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História das Moedas no Brasil até 1942

O documento traça a evolução da moeda no Brasil desde o período colonial até 1994, começando com o uso de réis e passando por diversas mudanças, como o Cruzeiro, Cruzado e Cruzeiro Real. Cada nova moeda foi introduzida em resposta a crises econômicas e inflação, com cortes de zeros frequentes. O Plano Real, implementado em 1994, estabeleceu o Real como a moeda oficial, visando estabilizar a economia brasileira.

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História das Moedas no Brasil até 1942

O documento traça a evolução da moeda no Brasil desde o período colonial até 1994, começando com o uso de réis e passando por diversas mudanças, como o Cruzeiro, Cruzado e Cruzeiro Real. Cada nova moeda foi introduzida em resposta a crises econômicas e inflação, com cortes de zeros frequentes. O Plano Real, implementado em 1994, estabeleceu o Real como a moeda oficial, visando estabilizar a economia brasileira.

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Réis – Do período colonial a 1942

No início do período de colonização pelos portugueses, não haviam moedas no Brasil. O comércio entre nativos
e europeus era feito por sistema de trocas, eram usados pau-brasil, pano de algodão, açúcar, fumo, entre outros.
Com o avanço da colonização, começaram a circular pelo país as primeiras moedas, trazidas pelos estrangeiros.

Como o Brasil era colônia de Portugal, o padrão monetário do período era o mesmo da metrópole: o real. Os
reais, plural de real, ficaram popularizados como réis. Mesmo com a Independência do Brasil e a Proclamação da
República, o réis se mantiveram, só as gravuras das moedas e das cédulas se alteraram.

Imagem: Banco do Brasil


Exemplos de cédulas de réis

Cruzeiro – De 1942 a 1967

A primeira mudança de padrão monetário do Brasil foi a instituição do Cruzeiro. A nova moeda veio para unificar
os 56 diferentes tipos de cédulas em circulação no país. Um cruzeiro (Cr$ 1,00) equivalia a mil réis (Rs 1$000).
Em 1964, devido à inflação, a fração do cruzeiro chamada centavo deixou de existir.
Imagem: Banco Central do Brasil
Cédula de 10 mil cruzeiros

Cruzeiro Novo – De 1967 a 1970

Em 1967, com a inflação a 25%, o Cruzeiro se desvalorizou e a moeda foi substituída temporariamente pelo
Cruzeiro Novo, criado para vigorar até as novas cédulas do Cruzeiro entrarem em circulação e a sociedade se
adaptar ao corte de três zeros.

Imagem: Banco Central do Brasil Cédula


de 100 cruzeiros antigos carimbada no valor de 10 centavos do Novo Cruzeiro

Sendo assim, as cédulas do Cruzeiro foram carimbadas com novos valores e reutilizadas como Novo Cruzeiro. Um
cruzeiro novo (NCr$ 1,00) correspondia a mil cruzeiros antigos (Cr$ 1.000,00).

Cruzeiro – De 1970 a 1986

Após a reforma monetária, a moeda brasileira voltou a se chamar Cruzeiro. A equivalência das moedas se
manteve o mesmo, ou seja, um cruzeiro (Cr$ 1,00) valia um cruzeiro novo (NCr$ 1,00).

Imagem: Banco Central do Brasil Cédula de


100 mil cruzeiros

Cruzado – De 1986 a 1989


Nos anos 1980, o crescimento da inflação voltou a assombrar a economia, chegando a mais de 100%.
Desvalorizado, o Cruzeiro foi substituído pelo Cruzado. No Plano Cruzado, do governo de José Sarney, um
cruzado (Cz$ 1,00) equivalia a mil cruzeiros (Cr$ 1.000,00).

Imagem: Banco Central do Brasil Cédula de


mil cruzados

Cruzado Novo – De 1989 a 1990

Poucos anos depois da instituição do Cruzado, a inflação continuou a subir e obrigou o presidente Sarney a fazer
uma segunda reforma monetária. Em 1989, o Cruzado foi substituído pelo Cruzado Novo, que – novamente –
tinha três zeros a menos. Um cruzado novo (NCz$ 1,00) valia mil cruzados antigos (Cz$ 1.000,00).

Imagem: Banco Central do Brasil Cédula de cem


cruzados novos

Cruzeiro – De 1990 a 1993

Em 1990, o Cruzeiro volta a ser a moeda nacional, pela terceira vez. Nesta ocasião, não houve corte de zeros, um
cruzeiro (Cr$ 1,00) correspondia a um cruzado novo (NCz$ 1,00).

Imagem: Banco Central do Brasil Cédula de 500


mil cruzeiros
A substituição da moeda fazia parte do Plano Collor para conter a crise econômica, caracterizada por uma
hiperinflação de 1700% ao ano e muita instabilidade. Entretanto, o plano fracassou e a moeda se desvalorizou
rapidamente, chegando à cédula de 500 mil cruzeiros.

Cruzeiro Real – De 1993 a 1994

Após a renúncia de Collor, o vice-presidente Itamar Franco, fez uma nova reforma monetária. Nela, o Cruzeiro
saiu de cena de vez e foi instituído pelo Cruzeiro Real, novamente reduzindo três zeros nas cédulas. Um cruzeiro
real (CR$ 1,00) equivalia a mil cruzeiros (Cr$ 1.000,00).

Imagem: Banco Central do Brasil Cédula de 50 mil


cruzeiros reais

Real – De 1994 aos dias atuais

Em 1994, se consolida o projeto econômico Plano Real, feito pelo então Ministro da Fazenda Fernando Henrique
Cardoso (FHC), ainda no governo de Itamar Franco. O projeto tinha como objetivo conter a inflação
extremamente elevada que assolava o Brasil há anos.

Lançado há três décadas, o Plano Real incluiu ações de ajuste fiscal, a implementação da URV (Unidade Real de
Valor), uma moeda virtual atrelada a cotação do dólar, e a criação de uma nova moeda oficial: o Real. Um real
(R$ 1,00) correspondia a CR$ 2.750,00.

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