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Conjuntos Numéricos: Naturais a Reais

O documento aborda os conjuntos numéricos, incluindo números naturais, inteiros, racionais, irracionais, reais e complexos, explicando suas definições, propriedades e operações. Ele detalha como cada conjunto se relaciona com os outros e apresenta exemplos práticos de operações matemáticas. Além disso, discute a adição e divisão de números naturais, suas propriedades e a divisibilidade.

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Conjuntos Numéricos: Naturais a Reais

O documento aborda os conjuntos numéricos, incluindo números naturais, inteiros, racionais, irracionais, reais e complexos, explicando suas definições, propriedades e operações. Ele detalha como cada conjunto se relaciona com os outros e apresenta exemplos práticos de operações matemáticas. Além disso, discute a adição e divisão de números naturais, suas propriedades e a divisibilidade.

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Cepog- Centro de Ensino de Pós-Graduação

MATEMÁTICA b – simbolizado por b | a – se existe um inteiro c tal que b =


ca;
 Os números inteiros podem ser representados por
CONJUNTOS NUMÉRICOS pontos de uma reta orientada ou eixo, onde temos um ponto
A história nos mostra que desde muito tempo o homem de origem, o zero, e à sua esquerda associam-se
sempre teve a preocupação em contar objetos e ter registros ordenadamente os inteiros negativos e à sua direita os inteiros
numéricos. Seja através de pedras, ossos, desenhos, dos positivos, separados por intervalos de mesmo comprimento;
dedos ou outra forma qualquer, em que procurava abstrair a
 Cada ponto da reta orientada é denominado de
natureza por meio de processos de determinação de
abcissa;
quantidades.
E essa procura pela abstração da natureza foi fundamental  Em Z podemos introduzir o conceito de módulo ou
para a evolução, não só, mas também, dos conjuntos valor absoluto: |x| = x se x >= 0 e |x| = -x se x < 0, para todo x
numéricos. E é sobre eles que passamos a dissertar. pertencente a Z. Como decorrência da definição temos que |x|
>= 0 para qualquer número inteiro.
Conjunto dos Números Naturais 
Como decorrência da necessidade de contar objetos surgiram Conjunto dos Números Racionais
os números naturais que é simbolizado pela letra N e é O conjunto dos números racionais, simbolizado pela letra Q, é
formado pelos números 0, 1, 2, 3, …, ou seja: o conjunto dos números que podem ser escritos na forma de
N = {0; 1; 2; 3; …} uma fração p/q, com p e q inteiros quaisquer e q diferente de
Um subconjunto de N muito usado é o conjunto dos números zero:
naturais menos o zero, ou seja N – {0} = conjuntos dos
números naturais positivos, que é representado por N*.
Observações: Como todo número inteiro pode ser escrito na forma p/1, então
 Em N são definidas apenas as operações de adição Z é um subconjunto de Q. Valem também para o conjuntos
e multiplicação; dos números racionais as notações Q* (conjunto dos números
 Isto é fato pois se a e b são dois números naturais racionais não nulos), Q+ (conjunto dos números racionais não
então a + b e a.b são também números naturais. Esta negativos) e Q- (conjunto dos números racionais não
propriedade é conhecida como fechamento da operação; positivos).
 Valem as propriedades associativa, comutativa e Observações:
elemento neutro (0 para a adição e 1 para a multiplicação)  São válidas todas as propriedades vistas para o
para as duas operações e a distributiva para a multiplicação conjunto dos números inteiros;
em N. Veja o artigo Produtos Notáveis para maiores detalhes  Além disso é válida a propriedade simétrico ou
sobre essas propriedades, no caso da multiplicação, onde o inverso para a multiplicação. Isto é, para todo a/b pertencente
conjunto universo considerado é o dos números reais, que a Q, a/b diferente de zero, existe b/a em Q tal que (a/b)(b/a) =
abordaremos mais abaixo, e que são válidas para N; 1;
 Em N a subtração não é considerada uma operação,  Decorre da propriedade acima que é possível definir
pois se a diferente de zero pertence a N o simétrico -a não a operação de divisão em Q* da seguinte forma (a/b):(c/d) =
existe em N. (a/b).(d/c), para quaisquer a, b, c e d pertencente a Q;
Como consequência, surge um novo conjunto para atender  Todo número racional p/q pode ser escrito como um
essa necessidade. número decimal exato (ex: 1/2 = 0,5) ou como uma dízima
periódica (1/3 = 0,333…).
Conjunto dos Números Inteiros
Chama-se o conjunto dos números inteiros, representado pela Números Irracionais
letra Z, o seguinte conjunto: Como o próprio nome sugere um número irracional é todo
Z = {…, -3; -2; -1; 0; 1; 2; 3; …} número não racional, isto é, todo número que não pode ser
No conjunto Z distinguimos alguns subconjuntos notáveis que escrito na forma de uma fração p/q, onde p e q são inteiros e
possuem notação própria para representá-los: q diferente de zero.
1. Conjunto dos inteiros não negativos: Z+ = {0; 1; 2; 3; São exemplos de números irracionais a raiz quadrada de 2 e a
…}; raiz cúbica de 3, ou seja, nenhum deles pertence a Q.
2. Conjunto dos inteiros não positivos: Z- = {…; -3; -2; - A título de ilustração vamos demonstrar, pela teoria do
1; 0}; absurdo, que a raiz quadrada de 2 não pertence a Q.
3. Conjunto dos inteiros não nulos: Z* = {…, -3; -2; -1; 1; Suponhamos que raiz quadrada de 2 é racional e admitamos
2; 3; …}; que possa ser escrita como uma fração irredutível a/b, b
4. Conjunto dos inteiros positivos Z+* = {1; 2; 3; …}; diferente de zero:
5. Conjunto dos inteiros negativos Z-* = {…; -3; -2; -1}.
Note que Z+ = N e, por essa razão, N é um subconjunto de Z.
Observações:
 No conjunto Z, além das operações e suas Da expressão acima concluímos que a ao quadrado é par e
propriedades mencionadas para N, vale a propriedade que, portanto, a é par. Logo a = 2m, com m inteiro.
simétrico ou oposto para a adição. Isto é: para todo a em Z, Substituindo o valor de a na expressão anterior vem que:
existe -a em Z, de tal forma que a + (-a) = 0;
 Devido a este fato podemos definir a operação de Da mesma forma obtemos que b também é par, o que é um
subtração em Z: a – b = a + (-b) para todo a e b pertencente a absurdo pois a/b é irredutível, ou seja, a e b são primos entre
Z; si, e portanto têm como divisor comum apenas o número 1,
 Note que a noção de inverso não existe em Z. Em isto é, mdc(a,b) = 1.
outras palavras, dado q pertencente a Z, diferente de 1 e de -
1, 1/q não existe em Z; Conjunto dos Números Reais
 Por esta razão não podemos definir divisão no O conjunto dos números reais, simbolizado pela letra R, é o
conjunto dos números inteiros; formado por todos os números racionais e por todos os
 Outro conceito importante que podemos extrair do números irracionais:
conjunto Z é o de divisor. Isto é, o inteiro a é divisor do inteiro R = {x | x é racional ou x é irracional}

1
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Desse modo todos os conjuntos numéricos (N, Z e Q), bem O time de basquete fez 27 pontos ao todo.
como o conjunto dos números irracionais são subconjuntos de
R. Resolva este problema:
Da mesma forma destacamos três outros subconjuntos de R: Elisa estava recolhendo flores, no jardim da sua avó para levar
R* = conjunto dos reais não nulos, R+ = conjunto dos reais não par sua tia á noite, pela manhã recolheu 14 rosas. Á tarde,
negativos e R- = conjunto dos reais não positivos. Elisa não conseguiu recolher nenhuma, pois chovia muito.
Então quantas flores Elisa levou para sua tia?
Conjunto dos Números Complexos
O conjunto dos números complexos, simbolizado pela letra C,
foi criado para dar sentido às raízes de índice par de números Elisa levou flores para sua tia.
negativos, com a definição da unidade imaginária i igual a raiz
quadrada de -1, e são constituídos de elementos na forma a + Comutativa: No conjunto dos números naturais, a adição é
bi, onde a e b são reais. Desse fato temos que R está contido comutativa, pois a ordem das parcelas não altera a soma, ou
em C. seja, somando a primeira parcela com a segunda parcela,
teremos o mesmo resultado que se somando a segunda
NÚMEROS NATURAIS parcela com a primeira parcela.
Adição com números Naturais
A primeira operação fundamental da Aritmética tem por Por exemplo:
finalidade reunir em um só número, todas as unidades de dois
ou mais números. Antes de surgir os algarismos indo-
arábicos, as adições podiam ser realizadas por meio de
Resolva estas duas continhas:
tábuas de calcular, com o auxílio de pedras ou por meio de
ábacos.
26 + 31 =
Propriedades da Adição com números naturais 31 + 26 =
Fechamento: A adição no conjunto dos números naturais é
fechada, pois a soma de dois números naturais é ainda um Repare que a ordem das parcelas é diferente, mas o resultado
número natural. O fato que a operação de adição é fechada das duas contas é o mesmo.
em N é conhecido na literatura do assunto como: A adição é
uma lei de composição interna no conjunto N. Calculando com os números naturais
Por exemplo:
Vamos recordar as quatro operações matemáticas, que você
já aprendeu.
+ adição
Resolva estas adições:
- subtração
15 + 17 = X multiplicação
: divisão
27 + 15 =
A adição é uma operação ligada a situações que envolvem as
8 + 13 = ações de juntar quantidades ou de acrescentar uma
quantidade a outra.
35 + 87 =
A subtração é uma operação que está ligada a três idéias
45 + 50 = diferentes: tirar uma quantidade de outra, completar
quantidades (quanto falta) e comparar (quanto a mais).
63 + 84 =
Ideia de retirar
Associativa: A adição no conjunto dos números naturais é
De 8, tiro 6, restam ...
associativa, pois na adição de três ou mais parcelas de
números naturais quaisquer é possível associar as parcelas
Ideia de comparar Quanto 8 é maior que 6? ou Quanto 6 é
de quaisquer modos, ou seja, com três números naturais,
menor que 8?
somando o primeiro com o segundo e ao resultado obtido
somarmos um terceiro, obteremos um resultado que é igual à
Ideia de completar
soma do primeiro com a soma do segundo e o terceiro.
Tenho 6 para completar 8, faltam...
Alice tem 8 pares de meia rosa, 12 pares de meia azul e 15
A multiplicação é uma operação que pode estar ligada a idéia
pares de meia amarela. Quantos pares de meia têm Alice?
de juntar quantidades iguais, a uma idéia combinatória, à idéia
de organização retangular ou à idéia de comparação (dobro,
Vejamos como podemos resolver este exercício:
triplo etc.).

A divisão é uma operação que está ligada à repartir uma


Elemento neutro: No conjunto dos números naturais, existe o quantidade em partes iguais ou à idéia de verificar quantas
elemento neutro que é o zero, pois tomando um número vezes uma quantidade cabe em outra.
natural qualquer e somando com o elemento neutro (zero), o Agora resolva estes exercícios, e escreva ao lado qual
resultado será o próprio número natural. operação você utilizou para resolver o exercício:
Por exemplo:
Em um jogo de Basquete, um time fez 27 pontos no primeiro 1) Em um ônibus cabem 35 pessoas sentadas e 20 pessoas
tempo. No segundo tempo o time não fez nenhum ponto. em pé. Quantas pessoas cabem dentro deste ônibus?
Quantos pontos o time de basquete fez ao todo no jogo?
Dentro deste ônibus cabem pessoas.
27 + 0 = 27
Operação utilizada:

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2) Maisa tem 15 balas e quer dividir igualmente essas balas resultado desta conta for igual ao dividendo da conta de
em 3 pessoas. Quantas balas cada pessoa irá ficar? divisão confirma que ela está correta, este processo pode ser
aplicado em todas as operações.
Cada pessoa irá ficar com balas.
Propriedades da Divisão com números naturais
Operação utilizada:
Fechamento: Esta propriedade não é satisfeita pela divisão,
3) Um prédio tem 5 andares, cada andar tem 4 apartamentos. pois, por exemplo, 1 dividido por 2 não pertence aos conjunto
Quantos apartamentos têm neste prédio? dos números naturais.

Neste prédio tem apartamentos. Associatividade: Esta propriedade não é satisfeita, pois (15 :
5) : 3 é diferente de (3 : 5) :15, por exemplo.
Operação utilizada:
Existência de Elemento Neutro: Esta propriedade não é
4) Gabriel comprou um saco com 20 balas. Ele deu 14 balas satisfeita, pois, por exemplo, 2 dividido por 1 é 2, mas 1
pra sua prima. Com quantas balas Gabriel ficou? dividido por 2 não pertence aos naturais.
Gabriel ficou com balas. Comutatividade: Esta propriedade não é satisfeita, pois, por
exemplo, 2 dividido por 1 é diferente de 1 dividido por 2, o qual
Operação utilizada:
nem pertence aos naturais.
5) Luiza tem 40 papéis de carta e Marina tem 60. Quantos
Vamos resolver estes probleminhas:
papéis de carta Marina têm a mais que Luiza?
Marli tem 48 balas e quer dividir igualmente entre os seus 8
sobrinhos. Com quantas balas cada sobrinho de Marli vai
ficar?
Marina tem papéis de carta a mais que Marina.
Cada sobrinho irá ficar com balas.
Operação utilizada:
Joana comprou 15 copos, e ela quer dividi-los igualmente para
6) Mirella tem 12 bombons e ganhou mais 13 bombons da sua
guardar em seu armário que tem 3 prateleiras. Então, quantos
tia. Com quantos bombons Mirella ficou?
copos Joana vai colocar em cada prateleira?
Mirella ficou com bombons.

Operação utilizada: Joana vai colocar copos em cada prateleira.

7) Carolina tem 12 anos, e sua irmã Camila tem o dobro da Um professor de educação Física vai promover um
sua idade. Quantos anos Camila têm? campeonato de futebol na sua escola, e 72 alunos vão
participar deste campeonato. Em cada time é preciso ter 8
jogadores, então quantos times vai ter ao todo neste
Camila tem anos. campeonato?

Operação utilizada:
Neste campeonato vão ter times.
Divisores e Múltiplos de Números Naturais
DIVISÃO DE NÚMEROS NATURAIS
A Divisibilidade
O primeiro número que é o maior é denominado dividendo e o
outro número que é menor é o divisor. O resultado da divisão
Um número é divisível por outro quando, ao ser dividido, o
é chamado quociente. Se multiplicarmos o divisor pelo
resultado é sempre exato, ou seja, o resto é sempre igual a 0.
quociente obteremos o dividendo.
A verificação da divisibilidade de um número natural por outro
número natural feita pela divisão é trabalhosa e demorada,
neste caso podemos fazer de um jeitinho mais simples
utilizando algumas regrinhas, na qual chamamos de critérios
de divisibilidade.

CRITÉRIOS DE DIVISIBILIDADE
Divisibilidade por 2
Um número natural é divisível por 2 quando ele termina em 0,
ou 2, ou 4, ou 6, ou 8, ou seja, quando ele é par.
Exemplos:
5040 é divisível por 2, pois termina em 0.
237 não é divisível por 2, pois não é um número par.
RELAÇÕES ESSENCIAIS NUMA DIVISÃO DE
NÚMEROS NATURAIS Divisibilidade por 3
Numa divisão de números naturais, o divisor deve ser menor Um número é divisível por 3 quando a soma dos valores
do que o dividendo. absolutos dos seus algarismos for divisível por 3.
35 : 7 = 5
Exemplo:
Numa divisão de números naturais, o dividendo é o produto do 234 é divisível por 3, pois a soma de seus algarismos é igual a
divisor pelo quociente. 2+3+4=9, e como 9 é divisível por 3, então 234 é divisível por
35 = 5 x 7 3.

Então para ter certeza de que um resultado de uma conta está Divisibilidade por 4
correto, é só multiplicar o quociente pelo divisor, se o
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Um número é divisível por 4 quando termina em 00 ou quando


o número formado pelos dois últimos algarismos da direita for * 1, 2, 4, 5, 10, 20.
divisível por 4.
3) Quais destes números são divisores de 23?
Exemplo:
1800 é divisível por 4, pois termina em 00. * 1, 23
4116 é divisível por 4, pois 16 é divisível por 4.
1324 é divisível por 4, pois 24 é divisível por 4. * 2, 23
3850 não é divisível por 4, pois não termina em 00 e 50 não é
divisível por 4. * 8, 23

Divisibilidade por 5 Multiplicação com Números Naturais


Um número natural é divisível por 5 quando ele termina em 0 José foi ao supermercado e comprou 10 pacotes de arroz para
ou 5. levar para seu restaurante, cada pacote pesava 5 kilos.
Quantos kilos de arroz José levou para o restaurante?
Exemplos:
1) 55 é divisível por 5, pois termina em 5.
2) 90 é divisível por 5, pois termina em 0.
3) 87 não é divisível por 5, pois não termina em 0 nem em 5.

FATORES OU DIVISORES DE UM NÚMERO


NATURAL Para resolver este problema você também pode fazer assim:
Para descobrir os fatores de um número natural, vamos 5 x 10 = 50
considerar o número 40.
40 x 1 = 40 A multiplicação é uma adição de parcelas iguais.
4 x 10 = 40
5 x 8 = 40 Sendo a, b e c números naturais quaisquer, a sentença
20 x 2 = 40 matemática que traduz esta operação é: a x b = c

Sendo assim, os números 1, 2 , 4, 5, 8, 10, 20 e 40 são fatores Os fatores a e b também recebem as denominações
do número natural 40. multiplicador e multiplicando. O multiplicador indica o número
de vezes que o multiplicando será adicionado. Assim, no
Agora vamos descobrir todos os números naturais que se produto 3 x 7, temos:
dividem exatamente (sem resto) o número 30:
40 : 1 = 40
40 : 40 = 1
40 : 2 = 20
40 : 20 = 2
40 : 4 = 10 A técnica operatória, ou algoritmo da multiplicação, sugere
40 : 10 = 4 que se escrevam os fatores um acima do outro e que se inicie
40 : 5 = 8 a multiplicação pelas unidades do segundo fator.
40 : 8 = 5
Podemos também representar uma multiplicação desta forma:
Então, os divisores de 40 são: 1, 2, 4, 5, 8, 10, 20, 40.
Observe que os fatores e os divisores do número natural 40 São 10 linhas e 5 quadrados cada uma:
são os mesmos. As ideias de fatores e divisores de um
mesmo número natural, estão ligadas.

Isso quer dizer que podemos encontrar os divisores de um


número natural, descobrindo os seus fatores.

Observe:
30 = 1 x 30
30 = 2 x 15
30 = 3 x 10
30 = 5 x 6
Os divisores do número 30 são: 1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30.

ATIVIDADES Veja, agora o algoritimo da multiplicação. Algoritimo como


1) Quais destes números são divisores de 15? você sabe, é a conta!!!!

10x 5
a) 1, 3, 5, 15. ____
50
b) 2, 4, 6, 15.
Heloisa quer colocar mesas novas nas salas de aula de sua
c) 1, 3, 4, 15.
escola. Nesta escola, tem 15 salas de aula, e em cada uma é
preciso ter 42 mesas. Quantas mesas Heloisa têm que
2) Quais destes números são divisores de 20?
comprar?
* 1, 6, 7, 8, 10, 15.
Para resolvermos este problema, podemos fazer o seguinte:
* 1, 2, 4, 6, 8, 10, 20. 42 + 42 + 42 + 42 + 42 + 42 + 42 + 42 + 42 + 42 + 42 +42 + 42
+ 42 + 42 = 630.
4
Cepog- Centro de Ensino de Pós-Graduação

È só somar o número 42, 15 vezes, ou seja, 15 x 42. 97 é múltiplo de 7


42
x 15 25 é múltiplo de 5
____
630 2) Escreva no quadro, colocando vírgula:

Agora acompanhe o desenvolvimento desta multiplicação: * Os 5 primeiros múltiplos de 10.


Vamos por partes:
42
x 15
____ * Os 5 primeiros múltiplos de 18.

Multiplicamos primeiro a 5 unidade pelos multiplicadores:


1 * Os 5 primeiros múltiplos de 45.
42
X5
____
210 * Os 5 primeiros múltiplos de 50.

Depois multiplicamos, a 1 dezena pelos multiplicadores:


42 O sucessor e o antecessor de um número natural
X 10 Todo número natural dado tem um sucessor (número que vem
____ depois do número dado), considerando também o zero.
420
Por exemplo: o sucessor de 0 é 0 + 1 = 1
Mas podemos fazer de um jeito mais simples: o sucessor de 5 é 5 + 1 = 6
42 o sucessor de 57 é 57 + 1 = 58
X 15 o sucessor de 113 é 113 + 1 = 114
____
210 Todo número natural dado, exceto o zero, tem um antecessor
+420 (número que vem antes do número dado).
____
630 Por exemplo:

Resposta: Heloisa tem que comprar mesas. o antecessor de 1 é 1 – 1 = 0


Múltiplos de um número natural o antecessor de 7 é 7 – 1 = 6
Múltiplo de um número natural é qualquer número que possa o antecessor de 14 é 14 – 1 = 13
ser obtido multiplicando o número natural por 0, 1, 2, 3, 4, 5, o antecessor de 73 é 73 – 1 = 72
etc.
ATIVIDADES
Para determinarmos os múltiplos de 15, por exemplo,
devemos multiplicá-lo pela sucessão dos números naturais: * Qual o sucessor de 99 -
15 x 0 = 0
15 x 1 = 15 * Qual o antecessor de 104 -
15 x 2 = 30
15 x 3 = 45 * Qual o antecessor de 219 -
15 x 4 = 60
15 x 5 = 75 * Qual o sucessor de 47 -
15 x 6 = 90
*Qual o sucessor de 2005 -
E assim por diante.
* Qual o antecessor de 554 -
Sendo assim, os múltiplos de 15 são: 0, 15, 30, 45, 60, 75,
90,... * Qual o sucessor de 998 -
Uma outra forma de saber se um número é múltiplo de outro é
fazer a divisão entre eles. Se o resto for zero, então é múltiplo. * Qual o antecessor de 403 -
Assim:
* Qual o sucessor de 328 -
a) 4 é múltiplo de 2 porque 4 ÷ 2 = 2 e o resto = 0.
b) 72 é múltiplo de 3 porque 72 ÷ 3 = 24 e o resto = 0. * Qual o antecessor de 975 -
c) 200 é múltiplo de 4 porque 200 ÷ 4 = 50 e o resto = 0.
d) 125 é múltiplo de 5 porque 125 ÷ 5 = 25 e o resto = 0. PROPRIEDADES DA MULTIPLICAÇÃO
Fechamento: A propriedade de fechamento é satisfeita, pois o
Note que múltiplo de é o mesmo que ser divisível por. produto de dois números naturais ainda é um número natural.
ATIVIDADES Associatividade: Na multiplicação de três ou mais números
1) Coloque C se for correto e E se estiver errado. naturais quaisquer, podemos associar os fatores de diferentes
modos que o produto é sempre o mesmo. A propriedade de
958 é múltiplo de 3 associatividade é satisfeita na multiplicação, pois:
3.5.2 =15.2 =30
70 é múltiplo de 2
3.(5.2) =3.10 =30
55 é múltiplo de 8

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Observe que os resultados obtidos são iguais. Os parênteses quantas notas de 50 Marcela gastou, então divida o valor da
indicam a multiplicação que deve ser feita primeiro. compra por 50.
Existência de Elemento Neutro: O elemento neutro na
multiplicação é o número 1, pois qualquer número natural
multiplicado por 1 é esse próprio número natural.

Por exemplo: 8 x 1 = 8 e 1 x 8 = 8
Marcela usou notas de R$ 50,00 reais para fazer esta
compra.
Comutatividade: A propriedade comutativa também é satisfeita
pela multiplicação, pois a ordem dos fatores não altera o
Agora faça você este problema:
produto.
1) Uma escola tem 330 alunos. Foi feita uma pesquisa com
esses alunos, em relação à brincadeira que eles mais gostam,
Observe:
e foram adquiridos os seguintes dados:
7 x 5 = 35 5 x 7 = 35
* 110 gostam de brincar de esconde-esconde;
4 x 5 = 20 5 x 4 = 20
* 90 preferem brincar de pega-pega;
* O restante gosta de pular corda.
Distributividade: Um jeito simples de explicar a propriedade
distributiva é com o seguinte exemplo, tenho 3 laranjas e
Sendo assim, calcule quantas crianças gostam de brincar de
ganho mais 5 laranjas então na verdade eu fiquei com (3 + 5)
pular corda?
laranjas agora substituímos as laranjas por um número, por
* Para resolver este problema você precisa primeiramente
exemplo, o número 6.
somar a quantidade de crianças que gostam de esconde-
Assim temos, 3.6 + 5.6 = (3 + 5) . 6.
esconde com a quantidade que gosta de pega-pega.
Resolução de Problemas
110 + 90 =
Em quase todo momento da nossa vida usamos números
naturais para adicionar, subtrair, multiplicar ou dividir. E em * Depois você subtrai o total de alunos com o resultado da
várias situações vamos nos deparar com problemas primeira conta.
matemáticos.
330 - =
Você já sabe fazer corretamente as contas, mas só isso não é
o suficiente. Antes de resolvermos situações-problema * O resultado será a quantidade de alunos que gostam de
precisamos saber quais operações vamos usar. pular corda.
Quando temos um problema ele deve ser lido com muita Resposta: crianças gostam de pular corda.
atenção e analisado, para podermos identificar o que é dado e
o que é pedido. Subtração com números naturais
Um estádio de futebol colocou à venda 3.950 ingressos de um
Sugestão de planejamento para resolução de um problema clássico. Até agora já forma vendidos 700 ingresso. Quantos
1º Ler atentamente o enunciado identificado: * os dados ingressos ainda têm à venda?
fornecidos
* o que é solicitado Para resolvermos este problema, vamos usar a idéia de
2º Planejar o trabalho, observando: * os cálculos necessários completar, então temos que calcular a diferença de ingressos
para se chegar à resposta à venda e a quantidade de ingressos que já foram vendidos:
* se necessário traçar algum esquema ou figura auxiliar
3º Executar cuidadosamente o planejamento estabelecido,
sem esquecer nenhum detalhe.
4º Pensar se o caminho utilizado neste problema pode ser
empregado em algum outro.

Acompanhe este problema:


1) Uma loja de roupa feminina colocou as blusas em
promoção. Marcela vai aproveitar e comprar blusas para dar Propriedades da Subtração com Números Naturais
de presente para suas primas, tias, e irmãs e mãe. Ao todo Observe estas subtrações e tente resolve-las em uma folha:
Marcela vai ter que comprar 12 blusas, e cada blusa da 80 – 95 38 – 45 97 – 110 29 – 56 87 – 92
promoção está custando R$ 25,00. Sendo assim, calcule
quanto Marcela gastará comprando as blusas, e quantas Você percebeu que não é possível resolver, pois o primeiro
notas de 50 ela usou para pagar esta compra. número é menor que o segundo.
No conjunto dos números naturais, a diferença só existe
Neste caso você terá que fazer duas contas, primeiro você quando o primeiro número (minuendo) for maior ou igual ao
precisa saber o valor da compra. segundo número (subtraendo).
Fechamento: A subtração não possui a propriedade de
1 fechamento, pois, por exemplo, o número 3 – 5 = -2 não
25 pertence ao conjunto dos naturais.
x12 Associatividade: A subtração não possui a propriedade de
____ associatividade pois, por exemplo, (3-5) - 2 não é igual (5-2)-3
1 50 Existência de Elemento Neutro: Não existe elemento neutro na
25+ subtração pois, por exemplo, 0 - 3= -3 não pertence aos
____ naturais.
300 Comutatividade: Não existe comutatividade na subtração,
pois,
por exemplo, 5 – 3 = 2 não é igual a 3 – 5 = -2.
Marcela gastou R$ reais para fazer esta compra.
SISTEMAS DE MEDIDAS
Agora que você já sabe o valor da compra você precisa saber,
6
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Medidas de Comprimento 3º) Ler a parte inteira acompanhada da unidade de medida


Sistema Métrico Decimal do seu último algarismo e a parte decimal acompanhada da
Desde a Antiguidade os povos foram criando suas unidades unidade de medida do último algarismo da mesma.
de medida. Cada um deles possuía suas próprias unidades- 15 metros e 48 milímetros
padrão. Com o desenvolvimento do comércio ficavam cada Outros exemplos:
vez mais difíceis a troca de informações e as negociações lê-se "seis quilômetros e sete
com tantas medidas diferentes. Era necessário que se 6,07 km
decâmetros"
adotasse um padrão de medida único para cada grandeza.
82,107 lê-se "oitenta e dois decâmetros e
Foi assim que, em 1791, época da Revolução francesa, um
dam cento e sete centímetros".
grupo de representantes de vários países reuniu-se para
discutir a adoção de um sistema único de medidas. Surgia 0,003 m lê-se "três milímetros".
o sistema métrico decimal.
Transformação de Unidades
Metro
A palavra metro vem do gegro métron e significa "o que
mede". Foi estabelecido inicialmente que a medida do metro
seria a décima milionésima parte da distância do Pólo Norte
ao Equador, no meridiano que passa por Paris. No Brasil o
metro foi adotado oficialmente em 1928.

Múltiplos e Submúltiplos do Metro Observe as seguintes transformações:


Além da unidade fundamental de comprimento, o metro,  Transforme 16,584hm em m.
existem ainda os seus múltiplos e submúltiplos, cujos nomes km hm dam m dm cm mm
são formados com o uso dos prefixos: quilo, hecto, deca, deci,
centi e mili. Observe o quadro: Para transformar hm em m (duas posições à direita)
devemos multiplicar por 100 (10 x 10).
Unidade
16,584 x 100 = 1.658,4
Múltiplos Fundam Submúltiplos
Ou seja:
ental
16,584hm = 1.658,4m
quilôm hectôm decâm decím centíme milíme
metro
etro etro etro etro tro tro
km hm dam m dm cm mm Medidas de Comprimento
0,001  Transforme 1,463 dam em cm.
1.000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m
m km hm dam m dm cm mm
Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes Para transformar dam em cm (três posições à direita)
distâncias, enquanto os submúltiplos, para pequenas devemos multiplicar por 1.000 (10 x 10 x 10).
distâncias. Para medidas milimétricas, em que se exige 1,463 x 1.000 = 1,463
precisão, utilizamos: Ou seja:
-6 -10
mícron (µ) = 10 m angströn (Å) = 10 m 1,463dam = 1.463cm.
Para distâncias astronômicas utilizamos o Ano-luz (distância
percorrida pela luz em um ano):  Transforme 176,9m em dam.
12
Ano-luz = 9,5 · 10 km km hm dam m dm cm mm
O pé, a polegada, a milha e a jarda são unidades não Para transformar m em dam (uma posição à esquerda)
pertencentes ao sistemas métrico decimal, são utilizadas em devemos dividir por 10.
países de língua inglesa. Observe as igualdades abaixo: 176,9 : 10 = 17,69
Ou seja: 176,9m = 17,69dam
Pé = 30,48 cm
Polegada = 2,54 cm  Transforme 978m em km.
Jarda = 91,44 cm km hm dam m dm cm mm
Milha
= 1.609 m Para transformar m em km (três posições à
terrestre
esquerda) devemos dividir por 1.000.
Milha 978 : 1.000 = 0,978
= 1.852 m
marítima Ou seja:
Observe que: 978m = 0,978km.
1 pé = 12 polegadas Observação:
1 jarda = 3 pés Para resolver uma expressão formada por termos com
diferentes unidades, devemos inicialmente transformar todos
Medidas de Comprimento eles numa mesma unidade, para a seguir efetuar as
Leitura das Medidas de Comprimento operações.
A leitura das medidas de comprimentos pode ser efetuada
com o auxílio do quadro de unidades. Exemplos: Leia a Medidas de superfície
seguinte medida: 15,048 m. Introdução
Sequência prática As medidas de superfície fazem parte de nosso dia a dia e
1º) Escrever o quadro de unidades: respondem a nossas perguntas mais corriqueiras do cotidiano:
km hm dam m dm cm mm  Qual a área desta sala?
 Qual a área desse apartamento?
2º) Colocar o número no quadro de unidades, localizando o  Quantos metros quadrados de azulejos são
último algarismo da parte inteira sob a sua respectiva. necessários para revestir essa piscina?
km hm dam m dm cm mm  Qual a área dessa quadra de futebol de salão?
 Qual a área pintada dessa parede?
1 5, 0 4 8
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Fundam
Superfície e área ental
Superfície é uma grandeza com duas dimensões, hectôm decâm decím centíme
enquanto área é a medida dessa grandeza, portanto, um quilômetro metro milímetr
etro etro etro tro
número. cúbico cúbico o cúbico
cúbico cúbico cúbico cúbico
3 3 3 3 3 3 3
km hm dam m dm cm mm
Metro Quadrado [Link] 1.000.0 1.000 3 0,001 0,00000 0,00000
A unidade fundamental de superfície chama-se metro 3 3 3 1m 3 3 3
00m 00 m m m 1m 0001 m
quadrado.
2
O metro quadrado (m ) é a medida correspondente à Leitura das medidas de volume
superfície de um quadrado com 1 metro de lado. A leitura das medidas de volume segue o mesmo
Unidade procedimento do aplicado às medidas lineares. Devemos
Múltiplos Fundame Submúltiplos utilizar porem, três algarismo em cada unidade no quadro. No
ntal caso de alguma casa ficar incompleta, completa-se com
quilômetr hectôm decâm decím centím zero(s). Exemplos.
os etro etro metro etro etro milímetro  Leia a seguinte medida: 75,84m3
quadrad quadrad quadra quadrado quadra quadra quadrado km
3
hm
3
dam
3
m
3
dm
3
cm
3
mm
3
o o do do do
2 2 2 2 2 2 2 75, 840
km hm dam m dm cm mm
Lê-se "75 metros cúbicos e 840 decímetros cúbicos".
1.000.00 10.000 2 2 2 0,0001 0,000001
2 2 100m 1m 0,01m 2 2
0m m m m
 Leia a medida: 0,0064dm
3

3 3 3 3 3 3 3
2 2 2 km hm dam m dm cm mm
O dam , o hm e km sào utilizados para medir grandes
2 2 2
superfícies, enquanto o dm , o cm e o mm são utilizados 0, 006 400
para pequenas superfícies. Lê-se "6400 centímetros cúbicos".
Exemplos:
2 Medidas de capacidade
1) Leia a seguinte medida: 12,56m
km
2
hm
2
dam
2
m
2
dm
2
cm
2
mm
2 A quantidade de líquido é igual ao volume interno de um
recipiente, afinal quando enchemos este recipiente, o líquido
12, 56
assume a forma do mesmo. Capacidade é o volume interno
Lê-se “12 metros quadrados e 56 decímetros quadrados”. de um recipiente.
Cada coluna dessa tabela corresponde a uma unidade de A unidade fundamental de capacidade chama-se litro.
área. Litro é a capacidade de um cubo que tem 1dm de aresta.
2
2) Leia a seguinte medida: 178,3 m 1l = 1dm
3
2 2 2 2 2 2 2
km hm dam m dm cm mm
1 78, 30 Múltiplos e submúltiplos do litro
Lê-se “178 metros quadrados e 30 decímetros quadrados” Unidade
2
3) Leia a seguinte medida: 0,917 dam Múltiplos Fundamenta Submúltiplos
2 2 2 2 2 2 2
km hm dam m dm cm mm l
0, 91 70 quilolitr hectolitr decalitr decilitr centilitr mililitr
litro
Lê-se 9.170 decímetros quadrados. o o o o o o
kl hl dal l dl cl ml
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l
Cada unidade é 10 vezes maior que a unidade imediatamente
Medidas Agrárias inferior.
As medidas agrárias são utilizadas parea medir superfícies Relações
de campo, plantações, pastos, fazendas, etc. A principal 3
1l = 1dm
unidade destas medidas é o are (a). Possui um múltiplo, o 1ml = 1cm
3

hectare (ha), e um submúltiplo, o centiare (ca). 1kl = 1m


3

Unidade
hectare (ha) are (a) centiare (ca)
agrária Leitura das medidas de capacidade
 Exemplo: leia a seguinte medida: 2,478 dal
Equivalência 100a 1a 0,01a kl hl dal l dl cl ml
de valor 2, 4 7 8
Lembre-se: Lê-se "2 decalitros e 478 centilitros".
2
1 ha = 1hm
2
1a = 1 dam Medidas de massa
2
1ca = 1m Introdução
Observe a distinção entre os conceitos de corpo e massa:
Medidas de volume Massa é a quantidade de matéria que um corpo possui,
Introdução sendo, portanto, constante em qualquer lugar da terra ou fora
Frequentemente nos deparamos com problemas que dela.
envolvem o uso de três dimensões: comprimento, largura e Peso de um corpo é a força com que esse corpo é atraído
altura. De posse de tais medidas tridimensionais, poderemos (gravidade) para o centro da terra. Varia de acordo com o local
calcular medidas de metros cúbicos e volume. em que o corpo se encontra. Por exemplo:
A massa do homem na Terra ou na Lua tem o mesmo valor.
Metro cúbico O peso, no entanto, é seis vezes maior na terra do que na lua.
A unidade fundamental de volume chama-se metro cúbico. O Explica-se esse fenômeno pelo fato da gravidade terrestre
3
metro cúbico (m ) é medida correspondente ao espaço ser 6 vezes superior à gravidade lunar.
ocupado por um cubo com 1 m de aresta. Obs: A palavra grama, empregada no sentido de "unidade de
Múltiplos e submúltiplos do metro cúbico medida de massa de um corpo", é um substantivo masculino.
Múltiplos Unidade Submúltiplos Assim 200g, lê-se "duzentos gramas".
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Como 24 é divisível por 3 dizemos que 24 é múltiplo de 3.


Quilograma 24 também é múltiplo de 1, 2, 3, 4, 6, 8, 12 e 24.
A unidade fundamental de massa chama-se quilograma. Se um número é divisível por outro, diferente de zero,
3
O quilograma (kg) é a massa de 1dm de água então
destilada à temperatura de 4ºC. dizemos que ele é múltiplo desse outro.
Apesar de o quilograma ser a unidade fundamental de Os múltiplos de um número são calculados multiplicando-se
massa, utilizamos na prática o grama como unidade principal esse número pelos números naturais.
de massa. Exemplo: os múltiplos de 7 são:
7x0 , 7x1, 7x2 , 7x3 , 7x4 , ... = 0 , 7 , 14 ,
Múltiplos e Submúltiplos do grama 21 , 28 , ...
Unida Observações importantes:
de 1) Um número tem infinitos múltiplos
Múltiplos Submúltiplos 2) Zero é múltiplo de qualquer número natural
princi
pal
quilogra hectogra decagra decigra centigra miligra  MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM (M.M.C.)
grama Dois ou mais números sempre têm múltiplos comuns a
ma ma ma ma ma ma
eles.
kg hg dag g dg cg mg Vamos achar os múltiplos comuns de 4 e 6:
1.000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001g Múltiplos de 6: 0, 6, 12, 18, 24, 30,...
Observe que cada unidade de volume é dez vezes maior Múltiplos de 4: 0, 4, 8, 12, 16, 20, 24,...
que a unidade imediatamente inferior. Exemplos: Múltiplos comuns de 4 e 6: 0, 12, 24,...
1 dag = 10 g Dentre estes múltiplos, diferentes de zero, 12 é o
1 g = 10 dg menor deles. Chamamos o 12 de mínimo múltiplo comum
de 4 e 6.
Medidas de tempo O menor múltiplo comum de dois ou mais números,
Introdução diferente de zero, é chamado de mínimo múltiplo
É comum em nosso dia-a-dia pergunta do tipo: comum desses números. Usamos a abreviação m.m.c.
Qual a duração dessa partida de futebol?
Qual o tempo dessa viagem?
 CÁLCULO DO M.M.C.
Qual a duração desse curso?
Podemos calcular o m.m.c. de dois ou mais números
Qual o melhor tempo obtido por esse corredor?
utilizando a fatoração. Acompanhe o cálculo do m.m.c. de 12 e
Todas essas perguntas serão respondidas tomando por
30:
base uma unidade padrão de medida de tempo.
1º) decompomos os números em fatores primos
A unidade de tempo escolhida como padrão no Sistema
2º) o m.m.c. é o produto dos fatores primos comuns e não-
Internacional (SI) é o segundo.
comuns:
12 = 2 x 2 x 3
Segundo
30 = 2 x 3 x 5
O Sol foi o primeiro relógio do homem: o intervalo de tempo
natural decorrido entre as sucessivas passagens do Sol sobre m.m.c (12,30) = 2 x 2 x 3 x 5
um dado meridiano dá origem ao dia solar. Escrevendo a fatoração dos números na forma de
potência, temos:
2
12 = 2 x 3
O segundo (s) é o tempo equivalente a do 30 = 2 x 3 x 5
dia solar médio. 2
m.m.c (12,30) = 2 x 3 x 5
As medidas de tempo não pertencem ao Sistema Métrico O m.m.c. de dois ou mais números, quando
Decimal. fatorados, é o produto dos fatores
comuns e não-comuns a eles, cada um elevado ao
Múltiplos e Submúltiplos do Segundo maior expoente.
Quadro de unidades
Múltiplos
 PROCESSO DA DECOMPOSIÇÃO SIMULTÂNEA
minutos hora dia
Neste processo decompomos
min h d todos os números ao mesmo
24 h = 1.440 min = tempo, num dispositivo como
60 s 60 min = 3.600 s mostra a figura ao lado. O produto
86.400s
São submúltiplos do segundo: dos fatores primos que obtemos
 décimo de segundo nessa decomposição é o m.m.c.
desses números. Ao lado vemos
 centésimo de segundo o cálculo do m.m.c.(15,24,60)
 milésimo de segundo Portanto, m.m.c.(15,24,60)
= 2 x 2 x 2 x 3 x 5 = 120
Cuidado: Nunca escreva 2,40h como forma de representar 2
h 40 min. Pois o sistema de medidas de tempo não é decimal.
Observe:  PROPRIEDADE DO M.M.C.
Entre os números 3, 6 e 30, o número 30 é múltiplo dos outros
dois. Neste caso, 30 é o m.m.c.(3,6,30). Observe:

m.m.c.(3,6,30) = 2 x 3 x 5 = 30
MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM
 MÚLTIPLO DE UM NÚMERO NATURAL Dados dois ou mais números, se um deles é múltiplo de
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todos os outros, então Os números 35 e 24 são números primos entre si, pois
ele é o m.m.c. dos números dados. mdc (35,24) = 1.
Os números 35 e 21 não são números primos entre si,
Considerando os números 4 e 15, ques são primos entre si. O pois mdc (35,21) = 7.
m.m.c.(4,15) é igual a 60, que é o produto de 4 por 15.
Observe:  PROPRIEDADE DO M.D.C.
Dentre os números 6, 18 e 30, o número 6 é divisor dos outros
dois. Neste caso, 6 é o m.d.c.(6,18,30). Observe:
6=2x3
2
18 = 2 x 3
30 = 2 x 3 x 5
Portanto m.d.c.(6,18,30) = 6
m.m.c.(4,15) = 2 x 2 x 3 x 5 = 60
Dados dois ou mais números, se um deles é divisor de
Dados dois números primos entre si, o m.m.c. deles é
todos os outros, então
o produto desses números.
ele é o m.d.c. dos números dados.

