: tinha, tinhas,
vindes, vêm;
tinha, tínhamos, tínheis, tinham;
presente do subjuntivo: venha, venhas, venha,
pretérito perfeito do indicativo: tive, tiveste, teve,
venhamos, venhais, venham;
tivemos, tivestes, tiveram;
pretérito imperfeito do indicativo: vinha, vinhas,
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: tivera,
vinha, vínhamos, vínheis, vinham;
tiveras, tivera, tivéramos, tivéreis, tiveram;
pretérito perfeito do indicativo: vim, vieste, veio,
pretérito imperfeito do subjuntivo: tivesse,
viemos, viestes, vieram;
tivesses, tivesse, tivéssemos, tivésseis, tivessem;
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: viera,
futuro do subjuntivo: tiver, tiveres, tiver, tivermos,
vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram;
tiverdes, tiverem.
pretérito imperfeito do subjuntivo: viesse, viesses,
Seguem esse modelo os verbos ater, conter, deter,
viesse, viéssemos, viésseis, viessem;
entreter, manter, reter.
futuro do subjuntivo: vier, vieres, vier, viermos,
Trazer
vierdes, vierem;
presente do indicativo: trago, trazes, traz,
particípio e gerúndio: vindo.
trazemos, trazeis, trazem;
Seguem esse modelo os verbos advir, convir,
presente do subjuntivo: traga, tragas, traga,
desavir-se, intervir, provir, sobrevir.
tragamos, tragais, tragam;
O emprego do infinitivo não obedece a regras bem
pretérito perfeito do indicativo: trouxe, trouxeste,
definidas.
trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram;
O impessoal é usado em sentido genérico ou
pretérito mais-que-perfeito do indicativo:
indefinido, não relacionado a nenhuma pessoa, o
trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos,
pessoal refere-se às pessoas do discurso,
trouxéreis, trouxeram;
dependendo do contexto. Recomenda-se sempre o
futuro do presente: trarei, trarás, trará, etc.; uso da forma pessoal se for necessário dar à frase
maior clareza e ênfase.
futuro do pretérito: traria, trarias, traria, etc.;
Usa-se o impessoal:
pretérito imperfeito do subjuntivo: trouxesse,
trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, sem referência a nenhum sujeito: É proibido fumar na
trouxessem; sala;
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 30
Português
nas locuções verbais: Devemos avaliar a sua a) requerêssemos – interviesse
situação; b) requiséssemos – interviesse
c) requerêssemos – intervisse
quando o infinitivo exerce função de complemento
d) requizéssemos – interviesse
de adjetivos: É um problema fácil de solucionar;
quando o infinitivo possui valor de imperativo - Ele 6. Se __________ o livro, não __________ com ele;
respondeu: "Marchar!" __________ onde combinamos.
Usa-se o pessoal: a) reouveres – fiques – põe-no
quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito b) reouveres – fiques – põe-lo
da oração principal: Eu não te culpo por saíres c) reaveres – fica – ponha-o
daqui; d) reaveres fique – ponha-o
quando, por meio de flexão, se quer realçar ou 7. Se eles __________ suas razões e __________
identificar a pessoa do sujeito: Foi um erro suas teses, não os __________ .
responderes dessa maneira;
a) expuserem – mantiverem – censura
quando queremos determinar o sujeito (usa-se a 3ª b) expuserem – mantiverem – censures
pessoa do plural): - Escutei baterem à porta. c) exporem – manterem – censures
d) exporem – manterem – censura
8. Se o __________ por perto, __________; ele
Exercícios __________ o esforço construtivo de qualquer
pessoa.
1. A forma correta do verbo submeter-se, na 1a. a) veres – precavenha-se – obstrue
pessoa do plural do imperativo afirmativo é: b) vires – precavém-te – obstrui
c) veres – acautela-te – obstrui
a) submetamo-nos d) vires – acautela-te – obstrui
b) submeta-se
c) submete-te 9. Se ele se __________ em sua exposição,
d) submetei-vos __________ bem. Não te __________.
2. __________ mesmo que és capaz de vencer; a) deter – ouça-lhe – precipites
__________ e não __________ . b) deter – ouve-lhe – precipita
c) detiver – ouve-o precipita
a) Mostra a ti – decide-te – desanime d) detiver – ouve-o -precipites
b) Mostre a ti – decida-te – desanimes
c) Mostra a ti – decida-te – desanimes 10. Os habitantes da ilha acreditam que, quando
d) Mostra a ti – decide-te – desanimes Jesus __________ e __________ todos em paz,
haverá de abençoá-los.
3. Depois que o sol se __________, haverão de
__________ as atividades. a) vier – os ver
b) vir – os ver
a) pôr – suspender c) vier – os vir
b) por – suspenderem d) vier – lhes vir
c) puser – suspender
d) puser – suspenderem 11. Os pais ainda __________ certos princípios, mas
os filhos já não __________ neles e __________ de
4. Não se deixe dominar pela solidão. __________ sua orientação.
a vida que há nas formas da natureza, __________
atenção à transbordante linguagem das coisas e a) mantém – crêem – divergem
__________ o mundo pelo qual transita distraído. b) mantêem – crêem – divergem
c) mantêm – crêem – divergem
a) Descobre – presta – vê d) mantém – crêem – divirgem
b) Descubra – presta – vê
c) Descubra – preste – veja 12. Se todas as pessoas __________ boas relações
d) Descubra – presta – veja e __________ as amizades, viveriam mais felizes.
5. Se __________ a interferência do Ministro nos a) mantivessem – refizessem
programas de televisão e se ele __________, não b) mantivessem – refazessem
ocorreriam certos abusos. c) mantiverem – refizerem
d) mantessem – refizessem
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 31
Português
13. __________ graves problemas que o c) podia ser controlado
__________, durante vários anos, no porto, e d) controlavam-se
impediram que __________ , em tempo devido, sua
promoção. 20. Assinale a oração que não tem condições de ser
transformada em passiva.
a) sobreviram – deteram – requeresse
b) sobreviram – detiveram – requisesse a) As novelas substituíram os folhetins do passado
c) sobrevieram – detiveram – requisesse b) O diretor reuniu para esta novela um elenco
d) sobrevieram – detiveram – requeresse especial
c) Alguns episódios estão mexendo com as emoções
14. Eu não __________ a desobediência, embora do público
ela me _________, portanto, não __________ d) O autor extrai alguns detalhes do personagem de
comigo. pessoas conhecidas
a) premio – favoreça – contes * Instruções para as questões subsequentes:
b) premio – favorece – conta Passe a frase dada, se for ativa, para a voz
c) premio – favoreça – conta passiva, e vice-versa. Assinale a alternativa que,
d) premeio – favoreça – contas feita a transformação, substitui corretamente a
forma verbal grifada, sem que haja mudança de
15. Se ao menos ele __________ a confusão que tempo e modo verbais.
aquilo ia dar! Mas não pensou, não se __________,
e __________ na briga que não era sua. 21. Não se faz mais nada como antigamente.
a) prevesse – continha – interveio a) é feito
b) previsse – conteve – interveio b) têm feito
c) prevesse – continha – interviu c) foi feito
d) previsse – conteve – interviu d) fazem
16. A locução verbal que constitui voz passiva 22. Saí de lá com a certeza de que os livros me
analítica é: seriam enviados por ele, sem falta, na data marcada.
a) Vais fazer essa operação? a) iria enviar
b) Você teria realizado tal cirurgia? b) foram enviados
c) Realizou-se logo a intervenção. c) enviará
d) A operação foi realizada logo. d) enviaria
17. O seguinte período apresenta uma forma verbal 23. Em meio àquele tumulto, ele ia terminando o
na voz passiva: “as pessoas comprometidas com a complicado trabalho.
corrupção deveriam ser punidas de forma mais
rigorosa”. Qual a alternativa que apresenta a forma a) foi terminando
verbal ativa correspondente? b) foi sendo terminado
c) foi terminado
a) deveria punir d) ia sendo terminado
b) puniria
c) puniriam 24. Seria bom que o projeto fosse submetido à
d) deveriam punir apreciação da equipe, para que se retificassem
possíveis falhas.
18. A oração “o alarma tinha sido disparado pelo
guarda” está na voz passiva. Assinale a alternativa a) submeteram – retifiquem
que apresenta a forma verbal ativa correspondente. b) submeter – retificar
c) submetessem – retificassem
a) disparara d) se submetesse – retifiquem
b) fora disparado
c) tinham disparado 25. Se fôssemos ouvidos, muitos aborrecimentos
d) tinha disparado seriam evitados.
19. A oração “o engenheiro podia controlar todos os a) ouvíssemos – estaríamos
empregados da estação ferroviária” está na voz b) formos ouvidos – serão evitados
ativa. Assinale a forma verbal passiva c) nos ouvissem – se evitariam
correspondente. d) nos ouvissem – evitariam
a) podiam ser controlados 1 A / 2 D / 3 C / 4 C / 5 A / 6 A / 7 B / 8 D / 9 D / 10 C
b) seriam controlados / 11 C / 12 A / 13 D / 14 A / 15 B / 16 D / 17 D / 18 D /
19 A / 20 C / 21 D / 22 D / 23 D / 24 C / 25 D
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 32
Português
ARTIGO geralmente dispensado depois de cheirar a, saber a
(= ter gosto a) e similares (cheirar a jasmim / isto
sabe a vinho);
Precede o substantivo para determiná-lo, mantendo
não se usa artigo diante das palavras casa (= lar,
com ele relação de concordância. Assim, qualquer
moradia), terra (= chão firme) e palácio a menos que
expressão ou frase fica substantivada se for
essas palavras sejam especificadas (venho de casa /
determinada por artigo (O 'conhece-te a ti mesmo' é
venho da casa paterna);
conselho sábio). Em certos casos, serve para
assinalar gênero e número (o/a colega, o/os na expressão uma hora, significando a primeira hora,
ônibus). o emprego é facultativo (era perto de / da uma hora).
Se for indicar hora exata, à uma hora (como qualquer
Os artigos podem ser classificado em:
expressão adverbial feminina);
definido - o, a, os, as - um ser claramente
diante de alguns nomes de cidade não se usa artigo,
determinado entre outros da mesma espécie;
a não ser que venham modificados por adjetivo,
indefinido - um, uma, uns, umas - um ser qualquer locução adjetiva ou oração adjetiva (Aracaju, Sergipe,
entre outros de mesma espécie; Curitiba, Roma, Atenas);
Podem aparecer combinados com preposições usa-se artigo definido antes dos nomes de estados
(numa, do, à, entre outros). brasileiros. Como não se usa artigo nas
denominações geográficas formadas por nomes ou
Quanto ao emprego do artigo:
adjetivos, excetuam-se AL, GO, MT, MG, PE, SC, SP
não é obrigatório seu uso diante da maioria dos e SE;
substantivos, podendo ser substituído por outra
expressões com palavras repetidas repelem artigo
palavra determinante ou nem usado (o rapaz ≠ este (gota a gota / face a face);
rapaz / Lera numa revista que mulher fica mais
gripada que homem). Nesse sentido, convém omitir não se combina com preposição o artigo que faz
o uso do artigo em provérbios e máximas para parte de nomes de jornais, revistas e obras literárias,
manter o sentido generalizante (Tempo é dinheiro / bem como se o artigo introduzir sujeito (li em Os
Dedico esse poema a homem ou a mulher?); Lusíadas / Está na hora de a onça beber água);
não se deve usar artigo depois de cujo e suas depois de todo, emprega-se o artigo para conferir
flexões; idéia de totalidade (Toda a sociedade poderá
participar / toda a cidade ≠ toda cidade). "Todos"
outro, em sentido determinado, é precedido de
exige artigo a não ser que seja substituído por outro
artigo; caso contrário, dispensa-o (Fiquem dois
determinante (todos os familiares / todos estes
aqui; os outros podem ir ≠ Uns estavam atentos;
familiares);
outros conversavam);
repete-se artigo: a) nas oposições entre pessoas e
não se usa artigo diante de expressões de coisas (o rico e o pobre) / b) na qualificação
tratamento iniciadas por possessivos, além das
antonímica do mesmo substantivo (o bom e o mau
formas abreviadas frei, dom, são, expressões de
ladrão) / c) na distinção de gênero e número (o
origem estrangeira (Lord, Sir, Madame) e sóror ou
patrão e os operários / o genro e a nora);
sóror;
não se repete artigo: a) quando há sinonímia indicada
é obrigatório o uso do artigo definido entre o pela explicativa ou (a botânica ou fitologia) / b)
numeral ambos (ambos os dois) e o substantivo a quando adjetivos qualificam o mesmo substantivo (a
que se refere (ambos os cônjuges);
clara, persuasiva e discreta exposição dos fatos nos
diante do possessivo (função de adjetivo) o uso é abalou).
facultativo; mas se o pronome for substantivo,
torna-se obrigatório (os [seus] planos foram
descobertos, mas os meus ainda estão em NUMERAL:
segredo);
Numeral é a palavra que indica quantidade, número
omite-se o artigo definido antes de nomes de de ordem, múltiplo ou fração. Classifica-se como
parentesco precedidos de possessivo (A moça cardinal (1, 2, 3), ordinal (primeiro, segundo, terceiro),
deixou a casa a sua tia); multiplicativo (dobro, duplo, triplo), fracionário (meio,
antes de nomes próprios personativos, não se deve metade, terço). Além desses, ainda há os numerais
utilizar artigo. O seu uso denota familiaridade, por coletivos (dúzia, par).
isso é geralmente usado antes de apelidos. Os Quanto ao valor, os numerais podem apresentar
antropônimos são determinados pelo artigo se valor adjetivo ou substantivo. Se estiverem
usados no plural (os Maias, Os Homeros); acompanhando e modificando um substantivo, terão
valor adjetivo. Já se estiverem substituindo um
substantivo e designando seres, terão valor
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 33
Português
substantivo. [Ele foi o primeiro jogador a chegar. É a palavra que modifica o sentido do verbo
(valor adjetivo) / Ele será o primeiro desta vez. (maioria), do adjetivo e do próprio advérbio
(valor substantivo)]. (intensidade para essas duas classes). Denota em si
mesma uma circunstância que determina sua
Quanto ao emprego:
classificação:
os ordinais como último, penúltimo, antepenúltimo,
lugar: longe, junto, acima, ali, lá, atrás, alhures;
respectivos... não possuem cardinais
correspondentes. tempo: breve, cedo, já, agora, outrora,
imediatamente, ainda;
os fracionários têm como forma própria meio,
metade e terço, todas as outras representações de modo: bem, mal, melhor, pior, devagar, a maioria
divisão correspondem aos ordinais ou aos cardinais dos adv. com sufixo -mente;
seguidos da palavra avos (quarto, décimo,
negação: não, qual nada, tampouco, absolutamente;
milésimo, quinze avos);
dúvida: quiçá, talvez, provavelmente, porventura,
designando séculos, reis, papas e capítulos, utiliza-
possivelmente;
se na leitura ordinal até décimo; a partir daí usam-
se os cardinais. (Luís XIV - quatorze, Papa Paulo II intensidade: muito, pouco, bastante, mais, meio,
- segundo); quão, demais, tão;
Se o numeral vier antes do substantivo, será afirmação: sim, certamente, deveras, com efeito,
obrigatório o ordinal (XX Bienal - vigésima, IV realmente, efetivamente.
Semana de Cultura - quarta);
As palavras onde (de lugar), como (de modo), porque
zero e ambos(as) também são numerais cardinais. (de causa), quanto (classificação variável) e quando
14 apresenta duas formas por extenso catorze e (de tempo), usadas em frases interrogativas diretas
quatorze; ou indiretas, são classificadas como advérbios
interrogativos (queria saber onde todos dormirão /
a forma milhar é masculina, portanto não existe
quando se realizou o concurso).
"algumas milhares de pessoas" e sim alguns
milhares de pessoas; Onde, quando, como, se empregados com
antecedente em orações adjetivas são advérbios
alguns numerais coletivos: grosa (doze dúzias),
relativos (estava naquela rua onde passavam os
lustro (período de cinco anos), sesquicentenário
ônibus / ele chegou na hora quando ela ia falar / não
(150 anos);
sei o modo como ele foi tratado aqui).
um: numeral ou artigo? Nestes casos, a distinção é
As locuções adverbiais são geralmente constituídas
feita pelo contexto.
de preposição + substantivo - à direita, à frente, à
Numeral indicando quantidade e artigo quando se vontade, de cor, em vão, por acaso, frente a frente,
opõe ao substantivo indicando-o de forma de maneira alguma, de manhã, de repente, de vez
indefinida. em quando, em breve, em mão (em vez de "em
mãos") etc. São classificadas, também, em função da
Quanto à flexão, varia em gênero e número:
circunstância que expressam.
variam em gênero:
Quanto ao grau, apesar de pertencer à categoria das
Cardinais: um, dois e os duzentos a novecentos; palavras invariáveis, o advérbio pode apresentar
todos os ordinais; os multiplicativos e fracionários, variações de grau comparativo ou superlativo.
quando expressam uma idéia adjetiva em relação
Comparativo:
ao substantivo.
igualdade - tão + advérbio + quanto
variam em número:
superioridade - mais + advérbio + (do) que
Cardinais terminados em -ão; todos os ordinais; os
multiplicativos, quando têm função adjetiva; os inferioridade - menos + advérbio + (do) que
fracionários, dependendo do cardinal que os
Superlativo:
antecede.
sintético - advérbio + sufixo (-íssimo)
Os cardinais, quando substantivos, vão para o
plural se terminarem por som vocálico (Tirei dois analítico - muito + advérbio.
dez e três quatros).
Bem e mal admitem grau comparativo de
superioridade sintético: melhor e pior. As formas mais
bem e mais mal são usadas diante de particípios
ADVÉRBIO: adjetivados. (Ele está mais bem informado do que
eu). Melhor e pior podem corresponder a mais bem /
mal (adv.) ou a mais bom / mau (adjetivo).
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 34
Português
situação: então, mas, se, agora, afinal etc. (Afinal,
quem perguntaria a ele?).
