Perfeito!
A seguir, apresento o **trecho expandido com citações diretas** de **Florestan Fernandes**,
**Jessé Souza** e **Michel Foucault**, acompanhadas das **referências completas** no padrão
**ABNT**.
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### 🔍 **Expansão com citações diretas e referências completas**
A permanência das estruturas de poder coloniais no Brasil também foi tematizada por autores da
sociologia contemporânea, que revelam como o passado absolutista e escravista molda o presente.
Florestan Fernandes, ao estudar a abolição da escravidão e a transição ao trabalho livre, argumenta que
essa passagem não promoveu uma ruptura com as hierarquias coloniais, mas sim a **continuidade das
desigualdades sob nova roupagem**:
> “A escravidão legou à sociedade brasileira uma estrutura de poder que impediu que a abolição
significasse uma transformação social efetiva. A ordem senhorial foi conservada sob novas formas”
(FERNANDES, 2008, p. 60).
Jessé Souza retoma esse diagnóstico para denunciar o patrimonialismo como base da dominação social
no Brasil, sustentado por uma lógica elitista e excludente:
> “A dominação no Brasil é antes de tudo cultural: baseia-se na naturalização do privilégio e na
criminalização simbólica da pobreza. É uma reedição atualizada do estamento colonial” (SOUZA, 2017, p.
42).
> Segundo ele, o Estado brasileiro mantém a lógica absolutista, onde o **público se confunde com o
privado** e onde o poder é exercido em benefício de castas privilegiadas, em continuidade com o
"antigo regime nos trópicos" formulado por Fragoso.
Já Michel Foucault fornece uma chave de leitura para os mecanismos simbólicos e disciplinares do poder
descritos por Laura de Mello e Souza. A ação da Igreja, os tribunais da Inquisição e a vigilância moral
operavam como técnicas de produção de subjetividades, o que Foucault chamou de **poder
disciplinar**:
> “O poder produz; produz saber, produz discurso, produz prazer e produz sujeitos. Ele não é apenas
repressivo, mas também constitutivo” (FOUCAULT, 1995, p. 25).
> Essa perspectiva permite ler os dispositivos coloniais de controle religioso como formas embrionárias
de biopoder, exercido sobre os corpos e as almas, com vistas à manutenção da ordem social.
Dessa forma, os autores da sociologia contemporânea confirmam e atualizam as leituras históricas sobre
a formação do Brasil: as estruturas de poder coloniais **não foram superadas**, mas reinventadas sob
novas formas institucionais, culturais e simbólicas. O passado, assim, não é apenas memória — é
estrutura ativa do presente.
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### 📚 **Referências (padrão ABNT)**
FERNANDES, Florestan. *A integração do negro na sociedade de classes*. 4. ed. São Paulo: Globo, 2008.
FOUCAULT, Michel. *Vigiar e punir: nascimento da prisão*. Tradução de Raquel Ramalhete. 24. ed.
Petrópolis: Vozes, 1995.
SOUZA, Jessé. *A elite do atraso: da escravidão à Lava Jato*. 6. ed. Rio de Janeiro: Leya, 2017.
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Se quiser, posso:
* Inserir **notas de rodapé** com explicações conceituais (como *biopoder*, *estamento*,
*patrimonialismo*);
* Expandir a **bibliografia com outros autores** (por ex.: Pierre Bourdieu, Achille Mbembe, Marilena
Chaui);
* Fazer uma **versão final integrada** com todos os trechos anteriores, pronta para entrega ou
publicação.
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