MÁXIMO DIVISOR COMUM


Dois números naturais sempre têm divisores comuns. Por
exemplo: os divisores comuns de 12 e 18 são 1,2,3 e 6.
Dentre eles, 6 é o maior. Então chamamos o 6 de máximo
divisor comum de 12 e 18 e indicamos m.d.c.(12,18) = 6.
O maior divisor comum de dois ou mais números SISTEMA MONETÁRIO BRASILEIRO
é chamado de máximo divisor comum desses
números. Usamos a abreviação m.d.c. Quando compramos ou vendemos alguma coisa, usamos
Alguns exemplos: dinheiro.
mdc (6,12) = 6 Todo país tem o seu dinheiro.
mdc (12,20) = 4
mdc (20,24) = 4
mdc (12,20,24) = 4
mdc (6,12,15) = 3
 CÁLCULO DO M.D.C.
Um modo de calcular o m.d.c. de dois ou mais
números é utilizar a decomposição desses números em
fatores primos.
1) decompomos os números em fatores primos;
2) o m.d.c. é o produto dos fatores primos comuns.
Acompanhe o cálculo do m.d.c. entre 36 e 90:
36 = 2 x 2 x 3 x 3
90 = 2x3x3x5
O m.d.c. é o produto dos fatores primos comuns =>
m.d.c.(36,90) = 2 x 3 x 3
Portanto m.d.c.(36,90) = 18.
Escrevendo a fatoração do número na forma de potência
temos:
2 2
36 = 2 x 3
2
90 = 2 x 3 x5
2
Portanto m.d.c.(36,90) = 2 x 3 = 18.
O m.d.c. de dois ou mais números, quando fatorados, é o
produto dos fatores comuns a eles, cada um elevado ao
menor expoente.

 CÁLCULO DO M.D.C. PELO PROCESSO DAS


DIVISÕES SUCESSIVAS
Nesse processo efetuamos várias divisões até chegar a uma O nosso dinheiro é o real.
divisão exata. O divisor desta divisão é o m.d.c. Acompanhe o O símbolo do real é R$.
cálculo do m.d.c.(48,30). 1 real equivale a 100 centavos.
Regra prática: O nosso dinheiro pode ser encontrado
1º) dividimos o número maior pelo número menor; em moedas e cédulas (notas).
48 / 30 = 1 (com resto 18)
2º) dividimos o divisor 30, que é divisor da divisão anterior, 1) Represente e escreva ao lado as quantias:
por 18, que é o resto da divisão anterior, e assim
sucessivamente;
30 / 18 = 1 (com resto 12)
18 / 12 = 1 (com resto 6) a) + + = R$
12 / 6 = 2 (com resto zero - divisão exata) 106,00
3º) O divisor da divisão exata é 6. Então m.d.c.(48,30) = cento e seis reais
6.
 NÚMEROS PRIMOS ENTRE SI
Dois ou mais números são primos entre si quando o b) + +
máximo
divisor comum desses números é 1.
Exemplos:
10
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3 5 3 5
O inverso de /5 é /3, pois /5 . /3 = 1.
Simplificando, se a for um número real inteiro e diferente zero,
1
o seu inverso será /a. No caso de frações, o inverso
+ + = a b
multiplicativo da fração /b será /a, com a e b diferentes de
____________________ zero.
A partir deste conceito podemos começar a solucionar a
equação.
c) + Vejamos:

A ideia é deixarmos a incógnita x isolada no primeiro membro


à direita do sinal de igualdade e a raiz no segundo membro, à
+ + = esquerda. Gradualmente iremos passando os números do
____________________ primeiro membro para o segundo membro.
Para passarmos o número 10 no primeiro membro, para o
segundo membro, iremos recorrer ao princípio aditivo da
igualdade. Vamos subtrair 10 dos dois membros da equação:
d) + + + =
____________________ Ao subtrairmos 10 nos dois membros da equação, na verdade
estamos somando o oposto de 10, que é -10 em ambos os
2) Escreva por extenso as quantias: membros como vemos abaixo, de sorte que o 10 saia do
a) R$ 63,00 : _______________________ primeiro membro, pois como já vimos, ao somarmos um
b) R$ 48,00: _______________________ número real ao seu oposto o resultado sempre será igual a
c) R$ 50,00: _______________________ zero:
d) R$ 361,00: ______________________
e) R$ 195,00: ______________________ Ao realizarmos as operações chegaremos à equação:
f) R$ 10,00: _______________________
EQUAÇÃO DO PRIMEIRO GRAU Que é equivalente a:
Denomina-se equação do 1° grau com uma incógnita,
qualquer equação que possa ser reduzida à forma ax = b, Para tirarmos o coeficiente 2 do primeiro membro, iremos
onde x é a incógnita e a e b são números reais, recorrer ao princípio multiplicativo da igualdade, dividindo
com a ≠ 0. a e b são coeficientes da equação. ambos os membros por 2:
Equações do 1° grau podem possuir mais de uma incógnita.
Como exemplo, temos as equações do 1° grau com duas
incógnitas, que são quaisquer equações que podem ser Na verdade o que estamos fazendo é multiplicando ambos os
1
reduzidas a uma equação equivalente da forma ax + by = c, membros pelo inverso multiplicativo do coeficiente 2 que é /2,
com a ≠ 0 e b ≠ 0. Neste caso, além de a e b, temos para que ele saia do primeiro membro, já que será reduzido ao
também c como coeficientes da equação. número 1. Na realidade o cálculo seria este:
Utilizamos equações do 1° grau com uma incógnita na
resolução de problemas tal qual o seguinte: Realizando os cálculos em qualquer um dos dois casos
"Se eu tivesse o dobro da quantia que eu possuo, com mais encontramos a raiz procurada:
dez reais eu poderia comprar um certo livro que custa cem
reais. Quantos reais eu possuo?"
Inicialmente iremos expressar este mesmo problema em
linguagem matemática. Para isto vamos chamar a quantia que EQUAÇÕES DE 2º GRAU
eu possuo atualmente de x. Este é valor procurado. Definições
Ao referir-me ao dobro da quantia, matematicamente estou me Denomina-se equação do 2º grau na incógnita x, toda
referindo a 2x, ou seja, ao dobro de x. equação da forma:
O dobro da quantia mais dez reais será expresso 2
ax + bx + c = 0; a, b, c IR e
matematicamente como 2x + 10.
Finalmente devemos expressar que o dobro da quantia mais Exemplo:
2
dez é igual a cem, logo a expressão inteira x - 5x + 6 = 0 é um equação do 2º grau com a = 1,
será:2x + 10 = 100. b = -5 e c = 6.
2
Basicamente substituímos o texto em português pelos seus 6x - x - 1 = 0 é um equação do 2º grau com a = 6,
respectivos operadores matemáticos. b = -1 e c = -1.
2
7x - x = 0 é um equação do 2º grau com a = 7,
RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DO 1° GRAU COM UMA b = -1 e c = 0.
2
INCÓGNITA x - 36 = 0 é um equação do 2º grau com a = 1,
Para solucionarmos a equação 2x + 10 = 100 iremos recorrer b = 0 e c = -36.
aos conceitos de equações equivalentes, princípio aditivo Nas equações escritas na forma ax² + bx + c = 0 (forma
da igualdade e princípio multiplicativo da igualdade, vistos normal ou forma reduzida de uma equação do 2º grau na
no tópico Equação. Resumindo, iremos obter equações incógnita x) chamamos a, b e c de coeficientes.
equivalentes sucessivamente através da aplicação destes a é sempre o coeficiente de x²;
princípios, até que a raiz da equação seja encontrada. b é sempre o coeficiente de x,
Primeiramente vamos lembrar que o oposto de um número c é o coeficiente ou termo independente
real é igual a este mesmo número com o sinal trocado. O
oposto de 2 é igual a -2. Obviamente o oposto de -2 voltará ao Equação completas e Incompletas
número 2 inicial. Note ainda que a soma de um número pelo Uma equação do 2º grau é completa quando b e c são
seu oposto sempre resultará em 0. diferentes de zero. Exemplos:
Precisamos também lembrar o que vem a ser o inverso de um x² - 9x + 20 = 0 e -x² + 10x - 16 = 0 são equações completas.
número real diferente de zero. De antemão sabemos que um Uma equação do 2º grau é incompleta quando b ou c é
número real diferente de zero multiplicado pelo seu inverso igual a zero, ou ainda quando ambos são iguais a zero.
resultará sempre em 1. Exemplos:
1 1
Segundo este conceito, o inverso de 2 é /2, já que 2 . /2 = 1. x² - x² - 4x² =
1
Obviamente o inverso de /2 é 2 pelo mesmo motivo. 36 = 0 10x = 0 0
11
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(b = 0) (c = 0) (b = c = 0) Obtemos dessa maneira duas raízes que formam o conjunto


Raízes de uma equação do 2º grau verdade:
Resolver uma equação do 2º grau significa determinar suas
raízes.
De modo geral, a equação do tipo tem para
Raiz é o número real que, ao substituir a incógnita
de uma equação, transforma-a numa sentença
verdadeira.
soluções e .
O conjunto formado pelas raízes de uma equação
denomina-se conjunto verdade ou conjunto solução. 2º Caso: Equação do tipo
Exemplos: Exemplos:
Dentre os elementos do conjuntos A= {-1, 0, 1, 2},
quais são raízes da equação Determine as raízes da equação , sendo U =
x² - x - 2 = 0 ? IR.
Solução Solução
Substituímos a incógnita x da equação por cada um
dos elementos do conjunto e verificamos quais as sentenças
verdadeiras.
(-1)² - (-1) - 2
= 0
Para x = -1 (V)
1 + 1 - 2 = 0
0=0
0² - 0 - 2 = 0
Para x = 0 0 - 0 -2 = 0 (F) De modo geral, a equação do tipo possui duas
-2 = 0
1² - 1 - 2 = 0
raízes reais se for um número positivo, não tendo raiz
Para x = 1 1 - 1 - 2 = 0 (F)
-2 = 0
2² - 2 - 2 = 0 real caso seja um número negativo.
Para x = 2 4 - 2 - 2 = 0 (V)
0=0 Resolução de equações completas
Logo, -1 e 2 são raízes da equação. Para solucionar equações completas do 2º grau
Determine p sabendo que 2 é raiz da equação (2p - utilizaremos a fórmula de Bhaskara.
1) x² - 2px - 2 = 0.
A partir da equação , em que a, b, c
Solução IR e , desenvolveremos passo a passo a dedução da
Substituindo a incógnita x por 2, determinamos o valor de fórmula de Bhaskara (ou fórmula resolutiva).
p.
1º passo: multiplicaremos ambos os
membros por 4a.

2º passo: passar 4ac par o 2º


membro.

Logo, o valor de p é . 3º passo: adicionar aos dois


Resolução de equações incompletas membros.
Resolver uma equação significa determinar o seu conjunto
verdade.
Utilizamos na resolução de uma equação incompleta as
técnicas da fatoração e duas importantes propriedades dos 4º passo: fatorar o 1º elemento.
números reais:
1ª Propriedade:
5º passo: extrair a raiz quadrada
2ª Propriedade: dois membros.

1º Caso: Equação do tipo .


Exemplo: 6º passo: passar b para o 2º
Determine as raízes da equação , sendo membro.
.
7º passo: dividir os dois membros
Solução
Inicialmente, colocamos x em evidência: por .

Para o produto ser igual a zero, basta que um dos fatores


também o seja. Assim:
Assim, encontramos a fórmula resolutiva da equação do 2º
grau:
12
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Podemos representar as duas raízes reais por x' e x",


assim:

Logo, o valor de p é 3.

Discriminante 3º Caso: O discriminante é negativo .


2
Denominamos discriminante o radical b - 4ac que é
O valor de não existe em IR, não existindo, portanto,
representado pela letra grega (delta). raízes reais. As raízes da equação são número complexos.

Exemplo:
Podemos agora escrever deste modo a fórmula de Para quais valores de m a equação 3x² + 6x +m = 0
Bhaskara: não admite nenhuma raiz real?

Solução
Para que a equação não tenha raiz real devemos ter
De acordo com o discriminante, temos três casos a
considerar:

1º Caso: O discriminante é positivo .

O valor de é real e a equação tem duas raízes reais


diferentes, assim representadas:

Exemplo:
Para quais valores de k a equação x² - 2x + k- 2 = 0
Logo, os valores de m devem ser maiores que 3.
admite raízes reais e desiguais?
Resumindo
Solução Dada a equação ax² + bx + c = 0, temos:
Para , a equação tem duas raízes reais
Para que a equação admita raízes reais e desiguais, diferentes.
devemos ter Para , a equação tem duas raízes reais iguais.
Para , a equação não tem raízes reais.

COMPOSIÇÃO DE UMA EQUAÇÃO DO 2º GRAU,


CONHECIDAS AS RAÍZES
2
Considere a equação do 2º grau ax + bx + c = 0.

Dividindo todos os termos por a , obtemos:

Logo, os valores de k devem ser menores que 3.

2º Caso: O discriminante é nulo Como , podemos escrever a equação desta


maneira.
O valor de é nulo e a equação tem duas raízes 2
reais e iguais, assim representadas: x - Sx + P= 0

Exemplos:
Componha a equação do 2º grau cujas raízes são -2
Exemplo: e 7.
Determine o valor de p, para que a equação x² - (p - Solução
1) x + p-2 = 0 possua raízes iguais. A soma das raízes corresponde a:
Solução S= x1 + x2 = -2 + 7 = 5
O produto das raízes corresponde a:
Para que a equação admita raízes iguais é necessário que P= x1 . x2 = ( -2) . 7 = -14
2
A equação do 2º grau é dada por x - Sx + P = 0, onde S=5 e
.
P= -14.
2
Logo, x - 5x - 14 = 0 é a equação procurada.

Formar a equação do 2º grau, de coeficientes racionais,

sabendo-se que uma das raízes é .


13
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Solução Ou seja, equação biquadrada com uma variável x é toda


Se uma equação do 2º grau, de coeficientes racionais, tem equação da forma:
4 2
uma raiz , a outra raíz será . ax + bx + c = 0

Exemplos:
4 2
x - 5x + 4 = 0
Assim: 4 2
x - 8x = 0
4
3x - 27 = 0

Cuidado!
4 3 2 4 3 4
x - 2x + x + 1 = 0 6x + 2x - 2x = 0 x -
2
Logo, x - 2x - 2 = 0 é a equação procurada. 3x = 0
As equações acima não são biquadradas, pois numa equação
biquadrada a variável x só possui expoentes pares.
FORMA FATORADA
2
Considere a equação ax + bx + c = 0. RESOLUÇÃO DE UMA EQUAÇÃO BIQUADRADA
Colocando a em evidência, obtemos: Na resolução de uma equação biquadrada em IR devemos
substituir sua variável, transformando-a numa equação do 2º
grau.
Observe agora a sequência que deve ser utilizada na
resolução de uma equação biquadrada.

Então, podemos escrever: Seqüência prática


4 2
Substitua x por y ( ou qualquer outra incógnita
2
elevada ao quadrado) e x por y.
2
Resolva a equação ay + by + c = 0
Determine a raiz quadrada de cada uma da raízes (
2
y'e y'') da equação ay + by + c = 0.

Essas duas relações indicam-nos que cada raiz positiva


2
da equação ay + by + c = 0 dá origem a duas raízes
simétricas para a biquadrada: a raiz negativa não dá origem a
nenhuma raiz real para a mesma.
Exemplos:
4
2
Logo, a forma fatorada da equação ax + bx + c = 0 é: Determine as raízes da equação biquadrada x - 13
2
x + 36 = 0.
a.(x - x') . (x - x'') = 0
Solução
4 2 2
Exemplos: Substituindo x por y e x por y, temos:
2
Escreva na forma fatorada a equação x - 5x + 6 = 0. 2
Solução y - 13y + 36 = 0
2 Resolvendo essa equação, obtemos:
Calculando as raízes da equação x - 5x + 6 = 0, obtemos x1=
2 e x2= 3.
2 y'=4 e y''=9
Sendo a= 1, x1= 2 e x2= 3, a forma fatorada de x - 5x + 6 = 0 2
pode ser assim escrita: Como x = y, temos:
(x-2).(x-3) = 0
2
Escreva na forma fatorada a equação 2x - 20x + 50
= 0.
Logo, temos para conjunto verdade: V={ -3, -2, 2, 3}.
4 2
Solução Determine as raízes da equação biquadrada x + 4x - 60 = 0.
2
Calculando as raízes da equação 2x - 20x + 50 = 0, obtemos
duas raízes reais e iguais a 5. Solução
2 4 2 2
Sendo a= 2, x1=x2= 5, a forma fatorada de 2x - 20x + 50 = 0 Substituindo x por y e x por y, temos:
2
pode ser assim escrita: y + 4y - 60 = 0
2 Resolvendo essa equação, obtemos:
2.(x - 5) (x - 5) = 0 ou 2. (x - 5) =0
2 y'=6 e y''= -10
Escreva na forma fatorada a equação x + 2x + 2 = 0. 2
Solução Como x = y, temos:

Como o , a equação não possui raízes reais.


Logo, essa equação não possui forma fatorada em IR.

EQUAÇÕES BIQUADRADAS
Observe as equações: Logo, temos para o conjunto verdade: .
4 2
x - 13x + 36 = 0 Determine a soma das raízes da equação
4 2
9x - 13x + 4 = 0
4 2 .
x - 5x + 6 = 0
Solução
Utilizamos o seguinte artifício:
Note que os primeiros membros são polinômios do 4º grau na
4 2
variável x, possuindo um termo em x , um termo em x e um
termo constante. Os segundos membros são nulos. Assim:
2
Denominamos essas equações de equações biquadradas. y - 3y = -2
2
y - 3y + 2 = 0
14
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y'=1 e y''=2 2ª Propriedade: A soma dos quadrados das raízes reais da


Substituindo y, determinamos:
equação biquadrada é igual a - .

3ª Propriedade:O produto das raízes reais e não-nulas da

equação biquadrada é igual a .


Logo, a soma das raízes é dada por:

2n n
Resolução de equações da forma: ax + bx + c = 0
Esse tipo de equação pode ser resolvida da mesma forma que
a biquadrada.
n
Para isso, substituimos x por y, obtendo: EQUAÇÕES IRRACIONAIS
2
ay + by + c = 0, que é uma equação do 2º grau. Considere as seguintes equações:

Observe que todas elas apresentam variável ou incógnita no


Exemplo: radicando. Essas equações são irracionais.
6 3
resolva a equação x + 117x - 1.000 = 0.
Equação irracional é toda equação que tem variável no
Solução
3 radicando.
Fazendo x =y, temos:
2
y + 117y - 1.000 = 0
Resolvendo a equação, obtemos: RESOLUÇÃO DE UMA EQUAÇÃO IRRACIONAL
y'= 8 e y''= - 125 A resolução de uma equação irracional deve ser efetuada
Então: procurando transformá-la inicialmente numa equação racional,
obtida ao elevarmos ambos os membros da equação a uma
potência conveniente.
Em seguida, resolvemos a equação racional encontrada e,
Logo, V= {-5, 2 }. finalmente, verificamos se as raízes da equação racional
obtidas podem ou não ser aceitas como raízes da equação
Composição da equação biquadrada irracional dada ( verificar a igualdade).
Toda equação biquadrada de raízes reais x1, x2, x3 e x4 pode É necessária essa verificação, pois, ao elevarmos os dois
ser composta pela fórmula: membros de uma equação a uma potência, podem aparecer
(x -x1) . (x - x2) . (x - x3) . (x - x4) = 0 na equação obtida raízes estranhas à equação dada.
Observe alguns exemplos de resolução de equações
Exemplo: irracionais no conjunto dos reais.
Compor a equação biquadrada cujas raízes são:

Solução
Solução
a) (x - 0) (x - 0) (x + 7) (x - 7) = 0 b) (x + a) (x - a)
(x + b) (x - b) = 0
2 2 2 2 2 2
x (x -49) = 0 (x -a ) (x -b ) = 0
4 2 4 2 2 2
x - 49x = 0 x - (a + b ) x +
2 2
a b =0
Logo, V= {58}.
PROPRIEDADES DAS RAÍZES DA EQUAÇÃO
BIQUADRADA
4 2
Consideremos a equação ax + bx + c = 0, cujas raízes são Solução
2
x1, x2, x3 e x4 e a equação do 2º grau ay + by + c = 0, cujas
raízes são y' e y''.
De cada raiz da equação do 2º grau, obtemos duas raízes
simétricas para a biquadrada. Assim:

Do exposto, podemos estabelecer as seguintes propriedades:


1ª Propriedade: A soma das raízes reais da equação
biquadrada é nula.
Logo, V= { -3}; note que 2 é uma raiz estranha a essa equação
irracional.

x1 + x2 + x3 + x4 = 0
Solução

15
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y = 16 - 2x
Substituindo y em 2 , temos:
2
x + x ( 16 - 2x) = 48
2 2
x + 16x - 2x = 48
2
- x + 16x - 48 = 0 Multiplicando ambos os membros
por -1.
2
x - 16x + 48 = 0
x'=4 e x''=12
Determinando y para cada um dos valores de x, obtemos:
y'=16 - 2 . 4 = 8
y''=16 - 2 . 12 = - 8

As soluções do sistema são os pares ordenados (4,8) e ( 12, -


8).
Logo, V= { 7 }; note que 2 é uma raiz estranha a essa equação desprezando o par ordenado que possui ordenada negativa,
irracional. teremos para dimensões da quadra:
Comprimento =2x + 2y = 2.4 + 2.8 = 24m
Largura =2x = 2. 4 = 8m
Solução Verifique agora a solução deste outro sistema:

Iisolando y em 1
y - 3x = -1 y = 3x - 1
Substituindo em 2
2
x - 2x(3x - 1) = -3
2 2
x - 6x + 2x = -3
2
-5x + 2x + 3 = 0 Multiplicando ambos os
membros por -1.
2
5x - 2x - 3 = 0

x'=1 e x''=-
Determinando y para cada um dos valores de x, obtemos:

As soluções do sistema são os pares ordenados ( 1, 2) e

.
Logo, V={9}; note que é uma raiz estranha a essa equação
irracional.
Logo, temos para conjunto verdade:
SISTEMAS DE EQUAÇÕES DO 2º GRAU
Observe o seguinte problema: PROBLEMAS DO 2º GRAU
Uma quadra de tênis tem a forma da figura, com perímetro de Para resolução de problemas do 2º grau, devemos seguir
2
64 m e área de 192 m . Determine as medidas x e y indicadas etapas:
na figura. Sequência prática
Estabeleça a equação ou sistema de equações que
traduzem o problema para a linguagem matemática.
Resolva a equação ou o sistema de equações.
Interprete as raízes encontradas, verificando se são
compatíveis com os dados do problema.
Observe agora, a resolução de alguns problemas do 2º grau:
Determine dois números inteiros consecutivos tais

que a soma de seus inversos seja .


Solução
Representamos um número por x, e por x + 1 o seu
consecutivo. Os seus inversos serão representados por
De acordo com os dados, podemos escrever:
8x + 4y = 64
2
.
2x . ( 2x + 2y) = 192 4x + 4xy = 192

Simplificando, obtemos: Temos estão a equação: .


2x + y = 16 1 Resolvendo-a:
2
x +xy = 48 2

Temos aí um sistema de equações do 2º grau, pois uma das


equações é do 2º grau.
Podemos resolvê-lo pelo método a substituição:
Assim: 2x + y = 16 1
16
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Resolvendo-a, temos:
6( x + 5 ) + 6x = x ( x + 5 )
2
6x + 30 + 6x = x + 5x
2
x - 7x - 30 = 0
x'= - 3 e x''=10
Observe que a raiz não é utilizada, pois não se trata de Como a raiz negativa não é utilizada, teremos como solução
número inteiro. x= 10.
Resposta: Os números pedidos são, portanto, 6 e o seu Resposta: A 1ª torneira enche o tanque em 10 horas e a 2ª
consecutivo 7. torneira, em 15 horas.
Um número de dois algarismos é tal que, trocando-se Num jantar de confraternização, seria distribuído, em
a ordem dos seus algarismos, obtém-se um número que o partes iguais, um prêmio de R$ 24.000,00 entre os
excede de 27 unidades. Determine esse número, sabendo- convidados. Como faltaram 5 pessoas, cada um dos
se que o produto dos valores absolutos dos algarismos é presentes recebeu um acréscimo deR$ 400,00 no seu
18. prêmio. Quantos foram presentes nesse jantar?
Solução Solução
Representamos um número por 10x + y, e o número com a Podemos representar por:
ordem dos algarismos trocada por 10y + x.
Observe:

Número: 10x + y
Número com a ordem dos algarismos trocada:
Resolvendo-a:
10y + x.
Temos, então, o sistema de equações:

Resolvendo o sistema, temos:

Resposta: Nesse jantar estavam presentes 20 pessoas.


Isolando y em 1 :
-x + y = 3 y= x + 3 EQUAÇÃO LOGARÍTMICA
Substituindo y em 2: Toda equação que contém a incógnita na base ou
xy = 18 no logaritmando de um logaritmo é denominada equação
x ( x + 3) = 18 logarítmica.
2
x + 3x = 18 Abaixo temos alguns exemplos de equações logarítmicas:
2
x + 3x - 18 = 0
x'= 3 e x''= -6
Determinando y para cada um dos valores de x, obtemos:
y'= 3 + 3 = 6
y''= -6 + 3 = -3
Logo, o conjunto verdade do sistema é dado por: V= { (3,6), ( -
6, -3)}. Perceba que nestas equações a incógnita encontra-se ou
Desprezando o par ordenado de coordenadas negativas, no logaritmando, ou na base de um logaritmo.
temos para solução do problema o número Para solucionarmos equações logarítmicas recorremos a
36 ( x=3 e y=6). muitas das propriedades dos logaritmos.
Resposta: O número procurado é 36.
Duas torneiras enchem um tanque em 6 horas. Solucionando Equações Logarítmicas
Sozinha, uma delas gasta 5 horas mais que a outra. Vamos solucionar cada uma das equações acima, começando
Determine o tempo que uma delas leva para encher esse pela primeira:
tanque isoladamente.
Solução Segundo a definição de logaritmo nós sabemos que:
Consideremos x o tempo gasto para a 1ª torneira encher o
tanque e x+5 o tempo gasto para a 2ª torneira encher o
tanque. Logo x é igual a 8:
Em uma hora, cada torneira enche a seguinte fração do
tanque: De acordo com a definição de logaritmo o logaritmando deve
ser um número real positivo e já que 8 é um número real
positivo, podemos aceitá-lo como solução da equação.
A esta restrição damos o nome de condição de existência.

Em uma hora, as duas torneiras juntas encherão do tanque;


Pela definição de logaritmo a base deve ser um número real e
observe a equação correspondente:
positivo além de ser diferente de 1.
Então a nossa condição de existência da equação acima é
que:
17
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conseguiremos satisfazer as duas condições


Em relação a esta segunda equação nós podemos escrever a simultaneamente.
seguinte sentença: O conjunto solução da equação é portanto S = {}, já que não
existe nenhuma solução real que satisfaça as condições de
existência da equação.
Que nos leva aos seguintes valores de x:
EQUAÇÃO EXPONENCIAL
Equações são expressões algébricas matemáticas que
possuem um sinal de igualdade entre duas partes. A intenção
Note que x = -10 não pode ser solução desta equação, pois
de resolver uma equação é determinar o valor da incógnita
este valor de x não satisfaz a condição de existência, já que -
(valor desconhecido), aplicando técnicas resolutivas. Veja
10 é um número negativo.
exemplos:
Já no caso de x = 10 temos uma solução da equação,
pois 10 é um valor que atribuído a x satisfaz a condição de
2x + 9 = 5
existência, visto que 10 é positivo e diferente de 1.
4x + 10 = 3x – 45
x + 6 = 2x + 12
Neste caso temos a seguinte condição de existência: 2*(x + 2) = 3*(x – 3)

Voltando à equação temos: Equações exponenciais são aquelas em que a incógnita se


encontra no expoente de pelo menos uma potência. A forma
de resolução de uma equação exponencial permite que as
Aplicando a mesma propriedade que aplicamos nos casos
funções exponenciais sejam também resolvidas de forma
anteriores e desenvolvendo os cálculos temos:
prática. Esse tipo de função apresenta características
individuais na análise de fenômenos que crescem ou
Como 25 satisfaz a condição de existência, então S = {25} é o
decrescem rapidamente. Elas desempenham papéis
conjunto solução da equação.
fundamentais na Matemática e nas ciências envolvidas com
Se quisermos recorrer a outras propriedades dos logaritmos
ela, como: Física, Química, Engenharia, Astronomia,
também podemos resolver este exercício assim:
Economia, Biologia, Psicologia entre outras.

Lembre-se Exemplos de equações exponenciais:


que e x
4 10 = 100
que log5 625 = 4, pois 5 = 625. x
2 + 12 = 20
x
9 = 81
Neste caso a condição de existência em função da base do x+1
5 = 25
logaritmo é um pouco mais complexa:
Para resolvermos uma equação exponencial precisamos
E, além disto, temos também a seguinte condição: aplicar técnicas para igualar as bases, assim podemos dizer
que os expoentes são iguais. Observe a resolução da
equação exponencial a seguir:
Portanto a condição de existência é:
x 7
3 = 2187 (fatorando o número 2187 temos: 3 )
x 7
3 =3
Agora podemos proceder de forma semelhante ao exemplo
x=7
anterior:
Como x = 2 satisfaz a condição de existência da equação
O valor de x na equação é 7.
logarítmica, então 2 é solução da equação.
Assim como no exercício anterior, este também pode ser
Vamos resolver mais algumas equações exponenciais:
solucionado recorrendo-se à outra propriedade dos logaritmos: x + 12
2 = 1024
x + 12 10
2 =2
Neste caso vamos fazer um pouco diferente. Primeiro vamos x + 12 = 10
solucionar a equação e depois vamos verificar quais são as x = 10 – 12
condições de existência: x=–2
Então x = -2 é um valor candidato à solução da equação.
Vamos analisar as condições de existência da base -6 - x: 4x + 1 –x + 3 –1
2 *8 = 16
4x + 1 3(–x + 3) -4
2 *2 =2
Veja que embora x ≠ -7, x não é menor que -6, portanto x = - 2
4x + 1
*2
–3x + 9
=2
-4

2 não satisfaz a condição de existência e não pode ser 4x + 1 – 3x + 9 = – 4


solução da equação. 4x – 3x = –1 – 4 – 9
Embora não seja necessário, vamos analisar a condição de x = – 14
existência do logaritmando 2x:

Como x = -2, então x também não satisfaz esta condição de 5


x+3*
5
x+2
* 5 = 125
x

existência, mas não é isto que eu quero que você veja. 5


x+3
*5
x+2 x
*5 =53
O que eu quero que você perceba, é que enquanto uma x+3+x+2+x=3
condição diz que x < -6, a outra diz que x > 0. 3x = 3 – 5
Qual é o número real que além de ser menor que -6 é também 3x = – 2
maior que 0? x = –2/3
Como não existe um número real negativo, que sendo menor
que -6, também seja positivo para que seja maior que zero,
então sem solucionarmos a equação nós podemos perceber 3x – 2 x+1 x–1
2 *8 =4
que a mesma não possui solução, já que nunca 3x – 2 3(x + 1) 2(x – 1)
2 *2 =2

18
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3x – 2 + 3(x + 1) = 2(x – 1)
3x – 2 + 3x + 3 = 2x – 2
3x + 3x – 2x = – 2 + 2 – 3
4x = – 3
x = –3/4

2x + 1 x+4 x+2
2 *2 =2 * 32
2x + 1 x+4 x+2 5
2 *2 =2 *2
2x + 1 + x + 4 = x + 2 + 5
2x + x – x = 2 + 5 – 1 – 4
2x = 2
x=1 Logo, podemos escrever que:
cos x = cos a x = a
EQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS
Quando encontramos função trigonométrica da +
incógnita ou função trigonométrica de alguma função da O conjunto solução dessa equação será, portanto:
incógnita em pelo menos um dos membros de uma equação,
dizemos que esta equação é trigonométrica.
Exemplos:
RESOLUÇÃO DA 3ª EQUAÇÃO FUNDAMENTAL
1) sen x + cos x =
2
e sen 2x = cos x são equações Ela baseia-se no fato de que, se dois arcos têm a mesma
trigonométricas. tangente, então eles são côngruos ou têm suas extremidades
simétricas em relação ao centro do ciclo trigonométrico.
2
2) x + ( tg 30º) . x e x + sen 60º = não são equações
trigonométricas.
Dizemos que r é uma raiz ou solução da equação
trigonométrica f(x) = g(x) se r for elemento do domínio
de f e g e se f(r) = g(r) for verdadeira.

Na equação sen x - sen =0, por exemplo, os

Logo, podemos escrever que:


números são algumas de suas raízes e os

números não o são.


O conjunto S de todas as raízes da equação é o O conjunto solução dessa equação será, portanto:
seu conjunto solução ou conjunto verdade.
Quase todas as equações trigonométricas, quando
convenientemente tratadas e transformadas, podem ser
reduzidas a pelo menos uma das três equações seguintes:
FUNÇÕES
sen x = sen a cos x = cos a tg x = tg a

Estas são as equações trigonométricas A função polinomial do primeiro grau mais simples é a função
elementares ou equações trigonométricas fundamentais.
identidade
RESOLUÇÃO DA 1ª EQUAÇÃO FUNDAMENTAL Cada ponto de seu gráfico é da forma pois a ordenada
Ela baseia-se no fato de que, se dois arcos têm o mesmo y é sempre igual à abscissa x, para cada valor da variável
seno, então eles são côngruos ou suplementares. independente x.
Nosso objetivo é o de entender a função mais
geral , observando que seu gráfico pode

ser obtido a partir do gráfico de se consideramos as


operações realizadas como transformações no plano. Dessa
forma, ao final, teremos uma visão de qual o significado dos
parâmetros a e b envolvidos na expressão da função.

Assim, começando pela função y = x cujo gráfico é:

Logo, podemos escrever que:

sen x = sen a
O conjunto solução dessa equação será, portanto:

19
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Observemos no gráfico que o ângulo, entre o eixo x e a reta


o
resultante de y = x, mede 45 , uma vez que ela contém as
bissetrizes do primeiro e do terceiro quadrantes.
1. Uma função polinomial do primeiro grau um pouco mais

geral tem a expressão dada por onde b


é uma constante real. A pergunta natural a ser feita é: qual a
ação da constante b no gráfico dessa nova função quando O objetivo aqui é o de descobrir como é o gráfico da função do
2
segundo grau y=ax +bx+c, onde , quando comparado
comparado ao gráfico da função inicial 2
ao gráfico de y=x , observando as transformações realizadas,
2. Ainda podemos pensar numa função polinomial do primeiro dependendo dos parâmetros a, b e c. Para adquirir essa
grau que seja dada pela compreensão, começamos com situações mais simples, tendo
2
sempre como referência o gráfico de y=x .
expressão onde a é uma constante real,
1. Em primeiro lugar, consideremos uma função do segundo
não nula. Novamente, a questão é investigar a ação do
coeficiente a quando comparamos o gráfico de f2 ao de f0.
grau da forma onde k é uma
2
constante real. Comparando seu gráfico ao da função y=x ,
Exemplo: Dada , desenhe seu gráfico, temos a questão: qual a ação da constante k no gráfico dessa
fazendo os gráficos intermediários, percebendo as ações do nova função quando comparado ao gráfico da função
coeficiente 2 e depois do coeficiente 1.
3. Finalmente, podemos estudar a função polinomial do inicial ?
2. Ainda podemos pensar numa função do segundo grau que
primeiro grau mais geral, . Para tanto,
interpretamos inicialmente a ação do coeficiente a da variável
seja dada pela expressão onde a é uma
x e, em Seguida, do termo b.
y=ax+b constante real, com . Observemos que, se a=0, a
função obtida não será do segundo grau, pois será a função
Conclusão: De modo geral, conhecido o gráfico de y=x, constante nula. Novamente, a questão é investigar a ação do
podemos desenhar y=ax e, em seguida, y=ax+b. coeficiente a quando comparamos o gráfico de f2 ao de f0.

Analisemos o que aconteceu:


 em primeiro lugar, em y=ax, ocorreu mudança de EXEMPLO 1: Construa o gráfico de ,a
2
inclinação pois em cada ponto a ordenada é igual àquela partir do gráfico de y=x , esboçando os gráficos
do ponto de mesma abscissa em y=x, multiplicada pelo intermediários, todos num mesmo par de eixos, a fim de
coeficiente a; visualizar as transformações realizadas. Em seguida, num
 em seguida, o gráfico de y=ax+b sofreu uma outro par de eixos, construa o gráfico de y=3x-2, observando
translação vertical de b unidades, pois, para cada também as transformações realizadas a partir de y=x.
abscissa, a ordenada do ponto no gráfico de y=ax+b ficou Finalmente, “passando a limpo” os gráficos das duas funções,
acrescida de b, quando comparada à ordenada do ponto
de mesma abscissa no gráfico de y=ax.
Nomenclatura: A função polinomial do primeiro resolva a inequação , verificando no
gráfico, o significado das operações algébricas a serem
grau , com a não nulo, tem como domínio o
realizadas.
conjunto R e imagem também o conjunto R, pois a variável
3. Uma questão que também se coloca é a consideração de
independente x pode assumir qualquer valor e a variável
funções do segundo grau do
dependente y=f(x) assume, em correspondência, um valor que
pode ser qualquer número real.
tipo onde m é um número real não nulo.
O coeficiente a determina a inclinação do gráfico e é Qual é a ação de m no gráfico da função f 3 quando comparado
denominado coeficiente angular da reta; a constante b, que ao gráfico de f0, isto é à parábola inicial?
determina a translação vertical do gráfico, recebe o nome
de coeficiente linear da reta.
O estudo dos gráficos das funções envolvidas auxilia na EXEMPLO 2: Se desenhe seu
resolução de equações ou inequações, pois as operações gráfico, fazendo os gráficos intermediários, todos num mesmo
algébricas a serem realizadas adquirem um significado que é par de eixos.
visível nos gráficos das funções esboçados no mesmo 4. Finalmente, podemos considerar funções do segundo grau
referencial cartesiano.
do tipo examinando as

A função do segundo grau mais simples é a transformações do gráfico quando fazemos


2 2
y=(x+m) , em seguida, y=a(x+m) e,
função . Todo ponto de seu gráfico é da
finalmente, . Observe que o
coeficiente a não pode ser zero.
forma , ou seja, a ordenada de cada ponto é o
Por quê?
quadrado da abscissa. 2
y=a(x+m) +k
A curva obtida denomina-se parábola: 2
Conclusão: Conhecido o gráfico de y=x , podemos
2
desenhar y=(x+m) , para, em seguida, desenhar
2 2
y=a.(x+m) e depois, y=a.(x+m) +k.

Analisemos o que aconteceu:

20
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2
- em primeiro lugar, y=(x+m) sofreu uma translação
x
horizontal de -m unidades, pois x=-m exerce o papel que f: R→R tal que y = a , sendo que a > 0 e a ≠ 1.
2
x=0 exercia em y=x ;
Uma função pode ser representada através de um gráfico, e
2
- a seguir, no gráfico de y=a.(x+m) ocorreu mudança de no caso da exponencial, temos duas situações: a > 0 e 0 < a <
inclinação pois em cada ponto a ordenada é igual àquela 1. Observe como os gráficos são constituídos respeitando as
do ponto de mesma abscissa condições propostas:

em multiplicada pelo coeficiente a;


2
- finalmente, o gráfico de y=a.(x+m) +k sofreu uma
translação vertical de k unidades, pois, para cada
abscissa, as ordenadas dos pontos do gráfico de
2
y=a.(x+m) +k ficaram acrescidas de k, quando
comparadas às ordenadas dos pontos do gráfico de
2
y=a.(x+m) .
Assim, quando a função do segundo grau está dada nessa
forma, temos claro o que está acontecendo pois as operações
a serem realizadas no gráfico ficam explícitas. Entretanto,
muitas vezes, nos defrontamos com uma função do segundo Uma função exponencial é utilizada na representação de
2
grau cuja expressão é da forma y=ax +bx+c, com a não nulo. situações em que a taxa de variação é considerada grande,
A questão que emerge é: como vamos entender seu gráfico por exemplo, em rendimentos financeiros capitalizados por
em termos de transformações no plano quando fazemos a juros compostos, no decaimento radioativo de substâncias
2
comparação com o gráfico de y=x , pois os movimentos a químicas, desenvolvimento de bactérias e micro-organismos,
serem realizados não estão claros. crescimento populacional entre outras situações. As funções
EXEMPLO 3: Desenhe o gráfico da função dada por y=3x -
2 exponenciais devem ser resolvidas utilizando, se necessário,
5x+4, explicitando as transformações realizadas a partir do as regras envolvendo potenciação.
2
gráfico de y=x .
2
Vamos apresentar alguns exemplos envolvendo o uso de
5. Se , y=ax +bx+c pode ser escrita na funções exponenciais.