Quanto ao emprego:
PREPOSIÇÃO:
três advérbios pronominais indefinidos de lugar vão
caindo em desuso: algures, alhures e nenhures,
substituídos por em algum, em outro e em nenhum
É a palavra invariável que liga dois termos
lugar;
entre si, estabelecendo relação de subordinação
na linguagem coloquial, o advérbio recebe sufixo entre o termo regente e o regido. São antepostos aos
diminutivo. Nesses casos, o advérbio assume valor dependentes (objeto indireto, complemento nominal,
superlativo absoluto sintético (cedinho / pertinho). A adjuntos e orações subordinadas). Divide-se em:
repetição de um mesmo advérbio também assume
essenciais (maioria das vezes são preposições): a,
valor superlativo (saiu cedo, cedo);
ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre,
quando os advérbios terminados em -mente para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás;
estiverem coordenados, é comum o uso do sufixo
acidentais (palavras de outras classes que podem
só no último (Falou rápida e pausadamente);
exercer função de preposição): afora, conforme (= de
muito e bastante podem aparecer como advérbio acordo com), consoante, durante, exceto, salvo,
(invariável) ou pronome indefinido (variável - segundo, senão, mediante, visto (= devido a, por
determina substantivo); causa de) etc. (Vestimo-nos conforme a moda e o
tempo / Os heróis tiveram como prêmio aquela taça /
otimamente e pessimamente são superlativos
Mediante meios escusos, ele conseguiu a vaga /
absolutos sintéticos de bem e mal,
Vovó dormiu durante a viagem).
respectivamente;
As preposições essenciais regem pronomes oblíquos
adjetivos adverbializados mantêm-se invariáveis
tônicos; enquanto preposições acidentais regem as
(terminaram rápido o trabalho / ele falou claro).
formas retas dos pronomes pessoais. (Falei sobre
As palavras denotativas são séries de palavras que ti/Todos, exceto eu, vieram).
se assemelham ao advérbio. A Norma Gramatical
As locuções prepositivas, em geral, são formadas de
Brasileira considera-as apenas como palavras
advérbio (ou locução adverbial) + preposição - abaixo
denotativas, não pertencendo a nenhuma das 10
de, acerca de, a fim de, além de, defronte a, ao lado
classes gramaticais. Classificam-se em função da
de, apesar de, através de, de acordo com, em vez
idéia que expressam:
de, junto de, perto de, até a, a par de, devido a.
adição: ainda, além disso etc. (Comeu tudo e ainda
Observa-se que a última palavra da locução
queria mais);
prepositiva é sempre uma preposição, enquanto a
afastamento: embora (Foi embora daqui); última palavra de uma locução adverbial nunca é
preposição.
afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente
(Ainda bem que passei de ano); Quanto ao emprego, as preposições podem ser
usadas em:
aproximação: quase, lá por, bem, uns, cerca de,
por volta de etc. (É quase 1h a pé); combinação: preposição + outra palavra sem perda
fonética (ao/aos);
designação: eis (Eis nosso carro novo);
contração: preposição + outra palavra com perda
exclusão: apesar, somente, só, salvo, unicamente,
fonética (na/àquela);
exclusive, exceto, senão, sequer, apenas etc.
(Todos saíram, menos ela / Não me descontou não se deve contrair de se o termo seguinte for
sequer um real); sujeito (Está na hora de ele falar);
explicação: isto é, por exemplo, a saber etc. (Li a preposição após, pode funcionar como advérbio (=
vários livros, a saber, os clássicos); atrás) (Terminada a festa, saíram logo após.);
inclusão: até, ainda, além disso, também, inclusive trás, atualmente, só se usa em locuções adverbiais e
etc. (Eu também vou / Falta tudo, até água); prepositivas (por trás, para trás por trás de).
limitação: só, somente, unicamente, apenas etc. Quanto à diferença entre pronome pessoal oblíquo,
(Apenas um me respondeu / Só ele veio à festa); preposição e artigo, deve-se observar que a
preposição liga dois termos, sendo invariável,
realce: é que, cá, lá, não, mas, é porque etc. (E
enquanto o pronome oblíquo substitui um
você lá sabe essa questão?); substantivo. Já o artigo antecede o substantivo,
retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes etc. determinando-o.
(Somos três, ou melhor, quatro);
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 35
Português
As preposições podem estabelecer as seguintes CONJUNÇÃO:
relações: isoladamente, as preposições são
palavras vazias de sentido, se bem que algumas
contenham uma vaga noção de tempo e lugar. Nas É a palavra que liga orações basicamente,
frases, exprimem diversas relações: estabelecendo entre elas alguma relação
autoria - música de Caetano (subordinação ou coordenação). As conjunções
classificam-se em:
lugar - cair sobre o telhado, estar sob a mesa
Coordenativas, aquelas que ligam duas orações
tempo - nascer a 15 de outubro, viajar em uma independentes (coordenadas), ou dois termos que
hora, viajei durante as férias exercem a mesma função sintática dentro da oração.
modo ou conformidade - chegar aos gritos, votar Apresentam cinco tipos:
em branco aditivas (adição): e, nem, mas também, como
causa - tremer de frio, preso por vadiagem também, bem como, mas ainda;
assunto - falar sobre política adversativas (adversidade, oposição): mas, porém,
todavia, contudo, antes (= pelo contrário), não
fim ou finalidade - vir em socorro, vir para ficar obstante, apesar disso;
instrumento - escrever a lápis, ferir-se com a faca alternativas (alternância, exclusão, escolha): ou, ou
... ou, ora ... ora, quer ... quer;
companhia - sair com amigos / meio - voltar a
cavalo, viajar de ônibus conclusivas (conclusão): logo, portanto, pois (depois
do verbo), por conseguinte, por isso;
matéria - anel de prata, pão com farinha
explicativas (justificação): - pois (antes do verbo),
posse - carro de João
porque, que, porquanto.
oposição - Flamengo contra Fluminense
Subordinativas - ligam duas orações dependentes,
conteúdo - copo de (com) vinho subordinando uma à outra. Apresentam dez tipos:
preço - vender a (por) R$ 300, 00 causais: porque, visto que, já que, uma vez que,
como, desde que;
origem - descender de família humilde
Palavra que liga orações basicamente,
especialidade - formou-se em Medicina
estabelecendo entre elas alguma relação
destino ou direção - ir a Roma, olhe para frente. (subordinação ou coordenação). As conjunções
classificam-se em:
comparativas: como, (tal) qual, assim como, (tanto)
INTERJEIÇÃO: quanto, (mais ou menos +) que;
condicionais: se, caso, contanto que, desde que,
São palavras que expressam estados emocionais salvo se, sem que (= se não), a menos que;
do falante, variando de acordo com o contexto consecutivas (conseqüência, resultado, efeito): que
emocional. Podem expressar: (precedido de tal, tanto, tão etc. - indicadores de
alegria - ah!, oh!, oba! intensidade), de modo que, de maneira que, de sorte
que, de maneira que, sem que;
advertência - cuidado!, atenção
conformativas (conformidade, adequação):
afugentamento - fora!, rua!, passa!, xô! conforme, segundo, consoante, como;
alívio - ufa!, arre! concessiva: embora, conquanto, posto que, por
animação - coragem!, avante!, eia! muito que, se bem que, ainda que, mesmo que;
aplauso - bravo!, bis!, mais um! temporais: quando, enquanto, logo que, desde que,
assim que, mal (= logo que), até que;
chamamento - alô!, olá!, psit!
finais - a fim de que, para que, que;
desejo - oxalá!, tomara! / dor - ai!, ui!
proporcionais: à medida que, à proporção que, ao
espanto - puxa!, oh!, chi!, ué! passo que, quanto mais (+ tanto menos);
impaciência - hum!, hem! integrantes - que, se.
silêncio - silêncio!, psiu!, quieto! As conjunções integrantes introduzem as orações
São locuções interjetivas: puxa vida!, não diga!, que subordinadas substantivas, enquanto as demais
horror!, graças a Deus!, ora bolas!, cruz credo! iniciam orações subordinadas adverbiais. Muitas
vezes a função de interligar orações é
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 36
Português
desempenhada por locuções conjuntivas, advérbios 7 . A flexão do número incorreta é:
ou pronomes. a) tabelião – tabeliães.
b) melão – melões
c) ermitão – ermitões.
d) chão – chãos.
Exercícios e) catalão – catalões.
8. Dos verbos abaixo apenas um é regular,
identifique-o:
1. A alternativa que apresenta classes de palavras
cujos sentidos podem ser modificados pelo a) pôr.
advérbio são: b) adequar.
c) copiar.
a) adjetivo – advérbio – verbo. d) reaver.
b) verbo – interjeição – conjunção. e) brigar.
c) conjunção – numeral – adjetivo.
d) adjetivo – verbo – interjeição. 9. A alternativa que não apresenta erro de flexão
e) interjeição – advérbio – verbo. verbal no presente do indicativo é:
2. Das palavras abaixo, faz plural como a) reavejo (reaver).
“assombrações” b) precavo (precaver).
c) coloro (colorir).
a) perdão. d) frijo (frigir).
b) bênção. e) fedo (feder).
c) alemão.
d) cristão. 10. A classe de palavras que é empregada para
e) capitão. exprimir estados emotivos:
3. Na oração “Ninguém está perdido se der a) adjetivo.
amor…”, a palavra grifada pode ser classificada b) interjeição.
como: c) preposição.
d) conjunção.
a) advérbio de modo. e) advérbio.
b) conjunção adversativa.
c) advérbio de condição. 11. Todas as formas abaixo expressam um tamanho
d) conjunção condicional. menor que o normal, exceto:
e) preposição essencial.
a) saquitel.
4. Marque a frase em que o termo destacado b) grânulo.
expressa circunstância de causa: c) radícula.
d) marmita.
a) Quase morri de vergonha. e) óvulo.
b) Agi com calma.
c) Os mudos falam com as mãos. 12. Em “Tem bocas que murmuram preces…”, a
d) Apesar do fracasso, ele insistiu. seqüência morfológica é:
e) Aquela rua é demasiado estreita.
a) verbo-substantivo-pronome relativo-verbo-
5. “Enquanto punha o motor em movimento.” O substantivo.
verbo destacado encontra-se no: b) verbo-substantivo-conjunção integrante-verbo-
substantivo.
a) Presente do subjuntivo. c) verbo-substantivo-conjunção coordenativa-verbo-
b) Pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo. adjetivo.
c) Presente do indicativo. d) verbo-adjetivo-pronome indefinido-verbo-
d) Pretérito mais-que-perfeito do indicativo. substantivo.
e) Pretérito imperfeito do indicativo. e) verbo-advérbio-pronome relativo-verbo-
substantivo.
6. Aponte a opção em que muito é pronome
indefinido: 13. A alternativa que possui todos os substantivos
corretamente colocados no plural é:
a) O soldado amarelo falava muito bem.
b) Havia muito bichinho ruim. a) couve-flores / amores-perfeitos / boas-vidas.
c) Fabiano era muito desconfiado. b) tico-ticos / bem-te-vis / joões-de-barro.
d) Fabiano vacilava muito para tomar decisão. c) terças-feiras / mãos-de-obras / guarda-roupas.
e) Muito eficiente era o soldado amarelo.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 37
Português
d) arco-íris / portas-bandeiras / sacas-rolhas. a) interjeição – advérbio – pronome possessivo.
e) dias-a-dia / lufa-lufas / capitães-mor. b) numeral – substantivo – conjunção.
c) artigo – pronome demonstrativo – substantivo.
14. “…os cipós que se emaranhavam…” . A palavra d) adjetivo – preposição – advérbio.
sublinhada é: e) conjunção – interjeição – preposição.
a) conjunção explicativa. 21. Todos os verbos abaixo são defectivos, exceto:
b) conjunção integrante.
c) pronome relativo. a) abolir.
d) advérbio interrogativo. b) colorir.
e) preposição acidental. c) extorquir.
d) falir.
15. Indique a frase em que o verbo se encontra na e) exprimir.
2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo:
22. O substantivo composto que está indevidamente
a) Faça o trabalho. escrito no plural é:
b) Acabe a lição.
c) Mande a carta. a) mulas-sem-cabeça.
d) Dize a verdade. b) cavalos-vapor.
e) Beba água filtrada. c) abaixos-assinados.
d) quebra-mares.
16. Em “Escrever é alguma coisa extremamente e) pães-de-ló.
forte, mas que pode me trair e me abandonar.”, as
palavras grifadas podem ser classificadas como, 23. A alternativa que apresenta um substantivo
respectivamente: invariável e um variável, respectivamente, é:
a) pronome adjetivo – conjunção aditiva. a) vírus – revés.
b) pronome interrogativo – conjunção aditiva. b) fênix – ourives.
c) pronome substantivo – conjunção alternativa. c) ananás – gás.
d) pronome adjetivo – conjunção adversativa. d) oásis – alferes.
e) pronome interrogativo – conjunção alternativa. e) faquir – álcool.
17. Marque o item em que a análise morfológica da 24. “Paula mirou-se no espelho das águas”: Esta
palavra sublinhada não está correta: oração contém um verbo na voz:
a) Ele dirige perigosamente – (advérbio). a) ativa.
b) Nada foi feito para resolver a questão – b) passiva analítica.
(pronome indefinido). c) passiva pronominal.
c) O cantar dos pássaros alegra as manhãs – d) reflexiva recíproca.
(verbo). e) reflexiva.
d) A metade da classe já chegou – (numeral).
e) Os jovens gostam de cantar música moderna – 25. O único substantivo que não é sobrecomum é:
(verbo).
a) verdugo.
18. Quanto à flexão de grau, o substantivo que b) manequim.
difere dos demais é: c) pianista.
d) criança.
a) viela. e) indivíduo.
b) vilarejo.
c) ratazana. 26. A alternativa que apresenta um verbo
d) ruela. indevidamente flexionado no presente do subjuntivo
e) sineta. é:
19. Está errada a flexão verbal em: a) vade.
b) valham.
a) Eu intervim no caso. c) meçais.
b) Requeri a pensão alimentícia. d) pulais.
c) Quando eu ver a nova casa, aviso você e) caibamos.
d) Anseio por sua felicidade.
e) Não pudeste falar. 27. A alternativa que apresenta uma flexão incorreta
do verbo no imperativo é:
20. Das classes de palavra abaixo, as invariáveis
são: a) dize.
b) faz.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 38
Português
c) crede. d) Eles precavêm.
d) traze. e) Ela precaveu.
e) acudi.
35. A única alternativa em que as palavras são,
28. A única forma que não corresponde a um respectivamente, substantivo abstrato, adjetivo
particípio é: biforme e preposição acidental é:
a) roto. a) beijo-alegre-durante
b) nato. b) remédio-inteligente-perante
c) incluso. c) feiúra-lúdico-segundo
d) sepulto. d) ar-parco-por
e) impoluto. e) dor-veloz-consoante
29. Na frase: “Apieda-te qualquer sandeu”, a 1 A / 2 A / 3 D / 4 A / 5 E / 6 B / 7 E / 8 E / 9 D / 10 B /
palavra sandeu (idiota, imbecil) é um substantivo: 11 D / 12 A / 13 B / 14 C / 15 D / 16 D / 17 C / 18 C /
19 C / 20 E / 21 E / 22 C / 23 A / 24 E / 25 C / 26 D /
a) comum, concreto e sobrecomum 27 B / 28 D / 29 D / 30 E / 31 C / 32 E / 33 D / 34 E /
b) concreto, simples e comum de dois gêneros. 35 C
c) simples, abstrato e feminino.
d) comum, simples e masculino
e) simples, abstrato e masculino.
30. A alternativa em que não há erro de flexão do
verbo é:
a) Nós hemos de vencer.
b) Deixa que eu coloro este desenho.
c) Pega a pasta e a flanela e pole o meu carro.
d) Eu reavi o meu caderno que estava perdido.
e) Aderir, eu adiro; mas não é por muito tempo!
31. Em “Imaginou-o, assim caído…” a palavra
destacada, morfologicamente e sintaticamente, é:
a) artigo e adjunto adnominal.
b) artigo e objeto direto.
c) pronome oblíquo e objeto direto.
d) pronome oblíquo e adjunto adnominal.
e) pronome oblíquo e objeto indireto.
32. O item em que temos um adjetivo em grau
superlativo absoluto é:
a) Está chovendo bastante.
b) Ele é um bom funcionário.
c) João Brandão é mais dedicado que o vigia.
d) Sou o funcionário mais dedicado da repartição.
e) João Brandão foi tremendamente inocente.
33. A alternativa em que o verbo abolir está
incorretamente flexionado é:
a) Tu abolirás.
b) Nós aboliremos.
c) Aboli vós.
d) Eu abolo.
e) Eles aboliram.
34. A alternativa em que o verbo “precaver” está
corretamente flexionado é:
a) Eu precavejo.
b) Precavê tu.
c) Que ele precavenha.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 39
Português
Vinícius de Moraes
Função apelativa
Estamos imersos em meio a um cotidiano
estritamente social, no qual nos interagimos com A ênfase está diretamente vinculada ao receptor, na
nossos semelhantes por meio da linguagem. A qual o discurso visa persuadi-lo, conduzindo-o a
mesma permite-nos revelarmos nossos assumir um determinado comportamento. A presente
sentimentos, expressarmos nossas opiniões, modalidade encontra-se presente na linguagem
trocarmos informações no intuito de ampliarmos publicitária de uma forma geral e traz como
nossa visão de mundo, dentre outros benefícios. característica principal, o emprego dos verbos no
modo imperativo.
A cada mensagem que enviamos ou Função referencial ou denotativa
recebemos, seja esta de natureza verbal ou não
verbal, estamos compartilhando com um discurso Ocorre quando o objetivo do emissor é traduzir a
que se pauta por finalidades distintas, ou seja, realidade visando à informação. Sua predominância
entreter, informar, persuadir, emocionar, instruir, atém-se a textos científicos, técnicos ou didáticos,
aconselhar, entre outros propósitos. alguns gêneros do cotidiano jornalístico, documentos
oficiais e correspondências comerciais. A linguagem
neste caso é essencialmente objetiva, razão pela
O objetivo de qualquer ato comunicativo qual os verbos são retratados na 3ª pessoa do
está vinculado à intenção de quem o envia, no singular, conferindo-lhe total impessoalidade por
caso, o emissor. Dessa forma, de acordo com a parte do emissor.
natureza do discurso presente na relação emissor X
interlocutor, a linguagem assume diferentes Cultura na tela
funções, todas elas portando-se de características
específicas, conforme analisaremos adiante: O portal domínio público, biblioteca digital do
Ministério da Educação, recebeu 6,2 milhões de
Função emotiva ou expressiva acessos em pouco mais de um mês de
funcionamento. Nela, o internauta pode ler
gratuitamente 699 obras literárias com mais de 70
Nesta, há um envolvimento pessoal do anos de existência, ou seja, já de domínio
emissor, que comunica seus sentimentos, público; 166 publicações de ciências sociais e
emoções, inquietações e opiniões centradas na uma de exatas. Há também partituras de
expressão do próprio “eu”, levando em Beethoven, pinturas de Van Gogh e de Leonardo
consideração o seu mundo interior. Para tal, são da Vinci, como a Monalisa, hinos e músicas
utilizados verbos e pronomes em 1ª pessoa, muitas clássicas contemporâneas.
vezes acompanhados de sinais de pontuação, Isto É, São Paulo, 29 de dez. de 2005.
como reticências, pontos de exclamação, bem
como o uso de onomatopeias e interjeições.
