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O que a Bíblia ensina sobre o inferno

O documento discute a visão bíblica sobre o inferno, afirmando que a Bíblia considera o ser humano uma alma mortal que entra em estado de inconsciência na morte e que os ímpios serão aniquilados no juízo final. A noção de um inferno de tormento eterno é vista como antibíblica e em conflito com a justiça de Deus, além de ser influenciada por crenças pagãs. O texto também aborda a natureza da alma, a inconsciência na morte e a esperança da ressurreição como solução para a morte.
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O que a Bíblia ensina sobre o inferno

O documento discute a visão bíblica sobre o inferno, afirmando que a Bíblia considera o ser humano uma alma mortal que entra em estado de inconsciência na morte e que os ímpios serão aniquilados no juízo final. A noção de um inferno de tormento eterno é vista como antibíblica e em conflito com a justiça de Deus, além de ser influenciada por crenças pagãs. O texto também aborda a natureza da alma, a inconsciência na morte e a esperança da ressurreição como solução para a morte.
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CURSO DE TEOLOGIA BÁSICA

O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE O INFERNO?

A Bíblia afirma que o ser humano é uma alma mortal (Gênesis 2:7;
Ezequiel 18:20); que ele permanece em estado de completa
inconsciência na morte (Salmo 6:5; 115:17; Eclesiastes 3:19 e 20;
9:5 e 10); e que os ímpios serão aniquilados no juízo final
(Malaquias 4:1).
A noção de um “inferno” de fogo eterno para castigar os maus está intimamente
associada à teoria da imortalidade natural da alma. Já no Jardim do Éden, Satanás, na
forma de uma serpente, disse a Eva que ela e Adão não morreriam (Gênesis 3:4;
Apocalipse 12:9). Entre os antigos pagãos havia noções de um outro mundo no qual os
espíritos dos mortos viviam conscientes. Essa crença, somada à noção de que entre os
seres humanos existem pessoas boas e pessoas más que não podem conviver para
sempre juntas, levou antigos judeus e cristãos a crerem que, além do paraíso para os
bons, existe também um inferno para os maus.
Muitos eruditos criam que a noção de um inferno de tormento para os ímpios derivara
do pensamento persa. Mas em meados do século 20 essa teoria já havia perdido muito
de sua força, diante das novas investigações que enfatizavam a influência grega sobre
os escritos apocalípticos judaicos do 2º século a.C. Tal ênfase parece correta, pois na
literatura Greco-clássica aparecem alusões a um lugar de tormento para os maus. Por
exemplo, a famosa Odisseia de Homero (rapsódia 11) descreve uma pretensa viagem
de Ulisses à região inferior do Hades, onde mantém diálogo com a alma de vários
mortos que sofriam pelos maus atos deles. Também Platão, em sua obra A República,
alega que “a nossa alma é imortal e nunca perece”.
Por contraste, o Antigo Testamento afirma que o ser humano é uma alma mortal
(Gênesis 2:7; Ezequiel 18:20); que ele permanece em estado de completa
inconsciência na morte (Salmo 6:5; 115:17; Eclesiastes 3:19 e 20; 9:5 e 10); e que os
ímpios serão aniquilados no juízo final (Malaquias 4:1). Mas tais ensinamentos bíblicos
não conseguiram impedir que o judaísmo do 2º século a.C. começasse a absorver
gradativamente as teorias gregas da imortalidade natural da alma e de um lugar de
tormento onde já se encontram as almas dos ímpios mortos. Esse lugar de tormento
era normalmente denominado pelos termos Hades e Sheol.
Já nos apócrifos judaicos transparecem as noções de uma espécie de purgatório
(Sabedoria 3:1-9) e de orações pelos mortos (2º Macabeus 12:42-46). Mas o
pseudepígrafo judaico de 1º Enoque (103:7) assevera explicitamente: “Vocês mesmos
sabem que eles [os pecadores] trarão as almas de vocês à região inferior do Sheol; e
eles experimentarão o mal e grande tribulação – em trevas, redes e chamas ardentes”.
Também o livro de 4º Enoque (4:41) fala que “no Hades as câmaras das almas são
como o útero”. A ideia básica sugerida é a de uma alma imortal que sobrevive
conscientemente a morte do corpo.
CURSO DE TEOLOGIA BÁSICA
O Novo Testamento, por sua vez, fala acerca da morte como um sono (João 11:11-14;
1 Coríntios 15:6, 18, 20 e 51; 1 Tessalonicenses 4:13-15; 2 Pedro 3:4) e da ressurreição
como a única esperança de vida eterna (João 5:28 e 29; 1 Coríntios 15:1-58; 1
Tessalonicenses 4:13-18). Mas o cristianismo pós-apostólico também não conseguiu
resistir por muito tempo à tentação paganizadora da cultura greco-romana, e passou a
incorporar as teorias da imortalidade natural da alma e de um inferno de tormento já
presente. Uma das mais importantes exposições medievais do assunto aparece em A
Divina Comédia, de Dante Alighieri, cujo conteúdo está dividido em “Inferno”,
“Purgatório” e “Paraíso”.
Além de conflitar com os ensinos do Antigo e do Novo Testamento, a teoria de um
inferno eterno também conspira contra a justiça e o poder de Deus. Por que uma
criança impenitente, que viveu apenas doze anos, deveria ser punida nas chamas
infernais por toda a eternidade? Não seria essa uma pena desproporcional e injusta
(Apocalipse 20:11-13)? Se o mal teve um início, mas não terá fim, não significa isso que
Deus é incapaz de erradicá-lo, a fim de conduzir o Universo à sua perfeição original?
Cremos, portanto, que a teoria de um tormento eterno no inferno é antibíblica e
conflitante com o caráter justo e misericordioso de Deus.