Exemplo 1
forma . Podemos (Unit-SE) Uma determinada máquina industrial se deprecia de
verificar como é o gráfico dessa função, comparando-a com a tal forma que seu valor, t anos após a sua compra, é dado
–0,2t
2
função mais simples y=x e realizando translações ou por v(t) = v0 * 2 , em que v0 é uma constante real. Se, após
mudança de inclinação. 10 anos, a máquina estiver valendo R$ 12 000,00, determine o
valor que ela foi comprada.
2
Conclusão: A função do segundo grau f(x)=ax +bx+c, Temos que v(10) = 12 000, então:
com a não nulo, tem como domínio o conjunto R, pois a –0,2*10
variável independente pode assumir qualquer valor. v(10) = v0 * 2
A imagem é o conjunto –2
12 000 = v0 * 2

ou 12 000 = v0 * 1/4

12 000 : 1/ 4 = v0

v0 = 12 000 * 4

v0 = 48 000
A máquina foi comprada pelo valor de R$ 48 000,00.
conforme a>0 ou a<0, respectivamente. De fato, éa
ordenada do vértice da parábola.
O estudo dos gráficos das funções envolvidas auxilia na
resolução de equações ou inequações, pois as operações Exemplo 2
algébricas a serem realizadas adquirem um significado que é (EU-PI) Suponha que, em 2003, o PIB (Produto Interno Bruto)
visível nos gráficos das funções esboçados no mesmo de um país seja de 500 bilhões de dólares. Se o PIB crescer
referencial cartesiano. 3% ao ano, de forma cumulativa, qual será o PIB do país em
20
2023, dado em bilhões de dólares? Use 1,03 = 1,80.
FUNÇÃO EXPONENCIAL Temos a seguinte função exponencial
Toda relação de dependência, em que uma incógnita t
depende do valor da outra, é denominada função. A função P(x) = P0 * (1 + i)
denominada como exponencial possui essa relação de 20
dependência e sua principal característica é que a parte P(x) = 500 * (1 + 0,03)
variável representada por x se encontra no expoente. 20
Observe: P(x) = 500 * 1,03
x
y=2
x+4 P(x) = 500 * 1,80
y=3
x
y = 0,5
x P(x) = 900
y=4

A lei de formação de uma função exponencial indica que a O PIB do país no ano de 2023 será igual a R$ 900 bilhões.
base elevada ao expoente x precisa ser maior que zero e
diferente de um, conforme a seguinte notação: FUNÇÃO LOGARÍTMICA
21
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Toda função definida pela lei de formação f(x) = logax, com a ≠ Através dos estudos das funções logarítmicas, chegamos à
1 e a > 0 é denominada função logarítmica de base a. Nesse conclusão de que ela é uma função inversa da exponencial.
tipo de função o domínio é representado pelo conjunto dos Observe o gráfico comparativo a seguir:
números reais maiores que zero e o contradomínio, o conjunto
dos reais.

Exemplos de funções logarítmicas:

f(x) = log2x
f(x) = log3x
f(x) = log1/2x
f(x) = log10x
f(x) = log1/3x
f(x) = log4x Podemos notar que (x,y) está no gráfico da função logarítmica
f(x) = log2(x – 1) se o seu inverso (y,x) está na função exponencial de mesma
f(x) = log0,5x base.

Determinando o domínio da função logarítmica FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS


Dada a função f(x) = log(x – 2) (4 – x), temos as seguintes No círculo trigonométrico temos arcos que realizam mais de
restrições: uma volta, considerando que o intervalo do círculo é [0, 2π],
por exemplo, o arco dado pelo número real x = 5π/2, quando
1) 4 – x > 0 → – x > – 4 → x < 4 desmembrado temos: x = 5π/2 = 4π/2 + π/2 = 2π + π/2. Note
2) x – 2 > 0 → x > 2 que o arco dá uma volta completa (2π = 2*180º = 360º), mais
3) x – 2 ≠ 1 → x ≠ 1+2 → x ≠ 3 um percurso de 1/4 de volta (π/2 = 180º/2 = 90º). Podemos
associar o número x = 5π/2 ao ponto P da figura, o qual é
Realizando a intersecção das restrições 1, 2 e 3, temos o imagem também do número π/2. Existem outros infinitos
seguinte resultado: 2 < x < 3 e 3 < x < 4. números reais maiores que 2π e que possuem a mesma
imagem. Observe:
Dessa forma, D = {x ? R / 2 < x < 3 e 3 < x < 4}

Gráfico de uma função logarítmica

Para a construção do gráfico da função logarítmica devemos


estar atentos a duas situações:

?a>1
9π/2 = 2 voltas e 1/4 de volta
?0<a<1 13π/2 = 3 voltas e 1/4 de volta
17π/2 = 4 voltas e 1/4 de volta

Para a > 1, temos o gráfico da seguinte forma: Podemos generalizar e escrever todos os arcos com essa
Função crescente característica na seguinte forma: π/2 + 2kπ, onde k Є Z. E de
uma forma geral abrangendo todos os arcos com mais de uma
volta, x + 2kπ.

Estes arcos são representados no plano cartesiano através de


funções circulares como: função seno, função cosseno e
função tangente.

Características da função seno


É uma função f : R → R que associa a cada número real x o
Para 0 < a < 1, temos o gráfico da seguinte forma: seu seno, então f(x) = senx. O sinal da função f(x) = senx é
Função decrescente positivo no 1º e 2º quadrantes, e é negativo quando x pertence
ao 3º e 4º quadrantes. Observe:

Características do gráfico da função logarítmica y = logax


O gráfico está totalmente à direita do eixo y, pois ela é definida
para x > 0.

Intersecta o eixo das abscissas no ponto (1,0), então a raiz da


função é x = 1.

Note que y assume todos as soluções reais, por isso dizemos


que a Im(imagem) = R.

22
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Gráfico da função f(x) = senx

Características da função cosseno


É uma função f : R → R que associa a cada número real x o
seu cosseno, então f(x) = cosx. O sinal da função f(x) = cosx Gráfico da função tangente
é positivo no 1º e 4º quadrantes, e é negativo quando x
pertence ao 2º e 3º quadrantes. Observe:

TRIGONOMETRIA E APLICAÇÕES
Introduzimos aqui alguns conceitos relacionados com a
Trigonometria no triângulo retângulo, assunto comum na
oitava série do Ensino Fundamental. Também dispomos de
uma página mais aprofundada sobre o assunto tratado no
âmbito do Ensino Médio.
A trigonometria possui uma infinidade de aplicações práticas.
Desde a antiguidade já se usava da trigonometria para obter
distâncias impossíveis de serem calculadas por métodos
Gráfico da função f(x) = cosx
comuns.
Algumas aplicações da trigonometria são:
 Determinação da altura de um certo prédio.

CARACTERÍSTICAS DA FUNÇÃO TANGENTE


É uma função f : R → R que associa a cada número real x a  Os gregos determinaram a medida do raio de terra, por um
sua tangente, então f(x) = tgx. processo muito simples.
Sinais da função tangente:  Seria impossível se medir a distância da Terra à Lua,
 Valores positivos nos quadrantes ímpares. porém com a trigonometria se torna simples.
 Valores negativos nos quadrantes pares.  Um engenheiro precisa saber a largura de um rio para
 Crescente em cada valor. construir uma ponte, o trabalho dele é mais fácil quando ele
usa dos recursos trigonométricos.
 Um cartógrafo (desenhista de mapas) precisa saber a
altura de uma montanha, o comprimento de um rio, etc. Sem a
trigonometria ele demoraria anos para desenhar um mapa.
Tudo isto é possível calcular com o uso da trigonometria do
triângulo retângulo.

23
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TRIÂNGULO RETÂNGULO
É um triângulo que possui um ângulo reto, isto é, um dos seus
ângulos mede noventa graus, daí o nome triângulo retângulo.
Como a soma das medidas dos ângulos internos de um
triângulo é igual a 180°, então os outros dois ângulos medirão
90°.
Observação: Se a soma de dois ângulos mede 90°, estes
ângulos são denominados complementares, portanto
podemos dizer que o triângulo retângulo possui dois ângulos
complementares. A hipotenusa como base de um triângulo retângulo
Tomando informações da mesma figura acima, obtemos:
LADOS DE UM TRIÂNGULO RETÂNGULO 1. o segmento AD, denotado por h, é a altura relativa à
Os lados de um triângulo retângulo recebem nomes especiais. hipotenusa CB, indicada por a.
Estes nomes são dados de acordo com a posição em relação 2. o segmento BD, denotado por m, é a projeção
ao ângulo reto. O lado oposto ao ângulo reto é a hipotenusa. ortogonal do cateto c sobre a hipotenusa CB,
Os lados que formam o ângulo reto (adjacentes a ele) são os indicada por a.
catetos. 3. o segmento DC, denotado por n, é a projeção
ortogonal do cateto b sobre a hipotenusa CB,
Termo Origem da palavra
indicada por a.
Cathetós:
Cateto Projeções de segmentos
(perpendicular)
Introduziremos algumas idéias básicas sobre projeção. Já
Hypoteinusa:
Hipotenusa mostramos, no início deste trabalho, que a luz do Sol ao incidir
Hypó(por baixo) + teino(eu estendo)
sobre um prédio, determina uma sombra que é a projeção
Para padronizar o estudo da Trigonometria, adotaremos as oblíqua do prédio sobre o solo.
seguintes notações: Tomando alguns segmentos de reta e uma reta não
Letra Lado Triângulo Vértice = Ângulo Medida coincidentes é possível obter as projeções destes segmentos
a Hipotenusa A = Ângulo reto A=90° sobre a reta.
B = Ângulo
b Cateto B<90°
agudo

C = Ângulo
c Cateto C<90°
agudo

Nomenclatura dos catetos Nas quatro situações apresentadas, as projeções dos


segmentos AB são indicadas por A'B', sendo que no último
Os catetos recebem nomes especiais de acordo com a sua
caso A'=B' é um ponto.
posição em relação ao ângulo sob análise. Se estivermos
operando com o ângulo C, então o lado oposto, indicado por c,
Projeções no triângulo retângulo
é o cateto oposto ao ângulo C e o lado adjacente ao ângulo C,
Agora iremos indicar as projeções dos catetos no triângulo
indicado por b, é o cateto adjacente ao ângulo C.
retângulo.
Lado Lado
Ângulo
oposto adjacente
c cateto b cateto
C
oposto adjacente

b cateto c cateto
B
oposto adjacente

Um dos objetivos da trigonometria é mostrar a utilidade do


conceitos matemáticos no nosso cotidiano. Iniciaremos 1. m = projeção de c sobre a hipotenusa.
estudando as propriedades geométricas e trigonométricas no 2. n = projeção de b sobre a hipotenusa.
triângulo retângulo. O estudo da trigonometria é extenso e 3. a = m+n.
minucioso. 4. h = média geométrica entre m e n.

PROPRIEDADES DO TRIÂNGULO RETÂNGULO Relações Métricas no triângulo retângulo


1. Ângulos: Um triângulo retângulo possui um ângulo Para extrair algumas propriedades, faremos a decomposição
reto e dois ângulos agudos complementares. do triângulo retângulo ABC em dois triângulos retângulos
2. Lados: Um triângulo retângulo é formado por três menores: ACD e ADB. Dessa forma, o ângulo A será
lados, uma hipotenusa (lado maior) e outros dois lados que decomposto na soma dos ângulos CÂD=B e DÂB=C.
são os catetos.
3. Altura: A altura de um triângulo é um segmento que
tem uma extremidade num vértice e a outra extremidade no
lado oposto ao vértice, sendo que este segmento é
perpendicular ao lado oposto ao vértice. Existem 3 alturas no
triângulo retângulo, sendo que duas delas são os catetos. A
outra altura (ver gráfico acima) é obtida tomando a base como
a hipotenusa, a altura relativa a este lado será o segmento Observamos que os triângulos retângulos ABC, ADC e ADB
AD, denotado por h e perpendicular à base. são semelhantes.

24
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Triângulo hipotenusa cateto maior cateto menor


ABC a b C
ADC b n H
ADB c h M
Assim:
a/b = b/n = c/h
a/c = b/h = c/m
b/c = n/h = h/m
Consideremos sobre o círculo trigonométrico de centro O, os
logo: pontos A e B escolhidos como a figura indica.
a/c = c/m equivale a c² = a.m
a/b = b/n equivale a b² = a.n
a/c = b/h equivale a a.h = b.c
h/m = n/h equivale a h² = m.n
Existem também outras relações do triângulo inicial ABC.
Como a=m+n, somando c² com b², obtemos:
c² + b² = a.m + a.n = a.(m+n) = a.a = a²
que resulta no Teorema de Pitágoras: Se aos pontos A e B fizermos corresponder as semi-rectas
a² = b² + c² OA e OB, o par (OA,OB) define um ângulo.
A demonstração acima, é uma das várias demonstrações do
Teorema de Pitágoras.
Funções trigonométricas básicas
As Funções trigonométricas básicas são relações entre as
medidas dos lados do triângulo retângulo e seus ângulos. As
três funções básicas mais importantes da trigonometria são:
seno, cosseno e tangente. O ângulo é indicado pela letra x. O ponto O é o vértice do ângulo e as semi-rectas OA e OB
são, respectivamente, o lado origem e o lado extremidade.
Há dois sentidos de percurso num círculo:
Função Notação Definição Ângulo positivo (ou directo) é o ângulo gerado no sentido
contrário ao dos ponteiros do relógio.
medida do cateto oposto a x
seno sen(x)
medida da hipotenusa

medida do cateto adjacente a x


cosseno cos(x)
medida da hipotenusa

medida do cateto oposto a x


tangente tan(x)
Ângulo negativo (ou indirecto) é o ângulo gerado no sentido
medida do cateto adjacente a x
dos ponteiros do relógio.

Tomando um triângulo retângulo ABC, com hipotenusa H


medindo 1 unidade, então o seno do ângulo sob análise é o
seu cateto oposto CO e o cosseno do mesmo é o seu cateto
adjacente CA. Portanto a tangente do ângulo analisado será a
razão entre seno e cosseno desse ângulo.

C C C C C sen(x
sen(x) O O cos(x) A A tan(x) O )
= = = A um ângulo pode associar-se uma amplitude em sentidos
= = = chamando-se então ângulo orientado.
H 1 H 1 CA cos(x)
LINHAS TRIGONOMÉTRICAS

Relação fundamental: Para todo ângulo x (medido em


radianos), vale a importante relação:
cos²(x) + sen²(x) = 1

CÍRCULO TRIGONOMÉTRICO
É um círculo de centro na origem do referencial e raio igual à
unidade, ao qual se encontra associado um referencial
ortonormado xOy.

25
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Os pontos P e Q do círculo trigonométrico, respectivamente


associados a a e a 90-a, são simétricos em relação à recta de
equação y = x.
Daí resulta que a abcissa de um é a ordenada do outro e
reciprocamente, isto é,

P é o ponto de intersecção do lado extremidade do ângulo


com o arco que limita o círculo trigonométrico.
O seno de a é a ordenada do ponto P.
O co-seno de a é a abcissa do ponto P.
C é o ponto de intersecção do lado extremidade do ângulo
com o eixo das tangentes.
A tangente de a é a ordenada do ponto C. Ângulos do 2º Quadrante
D é o ponto de intersecção do lado extremidade do ângulo Ângulos que diferem de 90°: a e 90° + a
com o eixo das co-tangentes.
A co-tangente de a é a abcissa do ponto C.

Enquadramento de seno e do co-seno


O sinal de uma razão trigonométrica depende
exclusivamente do sinal das coordenadas do ponto associado
ao círculo trigonométrico.
Para todo o a,
A abcissa de Q é simétrica da ordenada de P, e a ordenada
de Q é igual à abcissa de P, isto é,

Ângulos Suplementares: a e 180° - a


Para todo o a,

Os pontos P e Q do círculo trigonométrico, respectivamente


associados a a e 180°- a, são simétricos em relação ao eixo
das ordenadas. Daí resulta que as ordenadas de P e Q são
iguais e as suas abcissas são simétricas, isto é,

Redução ao 1º quadrante
Observando atentamente no círculo trigonométrico cada uma
das situações em causa, é possível concluirmos algumas
relações importantes entre as relações trigonométricas de
certos ângulos.
Ângulos do 1ª Quadrante ÂNGULOS DO 3º QUADRANTE
Ângulos Complementares: a e 90°- a Ângulos que diferem de 180º: a e 180° + a

26
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Os pontos P e Q do círculo trigonométrico, respectivamente


associados a a e a 180° + a, são simétricos em relação a O.
Daí resulta que as suas ordenadas e as suas abcissas são
simétricas, isto é, Os pontos P e Q do círculo trigonométrico, respectivamente
associados a e -a, são simétricos em relação ao eixo das
abcissas.
Daí resulta que as abcissas de P e Q são iguais e as suas
ordenadas são simétricas, isto é,

Ângulos que somados valem 270º: a e 270º - a

OBS.: As relações que acabamos de estudar são


válidas qualquer que seja a amplitude a do ângulo (em
graus ou radianos).

Valores de algumas razões trigonométricas:

0° 30° 45° 60° 90°

sen 0 1

cos 1 0

Ângulos do 4º Quadrante
Ângulos que diferem de 270º: a e 270º + a
tg 0 1 ¥

cotg ¥ 1 0

FÓRMULAS TRIGONOMÉTRICAS
Fórmula Fundamental

FÓRMULAS SECUNDÁRIAS

Ângulos Simétricos: a e -a

FÓRMULAS DE ADIÇÃO

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• Entre o cosseno, seno, cosecante de um mesmo ângulo irão


obedecer à seguinte relação:

cotg x = cos x
sen x

Com x ≠ kπ, k Z.

• Entre secante e cosseno de um mesmo ângulo irão obedecer


à seguinte relação:

sec x = 1
cos x
FÓRMULAS DE DUPLICAÇÃO
Com x ≠ π + kπ Z.
2

• Entre a cosecante e seno de um mesmo ângulo irão


obedecer à seguinte relação:

cosec x = 1
sen x

Com x ≠ k π, k Z.

• A relação estabelecida entre a tangente, o seno e o coseno,


desde que os ângulos das três funções trigonométricas sejam
iguais, é:

tg x = sen x
FÓRMULAS DE BISSECÇÃO
cos x

Com x ≠ π + kπ Z.
2

EQUAÇÃO TRIGONOMÉTRICA
Para que exista uma equação qualquer é preciso que tenha
pelo menos uma incógnita e uma igualdade.

Agora, para ser uma equação trigonométrica é preciso que,


além de ter essas características gerais, é preciso que a
FÓRMULAS DE TRANSFORMAÇÃO função trigonométrica seja a função de uma incógnita.

sen x = cos 2x
sen 2x – cos 4x = 0
4 . sen3 x – 3 . sen x = 0

São exemplos de equações trigonométricas, pois a incógnita


pertence à função trigonométrica.
2
x + sen 30° . (x + 1) = 15
Esse é um exemplo de equação do segundo grau e não de
uma equação trigonométrica, pois a incógnita não pertence à
função trigonométrica.

Grande parte das equações trigonométricas é escrita na forma


de equações trigonométricas elementares ou equações
trigonométricas fundamentais, representadas da seguinte
forma:
OBS.: As fórmulas anteriores não são válidas se os
denominadores tomarem valores nulos. sen x = sen a

RELAÇÕES ENTRE FUNÇÕES DE MESMO ARCO cos x = cos a


Conhecendo o valor de um arco podemos calcular o valor das
tg x = tag a
funções trigonométricas (em função desse arco): seno,
coseno, tangente, cosecante, cotangente.
Cada uma dessas equações acima possui um tipo de solução,
ou seja, de um conjunto de valores que a incógnita deverá
Quando estamos trabalhando com um mesmo ângulo (arco)
assumir em cada equação.
as funções aplicadas a esse arco formarão relações entre si.
Veja as principais relações trigonométricas de funções de
mesmo arco: INEQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS
Aplicação
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Dado o termo geral de uma sequência, é sempre fácil


determiná-la.
2
Seja por exemplo a sequência de termo geral an = n + 4n +
10, para n inteiro e positivo.
Nestas condições, podemos concluir que a sequência poderá
ser escrita como:
(15, 22, 31, 42, 55, 70, ... ).
Por exemplo:
2
a6 = 70 porque a6 = 6 + 4.6 + 10 = 36 + 24 + 10 = 70.

CONCEITO DE PROGRESSÃO ARITMÉTICA - PA


Chama-se Progressão Aritmética – PA – à toda sequência
numérica cujos termos a partir do segundo, são iguais ao
5. INEQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS anterior somado com um valor constante denominado razão.
Uma inequação trigonométrica é uma desigualdade em que Exemplos:
aparecem funções trigonométricas da incógnita. A = ( 1, 5, 9, 13, 17, 21, ... ) razão = 4 (PA crescente)
Exemplos: B = ( 3, 12, 21, 30, 39, 48, ... ) razão = 9 (PA crescente)
C = ( 5, 5, 5, 5, 5, 5, 5, ... ) razão = 0 (PA constante)
D = ( 100, 90, 80, 70, 60, 50, ... ) razão = -10 ( PA
decrescente).

Termo Geral de uma Progressão Aritmética


Seja a PA genérica (a1, a2, a3, ... , an, ...) de razão r.
Aplicação De acordo com a definição podemos escrever:
a2 = a1 + 1.r
a3 = a2 + r = (a1 + r) + r = a1 + 2r
a4 = a3 + r = (a1 + 2r) + r = a1 + 3r
.....................................................
Podemos inferir (deduzir) das igualdades acima que: ..............
an = a1 + (n – 1) . r

A expressão an = a1 + (n – 1) . r é denominada termo geral da


PA.

Nesta fórmula, temos que an é o termo de ordem n (n-ésimo


termo) , r é a razão ea1 é o primeiro termo da Progressão
Aritmética – PA.

SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS Exemplos:


Chama-se sequência ou sucessão numérica, a qualquer Qual o milésimo número ímpar positivo?
conjunto ordenado de números reais ou complexos. Assim, Temos a PA: ( 1, 3, 5, 7, 9, ... ) onde o primeiro termo a 1= 1, a
por exemplo, o conjunto ordenado A = ( 3, 5, 7, 9, 11, ... , 35) é razão r = 2 e queremos calcular o milésimo termo a1000.
uma sequência cujo primeiro termo é 3, o segundo termo é 5, Nestas condições, n = 1000 e poderemos escrever:
o terceiro termo é 7 e assim sucessivamente. a1000 = a1 + (1000 - 1).2 = 1 + 999.2 = 1 + 1998 = 1999.
Uma sequência pode ser finita ou infinita. Portanto, 1999 é o milésimo número ímpar.
O exemplo dado acima é de uma sequência finita. Qual o número de termos da PA: ( 100, 98, 96, ... , 22) ?
Já a sequência P = (0, 2, 4, 6, 8, ... ) é infinita. Temos a1 = 100, r = 98 -100 = - 2 e an = 22 e desejamos
Uma sequência numérica pode ser representada calcular n.
genericamente na forma: Substituindo na fórmula do termo geral, fica: 22 = 100 + (n - 1).
(a1, a2, a3, ... , ak, ... , an, ...) onde a1 é o primeiro termo, a2 é o (- 2) ;
segundo termo, ... , aké o k-ésimo termo, ... , an é o n-ésimo logo, 22 - 100 = - 2n + 2 e, 22 - 100 - 2 = - 2n de onde conclui-
termo. (Neste caso, k < n). se que - 80 = - 2n ,
Por exemplo, na sequência Y = ( 2, 6, 18, 54, 162, 486, ... ) de onde vem n = 40.
podemos dizer que a3 = 18, a5 = 162, etc. Portanto, a PA possui 40 termos.
São de particular interesse, as sequências cujos termos
obedecem a uma lei de formação, ou seja é possível escrever Através de um tratamento simples e conveniente da fórmula
uma relação matemática entre eles. do termo geral de uma Progressão Aritmética, podemos
Assim, na sequência Y acima, podemos observar que cada generaliza-la da seguinte forma:
termo a partir do segundo é igual ao anterior multiplicado por Sendo aj o termo de ordem j (j-ésimo termo) da PA e ak o
3. termo de ordem k ( k-ésimo termo) da PA, poderemos
A lei de formação ou seja a expressão matemática que escrever a seguinte fórmula genérica:
relaciona entre si os termos da sequência, é aj = ak + (j - k).r
denominada termo geral. Exemplos:
Considere por exemplo a sequência S cujo termo geral seja Se numa Progressão Aritmética o quinto termo é 30 e o
dado por an = 3n + 5, onde n é um número natural não nulo. vigésimo termo é 60, qual a razão?
Observe que atribuindo-se valores para n, obteremos o termo Temos a5 = 30 e a20 = 60.
an (n - ésimo termo) correspondente. Pela fórmula anterior, poderemos escrever:
Assim por exemplo, para n = 20, teremos a20 = a5 + (20 - 5) . r e substituindo fica: 60 = 30 + (20 - 5).r ;
an = 3.20 + 5 = 65, e portanto o vigésimo termo dessa 60 - 30 = 15r ; logo, r = 2.
sequência (a20) é igual a 65. Numa Progressão Aritmética de razão 5, o vigésimo termo
Prosseguindo com esse raciocínio, podemos escrever toda a vale 8. Qual o terceiro termo?
sequência S que seria: Temos r = 5, a20 = 8.
S = ( 8, 11, 14, 17, 20, ... ).
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Logo, o termo procurado será: a3 = a20 + (3 – 20).5 2n)/5].(n/2)


2
a3 = 8 –17.5 = 8 – 85 = - 77. Sn = (16n – 2n ) / 10
Ora, nós queremos que a soma Sn seja negativa; logo, vem:
2
Propriedades das Progressões Aritméticas (16n – 2n ) / 10 < 0
Numa PA, cada termo (a partir do segundo) é a média Como o denominador é positivo, para que a fração acima seja
aritmética dos termos vizinhos deste. negativa, o numerador deve ser negativo. Logo, deveremos
Exemplo: ter:
2
PA : ( m, n, r ) ; portanto, n = (m + r) / 2 16n – 2n < 0
Assim, se lhe apresentarem um problema de PA do tipo: Portanto, n(16 – 2n ) < 0
Três números estão em PA, ... , a forma mais inteligente de Ora, como n é o número de termos, ele é um número inteiro e
resolver o problema é considerar que a PA é do tipo: positivo. Portanto, para que o produto acima seja negativo,
(x - r, x, x + r), onde r é a razão da PA. deveremos ter:
16 – 2n < 0, de onde vem 16 < 2n ou 2n > 16 ou n > 8.
Numa PA, a soma dos termos equidistantes dos extremos Como n é um número inteiro positivo, deduzimos
é constante. imediatamente que n = 9.
Exemplo: Portanto, a alternativa correta é a letra A.
PA : ( m, n, r, s, t); portanto, m + t = n + s = r + r = 2r 2 - As medidas dos lados de um triângulo são expressas por x
2
Estas propriedades facilitam sobremaneira a solução de + 1, 2x , x - 5 e estão em P.A. , nesta ordem. O perímetro do
problemas. triângulo vale:
a) 8
Soma dos n primeiros termos de uma Progressão b) 12
Aritmética c) 15
Seja a PA ( a1, a2, a3, ..., an-1, an). *d) 24
A soma dos n primeiros termos Sn = a1 + a2 + a3 + ... + an-1 + e) 33
an , pode ser deduzida facilmente, da aplicação da segunda
propriedade acima. SOLUÇÃO:
2
Temos: Ora, se x + 1, 2x , x – 5 formam uma P.A. , podemos
Sn = a1 + a2 + a3 + ... + an-1 + an escrever:
2
É claro que também poderemos escrever a igualdade acima 2x – (x + 1) = (x – 5) – 2x
2
como: 2x – x –1 + 5 – x + 2x = 0
2
Sn = an + an-1 + ... + a3 + a2 + a1 3x + 4 – x = 0
Somando membro a membro estas duas igualdades, vem: Multiplicando por (-1) ambos os membros da igualdade acima,
2. Sn = (a1 + an) + (a2 + an-1) + ... + (an + a1) fica:
2
Logo, pela segunda propriedade acima, as n parcelas entre x – 3x – 4 = 0
parênteses possuem o mesmo valor ( são iguais à soma dos Resolvendo a equação do segundo grau acima encontraremos
termos extremos a1 + an ) , de onde concluímos x = 4 ou x = - 1.
inevitavelmente que: Assim, teremos:
2
[Link] = (a1 + an).n , onde n é o número de termos da PA. x = 4: os termos da P.A . serão: x+1, 2x, x – 5 ou substituindo
Daí então, vem finalmente que: o valor de x encontrado: 5, 8, 11, que são as medidas dos
lados do triângulo. Portanto, o perímetro do triângulo (soma
das medidas dos lados) será igual a 5+8+11 = 24.
O valor negativo de x não serve ao problema, já que levaria a
Exemplo: valores negativos para os lados do triângulo, o que é uma
Calcule a soma dos 200 primeiros números ímpares impossibilidade matemática, pois as medidas dos lados de um
positivos. triângulo são necessariamente positivas. Portanto, a
Temos a PA: ( 1, 3, 5, 7, 9, ... ) alternativa correta é a letra D.
Precisamos conhecer o valor de a200 . 3 - UFBA - Um relógio que bate de hora em hora o número de
Mas, a200 = a1 + (200 - 1).r = 1 + 199.2 = 399 vezes correspondente a cada hora, baterá , de zero às 12
Logo, Sn = [(1 + 399). 200] / 2 = 40.000 horas x vezes. Calcule o dobro da terça parte de x.
Portanto, a soma dos duzentos primeiros números ímpares Resp: 60.
positivos é igual a 40000.
SOLUÇÃO:
EXERCÍCIOS DE PROGRESSÃO ARITMÉTICA- Teremos que:
RESOLVIDOS E PROPOSTOS: 0 hora o relógio baterá 12 vezes. (Você não acha que bateria
1 - Qual é o número mínimo de termos que se deve somar na 0 vezes, não é?).
P.A. :( 7/5 , 1 , 3/5 , ... ) , a partir do primeiro termo, para que a 1 hora o relógio baterá 1 vez
soma seja negativa? 2 horas o relógio baterá 2 vezes
*a) 9 3 horas o relógio baterá 3 vezes
b) 8 ....................................................
c) 7 ....................................................
d)6 12 horas o relógio baterá 12 vezes.
e) 5 Logo, teremos a seguinte sequência:
(12, 1, 2, 3, 4, 5, ... , 12)
SOLUÇÃO: A partir do segundo termo da sequência acima, temos uma PA
Temos: a1 = 7/5 e r = 1 – 7/5 = 5/5 – 7/5 = -2/5, ou seja: r = - de 12 termos, cujo primeiro termo é igual a 1, a razão é 1 e o
2/5. último termo é 12.
Poderemos escrever então, para o n-ésimo termo an:
an = a1 + (n – 1).r = 7/5 + (n – 1).(-2/5) Portanto, a soma dos termos desta PA será:
an = 7/5 – 2n/5 + 2/5 = (7/5 + 2/5) –2n/5 = 9/5 –2n/5 = (9 – S = (1 + 12).(12/2) = 13.6 = 78
2n)/5 A soma procurada será igual ao resultado anterior (a PA
A soma dos n primeiros termos, pela fórmula vista em vermelho acima) mais as 12 batidas da zero hora. Logo, o
anteriormente será então: número x será igual a x = 78 + 12 = 90.
Sn = (a1 + an). (n/2) = [(7/5) + (9 – 2n)/5].(n/2) = [(16 –

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2
Logo, o dobro da terça parte de x será: 2. (90/3) = 2.30 a3 = a2 . q = (a1 . q) . q = a1 . q
2 3
= 60, que é a resposta do problema proposto. a4 = a3 . q = (a1 . q ) . q = a1 . q
4 - UFBA - Numa progressão aritmética, o primeiro termo é 1 e ................................................
a soma do n-ésimo termo com o número de termos é 2. ................................................
n-1
Calcule a razão dessa progressão. Infere-se (deduz-se) que: an = a1 . q , que é denominada
Resp: r = -1 fórmula do termo geral da PG.
j-k
Genericamente, poderemos escrever: aj = ak . q
SOLUÇÃO: Exemplos:
Temos: a1 = 1 e an + n = 2, onde an é o n-ésimo termo. a) Dada a PG (2,4,8,... ), pede-se calcular o décimo termo.
Fazendo n = 2, vem: a2 + 2 = 2, de onde vem imediatamente Temos: a1 = 2, q = 4/2 = 8/4 = ... = 2. Para calcular o décimo
que a2 = 0. termo ou seja a10, vem pela fórmula:
9 9
Daí, r = a2 – a1 = 0 – 1 = -1, que é a resposta procurada. a10 = a1 . q = 2 . 2 = 2. 512 = 1024
5 - A soma dos múltiplos positivos de 8 formados por 3 b) Sabe-se que o quarto termo de uma PG crescente é igual a
algarismos é: 20 e o oitavo termo é igual a 320. Qual a razão desta PG?
a) 64376 Temos a4 = 20 e a8 = 320. Logo, podemos escrever: a8 = a4 .
8-4 4
b) 12846 q . Daí, vem: 320 = 20.q
4
c) 21286 Então q =16 e portanto q = 2.
d) 112 Nota: Uma PG genérica de 3 termos, pode ser expressa
*e) 61376 como:
(x/q, x, xq), onde q é a razão da PG.
SOLUÇÃO:
Números com 3 algarismos: de 100 a 999. 3 - Propriedades principais
Primeiro múltiplo de 8 maior do que 100 = 104 (que é igual a P1 - em toda PG, um termo é a média geométrica dos termos
8x13) imediatamente anterior e posterior.
Maior múltiplo de 8 menor do que 999 = 992 (que é igual a Exemplo: PG (A,B,C,D,E,F,G)
2 2 2 2
8x124) Temos então: B = A . C ; C = B . D ; D = C . E ; E = D . F
Temos então a PA: (104, 112, 120, 128, 136, ... , 992). etc.
Da fórmula do termo geral an = a1 + (n – 1) . r poderemos P2 - o produto dos termos equidistantes dos extremos de uma
escrever: PG é constante.
992 = 104 + (n – 1).8, já que a razão da PA é 8. Exemplo: PG ( A,B,C,D,E,F,G)
2
Daí vem: n = 112 Temos então: A . G = B . F = C . E = D . D = D
Aplicando a fórmula da soma dos n primeiros termos de uma
PA, teremos finalmente: 4 - Soma dos n primeiros termos de uma PG
Sn = S112 = (104 + 992).(112/2) = 61376 Seja a PG (a1, a2, a3, a4, ... , an , ...) . Para o cálculo da soma
A alternativa correta é portanto, a letra E. dos n primeiros termosSn , vamos considerar o que segue:
6 – Determinar o centésimo termo da progressão aritmética na Sn = a1 + a2 + a3 + a4 + ... + an-1 + an
qual a soma do terceiro termo com o sétimo é igual a 30 e a Multiplicando ambos os membros pela razão q vem:
soma do quarto termo com o nono é igual a 60. Sn . q = a1 . q + a2 .q + .... + an-1 . q + an .q .
Resp: 965 Logo, conforme a definição de PG, podemos reescrever a
expressão acima como:
SOLUÇÃO: Sn . q = a2 + a3 + ... + an + an . q
Podemos escrever: Observe que a2 + a3 + ... + an é igual a Sn - a1 . Logo,
a3 + a7 = 30 substituindo, vem:
a4 + a9 = 60 Sn . q = Sn - a1 + an . q
Usando a fórmula do termo geral, poderemos escrever: Daí, simplificando convenientemente, chegaremos à seguinte
a1 + 2r + a1 + 6r = 30 ou 2.a1 + 8r = 30 fórmula da soma:
a1 + 3r + a1 + 8r = 60 ou 2.a1 + 11r = 60
Subtraindo membro a membro as duas expressões em
negrito, vem:
n-1
3r = 30 , de onde concluímos que a razão é igual a r = 10. Se substituirmos a n = a1 . q , obteremos uma nova
Substituindo numa das equações em negrito acima, vem: apresentação para a fórmula da soma, ou seja:
2.a1 + 8.10 = 30, de onde tiramos a1 = - 25.
Logo, o centésimo termo será:
a100 = a1 + 99r = - 25 + 99.10 = 965
Exemplo:
PROGRESSÃO GEOMÉTRICA, PG Calcule a soma dos 10 primeiros termos da PG (1,2,4,8,...)
Entenderemos por progressão geométrica - PG - como Temos:
qualquer sequência de números reais ou complexos, onde
cada termo a partir do segundo, é igual ao anterior,
multiplicado por uma constante denominada razão.
Exemplos: Observe que neste caso a1 = 1.
(1,2,4,8,16,32, ... ) PG de razão 2 5 - Soma dos termos de uma PG decrescente e ilimitada
(5,5,5,5,5,5,5, ... ) PG de razão 1 Considere uma PG ILIMITADA ( infinitos termos) e
(100,50,25, ... ) PG de razão 1/2 decrescente. Nestas condições, podemos considerar que no
(2,-6,18,-54,162, ...) PG de razão -3 limite teremos an = 0. Substituindo na fórmula anterior,
encontraremos:
2 - Fórmula do termo geral
Seja a PG genérica: (a1, a2, a3, a4, ... , a n, ... ) , onde a1 é o
primeiro termo, e an é o n-ésimo termo, ou seja, o termo de
ordem n. Sendo q a razão da PG, da definição podemos
Exemplo:
escrever:
Resolva a equação: x + x/2 + x/4 + x/8 + x/16 + ... =100
a 2 = a1 . q

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Ora, o primeiro membro é uma PG de primeiro termo x e razão C) 2x


1/2. Logo, substituindo na fórmula, vem: D) n.x
E) 1978x
Solução:

Daí, vem: x = 100 . 1/2 = 50 Observe que a expressão dada pode ser escrita como:
1/2 1/4 1/8 1/16 1/2 + 1 / 4 + 1/8 + 1/16 + ...
x .x .x .x . ... = x
Exercícios resolvidos e propostos O expoente é a soma dos termos de uma PG infinita de
Se a soma dos três primeiros termos de uma PG decrescente primeiro termo a1 = 1 /2 e
é 39 e o seu produto é 729 , então sendo a, b e c os tres razão q = 1 /2. Logo, a soma valerá: S = a1 / (1 – q) = (1 /2) / 1
2 2 2
primeiros termos , pede-se calcular o valor de a + b + c . – (1 /2) = 1
1/2 + 1 / 4 + 1/8 + 1/16 + ... 1
Solução: Então, x =x =x