Função fática
Soneto de Fidelidade
O objetivo do emissor é estabelecer o contato,
De tudo ao meu amor serei atento verificar se o receptor está recebendo a mensagem
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto de forma autêntica, ou ainda visando prolongar o
Que mesmo em face do maior encanto contato. Há o predomínio de expressões usadas nos
Dele se encante mais meu pensamento. cumprimentos como: bom dia, Oi!. Ao telefone
(Pronto! Alô!) e em outras situações em que se testa
Quero vivê-lo em cada vão momento o canal de comunicação (Está me ouvindo?).
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto - Alô! Como vai?
Ao seu pesar ou seu contentamento - Tudo bem, e você?
- Vamos ao cinema hoje?
E assim, quando mais tarde me procure - Prometo pensar no assunto. Retorno mais tarde
Quem sabe a morte, angústia de quem vive para decidirmos o horário.
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive): Função metalinguística
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure. A linguagem tem função metalinguística quando o
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 40
Português
uso do código tem por finalidade explicar o próprio
código.
Catar Feijão
Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
2.
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a como o risco.
João Cabral de Melo Neto
Função poética
Nesta modalidade, a ênfase encontra-se centrada
na elaboração da mensagem. Há um certo cuidado
por parte do emissor ao elaborar a mensagem, no
intuito de selecionar as palavras e recombiná-las de
acordo com seu propósito. Encontra-se permeada
nos poemas e, em alguns casos, na prosa e em
anúncios publicitários.
Canção
Ouvi cantar de tristeza,
porém não me comoveu.
Para o que todos deploram.
que coragem Deus me deu!
Ouvi cantar de alegria.
No meu caminho parei.
Meu coração fez-se noite.
Fechei os olhos. Chorei.
[...]
Cecília Meireles
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 41
Português
LEITURA
A leitura é a base fortificadora do processo de
ensino/aprendizagem. Sendo por meio dela que se
solidifica saberes e se constroi conhecimentos,
devendo ser priorizada e bem trabalhada na escola,
enquanto instituição responsável pela educação e
desenvolvimento social, cognitivo e afetivo de seus
leitores. Não obstante, ela deve ser reconhecida
como elemento de fundamental importância, não só
INTERTEXTUALIDADE no âmbito escolar, mas de forma geral, é
indispensável que a realidade vivenciada em diversas
Intertextualidade é a relação entre dois instituições deixa muito a desejar quando se trata da
textos caracterizada por um citar o outro, ou até competência do corpo docente em atividades que
mesmo servir de base para que outro seja escrito, envolvam o ato de ler e produzir textos, estando
lembrado que todo texto é um intertexto, ou seja, essas atividades relacionadas, é importante que
todo texto é embasado em outro. O que acarreta ao ambas sejam trabalhadas juntas, pois não há
leitor uma responsabilidade de identificar tais escritores sem auxilio de uma boa leitura.
ligações e citações.
Cada vez mais professores, pais,
A intertextualidade é uma forma de empregadores e outros, independentes da área de
diálogo entre textos, que pode se dar de forma mais atuação, atribuem o fracasso do leitor em suas
implícita ou mais explícita e em diversos gêneros experiências cotidianas ao fato de não saberem ler,
textuais, que devem ser contextualizados de acordo ou seja, de não interpretarem o que foi dito, por não
com a realidade vivida. O intertexto serve para obterem determinado conhecimento de mundo. Outro
ilustrar a importância do conhecimento de mundo e agravante, aliado a essa constatação, verifica-se nas
como este interfere no nível de compreensão do questões referentes à leitura e a produção textual. É
texto. Ao relacionar um texto com outro, o leitor unânime a reclamação da falta de domínio das
entenderá que a intertextualidade é uma das normas gramaticais preconizadas pela língua padrão
estratégias utilizadas para a construção dos e de estratégias textuais.
mesmos e que partindo desta se viabiliza uma
leitura e desta uma produção, significando que um Além, como se sabe, da falta de capacidade
texto nasce de outro texto por meio da argumentativa, do não exercício da formulação de
intertextualidade. ideias, conceitos e opiniões próprias. Podemos
afirmar também que ler significa não ficar apenas no
Podemos assim caracterizar a que dizem os textos, mas incorporar o que eles
intertextualidade como "um fenômeno constitutivo trazem para transformar nosso próprio conhecimento,
da produção do sentido e pode-se dar entre textos desenvolvendo-o, de forma que se aprimore além
expressos por diferentes linguagens" (Silva, 2002). dos conhecimentos, saberes intrínsecos à vida social.
Deve-se, pois, investir na idéia de que todo texto é Pode-se ler de forma superficial, mas também se
o resultado de outros textos. Isso significa dizer que pode interrogar o texto, deixar que ele proponha
não são puros. Quando se diz algo num texto, é dito novas dúvidas, questione ideias prévias e induza a
em resposta a outro algo que já foi dito em outros pensar de outro modo.
textos. Dessa forma, um texto é sempre oriundo de
outros textos orais ou escritos. Compagnon defende que a leitura tem a ver
Para que haja certa coerência e compreensão da com empatia, projeção e identificação, cabendo ao
leitura é importante para o leitor o conhecimento de leitor fazer suas escolhas de leituras, quando estas
mundo, um saber prévio, para reconhecer e são impostas, acaba por se ter uma falha na
identificar quando há um diálogo entre os textos. A interação do texto com o leitor, este, ler e interpreta,
intertextualidade pode ocorrer afirmando as apenas e meramente, por obrigação não se
mesmas ideias de um texto ou apenas contestando dedicando ou abstraindo do texto o que ele tem de
o que ali se apresenta. informativo.
Simplificando tal fenômeno podemos inferir que a
intertextualidade é dizer com outras palavras o que Verificamos que o papel do leitor, hoje "é
já foi dito, ou usar tais palavras para refutar o que livre, maior, independente: seu objetivo é menos
foi dito, ou ainda, a intertextualidade é uma espécie compreender o livro do que compreender a si
de conversa entre textos; esta interação pode mesmo; aliás ele não pode compreender um livro se
aparecer explicitamente diante do leitor ou estar em não compreende ele próprio graças a seu livro"
uma camada subentendida, nas entrelinhas do (COMPAGNON, 2003, p. 144), nisto verificamos a
texto. De forma a contribuir tanto pra a eficácia da leitura na formação da criticidade do leitor,
interpretação como base para a produção textual. bem como um profundo reconhecimento de si em
suas leituras, abstraindo delas o que de essencial
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 42
Português
possui para sua formação pessoal e sócio-cultural. leitura, possa dissertar sobre o que leu, ampliando
seus conhecimentos linguísticos de leitura e
Analisando a literatura contemporânea, produção textual.
viabilizamos certa preocupação com o papel do
leitor e como este interage com o texto, verificando Enfocando o devido papel da produção
como crucial a mediação e orientação do professor textual, notabilizamo-la como um sistema, organizado
e suas estratégias para que a leitura realize-se de e estruturado com base em determinados princípios,
maneira eficaz. Assim afirma Compagnon "o para que se torne a reprodução da fala. Havendo nas
problema principal está com o leitor, a quem é sociedades sistemas de escrita que representam os
preciso ensinar a ler mais cuidadosamente, a sons da língua, dentro do nosso sistema, o alfabético,
superar suas limitações individuais e culturais, a a escrita representa sons ou fonemas.
respeitar a liberdade e a autonomia da obra" (2003, Facilitar a produção de texto do leitor, dando-lhe as
p. 144). condições ideais para tornar-se um escritor
Sabemos que todo texto, seja ele literário ou não, é competente, um produtor de significados (e não um
oriundo de outro, seja direta ou indiretamente. mero reprodutor de textos) acaba sendo o centro das
Qualquer texto que se refere a assuntos abordados discussões ora expostas.
em outros textos é exemplo de intertextualização.
Enfim, o trabalho da leitura é um processo no qual o Pressupõe-se que o ato de produzir textos
leitor realiza sua construção ativa do significado do seja uma busca, uma investigação do mundo ou de si
texto, partindo de seus objetivos, seu conhecimento mesmo. Essa busca deve proporcionar prazer.
prévio sobre o autor, sobre determinadas palavras, Portanto, o prazer é o próprio escrever e assim as
contexto histórico e cultural, entre demais fatores atividades que executamos desde criança (brincar,
referente ao texto e suas significações. jogar, fantasiar) não só podem como devem ser
resgatadas no momento da criação de textos.
PRODUÇÃO TEXTUAL Entre as variáveis existentes que garantem as
condições ideais para a produção textual, está fazer
o leitor refletir sobre as inúmeras possibilidades que o
Para que o leitor encontre e dê código linguístico lhe oferece para expressar o
significados ao texto, é necessário que ele saiba conhecimento de si, de suas emoções, da própria
que o referente pode não estar claramente realidade, incluindo a projeção de seu imaginário por
expresso. Por isso, precisa saber que traz um meio de uma linguagem expressiva, marcada de
enorme repertório de textos em sua memória, intencionalidades, que procurarão tocar
embora não tenha clareza e consciência desse fato, positivamente o leitor. Além disso, inclui-se seu
que o ajudará a montar as espécies desse jogo da posicionamento ideológico, sua visão de mundo.
leitura. É preciso mostrar-lhe que, nesse momento, Inclui-se também o conhecimento das regularidades
entra toda a sua experiência e vivência para a da língua, o manejo das estruturas subjacentes,
recuperação dos significados do texto que será enfim, o domínio de uma gramática do texto. E,
mais intensa quanto maior for sua capacidade de principalmente, inclui-se a progressão discursiva,
inserção nesse processo. garantidora da coesão e da coerência do texto e
responsável pela distinção entre um simples
A seleção de textos deve considerar tudo o amontoado de frases e um conjunto organizado
que a literatura acumulou ao longo de sua história lógica e semanticamente.
que constitui a produção cultural da humanidade.
Desde os gêneros mais conhecidos até as
manifestações linguísticas mais prosaicas, uma
gama variada de textos deve ser oferecida ao leitor, LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL
ao longo de sua vida: narrativos, descritivos,
dissertativos, poéticos, jornalísticos, publicitários,
instrucionais, enciclopédicos e não-verbais, desde Diante as especulações a cerca da
modo trabalhar-se-á a produção inspirada e intertextualidade, da leitura e da produção textual,
contextualizada em leituras prévias e embasadas verifica-se que o conceito de leitura está
em outros pensadores. corriqueiramente restrito a decifração de signos
linguísticos, ou seja, da escrita, porém esse processo
A devida apropriação dos vários sentidos de leitura dá-se em meio a um processo histórico-
dos textos permitirá ao leitor a formação de um social que interfere na formação global do individuo,
significado mais amplo, que passa por um processo perfazendo-se assim uma ampliação de suas
de autoconhecimento, ampliando seu quadro de capacidades sociais.
valores até chegar a uma visão mais crítica da
sociedade, dando-lhes embasamento de escrever Historicamente, saber ler e produzir um texto,
seu texto. Finalmente, a seleção de textos deve significa possuir bases de uma educação básica para
considerar todo o contexto histórico-cultural do a vida e para sobrevivência adequada a condição
leitor, para que este se interessando pela prática da humana, viabilizando não somente o
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 43
Português
desenvolvimento das faculdades intelectuais e latina, se refere à noção de relação (entre). Logo,
espirituais, mas relacionando estas com aptidões intertextualidade é a propriedade de textos se
físicas, possibilitando a integração efetiva do relacionarem.
individuo com a sua sociedade. "toda unidade de produção de linguagem situada,
acabada e auto-suficiente do ponto de vista da ação
Observa-se diante à evolução dos tempos o ou da comunicação" (Bronckart, 1999). O texto é o
aprimoramento da leitura e da produção textual, elemento básico com que devemos trabalhar no
visto que lendo e interpretando de forma processo de ensino de qualquer disciplina. É partindo
contextualizada a produção escrita será realizada deste usuário da língua desenvolve a sua capacidade
de forma consciente e não mecanizada. de organizar o pensamento/conhecimento e de
transmitir ideias, informações, opiniões em situações
O processo de letramento dá-se comunicativas.
erroneamente em nossa sociedade, de modo que
se resume a tão somente insignificância da A FORMAÇÃO DE LEITORES CRÍTICOS:
decodificação dos signos linguísticos ou ao INTERTEXTUALIDADE, LEITURA E A PRODUÇÃO
aprender por aprender, sendo que a maioria dos TEXTUAL
letrados limitam-se a fins pragmáticos e funcionais
para determinados contextos, não se efetivando O processo da leitura indica que não se
assim como leitores e produtores textuais críticos e deve ensinar a ler por meio de práticas centradas na
conscientes de suas ações diante a uma realidade decodificação. Portanto, para a realização do ato de
multifacetada, com inúmeras visões de mundo. ler é necessário interagir com a diversidade de textos
Criando-se assim mitos a cerca da leitura e da escritos, testemunhando exemplos de leitores ativos,
produção de textos. negociando o conhecimento e notabilizando a
Voltando os olhos da leitura e produção textual, importância do mesmo na interação leitor/autor,
eficientes e criticas, para a educação de leitores e gerando assim plena realização de leitura critica.
produtores textuais eficazmente envolvidos e
responsáveis pela autenticidade desses processos, Levando em consideração o ato de ler e a
com ressalta-se em Martins: produção textual, utiliza-se termos que nos fazem
recorrer à reflexão crítica acerca desse processo
intrínseco ao desenvolvimento humano, significando,
pois que os procedimentos desse processo devem
A leitura seria a ponte para o processo orientar as ações leitora na definição e realização da
educacional eficiente, proporcionando a formação leitura.
integral do individuo. Todavia, os próprios Uma pessoa para se envolver em qualquer atividade
educadores constatam sua impotência diante do de leitura, é necessário que se sinta que é capaz de
que denominam a crise da leitura (p.25). ler, de compreender o texto, tanto de forma
autônoma, como apoiada em leitores mais
experientes ou mesmo pelo incentivo e orientação,
esta especificamente de outro leitor. Enfatiza-se a
Vislumbra-se diante a afirmação feita uma leitura de verdade, "aquela que realizamos como
relação intima entre o ato de ler e as suas leitores experientes e que nos motiva, é a leitura que
atribuições aos leitores, havendo assim um pleno na qual nós mesmos mandamos: relendo, parando
desenvolvimento das demais áreas do para saboreá-la ou para refletir", (SOLÉ, 1998, p.43).
conhecimento. Resignando à leitura um papel essencial na vida
social dos indivíduos, moldando saberes,
A ligação entre leitura e produção textual é aprimorando conhecimento, proporcionando prazer,
compreendida como práticas complementares entre uma gama de efeitos, que se agregam em um leitor
si, fortemente relacionadas que são modificadas crítico. Tornando claro que enquanto se lê, as
durante o processo de letramento, de modo que previsões feitas pelo leitor devem ser compatíveis
elas se modificam, transformando-se em seu com o texto ou substituídas por outras. Quando as
processo de dinamicidade e evolução. O intertexto previsões são encontradas, a informação do texto
possui papel ponderante nesta relação, sendo que integra-se aos conhecimentos do leitor e a
este só funciona quando o leitor é capaz de compreensão acontece.
perceber a referência do autor a outras obras ou a E não há limite para as esferas do conhecimento que
fragmentos identificáveis de variados textos. Este podem ser acessadas tanto pelo produtor do texto,
recurso assume papéis distintos conforme a quanto por seu receptor. Isto significa que o intertexto
contextura na qual é inserido. É possível elaborar não está somente ligado a um dado aspecto social,
um texto novo a partir de um texto já existente. É cultural ou educacional, sendo este existente de
assim que os textos "conversam" entre si. É comum forma contundente na formação e desenvolvimento
encontrar ecos ou referências de um texto em da criticidade dos leitores.
outro, para isso entenderemos aqui o significa da
palavra intertextualidade o sufixo inter, de origem
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 44
Português
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Dentro da cultura letrada notifica-se que o uso
da leitura e da escrita está ligado diretamente em
todas as ações humanas, mesmo intra e extra
pessoais, na mais simples e mais complexa relação
humana, ele utilizará seus conhecimentos letrados
para sua plena comunicação e até própria postura
diante ao outro. Sendo que o enfoque do presente
projeto é o ponto que liga esses processos: leitura e
escrita e onde eles se envolvem. Sabe-se que
lemos o que está escrito e escrevemos partindo de
leituras anteriores que servem de base para o que
está sendo discutido, é pensar e interpretar o que o
outro diz a cerca de determinado assunto, assimilá-
lo e disso iniciar a construção dos pensamentos e
dos textos, que para serem lidos e aceitos
precisarão estar correlacionados a outros e mais
outros textos.
É salutar ressaltar a interação entre a leitura
comprometida por parte dos leitores, enfocando a
leitura ora feita e entendida para o surgimento de
um outro texto, criando-se assim uma gama de
predisposições para esse texto que terá por base
um outro texto que fomente a produção textual.
Diante do exposto, vislumbra-se que todo processo
de leitura está envolto ao processo de escrita e
vice-versa, de forma direta, ambos os processos
despertam interesse de aprofundamentos de forma
que não se estará letrando e nem sendo inserido. A
intertextualidade está arraigada a ambas as ações
de leitura e produção, visto que para que seja
produzido um texto o autor se utilize de outros para
a sua produção e assim se faz uma grande rede
intertextual.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 45
Português
sem calça.
- Certo. Você quer dizer mais alguma coisa?
- Posso dirigir uma mensagem de caráter
sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e
piegas, a uma pessoa à qual sou ligado por razões,
inclusive, genéticas?
- Pode.
- Uma saudação para a minha progenitora.
- Como é?
- Alô, mamãe!
Nossa língua apresenta uma imensa possibilidade - Estou vendo que você é um, um...
de variantes lingüísticas, tanto na linguagem formal - Um jogador que confunde o entrevistador, pois não
(padrão) quanto na linguagem informal (coloquial). corresponde à expectativa de que o atleta seja um
Elas não são, assim, homogêneas. Especialmente ser algo primitivo com dificuldade de expressão e
no que se refere ao coloquial, as variações não se assim sabota a estereotipação?
esgotam. Alguns fatores determinam essa - Estereoquê?
variedade. São eles: - Um chato?
- Isso.