O inferno segundo a Bíblia


Pesquisando as Escrituras encontramos 4 termos que dos seus idiomas originais são
traduzidos pela palavra inferno:

Sheol – É a única palavra hebraica do Antigo Testamento para inferno. Aparece cerca
de 64 vezes, e se refere simplesmente à sepultura ou cova, local onde se enterra o
cadáver. Veja, por exemplo: Eclesiastes 9:10.

Hades – Este termo aparece cerca de 10 vezes no Novo Testamento e é o equivalente


grego do hebraico Sheol; ou seja, sepultura ou cova. Exemplo: Atos 2:31.

Tártaro – Aparece apenas em II Pedro 2:4, e se refere ao ambiente dos anjos caídos,
fora da presença de Deus.

Gehenna – Este foi o termo que Jesus mais usou e aparece cerca de 12 vezes no Novo
Testamento. Refere-se ao local e o momento da destruição final dos ímpios. É sobre
este local que também faz referência Apocalipse 20:9,10, sobre o fim dos mil anos,
quando Satanás e os perdidos são finalmente destruídos no lago de fogo.

Para entender a aplicação do inferno como o local para onde vão os mortos,
precisamos entender também o seu contexto. Assim, para obter um entendimento
claro e amplo, é preciso uma análise bíblica sobre o tema do estado do homem após a
morte ao longo de todas as Escrituras – coletando as passagens em que este assunto
aparece.

O Estado dos Mortos


O que acontece ao ser humano durante sua morte. Em que lugar se encontra, para
onde vai e o que faz na morte?
CURSO DE TEOLOGIA BÁSICA

Objetivos
Verificar o que acontece ao ser humano durante sua morte. Em que lugar se encontra,
para onde vai e o que faz na morte.

Introdução
É comum nos questionarmos e sermos defrontados sobre a morte. Alguns crêem que
depois da morte, as pessoas vão para o céu se forem boas ou para o inferno se forem
más; ou ainda que as que não foram suficientemente boas para irem ao céu pagam
seus pecados no purgatório. Outros acreditam que elas vão para um plano superior e
reencarnam, e outros crêem que não vão a lugar algum. Alguns, dizem que
verdadeiramente tiveram encontros sobrenaturais, e afirmam ver seus parentes e
amigos mortos. Mas afinal, independente do que as pessoas acreditam, o que diz a
Bíblia?