Sendo q a razão da PG, poderemos escrever a sua forma Questão: Os números que expressam os ângulos de um
genérica: (x/q, x, xq). quadrilátero, estão em progressão geométrica de razão 2. Um
Como o produto dos 3 termos vale 729, vem: desses ângulos mede:
x/q . x . xq = 729 de onde concluímos que: a) 28°
3 6 3 3 3
x = 729 = 3 = 3 . 3 = 9 , logo, x = 9. b) 32°
Portanto a PG é do tipo: 9/q, 9, 9q c) 36°
É dado que a soma dos 3 termos vale 39, logo: *d) 48°
9/q + 9 + 9q = 39 de onde vem: 9/q + 9q – 30 = 0 e) 50°
Multiplicando ambos os membros por q, fica:
2
9 + 9q – 30q = 0 Solução:
Dividindo por 3 e ordenando, fica: Seja x o menor ângulo interno do quadrilátero em questão.
2
3q – 10q + 3 = 0, que é uma equação do segundo grau. Como os ângulos estão em Progressão Geométrica de razão
Resolvendo a equação do segundo grau acima encontraremos 2, podemos escrever a PG de 4 termos:
q = 3 ou q = 1/3. ( x, 2x, 4x, 8x ).
Como é dito que a PG é decrescente, devemos considerar Ora, a soma dos ângulos internos de um quadrilátero vale
apenas o valor 360º . Logo,
q = 1/3, já que para q = 3, a PG seria crescente. x + 2x + 4x + 8x = 360º
Portanto, a PG é: 15.x = 360º
9/q, 9, 9q, ou substituindo o valor de q vem: 27, 9, 3. Portanto, x = 24º . Os ângulos do quadrilátero são,
O problema pede a soma dos quadrados, logo: portanto: 24º, 48º, 96º e 192º.
2 2 2 2 2 2
a + b + c = 27 + 9 + 3 = 729 + 81 + 9 = 819 O problema pede um dos ângulos. Logo, alternativa D.
6.2 - Sabe-se que S = 9 + 99 + 999 + 9999 + ... + 999...9 onde
a última parcela contém n algarismos. Nestas condições, o
n+1 MATRIZES
valor de 10 - 9(S + n) é:
A)1 Elementos básicos para a construção de matrizes
*B) 10 Aqui tomaremos o conjunto N dos números naturais, como:
C) 100 N={1,2,3,4,5,6,7,...}
D) -1 O produto cartesiano N×N indicará o conjunto de todos os
E) -10 pares ordenados da forma (a,b), onde a e b são números
Solução: naturais, isto é:
N×N={(a,b): a e b são números naturais }
Observe que podemos escrever a soma S como:
Uma relação importante em N×N é:
S = (10 – 1) + (100 – 1) + (1000 – 1) + (10000 – 1) + ... +
n
(10 – 1) Smn={(i,j): 1<i<m, 1<j<n}
2 3 4 n
S = (10 – 1) + (10 – 1) + (10 – 1) + (10 – 1) + ... + (10 – 1)
DEFINIÇÃO DE MATRIZ
Como existem n parcelas, observe que o número (– 1) é Uma matriz real (ou complexa) é uma função que a cada par
somado n vezes, ordenado (i,j) no conjunto Smn associa um número real (ou
resultando em n(-1) = - n. complexo).
Logo, poderemos escrever: Uma forma comum e prática para representar uma matriz
2 3 4 n
S = (10 + 10 + 10 + 10 + ... + 10 ) – n definida na forma acima é através de uma tabela contendo
2 3 4 n
Vamos calcular a soma Sn = 10 + 10 + 10 + 10 + ... + 10 , m×n números reais (ou complexos). Identificaremos a matriz
que é uma PG de primeiro termo a1 = 10, razão q = 10 e último abaixo com a letra A.
n
termo an = 10 . Teremos:
n n+1 a(1,1) a(1,2) ... a(1,n)
Sn = (an.q – a1) / (q –1) = (10 . 10 – 10) / (10 – 1) = (10 –
10) / 9 a(2,1) a(2,2) ... a(2,n)
Substituindo em S, vem: ... ... ... ...
n+1
S = [(10 – 10) / 9] – n a(m,1) a(m,2) ... a(m,n)
n+1
Deseja-se calcular o valor de 10 - 9(S + n)
n+1 n+1
Temos que S + n = [(10 – 10) / 9] – n + n = (10 – 10) / 9 Definições básicas sobre matrizes
Substituindo o valor de S + n encontrado acima, fica: 1. Ordem: Se a matriz A tem m linhas e n colunas,
n+1 n+1 n+1 n+1 n+1
10 – 9(S + n) = 10 – 9(10 – 10) / 9 = 10 – (10 – dizemos que a ordem da matriz é m×n.
10) = 10 2. Posição de um elemento: Na tabela acima a posição
de cada elemento aij=a(i,j) é indicada pelo par ordenado (i,j).
3. Notação para a matriz: Indicamos uma matriz A pelos
6.3 - O limite da expressão onde x é seus elementos, na forma: A=[a(i,j)].
positivo, quando o número de radicais aumenta 4. Diagonal principal: A diagonal principal da matriz é
indefinidamente indicada pelos elementos da forma a(i,j) onde i=j.
é igual a: 5. Matriz quadrada é a matriz que tem o número de
A)1/x linhas igual ao número de colunas, i.e., m=n.
*B) x
32
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6. A diagonal secundária de uma matriz quadrada de A soma (adição) de duas matrizes A=[a(i,j)] e B=[b(i,j)] de
ordem n é indicada pelos n elementos: mesma ordem m×n, é uma outra matriz C=[c(i,j)], definida por:
a(1,n), a(2,n-1), a(3,n-2), a(4,n-3), a(5,n-4), ..., a(n-1,2), a(n,1) c(i,j) = a(i,j) + b(i,j)
7. Matriz diagonal é a que tem elementos nulos fora da para todo par ordenado (i,j) em Smn.
diagonal principal. Exemplo: A soma das matrizes A e B é a terceira matriz
8. Matriz real é aquela que tem números reais como indicada abaixo.
elementos.
9. Matriz complexa é aquela que tem números -23 10 10 5 -13 15
+ =
complexos como elementos. 7 9 8 9 15 18
10. Matriz nula é aquela que possui todos os elementos
iguais a zero. Propriedades da soma de matrizes
11. Matriz identidade, denotada por Id, tem os elementos A1: Associativa: Para quaisquer matrizes A, B e C, de mesma
da diagonal principal iguais a 1 e zero fora da diagonal ordem m×n, vale a igualdade:
principal. (A + B) + C = A + (B + C)
12. Matriz diagonal é aquela que tem todos os elementos A2: Comutativa: Para quaisquer matrizes A e B, de mesma
nulos fora da diagonal principal. Alguns elementos da diagonal ordem m×n, vale a igualdade:
principal podem ser nulos. A+B=B+A
A3: Elemento neutro: Existe uma matriz nula 0 que somada
Exemplos de matrizes com qualquer outra matriz A de mesma ordem, fornecerá a
Matriz 4x4 de números reais: própria matriz A, isto é:
12 -6 7 18 0+A=A
-23 -24 0 0 A4: Elemento oposto: Para cada matriz A, existe uma matriz -
A, denominada a oposta de A, cuja soma entre ambas
0 0 5 0 fornecerá a matriz nula de mesma ordem, isto é:
0 0 0 9 A + (-A) = 0
Matriz 4x4 de números complexos:
Multiplicação de escalar por matriz e suas propriedades
12 -6+i 7 i Seja k um escalar e A=[a(i,j)] uma matriz. Definimos a
-i -24 0 0 multiplicação do escalar k pela matriz A, como uma outra
matriz C=k.A, definida por:
0 0 5+i 5-i c(i,j) = k. a(i,j)
0 0 0 9 para todo par ordenado (i,j) em Smn.
Exemplo: A multiplicação do escalar -4 pela matriz A, definida
Matriz nula com duas linhas e duas colunas:
por:
0 0
-2 10 -8 -40
0 0 -4 =
7 9 28 36
Matriz nula com três linhas e duas colunas:
0 0
Propriedades da multiplicação de escalar por matriz
0 0 E1: Multiplicação pelo escalar 1: A multiplicação do escalar 1
por qualquer matriz A, fornecerá a própria matriz A, isto é:
0 0
1.A = A
Matriz identidade com três linhas e três colunas: E2: Multiplicação pelo escalar zero: A multiplicação do escalar
1 0 0 0 por qualquer matriz A, fornecerá a matriz nula, isto é:
0 1 0 0.A = 0
E3: Distributividade das matrizes: Para quaisquer matrizes A e
0 0 1 B de mesma ordem e para qualquer escalar k, tem-se:
Matriz diagonal com quatro linhas e quatro colunas: k (A+B) = k A + k B
23 0 0 0 E4: Distributividade dos escalares: Para qualquer matriz A e
para quaisquer escalares p e q, tem-se:
0 -56 0 0
(p + q) A = p A + q A
0 0 0 0
0 0 0 100 Multiplicação de matrizes
Seja a matriz A=[a(i,j)] de ordem m×n e a matriz B=(b(k,l)) de
ordem nxr. Definimos o produto das matrizes A e B como uma
Matrizes iguais outra matriz C=A.B, definida por:
Duas matrizes A=[a(i,j)] e B=[b(i,j)], de mesma ordem m×n,
são iguais se todos os seus correspondentes elementos são c(u,v) = a(u,1) b(1,v) + a(u,2) b(2,v) + ... + a(u,m) b(m,v)
iguais, isto é: para todo par (u,v) em Smr.
Para obter o elemento da 2a. linha e 3a. coluna da matriz
a(i,j) = b(i,j)
produto C=A.B, isto é, o elemento c(2,3), devemos:
para todo par ordenado (i,j) em Smn. 1. multiplicar os primeiros elementos da 2a. linha e 3a.
Exercício: Determinar os valores de x e y para que sejam coluna;
iguais as matrizes abaixo, isto é: 2. multiplicar os segundos elementos da 2a. linha e 3a.
1 2 x-1 y-1 coluna;
= 2
3. multiplicar os terceiros elementos da 2a. linha e 3a. coluna;
3 4 x+y x 4. multiplicar os quartos elementos da 2a. linha e 3a. coluna;
5. somar os quatro produtos obtidos anteriomente.
Soma de matrizes e suas propriedades
Assim:
c23 = a21 b13 + a22 b23 + a23 b33 + a24 b43
33
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t
Podemos visualizar esta operação através das matrizes e segue que as linhas de A se transformam nas colunas de A .
seguintes. Basta observar a linha em azul na primeira matriz,
a coluna em azul na segunda matriz e o elemento em azul na Propriedades das matrizes transpostas
terceira matriz. T1: A transposta da transposta da matriz é a própria matriz.
t t
a11 a12 a13 a14 b11 b12 b13 b14 c11 c12 c13 c14 (A ) = A
T2: A transposta da multiplicação de um escalar por uma
a21 a22 a23 a24 b21 b22 b23 b24 c21 c22 c23 c24 matriz é igual ao próprio escalar multiplicado pela transposta
× = da matriz.
a31 a32 a33 a34 b31 b32 b33 b34 c31 c32 c33 c34 t t
(kA) = k (A )
a41 a42 a43 a44 b41 b42 b43 b44 c41 c42 c43 c44 T3: A transposta da soma de duas matrizes é a soma das
Observação: Somente podemos multiplicar duas matrizes se o transpostas dessas matrizes.
t t t
número de colunas da primeira for igual ao número de linhas (A + B) = A + B
da segunda. T4: A transposta do produto de duas matrizes é igual ao
produto das transpostas das matrizes na ordem trocada.
Propriedades da multiplicação de matrizes t
(A B) = B A
t t

Para todas as matrizes A, B e C que podem ser multiplicadas,


temos algumas propriedades:
Matrizes simétricas e anti-simétricas e suas propriedades
M1: Nem sempre vale a comutatividade: Em geral, A×B é
Uma matriz A é simétrica se é uma matriz quadrada tal que:
diferente de B×A, como é o caso do produto que segue, onde t
A está cor vermelha e B em cor preta: A =A
Uma matriz A é anti-simétrica se é uma matriz quadrada tal
1 2 3 1 2 que:
t
2 4 6 × 3 5 A = -A

3 6 9 7 9 Propriedades das matrizes simétricas e anti-simétricas


M2: Distributividade da soma à direita S1: Se A é uma matriz simétrica de ordem n, então para todo
A (B+C) = A B + A C escalar k, a matriz k.A é simétrica.
S2: Se A é uma matriz quadrada de ordem n, então a matriz
M3: Distributividade da soma à esquerda t
B=A+A é simétrica.
(A + B) C = A C + B C S3: Se A é uma matriz quadrada de ordem n, então a matriz
t
M4: Associatividade B=A-A é anti-simétrica.
A (B C) = (A B) C S4: Se A é uma matriz quadrada de ordem n, então A sempre
M5: Nulidade do produto: Pode acontecer que o produto de pode ser decomposta como a soma de uma matriz simétrica S
duas matrizes seja a matriz nula, isto é: AB=0, embora nem A com uma matriz anti-simétrica T, isto é, A=S+T, e neste caso:
t t
nem B sejam matrizes nulas, como é o caso do produto: S =(1/2)(A + A ) e T =(1/2)(A - A )
0 1 0 2 0 0
× = Determinantes
0 0 0 0 0 0 Como já vimos, matriz quadrada é a que tem o mesmo
número de linhas e de colunas (ou seja, é do tipo nxn).
M6: Nem sempre vale o cancelamento: Se ocorrer a igualdade A toda matriz quadrada está associado um número ao qual
AC=BC, então nem sempre será verdadeiro que A=B, pois damos o nome de determinante.
existem exemplos de matrizes como as apresentadas abaixo, Dentre as várias aplicações dos determinantes na
tal que: Matemática, temos:
0 1 0 5 0 2 0 5  resolução de alguns tipos de sistemas de equações
× = × lineares;
0 0 0 0 0 0 0 0
 cálculo da área de um triângulo situado no plano
mas as matrizes A e B são diferentes. cartesiano, quando são conhecidas as coordenadas dos seus
vértices;
Matrizes com propriedades especiais
1. Uma matriz A é nilpotente de índice k natural, se: Determinante de 1ª ordem
k
A =0 Dada uma matriz quadrada de 1ª ordem M=[a11], o seu
2. Uma matriz A é periódica de índice k natural, se: determinante é o número real a11:
k+1 det M =Ia11I = a11
A =A
Observação: Representamos o determinante de uma matriz
3. Uma matriz A é idempotente, se: entre duas barras verticais, que não têm o significado de
2
A =A módulo.
4. As matrizes A e B são comutativas, se: Por exemplo:
AB=BA  M= [5] det M = 5  M = [-3] det M = -
5. As matrizes A e B são anti-comutativas, se: ou I 5 I = 5 3 ou I -3 I = -3
AB=-BA
6. A matriz identidade Id multiplicada por toda matriz A, Determinante de 2ª ordem
fornecerá a própria matriz A, quando o produto fizer sentido.
Id A = A
7. A matriz A será a inversa da matriz B, se:
Dada a matriz , de ordem 2, por definição
A B = Id e B A = Id
o determinante associado a M, determinante de 2ª ordem, é
dado por:
A transposta de uma matriz e suas propriedades
Dada uma matriz A=[a(i,j)] de ordem m×n, definimos a
transposta da matriz A como a matriz
t
A = [a(j,i)]
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Portanto, o determinante de uma matriz de ordem 2 é dado


pela diferença entre o produto dos elementos da diagonal
principal e o produto dos elementos da diagonal secundária.
Veja o exemplo a seguir.

Menor complementar
Chamamos de menor complementar relativo a um
elemento aij de uma matriz M, quadrada e de ordem n>1, o
determinante MCij , de ordem n - 1, associado à matriz obtida
de M quando suprimimos a linha e a coluna que passam
por aij . Teorema de Laplace
Vejamos como determiná-lo pelos exemplos a seguir: O determinante de uma matriz quadrada M =
[aij]mxn pode ser obtido pela soma dos produtos dos
elementos de uma fila qualquer ( linha ou coluna) da
a) Dada a matriz , de ordem 2, para matriz M pelos respectivos cofatores.
determinar o menor complementar relativo ao
Assim, fixando , temos:
elemento a11(MC11), retiramos a linha 1 e a coluna 1:

em que é o somatório de todos os termos de índice i,


variando de 1 até m, .
Da mesma forma, o menor complementar relativo ao elemento
a12 é: REGRA DE SARRUS
O cálculo do determinante de 3ª ordem pode ser feito por
meio de um dispositivo prático, denominadoregra de Sarrus.
Acompanhe como aplicamos essa regra

para .
b) Sendo , de ordem 3, temos:
1º passo: Repetimos as duas primeiras colunas ao lado da
terceira:
 

Cofator
Chamamos de cofator ou complemento algébrico relativo a
um elemento aij de uma matriz quadrada de ordem n o
i+j
número Aij tal que Aij = (-1) . MCij .
Veja:
2º passo: Encontramos a soma do produto dos elementos
da diagonal principal com os dois produtos obtidos pela
multiplicação dos elementos das paralelas a essa diagonal (a
a) Dada , os cofatores relativos aos
elementos a11 e a12 da matriz M são: soma deve ser precedida do sinal positivo):

b) Sendo , vamos calcular os


cofatores A22, A23 e A31: 3º passo: Encontramos a soma do produto dos elementos
da diagonal secundária com os dois produtos obtidos pela

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multiplicação dos elementos das paralelas a essa diagonal ( a  a11, a12, ...,a1n são os coeficientes (reais ou
soma deve ser precedida do sinal negativo): complexos);
 b1 é o termo independente (número real ou
complexo).
Exemplos de equações lineares
1. 4 x + 3 y - 2 z = 0
2. 2 x - 3 y + 0 z - w = -3
3. x1 - 2 x2 + 5 x3 = 1
4. 4i x + 3 y - 2 z = 2-5i
Notação: Usamos R[x] para a raiz quadrada de x>0.
Exemplos de equações não-lineares
1. 3 x + 3y R[x] = -4
2 2
2. x + y = 9
3. x + 2 y - 3 z w = 0
2 2
4. x + y = -9
Assim:
Solução de uma equação linear
Uma sequência de números reais (r1,r2,r3,r4) é solução da
equação linear
a11 x1 + a12 x2 + a13 x3 + a14 x4 = b1
se trocarmos cada xi por ri na equação e este fato implicar que
o membro da esquerda é identicamente igual ao membro da
direita, isto é:
a11 r1 + a12 r2 + a13 r3 + a14 r4 = b1
Observação: Se desenvolvermos esse determinante de 3ª Exemplo: A sequência (5,6,7) é uma solução da equação
ordem aplicando o Teorema de Laplace, encontraremos o 2x+3y-2z=14 pois, tomando x=5, y=6 e z=7 na equação dada,
mesmo número real. teremos:
2×5 + 3×6 - 2×7 = 14
Determinante de ordem n > 3
Vimos que a regra de Sarrus é válida para o cálculo do
determinante de uma matriz de ordem 3. Quando a matriz é SISTEMAS DE EQUAÇÕES LINEARES
de ordem superior a 3, devemos empregar o Teorema de Um sistema de equações lineares ou sistema linear é um
Laplace para chegar a determinantes de ordem 3 e depois conjunto formado por duas ou mais equações lineares. Um
aplicar a regra de Sarrus. sistema linear pode ser representado na forma:
SISTEMAS LINEARES a11 x1 + a12 x2 +...+ a1n xn = b1
a21 x1 + a22 x2 +...+ a2n xn = b2
Esta página trata sobre equações lineares e inicia mostrando ... ... ... ...
uma aplicação de matrizes e sistemas lineares. As equações am1 x1 + am2 x2 +...+ amn xn = bn
lineares assim como os sistemas de equações são muito
utilizados no cotidiano das pessoas. onde
Exemplo: Uma companhia de navegação tem três tipos de  x1, x2, ..., xn são as incógnitas;
recipientes A, B e C, que carrega cargas em containers de três  a11, a12, ..., amn são os coeficientes;
tipos I, II e III. As capacidades dos recipientes são dadas pela  b1, b2, ..., bm são os termos independentes.
matriz:
Tipo do Recipiente I II III Solução de um sistema de equações lineares
Uma sequência de números (r1,r2,...,rn) é solução do sistema
A 4 32
linear:
B 5 23
a11 x1 + a12 x2 +...+ a1n xn = b1
C 2 23 a21 x1 + a22 x2 +...+ a2n xn = b2
Quais são os números de recipientes x1, x2 e x3 de cada ... ... ... ...
categoria A, B e C, se a companhia deve transportar 42 am1 x1 + am2 x2 +...+ amn xn = bn
containers do tipo I, 27 do tipo II e 33 do tipo III? se satisfaz identicamente a todas as equações desse sistema
Montagem do sistema linear linear.
4 x1 + 5 x2 + 2 x3 = 42 Exemplo: O par ordenado (2,0) é uma solução do sistema
3 x1 + 3 x2 + 2 x3 = 27 linear:
2 x1 + 2 x2 + 2 x3 = 33 2x + y = 4
Arthur Cayley (1821-1895): Matemático inglês nascido em x + 3y = 2
Richmond, diplomou-se no Trinity College de Cambridge. Na x + 5y = 2
sua vida, Cayley encontrou rivais em Euler e Cauchy sendo pois satisfaz identicamente a todas as equações do mesmo,
eles os três maiores produtores de materiais no campo da isto é, se substituirmos x=2 e y=0, os dois membros de cada
Matemática. Em 1858, Cayley apresentou representações por igualdade serão iguais em todas as equações.
matrizes. Segundo ele, as matrizes são desenvolvidas a partir
da noção de determinante, isto é, a partir do exame de
Consistência de Sistemas Lineares
sistemas de equações, que ele denominou: o sistema. Cayley
desenvolveu uma Álgebra das matrizes quadradas em termos O número de soluções de um sistema linear determina a sua
de transformações lineares homogêneas. classificação de duas maneiras com relação à sua
consistência:
Sistema possível ou consistente: Quando tem pelo menos
EQUAÇÃO LINEAR
uma solução.
É uma equação da forma a. Se tem uma única solução, o sistema é determinado.
a11 x1 + a12 x2 + a13 x3 + ... + a1n xn = b1 b. Se tem mais que uma solução, o sistema é
onde indeterminado.
 x1, x2, ..., xn são as incógnitas;
36
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Sistema impossível ou inconsistente: Se não admite qualquer mostra o resultado da ação da operação elementar. Nas linhas
solução. iniciais de cada tabela, você encontra a operação que foi
realizada.
Exemplos de sistemas com respeito às suas soluções 1. Troca de posição de duas equações do sistema
Sistema com uma única solução: As equações lineares abaixo Troca a Linha 1 com a Linha 3
representam duas retas no plano cartesiano que têm o ponto x + 2y - z = 2 4x + y - 5z = 9
(3,-2) como interseção. 2x-3y+2z=0 ~ 2x-3y+2z=0
x + 2y = -1 4x + y - 5z = 9 x + 2y - z = 2
2x - y = 8 2. Multiplicação de uma equação por um número não
Sistema com infinitas soluções: As equações lineares nulo
representam retas paralelas sobrepostas no plano cartesiano, Multiplica a Linha 1 pelo número 3
logo existem infinitos pontos que satisfazem a ambas as
x + 2y - z = 2 3x + 6y - 3z = 6
equações (pertencem a ambas as retas).
2x-3y+2z=0 ~ 2x-3y+2z=0
4x + 2y = 100 4x+y-5z=9 4x+y-5z=9
8x + 4y = 200
A equação resultante fica na linha 1
Sistema que não tem solução: As equações lineares
representam retas paralelas no plano cartesiano, logo, não 3. Adição de duas equações do sistema
existem pontos que pertençam às duas retas. Adição da Linha 2 com a Linha 3
x + 3y = 4 x+2y-z=2 3x+6y-3z=6
x + 3y = 5 2x -3y + 2z = 0 ~ 2x-3y+2z=0
4x + y - 5z = 9 6x - 2y - 3z = 9
Sistemas equivalentes A equação resultante fica na linha 3
Dois sistemas são equivalentes se admitem a mesma solução.
Exemplo: São equivalentes os sistemas S1 e S2 indicados Resolução de sistemas lineares por escalonamento
abaixo: Com o auxílio das três Operações Elementares sobre linhas,
3x + 6y = 42 1x + 2y = 14 podemos resolver sistemas lineares. Vamos mostrar como
S1 S2 funciona este processo através de um exemplo.
2x - 4y = 12 1x - 2y = 6
Exemplo: Consideremos o sistema com 3 equações e 3
pois eles admitem a mesma solução x=10 e y=2. incógnitas.
Notação: Quando dois sistemas S1 e S2 são equivalentes, 3x + y + z = 20
usamos a notação S1~S2. 2x - y - z = -15
-4x + y -5z = -41
Operações elementares sobre sistemas lineares Observação: Usamos Li+Lj->Lj para indicar a soma da linha i
Existem três tipos de operações elementares que podem ser com a linha j com o resultado na linha j. Usamos k Li->Li, para
realizadas sobre um sistema linear de equações de forma a indicar que multiplicamos a linha i pela constante k e o
transformá-lo em um outro sistema equivalente mais simples resultado ficou na linha i.
que o anterior. Na sequência trabalharemos com um exemplo
para mostrar como funcionam essas operações elementares
sobre linhas. O segundo sistema (o que aparece à direita) já
Passo 1: L1-L2->L1
3x + 1y + 1z = 20 1x + 2y + 2z = 35
2x - 1y - 1z = -15 ~ 2x-1y-1z=-15
-4x+1y-5z=-41 -4x+1y-5z=-41

Passo 2: L2-2.L1->L2
1x + 2y + 2z = 35 1x+2y+2z=35
2x - 1y - 1z = -15 ~ 0x - 5y - 5z = -85
-4x+1y-5z=-41 -4x+1y-5z=-41

Passo 3: L3+4.L1->L3
1x + 2y + 2z = 35 1x+2y+2z=35
0x-5y-5z=-85 ~ 0x-5y-5z=-85
-4x + 1y - 5z = -41 0x + 9y + 3z = 99

Passo 4:(-1/5)L2->L2,(1/3)L3->L3
1x+2y+2z=35 1x+2y+2z=35
0x - 5y - 5z = -85 ~ 0x + 1y + 1z = 17
0x + 9y + 3z = 99 0x + 3y + 1z = 33

Passo 5: L3-3.L2->L3
1x+2y+2z=35 1x+2y+2z=35
0x + 1y + 1z = 17 ~ 0x+1y+1z=17
0x + 3y + 1z = 33 0x + 0y - 2z = -18

Passo 6: (-1/2)L3->L3
1x+2y+2z=35 1x+2y+2z=35
~
0x+1y+1z=17 0x+1y+1z=17

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0x + 0y - 2z = -18 0x + 0y + 1z = 9

Passo 7: L2-L3->L2
1x+2y+2z=35 1x+2y+2z=35
0x + 1y + 1z = 17 ~ 0x + 1y + 0z = 8
0x + 0y + 1z = 9 0x+0y+1z=9

Passo 8: L1-2.L2-2.L3->L1
1x + 2y + 2z = 35 1x + 0y + 0z = 1
0x + 1y + 0z = 8~ 0x+1y+0z=8
0x + 0y + 1z = 9 0x+0y+1z=9

Passo 9: Simplificar coeficientes


1x + 0y + 0z = 1 x = 1
0x + 1y + 0z = 8~ y = 8
0x + 0y + 1z = 9 z=9
Após o escalonamento, observamos que a solução obtida é a11 a12 ... b1 ... a1n
exatamente fornecida pelo último sistema. a21 a22 ... b2 ... a2n
... ... ... ... ... ...
Sistemas lineares homogêneos an1 an2 ... bn ... ann
Um sistema linear é homogêneo quando os termos Quando as posições j=1,2,3 estão relacionadas com x1, x2 e
independentes de todas as equações são nulos. Todo sistema x3 e substituídas pelas incógnitas x, y e z, é comum escrever
linear homogêneo admite pelo menos a solução trivial, que é a Ax, Ay e Az.
solução identicamente nula. Assim, todo sistema linear Se det(A) é diferente de zero, é possível obter cada solução
homogêneo é possível. Este tipo de sistema poderá ser xj (j=1,...,n), dividindo det(Aj) por det(A), isto é:
determinado se admitir somente a solução trivial ou xj = det(Aj) / det(A)
indeterminado se admitir outras soluções além da trivial. Se det(A)=0, o sistema ainda poderá ser consistente, se todos
Exemplo: O sistema os determinantes nxn da matriz aumentada do sistema forem
2x - y + 3z = 0 iguais a zero.
4x + 2y - z = 0 Um sistema impossível: Seja o sistema
x - y + 2z = 0 2x + 3y + 4z = 27
é determinado, pois possui a solução x=0, y=0 e z=0. 1x - 2y + 3z = 15
3x + 1y + 7z = 40
REGRA DE CRAMER A matriz A e a matriz aumentada Au do sistema estão
Esta regra depende basicamente sobre o uso de mostradas abaixo.
determinantes. Para indicar o determinante de uma matriz X, 2 3 4 2 3 4 27
escreveremos det(X).
1 -2 3 1 -2 3 15
Seja um sistema linear com n equações e n incógnitas:
3 1 7 3 1 7 40
a11 x1 + a12 x2 +...+ a1j xj +...+ a1n xn = b1
a21 x1 + a22 x2 +...+ a2j xj +...+ a2n xn = b2 Como det(A)=0, devemos verificar se todos os determinantes
... ... ... ... das sub-matrizes 3×3 da matriz aumentada são nulos. Se
an1 xn + an2 xn +...+ anj xj +...+ ann xn = bn existir pelo menos um deles não nulo, o sistema será
A este sistema podemos associar algumas matrizes: impossível e este é o caso pois é não nulo o determinante da
 Matriz dos coeficientes: Formada pelos coeficientes das sub-matriz 3x3 formada pelas colunas 1, 2 e 4 da matriz
incógnitas do sistema, aqui indicada pela letra A. aumentada:
Matriz dos coeficientes 2 3 27
a11 a12 ... a1j ... a1n 1 -2 15
a21 a22 ... a2j ... a2n 3 1 40
... ... ... ... ... ...
Um sistema indeterminado: Consideremos agora o sistema
an1 an2 ... anj ... ann
(Quase igual ao anterior: trocamos 40 por 42 na última linha!)
 Matriz Aumentada do sistema: Formada todos os 2x + 3y + 4z = 27
coeficientes das incógnitas do sistema e também pelos termos
1x - 2y + 3z = 15
independentes.
3x + 1y + 7z = 42
Matriz Aumentada
A matriz A e a matriz aumentada Au do sistema, estão abaixo:
a11 a12 ... a1j ... a1n b1
a21 a22 ... a2j ... a2n b2 2 3 4 2 3 4 27
... ... ... ... ... ... 1 -2 3 1 -2 3 15
an1 an2 ... anj ... ann bn 3 1 7 3 1 7 42
 Matriz da incógnita xj: É a matriz Aj obtida ao substituirmos
a coluna j (1<j<n) da matriz A, pelos termos independentes Aqui, tanto det(A)=0 como todos os determinantes das sub-
das equações do sistema. matrizes 3×3 da matriz aumentada são nulos, então o sistema
é possível e indeterminado. Neste caso, observamos que a
Matriz da incógnita xj
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última linha é a soma das duas primeiras e como estas duas compostos. Estão incluídas: compras a médio e longo prazo,
primeiras dependem de x, y e z, você poderá encontrar as compras com cartão de crédito, empréstimos bancários, as
soluções, por exemplo, de x e y em função de z. aplicações financeiras usuais como Caderneta de Poupança e
Um sistema com solução única: Seja o sistema aplicações em fundos de renda fixa, etc. Raramente
2x + 3y + 4z = 27 encontramos uso para o regime de juros simples: é o caso das
1x - 2y + 3z = 15 operações de curtíssimo prazo, e do processo de desconto
3x + 1y + 6z = 40 simples de duplicatas.
A matriz A e a matriz dos termos independentes do sistema Taxa de juros
estão indicados abaixo. A taxa de juros indica qual remuneração será paga ao
dinheiro emprestado, para um determinado período. Ela vem
2 3 4 27 normalmente expressa da forma percentual, em seguida da
especificação do período de tempo a que se refere:
1 -2 3 15 8 % a.a. - (a.a. significa ao ano).
3 1 6 40 10 % a.t. - (a.t. significa ao trimestre).
Outra forma de apresentação da taxa de juros é a unitária,
Como det(A)=7, o sistema admite uma única solução que que é igual a taxa percentual dividida por 100, sem o símbolo
depende dos determinantes das matrizes Ax, Ay e Az, e tais %:
matrizes são obtidas pela substituição 1a., 2a. e 3a. colunas 0,15 a.m. - (a.m. significa ao mês).
da matriz A pelos termos independentes das três equações, 0,10 a.q. - (a.q. significa ao quadrimestre)
temos:
27 3 4 2 27 4 2 3 27 JUROS SIMPLES
Ax= 15 -2 Ay=
3 1 15 Az=
3 1 -2 15 O regime de juros será simples quando o percentual de
40 1 6 3 40 6 3 1 40 juros incidir apenas sobre o valor principal. Sobre os juros
gerados a cada período não incidirão novos juros. Valor
Como det(Ax)=65, det(Ay)=1 e det(Az)=14, a solução do Principal ou simplesmente principal é o valor inicial
sistema é dada por: emprestado ou aplicado, antes de somarmos os juros.
x = det(Ax)/det(A) = 65/7 Transformando em fórmula temos:
y = det(Ay)/det(A) = 1/7 J=P.i.n
z = det(Az)/det(A) = 14/7
Onde:
J = juros
MATEMÁTICA FINANCEIRA
P = principal (capital)
Conceitos básicos
i = taxa de juros
A Matemática Financeira é uma ferramenta útil na análise de n = número de períodos
algumas alternativas de investimentos ou financiamentos de
Exemplo: Temos uma dívida de R$ 1000,00 que deve ser
bens de consumo. Consiste em empregar procedimentos
paga com juros de 8% a.m. pelo regime de juros simples e
matemáticos para simplificar a operação financeira a um Fluxo
devemos pagá-la em 2 meses. Os juros que pagarei serão:
de Caixa. J = 1000 x 0.08 x 2 = 160
Capital - O Capital é o valor aplicado através de alguma
Ao somarmos os juros ao valor principal temos o montante.
operação financeira. Também conhecido como: Principal,
Montante = Principal + Juros
Valor Atual, Valor Presente ou Valor Aplicado. Em inglês usa-
Montante = Principal + ( Principal x Taxa de juros x Número
se Present Value (indicado pela tecla PV nas calculadoras
de períodos )
financeiras).
Juros - Juros representam a remuneração do Capital M=P.(1+(i.n))
empregado em alguma atividade produtiva. Os juros podem
ser capitalizados segundo dois regimes: simples ou
Exemplo: Calcule o montante resultante da aplicação de
compostos.
R$70.000,00 à taxa de 10,5% a.a. durante 145 dias.
JUROS SIMPLES: o juro de cada intervalo de tempo SOLUÇÃO:
sempre é calculado sobre o capital inicial emprestado ou M = P . ( 1 + (i.n) )
aplicado. M = 70000 [1 + (10,5/100).(145/360)] = R$72.960,42
JUROS COMPOSTOS: o juro de cada intervalo de tempo é Observe que expressamos a taxa i e o período n, na
calculado a partir do saldo no início de correspondente mesma unidade de tempo, ou seja, anos. Daí ter dividido 145
intervalo. Ou seja: o juro de cada intervalo de tempo é dias por 360, para obter o valor equivalente em anos, já que
incorporado ao capital inicial e passa a render juros um ano comercial possui 360 dias.
também.
Exercícios sobre juros simples:
1) Calcular os juros simples de R$ 1200,00 a 13 % a.t.
O juro é a remuneração pelo empréstimo do dinheiro. Ele
por 4 meses e 15 dias.
existe porque a maioria das pessoas prefere o consumo
0.13 / 6 = 0.02167
imediato, e está disposta a pagar um preço por isto. Por outro
logo, 4m15d = 0.02167 x 9 = 0.195
lado, quem for capaz de esperar até possuir a quantia
j = 1200 x 0.195 = 234
suficiente para adquirir seu desejo, e neste ínterim estiver
disposta a emprestar esta quantia a alguém, menos paciente,
2 - Calcular os juros simples produzidos por
deve ser recompensado por esta abstinência na proporção do R$40.000,00, aplicados à taxa de 36% a.a., durante 125
tempo e risco, que a operação envolver. O tempo, o risco e a
dias.
quantidade de dinheiro disponível no mercado para
Temos: J = P.i.n
empréstimos definem qual deverá ser a remuneração, mais
A taxa de 36% a.a. equivale a 0,36/360 dias = 0,001 a.d.
conhecida como taxa de juros.
Agora, como a taxa e o período estão referidos à mesma
unidade de tempo, ou seja, dias, poderemos calcular
Quando usamos juros simples e juros compostos?
A maioria das operações envolvendo dinheiro utiliza juros
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diretamente: No regime de juros compostos:


n
J = 40000.0,001.125 = R$5000,00 M( n ) = P . ( 1 + r )
Portanto:
3 - Qual o capital que aplicado a juros simples de 1,2% num regime de capitalização a juros simples o saldo cresce em
a.m. rende R$3.500,00 de juros em 75 dias? progressão aritmética
Temos imediatamente: J = P.i.n ou seja: 3500 = num regime de capitalização a juros compostos o
P.(1,2/100).(75/30) saldo cresce em progressão geométrica
Observe que expressamos a taxa i e o período n em
relação à mesma unidade de tempo, ou seja, meses. Logo, TAXAS EQUIVALENTES
3500 = P. 0,012 . 2,5 = P . 0,030; Daí, vem: Duas taxas i1 e i2 são equivalentes, se aplicadas ao mesmo
P = 3500 / 0,030 = R$116.666,67 Capital P durante o mesmo período de tempo, através de
diferentes sistemas de capitalização, produzem o mesmo
4 - Se a taxa de uma aplicação é de 150% ao ano, montante final.
quantos meses serão necessários para dobrar um capital Seja o capital P aplicado por um ano a uma taxa anual ia .
aplicado através de capitalização simples? O montante M ao final do período de 1 ano será igual a M = P(1
+ia)
Objetivo: M = 2.P Consideremos agora, o mesmo capital P aplicado por 12 meses
Dados: i = 150/100 = 1,5 a uma taxa mensal im .
Fórmula: M = P (1 + i.n) O montante M’ ao final do período de 12 meses será igual a M’
12
Desenvolvimento: = P(1 + im) . Pela definição de taxas equivalentes vista acima,
2P = P (1 + 1,5 n) deveremos ter M = M’.
12
2 = 1 + 1,5 n Portanto, P(1 + ia) = P(1 + i m)
12
n = 2/3 ano = 8 meses Daí concluímos que 1 + ia = (1 + im)
Com esta fórmula podemos calcular a taxa anual equivalente a
JUROS COMPOSTOS uma taxa mensal conhecida.
O regime de juros compostos é o mais comum no sistema Exemplos:
financeiro e portanto, o mais útil para cálculos de problemas 1 - Qual a taxa anual equivalente a 8% ao semestre?
do dia-a-dia. Os juros gerados a cada período são Em um ano temos dois semestres, então teremos: 1 + ia =
2
incorporados ao principal para o cálculo dos juros do período (1 + is)
2
seguinte. 1 + ia = 1,08
Chamamos de capitalização o momento em que os juros ia = 0,1664 = 16,64% a.a.
são incorporados ao principal. Após três meses de
capitalização, temos: 2 - Qual a taxa anual equivalente a 0,5% ao mês?
12
1º mês: M =P.(1 + i) 1 + ia = (1 + i m)
12
2º mês: o principal é igual ao montante do mês anterior: M = 1 + ia = (1,005)
P x (1 + i) x (1 + i) ia = 0,0617 = 6,17% a.a.
3º mês: o principal é igual ao montante do mês anterior: M =
P x (1 + i) x (1 + i) x (1 + i) TAXAS NOMINAIS
Simplificando, obtemos a fórmula: A taxa nominal é quando o período de formação e
n
incorporação dos juros ao Capital não coincide com aquele a
M = P . (1 + i) que a taxa está referida. Alguns exemplos:
- 340% ao semestre com capitalização mensal.
Importante: a taxa i tem que ser expressa na mesma medida - 1150% ao ano com capitalização mensal.
de tempo de n, ou seja, taxa de juros ao mês para n meses. - 300% ao ano com capitalização trimestral.
Para calcularmos apenas os juros basta diminuir o principal Exemplo:
do montante ao final do período: Uma taxa de 15 % a.a., capitalização mensal, terá 16.08 %
a.a. como taxa efetiva:
12
15/12 = 1,25 1,25 = 1,1608
J=M-P
Exemplo: TAXAS EFETIVAS
Calcule o montante de um capital de R$6.000,00, aplicado a A taxa Efetiva é quando o período de formação e
juros compostos, durante 1 ano, à taxa de 3,5% ao mês. incorporação dos juros ao Capital coincide com aquele a que a
(use log 1,035=0,0149 e log 1,509=0,1788) taxa está referida. Alguns exemplos:
Resolução: - 140% ao mês com capitalização mensal.
P = R$6.000,00 - 250% ao semestre com capitalização semestral.
t = 1 ano = 12 meses - 1250% ao ano com capitalização anual.
i = 3,5 % a.m. = 0,035 Taxa Real: é a taxa efetiva corrigida pela taxa inflacionária
M=? do período da operação.
n
Usando a fórmula M=P.(1+i) , obtemos:
12 12
M = 6000.(1+0,035) = 6000. (1,035) Regra de três simples
12
Fazendo x = 1,035 e aplicando logaritmos, encontramos: Regra de três simples é um processo prático para resolver
12
log x = log 1,035 => log x = 12 log 1,035 => log x = problemas que envolvam quatro valores dos quais
0,1788 => x = 1,509 conhecemos três deles. Devemos, portanto, determinar um
Então M = 6000.1,509 = 9054. valor a partir dos três já conhecidos.
Portanto o montante é R$9.054,00 Passos utilizados numa regra de três simples:
1º) Construir uma tabela, agrupando as grandezas da
Relação entre juros e progressões mesma espécie em colunas e mantendo na mesma linha as
No regime de juros simples: grandezas de espécies diferentes em correspondência.
M( n ) = P + n r P 2º) Identificar se as grandezas são diretamente ou
inversamente proporcionais.
3º) Montar a proporção e resolver a equação.
40
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Exemplos: A regra de três composta é utilizada em problemas com mais


2
1) Com uma área de absorção de raios solares de 1,2m , de duas grandezas, direta ou inversamente proporcionais.
uma lancha com motor movido a energia solar consegue Exemplos:
3
produzir 400 watts por hora de energia. Aumentando-se essa 1) Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m de
2
área para 1,5m , qual será a energia produzida? areia. Em 5 horas, quantos caminhões serão necessários para
3
Solução: montando a tabela: descarregar 125m ?
2 Solução: montando a tabela, colocando em cada coluna
Área (m ) Energia (Wh)
1,2 400 as grandezas de mesma espécie e, em cada linha, as
grandezas de espécies diferentes que se correspondem:
1,5 x
Horas Caminhões Volume
Identificação do tipo de relação:
8 20 160
5 x 125
Identificação dos tipos de relação:
Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna
que contém o x (2ª coluna). que contém o x (2ª coluna).
Observe que: Aumentando a área de absorção, a
energia solar aumenta.
Como as palavras correspondem (aumentando -
aumenta), podemos afirmar que as grandezas são A seguir, devemos comparar cada grandeza com aquela
diretamente proporcionais. Assim sendo, colocamos uma onde está o x.
outra seta no mesmo sentido (para baixo) na 1ª coluna. Observe que:
Montando a proporção e resolvendo a equação temos: Aumentando o número de horas de trabalho, podemos
diminuir o número de caminhões. Portanto a relação é
inversamente proporcional (seta para cima na 1ª coluna).
Aumentando o volume de areia, devemos aumentar o
número de caminhões. Portanto a relação é diretamente
proporcional (seta para baixo na 3ª coluna). Devemos igualar
a razão que contém o termo x com o produto das outras
Logo, a energia produzida será de 500 watts por hora. razões de acordo com o sentido das setas.
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:
2) Um trem, deslocando-se a uma velocidade média de
400Km/h, faz um determinado percurso em 3 horas. Em
quanto tempo faria esse mesmo percurso, se a velocidade
utilizada fosse de 480km/h?
Solução: montando a tabela:
Velocidade
Tempo (h)
(Km/h)
400 3
480 x
Logo, serão necessários 25 caminhões.
Identificação do tipo de relação:
2) Numa fábrica de brinquedos, 8 homens montam 20
carrinhos em 5 dias. Quantos carrinhos serão montados por 4
homens em 16 dias?
Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna Solução: montando a tabela:
que contém o x (2ª coluna). Homens Carrinhos Dias
Observe que: Aumentando a velocidade, o tempo do 8 20 5
percurso diminui. 4 x 16
Como as palavras são contrárias (aumentando - diminui),
podemos afirmar que as grandezas são inversamente Observe que:
Aumentando o número de homens, a produção de
proporcionais. Assim sendo, colocamos uma outra seta no
sentido contrário (para cima) na 1ª coluna. Montando a carrinhos aumenta. Portanto a relação é diretamente
proporção e resolvendo a equação temos: proporcional (não precisamos inverter a razão).
Aumentando o número de dias, a produção de carrinhos
aumenta. Portanto a relação também é diretamente
proporcional (não precisamos inverter a razão). Devemos
igualar a razão que contém o termo x com o produto das
outras razões.
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Logo, o tempo desse percurso seria de 2,5 horas ou 2 horas e


30 minutos.