• diferenças regionais: há características fonéticas Correio Braziliense, 13/05/1998.
próprias de cada região, um sotaque próprio que dá
traços distintivos ao falante nativo. Por exemplo, a Podemos concluir daí que cada variedade tem seus
fala espontânea de um caipira difere da fala de um domínios próprios e que não existe a variedade
gaúcho em pronúncia e vocabulário; “certa” ou “errada”. Para cada situação comunicativa
existe a variante “mais” ou “menos” adequada. É
• nível social do falante e sua relação com a certo, no entanto, que é atribuída à variante padrão
escrita: um operário, de modo geral, não fala da um valor social e histórico maior do que à coloquial.
mesma maneira que um médico, por exemplo; Cabe, assim, ao indivíduo – competente
lingüisticamente - optar por uma ou outra variante em
• diferenças individuais. função da situação comunicativa da qual participa no
momento.
É importante salientar que cada variedade tem um
conjunto de situações específicas para seu uso e, Por fim, citando Bechara (1999), a linguagem é
de modo geral, não pode ser substituída por outra sempre um estar no mundo com os outros, não como
sem provocar, ao menos, estranheza durante a um indivíduo em particular, mas como parte do todo
comunicação. O texto de Luis Fernando Veríssimo social, de uma comunidade.
ilustra uma dessas situações inusitadas:
Aí, Galera
Jogadores de futebol podem ser vítimas de
estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar
um jogador de futebol dizendo “estereotipação”? E,
no entanto, por que não?
- Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera.
- Minha saudação aos aficionados do clube e aos
demais esportistas, aqui presentes ou no recesso
dos seus lares.
- Como é?
- Aí, galera.
- Quais são as instruções do técnico?
- Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho
de contenção coordenada, com energia otimizada,
na zona de preparação, aumentam as
probabilidades de, recuperado o esférico,
concatenarmos um contra-golpe agudo com
parcimônia de meios e extrema objetividade,
valendo-nos da desestruturação momentânea do
sistema oposto, surpreendido pela reversão
inesperada do fluxo da ação.
- Ahn?
- É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 46
Português
- O bando de passarinhos cantava no jardim.
- Um grupo de professores acompanhou os
estudantes.
2ª) o verbo pode ficar no plural, nesse caso o verbo
CONCORDÂNCIA VERBAL no plural dará ênfase ao complemento.
- O bando de passarinhos cantavam no jardim.
SUJEITO CONSTITUÍDO PELOS PRONOMES - Um grupo de professores acompanharam os
QUE & QUEM estudantes
QUE: se o sujeito for o pronome relativo que, o
verbo concorda com o antecedente do pronome SE
relativo. Verbos transitivos diretos e verbos transitivos diretos
e indiretos + - se:
- Fui eu que falei. (eu falei)
- Fomos nós que falamos. (nós falamos) Se o termo que recebe a ação estiver no plural, o
verbo deve ir para o plural, se estiver no singular, o
QUEM: se o sujeito for o pronome relativo quem, o verbo deve ir para o singular.
verbo ficará na terceira pessoa do singular ou
concordará com o antecedente do pronome (pouco - Alugam-se cavalos.
usado).
“Alugar” é verbo transitivo direto.
- Fui eu quem falou. (ele (3ª pessoa) falou) “Cavalos” recebe a ação e está no plural, logo o
verbo vai para o plural.
Obs: nas expressões “um dos que”, “uma das que”,
o verbo deve ir para o plural. Porém, alguns Aqui o “se” é chamado de partícula apassivadora
estudiosos e escritores aceitam ou usam a (Cavalos são alugados).
concordância no singular.
Outros exemplos:
- João foi um dos que saíram.
- Vendem-se casas.
PRONOME DE TRATAMENTO - Alugam-se apartamentos.
O verbo fica sempre na 3ª pessoa (ele - eles). - Exigem-se referências.
- Consertam-se pianos.
- Vossa Alteza deve viajar. - Plastificam-se documentos.
- Vossas Altezas devem viajar. - Entregou-se uma flor à mulher. (verbo transitivo
direto e indireto)
DAR – BATER – SOAR (indicando horas)
Quando houver sujeito (relógio, sino) os verbos OBS: Somente os verbos transitivos diretos têm voz
concordam normalmente com ele. passiva.
- O relógio deu onze horas. Qualquer outro tipo de verbo (transitivo indireto ou
- O Relógio: sujeito intransitivo) fica no singular.
Deu: concorda com o sujeito.
- Precisa-se de professores. (Precisar é verbo
Quando não houver sujeito, o verbo concorda com transitivo indireto)
as horas que passam a ser o sujeito da oração. - Trabalha-se muito aqui. (trabalhar é verbo
intransitivo)
- Deram onze horas.
- Deram três horas no meu relógio. Nesse caso, o “se” é chamado de índice de
indeterminação do sujeito ou partícula
SUJEITO COLETIVO (SUJEITO SIMPLES) indeterminadora do sujeito.
- O cardum- e escapou da rede. HAVER – FAZER
- Os cardumes escaparam da rede.
"Haver" no sentido de “existir”, indicando “tempo” ou
Nesses dois exemplos o verbo concordou com o no sentido de “ocorrer” ficará na terceira pessoa do
coletivo (sujeito simples). singular. É impessoal, ou seja, não admite sujeito.
Quando o sujeito é formado de um coletivo singular "Fazer" quando indica “tempo” ou “fenômenos da
seguido de complemento no plural, admitem-se natureza”, também é impessoal e deverá ficar na
duas concordâncias: terceira pessoa do singular.
1ª) verbo no singular.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 47
Português
- Nesta sala há bons e maus alunos. (= existe) “Os Lusíadas” é a maior obra da Literatura
- Já houve muitos acidentes aqui. (= ocorrer) Portuguesa.
- Faz 10 anos que me formei. (= tempo decorrido)
- Os EUA já foi o primeiro mercado consumidor.
SUJEITO COMPOSTO RESUMIDO POR UM
INDEFINIDO
O verbo concordará com o indefinido.
SER
- Tudo, jornais, revistas, TV, só trazia boas noticias.
- Ninguém, amigos, primos, irmãos veio visitá-lo. O verbo “ser” concordará com o predicativo quando o
- Amigos, irmãos, primos, todos foram viajar. sujeito for o pronome interrogativo “que” ou “quem”.
PESSOAS DIFERENTES - Quem são os eleitos?
- Que seriam aqueles ruídos estranhos?
O verbo flexiona-se no plural na pessoa que - Que são dois meses?
prevalece (a 1ª sobre a 2ª e a 2ª sobre a 3ª). - Que são células?
- Quem foram os responsáveis?
Eu e tu: nós
Eu e você: nós Quando o verbo “ser” indicar tempo, data, dias ou
Ela e eu: nós distância, deve concordar com a apalavra seguinte.
Tu e ele: vós
- É uma hora.
- Eu, tu e ele resolvemos o mistério. (1ª pessoa - São duas horas.
prevalece) - São nove e quinze da noite.
- O diretor, tu e eu saímos apressados. (1ª pessoa - É um minuto para as três.
prevalece) - Já são dez para uma.
- O professor e eu fomos à reunião. (1ª pessoa - Da praia até a nossa casa, são cinco minutos.
prevalece) - Hoje é ou são 14 de julho?
- Tu e ele deveis fazer a tarefa. (2ª pessoa
prevalece) Em relação às datas, quando a palavra “dia” não está
expressa, a concordância é facultativa.
Obs: como a 2ª pessoa do plural (vós) é muito
pouco usado na língua contemporânea , é preferível Se um dos elementos (sujeito ou predicativo) for
usar a 3ª pessoa quando ocorre a 2ª com a 3ª. pronome pessoal, o verbo concordará com ele.
- Tu e ele riam à beça. - Eu sou o chefe.
- Em que língua tu e ele falavam? - Nós somos os responsáveis.
- Eu sou a diretora.
Podemos também substituir o “tu” por “você”.
Quando o sujeito é um dos pronomes isto, isso,
- Você e ele: vocês aquilo, o, tudo, o verbo “ser” concordará com o
predicativo.
NOMES PRÓPRIOS NO PLURAL
Se o nome vier antecedido de artigo no plural, o - Tudo são flores.
verbo deverá concordar no plural. - Isso são lembranças de viagens.
- Os Andes ficam na América do Sul. Pode ocorrer também o verbo no singular
concordando com o pronome (raro).
Se não houver artigo no plural, o verbo deverá
concordar no singular. - Tudo é flores.
- Santos fica em São Paulo. Quando o verbo “ser” aparece nas expressões “é
- “Memórias Póstumas de Brás Cubas” consagrou muito”, “é bastante”, “é pouco”, “é suficiente”
Machado de Assis. denotando quantidade, distância, peso, etc ele ficará
no singular.
Obs 1: Com nome de obras artísticas, admite-se a
concordância ideológica com a palavra “obra”, que - Oitocentos reais é muito.
está implícita na frase. - Cinco quilos é suficiente.
- “Os Lusíadas” imortalizou Camões.
Obs 2: Com o verbo “ser” e o predicativo no
singular, o verbo fica no singular.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 48
Português
CONCORDÂNCIA NOMINAL 1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
Concordância nominal nada mais é que o ajuste
que fazemos aos demais termos da oração para 2- coloca o substantivo no plural.
que concordem em gênero e número com o
substantivo. Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
Teremos que alterar, portanto, o artigo, o adjetivo, o d) Pronomes de tratamento
numeral e o pronome.
1 - sempre concordam com a 3ª pessoa.
Além disso, temos também o verbo, que se
flexionará à sua maneira, merecendo um estudo Vossa santidade esteve no Brasil.
separado de concordância verbal.
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
REGRA GERAL: O artigo, o adjetivo, o numeral e o
pronome, concordam em gênero e número com o 1 - Concordam com o substantivo a que se referem.
substantivo.
As cartas estão anexas.
- A pequena criança é uma gracinha. A bebida está inclusa.
- O garoto que encontrei era muito gentil e Precisamos de nomes próprios.
simpático. Obrigado, disse o rapaz.
CASOS ESPECIAIS: Veremos alguns casos que f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
fogem à regra geral, mostrada acima.
1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre
a) Um adjetivo após vários substantivos no singular e o adjetivo no plural.
1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai Renato advogou um e outro caso fáceis.
para o plural ou concorda com o substantivo mais Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
próximo.
g) É bom, é necessário, é proibido
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui. 1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier
precedido de artigo ou outro determinante.
2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
plural masculino ou concorda com o substantivo Canja é bom. / A canja é boa.
mais próximo. É necessário sua presença. / É necessária a sua
presença.
- Ela tem pai e mãe louros. É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A
- Ela tem pai e mãe loura. entrada é proibida.
3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai h) Muito, pouco, caro
obrigatoriamente para o plural.
1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
- O homem e o menino estavam perdidos.
- O homem e sua esposa estiveram hospedados Comi muitas frutas durante a viagem.
aqui. Pouco arroz é suficiente para mim.
Os sapatos estavam caros.
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
2- Como advérbios: são invariáveis.
1 - Adjetivo anteposto normalmente: concorda com
o mais próximo. Comi muito durante a viagem.
Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
Comi delicioso almoço e sobremesa. Comprei caro os sapatos.
Provei deliciosa fruta e suco.
i) Mesmo, bastante
2 - Adjetivo anteposto funcionando como
predicativo: concorda com o mais próximo ou vai 1- Como advérbios: invariáveis
para o plural.
Preciso mesmo da sua ajuda.
Estavam feridos o pai e os filhos. Fiquei bastante contente com a proposta de
Estava ferido o pai e os filhos. emprego.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo 2- Como pronomes: seguem a regra geral.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 49
Português
Seus argumentos foram bastantes para me Exemplos:
convencer.
É proibido entrada de crianças.
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou. Em certos momentos, é necessário atenção.
No verão, melancia é bom.
j) Menos, alerta
É preciso cidadania.
1- Em todas as ocasiões são invariáveis. Não é permitido saída pelas portas laterais.
b) Quando o sujeito dessas expressões estiver
Preciso de menos comida para perder peso. determinado por artigos, pronomes ou adjetivos,
Estamos alerta para com suas chamadas. tanto o verbo como o adjetivo concordam com ele.
k) Tal Qual Exemplos:
1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” É proibida a entrada de crianças.
concorda com o conseqüente. Esta salada é ótima.
A educação é necessária.
As garotas são vaidosas tais qual a tia. São precisas várias medidas na educação.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso -
l) Possível Quite
1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, Essas palavras adjetivas concordam em gênero e
“melhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede número com o substantivo ou pronome a que se
as expressões. referem. Observe:
A mais possível das alternativas é a que você Seguem anexas as documentações
expôs. requeridas.
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da A menina agradeceu: - Muito obrigada.
empresa. Muito obrigadas, disseram as senhoras, nós
As piores situações possíveis são encontradas nas mesmas faremos isso.
favelas da cidade. Seguem inclusos os papéis solicitados.
Já lhe paguei o que estava devendo:
m) Meio estamos quites.
1- Como advérbio: invariável.
Bastante - Caro - Barato - Longe
Estou meio insegura.
2- Como numeral: segue a regra geral. Essas palavras são invariáveis quando funcionam
como advérbios. Concordam com o nome a que se
Comi meia laranja pela manhã.
referem quando funcionam como adjetivos, pronomes
n) Só adjetivos, ou numerais.
1- apenas, somente (advérbio): invariável. Exemplos:
As jogadoras estavam bastante cansadas.
Só consegui comprar uma passagem. (advérbio)
Há bastantes pessoas insatisfeitas com o
2- sozinho (adjetivo): variável. trabalho. (pronome adjetivo)
Nunca pensei que o estudo fosse tão caro.
Estiveram sós durante horas.
(advérbio)
As casas estão caras. (adjetivo)
Achei barato este casaco.(advérbio)
Casos Particulares: Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo)
"Vais ficando longe de mim como o sono,
nas alvoradas." (Cecília Meireles) (advérbio)
"Levai-me a esses longes verdes, cavalos de
É proibido - É necessário - É bom - É preciso - É vento!" (Cecília Meireles). (adjetivo)
permitido
a) Essas expressões, formadas por um verbo mais Meio - Meia
um adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a
que se referem possuir sentido genérico (não vier a) A palavra "meio", quando empregada como
precedido de artigo). adjetivo, concorda normalmente com o nome a que
se refere.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 50
Português
Por Exemplo: - Aspiras a este cargo?
Pedi meia cerveja e meia porção de - Sim, aspiro a ele. (e não “aspiro-lhe”).
polentas. ASSISTIR
b) Quando empregada como advérbio (modificando
um adjetivo) permanece invariável. O verbo assistir pode ser transitivo indireto, transitivo
direto e intransitivo.
Por Exemplo:
Transitivo indireto: quando significa “ver”,
A noiva está meio nervosa.
“presenciar”, “caber”, “pertencer” e exige
complemento com a preposição “a”.
Alerta - Menos
- Assisti a um filme. (ver)
- Ele assistiu ao jogo.
Essas palavras são advérbios, portanto, - Este direito assiste aos alunos. (caber)
permanecem sempre invariáveis.
Transitivo direto: quando significa “socorrer”, “ajudar”
Por Exemplo: e exige complemento sem preposição.
Os escoteiros estão sempre alerta.
Carolina tem menos bonecas que sua - O médico assiste o ferido. (cuida)
amiga.
Obs: Nesse caso o verbo “assistir” pode ser usado
com a preposição “a”.
- Assistir ao paciente.
Intransitivo: quando significa “morar” exige a
preposição “em”.
- O papa assiste no Vaticano. (no: em + o)
REGÊNCIA VERBAL - Eu assisto no Rio de Janeiro.
“No Vaticano” e “no Rio de Janeiro” são adjuntos
O estudo da regência verbal nos ajuda a escrever adverbiais de lugar.
melhor.
CHAMAR
Quanto à regência verbal, os verbos podem ser:
- Transitivo direto O verbo chamar pode ser transitivo direto ou
transitivo indireto.
- Transitivo indireto
- Transitivo direto e indireto
É transitivo direto quando significa “convocar”, “fazer
- Intransitivo
vir” e exige complemento sem preposição.
ASPIRAR
- O professor chamou o aluno.
O verbo aspirar pode ser transitivo direto ou
É transitivo indireto quando significa “invocar” e é
transitivo indireto. usado com a preposição “por”.
Transitivo direto: quando significa “sorver”, “tragar”,
- Ela chamava por Jesus.
“inspirar” e exige complemento sem preposição.
Com o sentido de “apelidar” pode exigir ou não a
- Ela aspirou o aroma das flores. preposição, ou seja, pode ser transitivo direto ou
- Todos nós gostamos de aspirar o ar do campo. transitivo indireto.
Transitivo indireto: quando significa “pretender”,
Admite as seguintes construções:
“desejar”, “almejar” e exige complemento com a
preposição “a”. - Chamei Pedro de bobo. (chamei-o de bobo)
- Chamei a Pedro de bobo. (chamei-lhe de bobo)
- O candidato aspirava a uma posição de destaque. - Chamei Pedro bobo. (chamei-o bobo)
- Ela sempre aspirou a esse emprego.
- Chamei a Pedro bobo. (chamei-lhe bobo)
Obs: Quando é transitivo indireto não admite a VISAR
substituição pelos pronomes lhe(s). Devemos
substituir por “a ele(s)”, “a ela(s)”. Pode ser transitivo direto (sem preposição) ou
transitivo indireto (com preposição).
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 51
Português
Quando significa “dar visto” e “mirar” é transitivo - Prefiro cinema a teatro.
direto. - Prefiro passear a ver TV.
- O funcionário já visou todos os cheques. (dar Não é correto dizer: “Prefiro cinema do que teatro”.
visto)
- O arqueiro visou o alvo e atirou. (mirar) SIMPATIZAR
Quando significa “desejar”, “almejar”, “pretender”, Ambos são transitivos indiretos e exigem a
“ter em vista” é transitivo indireto e exige a preposição “com”.
preposição “a”.
- Não simpatizei com os jurados.
- Muitos visavam ao cargo.
- Ele visa ao poder. QUERER
Nesse caso não admite o pronome lhe(s) e deverá Pode ser transitivo direto (no sentido de “desejar”) ou
ser substituído por a ele(s), a ela(s). Ou seja, não transitivo indireto ( no sentido de “ter afeto”,
se diz: viso-lhe. “estimar”).
Obs: Quando o verbo “visar” é seguido por um - A criança quer sorvete.
infinitivo, a preposição é geralmente omitida. - Quero a meus pais.
- Ele visava atingir o posto de comando. NAMORAR
É transitivo direto, ou seja, não admite preposição.
ESQUECER – LEMBRAR
- Lembrar algo – esquecer algo - Maria namora João.
- Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo
(pronominal) Obs: Não é correto dizer: “Maria namora com João”.