PARTE 1 - A natureza humana e sua alma


A criação do homem, sua natureza e a alma humana; Esclarecimentos sobre espírito e
fôlego de vida.
1. Gênesis 2:7 - Nós não temos uma alma, nós somos uma alma: Pó da terra + Fôlego
de Vida = Alma Vivente.
2. Ezequiel 18:4,20; Isaías 51:12 - Se uma alma pode morrer, como ela poderia ser
algo que é resultado da morte? Percebemos que: alma = pessoa (Dt. 10:22,
Gn.46:27), portanto, toda alma é mortal (só Deus é imortal: 1 Tm. 6:15,16).
3. Eclesiastes 12:7; Gênesis 3:19; Salmo 146:4 – Na morte ocorre o contrário da
criação: Sai o fôlego (espírito) dado por Deus e o indivíduo retorna ao pó da terra.
Observe que enquanto o Gênesis diz que Deus deu o “fôlego de vida”, outras
passagens dizem que “sai-lhes o espírito”, isso porque espírito é o mesmo que o
“fôlego de vida” dado por Deus.

NOTA TEOLÓGICA
Os termos traduzidos como espírito: pneuma no grego do Novo Testamento, e ruach
no hebraico do Antigo Testamento, ambos referem-se a respiração e não a uma
entidade viva, consciente e independente do corpo - “sai-lhes o espírito… perecem
todos os seus desígnios”.
CURSO DE TEOLOGIA BÁSICA
PARTE 2 - Um estado de inconsciência
O que é a morte e a que ela se assemelha; Morte, um estado de inconsciência.
I. Eclesiastes 3:19-21 – Não há diferença entre o fôlego de vida dos animais e dos
homens, todos vão para o mesmo lugar, todos são pó e ao pó tornarão.
II. Jó 14:10-12,14; Jó 7:8-10 – Na morte o ser humano deixa de existir.
III. Hebreus 9:27 – O homem só morre uma vez e então aguarda o dia do Juízo.

Pode-se ver que a reencarnação não é bíblica.


Eclesiastes 9:4-6,10; Salmos 6:5; Salmos 88:10-12; Isaías 38:18,19 – Na morte não há
consciência, memórias, sentimentos ou ações. Não há nem mesmo lembrança de Deus,
é um estado de total inconsciência.

PARTE 3 - A solução é a ressurreição


A solução para a morte é a ressurreição, não um estado intermediário.
1 Tessalonicenses 4:13-18; 1 Coríntios 15:51,52; *2 Timóteo 4:8; João 5:28,29 - A
verdadeira mensagem de conforto sobre a morte, não é crer que os mortos estão no
céu ou na glória, mas sim, aguardando a volta de Jesus para serem ressuscitados e
receberem a recompensa da vida eterna.

PARTE 4 - Um argumento para enganar


Os enganos do diabo em aparecer como espíritos dos mortos - imitando de forma
idêntica: voz, jeitos, caligrafia e aparência; Deus condena a consulta aos mortos por
entrarem em contato com o próprio satanás; O fim da morte.
1. 2 Coríntios 11:14,15 – Não devemos estar admirados de que satanás possa se
disfarçar de algum parente morto a fim de enganar as pessoas, ele pode até
mesmo se transformar em um anjo de luz.
2. Deuteronômio 18:10-12; Isaías 8:19,20; Levítico 19:31 – Deus condena
totalmente a consulta aos mortos, a pessoa que praticava esse ato era eliminada
do meio do Seu povo.
3. 1 Coríntios 15:26; Apocalipse 20:14; *Apocalipse 21:4 – A morte que durante
tanto tempo afligiu e entristeceu os filhos de Deus será destruída para sempre e
todos viverão pela eternidade.

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