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Podcast
Disciplina: Trade Marketing e Visual Merchandising
Título do tema: Loja perfeita: como planejar uma execução
efetiva
Autoria: Carla Marks
Leitura crítica: Marcelo Tavares Meneses
Abertura:
Olá, ouvinte, eu sou a professora Carla Marks e no podcast de hoje vamos falar
de Visual Merchandising, que é a uma das áreas do Marketing.
Para quem ainda não conhece, o VM, como é popularmente conhecido é o
conjunto de técnicas utilizadas para trabalhar o ambiente de loja criando
identidade e personalidade para uma marca. Para isso, o Visual Merchandising
lança mão do uso do design, da arquitetura e da decoração para criar um clima
e motivar os consumidores às compras.
Então quando você estiver em uma loja e se sentir envolvido/encantado por
aquele ambiente, saiba que um profissional de Visual Merchandising está por
trás de todos aqueles detalhes.
Muitos são os motivos de relevância dessa área que vem ganhando cada vez
mais destaque no varejo, mas o tema que eu vou abordar será a evolução do
Visual Merchandising, ou seja, como tudo começou e como vem se
desenvolvendo.
É difícil precisar cronologicamente o surgimento do Visual Merchandising, mas
de acordo com fatos históricos foi com o surgimento do papel moeda e com o
comércio que a maneira de apresentar os produtos começou a fazer diferença
no momento de promover as vendas. Imagine uma feira livre da antiguidade
onde o feirante seleciona minuciosamente as frutas e legumes mais atrativos
para ficar em evidência e os menos favorecidos menos evidentes, além disso,
imagine-o e criando uma categoria de legumes, de frutas e fazendo sua
organização por cores. O que esse feirante estava fazendo é aplicando
técnicas de apresentação e valorização de produtos que são utilizadas até
hoje.
Mas o Visual Merchandising como profissão originou-se com a ascensão do
comércio após a Revolução Industrial, mais especificamente com o surgimento
das lojas de departamento como o Bom Marché em Paris. O ponto de virada de
transformação do varejo foi quando comerciantes perceberam que expor as
mercadorias ao alcance dos clientes era uma forma de vender mais.
Foi assim que os grandes balcões que ficavam entre o comerciante e o cliente
foram, aos poucos, tornando-se obsoletos e as lojas começaram a tornar-se
locais de entretenimento com suas vitrines chamativas. Isso foi no final do
século XX. E a evolução da forma de criar ambientes de lojas não para. Com a
ascensão da internet, um dos caminhos necessários para o varejo é o que
chamamos de ominichannel ou ominicanal, que é a comunicação integrada de
todos os canais/de todos os pontos de contato de uma marca com seus
clientes. Isso significa ter uma linguagem única tanto no ambiente físico quanto
no ambiente digital. Outra palavra nova que surge com essa nova forma de
consumo é o phygital, ou seja, ao mesmo tempo o consumidor está navegando
nas redes sociais e presente na loja física da marca.
Esse é mais um desafio para os Visual Merchandisers, que é o nome do
profissional da área, como eu por exemplo. O desafio que trago é, ao mesmo
tempo, uma reflexão: o que vai fazer com que o consumidor deixe o conforto do
seu lar, a comodidade de receber um produto na sua porta, a conveniência de
não ter que enfrentar o trânsito para se deslocar para um ambiente físico de
compras é a experiência que ele vai vivenciar. Se esse espaço não propiciar
minutos de relaxamento, diversão não vai fazer sentido mais para o cliente.
Por isso que o desafio do VM é cada vez mais criar lojas com ambientes que
conectem marcas com seus consumidores através de layouts fluidos,
ambientação encantadora, som agradável, fragrância que traga lembranças
positivas, apresentação de produtos intuitiva, relacionamentos através do
atendimento, conveniência através de serviços, enfim, que proporcione um
escape da sua rotina.
Fechamento
E este foi nosso podcast de hoje! Até a próxima!