No 1º caso, os verbos são transitivos diretos, ou OBEDECER
seja exigem complemento sem preposição.
É transitivo indireto, ou seja, exige complemento com
- Ele esqueceu o livro. a preposição “a” (obedecer a).
No 2º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, - Devemos obedecer aos pais.
etc) e exigem complemento com a preposição “de”.
Obs: embora seja transitivo indireto, esse verbo pode
São, portanto, transitivos indiretos.
ser usado na voz passiva.
- Ele se esqueceu do caderno.
- A fila não foi obedecida.
- Eu me esqueci da chave.
- Eles se esqueceram da prova. VER
- Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.
É transitivo direto, ou seja, não exige preposição.
Há uma construção em que a coisa esquecida ou
lembrada passa a funcionar como sujeito e o verbo - Ele viu o filme.
sofre leve alteração de sentido. É uma construção
muito rara na língua contemporânea , porém, é fácil
encontrá-la em textos clássicos tanto brasileiros
como portugueses. Machado de Assis, por Exercícios
exemplo, fez uso dessa construção várias vezes.
01. Está correto o emprego da expressão sublinhada
- Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento) na frase:
- Lembrou-me a festa. (vir à lembrança) (A) Os exercícios com que o autor se refere são
O verbo lembrar também pode ser transitivo direto e aqueles praticados sem muito controle.
indireto (lembrar alguma coisa a alguém ou alguém (B) As substâncias na qual a privação acarreta
de alguma coisa). depressão são a dopamina e a endorfina.
PREFERIR (C)) Quando o tempo de que dispomos é insuficiente
para a ginástica, cresce a nossa ansiedade.
É transitivo direto e indireto, ou seja, possui um
objeto direto (complemento sem preposição) e um (D) É um círculo vicioso, de cujo alguns não
objeto indireto (complemento com preposição) conseguem escapar.
(E) As condições adversas em cujas muita gente faz
ginástica ressaltam essa dependência.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 52
Português
A opção que preenche, respectivamente, as lacunas
02. Todas as religiões têm rituais, e os fiéis que das frases acima, de acordo com a norma culta, é:
seguem esses rituais beneficiam-se não (A) para que / de que.
propriamente das práticas que constituem os (B) de que / a que.
rituais, mas da meditação implicada nesses (C) em que / com que.
rituais. (D) em que/ a que.
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima (E) a que / em que.
substituindo-se os segmentos sublinhados,
07. Analise as frases.
respectivamente, por:
– Desejavam saber o preço __________ venderiam o
(A) lhes seguem - lhes constituem - neles implicada camarão.
(B) os seguem - os constituem - neles implicada – Com cenário iluminado, a pesca na lagoa foi a mais
bonita __________ assistiu.
(C) os seguem - os constituem - lhes implicada
– O barco __________ estavam os que se dirigiam
(D) os seguem - lhes constituem - implicada nos ao
mesmos porto passava distante dos pescadores.
(E) seguem-nos - constituem-nos - a eles implicada Tendo em vista a regência verbal, as frases acima se
completam com
(A) de que / em que / com que
03. É mais do que suficiente o vocabulário _____ (B) de que / em que / do qual
dispomos. (C) pelo qual / a que / em que
O termo _______ o autor se refere é surfar. (D) pelo qual / que / de que
Tendo em vista a regência verbal, completam-se (E) com o qual / com que / em que
corretamente as frases com:
(A) de que - a que. 08. Assinale a opção cuja regência do verbo
(B) com que - de que. apresentado é a mesma do verbo destacado na
(C) que - de que. passagem “Ser aceito implica mecanismos mais
(D) a que - que. sutis e de maior alcance...”
(E) a que - com que. (A) Lembrar-se.
(B) Obedecer.
04. O conhecimento ___________ se referia o (C) Visar (no sentido de almejar).
profissional, se faz presente nas pessoas (D) Respeitar.
___________ valores não são materiais. (E) Chegar.
Assinale a opção que, segundo o registro culto e
formal da língua, preenche as lacunas acima.
(A) que – que (B) que – cujos os 09. Assinale a alternativa cuja seqüência completa
(C) a que – cujos (D) o qual – de corretamente as frases abaixo:
cujos A lei ____ se referiu jà foi revogada.
(E) o qual – para quem Os problemas ____se lembraram eram muito
grandes.
05. Indique a opção em que a expressão em
destaque pode ser substituída por “lhe”, assim O cargo _____aspiras é muito importante.
como em “...uma parte do mérito lhe cabe,” O filme _____gostou foi premiado.
(A) O economista chamou o colega de benfeitor da O jogo _______ assistimos foi movimentado.
natureza.
(B) A Fundação convidou o professor para o cargo A) que - que - que - que - que
de diretor. B) a que -de que-que-que - a que
(C) O projeto pertence ao renomado cientista. C) que - de que - que - de que - que
(D) O governo criou recentemente o Bolsa-
D) a que - de que - a que - de que- a que
Floresta.
(E) A diretora gosta muito de sua assistente. E) a que - que - que - que - a que
06. Observe as frases a seguir.
10. As liberdades _____ se refere o autor dizem
O êxito ______ confiamos depende de esforço e
respeito a direitos _____ se ocupa a nossa
dedicação. Constituição.
Os modelos de ídolos ______ todos aspiramos
deveriam ser constituídos de valores éticos. Preenchem de modo correto as lacunas da frase
acima, na ordem dada, as expressões:
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 53
Português
(A) a que - de que (D) à que - em que papel civilizatório de negros e índios dentro da
(B) de que - com que (E) em que - aos quais formação social brasileira. (...)
A colonização do Brasil, ele diz, não foi obra do
(C) a cujas - de cujos
Estado ou das demais instituições formais, todas aqui
muito fracas. Foi obra da família patriarcal, em torno
11. Assinale a opção cuja lacuna não pode ser da qual se constituiu um modo de vida completo e
preenchida pela preposição entre parênteses: específico. (...)
Nada escapa ao abrangente olhar investigativo
A) uma companheira desta, _____ cuja figura os
do antropólogo: comidas, lendas, roupas, cores,
mais velhos se comoviam. (com) odores, festas, canções, arquitetura, sexualidade,
B) uma companheira desta, _____ cuja figura já nos superstições, costumes, ferramentas e técnicas,
referimos anteriormente. (a) palavras e expressões de linguagem. (...) Ela (a
C) uma companheira desta, _____ cuja figura havia singularidade da experiência brasileira) não se
um ar de grande dama decadente. (em) encontrava na política nem na economia, muito
menos nos feitos dos grandes homens. Encontrava-
D) uma companheira desta, _____cuja figura
se na cultura, obra coletiva de gerações anônimas.
andara todo o regimento apaixonado. (por)
(...)
E) uma companheira desta, _____ cuja figura as Devemos a Sérgio Buarque, apenas dois anos
crianças se assustavam. (de) depois, com Raízes do Brasil, um instigante ensaio –
“clássico de nascença”, nas palavras de Antônio
PRÁTICA DE TEXTO Cândido – que tentava compreender como uma
sociedade rural, de raízes ibéricas, experimentaria o
TCE/RO inevitável trânsito para a modernidade urbana e
É preciso voltar a gostar do Brasil “americana” do século 20. Ao contrário do
Muitos motivos se somaram, ao longo da nossa pernambucano Gilberto Freyre, o paulista Sérgio
história, para dificultar a tarefa de decifrar, mesmo Buarque não sentia nostalgia pelo Brasil agrário que
imperfeitamente, o enigma brasileiro. Já estava se desfazendo, mas tampouco acreditava na
independentes, continuamos a ser um animal muito eficácia das vias autoritárias, em voga na década de
estranho no zoológico das nações: sociedade 1930, que prometiam acelerar a modernização pelo
recente, produto da expansão européia, concebida alto. Observa o tempo secular da história. Considera
desde o início para servir ao mercado mundial, a modernização um processo. Também busca a
organizada em torno de um escravismo prolongado singularidade do processo brasileiro, mas com olhar
e tardio, única monarquia em um continente sociológico: somos uma sociedade transplantada,
republicano, assentada em uma extensa base mas nacional, com características próprias. (...)
territorial situada nos trópicos, com um povo em Anuncia que “a nossa revolução” está em
processo de formação, sem um passado profundo marcha, com a dissolução do complexo ibérico de
onde pudesse ancorar sua identidade. Que futuro base rural e a emergência de um novo ator decisivo,
estaria reservado para uma nação assim? as massas urbanas. Crescentemente numerosas,
Durante muito tempo, as tentativas feitas para libertadas da tutela dos senhores locais, elas não
compreender esse enigma e constituir uma teoria mais seriam demandantes de favores, mas de
do Brasil foram, em larga medida, infrutíferas. Não direitos. No lugar da comunidade doméstica,
sabíamos fazer outra coisa senão copiar saberes patriarcal e privada, seríamos enfim levados a fundar
da Europa (...) Enquanto o Brasil se olhou no a comunidade política, de modo a transformar, ao
espelho europeu só pôde construir uma imagem nosso modo, o homem cordial em cidadão.
negativa e pessimista de si mesmo, ao constatar O esforço desses pensadores deixou pontos de
sua óbvia condição não-européia. partida muito valiosos, mesmo que tenham descrito
Houve muitos esforços meritórios para superar um país que, em parte, deixou de existir. O Brasil de
esse impasse. Porém, só na década de 1930, Gilberto Freyre girava em torno da família extensa da
depois de mais de cem anos de vida independente, casa-grande, um espaço integrador dentro da
começamos a puxar consistentemente o fio da monumental desigualdade; o de Sérgio Buarque
nossa própria meada. Devemos ao conservador apenas iniciava a aventura de uma urbanização que
Gilberto Freyre, em 1934, com Casa-grande & prometia associar-se a modernidade e cidadania.
Senzala, uma revolucionária releitura do Brasil, BENJAMIN, César. Revista Caros Amigos. Ano X,
visto a partir do complexo do açúcar e à luz da no 111. jun. 2006. (adaptado)
moderna antropologia cultural, disciplina que então 1. Segundo o texto, o “...tremendo resgate do papel
apenas engatinhava. (...) Freyre revirou tudo de civilizatório de negros e índios dentro da formação
ponta-cabeça, realizando um tremendo resgate do social brasileira.” (l. 29-30) refere-se:
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 54
Português
(A) à influência das culturas indígena e negra na (B) uma sociedade que continuou mercantilista até a
civilização ibérica. independência.
(B) à influência destas etnias na constituição da (C) um enigma que só pôde ser decifrado com os
cultura ideais republicanos.
brasileira. (D) muitos dados que enredaram a nossa cultura.
(C) às interferências ibéricas na formação destas (E) aspectos que levaram à formação de uma
etnias. identidade nacional contraditória.
(D) às dificuldades que estes povos criaram para a
formação social brasileira. 7. É CONTRÁRIA ao texto a seguinte afirmação:
(E) ao massacre sofrido por estes povos no (A) Sérgio Buarque não considera a passagem para
processo colonizador. a
modernidade um processo lesivo aos interesses
2. O autor enaltece as teorias de Freyre e Buarque nacionais.
“mesmo que tenham descrito um país que, em (B) Gilberto Freyre e Sérgio Buarque compartilham o
parte, deixou de existir.” (l. 69-70). Segundo o texto, sentimento pelo ocaso da sociedade agrária.
o país, em parte, deixou de existir em virtude de: (C) Gilberto Freyre, conservador, faz uma releitura do
(A) diferentes colonizações na sua história. Brasil que não se restringe ao elemento europeu.
(B) erros na decifração do enigma brasileiro. (D) O dualismo vivência rural e vivência urbana é
(C) inevitáveis mudanças ao longo da história. cotejado por Sérgio Buarque em sua obra.
(D) equívocos na construção da cultura. (E) O ponto de contato entre o pensamento dos dois
(E) dificuldades encontradas pelos antropólogos. autores consiste na investigação do que há de
específico na brasilidade.
3. Para Sérgio Buarque, “as massas urbanas” (l. 61)
representam o(a): 8. O aspecto enigmático da sociedade brasileira
(A) sinal de liberdade dos senhores locais. consiste:
(B) empecilho à decifração do enigma brasileiro. (A) em se desvendar a razão de não se gostar muito
(C) resultado da colonização de raízes ibéricas. do Brasil.
(D) produto de transformações feitas pela “nossa (B) na fragilidade do olhar investigativo dos
revolução”. estudiosos.
(E) demonstração do autoritarismo em voga na (C) na ineficácia dos esforços de se entender o Brasil
década de 30. em decorrência de sua situação geográfica.
(D) na incapacidade brasileira de copiar os saberes
4. O termo destacado em “...um espaço integrador europeus.
dentro da monumental desigualdade;” (l. 71-72) (E) nas contradições existentes mesmo em etapas
faz contraponto com o(a): diferentes de sua constituição política.
(A) processo autoritário de modernização.
(B) contraste econômico entre o campo e a cidade. 9. Em “seríamos enfim levados a fundar a
(C) comunidade doméstica patriarcal. comunidade política, de modo a transformar, ao
(D) estratificação social da casa-grande. nosso modo, o homem cordial em cidadão.” (l. 65-
(E) construção da cidadania decorrente da 67), as partes destacadas podem ser substituídas,
urbanização. sem alteração de sentido, por:
(A) de maneira que pudéssemos – do nosso jeito.
5. O fragmento “somos uma sociedade (B) com o fim de – como se fosse nosso.
transplantada, mas nacional, com características (C) na forma de – da nossa sociedade.
próprias.” (l. 56-58) sinaliza uma oposição. Assinale (D) tendo como objetivo – para nosso lucro.
a opção em que os termos demonstram, (E) sem fins de – do mesmo jeito.
respectivamente, esta oposição. 10. Assinale a opção em que o conjunto destacado
(A) Independente / insubmissa. NÃO atribui ao texto a idéia de FINALIDADE.
(B) Colonial / singular. (A) “Muitos motivos se somaram, (...) para dificultar
(C) Única / igualitária. a tarefa de decifrar, (...) o enigma ...”(l.1-3)
(D) Livre / original. (B) “concebida desde o início para servir ao
(E) Peculiar / específica. mercado mundial,” (l.5-6)
(C) “(...) as tentativas feitas para compreender esse
6. A compreensão do Brasil foi retardada pela enigma (...) foram, (...) infrutíferas.” (l.13-15)
existência de: (D) “Houve muitos esforços meritórios para superar
(A) uma família patriarcal que se opôs ao trabalho esse impasse.” (l. 20-21)
civilizatório das instituições formais.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 55
Português
(E) “experimentaria o inevitável trânsito para a PRÁTICA DE TEXTO:
modernidade urbana ...” (l. 47-48)
01.D 02.E 03.C 04.E 05.A 06.B 07.D 08.B
11. Na construção de uma das opções abaixo foi 09.D 10.E 11.A 12.E 13.C 14.A 15.C 16.B
empregada uma forma verbal que segue o mesmo 17.C
tipo de uso do verbo haver em “Houve muitos
REGÊNCIA VERBAL
esforços meritórios para superar esse impasse.” (l.
20-21). Indique-a.
01.C 02.B 03.A 04.C 05.C 06.D 07.C 08.D
(A) O antropólogo já havia observado a atitude dos
09.D 10.A 11.E
grupos sociais.
(B) Na época da publicação choveram elogios aos PRÁTICA DE TEXTO:
livros. 01.B 02.C 03.D 04.E 05.B 06.D 07.B 08.E
(C) Faz muito tempo da publicação de livros como 09.A 10.E 11.C 12.D 13.C 14.A
estes.
(D) No futuro, todos hão de reconhecer o seu valor.
(E) Não se fazem mais brasileiros como
antigamente.
REGÊNCIA NOMINAL
12. Assinale a opção em que há uso
INADEQUADO da regência verbal, segundo a A regência nominal determina se os seus
norma culta da língua. complementos são acompanhados por preposição.
(A) É interessante a obra de Freyre com a qual a de Os nomes pedem complemento nominal; e os
Sérgio Buarque compõe uma dupla magistral. verbos, objetos diretos ou indiretos.
(B) É necessário ler estes livros nos quais nos Exemplo:
vemos caracterizados.
(C) Chico Buarque, por quem os brasileiros têm - Ela tem necessidade de roupa.
grande admiração, é filho de Sérgio Buarque.
(D) É tão bom escritor que não vejo alguém de Quem tem necessidade, tem necessidade “de”
alguma coisa.
quem ele possa se comparar.
De roupa: complemento nominal.
(E) Valoriza-se, sobretudo, aquele livro sob cujas
leis as pessoas traçam suas vidas. - Fiz uma referência a um escritor famoso.
13. Em qual das palavras apresentadas a seguir as Quem faz referência faz referência “a” alguma coisa.
lacunas NÃO podem ser preenchidas com os A um escritor famoso: complemento nominal
mesmos sinais gráficos destacados no vocábulo
Na verdade, não existem regras. Cada palavra exige
expansão?
um complemento e rege uma preposição.
(A) E __clu __ão. (D) E __ pan __ ivo.
(B) E __po __ição. (E) E __ cur __ão. Muitas regências nós aprendemos de tanto escutá-
(C) E __ terili __ação. las, porém não significa que todas estejam corretas.
14. A ausência do sinal gráfico de acentuação cria “Prefiro mais cinema do que teatro.”
outro sentido para a palavra:
Escutamos esta frase quase todos os dias.
(A) trânsito. (B) características.
(C) inevitável. (D) infrutíferas. Preferir mais, não existe, pois ninguém prefere
(E) anônimas. menos. É, portanto, uma redundância.
GABARITO DOS EXERCÍCIOS Quem prefere prefere alguma coisa “a” outra. A frase
ficaria correta desta forma: “Prefiro cinema a teatro”.
CONCORDÂNCIA VERBAL O verbo preferir é transitivo direto e indireto e o
objeto indireto deve vir com a preposição. “a”.
01. a) Aconteceram; b) Ficaram; c) Sobraram; d)
“Prefiro isso do que aquilo.”
devem existir; e) podem ocorrer.
02. a) Anunciaram-se; b) se farão; c) Trata-se; d) se Do que é uma regência popular e deve ser evitada
fala; e) Obtiveram-se em provas, redações e concursos.
03.E 04.A 05.C 06.A 07.B 08.D 09.E 10.B
11.C 12.A 13.C 14.E 15.C 16.E “Prefiro ir à praia a estudar.” (Preferir a + a praia: a +
a: à - veja Crase).