3) Bianca comprou 3 camisetas e pagou R$120,00.


Quanto ela pagaria se comprasse 5 camisetas do mesmo tipo Logo, serão montados 32 carrinhos.
e preço?
Solução: montando a tabela: 3) Dois pedreiros levam 9 dias para construir um muro
com 2m de altura. Trabalhando 3 pedreiros e aumentando a
Regra de três composta altura para 4m, qual será o tempo necessário para completar
esse muro?
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Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna proporcionais. Montando a proporção e resolvendo a
que contém o x. Depois colocam-se flechas concordantes para equação temos:
as grandezas diretamente proporcionais com a incógnita e
discordantes para as inversamente proporcionais, como
mostra a figura abaixo:

Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

PORCENTAGEM
É frequente o uso de expressões que refletem acréscimos
ou reduções em preços, números ou quantidades, sempre
tomando por base 100 unidades. Alguns exemplos:
Logo, para completar o muro serão necessários 12 dias. A gasolina teve um aumento de 15%
Significa que em cada R$100 houve um acréscimo de
Exercícios complementares R$15,00
Agora chegou a sua vez de tentar. Pratique tentando fazer O cliente recebeu um desconto de 10% em todas as
esses exercícios: mercadorias.
1) Três torneiras enchem uma piscina em 10 horas. Significa que em cada R$100 foi dado um desconto de
Quantas horas levarão 10 torneiras para encher 2 piscinas? R$10,00
Resposta: 6 horas. Dos jogadores que jogam no Grêmio, 90% são
2) Uma equipe composta de 15 homens extrai, em 30 dias, craques.
3,6 toneladas de carvão. Se for aumentada para 20 homens, Significa que em cada 100 jogadores que jogam no Grêmio,
em quantos dias conseguirão extrair 5,6 toneladas de carvão? 90 são craques.
Resposta: 35 dias.
3) Vinte operários, trabalhando 8 horas por dia, gastam 18 RAZÃO CENTESIMAL
dias para construir um muro de 300m. Quanto tempo levará Toda a razão que tem para consequente o número 100
uma turma de 16 operários, trabalhando 9 horas por dia, para denomina-se razão centesimal. Alguns exemplos:
construir um muro de 225m? Resposta: 15 dias.
4) Um caminhoneiro entrega uma carga em um mês,
viajando 8 horas por dia, a uma velocidade média de 50 km/h. Podemos representar uma razão centesimal de outras
Quantas horas por dia ele deveria viajar para entregar essa formas:
carga em 20 dias, a uma velocidade média de 60 km/h?
Resposta: 10 horas por dia.
5) Com uma certa quantidade de fio, uma fábrica produz
5400m de tecido com 90cm de largura em 50 minutos.
Quantos metros de tecido, com 1 metro e 20 centímetros de
largura, seriam produzidos em 25 minutos? Resposta: 2025
metros As expressões 7%, 16% e 125% são chamadas taxas
Camisetas Preço (R$) centesimais ou taxas percentuais.
3 120 Considere o seguinte problema:
5 x João vendeu 50% dos seus 50 cavalos. Quantos cavalos
ele vendeu?
Observe que: Aumentando o número de camisetas, o
Para solucionar esse problema devemos aplicar a taxa
preço aumenta.
percentual (50%) sobre o total de cavalos.
Como as palavras correspondem (aumentando -
aumenta), podemos afirmar que as grandezas são
diretamente proporcionais. Montando a proporção e
resolvendo a equação temos: Logo, ele vendeu 25 cavalos, que representa a
porcentagem procurada.
Portanto, chegamos a seguinte definição:
Porcentagem é o valor obtido ao aplicarmos uma taxa
percentual a um determinado valor.
Logo, a Bianca pagaria R$200,00 pelas 5 camisetas. Exemplos:
Calcular 10% de 300.
4) Uma equipe de operários, trabalhando 8 horas por dia,
realizou determinada obra em 20 dias. Se o número de horas
de serviço for reduzido para 5 horas, em que prazo essa
equipe fará o mesmo trabalho? Calcular 25% de 200kg.
Solução: montando a tabela:
Horas por Prazo para
dia término (dias)
Logo, 50kg é o valor correspondente à porcentagem
8 20 procurada.
5 x EXERCÍCIOS:
Observe que: Diminuindo o número de horas 1) Um jogador de futebol, ao longo de um campeonato,
trabalhadas por dia, o prazo para término aumenta. cobrou 75 faltas, transformando em gols 8% dessas faltas.
Como as palavras são contrárias (diminuindo - aumenta), Quantos gols de falta esse jogador fez?
podemos afirmar que as grandezas são inversamente
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Polígono: É uma figura plana formada por três ou mais


segmentos de reta que se intersectam dois a dois. Os
Portanto o jogador fez 6 gols de falta. segmentos de reta são denominados lados do polí[Link]
2) Se eu comprei uma ação de um clube por R$250,00 e a pontos de intersecção são denominados vértices do polígono.
revendi por R$300,00, qual a taxa percentual de lucro obtida? A região interior ao polígono é muitas vezes tratada como se
Montamos uma equação, onde somando os R$250,00 fosse o próprio polígono
iniciais com a porcentagem que aumentou em relação a esses
R$250,00, resulte nos R$300,00.

Polígono convexo: É um polígono construído de modo que os


prolongamentos dos lados nunca ficarão no interior da figura
original. Se dois pontos pertencem a um polígono convexo,
Portanto, a taxa percentual de lucro foi de 20%.
então todo o segmento tendo estes dois pontos como
extremidades, estará inteiramente contido no polígono.
Uma dica importante: o FATOR DE MULTIPLICAÇÃO.
Polígono No. de lados Polígono No. de lados
Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um
determinado valor, podemos calcular o novo valor apenas Triângulo 3 Quadrilátero 4
multiplicando esse valor por 1,10, que é o fator de Pentágono 5 Hexágono 6
multiplicação. Se o acréscimo for de 20%, multiplicamos por Heptágono 7 Octógono 8
1,20, e assim por diante. Veja a tabela abaixo:
Eneágono 9 Decágono 10
Acréscimo Fator de
ou Lucro Multiplicação Undecágono 11 Dodecágono 12
10% 1,10 Polígono não convexo: Um polígono é dito não convexo se
15% 1,15 dados dois pontos do polígono, o segmento que tem estes
20% 1,20 pontos como extremidades, contiver pontos que estão fora do
polígono.
47% 1,47
67% 1,67

Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos: 10


* 1,10 = R$ 11,00
No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação Segmentos congruentes: Dois segmentos ou ângulos são
será: congruentes quando têm as mesmas medidas.
Fator de Multiplicação = 1 - taxa de desconto (na forma
decimal)
Veja a tabela abaixo:
Fator de
Desconto
Multiplicação
10% 0,90 Paralelogramo: É um quadrilátero cujos lados opostos são
25% 0,75 paralelos. Pode-se mostrar que num paralelogramo:
34% 0,66 1. Os lados opostos são congruentes;
60% 0,40 2. Os ângulos opostos são congruentes;
o
3. A soma de dois ângulos consecutivos vale 180 ;
90% 0,10
4. As diagonais cortam-se ao meio.
Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos: 10
* 0,90 = R$ 9,00

GEOMETRIA PLANA:
ELEMENTOS DE GEOMETRIA PLANA Losango: Paralelogramo que tem todos os quatro lados
A Geometria está apoiada sobre alguns postulados, axiomas, congruentes. As diagonais de um losango formam um ângulo
o
definições e teoremas, sendo que essas definições e de 90 .
postulados são usados para demonstrar a validade de cada Retângulo: É um paralelogramo com quatro ângulos retos e
teorema. Alguns desses objetos são aceitos sem dois pares de lados paralelos.
demonstração, isto é, você deve aceitar tais conceitos porque
os mesmos parecem funcionar na prática!

A Geometria permite que façamos uso dos conceitos Quadrado: É um paralelogramo que é ao mesmo tempo um
elementares para construir outros objetos mais complexos losango e um retângulo. O quadrado possui quatro lados com
como: pontos especiais, retas especiais, planos dos mais a mesma medida e também quatro ângulos retos.
variados tipos, ângulos, médias, centros de gravidade de Trapézio: Quadrilátero que só possui dois lados opostos
objetos, etc. paralelos com comprimentos distintos, denominados base
menor e base maior. Pode-se mostrar que o segmento que
Algumas definições liga os pontos médios dos lados não paralelos de um trapézio
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é paralelo às bases e o seu comprimento é a média aritmética w' = R[170-169/u²-u²]/2


das somas das medidas das bases maior e menor do trapézio. w" = -R[170-169/u²-u²]/2

Substituindo agora v e w na Eq3, obteremos uma equação


biquadrada na variável u:
4
u -149 u² + 589 = 0

Tomando u²=x, obteremos uma equação do 2o. grau:


x² -149 x + 589 = 0

Resolvendo esta equação e voltando às variáveis originais u,


Trapézio isósceles: Trapézio cujos lados não paralelos são obtemos quatro respostas:
congruentes. Neste caso, existem dois ângulos congruentes e u1=12.0389427, u2=-12.0389427,
dois lados congruentes. Este quadrilátero é obtido pela u3 = 2.01590146, u4=-2.01590146
retirada de um triângulo isósceles menor superior (amarelo) do
Em princípio, eu esperava obter apenas uma solução com u
triângulo isósceles maior.
positivo!
"Pipa" ou "papagaio": É um quadrilátero que tem dois pares de
Para cada resposta obtida para u, obtemos valores
lados consecutivos congruentes, mas os seus lados opostos
correspondentes para v e para w, assim temos quatro
não são congruentes.
respostas:
[u1,v1,w1]=[ 12.03894270, 6.559385873,2.444270233]
[u2,v2,w2]=[-12.03894270,-6.559385873,2.444270230]
[u3,v3,w3]=[ 2.01590146, 4.232314683,5.575617670]
[u4,v4,w4]=[ -2.01590146,-4.232314683,5.575617670]
Com um pouco de cuidado e muito cálculo, observamos que
[u1,v1,w1] e [u4,v4,w4] satisfazem ao problema, mas
[u2,v2,w2] e [u3,v3,w3] não satisfazem ( estas são
denominadas soluções estranhas ao problema).
Podemos agora construir os dois primeiros triângulos para
Neste caso, pode-se mostrar que as diagonais são esta situação:
perpendiculares e que os ângulos opostos ligados pela Triângulo 1: (primeiro quadrante)
diagonal menor são congruentes. A=(0,0), B=(12.0389427,0), C=(6.01947135,18.05841405),
P=(6.559385873,2.444270233)
TRIÂNGULO EQUILÁTERO Triângulo 2: (segundo quadrante)
Problema: Construir um triângulo equilátero ABC no plano A=(0,0), B=(-2.01590146,0), C=(-1.007950073,1.745821876)
cartesiano sabendo-se que existe um ponto P que está P=(-4.232314683,5.57561767)
distante 7 unidades de A, 6 unidades de B e 8 unidades de C Usando um pouco a imaginação, é possível observar que
e ao final obter a sua área. existem também dois outros triângulos simétricos em relação
ao eixo horizontal com as mesmas propriedades. A única
diferença é que as coordenadas de w devem mudar de sinal.

Solução: Embora a solução esteja apresentada na sequência,


sugiro que o visitante interessado neste problema, tente
resolvê-lo sem ver os procedimentos apresentados aqui pois,
este é um problema simples na sua proposição mas envolve
muita matemática para a sua resolução. Triângulo 3: (Terceiro quadrante)
Vamos supor que exista um triângulo equilátero com lado de
comprimento igual a u unidades. Podemos construir este A=(0,0), B=(-2.01590146,0), C=(-1.0079501,-1.7458219)
triângulo com os vértices nos pontos A=(0,0), B=(u,0) e P=(-4.2323147,-5.5756177)
C=(u/2,u.R[3]/2) do plano cartesiano. Aqui R[z] significa a raiz Triângulo 4: (quarto quadrante)
quadrada de z>0. A=(0,0), B=(12.0389427,0), C=(6.01947135,-18.05841405)
Pela informação do problema, existe um ponto P=(v,w) P=(6.559385873,-2.444270233)
localizado a distâncias 7, 6 e 8 unidades, respectivamente dos Em qualquer das 4 situações, a área do triângulo é dada pela
vértices A, B e C do triângulo. fórmula Área = [Link](U)/2, onde U é o ângulo formado pelos
Em função da fórmula da distância entre dois pontos no plano, lados de medidas a e b.
podemos escrever:
(Eq1) v² + w² = 49 ÂNGULOS EM UM TRIÂNGULO ISÓSCELES
(Eq2) (v-u)² + w² = 36
(Eq3) (v-u/2)² + (w-u.R[3]/2)² = 64 Problema: Dado o triângulo isósceles
com base horizontal CF, de modo
Subtraindo membro a membro as equações Eq1 e Eq2, que o ângulo oposto ao segmento CF
obtemos o valor de v em função de u: tenha A=20 graus. A partir de C trace
um segmento de reta que forma um
v = (u + 13/u)/2 ângulo de 60 graus com o segmento
Ao substituir este valor v na Eq2, obteremos duas respostas CF até encontrar o lado oposto ao
para w: ângulo C no ponto D. A partir de F
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trace um outro segmento de reta que forma um ângulo de 50 12. Com a divisão de AD por AB obtemos o mesmo valor
graus com o segmento CF até tocar o lado oposto ao ângulo F numérico que a divisão de CE por b, o que significa que:
no ponto B. Ligue os pontos B e D. Qual é a medida do ângulo AD CE CE
y correspondente ao ângulo ABD? Observação: Todos os = =
detalhes desta construção podem ser vistas no desenho, em AB b BC
anexo.
13. A última proporção garante que os segmentos AD e
Solução: Apresentamos uma solução não trivial do Prof. AB são proporcionais aos
Matias (Dep. de Matemática da Universidade [Link] Londrina- segmentos CE e BC, pois formam o
PR) para o problema de encontrar um certo ângulo num
ângulo de BAD de 20 graus no
triângulo isósceles, a partir de algumas informações dadas.
triângulo BAD e o ângulo BCE de
Esta solução é construtiva e objetiva demonstrar que os 20 no triângulo BCE, garantindo
triângulos ABD e CBE (sombreados em amarelo no desenho) que os triângulos ABD e CBE são
são semelhantes. Tal fato seguirá em virtude de ambos
semelhantes. Como m(CBE)=50 e
possuírem ângulos de 20 graus e os dois lados que formam
m(ABD)=y e como os ângulos CBE
tais ângulos serem proporcionais. e ABD são congruentes, segue que
Usaremos a notação mais simples sen(WZ) para o seno de y=50 graus. Logo, o ângulo ADB
WZ graus.
mede 110 e o ângulo BDC mede
30, o que garante que o ângulo
BDF mede 70 graus.
Procedimento:
1. Tome p=m(AC) e b=m(CF), onde m(XY) é a medida Comentário: Talvez existam outras soluções mais simples
do segmento XY. para este problema, mas esta é muito bonita. Caso conheça
2. Fazendo uso da Lei dos senos sobre o triângulo outra forma para a resolução do problema, você poderá
ACD, temos: enviar-me que eu publicarei em minha Home Page, dando o
AD AC P crédito ao "resolvedor".
= =
sen(20) sen(140) sen(140)
3. Como sen(140)=sen(40)=2sen(20)cos(20), então:
b sen(50)
CE =
sen(70)
4. e o segmento AD pode ser escrito em função de p Assim, a área do triângulo de área maior será
como:
A(maior) = 62.75919017
p p e a área do triângulo de área menor será
AD = =
2 cos(20) 2 sen(70) A(menor) = 1,759702435.
5. Usando a Lei dos senos sobre o triângulo ABF,
Passatempo: Para você aprender um pouco mais de
obtemos:
Geometria, observe o desenho ao lado e calcule o valor de h,
AB p apenas com as informações contidas no desenho.
=
sen(30) sen(130)
6. Como sen(130)=sen(50) e sen(30)=1/2, o segmento
AB pode ser escrito em função de p como:
p
AB =
2 sen(50)
7. Usando a Lei dos senos sobre o triângulo BCE, O dobro da medida h corresponde à média harmônica entre os
obtemos: números 8 e 10, assim, você tem uma representação
CE BC geométrica para a média harmônica entre dois segmentos.
=
sen(50) sen(110) CÍRCULO, CIRCUNFERÊNCIA E ARCOS
8. Como os ângulos CBF e CFB têm medidas iguais a
A importância da circunferência
50, o triângulo BCF é isósceles, assim m(BC)=b.
9. Como sen(110)=sen(70), segue que: A circunferência possui características não comumente
encontradas em outras figuras planas, como o fato de ser a
CE b
única figura plana que pode ser rodada em torno de um ponto
=
sem modificar sua posição aparente. É também a única figura
sen(50) sen(70)
que é simétrica em relação a um número infinito de eixos de
10. Dessa forma, podemos escrever a medida do simetria. A circunferência é importante em praticamente todas
segmento CE em função de b como: as áreas do conhecimento como nas Engenharias,
b sen(50) Matemática, Física, Quimica, Biologia, Arquitetura,
CE = Astronomia, Artes e também é muito utilizado na indústria e
sen(70) bastante utilizada nas residências das pessoas.
11. Observamos que:
p p Circunferência e Círculo
AD = e AB = Circunferência: A circunferência é o lugar geométrico de todos
2 sen(70) 2 sen(50) os pontos de um plano que estão localizados a uma mesma
distância r de um ponto fixo denominado o centro da
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circunferência. Esta talvez seja a curva mais importante no


contexto das aplicações.

Reta tangente: Uma reta tangente a uma circunferência é uma


reta que intercepta a circunferência em um único ponto P.
Círculo: (ou disco) é o conjunto de todos os pontos de um Este ponto é conhecido como ponto de tangência ou ponto de
plano cuja distância a um ponto fixo O é menor ou igual que contato. Na figura ao lado, o ponto P é o ponto de tangência e
uma distância r dada. Quando a distância é nula, o círculo se a reta que passa pelos pontos E e F é uma reta tangente à
reduz a um ponto. O círculo é a reunião da circunferência com circunferência.
o conjunto de pontos localizados dentro da mesma. No gráfico Observações:
acima, a circunferência é a linha de cor verde-escuro que 1. Raios e diâmetros são nomes de
envolve a região verde, enquanto o círculo é toda a região segmentos de retas mas às vezes são também
pintada de verde reunida com a circunferência. usados como os comprimentos desses
segmentos. Por exemplo, podemos dizer que
Pontos interiores de um círculo e exteriores a um círculo ON é o raio da circunferência, mas é usual dizer que o raio ON
da circunferência mede 10cm ou que o raio ON tem 10cm.
Pontos interiores: Os pontos interiores de um círculo são os
pontos do círculo que não estão na circunferência.

2. Tangentes e secantes são nomes de retas, mas


Pontos exteriores: Os pontos exteriores a um círculo são os também são usados para denotar segmentos de retas ou
pontos localizados fora do círculo. semi-retas. Por exemplo, "A tangente PQ" pode
significar a reta tangente à circunferência que
Raio, corda e diâmetro passa pelos pontos P e Q mas também pode ser
Raio: Raio de uma circunferência (ou de um círculo) é um o segmento de reta tangente à circunferência
segmento de reta com uma extremidade no centro da que liga os pontos P e Q. Do mesmo modo, a
circunferência e a outra extremidade num ponto qualquer da "secante AC" pode significar a reta que contém a corda BC e
circunferência. Na figura, os segmentos de reta OA, OB e OC também pode ser o segmento de reta ligando o ponto A ao
são raios. ponto C.

Propriedades das secantes e tangentes


1. Se uma reta s, secante a uma circunferência de
centro O, intercepta a circunferência em dois pontos distintos
A e B e se M é o ponto médio da corda AB, então o segmento
de reta OM é perpendicular à reta secante s.
2. Se uma reta s, secante a uma circunferência de
centro O, intercepta a circunferência em dois pontos distintos
A e B, a perpendicular à reta s que passa pelo centro O da
circunferência, passa também pelo ponto médio da corda AB.
Corda: Corda de uma circunferência é um segmento de reta 3. Seja OP um raio de uma circunferência, onde O é o
cujas extremidades pertencem à circunferência. Na figura, os centro e P um ponto da circunferência. Toda reta
segmentos de reta AC e DE são cordas. perpendicular ao raio OP é tangente à circunferência no ponto
Diâmetro: Diâmetro de uma circunferência (ou de um círculo) é de tangência P.
uma corda que passa pelo centro da circunferência. 4. Toda reta tangente a uma circunferência é
Observamos que o diâmetro é a maior corda da perpendicular ao raio no ponto de tangência.
circunferência. Na figura, o segmento de reta AC é um
diâmetro.

Posições relativas de uma reta e uma circunferência


Reta secante: Uma reta é secante a uma circunferência se
essa reta intercepta a circunferência em dois pontos
quaisquer, podemos dizer também que é a reta que contém
uma corda. Posições relativas de duas circunferências
Reta tangente comum: Uma reta que é tangente a duas
circunferências ao mesmo tempo é denominada uma tangente
comum. Há duas possíveis retas tangentes comuns: a interna
e a externa.
Tangente comum interna Tangente comum externa

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Ao traçar uma reta ligando os centros de duas circunferências


no plano, esta reta separa o plano em dois semi-planos. Se os
pontos de tangência, um em cada circunferência, estão no
mesmo semi-plano, temos uma reta tangente comum externa.
Se os pontos de tangência, um em cada circunferência, estão Circunferências concêntricas: Duas ou mais circunferências
em semi-planos diferentes, temos uma reta tangente comum com o mesmo centro mas com raios diferentes são
interna. circunferências concêntricas.
Circunferências internas: Uma circunferência C1 é interna a Circunferências tangentes: Duas circunferências que estão no
uma circunferência C2, se todos os pontos do círculo C1 estão mesmo plano, são tangentes uma à outra, se elas são
contidos no círculo C2. Uma circunferência é externa à outra tangentes à mesma reta no mesmo ponto de tangência.
se todos os seus pontos são pontos externos à outra.
Circunf. tangentes externas Circunf. tangentes internas

As circunferências são tangentes externas uma à outra se os Polígonos circunscritos


seus centros estão em lados opostos da reta tangente comum Polígono circunscrito a uma circunferência é o que possui
e elas são tangentes internas uma à outra se os seus centros seus lados tangentes à circunferência. Ao mesmo tempo,
estão do mesmo lado da reta tangente comum. dizemos que esta circunferência está inscrita no polígono.
Circunferências secantes: são aquelas que possuem somente
dois pontos distintos em comum.

Segmentos tangentes: Se AP e BP são segmentos de reta


tangentes à circunferência nos ponto A e B, então esses
segmentos AP e BP são congruentes.
Quadrilátero circunscrito Triângulo circunscrito

possuem raios congruentes. Aqui a palavra raio refere-se ao


segmento de reta e não a um número.
Propriedade dos quadriláteros circunscritos: Se um
quadrilátero é circunscrito a uma circunferência, a soma de
dois lados opostos é igual a soma dos outros dois lados.

Arco de circunferência e ângulo central Ângulo central: Em uma circunferência, o ângulo central é
Seja a circunferência de centro O traçada ao lado. aquele cujo vértice coincide com o centro da circunferência.
Pela definição de circunferência temos que Na figura, o ângulo a é um ângulo central. Se numa
OP=OQ=OR=... e isto indica que os raios de uma circunferência de centro O, um ângulo central determina um
circunferência são segmentos congruentes. arco AB, dizemos que AB é o arco correspondente ao ângulo
AÔB.
Circunferências congruentes: São circunferências que Arco menor: É um arco que reúne dois pontos da
circunferência que não são extremos de um diâmetro e todos
os pontos da circunferência que estão dentro do ângulo

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central cujos lados contém os dois pontos. Na figura, a linha
vermelha indica o arco menor AB ou arco menor ACB. 5. Se o ponto E está entre os pontos D e F,
extremidades de um arco maior: m(DE)+m(EF)=m(DEF).

Apenas esta última relação faz sentido para as duas últimas


figuras apresentadas.
Arco maior: É um arco que liga dois pontos da circunferência
que não são extremos de um diâmetro e todos os pontos da Propriedades de arcos e cordas
circunferência que estão fora do ângulo central cujos lados Uma corda de uma circunferência é um segmento de reta que
contém os dois pontos. Na figura a parte azul é o une dois pontos da circunferência. Se os extremos de uma
arco maior, o ponto D está no arco maior ADB corda não são extremos de um diâmetro eles são extremos de
enquanto o ponto C não está no arco maior mas dois arcos de circunferência sendo um deles um arco menor e
está no arco menor AB, assim é frequentemente o outro um arco maior. Quando não for especificada, a
usado três letras para representar o arco maior. expressão arco de uma corda se referirá ao arco menor e
quanto ao arco maior sempre teremos que especificar.
Semicircunferência: É um arco obtido pela reunião dos pontos Observações
extremos de um diâmetro com todos os pontos da 1. Se um ponto X está em um arco AB e o arco AX é
circunferência que estão em um dos lados do diâmetro. O arco congruente ao arco XB, o ponto X é o ponto médio do arco
RTS é uma semicircunferência da circunferência de centro P e AB. Além disso, qualquer segmento de reta que contém o
o arco RUS é outra. ponto X é um segmento bissetor do arco AB. O ponto médio
do arco não é o centro do arco, o centro do arco é o centro da
circunferência que contém o arco.
Observações: Em uma circunferência dada, temos que: 2. Para obter a distância de um ponto O a uma reta r,
1. A medida do arco menor é a traçamos uma reta perpendicular à reta dada passando pelo
medida do ângulo central correspondente a ponto O. O ponto T obtido pela interseção dessas duas retas é
m(AÔB) e a medida do arco maior é 360 o ponto que determinará um extremo do segmento OT cuja
graus menos a medida do arco menor medida representa a distância entre o ponto e a reta.
m(AÔB).
3. Em uma mesma circunferência ou em circunferências
2. A medida da semicircunferência é 180 graus ou Pi congruentes, cordas congruentes possuem arcos congruentes
radianos. e arcos congruentes possuem cordas congruentes. (Situação
3. Em circunferências congruentes ou em uma simples 1).
circunferência, arcos que possuem medidas iguais são arcos 4. Um diâmetro que é perpendicular a uma corda é
congruentes. bissetor da corda e também de seus dois arcos. (Situação 2).
4. Em uma circunferência, se um ponto E está entre os 5. Em uma mesma circunferência ou em circunferências
pontos D e F, que são extremidades de um arco congruentes, cordas que possuem a mesma distância do
menor, então: m(DE)+m(EF)=m(DF). centro são congruentes. (Situação 3).

Situação 1 Situação 2 Situação 3

Polígonos inscritos na circunferência  + Î = 180 graus


Um polígono é inscrito em uma circunferência Ê + Ô = 180 graus
se cada vértice do polígono é um ponto da  + Ê + Î + Ô = 360 graus
circunferência e neste caso dizemos que a
circunferência é circunscrita ao polígono.

Ângulos inscritos
Ângulo inscrito: relativo a uma circunferência é um ângulo com
o vértice na circunferência e os lados secantes a ela. Na figura
à esquerda abaixo, o ângulo AVB é inscrito e AB é o arco
correspondente.
Propriedade dos quadriláteros inscritos: Se um
quadrilátero está inscrito em uma circunferência então os
ângulos opostos são suplementares, isto é a soma dos
ângulos opostos é 180 graus e a soma de todos os quatro
ângulos é 360 graus.
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Medida do ângulo inscrito: A medida de um ângulo inscrito em


uma circunferência é igual à metade da respectiva medida do
ângulo central, ou seja, a metade de seu arco correspondente, Na figura acima à direita, o arco capaz relativo ao ângulo
isto é: semi-inscrito m de vértice em A é o arco AVB. Se n é ângulo
m = n/2 = (1/2) m(AB) central então a medida de m é o dobro da medida de n, isto é:
Ângulo reto inscrito na circunferência: O arco m(arco AB) = 2 medida(m) = medida(n)
correspondente a um ângulo reto inscrito em
uma circunferência é a semi-circunferência. Se Outras propriedades com cordas e
um triângulo inscrito numa semi-circunferência segmentos
tem um lado igual ao diâmetro, então ele é um Agora apresentaremos alguns resultados que
triângulo retângulo e esse diâmetro é a fazem a conexão entre segmentos e cordas,
hipotenusa do triângulo. que não são evidentes à primeira vista. Se a
Ângulo semi-inscrito e arco capaz reta AB é tangente à circunferência no ponto B então o
segmento AB é o segmento tangente de A até a
Ângulo semi-inscrito: Ângulo semi-inscrito ou ângulo de
circunferência. Se a reta RT é uma reta secante que intercepta
segmento é um ângulo que possui um dos lados tangente à
a circunferência em S e T e R é um ponto exterior a
circunferência, o outro lado secante à circunferência e o
circunferência, então RT é um segmento secante e RS é a
vértice na circunferência. Este ângulo determina um arco
parte externa do segmento secante.
(menor) sobre a circunferência. No gráfico ao lado, a reta
secante passa pelos pontos A e B e o arco correspondente ao
Na sequência, usaremos a notação (PZ) para
ângulo semi-inscrito BAC é o arco AXB onde X é um ponto
representar a medida do segmento PZ, em
sobre o arco.
função das dificuldades que a linguagem
HTML proporciona para a apresentação de
materiais de Matemática.

Cordas interceptando dentro da circunferência: Se duas


cordas de uma mesma circunferência se interceptam em
um ponto P dentro da circunferência, então o produto das
Observação: A medida do ângulo semi-inscrito é a metade da
medidas das duas partes de uma corda é igual ao produto das
medida do arco interceptado. Na figura, a medida do ângulo
medidas das duas partes da outra corda.
BÂC é igual a metade da medida do arco AXB.
(AP).(PB) = (CP).(PD)
Arco capaz: Dado um segmento AB e um ângulo k, pergunta-
Potência de ponto (1): A partir de um
se: Qual é o lugar geométrico de todos os pontos do plano que
ponto fixo P dentro de uma
contém os vértices dos ângulos cujos lados passam pelos
circunferência, tem-se que (PA).(PB) é
pontos A e B sendo todos os ângulos congruentes ao
constante qualquer que seja a corda AB
ângulo k? Este lugar geométrico é um arco de circunferência
passando por este ponto P. Este
denominado arco capaz.
produto (PA).(PB) é denominado a
potência do ponto P em relação a esta circunferência.
Construção do arco capaz com régua e compasso:
Secantes interceptando fora da circunferência: Consideremos
1. Traçar um segmento de reta AB;
duas retas secantes a uma mesma circunferência que se
2. Pelo ponto A, trace uma reta t formando com o
interceptam em um ponto P localizado fora da circunferência.
segmento AB um ângulo congruente a k (mesma
Se uma das retas passa pelos pontos A e B e a outra reta
medida que o ângulo k);
passa pelos pontos C e D da circunferência, então o produto
3. Traçar uma reta p perpendicular à reta t passando
da medida do segmento secante PA pela medida da sua parte
pelo ponto A;
exterior PB é igual ao produto da medida do segmento
4. Determinar o ponto médio M do segmento AB;
secante PC pela medida da sua parte exterior PD.
5. Traçar a reta mediatriz m ao segmento AB;
(PA).(PB)=(PC).(PD)
6. Obter o ponto O que é a interseção entre a reta p e a
mediatriz m.
Potência de ponto (2): Se P é um ponto fixo
7. Com o compasso centrado no ponto O e abertura
fora da circunferência, o produto (PA).(PB) é
OA, traçar o arco de circunferência localizado acima
constante qualquer que seja a reta secante
do segmento AB.
à circunferência passando por P. Este
8. O arco que aparece em vermelho no gráfico ao lado
produto (PA).(PB) é também denominado a
é o arco capaz.
potência do ponto P em relação à
Observação: Todo ângulo inscrito no arco capaz AB, com
circunferência.
lados passando pelos pontos A e B são congruentes e isto
Secante e tangente interceptando fora da circunferência: Se
significa que, o segmento de reta AB é sempre visto sob o
uma reta secante e uma reta tangente a uma mesma
mesmo ângulo de visão se o vértice deste ângulo está
circunferência se interceptam em um ponto P fora da
localizado no arco capaz. Na figura abaixo à esquerda, os
circunferência, a reta secante passando pelos pontos A e B e
ângulos que passam por A e B e têm vértices em V 1, V2, V3,
a reta tangente passando pelo ponto T de tangência à
..., são todos congruentes (a mesma medida).
circunferência, então o quadrado da medida do segmento
tangente PT é igual ao produto da medida do segmento

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secante PA pela medida da sua parte exterior PB. A= a . b


2
(PT) = (PA).(PB)
Losango
Exemplo: Consideremos a figura ao lado com as
cordas AB e CD tendo interseção no ponto P, com
(AP) = 5cm, (PB) = 8cm, (CD) = 14cm. Iremos
obter a medida do segmento PD. Tomaremos
(PD)=x, para podermos escrever que (CP) = 14-x
e somente utilizaremos a unidade de medida no final. Desse
modo, (PD).(PC)=(PA).(PB) e podemos escrever que x(14-
x)=5×8, de onde segue que x²-14x+40=0. Resolvendo esta
equação do segundo grau, obtemos: x=4 ou x=10, o que A=D.d/2
significa que se uma das partes do segmento medir 4cm, a Paralelogramo
outra medirá 10cm. Pela figura anexada, observamos que o
segmento PD é maior que o segmento PC e concluímos que
(PD)=10cm e (PC)=4cm.

ÁREA DE FIGURAS PLANAS


Triângulo Qualquer A=a.h

Trapézio

A=
P = Semi - Perímetro
P=a+b+c/2
A=(B+b).h/2
Triângulo Equilátero
Circulo

A=l²

Triângulo Retângulo
A = ¶r²

Setor Circular

A = (cateto) . (cateto) / 2
A = b.c / 2

Triângulo Qualquer
A = ¶ r² . a / 360º

Segmento Circular

A = ½ . a . b .Sen a
Quadrado

A = ¶ r² . a / 360º - 1 / 2 . r . r sen a
A = l² PERÍMETRO DE UMA FORMA GEOMÉTRICA PLANA
Imagine a seguinte situação: Um fazendeiro quer descobrir
Retângulo quantos metros de arame serão gastos para cercar um terreno
de pastagem com formato retangular. Como ele deveria
proceder para chegar a uma conclusão? De maneira bem
intuitiva, concluímos que ele precisa determinar as medidas de
cada lado do terreno e então, somá-las, obtendo o quanto
seria gasto. A esse procedimento damos o nome de
perímetro.
Perímetro é a medida de comprimento de um contorno ou a

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soma das medidas dos lados de uma figura plana.


O perímetro de uma figura é representado por 2p.
Assim, o perímetro da figura abaixo será:

2p = 10 cm + 9 cm + 10 cm + 9cm = 38 cm
Exemplo 1. Calcule o perímetro da figura abaixo:

Aplicação do teorema

Solução:
2p = 7 cm + 2 cm + 2 cm + 2 cm + 3 cm + 2 cm + 3 cm + 5 cm
= 26 cm
Exemplo 2. Se o perímetro de um quadrado é de 64 cm, qual
é a medida de cada lado desse quadrado?

Solução: Sabemos que o quadrado é um quadrilátero com


todos os lados congruentes (com a mesma medida). Dessa
forma, para determinar a medida de cada lado teremos que
dividir o perímetro por 4.
Assim,
L = 64 ÷ 4 = 16 cm
Exemplo 3. Um fazendeiro pretende cercar um terreno
retangular de 120 m de comprimento por 90 m de largura.
Sabe-se que a cerca terá 5 fios de arame. Quantos metros de
arame serão necessários para fazer a cerca? Se o metro de
arame custa R$ 15,00, qual será o valor total gasto pelo
fazendeiro?
TEOREMA DE PITÁGORAS
O Teorema de Pitágoras é considerado uma das principais
descobertas da Matemática, ele descreve uma relação
existente no triângulo retângulo. Vale lembrar que o triângulo
retângulo pode ser identificado pela existência de um ângulo
reto, isto é, medindo 90º. O triângulo retângulo é formado por
dois catetos e a hipotenusa, que constitui o maior segmento
Solução: Imagine que a cerca terá somente um fio de arame. do triângulo e é localizada oposta ao ângulo reto. Observe:
O total de arame gasto para contornar todo o terreno será
igual à medida do perímetro da figura. Como a cerca terá 5 Catetos: a e b
fios de arame, o total gasto será 5 vezes o valor do perímetro. Hipotenusa: c

Cálculo do perímetro:
2p = 120m + 90m + 120m + 90m = 420 m

Total de arame gasto:


5*420 = 2100 m de arame para fazer a cerca.
O Teorema diz que: “a soma dos quadrados dos catetos é
Como cada metro de arame custa R$ 15,00, o gasto total com igual ao quadrado da hipotenusa.”
a cerca será de:
2100*15 = R$ 31. 500,00 a² + b² = c²

GEOMETRIA ESPACIAL Exemplo 1


O TEOREMA DE TALES Calcule o valor do segmento desconhecido no triângulo
Se duas retas transversais são cortadas por um feixe de retas retângulo a seguir.
paralelas, então a razão entre quaisquer dois segmentos
determinados em uma das transversais é igual à razão entre
os segmentos correspondentes da outra transversal.
No feixe de retas exemplificado anteriormente, podemos
destacar, de acordo com o Teorema de Tales, as seguintes
x² = 9² + 12²
razões:
x² = 81 + 144
x² = 225
√x² = √225
x = 15

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Foi através do Teorema de Pitágoras que os conceitos e as


definições de números irracionais começaram a ser
introduzidos na Matemática. O primeiro irracional a surgir foi
√2, que apareceu ao ser calculada a hipotenusa de um
triângulo retângulo com catetos medindo 1. Veja:

x² = 1² + 1²
x² = 1 + 1
x² = 2
√x² = √2
x = √2

√2 = 1,414213562373....

Exemplo 2
Calcule o valor do cateto no triângulo retângulo abaixo: GEOMETRIA ESPACIAL

É o estudo da geometria no espaço, em que estudamos as


figuras que possuem mais de duas dimensões. Essas figuras
x² + 20² = 25²
recebem o nome de sólidos geométricos ou figuras
x² + 400 = 625
geométricas espaciais e são conhecidas como: prisma (cubo,
x² = 625 – 400
paralelepípedo), pirâmides, cone, cilindro, esfera.
x² = 225
√x² = √225
Se observarmos cada figura citada acima, iremos perceber
x = 15
que cada uma tem a sua forma representada em algum objeto
na nossa realidade, como:
Exemplo 3
Prisma: caixa de sapato, caixa de fósforos.
Um ciclista acrobático vai atravessar de um prédio a outro com
Cone: casquinha de sorvete.
uma bicicleta especial, percorrendo a distância sobre um cabo
Cilindro: cano PVC, canudo.
de aço, como demonstra o esquema a seguir:
Esfera: bola de isopor, bola de futebol.

Essas figuras ocupam um lugar no espaço, então a geometria


espacial é responsável pelo cálculo do volume (medida do
espaço ocupado por um sólido) dessas figuras e o estudo das
estruturas das figuras espaciais.
Qual é a medida mínima do comprimento do cabo de aço? Elementos de Geometria espacial
A Geometria espacial (euclidiana) funciona como uma
ampliação da Geometria plana (euclidiana) e trata dos
métodos apropriados para o estudo de objetos espaciais
assim como a relação entre esses elementos. Os objetos
Pelo Teorema de Pitágoras temos:
primitivos do ponto de vista espacial, são: pontos, retas,
segmentos de retas, planos, curvas, ângulos e superfícies. Os
x² = 10² + 40²
principais tipos de cálculos que podemos realizar são:
x² = 100 + 1600
comprimentos de curvas, áreas de superfícies e volumes de
x² = 1700
regiões sólidas. Tomaremos ponto e reta como conceitos
x = 41,23 (aproximadamente
primitivos, os quais serão aceitos sem definição.

