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Esporotricose: Causas, Sintomas e Tratamento

A esporotricose é uma micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix schenckii, transmitida principalmente por arranhões e mordidas de gatos infectados. Os sinais clínicos variam de lesões cutâneas a manifestações sistêmicas, e o diagnóstico é feito por exames clínicos e laboratoriais. O tratamento padrão é o itraconazol, e medidas de biossegurança são essenciais para prevenção.

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Esporotricose: Causas, Sintomas e Tratamento

A esporotricose é uma micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix schenckii, transmitida principalmente por arranhões e mordidas de gatos infectados. Os sinais clínicos variam de lesões cutâneas a manifestações sistêmicas, e o diagnóstico é feito por exames clínicos e laboratoriais. O tratamento padrão é o itraconazol, e medidas de biossegurança são essenciais para prevenção.

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Alunos: Camila Pandolfo, Julia Bianchi, Pietra Vedana, Vinícius Szemanski

Esporotricose

- Etiologia: É uma micose subcutânea causada por fungos do complexo Sporothrix, a espécie mais
comum é o Sporothrix schenckii. É uma zoonose tendo os gatos domésticos um importante papel
epidemiológico na doença.

-Epidemiologia: A transmissão ocorre principalmente por meio de arranhões e mordidas de gatos


infectados, mas também ocorrem pelo contato com o solo contaminado rico em matéria orgânica
em decomposição, em folhas secas, madeira, espinhos de plantas (principalmente roseiras) e
musgos. É um fungo saprófita ambiental e cosmopolita que existe na forma micelial em
temperaturas ambientes de 25-30°C e como levedura se desenvolve em temperatura corporal de
37°C que pode afetar a pele e o sistema linfático e ainda pode causar doença sistêmica. É mais
comum em zonas temperadas a tropicais, pois se sugere que o clima, a temperatura atmosférica e a
umidade relativa do ar influenciem no crescimento do fungo.

- Sinais clínicos: A evolução é rápida, os sinais variam de uma infecção subclínica, apresentando
uma única lesão em pele com regressão espontânea, para uma forma fatal de manifestação
sistêmica. Na forma disseminada, os sinais sistêmicos são linfonodos aumentados, emagrecimento
progressivo, letargia, febre intermitente, perda de apetite, dificuldade para respirar (se houver
acometimento respiratório). Os gatos apresentam três síndromes clínicas: a) cutânea localizada, b)
linfocutânea e c) cutânea disseminada. A forma cutânea, mais comumente observada são úlceras
profundas e feridas que não cicatrizam, geralmente no focinho, ao redor dos olhos e da boca,
orelhas, patas e cauda, lesões frequentemente com bordas elevadas, presença de pus espesso e
amarelado, mau cheiro. Em humanos, o período de incubação da esporotricose é de
aproximadamente 14 dias, após são observadas a forma cutânea localizada, linfocutânea,
mucocutânea, extrecutânea e disseminada.

- Diagnóstico: O diagnóstico da esporotricose pode ser realizado por meio de exames clínico e
histórico do animal, exame citopatológico de secreções e do aspirado do exsudato de lesões, exame
histopatológico de pele acometida e cultura fúngica. A confirmação é obtida com o isolamento do
Sporothrix schenkii nas secreções. Os exames laboratoriais complementares incluem hemograma e
perfil bioquímico, que geralmente não revelam alterações, a menos que haja comprometimento
sistêmico. Geralmente, observa-se a ocorrência de anemia, leucocitose por neutrofilia, gamopatias e
hipoalbuminemia.

- Profilaxia: É importante que as pessoas que lidam com gatos acometidos pela doença sigam uma
série de regras de biossegurança, que incluem: separação dos animais adoentados e saudáveis,
precaução ao manipular os animais acometidos, cuidado para a não ocorrência de mordidas ou
arranhaduras desses animais e descontaminação das caixas de transporte dos animais com
hipoclorito a 1%. Evitar que gatos circulem livres na rua, onde podem se contaminar ou contaminar
outros. Campanhas de castração e adoção responsável, redução do número de gatos de rua, que são
os principais vetores urbanos da doença.

- Tratamento: A droga de eleição para tratamento da esporotricose tanto em humanos como em


felinos é o itraconazol. Outras opções de tratamento consistem no uso de fluconazol, terbinafina,
termoterapia local, anfoterecina B e ressecção cirúrgica das lesões. O tratamento de felinos com
itraconazol é efetuado na dose 10 mg/kg/dia, podendo ser dado uma vez ao dia ou dividido em
doses de 5 mg/kg duas vezes ao dia, por via oral, preferencialmente junto com comida, por até um
mês após melhora dos sintomas.

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