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 56
Português
Acessível a Posterior a
Acostumado a ou com Preferência a ou por
Alheio a Preferível a
Alusão a Prejudicial a
Ansioso por Próprio de ou para
Atenção a ou para Próximo a ou de
Atento a ou em Querido de ou por
Benéfico a Residente em
Compatível com Respeito a ou por
Cuidadoso com Sensível a
Desacostumado a ou com Simpatia por
Desatento a Simpático a
Desfavorável a Útil a ou para
Desrespeito a Versado em
Estranho a Apresentamos a seguir vários nomes
acompanhados da preposição ou preposições que os
Favorável a regem. Observe-os atentamente e procure, sempre
que possível, associar esses nomes entre si ou a
Fiel a algum verbo cuja regência você conhece.
Grato a Substantivos
Hábil em
Admiração a, Devoção a, para, Medo de
Habituado a por com, por
Inacessível a Aversão a, Doutor em Obediência a
para, por
Indeciso em
Invasão de Atentado a, Dúvida acerca de, Ojeriza a, por
contra em, sobre
Junto a ou de
Bacharel em Horror a Proeminência
Leal a sobre
Maior de
Capacidade Impaciência com Respeito a, com,
Morador em de, para para com, por
Natural de
Necessário a Adjetivos
Necessidade de Acessível a Entendido em Necessário a
Nocivo a
Acostumado a, Equivalente a Nocivo a
Ódio a ou contra com
Odioso a ou para Agradável a Escasso de Paralelo a
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 57
Português
Alheio a, de Essencial a, Passível de
para
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, Fanático por Prejudicial a
para, por
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado
com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo Idêntico a Satisfeito com,
a, de de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Descontente Insensível a Sito em
com
Desejoso de Liberal com Suspeito de
Diferente de Natural de Vazio de
Advérbios
Longe de
Perto de
Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a
seguir o regime dos adjetivos de que são formados:
paralela a; paralelamente a; relativa a;
relativamente a.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 58
Português
Veja os exemplos:
Conheço "a" aluna. / Conheço o aluno.
Refiro-me ao aluno. / Refiro-me à aluna.
2- Trocar o termo regente acompanhado da
preposição a por outro acompanhado de uma
CRASE
preposição diferente (para, em, de, por, sob, sobre).
A palavra crase é de origem grega e Se essas preposições não se contraírem com o
significa "fusão", "mistura". Na língua portuguesa, é artigo, ou seja, se não surgirem novas formas (na (s),
o nome que se dá à "junção" de duas vogais da (s), pela (s),...), não haverá crase.
idênticas.
Veja os exemplos:
É de grande importância a crase da - Penso na aluna.
preposição "a" com o artigo feminino "a" (s), com o - Apaixonei-me pela aluna.
pronome demonstrativo "a" (s), com o "a" inicial
dos pronomes aquele (s), aquela (s), aquilo e com - Começou a brigar.
o "a" do relativo a qual (as quais). - Cansou de brigar.
- Insiste em brigar.
Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` )
- Foi punido por brigar.
para indicar a crase. O uso apropriado do acento
- Optou por brigar.
grave, depende da compreensão da fusão das duas
vogais. É fundamental também, para o
entendimento da crase, dominar a regência dos
verbos e nomes que exigem a preposição "a". Atenção: lembre-se sempre de que não basta provar
Aprender a usar a crase, portanto, consiste em a existência da preposição "a" ou do artigo "a", é
aprender a verificar a ocorrência simultânea de uma preciso provar que existem os dois.
preposição e um artigo ou pronome.
Evidentemente, se o termo regido não admitir a
Observe: anteposição do artigo feminino "a" (s), não haverá
crase. Veja os principais casos em que a crase NÃO
Vou a a igreja. ocorre:
Vou à igreja.
- Diante de substantivos masculinos:
Andamos a cavalo.
No exemplo acima, temos a ocorrência da
Fomos a pé.
preposição "a", exigida pelo verbo ir (ir a algum
Passou a camisa a ferro.
lugar) e a ocorrência do artigo "a" que está
Fazer o exercício a lápis.
determinando o substantivo feminino igreja.
Compramos os móveis a prazo.
Quando ocorre esse encontro das duas vogais e
Assisitimos a espetáculos magníficos.
elas se unem, a união delas é indicada pelo acento
grave. Observe os outros exemplos: - Diante de verbos no infinitivo:
Conheço a aluna. A criança começou a falar.
Refiro-me à aluna. Ela não tem nada a dizer.
Estavam a correr pelo parque.
Estou disposto a ajudar.
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo Continuamos a observar as plantas.
(conhecer algo ou alguém), logo não exige Voltamos a contemplar o céu.
preposição e a crase não pode ocorrer. No segundo
exemplo, o verbo é transitivo indireto (referir-se a Obs.: como os verbos não admitem artigos,
algo ou a alguém) e exige a preposição "a". constatamos que o "a" dos exemplos acima é
Portanto, a crase é possível, desde que o termo apenas preposição, logo não ocorrerá crase.
seguinte seja feminino e admita o artigo feminino
"a" ou um dos pronomes já especificados. - Diante da maioria dos pronomes e das expressões
de tratamento, com exceção das formas senhora,
Há duas maneiras de verificar a existência senhorita e dona:
de um artigo feminino "a" (s) ou de um pronome
Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
demonstrativo "a" (s) após uma preposição "a":
Entreguei a todos os documentos necessários.
1- Colocar um termo masculino no lugar do termo Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de
feminino que se está em dúvida. Se surgir a forma ontem.
ao, ocorrerá crase antes do termo feminino. Peço a Vossa Senhoria que aguarde alguns minutos.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 59
Português
Mostrarei a vocês nossas propostas de trabalho. Por exemplo:
Quero informar a algumas pessoas o que está às
à tarde às pressas à medida que
acontecendo. ocultas
Isso não interessa a nenhum de nós. às
Aonde você pretende ir a esta hora? à noite às escondidas à força
claras
Agradeci a ele, a quem tudo devo. à vontade à beça à larga à escuta
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos às avessas à revelia à exceção de à imitação de
pronomes podem ser identificados pelo método
explicado anteriormente. Troque a palavra feminina à esquerda às turras às vezes à chave
por uma masculina, caso na nova construção surgir à
à direita à deriva à toa
a forma ao, ocorrerá crase. procura
à
Por exemplo: à proporção
à luz sombra à frente de
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo que
de
indivíduo.) à
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido às
semelhança à beira de
ao senhor.) ordens
de
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça
ao próprio Cláudio para sair mais cedo.)
- Diante de numerais cardinais:
Crase diante de Nomes de Lugar
Chegou a duzentos o número de feridos.
Daqui a uma semana começa o campeonato. Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição
do artigo "a". Outros, entretanto, admitem o artigo,
de modo que diante deles haverá crase, desde que o
Casos em que a crase SEMPRE ocorre: termo regente exija a preposição "a". Para saber se
um nome de lugar admite ou não a anteposição do
- Diante de palavras femininas: artigo feminino "a", deve-se substituir o termo
regente por um verbo que peça a preposição "de" ou
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha "em". A ocorrência da contração "da" ou "na" prova
colega. que esse nome de lugar aceita o artigo e, por isso,
Sempre vamos à praia no verão. haverá crase.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos
corredores. Por exemplo:
Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde. Vou à França. (Vim da França. Estou na França.)
Este aparelho é posterior à invenção do telefone. Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
- Diante da palavra "moda", com o sentido de "à Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em
moda de" (mesmo que a expressão moda de fique Porto Alegre.)
subentendida): Cheguei a Pernambuco. (Vim de Pernambuco. Estou
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé. em Pernambuco.)
Usava sapatos à (moda de) Luís XV. Retornarei a São Paulo. (Vim de São Paulo. Estou
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel em São Paulo.)
Castro.
- Na indicação de horas:
ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver
Acordei às sete horas da manhã. especificado, ocorrerá crase.
Elas chegaram às dez horas.
Foram dormir à meia-noite. Veja:
Ele saiu às duas horas. Retornarei à São Paulo dos bandeirantes.
Irei à Salvador de Jorge Amado.
Obs.: com a preposição "até", a crase será
facultativa.
Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele
Por exemplo: Dormiram até as/às 14 horas. (s), Aquela (s), Aquilo
- Em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas Haverá crase diante desses pronomes sempre que o
de que participam palavras femininas. termo regente exigir a preposição "a". Por exemplo:
Refiro-me a aquele atentado.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 60
Português
Preposição Pronome Minha revolta é ligada à do meu país.
Meu luto é ligado ao do meu país.
Refiro-me àquele atentado.
As orações são semelhantes às de antes.
Os exemplos são semelhantes aos de antes.
O termo regente do exemplo acima é o verbo
Aquela rua é transversal à que vai dar na minha
transitivo indireto referir (referir-se a algo ou
casa.
alguém) e exige preposição, portanto, ocorre a
Aquele beco é transversal ao que vai dar na minha
crase.
casa.
Observe este outro exemplo: Suas perguntas são superiores às dele.
Seus argumentos são superiores aos dele.
Aluguei aquela casa. Sua blusa é idêntica à de minha colega.
O verbo "alugar" é transitivo direto (alugar algo) e Seu casaco é idêntico ao de minha colega.
não exige preposição. Logo, a crase não ocorre
nesse caso. A Palavra Distância
Veja outros exemplos: Se a palavra distância estiver especificada,
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho. determinada, a crase deve ocorrer. Por exemplo:
Quero agradecer àqueles que me socorreram. Sua casa fica à distância de 100 quilômetros
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai. daqui. (A palavra está determinada.)
Não obedecerei àquele sujeito. Todos devem ficar à distância de 50 metros
Assisti àquele filme três vezes. do palco. (A palavra está especificada.)
Espero aquele rapaz.
Fiz aquilo que você disse. Se a palavra distância não estiver especificada, a
Comprei aquela caneta. crase não pode ocorrer.
Por exemplo:
Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Os militares ficaram a distância.
Quais Gostava de fotografar a distância.
Ensinou a distância.
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a Dizem que aquele médico cura a distância.
qual e as quais depende do verbo. Se o verbo que Reconheci o menino a distância.
rege esses pronomes exigir a preposição "a", Observação: por motivo de clareza, para evitar
haverá crase. É possível detectar a ocorrência da ambiguidade, pode-se usar a crase.
crase nesses casos, utilizando a substituição do
termo regido feminino por um termo regido Veja:
masculino. Por exemplo:
Gostava de fotografar à distância.
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. Ensinou à distância.
O monumento ao qual me refiro fica no centro da Dizem que aquele médico cura à distância.
cidade.
Caso surja a forma ao com a troca do termo,
ocorrerá a crase. Casos em que a ocorrência da crase é
Veja outros exemplos: FACULTATIVA
São normas às quais todos os alunos devem
- Diante de nomes próprios femininos:
obedecer.
Esta foi a conclusão à qual ele chegou. Observação: é facultativo o uso da crase diante de
Várias alunas às quais ele fez perguntas não nomes próprios femininos porque é facultativo o uso
souberam responder nenhuma das questões. do artigo. Observe:
A sessão à qual assisti estava vazia.
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga.
Crase com o Pronome Demonstrativo "a"
A ocorrência da crase com o pronome A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga.
demonstrativo "a" também pode ser detectada pela
substituição do termo regente feminino por um Como podemos constatar, é facultativo o uso do
termo regido masculino. artigo feminino diante de nomes próprios
femininos, então podemos escrever as frases
Veja: abaixo das seguintes formas:
Entreguei o cartão a Entreguei o cartão a
Paula. Roberto.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 61
Português
Entreguei o cartão à Entreguei o cartão ao EXERCÍCIOS E QUESTÕES DE CONCURSOS
Paula. Roberto.
Assinale como Falso (F) ou Verdadeiro (V):
Contei a Pedro o
Contei a Laura o que havia 1. ( ) A assistência às aulas é indispensável.
que havia ocorrido 2. ( ) Esta novela nem se compara a que assistimos.
ocorrido na noite passada.
na noite passada. 3. ( ) Obedecerei àquilo que me for determinado
Contei ao Pedro o 4. ( ) O professor foi a Taguatinga comprar pinga.
Contei à Laura o que havia
que havia ocorrido 5. ( ) Chegou a casa e logo se jogou na cama.
ocorrido na noite passada.
na noite passada. 6. ( ) Os turistas foram à terra comprar flores.
7. ( ) Via-se, a distância de cem metros, uma luz.
- Diante de pronome possessivo feminino: 8. ( ) Diga a Adriana que a estamos esperando.
9. ( ) Ela fez alusões a sua classe e não a minha.
Observação: é facultativo o uso da crase diante de
10. ( ) O conselheiro jamais perdoou a Dona
pronomes possessivos femininos porque é
Margarida.
facultativo o uso do artigo.
11. ( ) Esta alameda vai até à chácara de meu pai.
Observe: 12. ( ) Os meninos cheiravam a cola.
13. ( ) Eles andavam à toa, sempre à procura de
Minha avó tem setenta Minha irmã está dinheiro, vivendo e comendo à medida que
anos. esperando por você. podiam.
Múltipla escolha
A minha avó tem setenta A minha irmã está
anos. esperando por você. 14. Assinale a alternativa em que o acento indicativo
da crase é obrigatório nas duas ocorrências.
Sendo facultativo o uso do artigo feminino
diante de pronomes possessivos femininos, a) Uma lei sempre está ligada a alguma outra. As leis
então podemos escrever as frases abaixo das estão subordinadas a Lei-Mãe.
seguintes formas: b) Obedecer aqueles princípios é necessário. É
direito que assiste a autora rever a emenda.
Cedi o lugar a minha c) Alguns parlamentares anuíram a proposta de
Cedi o lugar a meu avô. emenda. Agiram contra a lei.
avó.
d) Estamos sujeitos a muitas leis. São contrários a
Cedi o lugar à minha
Cedi o lugar ao meu avô. lei.
avó.
e) O Presidente atendeu a reivindicação do ministro.
Procurou-se assistir as populações atingidas pela
Diga a sua irmã que seca.
Diga a seu irmão que
estou esperando por
estou esperando por ele.
ela. 15. Não sei ________ quem devo dirigir-me: se
______ funcionária desta seção, ou _____ da seção
Diga à sua irmã que de protocolo.
Diga ao seu irmão que a) a-a-a; c) a-à-à; e) à-à-à.
estou esperando por
estou esperando por ele. b) a-à-a; d) à-a-à;
ela.
- Depois da preposição até: 16. Assinale a alternativa em que a crase está
indicada corretamente.
Fui até a praia. ou Fui até à praia. a) Não se esqueça de chegar à casa cedo.
Acompanhe-o até a Acompanhe-o até à b) Prefiro isto aquilo, já que ao se fazer o bem não se
ou
porta. porta. olha à quem.
c) Já que pagaste àquelas dívidas, à que situação
A palestra vai até as A palestra vai até às aspiras?
ou
cinco horas da tarde. cinco horas da tarde. d) Chegaram até à região marcada e daí avançaram
até à praia.
e) É um perigo andar a pé, sozinho, a uma hora da
madrugada.
17. Daqui _____ vinte quilômetros, o viajante
encontrará, logo _____ entrada do grande bosque,
uma
estátua que _____ séculos foi erigida em
homenagem deusa da mata.
a) a-à-há-à; d) a-à-à-à;
b) há -a-à-a; e) há -a-há-a.
c) à-há-à-à;
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 62
Português
a) A obsessão à qual sacrificou a juventude não o
18. O progresso chegou inesperadamente _____ persegue mais.
subúrbio. Daqui ________ poucos anos, nenhum b) Sentavam-se nas pedras do caminho à espera da
dos comitiva do peão.
seus moradores se lembrará mais das casinhas c) Na imaginação, porém, ele voltava àquele mundo
que, _______ tão pouco tempo, marcavam a de sonho e fantasia.
paisagem familiar. d) Depois de refletir, dirigi-me, decididamente, à casa
a) aquele - a - a; d) àquele - a - há; de meu amigo.
b) àquele - à - há; e) aquele - à - há. e) Tenho certeza de que os documentos não fazem
c) àquele - à - à; referência à nada do que dizes.
19. O fenômeno _______ que aludi é visível 24. Assinale o emprego incorreto de "a" e "à".
_______ noite e olho nu. a) "Os detritos cósmicos viajam a mais de 3.200 km
a) a-a-a; c) a-à-a; e) à-à-a. por hora, 2,6 vezes a velocidade do som.
b) a-à-à; d) a-à-à; b) A essa velocidade, uma esfera de metal do
tamanho de uma unha que se chocar contra um
20. Já estavam _______ poucos metros da clareira objeto
_________ qual foram ter por um atalho aberto maior ...
_______ facão. c) ... libera energia equivalente a explosão de uma
a) à-à-a; c) a-a-à; e) à-à-à. granada. O futuro desses objetos é um dia
b) a-à-a; d) à-a-à; precipitarem-se sobre a Terra.
d) Os menores devem desintegrar-se. Os maiores
21. Assinale a opção incorreta no que se refere ao podem chegar à superfície quase intactos.
emprego do acento grave indicativo de crase. e) Na prática, isso já vem ocorrendo em escala
a) Há cinco anos vivendo em São Paulo, um menor: em algumas de suas missões, também o
cidadão inglês foi constrangido a abandonar a ônibus espacial já retornou à Terra com avarias
tradicional provocadas por colisões em órbita."
pontualidade britânica. Para ir à casa de seus (VEJA, 22/3/95 - adaptado)
alunos, ele enfrenta horas de trânsito
congestionado. 25. Indique a letra em que os termos preenchem
b) Assustado com os efeitos do trânsito sobre os corretamente, pela ordem, as lacunas do trecho
índices de poluição, o secretário estadual de Meio dado.
Ambiente pregou a necessidade de restringir à "Assustada _____ família com os versos em que o
circulação de carros na capital paulista. via sempre ocupado, foi reclamar ao grande mestre
c) Em Salvador, a terceira cidade mais populosa do que não o via estudar em casa, ao que lhe foi
País, a prefeitura recorreu à parceria com a respondido que _____ sua assiduidade e aplicação
iniciativa privada para alargar as avenidas mais _____ aulas nada deixavam _____ desejar. Era o
importantes. que bastava e daí por diante continuou tranqüilo a
d) O motorista entregou a documentação a uma das ler e fazer versos..." (Francisco Venâncio Filho)
funcionárias do Departamento e ficou à espera do a) à-a-as-à; d) à-a-as-à;
resultado, a fim de que pudesse resolver o seu b) a-à-às-a; e) à-à-às-a.
problema a curto prazo. c) a-a-às-a;
e) Quanto àquele problema de falta de verbas para
o Departamento, o diretor resolveu dirigir-se GABARITO:
diretamente a Sua Excelência, de modo a deixar os
funcionários mais tranqüilos. 1. V 6. F 11. V 16. D 21. B
2. F 7. F 12. V 17. A 22. C
22. "Hoje deve haver menos gente por lá, 3. V 8. V 13. V 18. D 23. E
conjeturou; ótimo, porque assim trabalho à 4. V 9. F 14. B 19. C 24. C
vontade." 5. V 10. V 15. C 20. B 25. C
Assinale a alternativa em que também deve ocorrer
o acento grave indicador da crase.
a) O dia 28 de outubro é consagrado a todas as
pessoas que trabalham no serviço público.
b) O ponto era facultativo somente a funcionárias
do ING.
c) João Brandão foi a tarde ao ING.
d) Ele galgava a parede quando o vigia o
encontrou.