Conceitos gerais
3
Um plano é um subconjunto do espaço R de tal modo que
quaisquer dois pontos desse conjunto pode ser ligado por um
segmento de reta inteiramente contido no conjunto.
3
Um plano no espaço R pode ser determinado por qualquer
uma das situações:
 Três pontos não colineares (não pertencentes à mesma
reta);
 Um ponto e uma reta que não contem o ponto;
 Um ponto e um segmento de reta que não contem o ponto;
52
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 Duas retas paralelas que não se sobrepõe;


 Dois segmentos de reta paralelos que não se sobrepõe;
 Duas retas concorrentes;
 Dois segmentos de reta concorrentes.
3
Duas retas (segmentos de reta) no espaço R podem ser:
paralelas, concorrentes ou reversas.
Duas retas são ditas reversas quando uma não tem
interseção com a outra e elas não são paralelas. Pode-se
pensar de uma rera r desenhada no chão de uma casa e uma
reta s desenhada no teto dessa mesma casa.
Axiomas
Axiomas, ou postulados (P), são proposições aceitas como
verdadeiras sem demonstração e que servem de base para o
3
Uma reta é perpendicular a um plano no espaço R , se ela desenvolvimento de uma teoria.
intersecta o plano em um ponto P e todo segmento de reta Temos como axioma fundamental: existem infinitos pontos,
contido no plano que tem P como uma de suas extremidades retas e planos.
é perpendicular à reta.
Postulados sobre pontos e retas
P1)A reta é infinita, ou seja, contém infinitos pontos.

3
Uma reta r é paralela a um plano no espaço R , se existe uma
reta s inteiramente contida no plano que é paralela à reta
dada.
Seja P um ponto localizado fora de um plano. A distância do
P2)Por um ponto podem ser traçadas infinitas retas.
ponto ao plano é a medida do segmento de reta
perpendicular ao plano em que uma extremidade é o ponto P
e a outra extremidade é o ponto que é a interseção entre o
plano e o segmento.
Se o ponto P estiver no plano, a distância é nula.

3 P3) Por dois pontos distintos passa uma única reta.


Planos concorrentes no espaço R são planos cuja
3
interseção é uma reta. Planos paralelos no espaço R são
planos que não tem interseção.
Quando dois planos são concorrentes, dizemos que tais
planos formam um diedroe o ângulo formado entre estes dois
planos é denominado ângulo diedral. Para obter este ângulo
diedral, basta tomar o ângulo formado por quaisquer duas
retas perpendiculares aos planos concorrentes.
P4) Um ponto qualquer de uma reta divide-a em duas semi-
retas.

Planos normais são aqueles cujo ângulo diedral é um ângulo


reto (90 graus).

Conceitos primitivos
São conceitos primitivos (e, portanto, aceitos sem Ângulo poliédrico
definição) na Geometria espacial os conceitos de ponto, reta e
plano. Habitualmente, usamos a seguinte notação: Sejam n semi-retas de mesma origem tais que
nunca fiquem três num mesmo semiplano. Essas semi-retas
 pontos: letras maiúsculas do nosso alfabeto
determinam n ângulos em que o plano de cada um deixa as
outras semi-retas em um mesmo semi-espaço. A figura
formada por esses ângulos é o ângulo poliédrico.
 retas: letras minúsculas do nosso alfabeto

 planos: letras minúsculas do alfabeto grego

Observação: Espaço é o conjunto de todos os pontos.


Por exemplo, da figura a seguir, podemos escrever:

53
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 bases:as regiões poligonais R e S


 altura:a distância h entre os planos
 arestas das bases:os
lados
Poliedros
Chamamos de poliedro o sólido limitado por quatro ou (
mais polígonos planos, pertencentes a planos diferentes e que dos polígonos)
têm dois a dois somente uma aresta em comum. Veja alguns  arestas laterais:os
exemplos:
segmentos
 faces laterais: os paralelogramos AA'BB', BB'C'C,
CC'D'D, DD'E'E, EE'A'A

Classificação
Um prisma pode ser:
 reto: quando as arestas laterais são perpendiculares
aos planos das bases;
 oblíquo: quando as arestas laterais são oblíquas aos
planos das bases.
Veja:

Os polígonos são as faces do poliedro; os lados e os


vértices dos polígonos são as arestas e os vértices do
poliedro.

Poliedros convexos e côncavos


Observando os poliedros acima, podemos notar que, PRISMA OBLÍQUO
considerando qualquer uma de suas faces, os poliedros
encontram-se inteiramente no mesmo semi-espaço que essa PRISMA RETO
face determina. Assim, esses poliedros são Chamamos de prisma regular todo prisma reto cujas bases
denominados convexos. são polígonos regulares:
Isso não acontece no último poliedro, pois, em relação a
duas de suas faces, ele não está contido apenas em um semi-
espaço. Portanto, ele é denominado côncavo.

Classificação
Os poliedros convexos possuem nomes especiais de
acordo com o número de faces, como por exemplo:
 tetraedro: quatro faces
 pentaedro: cinco faces
 hexaedro: seis faces
PRISMA REGULAR PRISMA REGULAR
 heptaedro: sete faces TRIANGULAR HEXAGONAL
 octaedro: oito faces
Observação: As faces de um prisma regular são retângulos
 icosaedro: vinte faces
congruentes.
Elementos do prisma
Secção
Dados o prisma a seguir, consideramos os seguintes
Um plano que intercepte todas as arestas de um prisma
elementos:
determina nele uma região chamada secção do prisma.
Secção transversal é uma região determinada pela
intersecção do prisma com um plano paralelo aos planos das
bases ( figura 1). Todas as secções transversais são
congruentes ( figura 2).

54
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O cilindro circular reto é também chamado de cilindro de


revolução, por ser gerado pela rotação completa de um
retângulo por um de seus lados. Assim, a rotação do retângulo

ABCD pelo lado gera o cilindro a seguir:

Áreas
Num prisma, distinguimos dois tipos de superfície:as faces
e as bases. Assim, temos de considerar as seguintes áreas:
a) área de uma face (AF ):área de um dos
paralelogramos que constituem as faces;
b) área lateral ( AL ):soma das áreas dos paralelogramos que A reta contém os centros das bases e é o eixo do
cilindro.
formam as faces do prisma.
No prisma regular, temos:
AL = n . AF (n = número de lados do polígono da base) Secção
c) área da base (AB): área de um dos polígonos das bases; Secção transversal é a região determinada pela
d) área total ( AT): soma da área lateral com a área das bases intersecção do cilindro com um plano paralelo às bases.
AT = AL + 2AB Todas as secções transversais são congruentes.
Vejamos um exemplo.
Dado um prisma hexagonal regular de aresta da base a e
aresta lateral h, temos:

Secção meridiana é a região determinada pela intersecção


do cilindro com um plano que contém o eixo.

Paralelepípedo
Pirâmides
Todo prisma cujas bases são paralelogramos recebe o
nome de paralelepípedo. Assim, podemos ter: Dados um polígono convexo R, contido em um plano , e
b) paralelepípedo reto um ponto V ( vértice) fora de , chamamos de pirâmide o
a) paralelepípedo oblíquo
conjunto de todos os segmentos .

Se o paralelepípedo reto tem bases retangulares, ele é


chamado de paralelepípedo reto-retângulo,ortoedro ou Elementos da pirâmide
paralelepípedo retângulo. Dada a pirâmide a seguir, temos os seguintes elementos:

Classificação do Cilindro
Um cilindro pode ser:
 circular oblíquo: quando as geratrizes são oblíquas
às bases;
 circular reto: quando as geratrizes são
perpendiculares às bases.
Veja:
 base: o polígono convexo R
 arestas da base: os

lados do polígono
 arestas laterais: os

segmentos

55
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 faces laterais: os triângulos VAB, VBC, VCD, VDE,


VEA Esfera
 altura: distância h do ponto V ao plano Chamamos de esfera de centro O e raio R o conjunto de
pontos do espaço cuja distância ao centro é menor ou igual ao
Classificação raio R.
Uma pirâmide é reta quando a projeção ortogonal do Considerando a rotação completa de um semicírculo em
vértice coincide com o centro do polígono da base. torno de um eixo e, a esfera é o sólido gerado por essa
Toda pirâmide reta, cujo polígono da base é regular, rotação. Assim, ela é limitada por uma superfície esférica e
recebe o nome de pirâmide regular. Ela pode ser triangular, formada por todos os pontos pertencentes a essa superfície e
quadrangular, pentagonal etc., conforme sua base seja, ao seu interior.
respectivamente, um triângulo, um quadrilátero, um pentágono
etc.
Veja:

Volume
O volume da esfera de raio R é dado por:

Partes da esfera
Observações: Superfície esférica
1ª) Toda pirâmide triangular recebe o nome do tetraedro. A superfície esférica de centro O e raio R é o conjunto de
Quando o tetraedro possui como faces triângulos equiláteros, pontos do es[aço cuja distância ao ponto O é igual ao raio R.
ele é denominado regular ( todas as faces e todas as arestas Se considerarmos a rotação completa de uma
são congruentes). semicircunferência em torno de seu diâmetro, a superfície
esférica é o resultado dessa rotação.

A área da superfície esférica é dada por:


2ª) A reunião, base com base, de duas pirâmides regulares de
bases quadradas resulta num octaedro. Quando as faces das
pirâmides são triângulos eqüiláteros, o octaedro é regular.

MEDIDAS DE VOLUME
Frequentemente nos deparamos com problemas que envolvem o uso de três dimensões: comprimento, largura e altura. De posse
de tais medidas tridimensionais, poderemos calcular medidas de metros cúbicos e volume.
Metro cúbico
3
A unidade fundamental de volume chama-se metro cúbico. O metro cúbico (m ) é medida correspondente ao espaço ocupado
por um cubo com 1 m de aresta.

Múltiplos e submúltiplos do metro cúbico


Unidade
Múltiplos Submúltiplos
Fundamental
quilômetro hectômetro decâmetro decímetro centímetro milímetro
metro cúbico
cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico
3 3 3 3 3 3 3
km hm dam m dm cm mm
3 3 3 3 3 3 0,000000001
1.000.000.000m 1.000.000 m 1.000m 1m 0,001m 0,000001m 3
m

Leitura das medidas de volume


56
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A leitura das medidas de volume segue o mesmo procedimento do aplicado às medidas lineares. Devemos utilizar porem, tres
algarismo em cada unidade no quadro. No caso de alguma casa ficar incompleta, completa-se com zero(s). Exemplos.
 Leia a seguinte medida: 75,84m3
3 3 3 3 3 3 3
km hm dam m dm cm mm
75, 840
Lê-se "75 metros cúbicos e 840 decímetros cúbicos".

 Leia a medida: 0,0064dm


3
3 3 3 3 3 3 3
km hm dam m dm cm mm
0, 006 400
Lê-se "6400 centímetros cúbicos".

ALGUMAS TABELAS DAS PRINCIPAIS MEDIDAS DE VOLUMES E ÁREAS


Como informado no tutorial de número 10, “Sistema Métrico Decimal”, faz parte do Sistema de Medidas, e este é adotado no Brasil
e tem como unidade principal fundamental o metro.
No sistema de Medidas, são consideradas também outras unidades de medidas, consideradas também fundamentais:

Múltiplos e Submúltiplos Diversos


- O grama
Pertence ao gênero masculino. Tenha cuidado, por tanto, ao escrever e pronunciar essa unidade de medidas em seus múltiplos e
submúltiplos, fazendo as devidas concordâncias.
Ex.:
cinco quilogramas
setecentos miligramas
trezentos e vinte gramas
novecentos e dois gramas

Atente para isto: cada unidade de volume é dez vezes maior que a unidade imediatamente inferior.
1 hg = 10 dag = 100 g
1g = 0,1dag

- O Litro
Pertence ao gênero masculino. É uma unidade de medida de volume que está veiculada diretamente ao sistema métrico decimal
e, por tanto, obedecendo aos seus padrões.
Cada Litro corresponde a 01 decímetro cúbico. Em referência ao litro de água (01 l), corresponde a aproximadamente 01
quilograma da substância medida.
Ex.:
(01 l água), um litro de água.
(2,478 dal), dois decalitros e quatrocentos e setenta e oito centilitros
(30, 252 dal), trinta decalitros e duzentos e cinqüenta e dois centilitros

Atente para isto: cada unidade de volume é dez vezes maior que a unidade imediatamente inferior.
10 l = 100 l
1 l = 10 dal

- O Prefixo Quilo
É simbolizado pela letra (K), que indica que a unidade é resultado da multiplicação por mil. Este prefixo Quilo não pode ser usado
sozinho.
Observe:
Errado: quilo; k
Certo: quilograma, kg

57
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Medidas Diversas
- Medidas comprimento
Unidade principal: METRO (m)
Ex.: 01 Km = 1000 m
Ex.: 100 m = 10 dam
Esta unidade possui seus múltiplos e submúltiplos nas formas abaixo:

- Medidas de área
Unidade principal: METRO QUADRADO (m²)
Ex.: 1000 m²
Ex.: 1 m²
Esta unidade possui seus múltiplos e submúltiplos nas formas abaixo:

- Medidas de volume
Unidade principal: METRO CÚBICO (m)
Ex.: 1000 m
Ex.: 1 m
Esta unidade possui seus múltiplos e submúltiplos nas formas abaixo:

- Medidas de capacidade
Unidade principal: LITRO (l)
Ex.: 1 l
Ex.: 1000 Litros
Esta unidade possui seus múltiplos e submúltiplos nas formas abaixo:

- Medidas agrárias
Unidade principal: ARE (a)
Ex.: 1 a
Ex.: 100 hectare
Esta unidade possui seus múltiplos e submúltiplos nas formas abaixo:

- Medidas para lenha (madeira)


Unidade principal: ESTÉREO (st)
Esta unidade possui seus múltiplos e submúltiplos nas formas abaixo:
Obs.: Uma unidade de st (estéreo) equivale a 01 m (metro cúbico)

- Medidas de ângulos
Unidade principal: ÂNGULO RETO (r)
Uma das unidades de ângulo plano é o ângulo reto, e que o símbolo é representado pela letra (r).
Veja a tabela abaixo:

Obs. Importante: os múltiplos e submúltiplos do ângulo reto não têm designação própria, exceto o “grado”, que é a única
designação usada para submúltiplo.
Tabela com algumas unidades de medidas

58
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naturais de 3 algarismos que podemos formar com os


algarismos 1,2,3,4, portanto, concluindo que é possível formar
ANÁLISE COMBINATÓRIA 24 agrupamentos.
A análise combinatória é um dos tópicos que a
matemática é dividida, responsável pelo estudo de Para descobrir essa quantidade de agrupamentos possíveis
critérios para a representação da quantidade de não é necessário montar todo esse esquema, basta utilizar do
possibilidades de acontecer um agrupamento sem que estudo da análise combinatória que divide os agrupamentos
seja preciso desenvolvê-los. em Arranjos simples, Combinações simples, Permutações
simples e Permutações com elementos repetidos. Cada uma
Veja um exemplo de um problema de análise combinatória e dessas divisões possui uma fórmula e uma maneira diferente
como montamos os seus agrupamentos. de identificação, que iremos estudar nessa seção.
Dado o conjunto B dos algarismos B = { 1,2,3,4}. Qual a
quantidade de números naturais de 3 algarismos que O estudo da análise combinatória é dividido em:
podemos formar utilizando os elementos do grupo B? Princípio fundamental da contagem, Fatorial, Arranjos
Simples, Permutação Simples, Combinação Simples,
Esse é um tipo de problema de análise combinatória, pois Permutação com elementos repetidos.
teremos que formar agrupamentos, nesse caso formar
números de 3 algarismos, ou seja, formar agrupamentos com ENTENDA A DIFERENÇA ENTRE PERMUTAÇÃO,
os elementos do conjunto B tomados de 3 em 3. ARRANJO E COMBINAÇÃO
As principais ferramentas da Análise Combinatória são a
Veja como resolveríamos esse problema sem a utilização de Permutação, o Arranjo e a Combinação, mas muitos
critérios ou fórmulas que o estudo da análise combinatória estudantes se confundem na hora de decidir qual delas utilizar
pode nos fornecer. para resolver um problema específico. Aqui, vamos explicar as
características de cada uma e quando devem ser utilizadas.
Uma permutação de n elementos distintos é um agrupamento
ordenado desses elementos. Pode ser calculada pela fórmula
Pn=n!. Ela deve ser utilizada quando você quiser contar
quantas possibilidades existem de se organizar um número de
objetos de forma distinta, por exemplo:
 O número de anagramas da palavra LIVRO é uma
permutação de 5 elementos, calculada através de 5+ = 5 .
4 . 3 . 2 . 1 = 120, pois para a primeira posição você pode
colocar 5 letras; para a segunda, restaram 4, para a
terceira, 3 e assim por diante;
 O número de filas que podem ser formadas com 25
pessoas é 25!, pois para o primeiro lugar da fila temos 25
possibilidades, para o segundo 24 e assim por diante.
Um arranjo de n elementos dispostos p a p, com p menor ou
igual a n, é uma escolha de p entre esses n objetos na qual a
ordem importa. Sua fórmula é dada por

O exemplo mais clássico de arranjo é o pódio: em uma


competição de 20 jogadores, quantas são as possibilidades de
se formar um pódio com os três primeiros lugares? Note que,
neste problema, queremos dispor 20 jogadores em 3 lugares,
onde a ordem importa, afinal o pódio formado por João, por
Marcos e por Pedro não é o mesmo formado por Pedro, por
Marcos e por João. Outro exemplo é o número de
possibilidades de se formar uma foto com n pessoas. Perceba
Esse esquema construído acima representa todos os números

59
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que as permutações nada mais são do que casos particulares Aqui temos um total de m=7 letras, a taxa é p=4, o
de arranjos onde n = p. subconjunto escolhido tem m1=3 elementos e a taxa que este
subconjunto será formado é p1=2. Com as letras A,B e C,
As Combinações de n elementos tomados p a p são escolhas tomadas 2 a 2, temos 6 grupos que estão no conjunto:
não ordenadas desses elementos, calculadas por PABC = {AB,BA,AC,CA,BC,CB}
Com as letras D,E,F e G tomadas 2 a 2, temos 12 grupos que
estão no conjunto:
PDEFG = {DE,DF,DG,ED,EF,EG,FD,FE,FG,GD,GE,GF}
Um exemplo classico é quando queremos formar uma
comissão de 3 pessoas escolhidas entre 10 pessoas. Usando a regra do produto, teremos 72 possibilidades obtidas
pela junção de um elemento do conjunto PABC com um
Diferentemente do pódio do exemplo anterior, uma comissão
formada por João, por Pedro e por Maria é a mesma comissão elemento do conjunto PDEFG. Um típico arranjo para esta
formada por Maria, por Pedro e por João. situação é CAFG.
Por fim, fique com essa frase de impacto:
“Uma escolha ordenada significa escolher e colocar em Permutações
ordem” Quando formamos agrupamentos com m elementos, de forma
ou, matematicamente, que os m elementos sejam distintos entre sí pela ordem. As
A=C.P permutações podem ser simples, com repetição ou circulares.
Permutação simples: São agrupamentos com todos os m
Análise Combinatória elementos distintos.
Análise Combinatória é um conjunto de procedimentos que Fórmula: Ps(m) = m!.
possibilita a construção de grupos diferentes formados por um Cálculo para o exemplo: Ps(3) = 3!=6.
número finito de elementos de um conjunto sob certas Exemplo: Seja C={A,B,C} e m=3. As permutações simples
circunstâncias. desses 3 elementos são 6 agrupamentos que não podem ter a
Na maior parte das vezes, tomaremos conjuntos Z com m repetição de qualquer elemento em cada grupo mas podem
elementos e os grupos formados com elementos de Z terão p aparecer na ordem trocada. Todos os agrupamentos estão no
elementos, isto é, p será a taxa do agrupamento, com p<m. conjunto:
Arranjos, Permutações ou Combinações, são os três tipos Ps={ABC,ACB,BAC,BCA,CAB,CBA}
principais de agrupamentos, sendo que eles podem ser Permutação com repetição: Dentre os m elementos do
simples, com repetição ou circulares. Apresentaremos alguns conjunto C={x1,x2,x3,...,xn}, faremos a suposição que existem
detalhes de tais agrupamentos. m1 iguais a x1, m2 iguais a x2, m3iguais a x3, ... , mn iguais a xn,
Observação: É comum encontrarmos na literatura termos de modo que m1+m2+m3+...+mn=m.
como: arranjar, combinar ou permutar, mas todo o cuidado é Fórmula: Se m=m1+m2+m3+...+mn, então
pouco com os mesmos, que às vezes são utilizados em Pr(m)=C(m,m1).C(m-m1,m2).C(m-m1-m2,m3) ... C(mn,mn)
concursos em uma forma dúbia! Anagrama: Um anagrama é uma (outra) palavra construída
com as mesmas letras da palavra original trocadas de
Arranjos posição.
São agrupamentos formados com p elementos, (p<m) de Cálculo para o exemplo: m1=4, m2=2, m3=1, m4=1 e m=6, logo:
forma que os p elementos sejam distintos entre sí pela ordem Pr(6)=C(6,4).C(6-4,2).C(6-4-1,1)=C(6,4).C(2,2).C(1,1)=15.
ou pela espécie. Os arranjos podem ser simples ou com Exemplo: Quantos anagramas podemos formar com as 6
repetição. letras da palavra ARARAT. A letra A ocorre 3 vezes, a letra R
Arranjo simples: Não ocorre a repetição de qualquer elemento ocorre 2 vezes e a letra T ocorre 1 vez. As permutações com
em cada grupo de p elementos. repetição desses 3 elementos do conjunto C={A,R,T} em
Fórmula: As(m,p) = m!/(m-p)! agrupamentos de 6 elementos são 15 grupos que contêm a
Cálculo para o exemplo: As(4,2) = 4!/2!=24/2=12. repetição de todos os elementos de C aparecendo também na
Exemplo: Seja Z={A,B,C,D}, m=4 e p=2. Os arranjos simples ordem trocada. Todos os agrupamentos estão no conjunto:
desses 4 elementos tomados 2 a 2 são 12 grupos que não Pr={AAARRT,AAATRR,AAARTR,AARRTA,AARTTA,
podem ter a repetição de qualquer elemento mas que podem AATRRA,AARRTA,ARAART,ARARAT,ARARTA,
aparecer na ordem trocada. Todos os agrupamentos estão no ARAATR,ARAART,ARAATR,ATAARA,ATARAR}
conjunto: Permutação circular: Situação que ocorre quando temos
As={AB,AC,AD,BA,BC,BD,CA,CB,CD,DA,DB,DC} grupos com m elementos distintos formando uma
Arranjo com repetição: Todos os elementos podem aparecer circunferência de círculo.
repetidos em cada grupo de p elementos. Fórmula: Pc(m)=(m-1)!
p
Fórmula: Ar(m,p) = m . Cálculo para o exemplo: P(4)=3!=6
2
Cálculo para o exemplo: Ar(4,2) = 4 =16. Exemplo: Seja um conjunto com 4 pessoas K={A,B,C,D}. De
Exemplo: Seja C={A,B,C,D}, m=4 e p=2. Os arranjos com quantos modos distintos estas pessoas poderão sentar-se
repetição desses 4 elementos tomados 2 a 2 são 16 grupos junto a uma mesa circular (pode ser retangular) para realizar o
que onde aparecem elementos repetidos em cada grupo. jantar sem que haja repetição das posições?
Todos os agrupamentos estão no conjunto: Se considerássemos todas as permutações simples possíveis
Ar={AA,AB,AC,AD,BA,BB,BC,BD,CA,CB,CC,CD,DA,DB,DC,D com estas 4 pessoas, teriamos 24 grupos, apresentados no
D} conjunto:
Pc={ABCD,ABDC,ACBD,ACDB,ADBC,ADCB,BACD,BADC,
Arranjo condicional: Todos os elementos aparecem em cada BCAD,BCDA,BDAC,BDCA,CABD,CADB,CBAD,CBDA,
grupo de p elementos, mas existe uma condição que deve ser CDAB,CDBA, DABC,DACB,DBAC,DBCA,DCAB,DCBA}
satisfeita acerca de alguns elementos. Acontece que junto a uma mesa "circular" temos que:
Fórmula: N=A(m1,p1).A(m-m1,p-p1) ABCD=BCDA=CDAB=DABC
Cálculo para o exemplo: N=A(3,2).A(7-3,4- ABDC=BDCA=DCAB=CABD
2)=A(3,2).A(4,2)=6×12=72. ACBD=CBDA=BDAC=DACB
Exemplo: Quantos arranjos com 4 elementos do conjunto ACDB=CDBA=DBAC=BACD
{A,B,C,D,E,F,G}, começam com duas letras escolhidas no ADBC=DBCA=BCAD=CADB
subconjunto {A,B,C}? ADCB=DCBA=CBAD=BADC
60
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Existem somente 6 grupos distintos, dados por: É fácil ver isto ligando r1 a todos os pontos de s e assim
Pc={ABCD,ABDC,ACBD,ACDB,ADBC,ADCB} teremos n segmentos, depois ligando r2 a todos os pontos de s
e assim teremos n segmentos, e continuamos até o último
Combinações ponto para obter também n segmentos. Como existem m
Quando formamos agrupamentos com p elementos, (p<m) de pontos em r e n pontos em s, teremos m.n segmentos
forma que os p elementos sejam distintos entre sí apenas pela possíveis.
espécie.
Combinação simples: Não ocorre a repetição de qualquer Número de Arranjos simples
elemento em cada grupo de p elementos. Seja C um conjunto com m elementos. De quantas maneiras
Fórmula: C(m,p) = m!/[(m-p)! p!] diferentes poderemos escolher p elementos (p<m) deste
Cálculo para o exemplo: C(4,2)=4!/[2!2!]=24/4=6 conjunto? Cada uma dessas escolhas será chamada um
Exemplo: Seja C={A,B,C,D}, m=4 e p=2. As combinações arranjo de m elementos tomados p a p. Construiremos uma
simples desses 4 elementos tomados 2 a 2 são 6 grupos que sequência com os m elementos de C.
não podem ter a repetição de qualquer elemento nem podem c1, c2, c3, c4, c5, ..., cm-2, cm-1, cm
aparecer na ordem trocada. Todos os agrupamentos estão no Cada vez que um elemento for retirado, indicaremos esta
conjunto: operação com a mudança da cor do elemento para a cor
Cs={AB,AC,AD,BC,BD,CD} vermelha.
Combinação com repetição: Todos os elementos podem Para escolher o primeiro elemento do conjunto C que possui
aparecer repetidos em cada grupo até p vezes. m elementos, temos m possibilidades. Vamos supor que a
Fórmula: Cr(m,p)=C(m+p-1,p) escolha tenha caído sobre o m-ésimo elemento de C.
Cálculo para o exemplo: Cr(4,2)=C(4+2- c1, c2, c3, c4, c5, ..., cm-2, cm-1, cm
1,2)=C(5,2)=5!/[2!3!]=10 Para escolher o segundo elemento, devemos observar o que
Exemplo: Seja C={A,B,C,D}, m=4 e p=2. As combinações com sobrou no conjunto e constatamos que agora existem apenas
repetição desses 4 elementos tomados 2 a 2 são 10 grupos m-1 elementos. Suponhamos que tenha sido retirado o último
que têm todas as repetições possíveis de elementos em elemento dentre os que sobraram no conjunto C. O elemento
grupos de 2 elementos não podendo aparecer o mesmo grupo retirado na segunda fase é o (m-1)-ésimo.
com a ordem trocada. De um modo geral neste caso, todos os
c1, c2, c3, c4, c5, ..., cm-2, cm-1, cm
agrupamentos com 2 elementos formam um conjunto com 16
elementos: Após a segunda retirada, sobraram m-2 possibilidades para a
próxima retirada. Do que sobrou, se retirarmos o terceiro
Cr={AA,AB,AC,AD,BA,BB,BC,BD,CA,CB,CC,CD,DA,DB,DC,D
elemento como sendo o de ordem (m-2), teremos algo que
D}
pode ser visualizado como:
mas para obter as combinações com repetição, deveremos
c1, c2, c3, c4, c5, ..., cm-2, cm-1, cm
excluir deste conjunto os 6 grupos que já apareceram antes,
pois AB=BA, AC=CA, AD=DA, BC=CB, BD=DB e CD=DC, Se continuarmos o processo de retirada, cada vez teremos 1
assim as combinações com repetição dos elementos de C elemento a menos do que na fase anterior. Para retirar o p-
tomados 2 a 2, são: ésimo elemento, restarão m-p+1 possibilidades de escolha.
Para saber o número total de arranjos possíveis de m
Cr={AA,AB,AC,AD,BB,BC,BD,CC,CD,DD}
elementos tomados p a p, basta multiplicar os números que
aparecem na segunda coluna da tabela abaixo:
Regras gerais sobre a Análise Combinatória Retirada Número de possibilidades
Problemas de Análise Combinatória normalmente são muito 1 m
difíceis mas eles podem ser resolvidos através de duas regras 2 m-1
básicas: a regra da soma e a regra do produto.
Regra da soma: A regra da soma nos diz que se um elemento 3 m-2
pode ser escolhido de m formas e um outro elemento pode ser ... ...
escolhido de n formas, então a escolha de um ou outro p m-p+1
elemento se realizará de m+n formas, desde que tais escolhas [Link] arranjos m(m-1)(m-2)...(m-p+1)
sejam independentes, isto é, nenhuma das escolhas de um Denotaremos o número de arranjos de m elementos tomados
elemento pode coincidir com uma escolha do outro. p a p, por A(m,p) e a expressão para seu cálculo será dada
Regra do Produto: A regra do produto diz que se um elemento por:
H pode ser escolhido de m formas diferentes e se depois de A(m,p) = m(m-1)(m-2)...(m-p+1)
cada uma dessas escolhas, um outro elemento M pode ser
Exemplo: Consideremos as 5 vogais de nosso alfabeto. Quais
escolhido de n formas diferentes, a escolha do par (H,M) nesta
e quantas são as possibilidades de dispor estas 5 vogais em
ordem poderá ser realizada de m.n formas.
grupos de 2 elementos diferentes? O conjunto solução é:
Exemplo: Consideremos duas retas paralelas ou concorrentes
sem que os pontos sob análise estejam em ambas, sendo que {AE,AI,AO,AU,EA,EI,EO,EU,IA,IE,
a primeira r contem m pontos distintos marcados por r1, r2, r3, IO,IU,OA,OE,OI,OU,UA,UE,UI,UO}
..., rm e a segunda s contem n outros pontos distintos A solução numérica é A(5,2)=5×4=20.
marcados por s1, s2, s3, ..., sn. De quantas maneiras podemos Exemplo: Consideremos as 5 vogais de nosso alfabeto. Quais
traçar segmentos de retas com uma extremidade numa reta e e quantas são as possibilidades de dispor estas 5 vogais em
a outra extremidade na outra reta? grupos de 2 elementos (não necessariamente diferentes)?
Sugestão: Construir uma reta com as 5 vogais e outra reta
paralela à anterior com as 5 vogais, usar a regra do produto
para concluir que há 5x5=25 possibilidades.
O conjunto solução é:
{AA,AE,AI,AO,AU,EA,EE,EI,EO,EU,IA,IE,II,
IO,IU,OA,OE,OI,OO,OU,UA,UE,UI,UO,UU}
Exemplo: Quantas placas de carros podem existir no atual
sistema brasileiro de trânsito que permite 3 letras iniciais e 4
algarismos no final?
XYZ-1234
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Sugestão: Considere que existem 26 letras em nosso alfabeto elementos em grupos com a mesma quantidade p de
que podem ser dispostas 3 a 3 e 10 algarismos que podem elementos, introduziremos o conceito de combinação.
ser dispostos 4 a 4 e em seguida utilize a regra do produto. Diremos que uma coleção de p elementos de um conjunto C
com m elementos é uma combinação de m elementos
Número de Permutações simples tomados p a p, se as coleções com p elementos não tem
Este é um caso particular de arranjo em que p=m. Para obter os mesmos elementos que já apareceram em outras coleções
o número de permutações com m elementos distintos de um com o mesmo número p de elementos.
conjunto C, basta escolher os m elementos em uma Aqui temos outra situação particular de arranjo, mas não pode
determinada ordem. A tabela de arranjos com todas as linhas acontecer a repetição do mesmo grupo de elementos em uma
até a ordem p=m, permitirá obter o número de permutações de ordem diferente.
m elementos: Isto significa que dentre todos os A(m,p) arranjos com p
elementos, existem p! desses arranjos com os mesmos
Retirada Número de possibilidades
elementos, assim, para obter a combinação de m elementos
1 M tomados p a p, deveremos dividir o número A(m,p) por m! para
2 m-1 obter apenas o número de arranjos que contem conjuntos
... ... distintos, ou seja:
p m-p+1 C(m,p) = A(m,p) / p!
... ... Como
m-2 3 A(m,p) = m.(m-1).(m-2)...(m-p+1)
m-1 2 então:
m 1 C(m,p) = [ m.(m-1).(m-2). ... .(m-p+1)] / p!
[Link] permutações m(m-1)(m-2)...(m-p+1)...[Link] que pode ser reescrito
Denotaremos o número de permutações de m elementos, por C(m,p)=[m.(m-1).(m-2)...(m-p+1)]/[([Link]....(p-1)p]
P(m) e a expressão para seu cálculo será dada por: Multiplicando o numerador e o denominador desta fração por
P(m) = m(m-1)(m-2) ... (m-p+1) ... 3 . 2 . 1 (m-p)(m-p-1)(m-p-2)...3.2.1
Em função da forma como construímos o processo, podemos que é o mesmo que multiplicar por (m-p)!, o numerador da
escrever: fração ficará:
A(m,m) = P(m) m.(m-1).(m-2).....(m-p+1)(m-p)(m-p-1)...3.2.1 = m!
Como o uso de permutações é muito intenso em Matemática e e o denominador ficará:
nas ciências em geral, costuma-se simplificar a permutação de
m elementos e escrever simplesmente: p! (m-p)!
Assim, a expressão simplificada para a combinação de m
P(m) = m!
elementos tomados p a p, será uma das seguintes:
Este símbolo de exclamação posto junto ao número m é lido
como: fatorial de m, onde m é um número natural.
Embora zero não seja um número natural no sentido que
tenha tido origem nas coisas da natureza, procura-se dar
sentido para a definição de fatorial de m de uma forma mais
ampla, incluindo m=0 e para isto podemos escrever: Número de arranjos com repetição
0!=1 Seja C um conjunto com m elementos distintos e considere p
Em contextos mais avançados, existe a função gama que elementos escolhidos neste conjunto em uma ordem
generaliza o conceito de fatorial de um número real, excluindo determinada. Cada uma de tais escolhas é denominada um
os inteiros negativos e com estas informações pode- arranjo com repetição de m elementos tomados p a p.
se demonstrar que 0!=1. Acontece que existem m possibilidades para a colocação de
O fatorial de um número inteiro não negativo pode ser definido cada elemento, logo, o número total de arranjos com repetição
p
de uma forma recursiva através da função P=P(m) ou com o de m elementos escolhidos p a p é dado por m . Indicamos
uso do sinal de exclamação: isto por:
p
(m+1)! = (m+1).m!, 0! = 1 Arep(m,p) = m
Exemplo: De quantos modos podemos colocar juntos 3 livros
A, B e C diferentes em uma estante? O número de arranjos é Número de permutações com repetição
P(3)=6 e o conjunto solução é: Consideremos 3 bolas vermelhas, 2 bolas azuis e 5 bolas
P={ABC,ACB,BAC,BCA,CAB,CBA} amarelas. Coloque estas bolas em uma ordem determinada.
Exemplo: Quantos anagramas são possíveis com as letras da Iremos obter o número de permutações com repetição dessas
palavra AMOR? O número de arranjos é P(4)=24 e o conjunto bolas. Tomemos 10 compartimentos numerados onde serão
solução é: colocadas as bolas. Primeiro coloque as 3 bolas vermelhas
P={AMOR,AMRO,AROM,ARMO,AORM,AOMR,MARO,MAOR, em 3 compartimentos, o que dá C(10,3) possibilidades. Agora
MROA,MRAO,MORA,MOAR,OAMR,OARM,ORMA,ORAM, coloque as 2 bolas azuis nos compartimentos restantes para
OMAR,OMRA,RAMO,RAOM,RMOA,RMAO,ROAM,ROMA} obter C(10-3,2) possibilidades e finalmente coloque as 5 bolas
amarelas. As possibilidades são C(10-3-2,5).
O número total de possibilidades pode ser calculado como:
Número de Combinações simples
Seja C um conjunto com m elementos distintos. No estudo de
arranjos, já vimos antes que é possível escolher p elementos
de A, mas quando realizamos tais escolhas pode acontecer
que duas coleções com p elementos tenham os mesmos
elementos em ordens trocadas. Uma situação típica é a Número de combinações com repetição
escolha de um casal (H,M). Quando se fala casal, não tem Considere m elementos distintos e ordenados. Escolha p
importância a ordem da posição (H,M) ou (M,H), assim não há elementos um após o outro e ordene estes elementos na
a necessidade de escolher duas vezes as mesmas pessoas mesma ordem que os elementos dados. O resultado é
para formar o referido casal. Para evitar a repetição de chamado uma combinação com repetição de m elementos
tomados p a p. Denotamos o número destas combinações por
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Crep(m,p). Aqui a taxa p poderá ser maior do que o número m Consideremos uma urna que contenha 49 bolas azuis e 1 bola
de elementos. branca. Para uma retirada, teremos duas possibilidades: bola
Seja o conjunto A=(a,b,c,d,e) e p=6. As coleções (a,a,b,d,d,d), azul ou bola branca. Percebemos entretanto que será muito
(b,b,b,c,d,e) e (c,c,c,c,c,c) são exemplos de combinações com mais frequente obtermos numa retirada, uma bola azul,
repetição de 5 elementos escolhidos 6 a 6. resultando daí, podermos afirmar que o evento "sair bola azul"
Podemos representar tais combinações por meio de símbolos tem maior probabilidade de ocorrer, do que o evento "sair bola
# e vazios Ø onde cada ponto # é repetido (e colocado junto) branca".
tantas vezes quantas vezes aparece uma escolha do mesmo
tipo, enquanto o vazio Ø serve para separar os objetos em CONCEITO ELEMENTAR DE PROBABILIDADE
função das suas diferenças Seja U um espaço amostral finito e equiprovável e A um
(a,a,b,d,d,d) equivale a ##Ø#ØØ###Ø determinado evento ou seja, um subconjunto de U. A
(b,b,b,c,d,e) equivale a Ø###Ø#Ø#Ø# probabilidade p(A) de ocorrência do evento A será calculada
(c,c,c,c,c,c) equivale a ØØ######ØØ pela fórmula
Cada símbolo possui 10 lugares com exatamente 6# e 4Ø.
Para cada combinação existe uma correspondência biunívoca p(A) = n(A) / n(U)
com um símbolo e reciprocamente. Podemos construir um
símbolo pondo exatamente 6 pontos em 10 lugares. Após isto, onde:
os espaços vazios são prenchidos com barras. Isto pode ser n(A) = número de elementos de A e n(U) = número de
feito de C(10,6) modos. Assim: elementos do espaço de prova U.
Crep(5,6) = C(5+6-1,6)
Generalizando isto, podemos mostrar que: Vamos utilizar a fórmula simples acima, para resolver os
seguintes exercícios introdutórios:
Crep(m,p) = C(m+p-1,p)
1.1 - Considere o lançamento de um dado. Calcule a
probabilidade de:
Propriedades das combinações a) sair o número 3:
O segundo número, indicado logo acima por p é conhecido Temos U = {1, 2, 3, 4, 5, 6} [n(U) = 6] e A = {3} [n(A) = 1].
como a taxa que define a quantidade de elementos de cada Portanto, a probabilidade procurada será igual a p(A) = 1/6.
escolha. b) sair um número par: agora o evento é A = {2, 4, 6} com 3
elementos; logo a probabilidade procurada será p(A) = 3/6 =
Taxas complementares 1/2.
C(m,p)=C(m,m-p) c) sair um múltiplo de 3: agora o evento A = {3, 6} com 2
Exemplo: C(12,10) = C(12,2)=66. elementos; logo a probabilidade procurada será p(A) = 2/6 =
1/3.
Relação do triângulo de Pascal d) sair um número menor do que 3: agora, o evento A = {1, 2}
com dois elementos. Portanto,p(A) = 2/6 = 1/3.
C(m,p)=C(m-1,p)+C(m-1,p-1)
e) sair um quadrado perfeito: agora o evento A = {1,4} com
Exemplo: C(12,10)=C(11,10)+C(11,9)=605 dois elementos. Portanto, p(A) = 2/6 = 1/3.
1.2 - Considere o lançamento de dois dados. Calcule a
NOÇÕES DE PROBABILIDADE probabilidade de:
Chama-se experimento aleatório àquele cujo resultado é a) sair a soma 8
imprevisível, porém pertence necessariamente a um conjunto Observe que neste caso, o espaço amostral U é constituído
de resultados possíveis denominado espaço amostral. pelos pares ordenados (i,j), onde i = número no dado 1 e j =
Qualquer subconjunto desse espaço amostral é número no dado 2.
denominado evento. É evidente que teremos 36 pares ordenados possíveis do tipo
Se este subconjunto possuir apenas um elemento, o (i, j) onde i = 1, 2, 3, 4, 5, ou 6, o mesmo ocorrendo com j.
denominamos evento elementar. As somas iguais a 8, ocorrerão nos casos:(2,6),(3,5),(4,4),(5,3)
e (6,2). Portanto, o evento "soma igual a 8" possui 5
Por exemplo, no lançamento de um dado, o nosso espaço elementos. Logo, a probabilidade procurada será igual a p(A)
amostral seria U = {1, 2, 3, 4, 5, 6}. = 5/36.
b) sair a soma 12
Exemplos de eventos no espaço amostral U: Neste caso, a única possibilidade é o par (6,6). Portanto, a
A: sair número maior do que 4: A = {5, 6} probabilidade procurada será igual a p(A) = 1/36.
B: sair um número primo e par: B = {2} 1.3 – Uma urna possui 6 bolas azuis, 10 bolas vermelhas e 4
C: sair um número ímpar: C = {1, 3, 5} bolas amarelas. Tirando-se uma bola com reposição, calcule
as probabilidades seguintes:
Nota: O espaço amostral é também denominado espaço de a) sair bola azul
prova. p(A) = 6/20 = 3/10 = 0,30 = 30%
Trataremos aqui dos espaços amostrais equiprováveis, ou b) sair bola vermelha
seja, aqueles onde os eventos elementares possuem a p(A) = 10/20 =1/2 = 0,50 = 50%
mesma chance de ocorrerem. c) sair bola amarela
p(A) = 4/20 = 1/5 = 0,20 = 20%
Por exemplo, no lançamento do dado acima, supõe-se que
sendo o dado perfeito, as chances de sair qualquer número de Vemos no exemplo acima, que as probabilidades podem ser
1 a 6 são iguais. Temos então um espaço equiprovável. expressas como porcentagem. Esta forma é conveniente, pois
Em oposição aos fenômenos aleatórios, existem permite a estimativa do número de ocorrências para um
os fenômenos determinísticos, que são aqueles cujos número elevado de experimentos. Por exemplo, se o
resultados são previsíveis, ou seja, temos certeza dos experimento acima for repetido diversas vezes, podemos
resultados a serem obtidos. afirmar que em aproximadamente 30% dos casos, sairá bola
Normalmente existem diversas possibilidades possíveis de azul, 50% dos casos sairá bola vermelha e 20% dos casos
ocorrência de um fenômeno aleatório, sendo a medida sairá bola amarela. Quanto maior a quantidade de
numérica da ocorrência de cada uma dessas possibilidades, experimentos, tanto mais a distribuição do número de
denominada Probabilidade. ocorrências se aproximará dos percentuais indicados.
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elementos de A que também pertencem a B, pelo número de


Propriedades elementos de B. A probabilidade de ocorrer A, sabendo-se
P1: A probabilidade do evento impossível é nula. que já ocorreu B, é denominada Probabilidade condicional e é
Com efeito, sendo o evento impossível o conjunto vazio (Ø), indicada por p(A/B) – probabilidade de ocorrer A sabendo-se
teremos: que já ocorreu B – daí, o nome de probabilidade condicional.
p(Ø) = n(Ø)/n(U) = 0/n(U) = 0
Por exemplo, se numa urna só existem bolas brancas, a Teremos então:
probabilidade de se retirar uma bola verde (evento impossível, p(A/B) = n(A Ç B)/ n(B)
neste caso) é nula. onde A Ç B = interseção dos conjuntos A e B.

