CLASSICISMO
Classicismo
Escola Literária, da época do Renascimento, que priorizava a estética da medida
nova, soneto e versos decassílabos. Petrarca uniu duas ideias consideradas
perfeitas para Aristóteles. Por isso a ideia do clássico no nome, visto que
retomasse as ideias da cultura greco-romana.
Valorizava-se no conteúdo outras idéias da filosofia grega:
- Racionalidade.
- Ausência de subjetividade.
- Amor platônico (um amor não físico, espiritualizado e sem condições para
existir)
- Uso da mitologia como alegoria para enriquecer e referenciar o texto.
- Imitação dos autores da literatura clássica greco-romana.
- Linguagem sóbria e sem muitas figuras de linguagem.
- O homem ideal com virtudes espirituais.
- Busca pela universalidade.
Nem só de amor vive Camões...
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor
Exercício
1. Elabores uma redação dissertativa fazendo uma análise do poema abaixo:
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.
Resumo da obra Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões
Os marinheiros portugueses estão em alto mar e são comandados pelo heroico Vasco da
Gama. Eles querem chegar até a Índia, mas, antes, chegam à ilha de Moçambique.
Acabam travando uma batalha com os mouros. Depois, navegam até a ilha de Mombaça,
cujo rei parece amigo.
No entanto, Mercúrio, em sonho, adverte Gama sobre os planos do rei de Mombaça,
que planeja uma cilada contra os portugueses. O herói dá ordens aos marinheiros para
içarem velas e fugirem. Em seguida, os heroicos portugueses aportam no Reino Melinde,
cujo rei os recebe cordialmente.
Vasco da Gama então conta para esse rei a história do povo lusitano, traça a genealogia
dos monarcas portugueses e aproveita para “louvar dos meus a glória”. Fala do casamento
entre “Anrique” (Henrique), um conde filho de um “Rei de Hungria”, com Teresa, filha do
“Rei Castelhano” D. Afonso, casal que ganhou as terras hoje conhecidas como Portugal.
O primeiro rei português teve um filho, o príncipe Afonso, que levava o nome do avô
espanhol. Mais tarde, o jovem se tornou rei e empreendeu uma guerra vitoriosa contra os
mouros. Sancho I sucedeu ao pai. Depois Afonso II, ambos reis gloriosos. Porém, o
próximo rei, Sancho II, é descrito pelo narrador como “manso e descuidado”.
A dinastia vai sendo mencionada por Vasco da Gama, com detalhes e façanhas de cada
reinado, como o dos reis D. Dinis, Fernando e Manuel, por exemplo. Por fim, ele conta as
próprias aventuras até desembarcar ali e receber a hospitalidade do rei de Melinde.
Terminada a narrativa, Gama continua viagem e atinge os “mares da Índia”.
Porém, ainda precisa enfrentar a fúria do mar. E chega finalmente ao destino sonhado: a
Índia. Lá, são recebidos com festa. No entanto, o narrador revela que o propósito dos
mouros era “deter ali os descobridores/ Da Índia tanto tempo que viessem/ De Meca as
naus, que as suas desfizessem”.
Gama fica sabendo da intenção dos mouros e parte rumo a Portugal, levando pimenta,
noz, cravo e uma rota para a Índia. Antes de chegarem às terras lusitanas, os conquistadores
param em uma ilha e são premiados pelos deuses com o amor de belas e sedutoras ninfas."
Estrutura da epopeia
1. Proposição ou Prólogo:
A parte inicial da epopeia onde o autor apresenta o tema central e o herói da história.
Apresenta, em geral, o contexto histórico ou mítico em que a história se passa.
2. Invocação:
O poeta invoca as divindades ou musas para que lhes inspirem e dêem fôlego para narrar a
longa história.
É uma forma de pedir ajuda e proteção divina para o sucesso da obra.
3. Dedicatória:
Parte em que o poeta dedica a epopeia a uma personalidade ou a um povo.
Não é sempre obrigatória, mas é comum em obras épicas.
Estrutura da epopeia
4. Narração:
A parte mais extensa da epopeia, onde são narrados os feitos heroicos do protagonista e
suas aventuras.
A narração envolve diversos episódios, incluindo batalhas, viagens, desafios e momentos
de grande heroísmo.
5. Epílogo:
A parte final da epopeia, onde se conclui a história e se faz uma reflexão sobre os feitos do
herói.
O epílogo pode conter lições morais ou a celebração dos valores da cultura e dos heróis.
Elementos adicionais da epopeia
◦ Herói:
A epopeia geralmente gira em torno de um herói, que pode ser uma figura
histórica ou mitológica, como Aquiles em "Ilíada" ou Vasco da Gama em
"Os Lusíadas".
◦ Acontecimentos Históricos ou Míticos:
As epopeias frequentemente abordam acontecimentos históricos, como
guerras, descobertas, ou temas míticos, como os feitos dos deuses e heróis.
Elementos adicionais da epopeia
◦ Intervenção Divina:
A presença de deuses ou forças sobrenaturais que interferem na vida dos
heróis é comum nas epopeias.
◦ Estilo Elevado:
A linguagem utilizada nas epopeias é geralmente rica e elaborada, com
o uso de recursos poéticos como metáforas e símiles.
◦ Narrativa em Verso:
A maioria das epopeias é escrita em verso, utilizando métricas e rimas
que conferem musicalidade ao texto.