23. Assinale a frase em que o acento indicador da
crase foi usado incorretamente.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 63
Português
A vírgula entre orações
É utilizada nas seguintes situações:
a) separar as orações subordinadas adjetivas
Para que servem os sinais de pontuação? No explicativas.
geral, para representar pausas na fala, nos casos Ex.: Meu pai, de quem guardo amargas lembranças,
do ponto, vírgula e ponto e vírgula; ou entonações, mora no Rio de Janeiro.
nos casos do ponto de exclamação e de
interrogação, por exemplo. b) separar as orações coordenadas sindéticas e
assindéticas (exceto as iniciadas pela conjunção e ).
Além de pausa na fala e entonação da voz, os Ex.: Acordei, tomei meu banho, comi algo e saí para
sinais de pontuação reproduzem, na escrita, nossas o trabalho. Estudou muito, mas não foi aprovado no
emoções, intenções e anseios. exame.
Há três casos em que se usa a vírgula antes da
conjunção:
Vejamos aqui alguns empregos:
1) quando as orações coordenadas tiverem sujeitos
1. Vírgula (,) diferentes.
Ex.: Os ricos estão cada vez mais ricos, e os pobres,
É usada para:
cada vez mais pobres.
a) separar termos que possuem mesma função
2) quando a conjunção e vier repetida com a
sintática na oração:
finalidade de dar ênfase (polissíndeto). Ex.: E chora,
O menino berrou, chorou, esperneou e, enfim, e ri, e grita, e pula de alegria.
dormiu.
3) quando a conjunção e assumir valores distintos
Nessa oração, a vírgula separa os verbos. que não seja da adição (adversidade, conseqüência,
por exemplo) Ex.: Coitada! Estudou muito, e ainda
b) isolar o vocativo: assim não foi aprovada.
Então, minha cara, não há mais o que se dizer! c) separar orações subordinadas adverbiais
(desenvolvidas ou reduzidas), principalmente se
c) isolar o aposto: estiverem antepostas à oração principal.
O João, ex-integrante da comissão, veio assistir à Ex.: "No momento em que o tigre se lançava, curvou-
reunião. se ainda mais; e fugindo com o corpo apresentou o
gancho."( O selvagem - José de Alencar)
d) isolar termos antecipados, como complemento
ou adjunto: d) separar as orações intercaladas. Ex.: "- Senhor,
disse o velho, tenho grandes contentamentos em a
1. Uma vontade indescritível de beber água, eu estar plantando..."
senti quando olhei para aquele copo suado!
(antecipação de complemento verbal) Essas orações poderão ter suas vírgulas substituídas
por duplo travessão. Ex.: "Senhor - disse o velho -
2. Nada se fez, naquele momento, para que tenho grandes contentamentos em a estar
pudéssemos sair! (antecipação de adjunto plantando..."
adverbial)
e) separar as orações substantivas antepostas à
e) separar expressões explicativas, conjunções e principal.
conectivos: isto é, ou seja, por exemplo, além disso, Ex.: Quanto custa viver, realmente não sei.
pois, porém, mas, no entanto, assim, etc.
f) separar os nomes dos locais de datas: Brasília,
30 de janeiro de 2009. 2. Pontos
g) isolar orações adjetivas explicativas: O filme, que 2.1 - Ponto-final (.)
você indicou para mim, é muito mais do que
esperava. É usado ao final de frases para indicar uma pausa
total:
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 64
Português
a) Não quero dizer nada. c) Nas frases que exprimem desejo:
b) Eu amo minha família.
Oh, Deus, ajude-me!
E em abreviaturas: Sr., a. C., Ltda., vv., num., adj.,
obs.
Observações dignas de nota:
* Quando a intenção comunicativa expressar, ao
2.2 - Ponto de Interrogação (?) mesmo tempo, questionamento e admiração, o uso
dos pontos de interrogação e exclamação é
O ponto de interrogação é usado para: permitido. Observe:
a) Formular perguntas diretas: Que que eu posso fazer agora?!
Você quer ir conosco ao cinema? * Quando se deseja intensificar ainda mais a
admiração ou qualquer outro sentimento, não há
Desejam participar da festa de confraternização? problema algum em repetir o ponto de exclamação
ou interrogação. Note:
b) Para indicar surpresa, expressar indignação ou Não!!! – gritou a mãe desesperada ao ver o filho em
atitude de expectativa diante de uma determinada perigo.
situação:
3. Ponto e vírgula (;)
O quê? não acredito que você tenha feito isso!
(atitude de indignação) É usado para:
Não esperava que fosse receber tantos elogios! a) separar itens enumerados:
Será que mereço tudo isso? (surpresa) A Matemática se divide em:
- geometria;
Qual será a minha colocação no resultado do - álgebra;
concurso? Será a mesma que imagino? - trigonometria;
(expectativa) - financeira.
b) separar um período que já se encontra dividido por
2. 3 – Ponto de Exclamação (!) vírgulas: Ele não disse nada, apenas olhou ao longe,
sentou por cima da grama; queria ficar sozinho com
Esse sinal de pontuação é utilizado nas seguintes seu cão.
circunstâncias:
a) Depois de frases que expressem sentimentos 4. Dois-pontos (:)
distintos, tais como: entusiasmo, surpresa, súplica,
ordem, horror, espanto: É usado quando:
a) se vai fazer uma citação ou introduzir uma fala:
Iremos viajar! (entusiasmo)
Ele respondeu: não, muito obrigado!
Foi ele o vencedor! (surpresa)
b) se quer indicar uma enumeração:
Por favor, não me deixe aqui! (súplica)
Quero lhe dizer algumas coisas: não converse com
Que horror! Não esperava tal atitude. (espanto) pessoas estranhas, não brigue com seus colegas e
não responda à professora.
Seja rápido! (ordem)
5. Aspas (“”)
b) Depois de vocativos e algumas interjeições: São usadas para indicar:
a) citação de alguém: “A ordem para fechar a prisão
Ui! que susto você me deu. (interjeição) de Guantánamo mostra um início firme. Ainda na
edição, os 25 anos do MST e o bloqueio de 2 bilhões
Foi você mesmo, garoto! (vocativo) de dólares do Oportunity no exterior” (Carta Capital
on-line, 30/01/09)
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 65
Português
b) expressões estrangeiras, neologismos, gírias: EXERCÍCIOS DE PONTUAÇÃO
Nada pode com a propaganda de “outdoor”.
6. Reticências (...) 01. Assinale a opção que substitui corretamente os
números por vírgulas.
São usadas para indicar supressão de um trecho,
interrupção ou dar ideia de continuidade ao que se Para concluir (1) já que estamos falando em futuro
estava falando: (2) importa ressaltar que (3) o futuro não acontece
espontaneamente (4) nem é mero fruto da tecnologia.
a) (...) Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo? a) 1 – 2 – 3 - 4
O brando ninho aonde o nosso beijo b) 1 – 2 – 3
Será mais puro e doce que uma asa? (...) c) 1 – 2 – 4
d) 2 – 4
b) E então, veio um sentimento de alegria, paz, e) 3 – 4
felicidade...
c) Eu gostei da nova casa, mas do quintal... 02. O segmento do texto que mostra um equívoco
do editor do texto no emprego da vírgula é:
7. Parênteses ( )
a) “... a realidade do Judiciário e a necessidade de
São usados quando se quer explicar melhor algo sua reforma foram, nos últimos meses,
que foi dito ou para fazer simples indicações. deformados...”;
b) “...distribuição de Justiça em nosso Estado e vê-la
Ele comeu, e almoçou, e dormiu, e depois saiu. (o e reconhecida, senão por todos, ao menos pela
aparece repetido e, por isso, há o predomínio de maioria...”;
vírgulas).
c) “Recente pesquisa da OAB, mostrou que 55% da
8. Travessão (–) população mal conhece o Judiciário.”;
d) “De resto, temos à disposição diversos
O travessão é indicado para: mecanismos endógenos, eficazes, de controle...”;
e) “...o pior de todos, com exceção dos outros...”.
a) Indicar a mudança de interlocutor em um diálogo:
03. “Ao lado, o filho, de 7 ou 8 anos, não cessava de
- Quais ideias você tem para revelar? atormentá-lo...”; as vírgulas que envolvem o
- Não sei se serão bem-vindas. segmento sublinhado:
- Não importa, o fato é que assim você estará
contribuindo para a elaboração deste projeto. a) marcam um adjunto adverbial deslocado;
b) indicam a presença de uma oração intercalada;
b) Separar orações intercaladas, desempenhando
c) mostram que há uma quebra da ordem direta da
as funções da vírgula e dos parênteses:
frase;
Precisamos acreditar sempre – disse o aluno d) estão usadas erradamente porque separam o
confiante – que tudo irá dar certo. sujeito do verbo;
e) assinalam a presença de um aposto.
Não aja dessa forma – falou a mãe irritada – pois
pode ser arriscado. 04. “Vamos, por um momento que seja, cair na
real...”; a regra abaixo que justifica o emprego das
c) Colocar em evidência uma frase, expressão ou vírgulas nesse segmento do texto é:
palavra:
a) separar elementos que exercem a mesma função
O prêmio foi destinado ao melhor aluno da classe – sintática;
uma pessoa bastante esforçada. b) isolar o aposto;
c) isolar o adjunto adnominal antecipado;
Gostaria de parabenizar a pessoa que está d) indicar a supressão de uma palavra;
discursando – meu melhor amigo. e) marcar a intercalação de elementos.
05. Ele não costuma esquentar a vitrine por muito
tempo.
Alterando a ordem do trecho destacado, a pontuação
correta fica:
a) Ele não costuma, por muito tempo, esquentar a
vitrine.
b) Ele não costuma, por muito tempo esquentar a
vitrine.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 66
Português
c) Ele não costuma por muito tempo, esquentar a
vitrine. A análise das assertivas nos permite afirmar
d) Ele não costuma por, muito tempo, esquentar a corretamente que:
vitrine. a) apenas I é verdadeira.
e) Ele não costuma por muito tempo esquentar a b) apenas II é verdadeira.
vitrine. c) I e II são verdadeiras.
d) II e III são verdadeiras.
06. Na frase – O apresentador disse: tem certeza e) I e III são verdadeiras.
de que a resposta é essa? – os dois pontos foram
usados para: 11. Considere os períodos I, II e III, pontuados de
a) introduzir a fala do interlocutor. duas maneiras diferentes.
b) apresentar um ponto de vista.
c) expressar uma opinião. I. Ouvi dizer de certa cantora que era um elefante
d) suscitar uma afirmação. que engolira um rouxinol / Ouvi dizer de certa
e) provocar uma intimidação. cantora, que era um elefante, que engolira um
rouxinol.
07. O segmento “A cada início de ano, é costume II. A versão apresentada à imprensa é
renovar esperanças e fortalecer confianças em evidentemente falsa / A versão apresentada à
relação ao futuro. Tempo de limpar gavetas, fazer imprensa é, evidentemente, falsa.
faxinas e vestir cores que – acreditam muitos – III. Os freios do Buick guincham nas rodas e os
ajudem a realizar antigos desejos e aspirações.” pneumáticos deslizam rente à calçada / Os freios do
aparece entre travessões porque: Buick guincham nas rodas, e os pneumáticos
a) marca urna opinião do autor do texto sobre o deslizam rente à calçada.
conteúdo veiculado;
b) indica uma explicação de algum segmento Com pontuação diferente ocorre alteração de sentido
anterior; somente em:
c) assinala a necessidade de completar um a) I.
pensamento suspenso; b) II.
d) mostra a presença de um termo intercalado; c) III.
e) dá destaque a uma expressão usada em sentido d) I e II.
diverso do usual. e) II e III.
08. “O recurso à palavra pomposa, o palavrão 12. "Diz um conhecido provérbio nos países orientais
bonito da moda, é sintomático da velha doença que para se caminhar mil milhas é preciso dar o
brasileira da retórica”.. primeiro passo." O texto está corretamente pontuado
As vírgulas foram usadas no fragmento para: em:
a) desfazer possível má interpretação.
b) indicar a elipse de um verbo. a) Diz um conhecido provérbio, nos países orientais,
c) intercalar o vocativo. que para se caminhar mil milhas, é preciso dar o
d) separar o aposto do termo fundamental. primeiro passo.
e) assinalar o deslocamento de um termo. b) Diz um conhecido provérbio nos países orientais,
que, para se caminhar mil milhas é preciso, dar o
09. “Depois de muita briga, o tema era primeiro passo.
„democraticamente imposto‟.” c) Diz um conhecido provérbio nos países orientais,
No período acima, as aspas têm por função: que para se caminhar mil milhas, é preciso dar o
a) indicar que a expressão foge ao nível de primeiro passo.
linguagem em que o texto foi elaborado. d) Diz um conhecido provérbio, nos países orientais,
b) evidenciar a intransigência típica de algumas que, para se caminhar mil milhas, é preciso dar o
pessoas. primeiro passo.
c) destacar a relação irônica estabelecida entre e) Diz, um conhecido provérbio nos países orientais,
termos semanticamente opostos. que para se caminhar mil milhas, é preciso dar o
d) sugerir que, mesmo na democracia, ocorre primeiro passo.
autoritarismo.
13. Assinalar a alternativa cujo período dispensa o
10. No período “Era fascinante, e ela sentia nojo”. O uso de vírgula:
uso da vírgula:
a) Nesse trabalho ficou patente a competência dos
I. enfatiza semanticamente cada oração. jovens frente à nova situação.
II. decorre de uma relação de alternância entre as b) O autor busca um meio capaz de gerar um
duas orações. conjunto potencialmente infinito de formas com suas
III. justifica-se por separar orações coordenadas propriedades típicas.
com sujeitos diferentes.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 67
Português
c) Apreensivo ora se voltava para a janela ora
examinava o documento. I. Pedro, o gerente do banco ligou e deixou um
d) Suas palavras embora gentis continham um recado.
fundo de ironia. Pedro, o gerente do banco, ligou e deixou um
e) Tudo isto é muito válido mas tem seus recado.
inconvenientes. II. De repente perceberam que estavam brigando à
toa.
14. Assinale O PAR de frases que apresenta De repente, perceberam que estavam brigando à
falha(s), na pontuação. toa.
III. Os doces visivelmente deteriorados foram postos
a) 1. As mulheres, dizem as feministas, na lixeira.
aperfeiçoam os homens. 2. A voz de Gilka, está Os doces, visivelmente deteriorados, foram
cheia de acentos nunca dantes escutados. postos na lixeira.
b) 1. Nada, nos másculos versos de Francisca Júlia Com a alteração da pontuação, houve mudança de
denuncia, a mulher. 2. Em TRÊS MARIAS, o sentido SOMENTE em
esmagamento do personagem é mais contundente.
c) 1. Em 1980, a autora, sai de cena, a) I.
discretamente, como sempre viveu. 2. Agora, na b) II.
residência deles, falou da viagem das irmãs. c) I e II.
d) 1. A garota, sentia-se como única responsável d) I e III.
pela caçula. 2. O olhar, iluminava sua face, com um e) II e III.
sorriso doce.
e) 1. Menina, venha cá. Vamos nadar? 2. Durante GABARITO
10 anos, o governo holandês ocupou a ilha.
1. C 2. C 3. E 4. E 5. A
15. Identifique a alternativa em que se corrige a má 6. D 7. D 8. D 9. C 10. E
estruturação do texto a seguir:
"Ele chegou cansado do trabalho. Parecendo 11. D 12. D 13. B 14. D 15. D
mesmo desanimado. Assistindo à televisão a 16. E 17. D
família não o notou."
a) Uma vez chegado do trabalho, cansado, parecia
até mesmo desanimado. A família não o notou
enquanto assistia à televisão.
b) Tendo chegado do trabalho cansado, parecia
mesmo desanimado. A família assistia à televisão.
Não o notaram.
c) Desde que chegou cansado do trabalho, parecia
mesmo desanimado. Como assistisse à televisão, a
família não o notou.
d) Chegou cansado do trabalho, parecendo mesmo
desanimado. A família, que assistia à televisão,
nem o notou.
e) Parecia mesmo desanimado, porque chegava do
trabalho cansado. Enquanto que a família nem o
notara, assistindo à televisão.
16. Em "ACORDEI PENSANDO EM RIOS – QUE
DÃO SEMPRE UM TOQUE FEMININO A
QUALQUER CIDADE – E ME DIZENDO QUE O
ÚNICO POSSÍVEL DEFEITO DO RIO DE JANEIRO
É NÃO TER UM RIO." o autor usou o travessão
para:
a) ligar grupos de palavras.
b) iniciar diálogo.
c) substituir parênteses.
d) destacar um aposto.
e) destacar um adjunto adnominal explicativo.
17. Considere os períodos I, II e III, pontuados de
duas maneiras diferentes.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 68
Português
- o continente pelo conteúdo e vice-versa:
Antes de sair, tomamos um cálice (o conteúdo de um
cálice) de licor.
- a causa pelo efeito e vice-versa: “E assim o
Segundo Mauro Ferreira, a importância em operário ia / Com suor e com cimento (com trabalho)
reconhecer figuras de linguagem está no fato de / Erguendo uma casa aqui / Adiante um
que tal conhecimento, além de auxiliar a apartamento.” (Vinicius de Moraes).
compreender melhor os textos literários, deixa-nos
mais sensíveis à beleza da linguagem e ao - o lugar de origem ou de produção pelo
significado simbólico das palavras e dos textos. produto: Comprei uma garrafa do legítimo porto (o
vinho da cidade do Porto).
Definição: Figuras de linguagem são certos - o autor pela obra: Ela parecia ler Jorge
recursos não-convencionais que o falante ou Amado (a obra de Jorge Amado).
escritor cria para dar maior expressividade à sua
mensagem. - o abstrato pelo concreto e vice-versa: Não
devemos contar com o seu coração (sentimento,
sensibilidade).
Comparação: - o símbolo pela coisa simbolizada: A coroa
(o poder) foi disputada pelos revolucionários.