P2: A probabilidade do evento certo é igual a unidade. Esta fórmula é importante, mas pode ser melhorada. Vejamos:
Com efeito, p(A) = n(U)/n(U) = 1 Ora, a expressão acima, pode ser escrita sem nenhum
Por exemplo, se numa urna só existem bolas vermelhas, a prejuízo da elegância, nem do rigor, como:
probabilidade de se retirar uma bola vermelha (evento certo, p(A/B) = [n(A ÇB)/n(U)] . [n(U)/n(B)]
neste caso) é igual a 1. p(A/B) = p(A ÇB) . 1/p(B)
Vem, então: P(A/B) = p(A Ç B)/p(B), de onde concluímos
P3: A probabilidade de um evento qualquer é um número real finalmente:
situado no intervalo real [0, 1].
Esta propriedade, decorre das propriedades 1 e 2 acima. p(A ÇB) = p(A/B).p(B)
Esta fórmula é denominada Lei das Probabilidades
P4: A soma das probabilidades de um evento e do seu evento Compostas.
complementar é igual a unidade. Esta importante fórmula, permite calcular a probabilidade da
Seja o evento A e o seu complementar A'. Sabemos ocorrência simultânea dos eventos A e B, sabendo-se que já
que A U A' = U. ocorreu o evento B.
n(A U A') = n(U) e, portanto, n(A) + n(A') = n(U). Se a ocorrência do evento B, não mudar a probabilidade da
Dividindo ambos os membros por n(U), vem: ocorrência do evento A, então p(A/B) = p(A) e, neste caso, os
n(A)/n(U) + n(A')/n(U) = n(U)/n(U), de onde conclui-se: eventos são ditos independentes, e a fórmula acima fica:
p(A) + p(A') = 1 p(A ÇB) = p(A) . p(B)
Podemos então afirmar, que a probabilidade de ocorrência
Nota: esta propriedade simples, é muito importante pois facilita simultânea de eventos independentes, é igual ao produto das
a solução de muitos problemas aparentemente complicados. probabilidades dos eventos considerados.
Em muitos casos, é mais fácil calcular a probabilidade do Exemplo:
evento complementar e, pela propriedade acima, fica fácil
determinar a probabilidade do evento. Uma urna possui cinco bolas vermelhas e duas bolas
P5: Sendo A e B dois eventos, podemos escrever: brancas.
p(A U B) = p(A) + p(B) – p(A Ç B) Calcule as probabilidades de:
Observe que se A ÇB= Ø (ou seja, a interseção entre a) em duas retiradas, sem reposição da primeira bola retirada,
os conjuntos A e B é o conjunto vazio), então p(A U B) = p(A) sair uma bola vermelha (V) e depois uma bola branca (B).
+ p(B). Solução:
Com efeito, já sabemos da Teoria dos Conjuntos que p(V Ç B) = p(V) . p(B/V)
n(A U B) = n(A) + n(B) – n(A ÇB) p(V) = 5/7 (5 bolas vermelhas de um total de 7).
Dividindo ambos os membros por n(U) e aplicando a definição Supondo que saiu bola vermelha na primeira retirada, ficaram
de probabilidade, concluímos rapidamente a veracidade da 6 bolas na urna. Logo:
fórmula acima. p(B/V) = 2/6 = 1/3
Exemplo: Da lei das probabilidades compostas, vem finalmente que:
P(V Ç B) = 5/7 . 1/3 = 5/21 = 0,2380 = 23,8%
Em uma certa comunidade existem dois jornais J e P. Sabe-se b) em duas retiradas, com reposição da primeira bola retirada,
que 5000 pessoas são assinantes do jornal J, 4000 são sair uma bola vermelha e depois uma bola branca.
assinantes de P, 1200 são assinantes de ambos e 800 não Solução:
lêem jornal. Qual a probabilidade de que uma pessoa Com a reposição da primeira bola retirada, os eventos ficam
escolhida ao acaso seja assinante de ambos os jornais? independentes. Neste caso, a probabilidade buscada poderá
SOLUÇÃO: ser calculada como:
Precisamos calcular o número de pessoas do conjunto P(V Ç B) = p(V) . p(B) = 5/7 . 2/7 = 10/49 = 0,2041 = 20,41%
universo, ou seja, nosso espaço amostral. Teremos: Observe atentamente a diferença entre as soluções dos itens
n(U) = N(J U P) + N.º de pessoas que não lêem jornais. (a) e (b) acima, para um entendimento perfeito daquilo que
n(U) = n(J) + N(P) – N(J ÇP) + 800 procuramos transmitir.
n(U) = 5000 + 4000 – 1200 + 800
n(U) = 8600 NOÇÕES DE ESTATÍSTICA
Portanto, a probabilidade procurada será igual a: Média aritmética simples
p = 1200/8600 = 12/86 = 6/43. Ela está tão presente em nosso dia-a-dia que qualquer pessoa
Logo, p = 6/43 = 0,1395 = 13,95%. entende seu significado e a utiliza com frequência. A média de
um conjunto de valores numéricos é calculada somando-se
A interpretação do resultado é a seguinte: escolhendo-se ao todos estes valores e dividindo-se o resultado pelo número de
acaso uma pessoa da comunidade, a probabilidade de que ela elementos somados, que é igual ao número de elementos do
seja assinante de ambos os jornais é de aproximadamente conjunto, ou seja, a média de n números é sua soma dividida
14%.(contra 86% de probabilidade de não ser). por n.
4 – Probabilidade condicional Por exemplo, a média entre 5, 10 e 6 será:
Considere que desejamos calcular a probabilidade da
ocorrência de um evento A, sabendo-se de antemão que
ocorreu um certo evento B. Pela definição de probabilidade
vista anteriormente, sabemos que a probabilidade de A deverá Média ponderada
ser calculada, dividindo-se o número de elementos de
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Nestes casos, o cálculo da média deve levar em conta esta


importância relativa ou peso relativo. Este tipo de média
chama-se média aritmética ponderada.

MODA Barras
É o valor que ocorre com maior frequência em uma série Usado para comparar dados quantitativos e formado por
de valores. barras de mesma largura e comprimento variável, pois
dependem do montante que representam. A barra mais longa
Desse modo, o salário modal dos empregados de uma fábrica indica a maior quantidade e, com base nela, é possível
é o salário mais comum, isto é, o salário recebido pelo maior analisar como certo dado está em relação aos demais.
número de empregados dessa fábrica. As espécies animais ameaçadas de extinção na mata
Atlântica
MEDIANA
A mediana, é uma medida de localização do centro da
distribuição dos dados, definida do seguinte modo: Ordenados
os elementos da amostra, a mediana é o valor (pertencente ou
não à amostra) que a divide ao meio, isto é, 50% dos
elementos da amostra são menores ou iguais à mediana e os
outros 50% são maiores ou iguais à mediana Para a sua
determinação utiliza-se a seguinte regra, depois de ordenada
a amostra de n elementos: Se n é ímpar, a mediana é o
elemento médio. Se n é par, a mediana é a semi-soma dos
dois elementos médios.
Setor
Gráficos e tabelas para organizar informações Útil para agrupar ou organizar quantitativamente dados
Saiba por que e como ensinar os alunos a ler e interpretar os considerando um total. A circunferência representa o todo e é
dados apresentados em gráficos e tabelas dividida de acordo os números relacionados ao tema
Imagine o seguinte: na sala dos professores da escola, há um abordado.
cartaz com a frase "Em 2007, eram 734 estudantes
matriculados; em 2008, 753; em 2009, 777; em 2010, 794; e,
em 2011, 819".

Se você acha que esses números não contribuem para Evolução do desmatamento na região da Amazônia
mostrar com clareza o histórico da instituição nem para
destacar o percurso crescente de matrículas, tem toda razão.
Há uma maneira mais clara e eficiente de apresentar esses
dados: um gráfico. Observe:

Evolução do número de alunos da escola

Linhas
Apresenta a evolução de um dado. Eixos na vertical e na
horizontal indicam as informações a que se refere e a linha
traçada entre eles, ascendente, descendente constante ou
Esse exemplo revela claramente que para cada informação com vários altos e baixos mostra o percurso de um fenômeno
que se quer comunicar há uma linguagem mais adequada- aí específico.
se incluem textos, gráficos e tabelas. "Eles são usados para
facilitar a leitura do conteúdo, já que apresentam as MEDIDAS DE DISPERSÃO
informações de maneira mais visual", explica Cleusa Um aspecto importante no estudo descritivo de um conjunto
Capelossi Reis, formadora de Matemática da Secretaria de dados, é o da determinação da variabilidade ou dispersão
Municipal de Educação de São Caetano do Sul, na Grande desses dados, relativamente à medida de localização do
São Paulo. centro da amostra.
Um gráfico mais adequado para cada tipo de informação. Supondo ser a média, a medida de localização mais
importante, será relativamente a ela que se define a principal
Os prédios mais altos do mundo medida de dispersão - a variância, apresentada a seguir.

VARIÂNCIA
Define-se a variância, como sendo a medida que se obtém
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somando os quadrados dos desvios das observações da Significa que em cada R$100 houve um acréscimo de
amostra, relativamente à sua média, e dividindo pelo número R$15,00
de observações da amostra menos um. • O cliente recebeu um desconto de 10% em todas as
mercadorias.
Significa que em cada R$100 foi dado um desconto de
R$10,00
• Dos jogadores que jogam no Grêmio, 90% são
DESVIO-PADRÃO craques.
Uma vez que a variância envolve a soma de quadrados, a Significa que em cada 100 jogadores que jogam no Grêmio,
unidade em que se exprime não é a mesma que a dos dados. 90 são craques.
Assim, para obter uma medida da variabilidade ou dispersão
com as mesmas unidades que os dados, tomamos a raiz RAZÃO CENTESIMAL
quadrada da variância e obtemos o desvio padrão: Toda a razão que tem para consequente o número 100
O desvio padrão é uma medida que só pode assumir valores denomina-se razão centesimal. Alguns exemplos:
não negativos e quanto maior for, maior será a dispersão dos Podemos representar uma razão centesimal de outras formas:
dados. As expressões 7%, 16% e 125% são chamadas taxas
Algumas propriedades do desvio padrão, que resultam centesimais ou taxas percentuais.
imediatamente da definição, são:
o desvio padrão será maior, quanta mais variabilidade houver Considere o seguinte problema:
entre os dados. João vendeu 50% dos seus 50 cavalos. Quantos cavalos ele
vendeu?
Para solucionar esse problema devemos aplicar a taxa
percentual (50%) sobre o total de cavalos.
Logo, ele vendeu 25 cavalos, que representa a porcentagem
procurada.
DISTRIBUIÇÃO NORMAL
Portanto, chegamos a seguinte definição:
A distribuição normal é a mais importante distribuição
Porcentagem é o valor obtido ao aplicarmos uma taxa
estatística, considerando a questão prática e teórica.
percentual a um determinado valor.
Considerando a probabilidade de ocorrência, a área sob sua
curva soma 100%. Isso quer dizer que a probabilidade de uma
Exemplos:
observação assumir um valor entre dois pontos quaisquer é
• Calcular 10% de 300.
igual à área compreendida entre esses dois pontos.
• Calcular 25% de 200kg.
Logo, 50kg é o valor correspondente à porcentagem
procurada.

EXERCÍCIOS:
1) Um jogador de futebol, ao longo de um campeonato, cobrou
75 faltas, transformando em gols 8% dessas faltas. Quantos
gols de falta esse jogador fez?
Portanto o jogador fez 6 gols de falta.
68,26% => 1 desvio 2) Se eu comprei uma ação de um clube por R$250,00 e a
95,44% => 2 desvios revendi por R$300,00, qual a taxa percentual de lucro obtida?
99,73% => 3 desvios Montamos uma equação, onde somando os R$250,00 iniciais
com a porcentagem que aumentou em relação a esses
Na figura acima, tem as barras na cor marrom representando R$250,00, resulte nos R$300,00.
os desvios padrões. Quanto mais afastado do centro da curva Portanto, a taxa percentual de lucro foi de 20%.
normal, mais área compreendida abaixo da curva haverá. A ________________________________________
um desvio padrão, temos 68,26% das observações contidas. Uma dica importante: o FATOR DE MULTIPLICAÇÃO.
A dois desvios padrões, possuímos 95,44% dos dados Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um
compreendidos e finalmente a três desvios, temos 99,73%. determinado valor, podemos calcular o novo valor apenas
Podemos concluir que quanto maior a variabilidade dos dados multiplicando esse valor por 1,10, que é o fator de
em relação à média, maior a probabilidade de encontrarmos o multiplicação. Se o acréscimo for de 20%, multiplicamos por
valor que buscamos embaixo da normal. 1,20, e assim por diante. Veja a tabela abaixo:
Acréscimo ou Lucro Fator de Multiplicação
Propriedade 1: 10% 1,10
"f(x) é simétrica em relação à origem, x = média = 0; 15% 1,15
Propriedade 2: 20% 1,20
"f(x) possui um máximo para z=0, e nesse caso sua ordenada 47% 1,47
vale 0,39; 67% 1,67
Propriedade3:
"f(x) tende a zero quando x tende para + infinito ou - infinito; Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos: 10
Propriedade4: * 1,10 = R$ 11,00
"f(x) tem dois pontos de inflexão cujas abscissas valem média No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação
+ DP e média - DP, ou quando z tem dois pontos de inflexão será:
cujas abscissas valem +1 e -1. Fator de Multiplicação = 1 - taxa de desconto (na forma
decimal)
PORCENTAGEM Veja a tabela abaixo:
É frequente o uso de expressões que refletem acréscimos ou Desconto Fator de Multiplicação
reduções em preços, números ou quantidades, sempre 10% 0,90
tomando por base 100 unidades. Alguns exemplos: 25% 0,75
• A gasolina teve um aumento de 15% 34% 0,66
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60% 0,40 Solução: montando a tabela, colocando em cada coluna


90% 0,10 as grandezas de mesma espécie e, em cada linha, as
Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos: 10 grandezas de espécies diferentes que se correspondem:
* 0,90 = R$ 9,00 Horas Caminhões Volume
8 20 160
REGRA DE TRÊS SIMPLES 5 x 125
Regra de três simples é um processo prático para resolver Identificação dos tipos de relação:
problemas que envolvam quatro valores dos quais Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna
conhecemos três deles. Devemos, portanto, determinar um que contém o x (2ª coluna).
valor a partir dos três já conhecidos.
Passos utilizados numa regra de três simples: A seguir, devemos comparar cada grandeza com aquela
1º) Construir uma tabela, agrupando as grandezas da mesma onde está o x.
espécie em colunas e mantendo na mesma linha as Observe que:
grandezas de espécies diferentes em correspondência. Aumentando o número de horas de trabalho, podemos
2º) Identificar se as grandezas são diretamente ou diminuir o número de caminhões. Portanto a relação é
inversamente proporcionais. inversamente proporcional (seta para cima na 1ª coluna).
3º) Montar a proporção e resolver a equação. Aumentando o volume de areia, devemos aumentar o
número de caminhões. Portanto a relação é diretamente
Exemplos: proporcional (seta para baixo na 3ª coluna). Devemos igualar
1) Com uma área de absorção de raios solares de 1,2m2, a razão que contém o termo x com o produto das outras
uma lancha com motor movido a energia solar consegue razões de acordo com o sentido das setas.
produzir 400 watts por hora de energia. Aumentando-se essa Montando a proporção e resolvendo a equação temos:
área para 1,5m2, qual será a energia produzida?
Solução: montando a tabela:
Área (m2) Energia (Wh)
1,2 400 Logo, serão necessários 25 caminhões.
1,5 x ________________________________________
Identificação do tipo de relação:
Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que 2) Numa fábrica de brinquedos, 8 homens montam 20
contém o x (2ª coluna). carrinhos em 5 dias. Quantos carrinhos serão montados por 4
Observe que: Aumentando a área de absorção, a energia homens em 16 dias?
solar aumenta. Solução: montando a tabela:
Como as palavras correspondem (aumentando - aumenta), Homens Carrinhos Dias
podemos afirmar que as grandezas são diretamente 8 20 5
proporcionais. Assim sendo, colocamos uma outra seta no 4 x 16
mesmo sentido (para baixo) na 1ª coluna. Montando a
proporção e resolvendo a equação temos: Observe que:
Aumentando o número de homens, a produção de carrinhos
Logo, a energia produzida será de 500 watts por hora. aumenta. Portanto a relação é diretamente proporcional (não
2) Um trem, deslocando-se a uma velocidade média de precisamos inverter a razão).
400Km/h, faz um determinado percurso em 3 horas. Em Aumentando o número de dias, a produção de carrinhos
quanto tempo faria esse mesmo percurso, se a velocidade aumenta. Portanto a relação também é diretamente
utilizada fosse de 480km/h? proporcional (não precisamos inverter a razão). Devemos
Solução: montando a tabela: igualar a razão que contém o termo x com o produto das
Velocidade (Km/h) Tempo (h) outras razões.
400 3 Montando a proporção e resolvendo a equação temos:
480 x
Logo, serão montados 32 carrinhos.
Identificação do tipo de relação: ________________________________________
Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que 3) Dois pedreiros levam 9 dias para construir um muro
contém o x (2ª coluna). com 2m de altura. Trabalhando 3 pedreiros e aumentando a
Observe que: Aumentando a velocidade, o tempo do percurso altura para 4m, qual será o tempo necessário para completar
diminui. esse muro?
Como as palavras são contrárias (aumentando - diminui), Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna
podemos afirmar que as grandezas são inversamente que contém o x. Depois colocam-se flechas concordantes para
proporcionais. Assim sendo, colocamos uma outra seta no as grandezas diretamente proporcionais com a incógnita e
sentido contrário (para cima) na 1ª coluna. discordantes para as inversamente proporcionais, como
Montando a proporção e resolvendo a equação temos: mostra a figura abaixo:
Logo, o tempo desse percurso seria de 2,5 horas ou 2 horas e
30 minutos. Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

3) Bianca comprou 3 camisetas e pagou R$120,00. Quanto Logo, para completar o muro serão necessários 12 dias.
ela pagaria se comprasse 5 camisetas do mesmo tipo e ________________________________________
preço? Exercícios complementares
Agora chegou a sua vez de tentar. Pratique tentando fazer
REGRA DE TRÊS COMPOSTA esses exercícios:
1) Três torneiras enchem uma piscina em 10 horas.
A regra de três composta é utilizada em problemas com mais
Quantas horas levarão 10 torneiras para encher 2 piscinas?
de duas grandezas, direta ou inversamente proporcionais.
Resposta: 6 horas.
Exemplos:
2) Uma equipe composta de 15 homens extrai, em 30 dias,
1) Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m3 de
3,6 toneladas de carvão. Se for aumentada para 20 homens,
areia. Em 5 horas, quantos caminhões serão necessários para
descarregar 125m3?
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em quantos dias conseguirão extrair 5,6 toneladas de carvão? Resposta para o problema: existem 90 possibilidades de
Resposta: 35 dias. pratos que podem ser montados com as comidas e bebidas
3) Vinte operários, trabalhando 8 horas por dia, gastam 18 disponíveis.
dias para construir um muro de 300m. Quanto tempo levará
uma turma de 16 operários, trabalhando 9 horas por dia, para Outro exemplo:
construir um muro de 225m? Resposta: 15 dias. No sistema brasileiro de placas de carro, cada placa é
4) Um caminhoneiro entrega uma carga em um mês, formada por três letras e quatro algarismos. Quantas placas
viajando 8 horas por dia, a uma velocidade média de 50 km/h. onde o número formado pelos algarismos seja par, podem ser
Quantas horas por dia ele deveria viajar para entregar essa formadas?
carga em 20 dias, a uma velocidade média de 60 km/h? Primeiro, temos de saber que existem 26 letras. Segundo,
Resposta: 10 horas por dia. para que o numero formado seja par, teremos de limitar o
5) Com uma certa quantidade de fio, uma fábrica produz ultimo algarismo à um numero par. Depois, basta multiplicar.
5400m de tecido com 90cm de largura em 50 minutos. 26 x 26 x 26 = 17.576 -> parte das letras
Quantos metros de tecido, com 1 metro e 20 centímetros de 10 x 10 x 10 x 5 = 5.000 -> parte dos algarismos, note que na
largura, seriam produzidos em 25 minutos? Resposta: 2025 última casa temos apenas 5 possibilidades, pois queremos um
metros número par (0 , 2 , 4 , 6 , 8).
Camisetas Preço (R$) Agora é só multiplicar as partes: 17.576 x 5.000 = 87.880.000
3 120 Resposta para a questão: existem 87.880.000 placas onde a
5 x parte dos algarismos formem um número par.
Observe que: Aumentando o número de camisetas, o
preço aumenta. RAZÃO E PROPORÇÃO
Como as palavras correspondem (aumentando - Chama-se de razão entre dois números racionais a e b, com
aumenta), podemos afirmar que as grandezas são b 0, ao quociente entre eles. Indica-se a razão de a para b por
diretamente proporcionais. Montando a proporção e a/b ou a : b.
resolvendo a equação temos: Exemplo:
Na sala da 6 B de um colégio há 20 rapazes e 25 moças.
Logo, a Bianca pagaria R$200,00 pelas 5 camisetas. Encontre a razão entre o número de rapazes e o número de
________________________________________ moças. (lembrando que razão é divisão)
4) Uma equipe de operários, trabalhando 8 horas por dia,
realizou determinada obra em 20 dias. Se o número de horas
de serviço for reduzido para 5 horas, em que prazo essa
Voltando ao exercício anterior, vamos encontrar a razão entre
equipe fará o mesmo trabalho?
Solução: montando a tabela: o número de moças e rapazes.
Horas por dia Prazo para término (dias)
8 20
5 x
Observe que: Diminuindo o número de horas trabalhadas Lendo Razões
por dia, o prazo para término aumenta.
Como as palavras são contrárias (diminuindo - aumenta),
podemos afirmar que as grandezas são inversamente
proporcionais. Montando a proporção e resolvendo a equação
temos:

PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA CONTAGEM Termos de uma Razão


O princípio fundamental da contagem nos diz que sempre
devemos multiplicar os números de opções entre as escolhas
que podemos fazer. Por exemplo, para montar um
computador, temos 3 diferentes tipos de monitores, 4 tipos de
teclados, 2 tipos de impressora e 3 tipos de "CPU". Para saber Grandezas Especiais
o numero de diferentes possibilidades de computadores que Escala, é a razão entre a medida no desenho e o
podem ser montados com essas peças, somente correspondente na medida real.
multiplicamos as opções:
3 x 4 x 2 x 3 = 72

Então, têm-se 72 possibilidades de configurações diferentes.


Exemplo:
Um problema que ocorre é quando aparece a palavra "ou",
Em um mapa, a distância entre Montes Claros e Viçosa é
como na questão:
representada por um segmento de 7,2 cm. A distância real
Quantos pratos diferentes podem ser solicitados por um
entre essas cidades é de 4320km. Vamos calcular a escala
cliente de restaurante, tendo disponível 3 tipos de arroz, 2 de
deste mapa.
feijão, 3 de macarrão, 2 tipos de cervejas e 3 tipos de
As medidas devem estar na mesma unidade, logo 4320km =
refrigerante, sendo que o cliente não pode pedir cerveja e
432 000 000 cm
refrigerante ao mesmo tempo, e que ele obrigatoriamente
tenha de escolher uma opção de cada alimento?

A resolução é simples: 3 x 2 x 3 = 18 , somente pela comida.


Como o cliente não pode pedir cerveja e refrigerantes juntos,
não podemos multiplicar as opções de refrigerante pelas
opções de cerveja. O que devemos fazer aqui é apenas somar Velocidade média, é a razão entre a distância a ser percorrida
essas possibilidades: e o tempo gasto. (observe que neste caso as unidades são
(3 x 2 x 3) x (2 + 3) = 90

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diferentes) v 300 mm2 = 0,0003 m2


v 63,9 cm2 = 0,000000639 hm2

MEDIDAS DE VOLUME (METRO CÚBICO)


Exemplo: O metro cúbico é um padrão internacional para medidas de
Um carro percorre 320km em 4h. determine a velocidade volume, e é equivalente ao volume de um cubo de aresta 1m.
média deste carro. A unidade fundamental é o metro cúbico (m3). A relação entre
Velocidade= 320/4 = 80 duas medidas consecutivas é de três zeros.
Densidade demográfica, é a razão entre o número de km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
habitantes e a área.
Exemplos:
v 1hm3 = 1 000 000 m3
v 21,3 dam3 = 21 300 000 dm3
Exemplo: v 0,5 km3 = 500 000 dam3
O estado do Ceará tem uma área de 148.016 km2 e uma v 52,1 cm3 = 0,000 0521m3
população de 6.471.800 habitantes. Dê a densidade v 4,21 mm3 = 0,00000421 dm3
demográfica do estado do Ceará. v 5,304km3 = 5304000000 m3
v 22,44mm3 = 0,00000000002244dam3

MEDIDAS DE CAPACIDADE
Chamamos de capacidade de um recipiente ao volume de um
Razões Inversas líquido ou de um gás que esteja contido nesse recipiente. O
Vamos observar as seguintes razões. litro é um padrã ( l ) o internacional para medidas de
capacidade e corresponde à capacidade de um cubo de
aresta 1 dm.
Cada unidade é 10 vezes maior que a unidade inferior, ou
Observe que o antecessor(5) da primeira é o conseqüente(5) seja, a diferença entre uma e outra medida de capacidade é
da segunda. de uma casa ou um zero.
Observe que o conseqüente(8) da primeira é o antecessor(8)
da segunda. kl hl dal l dl cl ml
O Produto das duas razões é igual a 1, isto é 5/8 x 8/5 =1
Dizemos que as razões são inversas. Quilolitro, hectolitro, decalitro, litro, decilitro, centilitro,
Exemplos: mililitro.

Exemplos:
v 0,3 dl = 0,03 l
v 3,25 l = 325 cl
SISTEMA DECIMAL DE MEDIDAS v 713,5 l = 0,7135 kl
Sistema decimal de medidas (comprimento, superfície, v 13000 cl = 130 l
volume, massa, capacidade e tempo); v 25,76 dal = 2576 dl
A unidade fundamental de medidas de comprimento é o v 47,58 hl = 475,8 dal
metro, indicado por m. Dependendo do comprimento a ser v 13,27 dl = 0,01327 hl
medido, podemos utilizar seus múltiplos ou submúltiplos.
Metro linear: (a diferença entre duas medidas lineares Relação entre medidas cúbicas e de capacidade
consecutivas é de 10 unidades ou de um zero). 1 litro = 1 dm3
v 1000 litros = 1000 cm3 = 1 m3
km hm dam m dm cm mm v 1cm3 = 0,001dm3 = 0,001 litro
v 5 mm3 = 0, 000 005 dm3 = 0,000005 litro
Quilômetro, hectômetro, decâmetro, metro, decímetro, v 100 hl = 10 000 litros = 10000dm3 =10m3
centímetro, milímetro v 4 kl = 4 000 litros = 4000 dm3 = 4m3
v 4 dm3 = 4 litros = 0,004 kl
Exemplos:
v 1,0 dam = 10,0 m MEDIDAS DE MASSA (PESO)
v 1,0 dm = 0,1 m Na linguagem usual dizemos que: “tal pessoa pesa 50 quilos
v 32,4 hm = 3240 m (quilogramas)”, na verdade o que estamos medindo é a massa
v 0,01 km = 10 m do corpo. O peso de um corpo é uma grandeza física que
v 6,27 dam = 627 dm varia de acordo com a força da gravidade, mas a sua massa é
a mesma. O que as balanças nos fornecem é a massa que o
MEDIDAS DE SUPERFÍCIE (METRO QUADRADO) corpo tem.
O metro quadrado é um padrão internacional para medidas A unidade fundamental de medidas de massa é o grama ( g ).
de superfície, e é equivalente à medida da área de um A diferença entre duas medidas de peso é uma casa ou 1
quadrado de lado 1 metro. A unidade fundamental é o metro zero, ou seja, cada unidade é 10 vezes maior do que a
quadrado (m2). A relação entre duas medidas consecutivas é unidade imediatamente inferior.
de dois zeros.
km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2 kg hg dag g dg cg mg

Exemplos: Quilograma, hectograma, decagrama, grama, decigrama,


v 1dam2 = 100 m2 = 10 000 dm2 centigrama, miligrama.
v 5138,5 m2 = 0,51385 hm2 Observação: 1 Ton (tonelada) = 1000 quilos.
v 42 mm2 = 0,000042 m2 Exemplos:
v 5,3 cm2 = 0,053 dm2 v 1 dag = 10 g
v 40,3 km2 = 403000 dam2 v 5,43 dag = 5430 cg
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v 12,73 cg = 0,001273 hg 2) Um reservatório em 7/8 de sua capacidade cheios de água.


v 125 kg = 125 000 g Se suas dimensões são a = 1m, b = 0,80m e c = 0,40 m, o
v 231 mg = 2,31 dg volume de água existente no reservatório é:
v 5 cg = 0,00005 kg 3) Um reservatório de combustível tem 80 cm de
v 0,07 kg = 70 g comprimento, 35 cm de largura e 20 cm de altura. Supondo
v 72,4 hg = 7 240 000 mg que o reservatório estava cheio, após uma viagem foi gasto
2/3 de sua capacidade. Quantos litros restaram no
MEDIDAS DE TEMPO reservatório?
No Sistema Internacional, a unidade oficial de tempo é o 4) Um terreno retangular de 30m de largura e 80 metros de
segundo, cujo símbolo é s. comprimento, será cercado de 8 fios de arame, cujo rolo de
Além do segundo, as unidades de tempo mais usadas são o 20m custa R$14,00. Quanto será gasto de arame?
minuto, a hora, a semana, o mês, o ano, e o século. Temos 5) Qual a profundidade de um tanque de 5,4 m de
que: comprimento, 3,5 m de largura, se tem capacidade de 9.450
v 1 minuto =60 segundos; litros ?
v 1 hora = 60 minutos ; 6) Transforme 865 dias em: anos, meses e dias
v 1 hora = 3.600 segundos; 7) Transforme 4,175 anos em anos, meses e dias
v 1 mês comercial = 30 dias; 8) Transforme 4,325h em horas, minutos e segundos
v 1 ano comercial = 360 dias; 9) Efetue as operações abaixo indicadas:
v 1 ano civil = 365 dias. a) 4h 50 mim 39 s + 1h 35 min 28s
Exemplo: b) 5h 14 min 36 s – 2h 20 min 50 s
v Transforme 789 dias em anos, meses e dias:
Verificaremos quantos anos cabem em 789 dias: Respostas:
789dias 360 1) d
69dias 2 anos 2) 280 litros
em seguida verificaremos quantos meses cabem em 69 dias: 3) 18,66 litros
69dias 30 4) R$ 1.232,00
09dias 2 meses 5) 0,50 metros
Resposta: 2 anos, 2 meses e 9 dias. 6) 2 anos 4 meses 16 dias
v Transforme 2,325 anos em: anos, meses e dias: 7) 4 anos 2 meses 3 dias
2,325 a = 2 a + 0,325 a 8) 4 h 19 mim 30 s
2 a + 0,325 12meses 9) a) 6h 26 min 7s
2 a + 3,9 meses b) 2h 53 min 46 s
2 a + 3 meses + 0,9 meses
2 a + 3 meses + 0,9 30 dias EQUAÇÕES DE PRIMEIRO GRAU
2 a + 3 meses + 27 dias Para resolver um problema matemático, quase sempre
Resposta: 2 a + 3 meses + 27 dias devemos transformar uma sentença apresentada com
v Efetue a adição abaixo indicada: palavras em uma sentença que esteja escrita em linguagem
2h 47min 18 s matemática. Esta é a parte mais importante e talvez seja a
3h 10min 51 s ( + ) mais difícil da Matemática.
5h 65min 69 s
Se 69 s = 1min + 9 s Sentença com palavras Sentença matemática
Então fica:
5h 66min 09s 2 melancias + 2Kg = 14Kg 2 x + 2 = 14
Se 66min = 1h + 6 min
Então fica: Normalmente aparecem letras conhecidas como variáveis ou
6h 06min 09s incógnitas. A partir daqui, a Matemática se posiciona perante
Resposta: 6h 06min 09s diferentes situações e será necessário conhecer o valor de
v Efetue a subtração abaixo indicada: algo desconhecido, que é o objetivo do estudo de equações.
4h 26 min 12 s
2h 35 min 45 s ( – )
Como 12 é menor que 45, tomamos 1 minuto (60 segundos) Equações do primeiro grau em 1 variável
emprestado dos 26 minutos. Trabalharemos com uma situação real e dela tiraremos
Ficará então: algumas informações importantes. Observe a balança:
4h 25 min 72 s
2h 35 min 45 s ( – )
Como 25 minutos é menor que 35 minutos, tomamos 1h (60
minutos) emprestado de 4h.
Ficará finalmente:
3h 85 min 72 s
2h 35 min 45 s ( – )
1h 50 min 27 s
Resposta: 1h 50 min 27 s
A balança está equilibrada. No prato esquerdo há um "peso"
Exercícios: de 2Kg e duas melancias com "pesos" iguais. No prato direito
1) Assinale a alternativa falsa: há um "peso" de 14Kg. Quanto pesa cada melancia?
a) 3400 m = 34 hm 2 melancias + 2Kg = 14Kg
b) 22 cm2 = 0,22 dm2 Usaremos uma letra qualquer, por exemplo x, para simbolizar
c) 34 cg = 1 dag – 0,0966 hg o peso de cada melancia. Assim, a equação poderá ser
d) 2 m3 = 2000 cm3 escrita, do ponto de vista matemático, como:
e) 1 litro = 1000 cm3
2x + 2 = 14

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Este é um exemplo simples de uma equação contendo uma 2. 5k - 12 = 20


variável, mas que é extremamente útil e aparece na maioria 3. 2y + 15 - y = 22
das situações reais. Valorize este exemplo simples. 4. 9h - 2 = 16 + 2h
Podemos ver que toda equação tem:
 Uma ou mais letras indicando valores desconhecidos, que Desigualdades do primeiro grau em 1 variável
são denominadas variáveis ou incógnitas; Relacionadas com as equações de primeiro grau, existem as
 Um sinal de igualdade, denotado por =. desigualdades de primeiro grau, (também denominadas
 Uma expressão à esquerda da igualdade, denominada inequações) que são expressões matemáticas em que os
primeiro membro ou membro da esquerda; termos estão ligados por um dos quatro sinais:
 Uma expressão à direita da igualdade, denominada < menor
segundo membro ou membro da direita.
A letra x é a incógnita da equação. A > maior
palavra incógnita significa desconhecida e equação tem o
prefixo equa que provém do Latim e significa igual. < menor ou igual
2x+2 = 14 > maior ou igual
1o. membro sinal de igualdade 2o. membro Nas desigualdades, o objetivo é obter um conjunto de todas os
possíveis valores que pode(m) assumir uma ou mais
As expressões do primeiro e segundo membro da equação incógnitas na equação proposta.
são os termos da equação. Exemplo: Determinar todos os números inteiros positivos
Para resolver essa equação, utilizamos o seguinte processo para os quais vale a desigualdade:
para obter o valor de x.
2x + 2 < 14
2x + 2 = 14 Equação original Para resolver esta desigualdade, seguiremos os seguintes
2x + 2 - 2 = 14 - 2 Subtraímos 2 dos dois membros passos:
Passo
2x = 12 Dividimos por 2 os dois membros 2x + 2 < 14 Escrever a equação original
1
x=6 Solução
Passo 2x + 2 - 2 < Subtrair o número 2 dos dois
Observação: Quando adicionamos (ou subtraímos) valores 2 14 - 2 membros
iguais em ambos os membros da equação, ela permanece em
equilíbrio. Da mesma forma, se multiplicamos ou dividimos Passo Dividir pelo número 2 ambos os
2x < 12
ambos os membros da equação por um valor não nulo, a 3 membros
equação permanece em equilíbrio. Este processo nos permite Passo
resolver uma equação, ou seja, permite obter as raízes da x<6 Solução
4
equação.
Exemplos: Concluímos que o conjunto solução é formado por todos os
1. A soma das idades de André e Carlos é 22 anos. números inteiros positivos menores do que 6:
Descubra as idades de cada um deles, sabendo-se que André S = {1, 2, 3, 4, 5}
é 4 anos mais novo do que Carlos. Exemplo: Para obter todos os números pares positivos que
Solução: Primeiro passamos o problema para a linguagem satisfazem à desigualdade
matemática. Vamos tomar a letra c para a idade de Carlos e a 2x + 2 < 14
letra a para a idade de André, logo a=c-4. Assim: obteremos o conjunto solução:
c + a = 22
S = {2, 4}
c + (c - 4) = 22
2c - 4 = 22 Observação: Se há mais do que um sinal de desigualdade na
2c - 4 + 4 = 22 + 4 expressão, temos várias desigualdades "disfarçadas" em uma.
2c = 26 Exemplo: Para determinar todos os números inteiros positivos
c = 13 para os quais valem as (duas) desigualdades:
Resposta: Carlos tem 13 anos e André tem 13-4=9 anos. 12 < 2x + 2 < 20
2. A população de uma cidade A é o triplo da população poderemos seguir o seguinte processo:
da cidade B. Se as duas cidades juntas têm uma população 12 < 2x + 2 < 20 Equação original
de 100.000 habitantes, quantos habitantes tem a cidade B?
Solução: Identificaremos a população da cidade A com a letra 12 - 2x + 2 - 20 - Subtraímos 2 de todos os
< <
a e a população da cidade com a letra b. Assumiremos que 2 2 2 membros
a=3b. Dessa forma, poderemos escrever:
Dividimos por 2 todos os
a + b = 100.000 10 < 2x < 18
membros
3b + b = 100.000
4b = 100.000 5 < x < 9 Solução
b = 25.000
O conjunto solução é:
Resposta: Como a=3b, então a população de A corresponde
a: a=3×25.000=75.000 habitantes. S = {6, 7, 8, 9}
2 Exemplo: Para obter todos os números inteiros negativos que
3. Uma casa com 260m de área construída possui 3
quartos de mesmo tamanho. Qual é a área de cada quarto, se satisfazem às (duas) desigualdades
2
as outras dependências da casa ocupam 140m ? 12 < 2x + 2 < 20
Solução: Tomaremos a área de cada dormitório com letra x. obteremos apenas o conjunto vazio, como solução, isto é:
3x + 140 = 260 S=Ø={}
3x = 260 -140
3x = 120
Desigualdades do primeiro grau em 2 variáveis
x = 40
2 Uma situação comum em aplicações é aquela em que temos
Resposta: Cada quarto tem 40m .
uma desigualdade envolvendo uma equação com 2 ou mais
Exercícios: Resolver as equações
incógnitas. Estudaremos aqui apenas o caso em aparecem 2
1. 2x + 4 = 10
incógnitas x e y. Uma forma geral típica, pode ser:
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ax+by<c 57 - 9y/2 - 2y = 18 multiplicamos os termos por 2


onde a, b e c são valores dados.
Exemplo: Para obter todos os pares ordenados de números 114 - 9y - 4y = 36 reduzimos os termos semelhantes
reais para os quais: 114 - 13y = 36 separamos variáveis e números
2x + 3y > 0
114 - 36 = 13y simplificamos a equação
observamos que o conjunto solução contém os pares:
(0,0), (1,0), (0,1), (-1,1), (1,-1), ... mudamos a posição dos dois
78 = 13y
Há infinitos pares ordenados de números reais satisfazendo a membros
esta desigualdade, o que torna impossível exibir todas as 13 y = 78 dividimos ambos os membros por 6
soluções. Para remediar isto, utilizaremos um processo
geométrico que permitirá obter uma solução geométrica y=6 Valor obtido para y
satisfatória. Substituindo y=6 na equação x=19-(3y/2), obtemos:
Processo geométrico: x = 19 - (3×6/2) = 19 - 18/2 = 19-9 = 10
(1) Traçamos a reta 2x+3y=0;
Exercício: Determinar a solução do sistema:
(2) Escolhemos um par ordenado, como (1,1), fora da reta;
(3) Se (1,1) satisfaz à desigualdade 2x+3y>0, colorimos a x + y = 2
região que contém este ponto, caso contrário, colorimos a x-y=0
região que está do outro lado da reta. Cada equação do sistema acima pode ser visto como reta no
(4) A região colorida é o conjunto solução para a plano cartesiano. Construa as duas retas no plano e verifique
desigualdade. que, neste caso, a solução é um par ordenado que pertence à
interseção das duas retas.