Ocorre comparação quando se estabelece
aproximação entre dois elementos que se - a matéria pelo produto e vice-versa: Lento,
identificam, ligados por conectivos comparativos o bronze (o sino) soa.
explícitos – feito, assim como, tal, como, tal qual, tal
como, qual, que nem – e alguns verbos – parecer, - o inventor pelo invento: Edson (a energia
assemelhar-se e outros. elétrica) ilumina o mundo.
Exemplos: “Amou daquela vez como se - a coisa pelo lugar: Vou à Prefeitura (ao
fosse máquina. / Beijou sua mulher como se fosse edifício da Prefeitura).
lógico.” (Chico Buarque);
- o instrumento pela pessoa que o utiliza: Ele
“As solteironas, os longos vestidos negros é um bom garfo (guloso, glutão).
fechados no pescoço, negros xales nos ombros,
pareciam aves noturnas paradas…” (Jorge Amado). Sinédoque:
Metáfora: Ocorre sinédoque quando há substituição de
um termo por outro, havendo ampliação ou redução
Ocorre metáfora quando um termo substitui do sentido usual da palavra numa relação
outro através de uma relação de semelhança quantitativa. Encontramos sinédoque nos seguintes
resultante da subjetividade de quem a cria. A casos:
metáfora também pode ser entendida como uma
comparação abreviada, em que o conectivo não - o todo pela parte e vice-versa: “A cidade
está expresso, mas subentendido. inteira (o povo) viu assombrada, de queixo caído, o
pistoleiro sumir de ladrão, fugindo nos cascos (parte
Exemplo: “Supondo o espírito humano uma das patas) de seu cavalo.” (J. Cândido de Carvalho)
vasta concha, o meu fim, Sr. Soares, é ver se posso
extrair pérolas, que é a razão.” (Machado de Assis). - o singular pelo plural e vice-versa: O
paulista (todos os paulistas) é tímido; o carioca (todos
Metonímia: os cariocas), atrevido.
Ocorre metonímia quando há substituição - o indivíduo pela espécie (nome próprio pelo
de uma palavra por outra, havendo entre ambas nome comum): Para os artistas ele foi um mecenas
algum grau de semelhança, relação, proximidade (protetor).
de sentido ou implicação mútua. Tal substituição
fundamenta-se numa relação objetiva, real, Catacrese:
realizando-se de inúmeros modos:
A catacrese é um tipo de especial de
metáfora, “é uma espécie de metáfora desgastada,
em que já não se sente nenhum vestígio de
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 69
Português
inovação, de criação individual e pitoresca. É a coros numerosos, muitos bailados, e a orquestra é
metáfora tornada hábito lingüístico, já fora do excelente…” (Machado de Assis).
âmbito estilístico.” (Othon M. Garcia).
1.1 Figuras de sintaxe ou de construção:
São exemplos de catacrese: folhas de livro /
pele de tomate / dente de alho / montar em burro / As figuras de sintaxe ou de construção dizem
céu da boca / cabeça de prego / mão de direção / respeito a desvios em relação à concordância entre
ventre da terra / asa da xícara / sacar dinheiro no os termos da oração, sua ordem, possíveis
banco. repetições ou omissões.
Sinestesia: Elas podem ser construídas por:
A sinestesia consiste na fusão de a) omissão: assíndeto, elipse e zeugma;
sensações diferentes numa mesma expressão.
Essas sensações podem ser físicas (gustação, b) repetição: anáfora, pleonasmo e
audição, visão, olfato e tato) ou psicológicas polissíndeto;
(subjetivas).
c) inversão: anástrofe, hipérbato, sínquise e
Exemplo: “A minha primeira recordação é hipálage;
um muro velho, no quintal de uma casa indefinível.
Tinha várias feridas no reboco e veludo de musgo. d) ruptura: anacoluto;
Milagrosa aquela mancha verde [sensação visual] e
úmida, macia [sensações táteis], quase irreal.” e) concordância ideológica: silepse.
(Augusto Meyer)
Portanto, são figuras de construção ou
Antonomásia: sintaxe:
Ocorre antonomásia quando designamos Assíndeto:
uma pessoa por uma qualidade, característica ou
fato que a distingue. Ocorre assíndeto quando orações ou
palavras deveriam vir ligadas por conjunções
Na linguagem coloquial, antonomásia é o coordenativas, aparecem justapostas ou separadas
mesmo que apelido, alcunha ou cognome, cuja por vírgulas.
origem é um aposto (descritivo, especificativo etc.)
do nome próprio. Exigem do leitor atenção maior no exame de
cada fato, por exigência das pausas rítmicas
Exemplos: “E ao rabi simples (Cristo), que a (vírgulas).
igualdade prega, / Rasga e enlameia a túnica
inconsútil; (Raimundo Correia). / Pelé (= Edson Exemplo: “Não nos movemos, as mãos é que
Arantes do Nascimento) / O Cisne de Mântua (= se estenderam pouco a pouco, todas quatro,
Virgílio) / O poeta dos escravos (= Castro Alves) / O pegando-se, apertando-se, fundindo-se.” (Machado
Dante Negro (= Cruz e Souza) / O Corso (= de Assis).
Napoleão)
Elipse:
Alegoria:
Ocorre elipse quando omitimos um termo ou
A alegoria é uma acumulação de metáforas oração que facilmente podemos identificar ou
referindo-se ao mesmo objeto; é uma figura poética subentender no contexto. Pode ocorrer na supressão
que consiste em expressar uma situação global por de pronomes, conjunções, preposições ou verbos. É
meio de outra que a evoque e intensifique o seu um poderoso recurso de concisão e dinamismo.
significado. Na alegoria, todas as palavras estão
transladadas para um plano que não lhes é comum Exemplo: “Veio sem pinturas, em vestido
e oferecem dois sentidos completos e perfeitos – leve, sandálias coloridas.” (elipse do pronome ela
um referencial e outro metafórico. (Ela veio) e da preposição de (de sandálias…).
Exemplo: “A vida é uma ópera, é uma Zeugma:
grande ópera. O tenor e o barítono lutam pelo
soprano, em presença do baixo e dos Ocorre zeugma quando um termo já
comprimários, quando não são o soprano e o expresso na frase é suprimido, ficando subentendida
contralto que lutam pelo tenor, em presença do sua repetição.
mesmo baixo e dos mesmos comprimários. Há
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 70
Português
Exemplo: “Foi saqueada a vida, e Exemplo: “Vão chegando as burguesinhas
assassinados os partidários dos Felipes.” (Zeugma pobres, / e as criadas das burguesinhas ricas / e as
do verbo: “e foram assassinados…”) (Camilo mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza.”
Castelo Branco). (Manuel Bandeira).
Anáfora: Anástrofe:
Ocorre anáfora quando há repetição Ocorre anástrofe quando há uma simples
intencional de palavras no início de um período, inversão de palavras vizinhas
frase ou verso. (determinante/determinado).
Exemplo: “Depois o areal extenso… / Exemplo: “Tão leve estou (estou tão leve)
Depois o oceano de pó… / Depois no horizonte que nem sombra tenho.” (Mário Quintana).
imenso / Desertos… desertos só…” (Castro Alves).
Hipérbato:
Pleonasmo:
Ocorre hipérbato quando há uma inversão
Ocorre pleonasmo quando há repetição da completa de membros da frase.
mesma idéia, isto é, redundância de significado.
Exemplo: “Passeiam à tarde, as belas na
a) Pleonasmo literário: Avenida. ” (As belas passeiam na Avenida à tarde.)
(Carlos Drummond de Andrade).
É o uso de palavras redundantes para
reforçar uma idéia, tanto do ponto de vista Sínquise:
semântico quanto do ponto de vista sintático. Usado
como um recurso estilístico, enriquece a expressão, Ocorre sínquise quando há uma inversão
dando ênfase à mensagem. violenta de distantes partes da frase. É um hipérbato
exagerado.
Exemplo: “Iam vinte anos desde aquele dia
/ Quando com os olhos eu quis ver de perto / Exemplo: “A grita se alevanta ao Céu, da
Quando em visão com os da saudade via.” (Alberto gente. ” (A grita da gente se alevanta ao Céu )
de Oliveira). (Camões).
“Morrerás morte vil na mão de um forte.” Hipálage:
(Gonçalves Dias)
Ocorre hipálage quando há inversão da
“Ó mar salgado, quando do teu sal / São posição do adjetivo: uma qualidade que pertence a
lágrimas de Portugal” (Fernando Pessoa). um objeto é atribuída a outro, na mesma frase.
b) Pleonasmo vicioso: Exemplo: “… as lojas loquazes dos
barbeiros.” (as lojas dos barbeiros loquazes.) (Eça de
É o desdobramento de idéias que já Queiros).
estavam implícitas em palavras anteriormente
expressas. Pleonasmos viciosos devem ser Anacoluto:
evitados, pois não têm valor de reforço de uma
idéia, sendo apenas fruto do descobrimento do Ocorre anacoluto quando há interrupção do
sentido real das palavras. plano sintático com que se inicia a frase, alterando-
lhe a seqüência lógica. A construção do período
Exemplos: subir para cima / entrar para deixa um ou mais termos – que não apresentam
dentro / repetir de novo / ouvir com os ouvidos / função sintática definida – desprendidos dos demais,
hemorragia de sangue / monopólio exclusivo / breve geralmente depois de uma pausa sensível.
alocução / principal protagonista.
Exemplo: “Essas empregadas de hoje, não
Polissíndeto: se pode confiar nelas.” (Alcântara Machado).
Ocorre polissíndeto quando há repetição Silepse:
enfática de uma conjunção coordenativa mais
vezes do que exige a norma gramatical (geralmente Ocorre silepse quando a concordância não é
a conjunção e). É um recurso que sugere feita com as palavras, mas com a idéia a elas
movimentos ininterruptos ou vertiginosos. associada.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 71
Português
a) Silepse de gênero: com aparência de mentira. Oxímoro (ou oximoron) é
outra designação para paradoxo.
Ocorre quando há discordância entre os
gêneros gramaticais (feminino ou masculino). Exemplo: “Amor é fogo que arde sem se ver;
/ É ferida que dói e não se sente; / É um
Exemplo: “Quando a gente é novo, gosta de contentamento descontente; / É dor que desatina
fazer bonito.” (Guimarães Rosa). sem doer;” (Camões)
b) Silepse de número: Eufemismo:
Ocorre quando há discordância envolvendo Ocorre eufemismo quando uma palavra ou
o número gramatical (singular ou plural). expressão é empregada para atenuar uma verdade
tida como penosa, desagradável ou chocante.
Exemplo: Corria gente de todos lados, e
gritavam.” (Mário Barreto). Exemplo: “E pela paz derradeira (morte) que
enfim vai nos redimir Deus lhe pague”. (Chico
c) Silepse de pessoa: Buarque).
Ocorre quando há discordância entre o Gradação:
sujeito expresso e a pessoa verbal: o sujeito que
fala ou escreve se inclui no sujeito enunciado. Ocorre gradação quando há uma seqüência
de palavras que intensificam uma mesma idéia.
Exemplo: “Na noite seguinte estávamos
reunidas algumas pessoas.” (Machado de Assis). Exemplo: “Aqui… além… mais longe por
onde eu movo o passo.” (Castro Alves).
1.2 Figuras de pensamento:
Hipérbole:
As figuras de pensamento são recursos de
linguagem que se referem ao significado das Ocorre hipérbole quando há exagero de uma
palavras, ao seu aspecto semântico. idéia, a fim de proporcionar uma imagem
emocionante e de impacto.
São figuras de pensamento:
Exemplo: “Rios te correrão dos olhos, se
Antítese: chorares!” (Olavo Bilac).
Ocorre antítese quando há aproximação de Ironia:
palavras ou expressões de sentidos opostos.
Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela
Exemplo: “Amigos ou inimigos estão, entonação, pela contradição de termos, sugere-se o
amiúde, em posições trocadas. Uns nos querem contrário do que as palavras ou orações parecem
mal, e fazem-nos bem. Outros nos almejam o bem, exprimir. A intenção é depreciativa ou sarcástica.
e nos trazem o mal.” (Rui Barbosa).
Exemplo: “Moça linda, bem tratada, / três
Apóstrofe: séculos de família, / burra como uma porta: / um
amor.” (Mário de Andrade).
Ocorre apóstrofe quando há invocação de
uma pessoa ou algo, real ou imaginário, que pode Prosopopéia:
estar presente ou ausente. Corresponde ao
vocativo na análise sintática e é utilizada para dar Ocorre prosopopéia (ou animização ou
ênfase à expressão. personificação) quando se atribui movimento, ação,
fala, sentimento, enfim, caracteres próprios de seres
Exemplo: “Deus! ó Deus! onde estás, que animados a seres inanimados ou imaginários.
não respondes?” (Castro Alves).
Também a atribuição de características
Paradoxo: humanas a seres animados constitui prosopopéia o
que é comum nas fábulas e nos apólogos, como este
Ocorre paradoxo não apenas na exemplo de Mário de Quintana: “O peixinho (…)
aproximação de palavras de sentido oposto, mas silencioso e levemente melancólico…”
também na de idéias que se contradizem referindo-
se ao mesmo termo. É uma verdade enunciada Exemplos: “… os rios vão carregando as
queixas do caminho.” (Raul Bopp)
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 72
Português
Um frio inteligente (…) percorria o jardim…” a) silepse de pessoa
(Clarice Lispector) b) elipse
c) anacoluto
Perífrase: d) hipérbole
e) silepse de número
Ocorre perífrase quando se cria um torneio
de palavras para expressar algum objeto, acidente
geográfico ou situação que não se quer nomear. 05. (FIGURAS DE LINGUAGEM) (ITA) Em qual das
opções há erro de identificação das figuras?
Exemplo: “Cidade maravilhosa / Cheia de
encantos mil / Cidade maravilhosa / Coração do a) "Um dia hei de ir embora / Adormecer no
meu Brasil.” (André Filho). derradeiro sono." (eufemismo)
b) "A neblina, roçando o chão, cicia, em prece.
(prosopopéia)
c) Já não são tão freqüentes os passeios noturnos na
FIGURAS DE LINGUAGEM EXERCÍCIOS violenta Rio de Janeiro. (silepse de número)
d) "E fria, fluente, frouxa claridade / Flutua..."
Questões:01. (FIGURAS DE LINGUAGEM) (aliteração)
(VUNESP) No trecho: "...dão um jeito de mudar o e) "Oh sonora audição colorida do aroma."
mínimo para continuar mandando o máximo", a (sinestesia)
figura de linguagem presente é chamada:
a) metáfora 06. (FIGURAS DE LINGUAGEM) (UM - SP) Indique a
b) hipérbole alternativa em que haja uma concordância realizada
c) hipérbato por silepse:
d) anáfora
e) antítese a) Os irmãos de Teresa, os pais de Júlio e nós,
habitantes desta pacata região, precisaremos de
muita força para sobreviver.
02. (FIGURAS DE LINGUAGEM) (PUC - SP) Nos b) Poderão existir inúmeros problemas conosco
trechos: "O pavão é um arco-íris de plumas" e "...de devido às opiniões dadas neste relatório.
tudo que ele suscita e esplende e estremece e c) Os adultos somos bem mais prudentes que os
delira..." enquanto procedimento estilístico, temos, jovens no combate às dificuldades.
respectivamente: d) Dar-lhe-emos novas oportunidades de trabalho
para que você obtenha resultados mais satisfatórios.
a) metáfora e polissíndeto; e) Haveremos de conseguir os medicamentos
b) comparação e repetição; necessários para a cura desse vírus insubordinável a
c) metonímia e aliteração; qualquer tratamento.
d) hipérbole e metáfora;
e) anáfora e metáfora.
07. (FIGURAS DE LINGUAGEM) (FEI) Assinalar a
alternativa correta, correspondente à figuras de
03. (FIGURAS DE LINGUAGEM) (PUC - SP) Nos linguagem, presentes nos fragmentos abaixo:
trechos: "...nem um dos autores nacionais ou
nacionalizados de oitenta pra lá faltava nas I. "Não te esqueças daquele amor ardente que já nos
estantes do major" e "...o essencial é achar-se as olhos meus tão puro viste."
palavras que o violão pede e deseja" encontramos,
respectivamente, as seguintes figuras de II. "A moral legisla para o homem; o direito para o
linguagem: cidadão."
a) prosopopéia e hipérbole; III. "A maioria concordava nos pontos essenciais; nos
b) hipérbole e metonímia; pormenores porém, discordavam."
c) perífrase e hipérbole;
d) metonímia e eufemismo; IV. "Isaac a vinte passos, divisando o vulto de um,
e) metonímia e prosopopéia. pára, ergues a mão em viseira, firma os olhos."
a) anacoluto, hipérbato, hipálage, pleonasmo;
04. (FIGURAS DE LINGUAGEM) (VUNESP) Na b) hipérbato, zeugma, silepse, assíndeto;
frase: "O pessoal estão exagerando, me disse c) anáfora, polissíndeto, elipse, hipérbato;
ontem um camelô", encontramos a d) pleonasmo, anacoluto, catacrese, eufemismo;
figura de linguagem chamada: e) hipálage, silepse, polissíndeto, zeugma.
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 73
Português
08. (FIGURAS DE LINGUAGEM) (FEBA - SP)
Assinale a alternativa em que ocorre aliteração:
a) "Água de fonte .......... água de oceano .............
água de pranto. (Manuel Bandeira)
b) "A gente almoça e se coça e se roça e só se
vicia." (Chico Buarque)
c) "Ouço o tique-taque do relógio: apresso-me
então." (Clarice Lispector)
d) "Minha vida é uma colcha de retalhos, todos da
mesma cor." (Mário Quintana)
e) N.d.a.
09. (FIGURAS DE LINGUAGEM) (CESGRANRIO)
Na frase "O fio da idéia cresceu, engrossou e
partiu-se" ocorre processo de gradação. Não há
gradação em:
a) O carro arrancou, ganhou velocidade e capotou.
b) O avião decolou, ganhou altura e caiu.
c) O balão inflou, começou a subir e apagou.
d) A inspiração surgiu, tomou conta de sua mente e
frustrou-se.
e) João pegou de um livro, ouviu um disco e saiu.
10. (FIGURAS DE LINGUAGEM) (FATEC) "Seus
óculos eram imperiosos." Assinale a alternativa em
que aparece a mesma figura de linguagem que há
na frase acima:
a) "As cidades vinham surgindo na ponte dos
nomes."
b) "Nasci na sala do 3° ano."
c) "O bonde passa cheio de pernas."
d) "O meu amor, paralisado, pula."
e) "Não serei o poeta de um mundo caduco."
GABARITO:
01. E 02. A 03. E 04. E
05. C 06. C 07. B 08. B
09. E 10.C
WhatsApp: (91) 983186353 (Fixo) 3352-1392 Site: [Link] Página 74