Relação entre sistemas lineares e retas no plano


No contexto que estamos trabalhando aqui, cada equação da
forma ax+by=c, representa uma reta no plano cartesiano. Um
sistema com duas equações de primeiro grau em 2 incógnitas
sempre pode ser interpretado como um conjunto de duas retas
localizadas no plano cartesiano.
Reta 1: ax + by = c
Sistemas linear de equações do primeiro grau Reta 2: dx + ey = f
Uma equação do primeiro grau, é aquela em que todas as Há três modos de construir retas no plano: retas concorrentes,
incógnitas estão elevadas à potência 1. Este tipo de equação retas paralelas e retas coincidentes.
poderá ter mais do que uma incógnita.
Um sistema de equações do primeiro grau em duas incógnitas
x e y, é um conjunto formado por duas equações do primeiro
nessas duas incógnitas.
Exemplo: Seja o sistema de duas equações:
Se o sistema é formado por duas equações que são retas no
2 x + 3 y = 38
plano cartesiano, temos a ocorrência de:
3 x - 2 y = 18
Retas concorrentes: quando o sistema admite uma única
Resolver este sistema de equações é o mesmo que obter os solução que é um par ordenado localizado na interseção das
valores de x e de y que satisfazem simultaneamente a ambas duas retas;
as equações. Retas paralelas: quando o não admite solução, pois um ponto
x=10 e y=6 são as soluções deste sistema e denotamos esta não pode estar localizado em duas retas paralelas;
resposta como um par ordenado de números reais: Retas coincidentes: quando o admite uma infinidade de
S = { (10,6) } soluções, pois as retas estão sobrepostas.
Exemplos das três situações
Método de substituição para resolver este sistema Tipos de retas Sistema
Entre muitos outros, o método da substituição, consiste na
x + y = 2
idéia básica de isolar o valor algébrico de uma das variáveis, Concorrentes
x-y=0
por exemplo x, e, aplicar o resultado à outra equação.
Para entender o método, consideremos o sistema: x + y = 2
Paralelas
2 x + 3 y = 38 x+y=4
3 x - 2 y = 18 x +y = 2
Coincidentes
Para extrair o valor de x na primeira equação, usaremos o 2x + 2y = 4
seguinte processo: Problemas com sistemas de equações:
2x + 3y = 38 Primeira equação 1. A soma das idades de André e Carlos é 22 anos.
Descubra as idades de cada um deles, sabendo-se que André
2x + 3y - 3y = 38 - é 4 anos mais novo do que Carlos.
Subtraímos 3y de ambos os membros
3y Solução: A idade de André será tomada com a letra A e a
idade de Carlos com a letra C. O sistema de equações será:
2x = 38 - 3y Dividimos ambos os membros por 2 C + A = 22
x = 19 - (3y/2) Este é o valor de x em função de y C-A=4
Resposta: C = 13 e A = 9
Substituímos aqora o valor de x na segunda equação 3x-
2. A população de uma cidade A é o triplo da população
2y=18:
da cidade B. Se as duas cidades juntas têm uma população
3x - 2y = 18 Segunda equação de 100.000 habitantes, quantos habitantes tem a cidade B?
Solucão: Identificando a população da cidade A com a letra A
3(19 - (3y/2)) - 2y = Após substituir x, eliminamos os
parênteses e a população da cidade B com B, o sistema de equações
18
será:
A + B = 100000
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A = 3B Exemplo: qual o grau mínimo da equação P(x) = 0, sabendo-


Resposta: A = 75000, B= 25000. se que três de suas raízes são os números 5, 3 + 2i e 4 -
2
3. Uma casa com 260m de área construída tem 3 3i.
dormitórios de mesmo tamanho. Qual é a área de cada Ora, pela propriedade P3, os complexos conjugados 3 - 2i e 4
dormitório se as outras dependências da casa ocupam + 3i são também raízes. Logo, por P1, concluímos que o grau
2
140m ? mínimo de P(x) é igual a 5, ou seja, P(x) possui no mínimo 5
Solução: Identificaremos a área de cada dormitório com a letra raízes.
D e a área das outras dependências com a letra O. Assim, o P4 - Se a equação P(x) = 0 possuir k raízes iguais a m então
sistema será: dizemos que m é uma raiz de grau de multiplicidade k.
3D + O = 260 Exemplo: a equação (x - 4)10 = 0 possui 10 raízes iguais a 4 .
O = 140 Portanto 4 é raiz ou de multiplicidade 10 .
Resposta: D = 40.
Outro exemplo: a equação x3 = 0, possui três raízes iguais a 0
Desigualdades com 2 Equações em 2 variáveis ou seja três raízes nulas com ordem de multiplicidade 3
Outra situação bastante comum é aquela em que existe uma (raízes triplas). A equação do segundo grau x2 - 8x + 16 = 0,
desigualdade com 2 equações em 2 ou mais incógnitas. possui duas raízes reais iguais a 4, (x’ = x’’ = 4). Dizemos
Estudaremos aqui apenas o caso em aparecem 2 equações e então que 4 é uma raiz dupla ou de ordem de multiplicidade
2 incógnitas x e y. Uma forma geral pode ter a seguinte forma dois.
típica: P5 - Se a soma dos coeficientes de uma equação algébrica
P(x) = 0 for nula, então a unidade é raiz da equação (1 é raiz).
a x + b y < c
Exemplo: 1 é raiz de 40x5 -10x3 + 10x - 40 = 0 , pois a soma
dx+ey>f
dos coeficientes é igual a zero .
Onde constantes: a, b, c, d, e, f; são conhecidas. P6 - Toda equação de termo independente nulo, admite um
Exemplo: Determinar todos os pares ordenados de números número de raízes nulas igual ao menor expoente da variável.
reais para os quais:
2x + 3y > 6 Exemplo: a equação 3x5 + 4x2 = 0 possui duas raízes nulas.
5x + 2y < 20 A equação x100 + x12 = 0, possui 100 raízes, das quais 12
Há infinitos pares ordenados de números reais satisfazendo a são nulas!
esta desigualdade, o que torna impossível exibir todas as P7 - Se x1 , x2 , x3 , ... , xn são raízes da equação aoxn +
soluções. Para remediar isto, utilizaremos um processo a1xn-1 + a2xn-2 + ... + an = 0 , então ela pode ser escrita na
geométrico que permitirá obter uma solução geométrica forma fatorada : ao (x - x1) . (x - x2) . (x - x3) . ... . (x - xn) = 0
satisfatória.
Exemplo: Se - 1, 2 e 53 são as raízes de uma equação do 3º
Processo geométrico: grau, então podemos escrever (x+1). (x-2). (x-53) = 0 que
(1) Traçar a reta 2x+3y=6 (em vermelho); desenvolvida fica: x3 - 54x2 + 51x + 106 = 0. (verifique!).
(2) Escolher um ponto fora da reta, como o par (2,2) e Relações de Girard - Albert Girard (1590-1633).
observar que ele satisfaz à primeira desigualdade; Para uma equação do 2º grau, da forma ax2 + bx + c = 0, já
(3) Devemos colorir o semi-plano contendo o ponto (2,2) (em conhecemos as seguintes relações entre os coeficientes e as
verde); raízes x1 e x2: x1 + x2 = - b/a e x1 . x2 = c/a .
(4) Traçar a reta 5x+2y=20 (em azul); Para uma equação do 3º grau, da forma ax3 + bx2 + cx + d =
(5) Escolher um ponto fora da reta, por exemplo, o próprio par 0, sendo x1, x2 e x3 as raízes, temos as seguintes relações de
já usado antes (2,2) (não é necessário que seja o mesmo) e Girard:
observamos que ele satisfaz à segunda desigualdade; x1 + x2 + x3 = - b/a x1.x2 + x1.x3 + x2.x3 = c/a x1.x2.x3 = -
(6) Colorir o semi-plano contendo o ponto (2,2), inclusive a d/a
própria reta. (cor azul)
(7) Construir a interseção (em vermelho) das duas regiões 1. A soma das raízes da equação x4- x3- 4x2+ 4x = 0 é igual
coloridas. a:
(8) Esta interseção é o conjunto solução para o sistema com a. 0 b. 1 c. -4 d. 4 e. nda
as duas desigualdades.
2. A média aritmética das raízes da equação x3 - x2 - 6x = 0 é:
a. 1 b. 1/3 c. 8/3 d. 7/3 e. 5/3

3. A soma das raízes de x4 + 1 = 0 é:


a. 1 b. -1 c. 0 d. i e. -i

4. (UFSE)- A soma e o produto das raízes da equação x3 +


x2 - 8x - 4 = 0 são, respectivamente:
POLINÔMIO a. - 8 e - 4 b. - 8 e 4 c. - 4 e 1 d. - 1 e 4 e. 4 e 8
Propriedades importantes:
P1 - Toda equação algébrica de grau n possui exatamente n 5. (FGV-SP)- A soma e o produto das raízes da equação x4 -
raízes . Exemplo: a equação x3 - x = 0 possui 3 raízes a 5x3+ 3x2+ 4x - 6 = 0 formam qual seguinte par de valores ?
saber: x = 0 ou x = 1 ou x = -1. Dizemos então que o conjunto a. -5; 6 b. 5; - 6 c. 3; 4 d. 1; 6 e. 4; 3
verdade ou conjunto solução da equação dada é S = {0, 1, -1}.
P2 - Se b for raiz de P(x) = 0, então P(x) é divisível por x - b. 6. (PUC-PR)- Se a, b e c são raízes da equação x3- 4x2- 31x
Esta propriedade é muito importante para abaixar o grau de + 70 = 0, podemos afirmar que log2(a + b + c) é igual a:
uma equação, o que se consegue dividindo P(x) por x - b, a. 4 b. 0 c. 1 d. 2 e. nda
aplicando Briot-Ruffini. Briot - matemático inglês - 1817/1882
e Ruffini - matemático italiano - 1765/1822. 7. (UNESP-SP)- Consideremos a equação x2+ ax + b = 0.
P3 - Se o número complexo a + bi for raiz de P(x) = 0, então o Sabendo-se que 4 e -5 são as raízes dessa equação, então:
conjugado a - bi também será raiz. a. a = 1, b = 7 b. a = 1, b= -20 c. a = 3, b = -20 d. a = -20, b =
-20 e. a = b = 1

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8. (PUC-SP)- Os números complexos 1 e 2 + i são raízes do b) Base de 5m e altura de 3m.


polinômio x3+ ax2 + bx + c , onde a, b e c são números reais. c) Base de 5m e altura de 10m.
O valor de c é: d) Base de 3m e altura de 8m.
a. - 5 b. - 3 c. 3 d. 5 e. 9
4) Pedro comeu 1/8 de uma pizza e Paula comeu 3/8.
9. (UFMT)- Sejam -2 e 3 duas das raízes da equação 2x3- x2 Com base nessas informações, é CORRETO afirmar que
+ kx + t =0, onde k, t Î IR foi comido da pizza:
A terceira raiz é: a) 4/16
a. -1 b. -1/2 c. 1/2 d. 1 e. nda b) 4/5
c) 4/8
10. Se p e q são as raízes da equação 2x2- 6x + 7= 0, então d) 3/64
(p + 3)(q + 3) é igual a:
5) A rede no vôlei encontra-se a 2,43m do chão para os
a. 41/2 b. 43/2 c. 45/2 d. 47/2 homens e 2,24m para as mulheres. Com base nessas
informações, assinalar a alternativa que apresenta o
11. As raízes da equação 2x2 - 2bx + 3 = 0 são positivas e quanto a rede masculina é mais alta que a rede feminina:
uma é o triplo da outra. Então o valor de b é: a) 0,019cm
b) 0,19cm
a. -2 b. -2 c. 2 d. 2 e. 4 c) 1,9cm
d) 19cm
12. Uma das raízes da equação x2+ ax + 2b =0, a e b reais,
6) O estoque de uma loja possui exatamente 3.500
é1- i . Os valores de a e b são, respectivamente: unidades de um produto e 35% dessa quantidade já foi
a. -2 e 3/2 b. -2 e -3/2 c. 2 e -3/2 d. 2 e 2/3 e. 2 e 3/2 reservada para um cliente específico. Desse modo, é
CORRETO afirmar que ainda restam no estoque livres
13. Se a soma das raízes da equação kx2 + 3x - 4 = 0 é 10, para serem vendidos a outros clientes:
podemos afirmar que o produto das raízes é: a) 2.425 unidades do produto.
a. 40/3 b. -40/3 c. 80/3 d. -80/3 e. -3/10 b) 2.275 unidades do produto.
14. (UFP-RS)- A soma dos inversos das raízes da equação c) 1.835 unidades do produto.
x3- 2x2 + 3x - 4 = 0 é igual a: d) 1.225 unidades do produto.
a. -3/4 b. -1/2 c. 3/4 d. 4/3 e. 2
7) Assinalar a alternativa que apresenta a palavra que
15. Uma raiz da equação x3- 4x2 + x + 6 = 0 é igual à soma NÃO pertence a sequência lógica abaixo:
das outras duas. As raízes dessa equação são: LIVRO, MEIA, SAIA, CAMISETA
a. 2, -2, 1 b. 2, -1, 3 c. 3, -2, 1 d. 1, -1, -2 e. Nda a) LIVRO
b) MEIA
GABARITO c) SAIA
d) CAMISETA

8) Carolina tem 5 irmãos e 18 primos. Se Carolina somar


a quantidade de irmãos e primos que possui, ela obterá o
número:
a) 21
b) 22
c) 23
d) 24

PROVAS 9) Ao ir no supermercado, o cliente compra 1kg de carne


1) O gerente de uma loja está vendendo as bolas de moída no valor de R$ 22,90 e 1/2kg de tomate por
vôlei de praia pela metade do preço normal, que era de R$ 2,30. Com base nessas informações, é CORRETO
R$ 39,90. Sabendo-se que um cliente possui cem reais afirmar que, se ele pagar com uma nota de cinquenta
para realizar essa compra, quantas bolas de vôlei de praia reais, receberá de troco ao todo:
ele poderá comprar no máximo? a) R$ 22,60
a) 5 b) R$ 23,80
b) 4 c) R$ 24,80
c) 6 d) R$ 25,90
d) 3
10) O gráfico abaixo mostra a idade e o peso de três
2) Analisar a sentença abaixo: amigos:
Se João beber 3 litros de água em um dia, isso significa
que ele bebeu 3.000mL de água nesse dia (1ª parte). Se
Kelly comprou 4 garrafas de isotônico de 350mL cada,
então ela comprou 1,4 litro de isotônico (2ª parte).
A sentença está:
a) Totalmente incorreta.
b) Correta somente em sua 1ª parte.
c) Correta somente em sua 2ª parte.
d) Totalmente correta.

3) Se uma parede retangular tem 15m2 de área, então


essa parede pode ter:
a) Base de 6m e altura de 9m.
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c) 10
d) 18

2) Analisar os itens abaixo:


I - O máximo divisor comum entre os números 21, 36 e 48
é igual a 7.
II - O mínimo múltiplo comum entre os números 16, 18 e
20 é igual a 720.
a) Os itens I e II estão corretos.
b) Somente o item I está correto.
c) Somente o item II está correto.
d) Os itens I e II estão incorretos.

3) O quadro abaixo apresenta a quantidade de


Com base nesse gráfico, analisar os itens abaixo: telefonemas atendidos por dia por determinada telefonista
I - Pedro é o mais velho e o menos pesado. de segunda a sábado:
II - Carlos é mais leve e velho que Laura. 12 16 14
a) Os itens I e II estão corretos. 15 17 16
b) Somente o item I está correto. Com base nesse quadro, qual é a média diária de
c) Somente o item II está correto. telefonemas atendidos por essa telefonista nesse
d) Os itens I e II estão incorretos. período?
a) 13
11) Assinalar a alternativa que apresenta o resultado da b) 14
expressão numérica abaixo: c) 16
3 + 2 x 5 - (4 - 3 x 1) d) 15
a) 12
b) 18 4) Em determinado dia de trabalho, uma telefonista
c) 24 atendeu 70 ligações ao todo. Destas, 30% foram
d) 10 transferidas para o setor A, 40% para o setor B, 20% para
o setor C e o restante para o setor D. Com base nisso,
12) Quanto aos números pares e ímpares, analisar os assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo
itens abaixo: CORRETAMENTE:
I - O dobro de um número ímpar somado ao quádruplo de ____ ligações foram transferidas para o setor ____.
outro número ímpar diferente do primeiro sempre é a) 25 - A
igual a um número par. b) 28 - B
II - O triplo de um número ímpar menos outro número c) 15 - C
ímpar diferente do primeiro sempre é um número par. d) 10 - D
a) Os itens I e II estão corretos.
b) Somente o item I está correto. 5) João e Maria casaram-se e tiveram um filho chamado
c) Somente o item II está correto. Pedro. Sabendo-se que Pedro é casado com Paola e
d) Os itens I e II estão incorretos. possui uma filha chamada Cristina, o que Cristina é do pai
de Pedro?
13) Duas centenas e meia é igual a: a) Bisneta.
a) Vinte dezenas e cinco unidades. b) Esposa.
b) Um quarto de milhar. c) Filha.
c) Duas centenas e cinquenta dezenas. d) Neta.
d) Um quinto de milhar.
6) A quantidade de pessoas que contraíram dengue em
GABARITO determinado bairro é o resultado do produto das raízes da
1. A equação de 2º grau abaixo:
2. D x² - 7x + 6 = 0
3. B Com base nessas informações, quantas pessoas
4. C contraíram dengue nesse bairro?
5. D a) 6
6. B b) 7
7. A c) 8
8. C d) 9
9. C
10. D 7) Em relação à quantidade de agentes comunitários de
11. A saúde que trabalham nas microáreas x e y, sabe-se que:
12. A • A quantidade de agentes que trabalham na microárea x
13. B mais a quantidade de agentes que trabalham na
microárea y é igual a 26.
PROVA • O dobro da quantidade de agentes que trabalham na
1) Determinada ambulância foi chamada para socorrer microárea x menos a quantidade de agentes que
um pedestre que foi atropelado. Sabendo-se que a trabalham na microárea y é igual a 10.
60km/h o motorista da ambulância leva 20 minutos para Com base nessas informações, quantos agentes
chegar do local do acidente até o hospital, quantos comunitários de saúde trabalham na microárea y?
minutos esse motorista levará para percorrer esse trajeto a) 12
trafegando a 80km/h? b) 13
a) 15 c) 14
b) 12 d) 15
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b) 17
8) André e Francisco são médicos. No ano de 2015, c) 14
André realizou 64 plantões e Francisco, 48. Com base d) 15
nisso, a razão entre a quantidade de plantões realizados
por Francisco e por André é igual a: 5) Dizer que uma telefonista demorou 1,5 hora em uma
a) 4/5 ligação é o mesmo que dizer que ela demorou:
b) 3/4 a) 1 hora e 20 minutos.
c) 5/4 b) 1 hora e 30 minutos.
d) 4/3 c) 1 hora e 40 minutos.
d) 1 hora e 50 minutos.
9) O chaveiro de Fernando possui 8 chaves, sendo 6
prateadas e 2 douradas. Se ele retirar, ao acaso, uma 6) Sabendo-se que em um casaco há 6 botões, quantos
chave desse chaveiro, qual é a probabilidade de ela ser botões haverá ao todo em 4 casacos iguais a este?
prateada? a) 23
a) 75% b) 24
b) 80% c) 25
c) 65% d) 26
d) 90%
7) Um pedreiro encostou dois tijolos, A e B, lado a lado,
10) Na produção de roupas de malha, uma malharia tem conforme a figura abaixo:
um custo fixo de R$ 90,00 mais um custo variável de
R$ 25,00 por unidade produzida. Sabendo-se que x é o
número de peças unitárias produzidas, qual será o custo
de produção dessa malharia se ela produzir 100 peças? Qual é o comprimento total obtido por esse pedreiro ao
a) R$ 2.610,00 encostar os dois tijolos, em metros?
b) R$ 2.600,00 a) 53
c) R$ 2.590,00 b) 5,3
d) R$ 2.580,00 c) 530
d) 0,53
GABARITO
1. A 8) Um calceteiro assentou 56 paralelepípedos divididos
2. C igualmente em 7 filas. Quantos paralelepípedos foram
3. D colocados em cada fileira?
4. B a) 8
5. D b) 9
6. A c) 6
7. C d) 7
8. B
9. A 9) Pedro possui dois martelos, X e Y. Sabendo-se que o
10. C cabo do martelo X mede 21,5cm de comprimento e o do
martelo Y mede 18,2cm de comprimento, quantos
PROVA centímetros a mais possui o cabo do martelo X em relação
1) É CORRETO afirmar que o número representado no ao cabo do martelo Y?
painel eletrônico abaixo equivale a: a) 5,4
b) 6,2
c) 3,3
d) 4,1
a) Dez centenas.
b) Cem dezenas. 10) Assinalar a alternativa que apresenta o próximo
c) Uma dezena. número da sequência numérica abaixo:
d) Uma unidade. 9, 17, 25, 33, 41, 49, 57, 65, ...
a) 73
2) Em relação à quantidade de luminárias instaladas por b) 75
determinado eletricista em certo dia, sabe-se que no turno c) 79
matutino foram instaladas 8 luminárias, no turno d) 83
vespertino, 6, e no noturno, 3. Quantas luminárias esse
eletricista instalou ao todo nesse dia? GABARITO
a) 17 1. C
b) 16 2. A
c) 19 3. D
d) 18 4. C
5. B
3) Se Maurício comprar cinco adaptadores por R$ 5,10 6. B
cada, ele pagará o total de: 7. D
a) R$ 27,00 8. A
b) R$ 26,50 9. C
c) R$ 26,00 10. A
d) R$ 25,50
PROVA
4) Um jardineiro plantou 32 mudas de árvores. Destas, 1) Em certa loja de eletrodomésticos, as quantidades de
18 morreram devido à seca. Quantas mudas de árvores fogões e de geladeiras vendidas em certo dia
restaram? correspondem às raízes da equação abaixo. Desse modo,
a) 16
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ao somar essas quantidades, ao todo, quantas unidades d) 1.120


foram vendidas?
x² - 16x + 60 = 0 9) Considerando-se a sequência abaixo formada pela
a) 6 repetição da palavra INVERNO, qual será a 361ª letra
b) 10 dessa sequência?
c) 14 INVERNOINVERNOINVERNO...
d) 16 a) N
b) E
2) Em uma caixa foram colocadas 5 bolas de cores c) V
distintas. Qual a probabilidade de, em duas retiradas, com d) O
reposição entre elas, que a bola removida seja da mesma
cor? 10) Uma premiação de R$ 500,00 será dividida de
a) 3% maneira diretamente proporcional à quantidade de gols
b) 4% marcados pelos jogadores em certa partida de futsal.
c) 5% Supondo-se que, em certa partida, três jogadores
d) 6% marcaram 2, 3 e 5 gols respectivamente, qual será o valor
recebido pelo jogador que marcou 3 gols?
3) Certo vendedor, ao tentar ajustar a sua balança a) R$ 250,00
eletrônica, acabou a configurando para exibir o resultado b) R$ 200,00
em decagrama (dag). Se ele colocar 550g de queijo na c) R$ 150,00
balança, qual deve ser o resultado que a balança irá d) R$ 100,00
exibir?
a) 5,5dag GABARITO
b) 55dag 1. D
c) 5.500dag 2. B
d) 55.000dag 3. B
4. D
4) A reforma de certo apartamento durou um total de 180 5. C
dias até ser concluída. Sendo assim, pode-se dizer que a 6. C
duração total, em horas, foi: 7. A
a) 3.840h 8. A
b) 4.000h 9. B
c) 4.160h 10. C
d) 4.320h
PROVA
5) João possui uma cartolina e deseja cortá-la em vários 1) Em determinada obra, trabalham 96 funcionários.
triângulos retângulos com a base deles medindo 5cm e a Destes, 3/4 são operários. Quantos operários trabalham
altura 6cm. Sabendo-se que a cartolina possui formato nessa obra?
retangular, com 50cm de largura e 60cm de comprimento, a) 72
e que ele a utilizou por completa, qual a quantidade b) 56
máxima de triângulos que ele conseguirá recortar dessa c) 68
cartolina? d) 24
a) 100
b) 150 2) Dois artesãos confeccionam um arranjo em 12 horas.
c) 200 Considerando-se a mesma proporção, em quantas horas
d) 250 seis artesãos confeccionarão esse mesmo arranjo?
a) 6
6) Um professor de Matemática corrige 5 provas em 30 b) 5
minutos. Supondo-se o mesmo ritmo de correção, ao todo, c) 4
quantas provas ele corrige em 210 minutos? d) 3
a) 25
b) 30 3) Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo
c) 35 CORRETAMENTE:
d) 40 Um borracheiro levou 1,1 hora para consertar um pneu, ou
seja, ele demorou o equivalente a uma hora e ____
7) Em certo dia de chuva, apenas 60% dos alunos de minutos.
certa turma estavam presentes. Sabendo-se que 18 a) 12
alunos estavam ausentes, ao todo, quantos alunos b) 10
estavam presentes nesse dia? c) 8
a) 27 d) 6
b) 28
c) 29 4) Em determinada recepção, no turno da manhã, uma
d) 30 telefonista realizou 18 ligações. Sabendo-se que, no turno
da tarde, essa telefonista realizou 21 ligações, assinalar a
8) Em certa padaria, sabe-se que cada fornada assa um alternativa que apresenta a razão entre a quantidade de
total de 120 pães e que o tempo para cada uma delas ligações realizadas no turno da tarde e a quantidade de
ficarem prontas é de 25 minutos. Sendo assim, ao todo, ligações realizadas no turno da manhã por essa
quantos pães são assados nessa padaria em 125 telefonista:
minutos? a) 6/7
a) 600 b) 5/6
b) 720 c) 7/6
c) 840 d) 6/5
77
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10. B
5) Em determinada clínica particular, chegou um lote de
vacinas para a gripe com 60 vacinas. Sabendo-se que PROVA
35% delas já foram aplicadas, quantas vacinas ainda QUESTÃO 1 – Roberto Carvalho dispunha em sua poupança
estão disponíveis para aplicação? do valor de R$ 2.345,00. Durante o mês de janeiro, trabalhou
a) 39 e conseguiu guardar R$ 370,00. Após efetuar esse depósito,
b) 35 sofreu um imprevisto e gastou de sua poupança R$ 200,00.
c) 27 Assinale a alternativa que contém o saldo da poupança de
d) 21 Roberto Carvalho.
A) R$ 2.935,00.
6) O quadro abaixo apresenta a quantidade de trotes B) R$ 2.515,00.
telefônicos recebidos por dia por determinada delegacia C) R$ 2.176,00.
de polícia durante oito dias: D) R$ 1.966,00.
7 5 6 9 12 14 11 8 E) R$ 1.756,00.
Com base nesse quadro, qual é a quantidade média diária
de trotes telefônicos recebidos por essa delegacia nesse QUESTÃO 2 – Para que a proposição composta “Irei à
período? Jamaica e não dançarei reggae” seja
a) 10 verdadeira, o que é necessário acontecer?
b) 11 A) Ir à Jamaica e dançar reggae.
c) 8 B) Ir à Jamaica e não dançar reggae.
d) 9 C) Não ir à Jamaica e dançar reggae.
D) Não ir à Jamaica e não dançar reggae.
7) Supondo-se que o para-brisa de um carro possua o E) Ir ao reggae e dançar na Jamaica.
formato retangular e as medidas conforme a figura abaixo,
qual é o perímetro desse para-brisa? QUESTÃO 3 – Um determinado número, se dividido por 0,8,
resulta em 6,25. Se multiplicarmos esse mesmo número por
0,8, o resultado é 4. Que número é esse?
A) 5.
B) 6.
C) 7.
a) 332cm D) 8.
b) 348cm E) 9.
c) 356cm
d) 364cm QUESTÃO 4 – Assinale a alternativa que aponta a condição
necessária para tornar falsa uma
8) Em uma caixa, há 11 celulares pretos, 12 celulares operação lógica condicional.
brancos e 2 celulares dourados. Se uma pessoa retirar, ao A) As proposições possuírem valor lógico falso.
acaso, um celular dessa caixa, a probabilidade de ele ser B) Pelo menos uma proposição possuir o valor lógico falso.
da cor: C) Obrigatoriamente a primeira proposição ser verdadeira e a
I - Preta é de 44%. segunda falsa.
II - Branca é de 48%. D) As proposições possuírem valor lógico verdadeiro.
a) Os itens I e II estão corretos. E) Obrigatoriamente a primeira proposição ser falsa e a
b) Somente o item I está correto. segunda verdadeira.
c) Somente o item II está correto.
d) Os itens I e II estão incorretos. QUESTÃO 5 – Carlos Augusto, trabalhador, responsável e
precavido, divide seu salário em 6 faixas
9) Em determinada feira de antiguidades, Fonseca de compromisso. Ele ganha R$ 3.600,00 e destina 15% para
comprou cinco chaveiros por R$ 2,00 cada e seis copos despesas de transporte; 25% para
por R$ 5,00 cada. Quanto Fonseca pagou ao todo por alimentação; 10% para lazer; 32% para despesas de moradia
essa compra? e 11% para despesas de educação e o
a) R$ 30,00 restante é destinado à poupança. Assinale a alternativa que
b) R$ 40,00 indica o valor destinado à poupança de
c) R$ 50,00 Carlos Augusto.
d) R$ 60,00 A) R$ 252,00.
B) R$ 540,00.
10) Maria chegou à seguinte conclusão: a filha de Joana é C) R$ 900,00.
mãe da minha filha. Nesse caso, o que Maria é de Joana? D) R$ 360,00.
a) Mãe. E) R$ 1.152,00.
b) Filha.
c) Tia. QUESTÃO 6 – O seguinte conjunto de números {180; 240;
d) Neta. 270} tem o mesmo Máximo Divisor
Comum. Assinale a alternativa que indica o M.D.C. do
GABARITO conjunto.
1. A A) 30.
2. C B) 40.
3. D C) 50.
4. C D) 60.
5. A E) 70.
6. D
7. B QUESTÃO 7 – Jorge Eraldo, atleta de triatlo, treina todos os
8. A dias para as competições do esporte.
9. B
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Sabendo que o esporte combina natação, ciclismo e corrida e 500g de farinha branca. Quantas gramas de farinha são
que ele nada diariamente 1.500 metros, usadas na receita?
anda de bicicleta por 40.000 metros e corre 10.000 metros, A) 6.000.
assinale a alternativa que indica a B) 3.000.
quilometragem total diária feita por Jorge Eraldo. C) 2.500.
A) 65 km. D) 2.000.
B) 50 km. E) 1.000.
C) 41,5 km.
D) 51,5 km. QUESTÃO 6– O resultado correto da expressão 20 - (2x5) - 5
E) 14,5 km. = é:
A) 20.
QUESTÃO 8 – Cleber Adriano, servidor público da prefeitura B) 15.
municipal, trabalha no setor de arquivo. C) 10.
Segunda-feira, ele recebeu um montante de processos para D) 5.
arquivar. Ele trabalhou em ritmo elevado E) 0.
e arquivou 35% dos arquivos recebidos, ou seja, 28
processos. No dia seguinte, iniciou seu trabalho QUESTÃO 7 – No último sorteio de uma loteria, o prêmio
cedo e arquivou 75% dos processos que sobraram, ou seja, máximo teve apenas 3 ganhadores. Se o
39 processos. Assinale a alternativa que prêmio foi de um milhão e meio de reais, cada ganhador
indica a quantidade de processos que Cleber Adriano ainda recebeu:
precisa arquivar. A) R$ 3.000,00.
A) 80. B) R$ 5.000,00.
B) 67. C) R$ 50.000,00.
C) 52. D) R$ 150.000,00.
D) 41. E) R$ 500.000,00.
E) 13.
QUESTÃO 8 – Uma empresa de dedetização atende,
GABARITO exatamente, 3 residências no turno da
1 B Matemática manhã e 4 residências no turno da tarde. Trabalhando de
2 B Matemática segunda à sexta-feira, essa empresa
3 A Matemática atende, ao total, quantas residências?
4 C Matemática A) 20.
5 A Matemática B) 25.
6 A Matemática C) 30.
7 D Matemática D) 35.
8 E Matemática E) 49.

PROVA QUESTÃO 9– Maria e João são irmãos, e fazem aniversário


QUESTÃO 1 – O resultado da expressão 25 x 4 + 6 é: no mesmo mês e na mesma data,
A) 250. porém João é 6 anos mais velho que Maria. Em 10 de janeiro
B) 206. de 2018, João completa exatos 18
C) 204. anos. Sendo assim, Maria nasceu em:
D) 106. A) 2006.
E) 35. B) 2008.
C) 2012.
QUESTÃO 2 – Em uma livraria, um estojo custa R$ 8,50 e D) 2016.
uma caneta R$ 1,50. Se comprado um E) 2000.
estojo e duas canetas nessa livraria, o total a ser pago é:
A) R$ 9,50. QUESTÃO 10 – Maria teve um compromisso marcado para o
B) R$ 10,00. dia 20 desse mês, às 10h, e para não
C) R$ 10,50. se atrasar adiantou seu relógio em uma hora. Ao acordar no
D) R$ 11,00. dia do compromisso, ela olhou seu
E) R$ 11,50. relógio, o qual marcava 08h 40min e saiu de casa às 09h
45min em seu relógio. Chegando no local
QUESTÃO 3 – O Mínimo Múltiplo Comum dos números 6 e 8 do seu compromisso, Maria observou seu relógio e marcava
é: 10h 20min. Nessa situação, Maria
A) 18. estava exatamente:
B) 24. A) Atrasada 20 minutos.
C) 32. B) Atrasada 40 minutos.
D) 36. C) Atrasada 1 hora e 20 minutos.
E) 48. D) Adiantada 20 minutos.
E) Adiantada 40 minutos.
QUESTÃO 4 – O maior divisor de ambos os números 36 e 60
é: QUESTÃO 11 – Uma empresa realizou um censo com seus
A) 2. funcionários com o intuito de atualizar
B) 6. seu banco de dados. Sobre as informações coletadas, tem-se
C) 8. que o funcionário mais alto e o mais
D) 12. baixo têm, respectivamente, 1,93m e 1,58m de altura. A
E) 14. diferença de altura entre esses
funcionários é de quantos centímetros?
QUESTÃO 5 – Para uma receita de pão integral, são A) 45.
necessários 1 kg e meio de farinha integral e B) 40.
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Cepog- Centro de Ensino de Pós-Graduação

C) 35. 14. A
D) 25. 15. E
E) 20.
PROVA
QUESTÃO 12– Para uma receita de bolo, são necessários QUESTÃO 1 – Júlia atendeu 85 ligações telefônicas em um
250 ml de óleo e, para uma receita de determinado dia de trabalho. Sabe-se que 2/5 dessas ligações
macarrão caseiro, são necessários 300 ml de óleo. Pretende- foram no turno da manhã e o restante no turno da tarde.
se fazer quatro bolos e duas receitas de Nessa situação, o número de ligações que Júlia atendeu no
macarrão. Quantas xícaras, de 200 ml de capacidade, de óleo turno da tarde foi igual a:
no total serão usadas se feitas as A) 35.
duas receitas ao mesmo tempo? B) 48.
A) 8. C) 51.
B) 10. D) 64.
C) 12. E) 73.
D) 14.
E) 18. QUESTÃO 2 – O resultado da expressão numérica 108 + 216
+ 396 corresponde ao número de veículos automotores
QUESTÃO 13 – Uma máquina de algodão doce transforma revisados por um mecânico em um período de três meses.
uma quantidade de açúcar em várias Esse número é igual a:
unidades dessa guloseima. A receita diz que 800g de açúcar A) 520.
rende em torno de 5 unidades do doce. B) 620.
Se desejarmos aumentar essa receita para 25 unidades, C) 720.
devemos comprar quantos sacos de 1 kg de D) 820.
açúcar? E) 920.
A) 6.
B) 5. QUESTÃO 3 – João comprou 54 metros de arame para fazer
C) 4. um cercado no formato quadrangular.
D) 3. Supondo que esse arame foi cortado em 4 pedaços iguais, a
E) 2. medida do comprimento de cada pedaço, em metros, é igual
a:
QUESTÃO 14 – O valor mais simplificado da operação A) 12,5 m.
B) 13,5 m.
C) 14,7 m.
D) 15,2 m.
E) 16,5 m.

QUESTÃO 4 – Luiza realizou a leitura completa de um livro


em 8 dias, lendo 18 páginas por dia.
Supondo que Laura, irmã de Luiza, realizou a leitura completa
do mesmo livro, dividindo igualmente a quantidade de páginas
lidas por dia, por um período de 6 dias, quantas páginas, por
dia, foram lidas por Laura?
A) 24.
B) 26.
C) 28.
D) 30.
E) 32.
QUESTÃO 15 – Em um evento de olímpiada escolar, foram
distribuídas: 15 bolas de vôlei, 16 bolas de futebol e 14 bolas QUESTÃO 5 – João comprou lâmpadas para realizar a
de basquete. Sabe-se que o total de bolas usadas manutenção em uma escola. Sabe-se que gastou R$ 195,00
corresponde a 3/5 do total de bolas disponíveis. Quantas no total e realizou o pagamento das lâmpadas com quatro
bolas há no total? cédulas de R$ 20,00, três cédulas de R$ 10,00 e o restante
A) 30. com cédulas de R$ 5,00. Nessa situação, o número de
B) 45. cédulas de R$ 5,00 utilizadas para efetuar o pagamento
C) 60. corresponde a:
D) 65. A) 10.
E) 75. B) 12.
C) 14.
GABARITO D) 17.
1. D E) 20.
2. E
3. B QUESTÃO 6 – Um eletricista recebeu uma antecipação do
4. D seu salário, no mês de março, no valor de R$ 873,00, o que
5. D corresponde a 1/3 do total de seu salário mensal. Nessa
6. D situação, o salário total deste eletricista, correspondente ao
7. E mês de março, é igual a:
8. D A) R$ 1.746,00.
9. A B) R$ 2.619,00.
10. E C) R$ 2.843,00.
11. C D) R$ 3.119,00.
12. A E) R$ 3.219,00.
13. C
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QUESTÃO 7 – Lucas comprou 35 caixas de lâmpadas de led


para realizar a substituição das lâmpadas no departamento de
infraestrutura e recursos humanos no prédio de uma
determinada prefeitura. Sabendo que cada caixa contém 15
lâmpadas, a quantidade total de lâmpadas compradas por
Lucas corresponde a:
A) 175.
B) 240.
C) 375.
D) 450.
E) 525.

QUESTÃO 8 – Em um almoço de confraternização, foram


compradas duas caixas de refrigerantes com 20 garrafas cada
uma. Sabe-se que cada garrafa contém 0,75 litros e que foram
consumidos 3/5 do total de refrigerantes. Nessa situação, a
quantidade de refrigerante que sobrou nesse almoço
corresponde a:
A) 6.
B) 8.
C) 10.
D) 12.
E) 18.

QUESTÃO 9 – A distância entre o local de trabalho e a casa


de Marcos é de 1.250 metros. Supondo que ele realiza o
percurso de ida e volta diariamente caminhando, quantos
quilômetros são percorridos por Marcos após seis dias de
trabalho?
A) 5 km.
B) 8 km.
C) 10 km.
D) 12 km.
E) 15 km.

QUESTÃO 10 – Para produzir uma determinada peça


automotiva, o sistema de máquinas de uma
indústria leva um tempo de 48 segundos. Nessa situação,
quanto tempo, em horas, será necessário,
para esse mesmo sistema de máquinas produzir 150 peças
automotivas?
A) 1 hora.
B) 1 hora e 30 minutos.
C) 2 horas.
D) 2 horas e 30 minutos.
E) 2 horas e 45 minutos.

GABARITO
1 C Matemática/raciocínio Lógico
2 C Matemática/raciocínio Lógico
3 B Matemática/raciocínio Lógico
4 A Matemática/raciocínio Lógico
5 D Matemática/raciocínio Lógico
6 B Matemática/raciocínio Lógico
7 E Matemática/raciocínio Lógico
8 D Matemática/raciocínio Lógico
9 E Matemática/raciocínio Lógico
10 C

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